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EsFCEx — Concurso de Admissão 2020 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês — 014. Prova Objetiva — Versão A

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês

Fundação VUNESP2020

70 questões nesta prova · página 2 de 4 · 70 com gabarito

História do Brasil Crise de 1929 e Mercado Interno

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Já observamos que, de 1929 ao ponto mais baixo da depressão, a renda monetária no Brasil se reduziu entre 25 e 30 por cento. Nesse mesmo período, o índice de preços dos produtos importados subiu 33 por cento. Compreende-se, assim, que a redução no quantum das importações tenha sido superior a 60 por cento.
Depreende-se facilmente a importância crescente que, como elemento dinâmico, irá logrando a procura interna nessa etapa de depressão. Ao manter-se a procura interna com maior firmeza que a externa, o setor que produzia para o mercado interno passa a oferecer melhores oportunidades de inversão que o setor exportador. Cria-se, em consequência, uma situação praticamente nova na economia brasileira.
(Celso Furtado. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. Adaptado)
A “situação praticamente nova na economia brasileira”, segundo Furtado, refere-se
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A situação nova é a preponderância do mercado interno como centro dinâmico na formação de capital.

Furtado mostra que, com a queda da renda e das importações na crise de 1929, a procura interna se manteve mais firme que a externa. Por isso o setor voltado ao mercado interno ofereceu melhores oportunidades de investimento que o exportador, tornando-se o centro dinâmico da economia.

Análise das alternativas

A) Errada: não houve hegemonia de industriais nordestinos. B) Errada: a política não visava ampliar disparidades regionais. C) Errada: o texto não trata de transferência de capitais para o setor financeiro. E) Errada: Furtado destaca a defesa do café (compra de excedentes), não o abandono da proteção.

Referência: FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Redemocratização — Diretas Já

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Em 1983, lideranças partidárias demandavam mudança nas regras da sucessão da presidência da República, mediante a aprovação de emenda constitucional.
Só um fato extraordinário poderia romper com as regras que impunham a vitória de um candidato eleito pelo voto indireto para a sucessão presidencial, e as oposições se encarregaram de criá-lo. A campanha com lema “Diretas Já” começou timidamente, em junho de 1983, com um comício em Goiânia, que reuniu 5 mil pessoas e demonstrou a viabilidade de um movimento de massas orientado para exigir do Congresso Nacional a aprovação da Emenda Dante de Oliveira.
A oposição contava com algumas vantagens.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Para Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, uma dessas vantagens foi
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A vantagem da oposição foi o resultado das eleições diretas de 1982 para governadores, com o PMDB elegendo nove e o PDT o Rio de Janeiro.

Em 1982 foram realizadas eleições diretas para governador. O PMDB venceu em nove estados, incluindo os mais ricos (SP, MG, PR), e o PDT de Brizola elegeu o governo do Rio. Isso deu à oposição força política e palanques para a campanha das Diretas Já.

Análise das alternativas

A) Errada: não houve eleições municipais em 1980; elas foram adiadas para 1982. C) Errada: não houve extinção dos senadores indiretos que desse maioria ao PMDB no Senado. D) Errada: em 1982 o PDS manteve a maioria no Colégio Eleitoral e o governo manteve vantagem na Câmara. E) Errada: o STF não decidiu isso, e a questão partidária foi regulada pela legislação.

Referência: SCHWARCZ, L. M.; STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. 2015.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Transição Demográfica

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Analise o gráfico para responder à questão.
Gráfico de área intitulado “Transição demográfica (1920-2010)”, com eixo vertical “Taxa anual (‰)” de 0 a 50 e eixo horizontal com os anos 1920, 1940, 1950, 1960, 1970, 1980, 1991, 1996, 2000 e 2010. A faixa sombreada entre a curva superior e a inferior é rotulada “Crescimento natural”. Valores da curva superior: 45; 44; 44,4; 43,3; 37,7; 37,1; 33,3; 23,01; 19,9; 20,1. Valores da curva inferior: 26,4; 25,3; 20,6; 13,4; 9,4; 8,8; 9,1; 7,07; 6,7; 6,1.
(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicasdo território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre a dinâmica demográfica brasileira permitem afirmar que
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Geografia do Brasil Indicadores Sociais — IDHM

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Em 1998, o Brasil foi um dos países pioneiros ao adaptar e calcular um IDH subnacional para todos os municípios brasileiros, com dados do Censo Demográfico, criando o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
(http://atlasbrasil.org.br/2013/data/rawData/publicacao_atlas_rm_pt.pdf)
Um dos pontos positivos do IDHM é o fato de ele
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Resolução comentada

O IDHM popularizou a ideia de desenvolvimento centrado nas pessoas, não só no PIB.

O IDH e o IDHM agregam longevidade, educação e renda, deslocando o foco do crescimento econômico para o bem-estar das pessoas. Esse é um ponto positivo central do índice.

Análise das alternativas

B) Errada: o IDHM é um índice agregado por município e não destaca com nitidez as diferenças entre urbano e rural. C) Errada: o IDHM tem três dimensões (longevidade, educação e renda), e os indicadores são comparáveis entre regiões. D) Errada: o IDHM foi calculado a partir de dados do Censo brasileiro, não depende da divulgação do IDH mundial. E) Errada: o índice mede condições, não indica por si só uma redução persistente das desigualdades regionais.

Referência: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD/IPEA/FJP).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Industrialização Brasileira

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Para promover a industrialização, a partir dos anos de 1960, o Estado adotou várias ações importantes, dentre as quais:
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Desde os anos 1960 o Estado criou e ampliou infraestruturas em distritos industriais em várias regiões.

A industrialização a partir dos anos 1960 contou com forte atuação estatal: criação de distritos industriais, infraestrutura (energia, transportes), incentivos fiscais e órgãos regionais como a SUDENE e a Zona Franca de Manaus. Por isso, a alternativa C descreve uma ação estatal efetiva do período.

Análise das alternativas

A) Errada: o período foi de protecionismo e substituição de importações, e a abertura só ocorreu nos anos 1990. B) Errada: os tecnopolos são posteriores e pouco relevantes no período. D) Errada: o regime militar reprimiu o movimento sindical e controlou salários. E) Errada: o Estado ampliou sua presença com estatais; as privatizações são dos anos 1990.

Referência: Geografia econômica do Brasil: industrialização e política regional.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Estrutura Fundiária

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Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Segundo Théry e Mello-Théry (2018), as propriedades agrárias muito grandes (mais de 500 ha) e as muito pequenas (menos de 1 ha) ocupam zonas distintas no Brasil. Para os autores, são exemplos de áreas de concentração de propriedades muito grandes e muito pequenas, respectivamente:
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Resolução comentada

Propriedades muito grandes concentram-se no Mato Grosso e as muito pequenas no Agreste pernambucano.

Segundo Théry e Mello-Théry, os imóveis com mais de 500 ha concentram-se em áreas de fronteira agrícola e pecuária, como o Mato Grosso. Os minifúndios com menos de 1 ha predominam em áreas de agricultura familiar densamente povoadas, como o Agreste pernambucano.

Análise das alternativas

A) Errada: o Triângulo Mineiro não é área típica de minifúndios. C) Errada: o Amazonas não é referência de grandes propriedades, e Santa Catarina tem mais pequenas e médias propriedades que minúsculas. D) Errada: a Campanha Gaúcha é marcada por grandes estâncias. E) Errada: São Paulo não é referência de concentração de propriedades minúsculas.

Referência: THÉRY, H.; MELLO-THÉRY, N. A. Atlas do Brasil (2018).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Estrutura Etária da População

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Observe o gráfico.
Pirâmide etária do Brasil em 2010, com barras de homens (à esquerda, em preto) e mulheres (à direita, em cinza) por faixas de idade de 5 anos, de “0 a 4 anos” até “80 anos ou mais”; escala horizontal de 0 a 10 para cada lado. As barras mais largas estão nas faixas de 10 a 34 anos, e as faixas de 0 a 9 anos são mais estreitas que as imediatamente superiores. Créditos: ©HT/NAMT 2018. Fonte: IBGE, 2010b.
(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
Considerando as transformações recentes na pirâmide etária brasileira, uma das suas consequências é
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Geografia do Brasil Recursos Hídricos — Usos da Água

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Observe a figura que representa o uso mundial de água por três setores entre 1940 a 2000.
Gráfico de linhas do consumo mundial de água entre 1940 e 2000, eixo vertical “x 1000 km³/ano” de 0 a 4. A linha contínua “Total” sobe de cerca de 0,6 para cerca de 3,8; a linha pontilhada “A” sobe de cerca de 0,5 para cerca de 2,6; a linha tracejada “B” sobe de cerca de 0,1 para cerca de 0,75; a linha cinza “C” sobe de quase 0 para cerca de 0,4.
(Ricardo Hirata. Recursos Hídricos. In: W. Teixeira. et al. (org.). Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2000. Adaptado)
Os totais indicados com as letras A, B e C representam, respectivamente, os consumos de água mundial pelos setores:
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Geografia do Brasil Domínios Morfoclimáticos — Caatinga

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Região semiárida onde os totais anuais de precipitação, em diversos pontos, não ultrapassam os 400 mm anuais, marcada em sua paisagem por solos pedregosos com formas agressivas, como os campos de inselbergs, assim como por um regime intermitente da rede de drenagem.
(Jurandyr Luciano Sanches Ross (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2001. Adaptado)
Essa região apresenta uma vegetação típica denominada
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Semiárido com menos de 400 mm, solos pedregosos, inselbergs e rios intermitentes corresponde à Caatinga.

As características descritas (baixa pluviosidade, solos rasos e pedregosos, inselbergs e rios intermitentes) são típicas do sertão nordestino. A vegetação associada a esse domínio é a Caatinga, xerófila e adaptada à seca.

Análise das alternativas

A) Errada: a Mata Atlântica é úmida e litorânea. B) Errada: os Campos Sulinos são gramíneas do clima subtropical do Sul. C) Errada: a Mata de Cocais é uma transição entre Amazônia, Cerrado e Caatinga, com babaçu e carnaúba, em clima mais úmido. E) Errada: o Cerrado tem clima tropical com chuvas bem maiores e solos profundos.

Referência: ROSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. Edusp, 2001.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Transportes — Corredores de Exportação

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Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Observe o mapa temático.
Mapa do Brasil com divisão estadual e áreas sombreadas em cinza no interior, cada uma com uma seta dirigida a um porto do litoral, identificados como: Itaqui/Ponta da Madeira, Vitória/Tubarão, Rio de Janeiro/Sepetiba, Santos, Paranaguá e Rio Grande.
(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
A cartografia destacada no mapa representa espacialmente
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Pedagogia Projeto Político-Pedagógico

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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De acordo com o livro Projeto-político pedagógico da escola: uma construção possível, organizado por Ilma Veiga, é correto afirmar que o projeto político-pedagógico
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O PPP articula-se à organização do trabalho pedagógico em dois níveis: a escola como um todo e a sala de aula.

Na obra organizada por Ilma Veiga, o PPP é visto como a própria organização do trabalho pedagógico, que ocorre em dois níveis: a organização da escola como um todo e a organização da sala de aula. Trata-se de processo coletivo, democrático e permanentemente em construção, e não de mero documento burocrático.

Análise das alternativas

B) Errada: o PPP não é documento para prestar contas às autoridades, mas construção coletiva da escola. C) Errada: descreve a lógica burocrática e fragmentada que o PPP busca superar, pois ele se apoia na gestão democrática. D) Errada: o PPP é processo permanentemente em construção e reavaliação, não algo acabado e imutável. E) Errada: o PPP busca a autonomia da escola, não a centralização federal.

Referência: VEIGA, Ilma P. A. (org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Pedagogia Educação Especial na Perspectiva Inclusiva

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Na obra coletiva A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva, as autoras Edilene Ropoli et. al. afirmam que a inclusão cinde com as concepções que sustentam as escolas, questionando os fundamentos dos sistemas educacionais.
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre os ambientes escolares, segundo a referida obra.
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Em ambientes excludentes, elege-se uma identidade padrão pela qual as demais são avaliadas e hierarquizadas.

Na obra, a escola excludente toma uma identidade como norma e, a partir dela, avalia e hierarquiza as outras. A inclusão rompe com essa lógica e reconhece a diferença.

Análise das alternativas

A) A escola inclusiva não se limita à dimensão cognitiva para as avaliações externas. B) As salas de recursos complementam, e não segregam, o atendimento. D) A identidade como construção histórico-cultural, instável e heterogênea é a visão da perspectiva inclusiva, não da excludente. E) A inclusão não limita o currículo da classe.

Referência: ROPOLI, E. A. et al. A educação especial na perspectiva da inclusão escolar: a escola comum inclusiva.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Pedagogia Educação e Cidadania

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Para Ladislau Dowbor, permitir que os jovens acessem informações básicas que afetam suas vidas, tais como a destinação do dinheiro público, poluidores da sua região, etc., representa o
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Para Dowbor, dar acesso a informações que afetam a vida dos jovens é objetivo da educação, ao dar embasamento concreto à teoria.

Dowbor defende que a educação deve se ligar à realidade vivida, o que se realiza ao fornecer um embasamento concreto à teoria. Trata-se do objetivo da educação, e não do conceito de conectividade ou de cidadania.

Análise das alternativas

A e E atribuem a ideia ao conceito de conectividade, o que não corresponde. B) Fala em conceito de cidadania. C) Fala em objetivo da educação, mas o mecanismo é dar embasamento concreto à teoria, e não privilegiar a prática em relação à teoria.

Referência: DOWBOR, L. textos sobre educação e gestão do conhecimento.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação Educacional LDB — Categorias Administrativas das Instituições de Ensino

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Inglês · Caderno 014. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Considerando a lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (Lei nº 9.394, de 20.12.1996), assinale a alternativa que apresenta as categorias administrativas nas quais as instituições de ensino são classificadas.
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Resolução comentada

A LDB classifica as instituições de ensino em públicas, privadas e comunitárias.

O art. 19 da Lei 9.394/1996 (com a redação dada pela Lei 13.868/2019) prevê que as instituições de ensino dos diferentes níveis classificam-se nas categorias administrativas pública, privada e comunitária, entre outras formas de privadas. Por isso, a alternativa E.

Análise das alternativas

A e B usam termos que não são categorias administrativas. C) 'Coletivas' não existe na lei. D) Omitem as comunitárias.

Referência: Lei nº 9.394/1996 (LDB), art. 19.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Psicologia da Educação Piaget — Aprendizagem e Desenvolvimento

Fundação VUNESP 2020

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Assinale a alternativa correta a partir dos conceitos de aprendizagem e desenvolvimento para Piaget.
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Para Piaget, a aprendizagem provocada (como em situação escolar) se opõe ao desenvolvimento espontâneo.

Piaget distingue o desenvolvimento, que é espontâneo e ligado à totalidade das estruturas, da aprendizagem, que em geral é provocada por situações externas (experimentador, professor). A alternativa B reflete isso.

Análise das alternativas

A e C invertem a relação, pois para Piaget o desenvolvimento explica a aprendizagem. D atribui à aprendizagem o que Piaget atribui ao desenvolvimento. E) O desenvolvimento não é a soma de aprendizagens, como pensa o associacionismo.

Referência: PIAGET, J. Desenvolvimento e aprendizagem.

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Legislação Educacional Diretrizes Curriculares Nacionais — Interdisciplinaridade e Transversalidade

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Jonas, lendo a respeito da visão interdisciplinar e transversal do conhecimento, verificou que a transversalidade é um modo de se organizar o trabalho didático-pedagógico, modo esse que procura reintegrar aspectos da realidade que ficaram isolados uns dos outros pelo tratamento disciplinar. Ele também verificou que a transversalidade, assim como a interdisciplinaridade, rejeita a concepção de conhecimento que toma a realidade como algo estável, pronto e acabado.
A partir das leituras feitas, nomeadamente do art. 13, § 6º, da Resolução CNE/CEB nº 04/2010, Jonas tomou ciência de que, na abordagem curricular, a transversalidade está ligada à dimensão didático-pedagógica enquanto a interdisciplinaridade refere-se
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Resolução comentada

Pela Resolução CNE/CEB 04/2010, a interdisciplinaridade refere-se à abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento.

O art. 13, § 6º, distingue as duas dimensões: a transversalidade orienta a dimensão didático-pedagógica, e a interdisciplinaridade se refere à abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento.

Análise das alternativas

A) Justaposição de saberes é multidisciplinaridade. B) O trabalho coletivo é uma condição, não a definição. C) Alternativa metodológica não é a definição dada pela norma. D) A divisão em disciplinas é o modelo que a interdisciplinaridade busca superar.

Referência: Resolução CNE/CEB nº 4/2010, art. 13, § 6º.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Psicologia da Educação Concepções de Aprendizagem e Ensino — Construtivismo

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Segundo Teresa Mauri (in Coll,1999, capítulo 4), atualmente, são três as concepções da aprendizagem e do ensino escolar mais habituais entre os docentes. Para a primeira concepção, aprender consiste em conhecer as respostas corretas para as perguntas formuladas pelos professores, cabendo ao ensino reforçar positivamente tais respostas. Para a segunda concepção, aprender consiste em adquirir conhecimentos relevantes de uma cultura, competindo ao ensino proporcionar aos alunos as informações de que necessitam. Finalmente, para a terceira concepção, a aprendizagem escolar consiste em construir conhecimentos culturais a partir de atividade pessoal; o aluno é um ser ativo que aprende a aprender.
Conforme expõe Mauri no referido texto, nessa terceira vertente, o papel do ensino consiste em
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Resolução comentada

Na concepção construtivista, o ensino auxilia os alunos na construção dos conhecimentos culturais.

Para Mauri, na terceira concepção, o aluno constrói ativamente os conhecimentos, e o ensino é uma ajuda ajustada a esse processo de construção. Por isso, o papel do ensino é auxiliar os alunos na construção dos conhecimentos culturais.

Análise das alternativas

B, C e E trazem funções possíveis do ensino, mas não são as que o texto aponta para essa vertente. D) Transmitir sistematicamente conhecimentos corresponde à segunda concepção.

Referência: MAURI, T. In: COLL, C. et al. O construtivismo na sala de aula (1999), cap. 4.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Didática Pedagogia de Projetos

Fundação VUNESP 2020

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Os tempos atuais são marcados por grandes e profundas mudanças em todos os setores da vida. Nesse contexto, verifica-se que os professores têm investido em ações pedagógicas mais adequadas à realidade vivida, ações essas capazes de criar espaços para que os alunos, eles próprios, produzam seus conhecimentos, tornando-se sujeitos críticos, reflexivos e inovadores. Em tal direção, a Pedagogia de Projetos tem se mostrado uma aliada. Entre os defensores dessa pedagogia encontra-se Moura; segundo essa autora, conforme o artigo “Pedagogia de Projetos: contribuições para uma educação transformadora” (s.d.), trabalhar por meio de projetos demanda mudanças na concepção de ensino e aprendizagem e, consequentemente, na postura do professor. Essa forma de trabalhar não pode ser vista como uma opção meramente metodológica, mas como uma pedagogia que traduz uma específica concepção do conhecimento escolar.
Ainda segundo Moura no referido texto, a Pedagogia de Projetos entende que o papel do educador na construção do conhecimento por parte do aluno é o de
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Resolução comentada

Na Pedagogia de Projetos, o educador é mediador da construção do conhecimento pelo aluno.

Nessa pedagogia, o aluno é sujeito ativo que produz conhecimento, e o professor atua como mediador, orientando e provocando a aprendizagem, em vez de transmitir conteúdos.

Análise das alternativas

A, D e E reduzem o papel docente a roteirizar, organizar ou programar atividades. B) Transmissor contraria a pedagogia de projetos.

Referência: MOURA, M. Pedagogia de Projetos: contribuições para uma educação transformadora.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Didática Avaliação da Aprendizagem — Avaliação Mediadora

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Em “Avaliação mediadora: uma relação dialógica na construção do conhecimento”, Hoffmann (in Revista Ideias, nº 22, p. 54) argumenta que a concepção comportamentalista sobre a avaliação manifesta-se na prática avaliativa de um grande número de professores. Tais profissionais demonstram não perceber o autoritarismo intrínseco a essa concepção. Quando dominados pela convicção de que a forma de avaliar na perspectiva comportamentalista é a melhor que se conhece, esses professores não podem evoluir no sentido de dois princípios presentes em uma avaliação mediadora (tipo de avaliação defendido por Hoffmann).
Na visão de Hoffmann, segundo o artigo em pauta, os dois princípios presentes em uma avaliação mediadora são o
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Resolução comentada

Os dois princípios da avaliação mediadora em Hoffmann são o acompanhamento reflexivo e o diálogo.

Segundo o gabarito oficial, o professor preso à visão comportamentalista não evolui rumo aos princípios do acompanhamento reflexivo e do diálogo, centrais na avaliação mediadora, que é uma relação dialógica na construção do conhecimento.

Análise das alternativas

A, B, C e E trazem combinações que não correspondem aos princípios apontados por Hoffmann no artigo, embora alguns termos (diagnóstico, processual, formativo) sejam associados a outras concepções de avaliação.

Referência: HOFFMANN, J. Avaliação mediadora: uma relação dialógica na construção do conhecimento. Revista Ideias, n. 22.

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Didática Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação

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No mundo atual, globalizado, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) têm se incorporado a diversas áreas do desenvolvimento humano, entre elas a da educação. Nesse contexto, segundo Moran (2004), o professor, do ponto de vista metodológico, necessita aprender a contrabalançar processos de organização e de “provocação” na sala de aula. Para o referido autor, uma das dimensões fundamentais do educar consiste em auxiliar os alunos a descobrirem uma lógica dentro do caos de informações que possuímos, organizar numa síntese coerente (ainda que momentânea) das informações dentro de um campo de conhecimento. Moran afirma que compreender consiste em organizar, sistematizar, comparar, avaliar e contextualizar. Uma segunda dimensão pedagógica busca questionar essa compreensão, criando uma tensão para ultrapassá-la, transformá-la, caminhando em direção a novas sínteses, novas formas de compreensão.
Para isso, Moran afirma, nesse texto, que o professor precisa
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Resolução comentada

Para Moran, o professor precisa questionar, tensionar e provocar o nível de compreensão existente.

O texto descreve duas dimensões: organizar/sintetizar a compreensão e, em seguida, questioná-la, criando tensão para superá-la rumo a novas sínteses. Logo, o professor precisa questionar, tensionar e provocar o nível de compreensão atual.

Análise das alternativas

B, C, D e E apresentam estratégias genéricas (projetos, memorização, transmissão, rotinas de estudo) que não correspondem à segunda dimensão descrita no texto.

Referência: MORAN, J. M. (2004), textos sobre novas tecnologias e mediação pedagógica.

Resolução comentada do VaiConcursos.