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EsFCEx — Concurso de Admissão 2020 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português — 016. Prova Objetiva — Versão A

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português

Fundação VUNESP2020

70 questões nesta prova · página 2 de 4 · 70 com gabarito

História do Brasil Crise de 1929 e Mercado Interno

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português · Caderno 016. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Já observamos que, de 1929 ao ponto mais baixo da depressão, a renda monetária no Brasil se reduziu entre 25 e 30 por cento. Nesse mesmo período, o índice de preços dos produtos importados subiu 33 por cento. Compreende-se, assim, que a redução no quantum das importações tenha sido superior a 60 por cento.
Depreende-se facilmente a importância crescente que, como elemento dinâmico, irá logrando a procura interna nessa etapa de depressão. Ao manter-se a procura interna com maior firmeza que a externa, o setor que produzia para o mercado interno passa a oferecer melhores oportunidades de inversão que o setor exportador. Cria-se, em consequência, uma situação praticamente nova na economia brasileira.
(Celso Furtado. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. Adaptado)
A “situação praticamente nova na economia brasileira”, segundo Furtado, refere-se
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A nova situação é a preponderância do mercado interno na formação de capital.

Furtado mostra que, com a depressão, a procura interna se manteve mais firme que a externa. O setor voltado ao mercado interno passou a oferecer melhores oportunidades de investimento que o exportador, e o centro dinâmico se deslocou para dentro. Assim, a formação de capital passou a depender mais do mercado interno.

Análise das alternativas

A) Não houve passagem da hegemonia para industriais nordestinos, e o polo industrial era o Sudeste. C) O texto não trata de transferência de capitais para o setor financeiro. D) Houve proteção ao café, com compra de estoques. E) Não se trata de ampliar disparidades regionais como política.

Referência: Furtado, C. Formação econômica do Brasil. Companhia das Letras, 2007.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Redemocratização — Diretas Já

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português · Caderno 016. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Em 1983, lideranças partidárias demandavam mudança nas regras da sucessão da presidência da República, mediante a aprovação de emenda constitucional.
Só um fato extraordinário poderia romper com as regras que impunham a vitória de um candidato eleito pelo voto indireto para a sucessão presidencial, e as oposições se encarregaram de criá-lo. A campanha com lema “Diretas Já” começou timidamente, em junho de 1983, com um comício em Goiânia, que reuniu 5 mil pessoas e demonstrou a viabilidade de um movimento de massas orientado para exigir do Congresso Nacional a aprovação da Emenda Dante de Oliveira.
A oposição contava com algumas vantagens.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Para Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, uma dessas vantagens foi
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Em 1982 o PMDB elegeu nove governadores, incluindo os dos estados mais ricos, e o PDT elegeu o do Rio.

Para Schwarcz e Starling, uma vantagem da oposição foi o resultado das eleições diretas de 1982 para governadores. O PMDB venceu em nove estados, entre eles os mais ricos, e o PDT de Brizola ganhou no Rio de Janeiro. Isso deu base política e palanques à campanha das Diretas Já.

Análise das alternativas

A) A oposição não tinha maioria na Câmara que equilibrasse o Colégio Eleitoral, onde o governo ainda tinha folga. B) Não houve tal interpretação do STF. C) As eleições de 1980 não ocorreram, pois foram adiadas para 1982. D) Os senadores biônicos não foram extintos em 1982, e o PDS manteve a maioria no Senado.

Referência: Schwarcz, L. M.; Starling, H. M. Brasil: uma biografia. Companhia das Letras, 2015.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Transição Demográfica

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português · Caderno 016. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Analise o gráfico para responder à questão.
Gráfico de área intitulado “Transição demográfica (1920-2010)”, com eixo vertical “Taxa anual (‰)” de 0 a 50 e eixo horizontal com os anos 1920, 1940, 1950, 1960, 1970, 1980, 1991, 1996, 2000 e 2010. A faixa sombreada entre a curva superior e a inferior é rotulada “Crescimento natural”. Valores da curva superior: 45; 44; 44,4; 43,3; 37,7; 37,1; 33,3; 23,01; 19,9; 20,1. Valores da curva inferior: 26,4; 25,3; 20,6; 13,4; 9,4; 8,8; 9,1; 7,07; 6,7; 6,1.
(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicasdo território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre a dinâmica demográfica brasileira permitem afirmar que
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Geografia do Brasil Indicadores Sociais — IDHM

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português · Caderno 016. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Em 1998, o Brasil foi um dos países pioneiros ao adaptar e calcular um IDH subnacional para todos os municípios brasileiros, com dados do Censo Demográfico, criando o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
(http://atlasbrasil.org.br/2013/data/rawData/publicacao_atlas_rm_pt.pdf)
Um dos pontos positivos do IDHM é o fato de ele
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O IDHM popularizou o desenvolvimento centrado nas pessoas, para além do PIB.

O ponto positivo do IDHM, herdado do IDH, é popularizar a ideia de que desenvolvimento não se resume a crescimento econômico e PIB. Ele inclui longevidade, educação e renda, com foco nas pessoas, e permite comparar municípios.

Análise das alternativas

A) Os indicadores são comparáveis entre regiões, e o IDHM inclui também a renda. C) O IDHM não indica redução persistente das desigualdades regionais por si só. D) O IDHM não depende da divulgação do IDH mundial, e o enunciado não o apresenta como ponto positivo. E) Ele não destaca com nitidez diferenças urbano-rurais, pois agrega dados municipais.

Referência: Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras (PNUD/IPEA/FJP).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Industrialização Brasileira

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português · Caderno 016. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Para promover a industrialização, a partir dos anos de 1960, o Estado adotou várias ações importantes, dentre as quais:
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A partir dos anos 1960, o Estado criou e ampliou infraestrutura em distritos industriais.

No período militar, o Estado promoveu a industrialização com infraestrutura (energia, transportes, comunicações) e a criação de distritos industriais em várias regiões. Exemplos são a Zona Franca de Manaus e os distritos apoiados por Sudene e Sudam, que levaram a indústria a regiões além do Sudeste.

Análise das alternativas

A) Houve ampliação de estatais, não privatização de bens de consumo. B) Os sindicatos eram reprimidos no período. C) Os tecnopolos são mais tardios e restritos. E) A economia era protegida, com substituição de importações, e só se abriu a partir dos anos 1990.

Referência: Geografia do Brasil: industrialização e regionalização do território.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Estrutura Fundiária

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Segundo Théry e Mello-Théry (2018), as propriedades agrárias muito grandes (mais de 500 ha) e as muito pequenas (menos de 1 ha) ocupam zonas distintas no Brasil. Para os autores, são exemplos de áreas de concentração de propriedades muito grandes e muito pequenas, respectivamente:
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Grandes propriedades no Mato Grosso e minifúndios no Agreste pernambucano.

Conforme o gabarito oficial, baseado em Théry e Mello-Théry, as propriedades muito grandes (acima de 500 ha) se concentram em áreas de fronteira agrícola, como Mato Grosso. As muito pequenas (abaixo de 1 ha) aparecem em regiões de forte pressão sobre a terra, como o Agreste pernambucano.

Análise das alternativas

B) Goiás e a Campanha Gaúcha não correspondem à combinação apontada pelos autores. C) Pará e São Paulo não são os exemplos citados. D) Amazonas e Santa Catarina não correspondem à concentração descrita. E) Bahia e Triângulo Mineiro não formam o par correto.

Referência: Théry, H.; Mello-Théry, N. A. (2018), sobre a estrutura fundiária brasileira.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Estrutura Etária da População

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Observe o gráfico.
Pirâmide etária do Brasil em 2010, com barras de homens (à esquerda, em preto) e mulheres (à direita, em cinza) por faixas de idade de 5 anos, de “0 a 4 anos” até “80 anos ou mais”; escala horizontal de 0 a 10 para cada lado. As barras mais largas estão nas faixas de 10 a 34 anos, e as faixas de 0 a 9 anos são mais estreitas que as imediatamente superiores. Créditos: ©HT/NAMT 2018. Fonte: IBGE, 2010b.
(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
Considerando as transformações recentes na pirâmide etária brasileira, uma das suas consequências é
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Geografia do Brasil Recursos Hídricos — Usos da Água

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português · Caderno 016. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Observe a figura que representa o uso mundial de água por três setores entre 1940 a 2000.
Gráfico de linhas do consumo mundial de água entre 1940 e 2000, eixo vertical “x 1000 km³/ano” de 0 a 4. A linha contínua “Total” sobe de cerca de 0,6 para cerca de 3,8; a linha pontilhada “A” sobe de cerca de 0,5 para cerca de 2,6; a linha tracejada “B” sobe de cerca de 0,1 para cerca de 0,75; a linha cinza “C” sobe de quase 0 para cerca de 0,4.
(Ricardo Hirata. Recursos Hídricos. In: W. Teixeira. et al. (org.). Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2000. Adaptado)
Os totais indicados com as letras A, B e C representam, respectivamente, os consumos de água mundial pelos setores:
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Geografia do Brasil Domínios Morfoclimáticos — Caatinga

Fundação VUNESP 2020

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Região semiárida onde os totais anuais de precipitação, em diversos pontos, não ultrapassam os 400 mm anuais, marcada em sua paisagem por solos pedregosos com formas agressivas, como os campos de inselbergs, assim como por um regime intermitente da rede de drenagem.
(Jurandyr Luciano Sanches Ross (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2001. Adaptado)
Essa região apresenta uma vegetação típica denominada
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Semiárido com menos de 400 mm, inselbergs e rios intermitentes indica a Caatinga.

As características descritas (semiaridez, solos pedregosos, inselbergs e drenagem intermitente) são típicas do Sertão nordestino, domínio da Caatinga. Sua vegetação é xerófila, adaptada à seca, e caducifólia.

Análise das alternativas

A) O Cerrado tem clima tropical com estação seca e chuvas bem maiores. B) Os Campos Sulinos ocorrem no Sul, com clima subtropical úmido. C) A Mata Atlântica é úmida e litorânea. E) A Mata de Cocais é uma transição entre Caatinga, Cerrado e Amazônia, com babaçu e carnaúba, em área mais úmida.

Referência: Ross, J. L. S. (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2001.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Geografia do Brasil Transportes — Corredores de Exportação

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Observe o mapa temático.
Mapa do Brasil com divisão estadual e áreas sombreadas em cinza no interior, cada uma com uma seta dirigida a um porto do litoral, identificados como: Itaqui/Ponta da Madeira, Vitória/Tubarão, Rio de Janeiro/Sepetiba, Santos, Paranaguá e Rio Grande.
(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
A cartografia destacada no mapa representa espacialmente
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Pedagogia Projeto Político-Pedagógico

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português · Caderno 016. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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De acordo com o livro Projeto-político pedagógico da escola: uma construção possível, organizado por Ilma Veiga, é correto afirmar que o projeto político-pedagógico
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Para Ilma Veiga, o PPP se relaciona à organização do trabalho pedagógico em dois níveis.

Segundo Veiga, o PPP se relaciona com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: a organização da escola como um todo e a organização da sala de aula, incluindo a relação com o contexto social. Ele é um processo contínuo e participativo, não um documento burocrático.

Análise das alternativas

A) Descreve a lógica burocrática e hierárquica, que o PPP busca superar. C) O PPP não é prova de cumprimento de tarefas enviada às autoridades. D) É processo em construção, flexível e passível de revisão. E) Busca a autonomia e a descentralização da escola, não a centralização federal.

Referência: VEIGA, Ilma P. A. (org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Pedagogia Educação Especial na Perspectiva Inclusiva

Fundação VUNESP 2020

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Na obra coletiva A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva, as autoras Edilene Ropoli et. al. afirmam que a inclusão cinde com as concepções que sustentam as escolas, questionando os fundamentos dos sistemas educacionais.
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre os ambientes escolares, segundo a referida obra.
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Em ambientes excludentes, elege-se uma identidade padrão que hierarquiza as demais.

Para Ropoli et al., a escola excludente toma uma identidade específica como padrão (o aluno 'normal') e avalia e hierarquiza as demais a partir dela. A inclusão rompe com essa lógica, pois reconhece as identidades como construções histórico-culturais e valoriza a diferença.

Análise das alternativas

A) Na escola inclusiva o currículo não fica limitado, pois se ensina a todos com práticas diversificadas. B) Descreve a identidade na perspectiva inclusiva, não na excludente. C) As salas de recursos multifuncionais oferecem atendimento complementar e não segregam. D) O PPP inclusivo não se restringe à dimensão cognitiva voltada às avaliações externas.

Referência: ROPOLI, Edilene A. et al. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2010.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Pedagogia Educação e Cidadania

Fundação VUNESP 2020

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Português · Caderno 016. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Para Ladislau Dowbor, permitir que os jovens acessem informações básicas que afetam suas vidas, tais como a destinação do dinheiro público, poluidores da sua região, etc., representa o
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Para Dowbor, acesso a informações da realidade dá embasamento concreto à teoria, o que é objetivo da educação.

Segundo o gabarito, para Dowbor o acesso dos jovens a informações que afetam suas vidas (uso do dinheiro público, poluidores da região) é o objetivo da educação, que se realiza ao dar um embasamento concreto à própria teoria. Ou seja, o conhecimento teórico se conecta à realidade vivida pelo aluno.

Análise das alternativas

A) e B) Tratam do 'conceito de conectividade', que não é o que o autor está definindo nesse ponto. C) A educação não privilegia o prático em detrimento do teórico, mas fundamenta a teoria no concreto. E) O foco não é o conceito de cidadania nem a primazia do prático sobre o teórico.

Referência: Ladislau Dowbor, textos sobre educação e cidadania (conforme gabarito oficial).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Legislação Educacional LDB — Categorias Administrativas das Instituições de Ensino

Fundação VUNESP 2020

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Considerando a lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (Lei nº 9.394, de 20.12.1996), assinale a alternativa que apresenta as categorias administrativas nas quais as instituições de ensino são classificadas.
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Categorias administrativas das instituições de ensino na LDB.

A LDB (Lei 9.394/96), art. 19, classificava as instituições de ensino em públicas, privadas, comunitárias, confessionais e filantrópicas. Entre as alternativas, a única que traz categorias previstas na lei é a que cita públicas, privadas e comunitárias. As demais trazem categorias inexistentes ou incompletas.

Análise das alternativas

B) Incompleta: omite as comunitárias, previstas na lei. C) 'Abertas e fechadas' não são categorias administrativas da LDB. D) 'Coletivas' não existe na lei. E) 'Abertas, fechadas e mistas' não existem na LDB.

Referência: Lei nº 9.394/1996 (LDB), art. 19 (redação dada pela Lei nº 11.183/2005, hoje com as categorias do art. 20 em versões anteriores).

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Psicologia da Educação Piaget — Aprendizagem e Desenvolvimento

Fundação VUNESP 2020

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Assinale a alternativa correta a partir dos conceitos de aprendizagem e desenvolvimento para Piaget.
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Para Piaget, a aprendizagem em sentido estrito é provocada, ao contrário do desenvolvimento, que é espontâneo.

Piaget distingue desenvolvimento, processo espontâneo e ligado à totalidade das estruturas, de aprendizagem, geralmente provocada por situação externa (professor, experimentador). Por isso E está correta.

Análise das alternativas

A) Inverte a relação: o desenvolvimento é o processo essencial, e a aprendizagem depende dele. B) Também a inverte: o desenvolvimento explica a aprendizagem. C) Descreve o desenvolvimento, não a aprendizagem. D) Posição associativista, que Piaget rejeita.

Referência: Piaget, aprendizagem e desenvolvimento.

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Legislação Educacional Diretrizes Curriculares Nacionais — Interdisciplinaridade e Transversalidade

Fundação VUNESP 2020

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Jonas, lendo a respeito da visão interdisciplinar e transversal do conhecimento, verificou que a transversalidade é um modo de se organizar o trabalho didático-pedagógico, modo esse que procura reintegrar aspectos da realidade que ficaram isolados uns dos outros pelo tratamento disciplinar. Ele também verificou que a transversalidade, assim como a interdisciplinaridade, rejeita a concepção de conhecimento que toma a realidade como algo estável, pronto e acabado.
A partir das leituras feitas, nomeadamente do art. 13, § 6º, da Resolução CNE/CEB nº 04/2010, Jonas tomou ciência de que, na abordagem curricular, a transversalidade está ligada à dimensão didático-pedagógica enquanto a interdisciplinaridade refere-se
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Resolução comentada

Interdisciplinaridade refere-se à abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento.

O art. 13, § 6º, da Resolução CNE/CEB nº 4/2010 diz que a transversalidade orienta a dimensão didático-pedagógica, enquanto a interdisciplinaridade se refere à abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento. É a alternativa C.

Análise das alternativas

A) Trabalho coletivo não é a definição do dispositivo. B) Alternativa metodológica descreve a transversalidade/didática, não a dimensão epistemológica. D) Divisão em disciplinas é o oposto da interdisciplinaridade. E) Justaposição é a multidisciplinaridade.

Referência: Resolução CNE/CEB nº 4/2010, art. 13, § 6º.

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Psicologia da Educação Concepções de Aprendizagem e Ensino — Construtivismo

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Segundo Teresa Mauri (in Coll,1999, capítulo 4), atualmente, são três as concepções da aprendizagem e do ensino escolar mais habituais entre os docentes. Para a primeira concepção, aprender consiste em conhecer as respostas corretas para as perguntas formuladas pelos professores, cabendo ao ensino reforçar positivamente tais respostas. Para a segunda concepção, aprender consiste em adquirir conhecimentos relevantes de uma cultura, competindo ao ensino proporcionar aos alunos as informações de que necessitam. Finalmente, para a terceira concepção, a aprendizagem escolar consiste em construir conhecimentos culturais a partir de atividade pessoal; o aluno é um ser ativo que aprende a aprender.
Conforme expõe Mauri no referido texto, nessa terceira vertente, o papel do ensino consiste em
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Resolução comentada

Na concepção construtivista, o ensino ajuda o aluno a construir conhecimentos culturais.

Se aprender é construir conhecimentos culturais a partir da atividade pessoal, o papel do ensino é auxiliar o aluno nessa construção, e não substituí-lo ou apenas transmitir. É o que diz a alternativa B.

Análise das alternativas

A) Desejo de aprender não é a formulação de Mauri. C) 'Potencializar' é genérico e não aparece como o papel central. D) Transmitir informações é a segunda concepção. E) Adaptar conteúdos ao desenvolvimento individual não é a formulação do texto.

Referência: Mauri, em Coll (1999), cap. 4.

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Didática Pedagogia de Projetos

Fundação VUNESP 2020

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Os tempos atuais são marcados por grandes e profundas mudanças em todos os setores da vida. Nesse contexto, verifica-se que os professores têm investido em ações pedagógicas mais adequadas à realidade vivida, ações essas capazes de criar espaços para que os alunos, eles próprios, produzam seus conhecimentos, tornando-se sujeitos críticos, reflexivos e inovadores. Em tal direção, a Pedagogia de Projetos tem se mostrado uma aliada. Entre os defensores dessa pedagogia encontra-se Moura; segundo essa autora, conforme o artigo “Pedagogia de Projetos: contribuições para uma educação transformadora” (s.d.), trabalhar por meio de projetos demanda mudanças na concepção de ensino e aprendizagem e, consequentemente, na postura do professor. Essa forma de trabalhar não pode ser vista como uma opção meramente metodológica, mas como uma pedagogia que traduz uma específica concepção do conhecimento escolar.
Ainda segundo Moura no referido texto, a Pedagogia de Projetos entende que o papel do educador na construção do conhecimento por parte do aluno é o de
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Resolução comentada

Na Pedagogia de Projetos, o educador é mediador.

O aluno é sujeito ativo na produção do conhecimento e o professor atua como mediador, orientando e provocando a construção, em vez de transmitir conteúdos prontos.

Análise das alternativas

B, D e E: descrevem funções de planejamento ou organização, que não definem o papel central do professor nessa pedagogia. C) Transmissor é o papel da pedagogia tradicional, contrário à proposta.

Referência: Moura, Pedagogia de Projetos: contribuições para uma educação transformadora.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Didática Avaliação da Aprendizagem — Avaliação Mediadora

Fundação VUNESP 2020

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Em “Avaliação mediadora: uma relação dialógica na construção do conhecimento”, Hoffmann (in Revista Ideias, nº 22, p. 54) argumenta que a concepção comportamentalista sobre a avaliação manifesta-se na prática avaliativa de um grande número de professores. Tais profissionais demonstram não perceber o autoritarismo intrínseco a essa concepção. Quando dominados pela convicção de que a forma de avaliar na perspectiva comportamentalista é a melhor que se conhece, esses professores não podem evoluir no sentido de dois princípios presentes em uma avaliação mediadora (tipo de avaliação defendido por Hoffmann).
Na visão de Hoffmann, segundo o artigo em pauta, os dois princípios presentes em uma avaliação mediadora são o
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Resolução comentada

Hoffmann: avaliação mediadora tem os princípios do acompanhamento reflexivo e do diálogo.

Para Hoffmann, a avaliação mediadora se baseia numa relação dialógica e no acompanhamento reflexivo do aluno, o que se opõe ao autoritarismo da concepção comportamentalista. O título do artigo, 'uma relação dialógica', reforça isso.

Análise das alternativas

B, C, D e E: trazem pares que não correspondem aos princípios apontados pela autora no artigo, de acordo com o gabarito oficial.

Referência: Hoffmann, Avaliação mediadora: uma relação dialógica na construção do conhecimento (Revista Ideias, nº 22).

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Didática Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação

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No mundo atual, globalizado, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) têm se incorporado a diversas áreas do desenvolvimento humano, entre elas a da educação. Nesse contexto, segundo Moran (2004), o professor, do ponto de vista metodológico, necessita aprender a contrabalançar processos de organização e de “provocação” na sala de aula. Para o referido autor, uma das dimensões fundamentais do educar consiste em auxiliar os alunos a descobrirem uma lógica dentro do caos de informações que possuímos, organizar numa síntese coerente (ainda que momentânea) das informações dentro de um campo de conhecimento. Moran afirma que compreender consiste em organizar, sistematizar, comparar, avaliar e contextualizar. Uma segunda dimensão pedagógica busca questionar essa compreensão, criando uma tensão para ultrapassá-la, transformá-la, caminhando em direção a novas sínteses, novas formas de compreensão.
Para isso, Moran afirma, nesse texto, que o professor precisa
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Resolução comentada

Moran: o professor deve questionar e tensionar a compreensão existente.

A segunda dimensão pedagógica descrita busca questionar a compreensão e criar tensão para ultrapassá-la, levando a novas sínteses. O professor, portanto, precisa questionar, tensionar e provocar o nível de compreensão existente.

Análise das alternativas

A) Fala de rotina de estudo solitário, que não aparece no texto. B) Projetos interativos não são citados. C) A transmissão corresponde à primeira dimensão, de organização, e é insuficiente. E) Memorização não é o foco do trecho.

Referência: Moran (2004), TIC e mediação pedagógica.

Resolução comentada do VaiConcursos.