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ITA — Vestibular 2020 — 1ª Fase — Física, Português, Inglês, Matemática e Química

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

ITA2019Médio

70 questões nesta prova · página 2 de 4 · 67 com gabarito

Língua Portuguesa Significação de Palavras em Contexto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

Texto-base:
Leia o trecho destacado para responder às questões 20 e 21.
Mas, apesar de montado, o chefe ainda chamou Nhô Augusto, para dizer:
—Mano velho, o senhor gosta de briga, e entende. Está-se vendo que não viveu sempre aqui nesta grota, capinando roça e cortando lenha... Não quero especular coisa de sua vida p’ra trás, nem se está se escondendo de algum crime. Mas, comigo é que o senhor havia de dar sorte! Quer se amadrinhar com meu povo? Quer vir junto?
—Ah, não posso! Não me tenta, que eu não posso, seu Joãozinho Bem-Bem...
—Pois então, mano velho, paciência.
—Mas nunca que eu hei de me esquecer dessa sua bizarria, meu amigo, meu parente, seu Joãozinho Bem-Bem! [Sagarana, p. 319].

Assinale a alternativa que apresenta corretamente o sentido de BIZARRIA no trecho destacado.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Bizarria = nobreza de caráter, brio.

No contexto, Nhô Augusto agradece a generosidade e a nobreza do gesto de Joãozinho Bem-Bem, que o convida sem constrangê-lo e aceita a recusa. 'Bizarria' tem aqui o sentido antigo de galhardia, brio, nobreza de caráter.

Análise das alternativas

A e C: excentricidade e esquisitice são o sentido moderno, que não cabe como elogio. D: elegância/garbo é sentido mais ligado à aparência. E: arrogância não combina com o agradecimento.

Referência: Guimarães Rosa, Sagarana, p. 319.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Machado de Assis — O Alienista (Razão e Loucura)

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

Texto-base:
Leia o trecho destacado para responder às questões 22 e 23.
... O vereador fez esta reflexão: —Nada tenho que ver com a ciência; mas se tantos homens em quem supomos juízo são reclusos por dementes, quem nos afirma que o alienado não é o alienista? [Contos, p. 299].

Assinale a alternativa correta:
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Resolução comentada

A suspeita do vereador evidencia a comédia de erros e as contradições do protagonista.

A pergunta do vereador, se o alienado não seria o alienista, ironiza Bacamarte e aponta as contradições de sua ciência, que leva ao absurdo de internar quase toda a vila. Isso reforça o tom satírico e cômico da narrativa.

Análise das alternativas

A: a dificuldade de distinguir razão e loucura não prova a razoabilidade de Bacamarte. B: ele quer, sim, distinguir razão de loucura. C: o discurso direto não evidencia influência romântica; o estilo é realista. D: o discurso direto não ofusca a sátira, ao contrário, ele a expõe.

Referência: Machado de Assis, O alienista, p. 299.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Machado de Assis — O Alienista (Razão e Loucura)

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

Texto-base:
Leia o trecho destacado para responder às questões 22 e 23.
... O vereador fez esta reflexão: —Nada tenho que ver com a ciência; mas se tantos homens em quem supomos juízo são reclusos por dementes, quem nos afirma que o alienado não é o alienista? [Contos, p. 299].

Acerca do sentido da narrativa, o trecho destacado permite afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A tentativa de separar nitidamente razão e loucura é presunção absurda.

A fala do vereador sugere que o limite entre razão e loucura é incerto e que o próprio alienista pode ser o alienado. Segundo o gabarito, a pretensão de distinguir claramente os dois é um absurdo, próprio de desequilibrados como Bacamarte.

Análise das alternativas

A: o padre não afirma que só a teologia distingue. B: o texto questiona a autoridade do cientista. C: a loucura não se define por incapacidade de impor normas à própria vida. E: aplica ao caso da boticária uma leitura que não decorre do trecho.

Referência: Machado de Assis, O alienista, p. 299.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Discurso Indireto Livre

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

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Texto-base:
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

Assinale a alternativa que relaciona corretamente um trecho em discurso indireto livre e sua função.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O discurso indireto livre revela pensamentos da personagem.

No trecho sobre Dionóra, a voz do narrador se mistura à da personagem (Agora, porém, tinha aparecido outro. Não, só de por aquilo na ideia, já sentia medo...), dando acesso aos seus pensamentos e temores. Essa é a função do discurso indireto livre.

Análise das alternativas

B: é discurso direto de Padre Lopes. C: o trecho de S. Bernardo é narrado em primeira pessoa, não é análise do narrador por discurso indireto livre. D: trata de marcas de oralidade na voz do narrador. E: é discurso direto com travessão, em Machado.

Referência: Guimarães Rosa, Sagarana, p. 298.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — São Bernardo

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

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Texto-base:
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

Leia atentamente o trecho destacado e assinale a alternativa incorreta.

Seu Ribeiro lia as cartas, conhecia os segredos, era considerado e major. [...] Todos acreditavam na sabedoria do major. Com efeito, seu Ribeiro não era inocente. [...] Os outros homens, sim, eram inocentes. [...] O major decidia, ninguém apelava. A decisão do major era um prego. Não havia soldados no lugar, nem havia juiz. E como o vigário residia longe, a mulher de seu Ribeiro rezava o terço e contava histórias de santos às crianças. É possível que nem todas as histórias fossem verdadeiras, mas as crianças daquele tempo não se preocupavam com a verdade. [S. Bernardo, pp. 43-44].
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Incorreta: a verdade não valia mais que a autoridade do major.

O trecho mostra que a decisão do major era inquestionável ('um prego') e que as crianças não se preocupavam com a verdade das histórias. Portanto, a autoridade do major pesava mais que a verdade, e D afirma o contrário.

Análise das alternativas

A: o prego sugere decisões firmes e inquestionáveis. B: 'considerado' no sentido de respeitado é adequado. C: sem soldados, juiz ou vigário, o major e a esposa supriam as autoridades legal, moral e religiosa. E: 'inocente' é usado em sentidos diferentes (ironicamente sobre Ribeiro, ingênuo para os outros), então a E é que parece também incorreta; o gabarito oficial, porém, é D.

Referência: Graciliano Ramos, S. Bernardo, pp. 43-44.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Guimarães Rosa — A Hora e Vez de Augusto Matraga (Personagem)

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

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Texto-base:
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

Com base no texto destacado, assinale a alternativa que apresenta corretamente duas características do protagonista.

E, ao sair, Nhô Augusto se ajoelhou, no meio da estrada, abriu os braços em cruz, e jurou: —Eu vou p’ra o céu, e vou mesmo, por bem ou por mal! ... E a minha vez há de chegar ... P’ra o céu eu vou, nem que seja a porrete! ... [Sagarana, p. 307].
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A fala mostra obstinação e agressividade.

Nhô Augusto jura ir para o céu 'por bem ou por mal' e 'nem que seja a porrete'. Isso revela obstinação, teimosia em atingir o objetivo, e agressividade, ao pensar em alcançar a salvação à força.

Análise das alternativas

A: não há ironia no juramento. B: o trecho indica fé, não hipocrisia. C: prudência contradiz a impetuosidade. D: generosidade não aparece no trecho.

Referência: Guimarães Rosa, A hora e vez de Augusto Matraga, Sagarana, p. 307.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

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Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

Leia atentamente o trecho destacado e assinale a alternativa correta.

Levantei-me, encostei-me à balaustrada* e comecei a encher o cachimbo, voltando-me para fora, que no interior da minha casa tudo era desagradável. [S. Bernardo, p. 142].
* balaustrada: parapeito, grade de proteção ou apoio.

No trecho destacado, a palavra “que” não transmite a ideia de
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Resolução comentada

O 'que' é conjunção explicativa/causal, nunca consecutiva.

Em '...voltando-me para fora, que no interior da minha casa tudo era desagradável', o 'que' equivale a 'porque', explicando o motivo de se voltar para fora. Não há ideia de consequência, pois o desagrado dentro de casa é a causa da ação.

Análise das alternativas

A, C, D e E (causa, razão, fundamento e motivo) são ideias que a conjunção explicativa expressa. B, consequência, exigiria um termo intensivo anterior (tão, tanto...) e não ocorre aqui.

Referência: Graciliano Ramos, S. Bernardo, p. 142; conjunções explicativas/causais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Sinonímia

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

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Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

Leia atentamente o trecho destacado e assinale a alternativa que apresenta corretamente dois sinônimos possíveis para DESINTELIGÊNCIA, sem perda de sentido.

Pois, apesar das precauções que tomamos, do asbesto* que usamos para amortecer os atritos, veio nova desinteligência. Depois vieram muitas. [S. Bernardo, p. 125].
*asbesto: amianto.
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Resolução comentada

Desinteligência = desavença e desentendimento.

No trecho, 'desinteligência' indica falta de entendimento entre Paulo Honório e Madalena, atritos entre o casal. Desavença e desentendimento são seus sinônimos.

Análise das alternativas

B: competição não é sinônimo. C: carência significa falta. D: solidariedade e carência não são sinônimos. E: reconciliação e confraternização têm sentido oposto.

Referência: Graciliano Ramos, S. Bernardo, p. 125.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Guimarães Rosa — A Hora e Vez de Augusto Matraga (Título)

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

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Texto-base:
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

No momento da morte de seu Joãozinho Bem-Bem, o narrador conta que “a turba começou a querer desfeitar o cadáver”, isto é, fazer desfeita, insultar e ofender o corpo, ao que Nhô Augusto responde energicamente: “—Para com essa matinada, cambada de gente herege! [...] E depois enterrem direitinho o corpo, com muito respeito e em chão sagrado, que esse aí é o meu parente seu Joãozinho Bem-Bem!” [Sagarana, p. 332].

Por essa fala, é possível entender que o título do conto alude
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Resolução comentada

O título alude à hora da morte como chance de regeneração.

Ao defender o corpo de Joãozinho Bem-Bem e pedir sepultamento digno, Nhô Augusto mostra a transformação moral que vinha buscando. A 'hora e vez' é o momento final em que ele realiza sua redenção.

Análise das alternativas

A: o gesto é de compaixão e respeito, não de perversidade. B: não trata de incapacidade de Bem-Bem. C: não há covardia, e sim coragem e autoridade. E: a vingança da família não está em questão.

Referência: Guimarães Rosa, A hora e vez de Augusto Matraga (Sagarana).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Literatura Literatura Comparada — Protagonistas (O Alienista, São Bernardo e Augusto Matraga)

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

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Texto-base:
Todas as citações das obras indicadas foram extraídas das seguintes edições:
Machado de Assis. O alienista. In: Contos: uma antologia. Seleção, introdução e notas John Gledson. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, pp. 273-327.
Graciliano Ramos. S. Bernardo. Posfácio de Godofredo de Oliveira Neto. 94ª edição revista. Rio de Janeiro: Record, 2013.
João Guimarães Rosa. A hora e vez de Augusto Matraga. In: Sagarana. 72ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. 1ª ed. São Paulo: Global, 2019, pp. 293-332.

Os protagonistas de “O alienista”, S. Bernardo e “A hora e vez de Augusto Matraga” têm em comum as seguintes características:
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Resolução comentada

Os três protagonistas têm obstinação e capacidade de ação.

Simão Bacamarte persegue sua teoria até o fim; Paulo Honório constrói a fazenda com tenacidade; Nhô Augusto, primeiro violento e depois em busca de redenção, também é obstinado. Os três agem de forma determinada para atingir seus objetivos.

Análise das alternativas

A: vileza não vale para Bacamarte, que age por convicção científica. B: benevolência não cabe a Paulo Honório. C: religiosidade não caracteriza Bacamarte nem Paulo Honório. D: ganância excessiva não se aplica a Bacamarte nem a Matraga.

Referência: Machado de Assis, O alienista; Graciliano Ramos, S. Bernardo; Guimarães Rosa, Sagarana.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

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Texto-base:
As questões 31 e 32 referem-se ao texto destacado a seguir.
Experts warn that “the substitution of machinery for human labour” may “render the population redundant”. They worry that “the discovery of this mighty power” has come “before we knew how to employ it rightly”. Such fears are expressed today by those who worry that advances in artificial intelligence (AI) could destroy millions of jobs and pose a “Terminator”-style threat to humanity. But these are in fact the words of commentators discussing mechanisation and steam power two centuries ago. Back then the controversy over the dangers posed by machines was known as the “machinery question”. Now a very similar debate is under way.
After many false dawns, AI has made extraordinary progress in the past few years, thanks to a versatile technique called “deep learning”. Given enough data, large (or “deep”) neural networks, modelled on the brain’s architecture, can be trained to do all kinds of things. They power Google’s search engine, Facebook’s automatic photo tagging, Apple’s voice assistant, Amazon’s shopping recommendations and Tesla’s self-driving cars. But this rapid progress has also led to concerns about safety and job losses. Stephen Hawking, Elon Musk and others wonder whether AI could get out of control, precipitating a sci-fi conflict between people and machines. Others worry that AI will cause widespread unemployment, by automating cognitive tasks that could previously be done only by people. After 200 years, the machinery question is back. It needs to be answered.
Fonte: https://www.economist.com/leaders/2016/06/25/march-of-the-machines. Adaptado. Acesso em agosto de 2019.

Leia as afirmações a seguir para responder à questão.
I. Redes neurais alimentam o mecanismo de busca do Google, o assistente de voz da Apple, a identificação de fotografias no Facebook, as sugestões de compras da Amazon, os carros autônomos da Tesla.
II. O temor de que as máquinas substituiriam o trabalho humano era real há duzentos anos, mas superado na atualidade.
III. Steven Hawkings e Elon Musk especulam se a I.A. pode sair do controle, levando pessoas e máquinas a um conflito somente visto em obras de ficção científica.
IV. Duzentos anos atrás, a controvérsia sobre os perigos impostos pelas máquinas era conhecida como “a questão das máquinas”.
De acordo com as informações do texto, estão corretas as afirmações
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Resolução comentada

Corretas: I, III e IV.

I, III e IV reproduzem o texto: redes neurais alimentam os serviços citados; Hawking e Musk questionam se a IA pode sair do controle, gerando um conflito de ficção científica; e há 200 anos o debate se chamava 'machinery question'. A II é falsa: o texto diz que um debate muito semelhante está em curso hoje.

Análise das alternativas

A, B e C incluem a II, que afirma que o temor foi superado na atualidade, o que contradiz o texto ('Now a very similar debate is under way'). E omite a I e a III, que também estão corretas.

Referência: Texto-base (The Economist, 2016).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Vocabulário — Sinônimos em Contexto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Questão anulada

Texto-base:
As questões 31 e 32 referem-se ao texto destacado a seguir.
Experts warn that “the substitution of machinery for human labour” may “render the population redundant”. They worry that “the discovery of this mighty power” has come “before we knew how to employ it rightly”. Such fears are expressed today by those who worry that advances in artificial intelligence (AI) could destroy millions of jobs and pose a “Terminator”-style threat to humanity. But these are in fact the words of commentators discussing mechanisation and steam power two centuries ago. Back then the controversy over the dangers posed by machines was known as the “machinery question”. Now a very similar debate is under way.
After many false dawns, AI has made extraordinary progress in the past few years, thanks to a versatile technique called “deep learning”. Given enough data, large (or “deep”) neural networks, modelled on the brain’s architecture, can be trained to do all kinds of things. They power Google’s search engine, Facebook’s automatic photo tagging, Apple’s voice assistant, Amazon’s shopping recommendations and Tesla’s self-driving cars. But this rapid progress has also led to concerns about safety and job losses. Stephen Hawking, Elon Musk and others wonder whether AI could get out of control, precipitating a sci-fi conflict between people and machines. Others worry that AI will cause widespread unemployment, by automating cognitive tasks that could previously be done only by people. After 200 years, the machinery question is back. It needs to be answered.
Fonte: https://www.economist.com/leaders/2016/06/25/march-of-the-machines. Adaptado. Acesso em agosto de 2019.

A palavra sublinhada nos trechos retirados do texto pode ser substituída, sem alteração de significado, pela palavra ou expressão da segunda coluna, exceto em:
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Língua Inglesa Interpretação de Texto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
As questões de 33 a 35 referem-se ao texto destacado a seguir.
If there is any doubt about the persistent power of literature in the face of digital culture, it should be banished by the recent climb of George Orwell’s 1984 up the Amazon “Movers and Shakers” list. There is much that’s resonant for us in Orwell’s dystopia in the face of Edward Snowden’s revelations about the NSA [...]. We look to 1984 as a clear cautionary tale, even a prophecy, of systematic abuse of power taken to the end of the line. [...]
However, after “THE END” of his dystopian novel 1984, George Orwell includes another chapter, an appendix, called “The Principles of Newspeak.” Since it has the trappings of a tedious scholarly treatise, readers often skip the appendix. But it changes our whole understanding of the novel. Written from some unspecified point in the future, it suggests that Big Brother was eventually defeated. The victory is attributed not to individual rebels or to The Brotherhood, an anonymous resistance group, but rather to language itself. The appendix details Oceania’s attempt to replace Oldspeak, or English, with Newspeak, a linguistic shorthand that reduces the world of ideas to a set of simple, stark words. “The whole aim of Newspeak is to narrow the range of thought.” It will render dissent “literally impossible, because there will be no words in which to express it.”
Fonte: Frost, Laura. http://qz.com/95696. Adaptado. Acesso em agosto de 2019.

De acordo com o texto, em geral, os leitores do clássico 1984, de George Orwell, dispensam a leitura do apêndice da obra porque
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Resolução comentada

Leitores pulam o apêndice por parecer um tedioso tratado acadêmico.

O texto diz que o apêndice tem 'the trappings of a tedious scholarly treatise', por isso os leitores costumam ignorá-lo. Assim, a razão é acreditarem se tratar de mais um texto acadêmico.

Análise das alternativas

A, D e E: o apêndice foi escrito por Orwell, incluído após 'THE END' no próprio livro, e a autoria é conhecida. C: o texto afirma o oposto, que ele muda toda a compreensão do romance.

Referência: Texto-base (Frost, Quartz).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Vocabulário — Sinônimos em Contexto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

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Texto-base:
As questões de 33 a 35 referem-se ao texto destacado a seguir.
If there is any doubt about the persistent power of literature in the face of digital culture, it should be banished by the recent climb of George Orwell’s 1984 up the Amazon “Movers and Shakers” list. There is much that’s resonant for us in Orwell’s dystopia in the face of Edward Snowden’s revelations about the NSA [...]. We look to 1984 as a clear cautionary tale, even a prophecy, of systematic abuse of power taken to the end of the line. [...]
However, after “THE END” of his dystopian novel 1984, George Orwell includes another chapter, an appendix, called “The Principles of Newspeak.” Since it has the trappings of a tedious scholarly treatise, readers often skip the appendix. But it changes our whole understanding of the novel. Written from some unspecified point in the future, it suggests that Big Brother was eventually defeated. The victory is attributed not to individual rebels or to The Brotherhood, an anonymous resistance group, but rather to language itself. The appendix details Oceania’s attempt to replace Oldspeak, or English, with Newspeak, a linguistic shorthand that reduces the world of ideas to a set of simple, stark words. “The whole aim of Newspeak is to narrow the range of thought.” It will render dissent “literally impossible, because there will be no words in which to express it.”
Fonte: Frost, Laura. http://qz.com/95696. Adaptado. Acesso em agosto de 2019.

No trecho “but rather, to language itself”, o termo rather pode ser substituído, sem alteração de sentido, por
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Resolução comentada

'Rather' em 'but rather' equivale a 'more exactly'.

Em 'not to individual rebels... but rather to language itself', 'rather' corrige e precisa a afirmação anterior, com sentido de 'mais precisamente'. 'More exactly' é a opção que mantém essa função.

Análise das alternativas

A (to some extent = até certo ponto) muda o sentido. B (on behalf of = em nome de) e D (in support of = em apoio a) são locuções preposicionais sem valor corretivo. C (instead of = em vez de) tem sentido próximo, mas é preposição e não cabe estruturalmente no lugar de 'but rather'; o gabarito oficial é E.

Referência: Vocabulário/conectivos em inglês.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
As questões de 33 a 35 referem-se ao texto destacado a seguir.
If there is any doubt about the persistent power of literature in the face of digital culture, it should be banished by the recent climb of George Orwell’s 1984 up the Amazon “Movers and Shakers” list. There is much that’s resonant for us in Orwell’s dystopia in the face of Edward Snowden’s revelations about the NSA [...]. We look to 1984 as a clear cautionary tale, even a prophecy, of systematic abuse of power taken to the end of the line. [...]
However, after “THE END” of his dystopian novel 1984, George Orwell includes another chapter, an appendix, called “The Principles of Newspeak.” Since it has the trappings of a tedious scholarly treatise, readers often skip the appendix. But it changes our whole understanding of the novel. Written from some unspecified point in the future, it suggests that Big Brother was eventually defeated. The victory is attributed not to individual rebels or to The Brotherhood, an anonymous resistance group, but rather to language itself. The appendix details Oceania’s attempt to replace Oldspeak, or English, with Newspeak, a linguistic shorthand that reduces the world of ideas to a set of simple, stark words. “The whole aim of Newspeak is to narrow the range of thought.” It will render dissent “literally impossible, because there will be no words in which to express it.”
Fonte: Frost, Laura. http://qz.com/95696. Adaptado. Acesso em agosto de 2019.

De acordo com o texto, é incorreto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Incorreta: o vocabulário da Newspeak não é complexo, é reduzido.

A Newspeak é descrita como um atalho linguístico que reduz as ideias a palavras simples e austeras, para estreitar o pensamento. A afirmação de que seu vocabulário é complexo é, portanto, a incorreta.

Análise das alternativas

A e B: o texto trata 1984 como obra ressonante hoje e como alerta contra o abuso de poder. C: o apêndice detalha a tentativa de substituir o Oldspeak por uma forma simplificada. E: ao estreitar o pensamento, a Newspeak impede expressar ideias mais complexas e a dissidência.

Referência: Texto-base (Frost, Quartz).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
As questões de 36 a 38 referem-se ao texto destacado:
“Of course they’re fake videos, everyone can see they're not real. All the same, they really did say those things, didn't they?” These are the words of Vivienne Rook, the fictional politician played by Emma Thompson in the brilliant dystopian BBC TV drama Years and Years. The episode in question, set in 2027, tackles the subject of “deepfakes” – videos in which a living person's face and voice are digitally manipulated to say anything the programmer wants.
Rook perfectly sums up the problem with these videos – even if you know they are fake, they leave a lingering impression. And her words are all the more compelling because deepfakes are real and among us already. Last year, several deepfake porn videos emerged online, appearing to show celebrities such as Emma Watson, Gal Gadot and Taylor Swift in explicit situations.
[...]
In some cases, the deepfakes are almost indistinguishable from the real thing – which is particularly worrying for politicians and other people in the public eye. Videos that may initially have been created for laughs could easily be misinterpreted by viewers. Earlier this year, for example, a digitally altered video appeared to show Nancy Pelosi, the speaker of the US House of Representatives, slurring drunkenly through a speech. The video was widely shared on Facebook and YouTube, before being tweeted by President Donald Trump with the caption: “PELOSI STAMMERS THROUGH NEWS CONFERENCE”. The video was debunked, but not before it had been viewed millions of times. Trump has still not deleted the tweet, which has been retweeted over 30,000 times.
The current approach of social media companies is to filter out and reduce the distribution of deepfake videos, rather than outright removing them – unless they are pornographic. This can result in victims suffering severe reputational damage, not to mention ongoing humiliation and ridicule from viewers.
“Deepfakes are one of the most alarming trends I have witnessed as a Congresswoman to date,” said US Congresswoman Yvette Clarke in a recent article for Quartz. “If the American public can be made to believe and trust altered videos of presidential candidates, our democracy is in grave danger. We need to work together to stop deepfakes from becoming the defining feature of the 2020 elections.”
Of course, it’s not just democracy that is at risk, but also the economy, the legal system and even individuals themselves. Clarke warns that, if deepfake technology continues to evolve without a check, video evidence could lose its credibility during trials. It is not hard to imagine it being used by disgruntled ex-lovers, employees and random people on the internet to exact revenge and ruin people’s reputations. The software for creating these videos is already widely available.
Fonte: Curtis, Sophie. https://www.mirror.co.uk/tech/deepfake-videos-creepy-new-internet-18289900. Adaptado. Acessado em Agosto/2019.

De acordo com o texto, é correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Mesmo sabidamente falsos, deepfakes deixam impressão duradoura.

O texto diz que Rook resume o problema: 'even if you know they are fake, they leave a lingering impression'. Isso corresponde à alternativa A.

Análise das alternativas

B: Years and Years é uma série fictícia que aborda o tema, mas não é a origem dos deepfakes. C: os vídeos fazem as pessoas parecerem dizer o que o programador quer, não reproduzem falas reais. D: os exemplos do texto são Watson, Gadot, Swift e Pelosi; Obama e Zuckerberg não são citados e há também vítimas anônimas. E: nada diz que o criador controle dados de bilhões de pessoas.

Referência: Texto-base (Curtis, Mirror, 2019).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Conectivos (Linking Words)

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
As questões de 36 a 38 referem-se ao texto destacado:
“Of course they’re fake videos, everyone can see they're not real. All the same, they really did say those things, didn't they?” These are the words of Vivienne Rook, the fictional politician played by Emma Thompson in the brilliant dystopian BBC TV drama Years and Years. The episode in question, set in 2027, tackles the subject of “deepfakes” – videos in which a living person's face and voice are digitally manipulated to say anything the programmer wants.
Rook perfectly sums up the problem with these videos – even if you know they are fake, they leave a lingering impression. And her words are all the more compelling because deepfakes are real and among us already. Last year, several deepfake porn videos emerged online, appearing to show celebrities such as Emma Watson, Gal Gadot and Taylor Swift in explicit situations.
[...]
In some cases, the deepfakes are almost indistinguishable from the real thing – which is particularly worrying for politicians and other people in the public eye. Videos that may initially have been created for laughs could easily be misinterpreted by viewers. Earlier this year, for example, a digitally altered video appeared to show Nancy Pelosi, the speaker of the US House of Representatives, slurring drunkenly through a speech. The video was widely shared on Facebook and YouTube, before being tweeted by President Donald Trump with the caption: “PELOSI STAMMERS THROUGH NEWS CONFERENCE”. The video was debunked, but not before it had been viewed millions of times. Trump has still not deleted the tweet, which has been retweeted over 30,000 times.
The current approach of social media companies is to filter out and reduce the distribution of deepfake videos, rather than outright removing them – unless they are pornographic. This can result in victims suffering severe reputational damage, not to mention ongoing humiliation and ridicule from viewers.
“Deepfakes are one of the most alarming trends I have witnessed as a Congresswoman to date,” said US Congresswoman Yvette Clarke in a recent article for Quartz. “If the American public can be made to believe and trust altered videos of presidential candidates, our democracy is in grave danger. We need to work together to stop deepfakes from becoming the defining feature of the 2020 elections.”
Of course, it’s not just democracy that is at risk, but also the economy, the legal system and even individuals themselves. Clarke warns that, if deepfake technology continues to evolve without a check, video evidence could lose its credibility during trials. It is not hard to imagine it being used by disgruntled ex-lovers, employees and random people on the internet to exact revenge and ruin people’s reputations. The software for creating these videos is already widely available.
Fonte: Curtis, Sophie. https://www.mirror.co.uk/tech/deepfake-videos-creepy-new-internet-18289900. Adaptado. Acessado em Agosto/2019.

No trecho: “it’s not just democracy that is at risk, but also the economy”, a expressão sublinhada expressa uma ideia de
Trecho “it’s not just democracy that is at risk, but also the economy”, em itálico, com as expressões “it’s not just” e “but also” sublinhadas.
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Língua Inglesa Interpretação de Texto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
As questões de 36 a 38 referem-se ao texto destacado:
“Of course they’re fake videos, everyone can see they're not real. All the same, they really did say those things, didn't they?” These are the words of Vivienne Rook, the fictional politician played by Emma Thompson in the brilliant dystopian BBC TV drama Years and Years. The episode in question, set in 2027, tackles the subject of “deepfakes” – videos in which a living person's face and voice are digitally manipulated to say anything the programmer wants.
Rook perfectly sums up the problem with these videos – even if you know they are fake, they leave a lingering impression. And her words are all the more compelling because deepfakes are real and among us already. Last year, several deepfake porn videos emerged online, appearing to show celebrities such as Emma Watson, Gal Gadot and Taylor Swift in explicit situations.
[...]
In some cases, the deepfakes are almost indistinguishable from the real thing – which is particularly worrying for politicians and other people in the public eye. Videos that may initially have been created for laughs could easily be misinterpreted by viewers. Earlier this year, for example, a digitally altered video appeared to show Nancy Pelosi, the speaker of the US House of Representatives, slurring drunkenly through a speech. The video was widely shared on Facebook and YouTube, before being tweeted by President Donald Trump with the caption: “PELOSI STAMMERS THROUGH NEWS CONFERENCE”. The video was debunked, but not before it had been viewed millions of times. Trump has still not deleted the tweet, which has been retweeted over 30,000 times.
The current approach of social media companies is to filter out and reduce the distribution of deepfake videos, rather than outright removing them – unless they are pornographic. This can result in victims suffering severe reputational damage, not to mention ongoing humiliation and ridicule from viewers.
“Deepfakes are one of the most alarming trends I have witnessed as a Congresswoman to date,” said US Congresswoman Yvette Clarke in a recent article for Quartz. “If the American public can be made to believe and trust altered videos of presidential candidates, our democracy is in grave danger. We need to work together to stop deepfakes from becoming the defining feature of the 2020 elections.”
Of course, it’s not just democracy that is at risk, but also the economy, the legal system and even individuals themselves. Clarke warns that, if deepfake technology continues to evolve without a check, video evidence could lose its credibility during trials. It is not hard to imagine it being used by disgruntled ex-lovers, employees and random people on the internet to exact revenge and ruin people’s reputations. The software for creating these videos is already widely available.
Fonte: Curtis, Sophie. https://www.mirror.co.uk/tech/deepfake-videos-creepy-new-internet-18289900. Adaptado. Acessado em Agosto/2019.

De acordo com a congressista Yvette Clarke, pelos diversos riscos representados pelos vídeos deepfake, é necessário
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Resolução comentada

Clarke defende evitar que a tecnologia evolua sem controle.

Clarke alerta que, se a tecnologia deepfake continuar evoluindo 'without a check' (sem controle), há risco à democracia, à economia e aos tribunais. Logo, a medida coerente com sua fala é fiscalizar e controlar a tecnologia.

Análise das alternativas

A e B: ela não propõe banimento nem criminalização. C: ela quer evitar que os deepfakes marquem as eleições de 2020, mas não propõe 'impedir sua presença' em eleições futuras. D: filtrar e reduzir a distribuição é a abordagem atual das empresas de redes sociais, não a proposta de Clarke.

Referência: Texto-base (Curtis, Mirror, 2019).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
As questões 39 e 40 referem-se ao texto destacado:
About seven years ago, three researchers at the University of Toronto built a system that could analyze thousands of photos and teach itself to recognize everyday objects, like dogs, cars and flowers. The system was so effective that Google bought the tiny start-up these researchers were only just getting off the ground. And soon, their system sparked a technological revolution. Suddenly, machines could “see” in a way that was not possible in the past.
This made it easier for a smartphone app to search your personal photos and find the images you were looking for. It accelerated the progress of driverless cars and other robotics. And it improved the accuracy of facial recognition services, for social networks like Facebook and for the country’s law enforcement agencies. But soon, researchers noticed that these facial recognition services were less accurate when used with women and people of color. Activists raised concerns over how companies were collecting the huge amounts of data needed to train these kinds of systems. Others worried these systems would eventually lead to mass surveillance or autonomous weapons.
Fonte: Matz, Cade. Seeking Ground Rules for A. I. www.nytimes.com, 01/03/2019. Adaptado. Acessado em Agosto/2019.)

De acordo com as informações do texto, selecione a alternativa que melhor complete a afirmação: The new system proved to be less precise when
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O sistema errava mais com mulheres e pessoas negras.

O texto afirma que os serviços de reconhecimento facial eram menos precisos com mulheres e 'people of color'. Isso corresponde a africanos e afrodescendentes, como na alternativa D.

Análise das alternativas

A, B e E: o texto diz que o sistema melhorou carros autônomos, reconhecimento facial em redes sociais e agências policiais, sem apontar imprecisão nesses contextos. C: o sistema reconhecia bem objetos como cães, carros e flores.

Referência: Texto-base (Matz, NYT, 2019).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Inglesa Interpretação de Texto

ITA 2019 Médio

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) · Vestibular 2020 — 1ª Fase (Física, Português, Inglês, Matemática e Química)

Gabarito disponível

Texto-base:
As questões 39 e 40 referem-se ao texto destacado:
About seven years ago, three researchers at the University of Toronto built a system that could analyze thousands of photos and teach itself to recognize everyday objects, like dogs, cars and flowers. The system was so effective that Google bought the tiny start-up these researchers were only just getting off the ground. And soon, their system sparked a technological revolution. Suddenly, machines could “see” in a way that was not possible in the past.
This made it easier for a smartphone app to search your personal photos and find the images you were looking for. It accelerated the progress of driverless cars and other robotics. And it improved the accuracy of facial recognition services, for social networks like Facebook and for the country’s law enforcement agencies. But soon, researchers noticed that these facial recognition services were less accurate when used with women and people of color. Activists raised concerns over how companies were collecting the huge amounts of data needed to train these kinds of systems. Others worried these systems would eventually lead to mass surveillance or autonomous weapons.
Fonte: Matz, Cade. Seeking Ground Rules for A. I. www.nytimes.com, 01/03/2019. Adaptado. Acessado em Agosto/2019.)

Analise as afirmações de I a IV em destaque.
I. Ativistas manifestaram preocupação em relação à forma como as empresas estavam coletando enormes quantidades de dados para treinar sistemas de reconhecimento.
II. A Universidade de Toronto construiu um sistema ético de Inteligência Artificial para reconhecimento de imagens.
III. Uma das preocupações de ativistas era a possibilidade de tais sistemas conduzirem a vigilância em massa ou armamento autônomo.
IV. Empresas privadas de tecnologia, como Google, e redes digitais, como Facebook, junto com algumas agências governamentais, chegaram a um consenso quanto a uma ética da Inteligência Artificial.
V. Algumas leis foram desenvolvidas por alguns grupos específicos de pessoas para decidir sobre o futuro da Inteligência Artificial.
De acordo com o texto, estão corretas apenas:
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Resolução comentada

Afirmações corretas segundo o texto: I e III.

O texto diz que ativistas levantaram preocupações sobre como as empresas coletavam enormes volumes de dados (I) e que outros temiam vigilância em massa ou armas autônomas (III). Nada no texto fala de um sistema 'ético' da Universidade de Toronto, de consenso entre empresas sobre ética, nem de leis elaboradas por grupos específicos.

Análise das alternativas

A, B e D incluem a II, que é falsa: o sistema foi apenas eficaz, não se fala em ética. D também inclui IV e V, sem base no texto. E inclui a IV, sem base no texto (não há consenso mencionado). Só C reúne I e III.

Referência: Texto-base (Matz, NYT, 2019).

Resolução comentada do VaiConcursos.