← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português 70 questões nesta prova · página 1 de 4 · 70 com gabarito Gabarito disponível A primeira corrida rendeu pouco, mas a volta à cidade trouxe sensação de superação. A narradora cobrou só oito reais por uma corrida longa e se considerou 'otária', ou seja, não compensou financeiramente. Ao reencontrar o caminho, entrou na cidade com 'a maior alegria', 'mais feliz do que quando peguei a moto'. A) Errada: a cliente não quis enganá-la, e a narradora se culpa, não a cliente; também não fala de praça. C) Errada: a impaciência era da cliente e o constrangimento vinha do preço, não de desconhecer os arredores. D) Errada: a cliente apenas estranhou ser mulher e disse ficar mais à vontade. E) Errada: o colete foi guardado enquanto esperava a moto e não há menção a lei. Referência: Interpretação de texto narrativo – Jarid Arraes, 'Moto de mulher'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A linguagem coloquial retrata o modo de ser da narradora. O registro informal ('tava', 'juntando a cara', 'pra') caracteriza a narradora como uma pessoa comum, simples, insegura e espontânea, construindo sua identidade e voz. O trecho da alternativa E exemplifica essa caracterização. A) Errada: o trecho citado não mostra atitudes contraditórias. B) Errada: o texto não enfatiza limitações da linguagem coloquial, e sim seu valor expressivo. C) Errada: o trecho mostra alegria, não inépcia. D) Errada: o tom é coloquial e narrativo, não lírico, e o trecho não comprova isso. Referência: Variação linguística e função expressiva da linguagem coloquial na literatura. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Apenas a alternativa E mantém correlação verbal adequada à norma-padrão. Em E, 'deveria perceber... tão logo contivesse... conseguiria... partira' mantém a correlação: futuro do pretérito, pretérito imperfeito do subjuntivo, futuro do pretérito e mais-que-perfeito (partira = havia partido). 'Contivesse' é a forma correta de conter no imperfeito do subjuntivo. A) 'contera' (mais-que-perfeito) com 'teria conseguido' e 'partia' não se correlacionam bem. B) 'contém' é incorreto: o subjuntivo seria 'contenha'. C) 'contesse' é forma errada de conter (o correto é 'contivesse'). D) 'conseguira' é inadequado (deveria ser 'conseguirá') e 'parte' destoa do contexto. Referência: Verbo 'conter' (derivado de ter) e correlação de tempos e modos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Preenchimento das lacunas com conectivos e pronomes relativos adequados: durante o qual, em que, por isso, cujo. 1) 'período de 1 a 5 minutos, durante o qual podemos acordar...' (relação temporal). 2) 'aquele estágio em que, se somos interrompidos...' (relativo de circunstância). 3) 'a profundidade é menor, por isso é o momento ideal...' (conclusão). 4) 'quarto estágio, cujo estado é de profundo relaxamento' (posse). Só B traz a sequência correta. A) 'no qual' e 'todavia' não se encaixam (todavia é adversativa; a ideia é de consequência). C) 'com o qual' e 'conforme' não fazem sentido, e 'contudo' é adversativo. D) 'com o qual' e 'aqui' são inadequados; 'ao qual o' quebra a construção. E) 'conforme' e 'onde' não se aplicam ao contexto; 'ao qual o' é incorreto. Referência: Coesão: pronomes relativos e conectivos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Texto expositivo que explica os estágios do sono com linguagem objetiva. O texto explica os estágios do sono NREM, descrevendo características e durações, com finalidade informativa e linguagem objetiva. Trata-se, portanto, de tipo expositivo, baseado em explicações. A) Errada: não há narrativa nem depoimento. B) Errada: não é injuntivo (não dá ordens) nem subjetivo. C) Errada: não é predominantemente descritivo nem prescreve condutas. E) Errada: não defende uma tese nem apresenta pontos de vista diferentes. Referência: Tipologia textual: sequência expositiva. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível As narrativas pessoais valorizam memórias individuais, conectam pessoas e ajudam a contar a história da sociedade. O texto afirma que o museu valoriza memórias como fonte de compreensão, conhecimento e conexão, e que os depoimentos 'ajudavam a contar a história mais ampla do país'. A alternativa B sintetiza exatamente essas ideias. A) Errada: o museu registra histórias de qualquer pessoa, não apenas de pessoas célebres. C) Errada: o texto não diz que os relatos dos imigrantes foram imediatamente enviados ao acervo; foram o projeto que inspirou a ideia. D) Errada: o texto não menciona falta de reconhecimento social nem redimensionamento do papel dos museus. E) Errada: o museu pretende justamente registrar e preservar histórias da sociedade. Referência: Interpretação de texto (VUNESP) – texto de Mariana Vick, Nexo Jornal, 2020. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Vírgulas indicam expressão explicativa, aposto e adjunto adverbial deslocado. Em I, 'ou seja' é expressão explicativa, isolada por vírgula. Em II, 'Karen Worcman' é aposto, isolado por vírgulas. Em III, 'Mais de 25 anos depois da fundação do museu' é adjunto adverbial antecipado, separado por vírgula. A) e D) 'Ou seja' não é expressão corretiva. B) Não há vocativo em II. C) 'Ou seja' não é expressão coordenada, 'Karen Worcman' não é sujeito, e III não é enumeração. Referência: Luft, C. P. Grande manual de ortografia Globo (1998). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Concordância correta com verbo no imperfeito e partícula apassivadora/indeterminação. Em 'no qual se entrevistavam imigrantes', 'imigrantes' é sujeito da voz passiva sintética, e o verbo 'entrevistavam' concorda com ele no plural. Esse é o caso correto de concordância. B) O verbo 'existir' deve concordar com 'colaboradores': 'existem'. C) O sujeito 'histórias' é plural, e o verbo deve ser 'compõem'. D) O sujeito composto 'o mundo e a sociedade' pede plural: 'tornam-se'. E) 'Tratar-se de' é verbo com sujeito indeterminado e fica no singular: 'trata-se'. Referência: Manual de Redação da Presidência da República; gramática normativa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Crase: 'possibilita a', 'devido às', 'à qual'. 1) 'Possibilita a qualquer indivíduo': antes de pronome indefinido, não há artigo, então não há crase (a). 2) 'Devido às entrevistas': 'devido a' exige preposição e a palavra feminina plural é determinada pelo artigo (às). 3) 'A instituição à qual': 'vinculada' pede a, e 'a qual' é feminino com artigo, então à qual. A sequência correta seria a … às … à, mas o gabarito oficial é 'a … a … à'. Segundo o gabarito oficial, a segunda lacuna não leva crase, e a alternativa C é a correta. A) e D) usam crase indevida antes de 'qualquer' ou omitem na terceira. B) e E) usam crase em lacunas em que o gabarito não a admite. Referência: Almeida, N. M. de. Dicionário de questões vernáculas (2006). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Pronome átono antes do verbo após palavra atrativa (interrogativo 'quantos'). Em 'quantos se oferecem', o pronome interrogativo 'quantos' atrai o pronome átono, que fica antes do verbo (próclise), como a norma-padrão exige. As demais frases violam as regras de colocação. B) Não se inicia frase com pronome átono: 'Sentimo-nos' ou 'Nos sentimos' (este só na linguagem coloquial). C) O advérbio 'jamais' atrai o pronome, que deveria vir antes do verbo: 'jamais as condenar'. D) 'Tem mostrado-se' é incorreto, pois o pronome deveria ficar antes de 'tem' (próclise) ou depois do particípio com hífen não é admitido. E) 'Sempre ajuda-se' é incorreto, pois o advérbio 'sempre' atrai o pronome: 'Sempre se ajuda'. Referência: Bechara, E. Moderna gramática portuguesa (2019). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O fracasso das capitanias decorreu de falta de recursos, inexperiência e ataques indígenas. A historiografia aponta que muitos donatários não tinham recursos para investir na colonização. Havia inexperiência no processo colonial na América e ataques constantes dos indígenas, além da grande distância e da falta de apoio efetivo. Esses fatores combinados levaram ao fracasso da maior parte das capitanias. A) Havia mão de obra indígena, e os portugueses tinham interesse na colônia. C) A Coroa não monopolizou as terras, pois concedeu-as aos donatários, e a Igreja apoiou a catequese. D) A miscigenação e os jesuítas não são apontados como causas centrais. E) Houve sucesso em capitanias como Pernambuco e São Vicente, e Portugal já tinha experiência colonial nas ilhas atlânticas. Referência: Fausto, B. História do Brasil. Edusp/FDE, 2000. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A nova realidade foi a mudança de escala do tráfico e da violência. Para Schwarcz e Starling, a escravidão moderna se distinguiu pela mudança de escala do comércio de africanos escravizados, tanto no volume de cativos quanto na violência crescente. Isso alterou a dinâmica das guerras e das redes de relações internas dos estados africanos. A) O tráfico atlântico cresceu, e não se esvaziou. B) Os portugueses não conquistaram rapidamente os reinos africanos, e dependiam de alianças locais. C) Descreve alianças internas de forma que não corresponde ao argumento das autoras. D) Não houve fim das hostilidades, nem cisões diplomáticas irreversíveis como a nova realidade. Referência: Schwarcz, L.; Starling, H. Brasil: uma biografia. Companhia das Letras, 2015. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Outros motivos: povoar o país e branquear a população. Além de substituir o trabalho escravo, a imigração foi estimulada por motivos demográficos, pela necessidade de povoar o país, e por razões ideológicas, pelo ideal de branqueamento de uma população majoritariamente negra e indígena. Esses fatores eram comuns no pensamento das elites do século XIX. A) O Império ainda tinha recursos para comprar escravos, e o tráfico foi proibido por pressão externa. B) Não havia plano de pluralizar povos, e a alta mortalidade não foi o motivo central. C) A chegada da Corte não gerou excedente de mão de obra. E) Não houve expulsão de proprietários de suas terras tradicionais. Referência: Costa, E. V. da. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. Unesp, 1999. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A Independência foi um processo com várias concepções de separação e interesses conflitantes. Caio Prado Jr. questiona que a 'ideia' de Independência fosse a força propulsora do processo. Havia várias concepções de separação, sem projeto unitário, e interesses e disputas conflitantes marcaram o período. B) Não foi processo de massa nem houve aliança entre escravistas e abolicionistas. C) Não havia burguesia industrial relevante, e os acordos não incluíram todos os grupos. D) Não houve confederações e sindicatos participando das negociações. E) A Independência manteve exclusões, e não ampliou a cidadania a mulheres, negros e indígenas. Referência: Prado Jr., C. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1994. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Desequilíbrio entre o Vale do Paraíba, em declínio, e o Oeste Paulista, dinâmico mas com pouca representação. Para Emília Viotti da Costa, as áreas tradicionais, como o Vale do Paraíba, que detinham o poder político, estavam economicamente enfraquecidas. O Oeste Paulista se tornou a região mais dinâmica a partir de 1880, mas ainda tinha pouca participação política. Esse descompasso alimentou as ideias separatistas e republicanas. A) A Reforma Eleitoral de 1883 e a reorganização do Norte descritas não correspondem ao argumento da autora. B) Não houve compra de escravos do Sul pelo Norte como contraponto central. C) Descreve Minas e São Paulo de forma que não corresponde ao desequilíbrio apontado. D) A divisão entre Partido Liberal e Conservador não explica o desequilíbrio descrito. Referência: Costa, E. V. da. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Ed. Unesp, 1999. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Antes de 1930, rebeliões contra a oligarquia; depois, participação no governo como interventores. Antes de 1930 o tenentismo se rebelou contra o Estado oligárquico, como na revolta de 1924 em São Paulo, que visava derrubar Artur Bernardes. Após 1930, os tenentes passaram a atuar no governo, assumindo interventorias estaduais, sobretudo no Nordeste. A) Não teve papel central na eleição de Washington Luís nem se agrupou no Partido Democrático. B) Não era social-democrata nem defendia o Estado fora da economia. D) Não propunha voto censitário e não apoiou São Paulo em 1932. E) Não esteve vinculado a uma radical legislação trabalhista nem fez forte oposição ao Governo Provisório no conjunto. Referência: Fausto, B. História do Brasil. Edusp/FDE, 2000. Resolução comentada do VaiConcursos.EsFCEx — Concurso de Admissão 2020 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português — 016. Prova Objetiva — Versão A
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
De acordo com as informações do texto, a narradoraResolução comentada
Análise das alternativas
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as expressões destacadas nos trechos do texto indicam, respectivamente, causa, intensidade e reiteração.
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Considerando que a linguagem do texto nem sempre segue o padrão normativo, pode-se concluir corretamente que uma das intenções do uso desse recurso éResolução comentada
Análise das alternativas
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder às questões de números 01 a 04.
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase elaborada a partir das ideias do texto traz as formas verbais empregadas de acordo com a norma-padrão.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 05 e 06.
Na fase NREM, o sono divide-se em quatro estágios, todos essenciais para uma boa noite de sono.
O primeiro estágio é a fase de sonolência, em que começamos a sentir as primeiras sensações do sono, e a principal característica desse estágio é que será fácil acordar. Um exemplo são aqueles cochilos rápidos, período de 1 a 5 minutos, ______ podemos acordar com qualquer barulho que aconteça no local.
No segundo estágio, que dura geralmente de 5 a 15 minutos, a atividade cardíaca reduz drasticamente, os músculos entram em estado de relaxamento e a temperatura do corpo cai. É mais difícil acordar o indivíduo e é aquele estágio ______, se somos interrompidos, não conseguimos nos concentrar em nada.
No terceiro estágio, a profundidade do sono é menor, ______ é o momento ideal para acordar de uma soneca, pois já relaxamos o corpo e estamos prontos para recuperar gradativamente a nossa atenção.
Ao atingirmos o quarto estágio, podemos dizer que “dormimos” em lugar de “apenas cochilamos”.
Somente depois de passarmos pelo quarto estágio, ______ estado é de profundo relaxamento, é que entramos na última etapa do sono – o sono REM.
(https://www.maxflex.com.br/institucional/blog/sono-rem-e-nrem-duas-fases-que-definem-qualidade-da-sua-noite. Adaptado)
Para que haja coesão entre as ideias, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 05 e 06.
Na fase NREM, o sono divide-se em quatro estágios, todos essenciais para uma boa noite de sono.
O primeiro estágio é a fase de sonolência, em que começamos a sentir as primeiras sensações do sono, e a principal característica desse estágio é que será fácil acordar. Um exemplo são aqueles cochilos rápidos, período de 1 a 5 minutos, ______ podemos acordar com qualquer barulho que aconteça no local.
No segundo estágio, que dura geralmente de 5 a 15 minutos, a atividade cardíaca reduz drasticamente, os músculos entram em estado de relaxamento e a temperatura do corpo cai. É mais difícil acordar o indivíduo e é aquele estágio ______, se somos interrompidos, não conseguimos nos concentrar em nada.
No terceiro estágio, a profundidade do sono é menor, ______ é o momento ideal para acordar de uma soneca, pois já relaxamos o corpo e estamos prontos para recuperar gradativamente a nossa atenção.
Ao atingirmos o quarto estágio, podemos dizer que “dormimos” em lugar de “apenas cochilamos”.
Somente depois de passarmos pelo quarto estágio, ______ estado é de profundo relaxamento, é que entramos na última etapa do sono – o sono REM.
(https://www.maxflex.com.br/institucional/blog/sono-rem-e-nrem-duas-fases-que-definem-qualidade-da-sua-noite. Adaptado)
Considerando tipos e gêneros textuais, é correto afirmar que o texto selecionado é, predominantemente:Resolução comentada
Análise das alternativas
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Para que o texto esteja em conformidade com a ortografia e a acentuação previstas pela norma-padrão, algumas das palavras destacadas devem ser reescritas. A forma correta dessas palavras encontra-se na alternativa:
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
De acordo com o texto, as narrativas pessoais registradas no Museu da Pessoa permitem queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
De acordo com Bechara (2019), uma oração subordinada adjetiva pode ter valor explicativo ou restritivo, a depender do fato de ela modificar ou não a referência do antecedente. Com base na distinção feita pelo autor, assinale a alternativa em que está destacada uma oração subordinada adjetiva restritiva.
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Considere as passagens do texto:
I. O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história.
II. A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980.
III. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo.
Com base nas regras de pontuação descritas por Celso Luft (1998), é correto afirmar que as vírgulas presentes nos trechos indicam o uso de:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14.
Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão de concordância verbal, em conformidade com o Manual de Redação da Presidência da República.Resolução comentada
Análise das alternativas
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Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Bechara (2019) define as conjunções coordenativas como aquelas que “reúnem orações que pertencem ao mesmo nível sintático”. Nesse sentido, é correto afirmar que a alternativa em que a conjunção coordenativa aparece em destaque é:
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Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Considere os enunciados:
• O Museu da Pessoa possibilita ______ qualquer indivíduo o registro de suas memórias.
• Devido ______ entrevistas realizadas por colaboradores da instituição, é possível encontrar histórias de muitas pessoas, de variadas idades e regiões do país.
• A instituição ______ qual Karen Worcman estava vinculada realizava entrevistas com imigrantes no Rio de Janeiro.
Em conformidade com as considerações de Almeida (2006), no Dicionário de questões vernáculas, sobre o emprego do acento indicativo de crase, as lacunas dos enunciados devem ser preenchidas, respectivamente, com:Resolução comentada
Análise das alternativas
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Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
A respeito da colocação dos pronomes átonos, Bechara (2019) estabelece alguns critérios que estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa falada e escrita no Brasil. Desse ponto de vista, deve ser considerada correta a frase contida na alternativa:Resolução comentada
Análise das alternativas
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaqueResolução comentada
Análise das alternativas
(Lilia Schwarcz e Heloísa Starling. Brasil: uma biografia. 1. ed. São Paulo: Cia das Letras, 2015)
De acordo com as autoras, na obra Brasil: uma biografia, a referida nova realidade consisteResolução comentada
Análise das alternativas
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999)
O trecho acima aponta um primeiro motivo para o incentivo à imigração: a substituição do trabalho escravo. Outros motivos pertinentes para se estimular a migração foram:Resolução comentada
Análise das alternativas
(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo. 23. edição. São Paulo: Brasiliense, 1994)
Considerando a obra e o fragmento do texto, podemos afirmar que a IndependênciaResolução comentada
Análise das alternativas
As transformações econômicas e sociais que se processam durante a segunda metade do século XIX acarretam o aparecimento de uma série de aspirações novas provocando numerosos conflitos. [...]
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Fund. Ed. Unesp, 1999)
Para Emília Viotti da Costa, o tal “desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico” refere-seResolução comentada
Análise das alternativas
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
O tenentismo, antes e depois de 1930, respectivamente,Resolução comentada
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O projeto empreendido pelos portugueses de colonização do território que viria a se chamar Brasil se deu, primeiramente, pela implementação das conhecidas capitanias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
A escravidão moderna caracterizou-se por trazer à tona uma realidade nova ao já secular comércio de escravos ocorrido no continente africano.
Com o objetivo de promover pouco a pouco a substituição do braço escravo na lavoura de café, recorreu-se, nos meados do século XIX, à colonização estrangeira, sob sistema de parceria. Pretendia-se, dessa maneira, conciliar fórmulas usadas nos núcleos coloniais de povoamento com as necessidades do latifúndio cafeeiro. Contava-se com a experiência dos núcleos coloniais de povoamento cuja criação desde a vinda da Corte de D. João VI para o Brasil tinha sido estimulada. A partir de então, havia se rompido definitivamente com as tradicionais restrições à fixação de estrangeiros na colônia. Estimulava-se a vinda de imigrantes.
Assim, a explicação de que é a “ideia” da Independência que constitui a força propulsora da renovação que se operava no seio da colônia parece pelo menos arriscada.
As ideias separatistas nasciam do profundo desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico que se observava nos fins do Império, oriundo do empobrecimento das áreas de onde provinham tradicionalmente os elementos que manipulavam o poder e concomitantemente do desenvolvimento de outras áreas que não possuíam a devida representação no governo.
Há uma história do tenentismo antes e depois de 1930. Os dois períodos dividem-se por uma diferença essencial.