← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Matemática 70 questões nesta prova · página 2 de 4 · 70 com gabarito Gabarito disponível A nova situação é a preponderância do mercado interno na formação de capital. Furtado explica que, com a queda das exportações e das importações, a procura interna manteve-se mais firme que a externa. O setor voltado ao mercado interno passou a oferecer melhores oportunidades de investimento que o exportador. O centro dinâmico da economia se deslocou, portanto, para o mercado interno. A, B, C e D não aparecem no trecho. Em particular, D está errada, pois não houve passagem de hegemonia para industriais nordestinos, e B e C contrariam a lógica do texto. Referência: Celso Furtado, Formação econômica do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Vantagem das oposições: o bom resultado nas eleições de 1982 para governador. Em 1982 houve eleições diretas para governador. O PMDB elegeu nove governadores, inclusive nos estados mais ricos, e o PDT elegeu Brizola no Rio de Janeiro. Isso deu força política e estrutural ao movimento das Diretas Já. B inventa uma decisão do STF. C erra, pois as eleições municipais de 1980 não foram realizadas nessas condições (houve prorrogação dos mandatos). D e E atribuem maioria à oposição na Câmara e no Senado, o que não ocorreu: o PDS manteve maioria no Colégio Eleitoral. Referência: Schwarcz e Starling, Brasil: uma biografia (2015). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O IDHM popularizou o desenvolvimento centrado nas pessoas, e não só no PIB. O IDHM, com saúde, educação e renda, ajudou a divulgar a ideia de que desenvolvimento não se reduz a crescimento econômico e PIB. Esse é um dos pontos positivos do índice. A está errada, pois o IDHM é municipal e não separa com nitidez urbano e rural. B erra ao dizer que saúde e educação não são comparáveis entre regiões, além de omitir a renda. C inverte a relação, pois o IDHM é calculado a partir do Censo. D erra ao afirmar que ele indica redução persistente das desigualdades regionais. Referência: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD/IPEA/FJP). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A industrialização pós-1960 contou com infraestrutura em distritos industriais. A partir dos anos 1960, o Estado criou e ampliou infraestrutura em distritos industriais em várias regiões, o que fomentou a descentralização industrial. Isso foi feito, por exemplo, por meio da Sudene, da Zona Franca de Manaus e de incentivos estaduais. A está errada, pois o Estado ampliava a produção, e não privatizava. B (tecnopolos) é característico de períodos posteriores. D está errada, pois os sindicatos eram reprimidos no regime militar. E está errada, pois predominava a política protecionista. Referência: Geografia econômica do Brasil: industrialização. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Grandes propriedades no Mato Grosso e minifúndios no Agreste pernambucano. Segundo Théry e Mello-Théry, as propriedades com mais de 500 ha se concentram em áreas de expansão do agronegócio, como Mato Grosso. As menores que 1 ha predominam em áreas de agricultura familiar densa, como o Agreste pernambucano. A, B, C e E trazem pares de áreas que não correspondem à distribuição apontada pelos autores. Por exemplo, o Amazonas e o Triângulo Mineiro não são exemplos corretos das respectivas categorias. Referência: Théry e Mello-Théry (2018), sobre a estrutura fundiária brasileira. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Semiárido com menos de 400 mm, inselbergs e rios intermitentes: Caatinga. Baixa precipitação, solos pedregosos, inselbergs e drenagem intermitente caracterizam o sertão semiárido nordestino. A vegetação típica dessa região é a Caatinga. A, C, D e E correspondem a biomas ou formações com mais umidade ou outras condições (Mata Atlântica, Cerrado, Mata de Cocais, Campos Sulinos), não ao semiárido com menos de 400 mm. Referência: Ross (org.), Geografia do Brasil, Edusp. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O PPP relaciona-se com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: escola e sala de aula. Para Ilma Veiga, o PPP é um processo permanente, coletivo e democrático. Ele se relaciona com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: a organização da escola como um todo e a da sala de aula. A descreve a lógica burocrática e hierárquica, que o PPP busca superar. B está errada, pois o PPP é um processo inacabado e em construção. D reduz o PPP a um documento de prestação de contas. E fala em centralização, que contraria sua natureza participativa. Referência: Ilma P. A. Veiga (org.), Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em ambientes excludentes, elege-se uma identidade como padrão e as demais são hierarquizadas. Segundo a obra, a escola excludente toma uma identidade específica como norma e avalia e hierarquiza as outras a partir dela. A inclusão rompe com essa lógica, pois entende a identidade como construção histórico-cultural, múltipla e inacabada. A, C e D atribuem aos ambientes inclusivos limitação do currículo, foco apenas cognitivo e segregação pelas SRM, o que contraria a perspectiva inclusiva. B atribui ao ambiente excludente a visão de identidade como construção instável e heterogênea, que na verdade é a visão inclusiva. Referência: Ropoli et al., A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Dowbor, dar aos jovens acesso a informações concretas é o objetivo da educação, ao dar embasamento concreto à teoria. Para Dowbor, a educação deve ligar o conhecimento à realidade vivida. Permitir que os jovens conheçam informações que afetam suas vidas, como o destino do dinheiro público, dá embasamento concreto à teoria. Esse é o objetivo da educação. A e C falam em privilegiar questões práticas sobre teóricas, o que não é o que o autor propõe: ele quer dar base concreta à teoria. A, B e C também apresentam como conceito (cidadania ou conectividade) o que o autor trata como objetivo da educação. Referência: Ladislau Dowbor, textos sobre educação e cidadania. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A LDB classifica as instituições de ensino em públicas e privadas, estas em categorias que incluem as comunitárias. O art. 19 da LDB define as categorias administrativas: públicas e privadas. Entre as privadas, o texto também prevê as comunitárias, confessionais e filantrópicas. A alternativa A é a que o gabarito indica como correta. B e E (abertas e fechadas) e C (coletivas) não existem na LDB. D é incompleta em relação ao gabarito, que considera a categoria comunitária. Referência: Lei nº 9.394/1996 (LDB), art. 19. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Piaget, a aprendizagem é, em geral, provocada, ao contrário do desenvolvimento, que é espontâneo. Para Piaget, o desenvolvimento é um processo espontâneo e global, ligado à maturação e à equilibração. A aprendizagem é provocada por situações externas, como o professor ou um experimentador, e depende do desenvolvimento. A, C, D e E subordinam o desenvolvimento à aprendizagem ou os igualam, o que é o oposto da posição piagetiana. Piaget sustenta que o desenvolvimento explica a aprendizagem, e não o contrário. Ele também não vê o desenvolvimento como mera soma de aprendizagens. Referência: Piaget, 'Desenvolvimento e aprendizagem'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Interdisciplinaridade refere-se à abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento. O art. 13, § 6º, da Res. CNE/CEB 4/2010 afirma que a transversalidade se liga à dimensão didático-pedagógica, enquanto a interdisciplinaridade se refere à abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento. A e C descrevem a organização disciplinar, que a interdisciplinaridade supera. B e D falam de trabalho coletivo ou método, ou seja, da dimensão didático-pedagógica, que a norma atribui à transversalidade. Referência: Resolução CNE/CEB nº 4/2010, art. 13, § 6º. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na concepção construtivista, o ensino auxilia o aluno a construir os conhecimentos culturais. Para Mauri, na terceira concepção a aprendizagem é a construção de conhecimentos culturais por meio da atividade pessoal do aluno. O ensino tem então a função de ajudar o aluno nessa construção. C corresponde à segunda concepção, a transmissiva. B, A e E são funções genéricas do ensino, mas não expressam o papel de ajuda na construção dos conhecimentos que a autora atribui à vertente construtivista. Referência: Mauri, in Coll (1999), cap. 4, 'O que faz com que o aluno e a aluna aprendam os conteúdos escolares?'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Na Pedagogia de Projetos, o educador atua como mediador. Na Pedagogia de Projetos, o aluno é sujeito ativo na construção do conhecimento. O professor deixa de ser transmissor e passa a ser mediador desse processo. B (roteirizador), D (organizador) e E (programador) sugerem um professor que controla o processo, o que não condiz com a autonomia do aluno. C (transmissor) é o papel da pedagogia tradicional, que a abordagem por projetos rejeita. Referência: Moura, 'Pedagogia de Projetos: contribuições para uma educação transformadora'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Hoffmann, a avaliação mediadora tem como princípios o acompanhamento reflexivo e o diálogo. No artigo citado, a avaliação mediadora é uma relação dialógica. Seus princípios são o diálogo e o acompanhamento reflexivo do professor sobre o processo do aluno. A concepção comportamentalista, autoritária, impede o professor de evoluir nesse sentido. A, B, C e E trazem termos de avaliação em geral (diagnóstico, processual, formativo, desempenho, engajamento, intencionalidade). Nenhuma delas corresponde ao par de princípios indicado por Hoffmann no artigo. Referência: Hoffmann, 'Avaliação mediadora: uma relação dialógica na construção do conhecimento', Revista Ideias nº 22. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo Moran, o professor deve questionar e tensionar a compreensão existente. O enunciado descreve duas dimensões do educar. A primeira é organizar e sintetizar informações. A segunda questiona essa compreensão, criando tensão para superá-la e chegar a novas sínteses. Por isso o professor precisa questionar, tensionar e provocar o nível de compreensão existente. A, B, D e E tratam de projetos, memorização, transmissão ou rotina de estudo. São ideias plausíveis em educação, mas não correspondem à segunda dimensão descrita, que é a de provocação e tensão. Referência: Moran (2004), sobre TIC e a mediação pedagógica. Resolução comentada do VaiConcursos.Exército Brasileiro — EsFCEx — Concurso de Admissão 2020 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério de Matemática — Prova Objetiva 015 — V…
Depreende-se facilmente a importância crescente que, como elemento dinâmico, irá logrando a procura interna nessa etapa de depressão. Ao manter-se a procura interna com maior firmeza que a externa, o setor que produzia para o mercado interno passa a oferecer melhores oportunidades de inversão que o setor exportador. Cria-se, em consequência, uma situação praticamente nova na economia brasileira.
(Celso Furtado. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. Adaptado)
A “situação praticamente nova na economia brasileira”, segundo Furtado, refere-seResolução comentada
Análise das alternativas
Só um fato extraordinário poderia romper com as regras que impunham a vitória de um candidato eleito pelo voto indireto para a sucessão presidencial, e as oposições se encarregaram de criá-lo. A campanha com lema “Diretas Já” começou timidamente, em junho de 1983, com um comício em Goiânia, que reuniu 5 mil pessoas e demonstrou a viabilidade de um movimento de massas orientado para exigir do Congresso Nacional a aprovação da Emenda Dante de Oliveira. A oposição contava com algumas vantagens.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Para Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, uma dessas vantagens foiResolução comentada
Análise das alternativas
Transição demográfica (1920-2010)
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(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicasdo território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre a dinâmica demográfica brasileira permitem afirmar que
(http://atlasbrasil.org.br/2013/data/rawData/publicacao_atlas_rm_pt.pdf)
Um dos pontos positivos do IDHM é o fato de eleResolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
Considerando as transformações recentes na pirâmide etária brasileira, uma das suas consequências é
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(Ricardo Hirata. Recursos Hídricos. In: W. Teixeira. et al. (org.). Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2000. Adaptado)
Os totais indicados com as letras A, B e C representam, respectivamente, os consumos de água mundial pelos setores:
(Jurandyr Luciano Sanches Ross (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2001. Adaptado)
Essa região apresenta uma vegetação típica denominadaResolução comentada
Análise das alternativas
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(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
A cartografia destacada no mapa representa espacialmenteResolução comentada
Análise das alternativas
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre os ambientes escolares, segundo a referida obra.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
A partir das leituras feitas, nomeadamente do art. 13, § 6º, da Resolução CNE/CEB nº 04/2010, Jonas tomou ciência de que, na abordagem curricular, a transversalidade está ligada à dimensão didático-pedagógica enquanto a interdisciplinaridade refere-seResolução comentada
Análise das alternativas
Conforme expõe Mauri no referido texto, nessa terceira vertente, o papel do ensino consiste emResolução comentada
Análise das alternativas
Ainda segundo Moura no referido texto, a Pedagogia de Projetos entende que o papel do educador na construção do conhecimento por parte do aluno é o deResolução comentada
Análise das alternativas
Na visão de Hoffmann, segundo o artigo em pauta, os dois princípios presentes em uma avaliação mediadora são oResolução comentada
Análise das alternativas
Para isso, Moran afirma, nesse texto, que o professor precisaResolução comentada
Análise das alternativas
Já observamos que, de 1929 ao ponto mais baixo da depressão, a renda monetária no Brasil se reduziu entre 25 e 30 por cento. Nesse mesmo período, o índice de preços dos produtos importados subiu 33 por cento. Compreende-se, assim, que a redução no quantum das importações tenha sido superior a 60 por cento.
Em 1983, lideranças partidárias demandavam mudança nas regras da sucessão da presidência da República, mediante a aprovação de emenda constitucional.
Analise o gráfico para responder à questão.
Em 1998, o Brasil foi um dos países pioneiros ao adaptar e calcular um IDH subnacional para todos os municípios brasileiros, com dados do Censo Demográfico, criando o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
Para promover a industrialização, a partir dos anos de 1960, o Estado adotou várias ações importantes, dentre as quais:
Segundo Théry e Mello-Théry (2018), as propriedades agrárias muito grandes (mais de 500 ha) e as muito pequenas (menos de 1 ha) ocupam zonas distintas no Brasil. Para os autores, são exemplos de áreas de concentração de propriedades muito grandes e muito pequenas, respectivamente:
Observe o gráfico.
Observe a figura que representa o uso mundial de água por três setores entre 1940 a 2000.
Região semiárida onde os totais anuais de precipitação, em diversos pontos, não ultrapassam os 400 mm anuais, marcada em sua paisagem por solos pedregosos com formas agressivas, como os campos de inselbergs, assim como por um regime intermitente da rede de drenagem.
Observe o mapa temático.
De acordo com o livro Projeto-político pedagógico da escola: uma construção possível, organizado por Ilma Veiga, é correto afirmar que o projeto político-pedagógico
Na obra coletiva A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva, as autoras Edilene Ropoli et. al. afirmam que a inclusão cinde com as concepções que sustentam as escolas, questionando os fundamentos dos sistemas educacionais.
Para Ladislau Dowbor, permitir que os jovens acessem informações básicas que afetam suas vidas, tais como a destinação do dinheiro público, poluidores da sua região, etc., representa o
Considerando a lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (Lei nº 9.394, de 20.12.1996), assinale a alternativa que apresenta as categorias administrativas nas quais as instituições de ensino são classificadas.
Assinale a alternativa correta a partir dos conceitos de aprendizagem e desenvolvimento para Piaget.
Jonas, lendo a respeito da visão interdisciplinar e transversal do conhecimento, verificou que a transversalidade é um modo de se organizar o trabalho didático-pedagógico, modo esse que procura reintegrar aspectos da realidade que ficaram isolados uns dos outros pelo tratamento disciplinar. Ele também verificou que a transversalidade, assim como a interdisciplinaridade, rejeita a concepção de conhecimento que toma a realidade como algo estável, pronto e acabado.
Segundo Teresa Mauri (in Coll,1999, capítulo 4), atualmente, são três as concepções da aprendizagem e do ensino escolar mais habituais entre os docentes. Para a primeira concepção, aprender consiste em conhecer as respostas corretas para as perguntas formuladas pelos professores, cabendo ao ensino reforçar positivamente tais respostas. Para a segunda concepção, aprender consiste em adquirir conhecimentos relevantes de uma cultura, competindo ao ensino proporcionar aos alunos as informações de que necessitam. Finalmente, para a terceira concepção, a aprendizagem escolar consiste em construir conhecimentos culturais a partir de atividade pessoal; o aluno é um ser ativo que aprende a aprender.
Os tempos atuais são marcados por grandes e profundas mudanças em todos os setores da vida. Nesse contexto, verifica-se que os professores têm investido em ações pedagógicas mais adequadas à realidade vivida, ações essas capazes de criar espaços para que os alunos, eles próprios, produzam seus conhecimentos, tornando-se sujeitos críticos, reflexivos e inovadores. Em tal direção, a Pedagogia de Projetos tem se mostrado uma aliada. Entre os defensores dessa pedagogia encontra-se Moura; segundo essa autora, conforme o artigo “Pedagogia de Projetos: contribuições para uma educação transformadora” (s.d.), trabalhar por meio de projetos demanda mudanças na concepção de ensino e aprendizagem e, consequentemente, na postura do professor. Essa forma de trabalhar não pode ser vista como uma opção meramente metodológica, mas como uma pedagogia que traduz uma específica concepção do conhecimento escolar.
Em “Avaliação mediadora: uma relação dialógica na construção do conhecimento”, Hoffmann (in Revista Ideias, nº 22, p. 54) argumenta que a concepção comportamentalista sobre a avaliação manifesta-se na prática avaliativa de um grande número de professores. Tais profissionais demonstram não perceber o autoritarismo intrínseco a essa concepção. Quando dominados pela convicção de que a forma de avaliar na perspectiva comportamentalista é a melhor que se conhece, esses professores não podem evoluir no sentido de dois princípios presentes em uma avaliação mediadora (tipo de avaliação defendido por Hoffmann).
No mundo atual, globalizado, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) têm se incorporado a diversas áreas do desenvolvimento humano, entre elas a da educação. Nesse contexto, segundo Moran (2004), o professor, do ponto de vista metodológico, necessita aprender a contrabalançar processos de organização e de “provocação” na sala de aula. Para o referido autor, uma das dimensões fundamentais do educar consiste em auxiliar os alunos a descobrirem uma lógica dentro do caos de informações que possuímos, organizar numa síntese coerente (ainda que momentânea) das informações dentro de um campo de conhecimento. Moran afirma que compreender consiste em organizar, sistematizar, comparar, avaliar e contextualizar. Uma segunda dimensão pedagógica busca questionar essa compreensão, criando uma tensão para ultrapassá-la, transformá-la, caminhando em direção a novas sínteses, novas formas de compreensão.