← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 25 questões nesta prova · página 1 de 2 · 24 com gabarito Gabarito disponível Conversão de unidades de massa e soma. Ouro: 5,56 hg = 556 g. Prata: 5500 dg = 550 g. Bronze: 0,45 kg = 450 g. Total = 7·556 + 6·550 + 8·450 = 3892 + 3300 + 3600 = 10792 g = 1079,2 dag. A) 1079,2 dg corresponde a 107,92 g. C) 107,92 dag corresponde a 1079,2 g. D) 107,92 dg está muito abaixo do valor. E) 1079,2 kg está muito acima do valor. Referência: Sistema métrico – massa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Probabilidades com 301 atletas, dos quais 91 são militares. Dado que o escolhido é militar, P(Aeronáutica) = 21/91 ≈ 23,1%, que é inferior a 24%. A) 26 (Exército) é maior que 21 (Aeronáutica). B) 26/301 ≈ 8,6%, e não 28,6%. C) 44 não é o dobro de 21, pois o dobro seria 42. D) Os não militares são 210/301 ≈ 69,8%, que é menos de 70%. Referência: Probabilidade condicional e simples. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 15% de 4,1 km. A parte plana é 0,15 × 4,1 = 0,615 km. O terreno irregular tem 4,1 − 0,615 = 3,485 km. A) 3,5 km é um arredondamento, e o valor exato é 3,485 km. B) 3,485 km é menor que 3,5 km. C) 0,615 km é a parte plana, e não a irregular. E) 0,615 km é menor que 0,7 km. Referência: Porcentagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível MMC de 24, 32 e 36. 24 = 2³·3, 32 = 2⁵ e 36 = 2²·3², então MMC = 2⁵·9 = 288 s = 4 min 48 s. A Grã-Bretanha dá 288/24 = 12 voltas, a Holanda 9 e a Dinamarca 8. A) A Dinamarca dá 8 voltas, e não 12. B) A Holanda dá 9 voltas. C) O tempo de 2 min 24 s está errado. E) O tempo de 2 min 24 s também está errado. Referência: MMC – problemas de encontro periódico. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Causa do estado arquejante da Rainha. O texto diz que "a rápida viagem pelo ar lhe tirara o fôlego". Alice a apanhou e a depositou rapidamente sobre a mesa, e foi isso que a deixou ofegante. B e D) A Rainha usa "vulcão" para falar do ato de Alice, e não de um vulcão real que a tenha expelido. C) Ela escalou o guarda-fogo antes, e quem a transportou foi Alice. E) Derrubar o Rei foi consequência da pressa dela, e não causa do cansaço. Referência: Interpretação de texto – relação de causa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Diminutivo com valor apenas de tamanho. "Gatinha" designa uma gata pequena, sem valor afetivo ou pejorativo marcante. Por isso o diminutivo indica só o tamanho reduzido. A) "Velhinho" tem carga afetiva. B) "Bocadinho" e D) "pouquinho" expressam atenuação de quantidade e valor afetivo. E) "Espanadinha" suaviza a ação e tem valor afetivo. Referência: Morfologia – grau do substantivo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Referenciação por pronomes. Em "a fez virar a cabeça", o pronome "a" retoma Alice. Em "não podem me escutar", o "me" também se refere a Alice, que é quem fala. Os dois pronomes têm o mesmo referente. A) As duas salas são a sala de casa (real) e a Casa do Espelho, mas "esta sala" é a do espelho e "a outra" é a real, o inverso do que a alternativa afirma. B) Os "aqui" apontam para referentes diferentes (o Rei e a Rainha Vermelhos, as Torres). C) "Ali" indica um local mais distante. D) "Los" se refere ao Rei e à Rainha Vermelhos e ao casal Branco, e não ao conjunto das peças. Referência: Coesão referencial – pronomes e dêiticos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Conectivo que une duas orações mantendo a relação de explicação. O enunciado 2 ("Quem está brincando já chegou") justifica o enunciado 1 (as coisas não levam a lugar nenhum). A relação é de explicação, e "porquanto" é a conjunção explicativa que a expressa na ordem dada. A) "portanto" é conclusiva e inverteria a relação. B) "enquanto" indica tempo ou oposição. C) "ainda que" é concessiva. D) "de sorte que" é consecutiva. Referência: Conjunções coordenativas explicativas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Relação entre o Texto 1 (Alice) e o Texto 2 (caixa de brinquedos). O Texto 2 diz que a caixa de brinquedos reúne atividades como jogar xadrez, ler e a arte, que dão prazer e alegria. As ferramentas, segundo o texto, são só chaves para essa caixa e não dão razão para viver. O Texto 1 mostra o imaginário e o jogo de xadrez como brincadeira. Assim, as formas de brincar é que dão razão para viver ao ser humano. A) O mundo imaginário exemplifica, sim, a caixa de brinquedos. B) Brincadeira e arte são o oposto de utensílio. C) Xadrez e fantasia pertencem à caixa de brinquedos, não à de ferramentas. E) O xadrez é de fato "coisa que não leva a nada", mas o texto não explica o interesse de Alice por essa razão. Essa relação causal é forçada. Referência: Interpretação e intertextualidade. Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar de Brasília — Concurso de Admissão 2021/2022 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Prova de Matemática, Língua Portuguesa e Redação
As Olimpíadas de Tóquio 2020, que tiveram seu primeiro dia oficial de competição em 24 de julho de 2021, ganharam a atenção e a torcida dos brasileiros, que têm ido às redes sociais manifestar apoio de diversas formas aos representantes nacionais. Até a manhã da segunda-feira, 26 de julho, o Brasil havia ganhado uma medalha de bronze e duas de prata; uma delas no Skate Street por Rayssa Leal, de 13 anos.
Além da beleza da apresentação inicial, as Olimpíadas de Tóquio também ganharam pontos pela consciência ambiental, pois as medalhas foram produzidas com o uso de metais reciclados de aparelhos eletrônicos. Assim, o ouro, a prata e o bronze encontrados em componentes como as placas de circuito de computadores, celulares e câmeras digitais, por exemplo, foram reaproveitados.
Todo o material foi coletado entre o período de 2017 e 2019, nas lojas da NTT DoCoMo, principal operadora de celular do Japão. Uma das curiosidades das medalhas das olimpíadas é que a de ouro, dada ao 1º colocado, na verdade, é feita de prata reciclada, coberta com apenas 6 gramas (g) de ouro, e pesa 5,56 hectogramas (hg). Já a medalha de prata, dada ao 2º colocado, pesa 5500 decigramas (dg) e é produzida com prata pura. A medalha de bronze, que fica com o 3º colocado, tem 0,45 quilogramas (kg) e é composta por latão vermelho (5% de zinco e 95% de cobre).
Fonte adaptada: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/toquio-2020-confira-as-curiosidades-sobre-as-medalhas-das-olimpiadas/, acesso 28/07/2021.
Ao final do evento, o Brasil alcançou a marca de 21 medalhas, sendo 7 medalhas de ouro, 6 de prata e 8 de bronze. Pode-se afirmar que a massa total que o Brasil levou de medalhas olímpicas foi deResolução comentada
Análise das alternativas
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Em um parque de Tóquio, foi colocado um desses monumentos. Esse objeto tem a base de um paralelepípedo que está segurando os cinco anéis, suspensos por duas barras de ferro, que também são paralelepípedos, como mostra a figura acima. As bases desses monumentos são preenchidas por litros de concreto para ficarem firmes. Sabendo que cada uma das barras de ferro, que suspendem os cincos anéis, possui as medidas de 2 m, 0,375 m e 0,375 m, equivalentes a um quarto de cada uma das medidas da base do monumento, marque a opção que mostra a quantidade de concreto, em litros, necessária para preencher o paralelepípedo que representa a base desse monumento.
Dos 301 atletas que representarão o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio, 91 são militares. São, aproximadamente, 30% do total de atletas brasileiros. Os atletas de farda estão presentes em 20 modalidades olímpicas: atletismo, boxe, canoagem, ciclismo BMX, ciclismo moutain bike, esgrima, ginástica artística, hipismo, judô, natação, maratona aquática, pentatlo moderno, remo, saltos ornamentais, taekwondo, tiro com arco, triatlo, vela, vôlei de praia, e wrestling. Entre os militares que disputarão os Jogos a partir de 6ª feira (23 jul 2021), 21 são da Aeronáutica, 26 do Exército e outros 44 da Marinha.
Fonte adaptada: https://www.poder360.com.br/olimpiada/atletas-militares-sao-30-da-delegacao-brasileira-nas-olimpiadas-de-toquio/, acesso 31/07/2021.
Chegando ao Brasil, após os josgos, os atletas participaram de uma cerimônia de homenagem e foi necessário escolher um único atleta para representar toda a delegação brasileira e receber o prêmio simbólico. Com base no texto acima, pode-se afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Nas Olimpíadas de Tóquio, as provas de Mountain Bike são disputadas no formato cross-country, com múltiplas voltas. Uma prova da modalidade nas Olimpíadas dura entre 1 hora e 30 minutos e 1 hora e 45 minutos. A pista deve ter entre 4km e 6km, e o percurso não deve ter mais de 15% de parte plana, com subidas e descidas em terrenos irregulares. O primeiro ciclista a completar todas as voltas e cruzar a linha de chegada vence a corrida.
Fonte: https://emtodolugar.facha.edu.br/2021/06/07/tudo-sobre-o-ciclismo-em-toquio-2020-fique-por-dentro-dos-detalhes-da-modalidade-nos-jogos/, acesso 31/07/2021.
Sabendo que a pista olímpica de Mountain Bike de Tóquio tem 4,1 km de comprimento e cumpre os exatos 15% de parte plana, pode-se afirmar que a pista possuiResolução comentada
Análise das alternativas
Atualmente, a participação feminina nas Olimpíadas é algo bastante comum, mas nem sempre foi assim. Os Jogos Olímpicos, que datam de 776 a.C., só vieram a ter participação feminina mais de 2000 anos depois, nos jogos de 1900, em Paris. Ainda assim, essas atletas não ganhavam medalhas como os homens, recebiam apenas um certificado de participação.
Desde então, os Jogos Olímpicos contam com a participação das mulheres que, ao longo de suas edições, foram sendo incluídas em outras modalidades e conquistando seu espaço nesse importante evento mundial. A primeira participação feminina do Brasil ocorreu em 1932, com a nadadora Maria Lenk, três décadas depois da estreia das mulheres em Olimpíadas.
Veja abaixo a quantidade de atletas brasileiros do sexo feminino e masculino dos últimos jogos:
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A conquista de medalhas também vem aumentando nos últimos jogos. E nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que acabaram de ocorrer, o Brasil trouxe um número expressivo de medalhas, finalizando a competição em 12º lugar, uma marca histórica. No gráfico abaixo, pode-se observar o crescimento feminino nos últimos Jogos Olímpicos.
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Com base nas informações do texto e do gráfico apresentados anteriormente, podemos afirmar que
Atualmente, a participação feminina nas Olimpíadas é algo bastante comum, mas nem sempre foi assim. Os Jogos Olímpicos, que datam de 776 a.C., só vieram a ter participação feminina mais de 2000 anos depois, nos jogos de 1900, em Paris. Ainda assim, essas atletas não ganhavam medalhas como os homens, recebiam apenas um certificado de participação.
Desde então, os Jogos Olímpicos contam com a participação das mulheres que, ao longo de suas edições, foram sendo incluídas em outras modalidades e conquistando seu espaço nesse importante evento mundial. A primeira participação feminina do Brasil ocorreu em 1932, com a nadadora Maria Lenk, três décadas depois da estreia das mulheres em Olimpíadas.
Veja abaixo a quantidade de atletas brasileiros do sexo feminino e masculino dos últimos jogos:
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A conquista de medalhas também vem aumentando nos últimos jogos. E nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que acabaram de ocorrer, o Brasil trouxe um número expressivo de medalhas, finalizando a competição em 12º lugar, uma marca histórica. No gráfico abaixo, pode-se observar o crescimento feminino nos últimos Jogos Olímpicos.
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O número médio de medalhas que o Brasil ganhou nesse período, últimos 6 jogos olímpicos, foi de:
Sabendo que os três atletas favoritos ao pódio são da Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca e que na prova de velocidade individual eles fazem uma volta completa em 24 s, 32 s e 36 s, respectivamente, podemos afirmar que, se esses atletas saírem juntos, se encontrarão novamenteResolução comentada
Análise das alternativas
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciou, nesta quarta-feira, os convocados para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Ao todo, o país terá 52 representantes na modalidade, tida como uma das mais nobres e tradicionais da Olimpíada. Os destaques ficam por conta de Darlan Romani, do arremesso de peso, Alison Santos, dos 400m com barreiras, e Paulo André Camilo, que compete nos 100m rasos e no revezamento 4 x 100m. Nessa última modalidade, revezamento 4x100 m masculino, cada equipe é composta por quatro atletas. Cada integrante da equipe corre uma distância de 100 metros e, ao final, passa um bastão para o outro membro da equipe, sucessivamente, até o quarto atleta completar o percurso.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-08/revezamento-masculino-4x100-m-nao-alcanca-decisao-na-olimpiada
Em um de seus treinos, Alison Santos fez, em um primeiro momento, 0,75 do percurso, andando. Depois correu 2/9 do que restou. E para completar seu treino, faltavam ainda 140 decâmetros, que ele fez caminhando em passos largos. O comprimento total do percurso é
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A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciou, nesta quarta-feira, os convocados para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Ao todo, o país terá 52 representantes na modalidade, tida como uma das mais nobres e tradicionais da Olimpíada. Os destaques ficam por conta de Darlan Romani, do arremesso de peso, Alison Santos, dos 400m com barreiras, e Paulo André Camilo, que compete nos 100m rasos e no revezamento 4 x 100m. Nessa última modalidade, revezamento 4x100 m masculino, cada equipe é composta por quatro atletas. Cada integrante da equipe corre uma distância de 100 metros e, ao final, passa um bastão para o outro membro da equipe, sucessivamente, até o quarto atleta completar o percurso.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2021-08/revezamento-masculino-4x100-m-nao-alcanca-decisao-na-olimpiada
Nessa edição das Olimpíadas, quem levou o ouro no revezamento 4x100 m foi o quarteto da Itália, seguido da Grã-Bretanha, Canadá, China e Jamaica.
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Sabendo disso, e consultando o quadro acima, que indica os tempos obtidos por cada equipe, a diferença entre a média de tempo por atleta nos trechos de 100 m do Canadá e Itália é de
Os Jogos Olímpicos de 1984 e o prejuízo milionário do McDonald’s
Na época, provavelmente duvidando dos feitos dos atletas americanos nas competições, a rede de fast foods prometeu aos clientes um combo: refrigerante, batata-frita e Big Mac de graça; caso os Estados Unidos ganhassem medalhas de ouro em determinadas provas. Detalhe: as competições que os atletas americanos deveriam vencer foram determinadas por raspadinhas oferecidas pelo próprio McDonald’s. E, embora o dono nunca tivesse imaginado esse resultado, os Estados Unidos faturou 85 medalhas de ouro nos jogos daquele ano, 49 a mais que nos jogos anteriores, em 1976. No fim, a rede precisou “rebolar” para cumprir o prometido.
Fonte adaptada: https://segredosdomundo.r7.com/17-curiosidade-sobre-os-jogos-olimpicos-que-voce-precisa-saber/, acesso 28/07/2021
Abaixo são mostradas as medalhas que os Estados Unidos ganharam em 1984:
• Medalhas de ouro – 85
• Medalhas de prata – 3/5 das medalhas de ouro
• Medalhas de bronze – 2/3 das medalhas de prata
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Sabendo que o número total de pessoas que ganhou o combo equivale a 6/5 das medalhas de ouro multiplicado pelo número de medalhas de prata e somado ao quíntuplo da quantidade de medalhas de bronze, o número de ganhadores será constituído de um número de
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Fonte: casavogue.globo.com/estadioolimpicotokyo, acesso: 11/09/21 às 8:30.
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http://wikimapia.org/91218/pt/Centro-Aqu%C3%A1tico-Nacional-de-Pequim-Cubo-de-%C3%81gua
acessado em 07/09/21 as 11:28
Desconsiderando as portas de entrada do Centro Aquático, podemos afirmar que a diferença entre o perímetro da figura geométrica observada por uma pessoa na posição da Vista 1 (vista frontal) e o perímetro da figura geométrica observada por um drone na posição da Vista 2 (vista superior) é um número entre
No clássico “Alice através do espelho”, Lewis Carroll cria um mundo imaginário em que a personagem central, uma menina de 7 anos, atravessa, com sua gatinha Lily, o espelho da sala de estar de sua casa. Na casa do espelho, a menina se depara com um mundo onde a realidade está ao contrário: animais e flores falam e peças de xadrez ganham vida.
TEXTO 1
A casa do espelho
1 Alice, no instante seguinte, atravessara o espelho e saltara com lepidez na sala da Casa do
Espelho. A primeira coisa que fez foi verificar se havia fogo na lareira, e ficou muito satisfeita ao
constatar que havia um fogo de verdade, crepitando tão alegremente quanto o que deixara para trás.
“Assim vou ficar tão aquecida aqui quanto estava lá na sala”, pensou; “ou mais aquecida, porque aqui
não vai haver ninguém mandando que eu me afaste do fogo. Oh, como vai ser engraçado quando me
virem aqui, através do espelho, e não puderem me alcançar!”
Em seguida começou a olhar em volta e notou que o que podia ser visto da sala anterior era
bastante banal e desinteressante, mas todo o resto era tão diferente quanto possível. Por exemplo, os
quadros na parede perto da lareira pareciam todos vivos, e o próprio relógio sobre o console (você
10 sabe que só pode ver o fundo dele no espelho) tinha o rosto de um velhinho, e sorria para ela.
“Esta sala não é tão arrumada como a outra”, Alice pensou, ao notar várias peças do jogo de
xadrez caídas no chão entre as cinzas; mas no instante seguinte, com um pequeno “Oh!” de surpresa,
estava de gatinhas, observando-as. As peças do xadrez estavam andando, duas a duas!
“Aqui estão o Rei Vermelho e a Rainha Vermelha”, Alice disse (num sussurro, com temor de
assustá-los), “e ali estão o Rei Branco e a Rainha Branca, sentados na borda da pá da lareira... e aqui
vão duas Torres, andando de braço dado... Acho que não podem me escutar”, continuou baixando mais
a cabeça, “e tenho quase certeza de que não podem me ver. Alguma coisa me diz que estou invisível...”
Nessa altura algo começou a guinchar na mesa atrás de Alice e a fez virar a cabeça bem a tempo
de ver um dos Peões Brancos cair e começar a espernear. Observou-o, muito curiosa para saber o que
20 iria acontecer em seguida.
“É a voz da minha filha!” exclamou a Rainha Branca passando pelo Rei, com ímpeto e tão
apressada, que o derrubou entre as cinzas. “Minha preciosa Lily!” e começou a escalar com frenesi
um lado do guarda-fogo.
“Desatino imperial!” disse o Rei, esfregando o nariz, que machucara na queda. Tinha direito a
estar um bocadinho aborrecido com a Rainha, pois estava coberto de cinzas da cabeça aos pés.
Alice estava ansiosa por ser útil e, quando a gatinha Lily estava a ponto de ter um ataque de
tanto berrar, passou a mão na Rainha rapidamente e a depositou sobre a mesa junto de sua escandalosa
filhinha.
A Rainha se sentou, arquejante: a rápida viagem pelo ar lhe tirara o fôlego por completo e por
30 um minuto ou dois nada pôde fazer senão abraçar a pequenina Lily em silêncio. Assim que recobrou
um pouquinho de alento, gritou para o Rei Branco, que estava sentado entre as cinzas, mal-humorado:
“Cuidado com o vulcão!”.
“Que vulcão?” perguntou o Rei, olhando aflito para a lareira, como se julgasse aquele o lugar
mais provável para encontrar um.
“Ele... me...expeliu”, arquejou a Rainha, que ainda estava um pouco sem ar. “Trate de subir...
da maneira normal... não se deixe expelir!”
Alice observou o Rei Branco transpor lenta e laboriosamente obstáculo por obstáculo, até que
finalmente disse: “Ora, nesse ritmo você vai levar horas e horas para chegar em cima da mesa. Seria
melhor eu ajudá-lo, não é?” Mas o Rei não tomou conhecimento da pergunta: estava perfeitamente
40 claro que não a podia ouvir nem ver.
Diante disso, Alice o apanhou com muita delicadeza e o ergueu muito mais lentamente do que
erguera a Rainha, tentando não lhe tirar o fôlego. Mas, antes de o pôr na mesa, pensou que não seria
má ideia dar-lhe uma espanadinha, tão coberto de cinzas estava.
Mais tarde, contou que nunca em toda sua vida vira uma cara como a que o Rei fez ao se ver
erguido e espanado no ar por uma mão invisível. Ele ficou espantado demais para gritar, mas seus
olhos e sua boca foram ficando cada vez maiores, e cada vez mais redondos, até que a mão de Alice
tremeu tanto com a gargalhada que ele quase caiu no chão.
Disponível em: http://www.Alice por trás do Espelho. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
É possível concluir que “a Rainha se sentou, arquejante” (linha 29 do 9º parágrafo) porqueResolução comentada
Análise das alternativas
No clássico “Alice através do espelho”, Lewis Carroll cria um mundo imaginário em que a personagem central, uma menina de 7 anos, atravessa, com sua gatinha Lily, o espelho da sala de estar de sua casa. Na casa do espelho, a menina se depara com um mundo onde a realidade está ao contrário: animais e flores falam e peças de xadrez ganham vida.
TEXTO 1
A casa do espelho
1 Alice, no instante seguinte, atravessara o espelho e saltara com lepidez na sala da Casa do
Espelho. A primeira coisa que fez foi verificar se havia fogo na lareira, e ficou muito satisfeita ao
constatar que havia um fogo de verdade, crepitando tão alegremente quanto o que deixara para trás.
“Assim vou ficar tão aquecida aqui quanto estava lá na sala”, pensou; “ou mais aquecida, porque aqui
não vai haver ninguém mandando que eu me afaste do fogo. Oh, como vai ser engraçado quando me
virem aqui, através do espelho, e não puderem me alcançar!”
Em seguida começou a olhar em volta e notou que o que podia ser visto da sala anterior era
bastante banal e desinteressante, mas todo o resto era tão diferente quanto possível. Por exemplo, os
quadros na parede perto da lareira pareciam todos vivos, e o próprio relógio sobre o console (você
10 sabe que só pode ver o fundo dele no espelho) tinha o rosto de um velhinho, e sorria para ela.
“Esta sala não é tão arrumada como a outra”, Alice pensou, ao notar várias peças do jogo de
xadrez caídas no chão entre as cinzas; mas no instante seguinte, com um pequeno “Oh!” de surpresa,
estava de gatinhas, observando-as. As peças do xadrez estavam andando, duas a duas!
“Aqui estão o Rei Vermelho e a Rainha Vermelha”, Alice disse (num sussurro, com temor de
assustá-los), “e ali estão o Rei Branco e a Rainha Branca, sentados na borda da pá da lareira... e aqui
vão duas Torres, andando de braço dado... Acho que não podem me escutar”, continuou baixando mais
a cabeça, “e tenho quase certeza de que não podem me ver. Alguma coisa me diz que estou invisível...”
Nessa altura algo começou a guinchar na mesa atrás de Alice e a fez virar a cabeça bem a tempo
de ver um dos Peões Brancos cair e começar a espernear. Observou-o, muito curiosa para saber o que
20 iria acontecer em seguida.
“É a voz da minha filha!” exclamou a Rainha Branca passando pelo Rei, com ímpeto e tão
apressada, que o derrubou entre as cinzas. “Minha preciosa Lily!” e começou a escalar com frenesi
um lado do guarda-fogo.
“Desatino imperial!” disse o Rei, esfregando o nariz, que machucara na queda. Tinha direito a
estar um bocadinho aborrecido com a Rainha, pois estava coberto de cinzas da cabeça aos pés.
Alice estava ansiosa por ser útil e, quando a gatinha Lily estava a ponto de ter um ataque de
tanto berrar, passou a mão na Rainha rapidamente e a depositou sobre a mesa junto de sua escandalosa
filhinha.
A Rainha se sentou, arquejante: a rápida viagem pelo ar lhe tirara o fôlego por completo e por
30 um minuto ou dois nada pôde fazer senão abraçar a pequenina Lily em silêncio. Assim que recobrou
um pouquinho de alento, gritou para o Rei Branco, que estava sentado entre as cinzas, mal-humorado:
“Cuidado com o vulcão!”.
“Que vulcão?” perguntou o Rei, olhando aflito para a lareira, como se julgasse aquele o lugar
mais provável para encontrar um.
“Ele... me...expeliu”, arquejou a Rainha, que ainda estava um pouco sem ar. “Trate de subir...
da maneira normal... não se deixe expelir!”
Alice observou o Rei Branco transpor lenta e laboriosamente obstáculo por obstáculo, até que
finalmente disse: “Ora, nesse ritmo você vai levar horas e horas para chegar em cima da mesa. Seria
melhor eu ajudá-lo, não é?” Mas o Rei não tomou conhecimento da pergunta: estava perfeitamente
40 claro que não a podia ouvir nem ver.
Diante disso, Alice o apanhou com muita delicadeza e o ergueu muito mais lentamente do que
erguera a Rainha, tentando não lhe tirar o fôlego. Mas, antes de o pôr na mesa, pensou que não seria
má ideia dar-lhe uma espanadinha, tão coberto de cinzas estava.
Mais tarde, contou que nunca em toda sua vida vira uma cara como a que o Rei fez ao se ver
erguido e espanado no ar por uma mão invisível. Ele ficou espantado demais para gritar, mas seus
olhos e sua boca foram ficando cada vez maiores, e cada vez mais redondos, até que a mão de Alice
tremeu tanto com a gargalhada que ele quase caiu no chão.
Disponível em: http://www.Alice por trás do Espelho. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
O uso do diminutivo, além de exprimir a variação do tamanho dos seres, serve para expressar certos valores afetivos. Marque a única alternativa em que o sentido da palavra no diminutivo, no Texto 1, indica exclusivamente “tamanho normal diminuído”.Resolução comentada
Análise das alternativas
No clássico “Alice através do espelho”, Lewis Carroll cria um mundo imaginário em que a personagem central, uma menina de 7 anos, atravessa, com sua gatinha Lily, o espelho da sala de estar de sua casa. Na casa do espelho, a menina se depara com um mundo onde a realidade está ao contrário: animais e flores falam e peças de xadrez ganham vida.
TEXTO 1
A casa do espelho
1 Alice, no instante seguinte, atravessara o espelho e saltara com lepidez na sala da Casa do
Espelho. A primeira coisa que fez foi verificar se havia fogo na lareira, e ficou muito satisfeita ao
constatar que havia um fogo de verdade, crepitando tão alegremente quanto o que deixara para trás.
“Assim vou ficar tão aquecida aqui quanto estava lá na sala”, pensou; “ou mais aquecida, porque aqui
não vai haver ninguém mandando que eu me afaste do fogo. Oh, como vai ser engraçado quando me
virem aqui, através do espelho, e não puderem me alcançar!”
Em seguida começou a olhar em volta e notou que o que podia ser visto da sala anterior era
bastante banal e desinteressante, mas todo o resto era tão diferente quanto possível. Por exemplo, os
quadros na parede perto da lareira pareciam todos vivos, e o próprio relógio sobre o console (você
10 sabe que só pode ver o fundo dele no espelho) tinha o rosto de um velhinho, e sorria para ela.
“Esta sala não é tão arrumada como a outra”, Alice pensou, ao notar várias peças do jogo de
xadrez caídas no chão entre as cinzas; mas no instante seguinte, com um pequeno “Oh!” de surpresa,
estava de gatinhas, observando-as. As peças do xadrez estavam andando, duas a duas!
“Aqui estão o Rei Vermelho e a Rainha Vermelha”, Alice disse (num sussurro, com temor de
assustá-los), “e ali estão o Rei Branco e a Rainha Branca, sentados na borda da pá da lareira... e aqui
vão duas Torres, andando de braço dado... Acho que não podem me escutar”, continuou baixando mais
a cabeça, “e tenho quase certeza de que não podem me ver. Alguma coisa me diz que estou invisível...”
Nessa altura algo começou a guinchar na mesa atrás de Alice e a fez virar a cabeça bem a tempo
de ver um dos Peões Brancos cair e começar a espernear. Observou-o, muito curiosa para saber o que
20 iria acontecer em seguida.
“É a voz da minha filha!” exclamou a Rainha Branca passando pelo Rei, com ímpeto e tão
apressada, que o derrubou entre as cinzas. “Minha preciosa Lily!” e começou a escalar com frenesi
um lado do guarda-fogo.
“Desatino imperial!” disse o Rei, esfregando o nariz, que machucara na queda. Tinha direito a
estar um bocadinho aborrecido com a Rainha, pois estava coberto de cinzas da cabeça aos pés.
Alice estava ansiosa por ser útil e, quando a gatinha Lily estava a ponto de ter um ataque de
tanto berrar, passou a mão na Rainha rapidamente e a depositou sobre a mesa junto de sua escandalosa
filhinha.
A Rainha se sentou, arquejante: a rápida viagem pelo ar lhe tirara o fôlego por completo e por
30 um minuto ou dois nada pôde fazer senão abraçar a pequenina Lily em silêncio. Assim que recobrou
um pouquinho de alento, gritou para o Rei Branco, que estava sentado entre as cinzas, mal-humorado:
“Cuidado com o vulcão!”.
“Que vulcão?” perguntou o Rei, olhando aflito para a lareira, como se julgasse aquele o lugar
mais provável para encontrar um.
“Ele... me...expeliu”, arquejou a Rainha, que ainda estava um pouco sem ar. “Trate de subir...
da maneira normal... não se deixe expelir!”
Alice observou o Rei Branco transpor lenta e laboriosamente obstáculo por obstáculo, até que
finalmente disse: “Ora, nesse ritmo você vai levar horas e horas para chegar em cima da mesa. Seria
melhor eu ajudá-lo, não é?” Mas o Rei não tomou conhecimento da pergunta: estava perfeitamente
40 claro que não a podia ouvir nem ver.
Diante disso, Alice o apanhou com muita delicadeza e o ergueu muito mais lentamente do que
erguera a Rainha, tentando não lhe tirar o fôlego. Mas, antes de o pôr na mesa, pensou que não seria
má ideia dar-lhe uma espanadinha, tão coberto de cinzas estava.
Mais tarde, contou que nunca em toda sua vida vira uma cara como a que o Rei fez ao se ver
erguido e espanado no ar por uma mão invisível. Ele ficou espantado demais para gritar, mas seus
olhos e sua boca foram ficando cada vez maiores, e cada vez mais redondos, até que a mão de Alice
tremeu tanto com a gargalhada que ele quase caiu no chão.
Disponível em: http://www.Alice por trás do Espelho. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
Marque a única alternativa em que a expressão em destaque, extraída do Texto 1, é substituída por uma palavra de mesmo sentido.
No clássico “Alice através do espelho”, Lewis Carroll cria um mundo imaginário em que a personagem central, uma menina de 7 anos, atravessa, com sua gatinha Lily, o espelho da sala de estar de sua casa. Na casa do espelho, a menina se depara com um mundo onde a realidade está ao contrário: animais e flores falam e peças de xadrez ganham vida.
TEXTO 1
A casa do espelho
1 Alice, no instante seguinte, atravessara o espelho e saltara com lepidez na sala da Casa do
Espelho. A primeira coisa que fez foi verificar se havia fogo na lareira, e ficou muito satisfeita ao
constatar que havia um fogo de verdade, crepitando tão alegremente quanto o que deixara para trás.
“Assim vou ficar tão aquecida aqui quanto estava lá na sala”, pensou; “ou mais aquecida, porque aqui
não vai haver ninguém mandando que eu me afaste do fogo. Oh, como vai ser engraçado quando me
virem aqui, através do espelho, e não puderem me alcançar!”
Em seguida começou a olhar em volta e notou que o que podia ser visto da sala anterior era
bastante banal e desinteressante, mas todo o resto era tão diferente quanto possível. Por exemplo, os
quadros na parede perto da lareira pareciam todos vivos, e o próprio relógio sobre o console (você
10 sabe que só pode ver o fundo dele no espelho) tinha o rosto de um velhinho, e sorria para ela.
“Esta sala não é tão arrumada como a outra”, Alice pensou, ao notar várias peças do jogo de
xadrez caídas no chão entre as cinzas; mas no instante seguinte, com um pequeno “Oh!” de surpresa,
estava de gatinhas, observando-as. As peças do xadrez estavam andando, duas a duas!
“Aqui estão o Rei Vermelho e a Rainha Vermelha”, Alice disse (num sussurro, com temor de
assustá-los), “e ali estão o Rei Branco e a Rainha Branca, sentados na borda da pá da lareira... e aqui
vão duas Torres, andando de braço dado... Acho que não podem me escutar”, continuou baixando mais
a cabeça, “e tenho quase certeza de que não podem me ver. Alguma coisa me diz que estou invisível...”
Nessa altura algo começou a guinchar na mesa atrás de Alice e a fez virar a cabeça bem a tempo
de ver um dos Peões Brancos cair e começar a espernear. Observou-o, muito curiosa para saber o que
20 iria acontecer em seguida.
“É a voz da minha filha!” exclamou a Rainha Branca passando pelo Rei, com ímpeto e tão
apressada, que o derrubou entre as cinzas. “Minha preciosa Lily!” e começou a escalar com frenesi
um lado do guarda-fogo.
“Desatino imperial!” disse o Rei, esfregando o nariz, que machucara na queda. Tinha direito a
estar um bocadinho aborrecido com a Rainha, pois estava coberto de cinzas da cabeça aos pés.
Alice estava ansiosa por ser útil e, quando a gatinha Lily estava a ponto de ter um ataque de
tanto berrar, passou a mão na Rainha rapidamente e a depositou sobre a mesa junto de sua escandalosa
filhinha.
A Rainha se sentou, arquejante: a rápida viagem pelo ar lhe tirara o fôlego por completo e por
30 um minuto ou dois nada pôde fazer senão abraçar a pequenina Lily em silêncio. Assim que recobrou
um pouquinho de alento, gritou para o Rei Branco, que estava sentado entre as cinzas, mal-humorado:
“Cuidado com o vulcão!”.
“Que vulcão?” perguntou o Rei, olhando aflito para a lareira, como se julgasse aquele o lugar
mais provável para encontrar um.
“Ele... me...expeliu”, arquejou a Rainha, que ainda estava um pouco sem ar. “Trate de subir...
da maneira normal... não se deixe expelir!”
Alice observou o Rei Branco transpor lenta e laboriosamente obstáculo por obstáculo, até que
finalmente disse: “Ora, nesse ritmo você vai levar horas e horas para chegar em cima da mesa. Seria
melhor eu ajudá-lo, não é?” Mas o Rei não tomou conhecimento da pergunta: estava perfeitamente
40 claro que não a podia ouvir nem ver.
Diante disso, Alice o apanhou com muita delicadeza e o ergueu muito mais lentamente do que
erguera a Rainha, tentando não lhe tirar o fôlego. Mas, antes de o pôr na mesa, pensou que não seria
má ideia dar-lhe uma espanadinha, tão coberto de cinzas estava.
Mais tarde, contou que nunca em toda sua vida vira uma cara como a que o Rei fez ao se ver
erguido e espanado no ar por uma mão invisível. Ele ficou espantado demais para gritar, mas seus
olhos e sua boca foram ficando cada vez maiores, e cada vez mais redondos, até que a mão de Alice
tremeu tanto com a gargalhada que ele quase caiu no chão.
Disponível em: http://www.Alice por trás do Espelho. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
Certas palavras e expressões da língua são comumente utilizadas para construir referências, estabelecendo uma rede de relações textuais. Após leitura dos elementos destacados no texto, aponte a alternativa que apresenta a relação referencial correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
No clássico “Alice através do espelho”, Lewis Carroll cria um mundo imaginário em que a personagem central, uma menina de 7 anos, atravessa, com sua gatinha Lily, o espelho da sala de estar de sua casa. Na casa do espelho, a menina se depara com um mundo onde a realidade está ao contrário: animais e flores falam e peças de xadrez ganham vida.
TEXTO 1
A casa do espelho
1 Alice, no instante seguinte, atravessara o espelho e saltara com lepidez na sala da Casa do
Espelho. A primeira coisa que fez foi verificar se havia fogo na lareira, e ficou muito satisfeita ao
constatar que havia um fogo de verdade, crepitando tão alegremente quanto o que deixara para trás.
“Assim vou ficar tão aquecida aqui quanto estava lá na sala”, pensou; “ou mais aquecida, porque aqui
não vai haver ninguém mandando que eu me afaste do fogo. Oh, como vai ser engraçado quando me
virem aqui, através do espelho, e não puderem me alcançar!”
Em seguida começou a olhar em volta e notou que o que podia ser visto da sala anterior era
bastante banal e desinteressante, mas todo o resto era tão diferente quanto possível. Por exemplo, os
quadros na parede perto da lareira pareciam todos vivos, e o próprio relógio sobre o console (você
10 sabe que só pode ver o fundo dele no espelho) tinha o rosto de um velhinho, e sorria para ela.
“Esta sala não é tão arrumada como a outra”, Alice pensou, ao notar várias peças do jogo de
xadrez caídas no chão entre as cinzas; mas no instante seguinte, com um pequeno “Oh!” de surpresa,
estava de gatinhas, observando-as. As peças do xadrez estavam andando, duas a duas!
“Aqui estão o Rei Vermelho e a Rainha Vermelha”, Alice disse (num sussurro, com temor de
assustá-los), “e ali estão o Rei Branco e a Rainha Branca, sentados na borda da pá da lareira... e aqui
vão duas Torres, andando de braço dado... Acho que não podem me escutar”, continuou baixando mais
a cabeça, “e tenho quase certeza de que não podem me ver. Alguma coisa me diz que estou invisível...”
Nessa altura algo começou a guinchar na mesa atrás de Alice e a fez virar a cabeça bem a tempo
de ver um dos Peões Brancos cair e começar a espernear. Observou-o, muito curiosa para saber o que
20 iria acontecer em seguida.
“É a voz da minha filha!” exclamou a Rainha Branca passando pelo Rei, com ímpeto e tão
apressada, que o derrubou entre as cinzas. “Minha preciosa Lily!” e começou a escalar com frenesi
um lado do guarda-fogo.
“Desatino imperial!” disse o Rei, esfregando o nariz, que machucara na queda. Tinha direito a
estar um bocadinho aborrecido com a Rainha, pois estava coberto de cinzas da cabeça aos pés.
Alice estava ansiosa por ser útil e, quando a gatinha Lily estava a ponto de ter um ataque de
tanto berrar, passou a mão na Rainha rapidamente e a depositou sobre a mesa junto de sua escandalosa
filhinha.
A Rainha se sentou, arquejante: a rápida viagem pelo ar lhe tirara o fôlego por completo e por
30 um minuto ou dois nada pôde fazer senão abraçar a pequenina Lily em silêncio. Assim que recobrou
um pouquinho de alento, gritou para o Rei Branco, que estava sentado entre as cinzas, mal-humorado:
“Cuidado com o vulcão!”.
“Que vulcão?” perguntou o Rei, olhando aflito para a lareira, como se julgasse aquele o lugar
mais provável para encontrar um.
“Ele... me...expeliu”, arquejou a Rainha, que ainda estava um pouco sem ar. “Trate de subir...
da maneira normal... não se deixe expelir!”
Alice observou o Rei Branco transpor lenta e laboriosamente obstáculo por obstáculo, até que
finalmente disse: “Ora, nesse ritmo você vai levar horas e horas para chegar em cima da mesa. Seria
melhor eu ajudá-lo, não é?” Mas o Rei não tomou conhecimento da pergunta: estava perfeitamente
40 claro que não a podia ouvir nem ver.
Diante disso, Alice o apanhou com muita delicadeza e o ergueu muito mais lentamente do que
erguera a Rainha, tentando não lhe tirar o fôlego. Mas, antes de o pôr na mesa, pensou que não seria
má ideia dar-lhe uma espanadinha, tão coberto de cinzas estava.
Mais tarde, contou que nunca em toda sua vida vira uma cara como a que o Rei fez ao se ver
erguido e espanado no ar por uma mão invisível. Ele ficou espantado demais para gritar, mas seus
olhos e sua boca foram ficando cada vez maiores, e cada vez mais redondos, até que a mão de Alice
tremeu tanto com a gargalhada que ele quase caiu no chão.
Disponível em: http://www.Alice por trás do Espelho. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
Assinale a única alternativa em que os parênteses expressam com correção o tipo de relação lógico-discursiva marcada pelo termo em destaque.
No clássico “Alice através do espelho”, Lewis Carroll cria um mundo imaginário em que a personagem central, uma menina de 7 anos, atravessa, com sua gatinha Lily, o espelho da sala de estar de sua casa. Na casa do espelho, a menina se depara com um mundo onde a realidade está ao contrário: animais e flores falam e peças de xadrez ganham vida.
TEXTO 1
A casa do espelho
1 Alice, no instante seguinte, atravessara o espelho e saltara com lepidez na sala da Casa do
Espelho. A primeira coisa que fez foi verificar se havia fogo na lareira, e ficou muito satisfeita ao
constatar que havia um fogo de verdade, crepitando tão alegremente quanto o que deixara para trás.
“Assim vou ficar tão aquecida aqui quanto estava lá na sala”, pensou; “ou mais aquecida, porque aqui
não vai haver ninguém mandando que eu me afaste do fogo. Oh, como vai ser engraçado quando me
virem aqui, através do espelho, e não puderem me alcançar!”
Em seguida começou a olhar em volta e notou que o que podia ser visto da sala anterior era
bastante banal e desinteressante, mas todo o resto era tão diferente quanto possível. Por exemplo, os
quadros na parede perto da lareira pareciam todos vivos, e o próprio relógio sobre o console (você
10 sabe que só pode ver o fundo dele no espelho) tinha o rosto de um velhinho, e sorria para ela.
“Esta sala não é tão arrumada como a outra”, Alice pensou, ao notar várias peças do jogo de
xadrez caídas no chão entre as cinzas; mas no instante seguinte, com um pequeno “Oh!” de surpresa,
estava de gatinhas, observando-as. As peças do xadrez estavam andando, duas a duas!
“Aqui estão o Rei Vermelho e a Rainha Vermelha”, Alice disse (num sussurro, com temor de
assustá-los), “e ali estão o Rei Branco e a Rainha Branca, sentados na borda da pá da lareira... e aqui
vão duas Torres, andando de braço dado... Acho que não podem me escutar”, continuou baixando mais
a cabeça, “e tenho quase certeza de que não podem me ver. Alguma coisa me diz que estou invisível...”
Nessa altura algo começou a guinchar na mesa atrás de Alice e a fez virar a cabeça bem a tempo
de ver um dos Peões Brancos cair e começar a espernear. Observou-o, muito curiosa para saber o que
20 iria acontecer em seguida.
“É a voz da minha filha!” exclamou a Rainha Branca passando pelo Rei, com ímpeto e tão
apressada, que o derrubou entre as cinzas. “Minha preciosa Lily!” e começou a escalar com frenesi
um lado do guarda-fogo.
“Desatino imperial!” disse o Rei, esfregando o nariz, que machucara na queda. Tinha direito a
estar um bocadinho aborrecido com a Rainha, pois estava coberto de cinzas da cabeça aos pés.
Alice estava ansiosa por ser útil e, quando a gatinha Lily estava a ponto de ter um ataque de
tanto berrar, passou a mão na Rainha rapidamente e a depositou sobre a mesa junto de sua escandalosa
filhinha.
A Rainha se sentou, arquejante: a rápida viagem pelo ar lhe tirara o fôlego por completo e por
30 um minuto ou dois nada pôde fazer senão abraçar a pequenina Lily em silêncio. Assim que recobrou
um pouquinho de alento, gritou para o Rei Branco, que estava sentado entre as cinzas, mal-humorado:
“Cuidado com o vulcão!”.
“Que vulcão?” perguntou o Rei, olhando aflito para a lareira, como se julgasse aquele o lugar
mais provável para encontrar um.
“Ele... me...expeliu”, arquejou a Rainha, que ainda estava um pouco sem ar. “Trate de subir...
da maneira normal... não se deixe expelir!”
Alice observou o Rei Branco transpor lenta e laboriosamente obstáculo por obstáculo, até que
finalmente disse: “Ora, nesse ritmo você vai levar horas e horas para chegar em cima da mesa. Seria
melhor eu ajudá-lo, não é?” Mas o Rei não tomou conhecimento da pergunta: estava perfeitamente
40 claro que não a podia ouvir nem ver.
Diante disso, Alice o apanhou com muita delicadeza e o ergueu muito mais lentamente do que
erguera a Rainha, tentando não lhe tirar o fôlego. Mas, antes de o pôr na mesa, pensou que não seria
má ideia dar-lhe uma espanadinha, tão coberto de cinzas estava.
Mais tarde, contou que nunca em toda sua vida vira uma cara como a que o Rei fez ao se ver
erguido e espanado no ar por uma mão invisível. Ele ficou espantado demais para gritar, mas seus
olhos e sua boca foram ficando cada vez maiores, e cada vez mais redondos, até que a mão de Alice
tremeu tanto com a gargalhada que ele quase caiu no chão.
Disponível em: http://www.Alice por trás do Espelho. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
![]()
A caixa de brinquedos
Rubem Alves
1 A ideia de que o corpo carrega duas caixas — uma caixa de ferramentas, na mão direita, e uma
caixa de brinquedos, na mão esquerda — apareceu enquanto eu me dedicava a mastigar, ruminar e
digerir Santo Agostinho.[...]
Santo Agostinho, resumindo o seu pensamento, disse que todas as coisas que existem se
dividem em duas ordens distintas. A ordem do "uti" (ele escrevia em latim) e a ordem do "frui". "Uti"
significa o que é útil, utilizável, utensílio. Usar uma coisa é utilizá-la para obter uma outra coisa.
"Frui" significa fruir, usufruir, desfrutar, amar uma coisa por causa dela mesma.
A ordem do “uti” é o lugar do poder. Todos os utensílios, ferramentas são inventados para
aumentar o poder do corpo. A ordem do “frui” é a ordem do amor — coisas que não são utilizadas,
10 que não são ferramentas, que não servem para nada. Elas não são úteis; são inúteis. Porque não são
para serem usadas, mas para serem gozadas. Aí você me pergunta: quem seria tolo de gastar tempo
com coisas que não servem para nada? Aquilo que não tem utilidade é jogado no lixo: lâmpada
queimada, tubo de pasta dental vazio, caneta sem tinta... [...]
E foi precisamente isso o que disse Santo Agostinho. As coisas da caixa de ferramentas, do
poder, são meios de vida, necessários para a sobrevivência [...] As ferramentas não nos dão razão
para viver; são chaves para a caixa de brinquedos.
Santo Agostinho não usou a palavra "brinquedo". Sou eu quem a usa porque não encontro outra
mais apropriada. Armar quebra-cabeças, empinar pipa, rodar pião, jogar xadrez ou bilboquê, jogar
sinuca, dançar, ler um conto, ver caleidoscópio: tudo isso não leva a nada. Essas coisas não existem
20 para levar a coisa alguma. Quem está brincando já chegou. Comparem a intensidade das crianças ao
brincar com o seu sofrimento ao fazer fichas de leitura! Afinal de contas, para que servem as fichas
de leitura? São úteis? Dão prazer? Livros podem ser brinquedos? O inglês e o alemão têm uma
felicidade que não temos. Têm uma única palavra para se referir ao brinquedo e à arte. No inglês,
"play". No alemão, "spielen". Arte e brinquedo são a mesma coisa: atividades inúteis que dão prazer
e alegria. Poesia, música, pintura, escultura, dança, teatro, culinária: são brincadeiras que inventamos
para que o corpo encontre a felicidade, ainda que em breves momentos de distração, como diria
Guimarães Rosa.[...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/uly1063u877.shtml. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
Observe os dois enunciados abaixo extraídos do Texto 2 (linhas 19 e 20).
Enunciado 1: “Essas coisas não existem para levar a coisa alguma.”
Enunciado 2: “Quem está brincando já chegou.”
Assinale a alternativa que contém o termo capaz de unir o enunciado 1 ao enunciado 2, num único período, nessa ordem, sem alterar o seu sentido original.Resolução comentada
Análise das alternativas
No clássico “Alice através do espelho”, Lewis Carroll cria um mundo imaginário em que a personagem central, uma menina de 7 anos, atravessa, com sua gatinha Lily, o espelho da sala de estar de sua casa. Na casa do espelho, a menina se depara com um mundo onde a realidade está ao contrário: animais e flores falam e peças de xadrez ganham vida.
TEXTO 1
A casa do espelho
1 Alice, no instante seguinte, atravessara o espelho e saltara com lepidez na sala da Casa do
Espelho. A primeira coisa que fez foi verificar se havia fogo na lareira, e ficou muito satisfeita ao
constatar que havia um fogo de verdade, crepitando tão alegremente quanto o que deixara para trás.
“Assim vou ficar tão aquecida aqui quanto estava lá na sala”, pensou; “ou mais aquecida, porque aqui
não vai haver ninguém mandando que eu me afaste do fogo. Oh, como vai ser engraçado quando me
virem aqui, através do espelho, e não puderem me alcançar!”
Em seguida começou a olhar em volta e notou que o que podia ser visto da sala anterior era
bastante banal e desinteressante, mas todo o resto era tão diferente quanto possível. Por exemplo, os
quadros na parede perto da lareira pareciam todos vivos, e o próprio relógio sobre o console (você
10 sabe que só pode ver o fundo dele no espelho) tinha o rosto de um velhinho, e sorria para ela.
“Esta sala não é tão arrumada como a outra”, Alice pensou, ao notar várias peças do jogo de
xadrez caídas no chão entre as cinzas; mas no instante seguinte, com um pequeno “Oh!” de surpresa,
estava de gatinhas, observando-as. As peças do xadrez estavam andando, duas a duas!
“Aqui estão o Rei Vermelho e a Rainha Vermelha”, Alice disse (num sussurro, com temor de
assustá-los), “e ali estão o Rei Branco e a Rainha Branca, sentados na borda da pá da lareira... e aqui
vão duas Torres, andando de braço dado... Acho que não podem me escutar”, continuou baixando mais
a cabeça, “e tenho quase certeza de que não podem me ver. Alguma coisa me diz que estou invisível...”
Nessa altura algo começou a guinchar na mesa atrás de Alice e a fez virar a cabeça bem a tempo
de ver um dos Peões Brancos cair e começar a espernear. Observou-o, muito curiosa para saber o que
20 iria acontecer em seguida.
“É a voz da minha filha!” exclamou a Rainha Branca passando pelo Rei, com ímpeto e tão
apressada, que o derrubou entre as cinzas. “Minha preciosa Lily!” e começou a escalar com frenesi
um lado do guarda-fogo.
“Desatino imperial!” disse o Rei, esfregando o nariz, que machucara na queda. Tinha direito a
estar um bocadinho aborrecido com a Rainha, pois estava coberto de cinzas da cabeça aos pés.
Alice estava ansiosa por ser útil e, quando a gatinha Lily estava a ponto de ter um ataque de
tanto berrar, passou a mão na Rainha rapidamente e a depositou sobre a mesa junto de sua escandalosa
filhinha.
A Rainha se sentou, arquejante: a rápida viagem pelo ar lhe tirara o fôlego por completo e por
30 um minuto ou dois nada pôde fazer senão abraçar a pequenina Lily em silêncio. Assim que recobrou
um pouquinho de alento, gritou para o Rei Branco, que estava sentado entre as cinzas, mal-humorado:
“Cuidado com o vulcão!”.
“Que vulcão?” perguntou o Rei, olhando aflito para a lareira, como se julgasse aquele o lugar
mais provável para encontrar um.
“Ele... me...expeliu”, arquejou a Rainha, que ainda estava um pouco sem ar. “Trate de subir...
da maneira normal... não se deixe expelir!”
Alice observou o Rei Branco transpor lenta e laboriosamente obstáculo por obstáculo, até que
finalmente disse: “Ora, nesse ritmo você vai levar horas e horas para chegar em cima da mesa. Seria
melhor eu ajudá-lo, não é?” Mas o Rei não tomou conhecimento da pergunta: estava perfeitamente
40 claro que não a podia ouvir nem ver.
Diante disso, Alice o apanhou com muita delicadeza e o ergueu muito mais lentamente do que
erguera a Rainha, tentando não lhe tirar o fôlego. Mas, antes de o pôr na mesa, pensou que não seria
má ideia dar-lhe uma espanadinha, tão coberto de cinzas estava.
Mais tarde, contou que nunca em toda sua vida vira uma cara como a que o Rei fez ao se ver
erguido e espanado no ar por uma mão invisível. Ele ficou espantado demais para gritar, mas seus
olhos e sua boca foram ficando cada vez maiores, e cada vez mais redondos, até que a mão de Alice
tremeu tanto com a gargalhada que ele quase caiu no chão.
Disponível em: http://www.Alice por trás do Espelho. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
TEXTO 2
A caixa de brinquedos
Rubem Alves
1 A ideia de que o corpo carrega duas caixas — uma caixa de ferramentas, na mão direita, e uma
caixa de brinquedos, na mão esquerda — apareceu enquanto eu me dedicava a mastigar, ruminar e
digerir Santo Agostinho.[...]
Santo Agostinho, resumindo o seu pensamento, disse que todas as coisas que existem se
dividem em duas ordens distintas. A ordem do "uti" (ele escrevia em latim) e a ordem do "frui". "Uti"
significa o que é útil, utilizável, utensílio. Usar uma coisa é utilizá-la para obter uma outra coisa.
"Frui" significa fruir, usufruir, desfrutar, amar uma coisa por causa dela mesma.
A ordem do “uti” é o lugar do poder. Todos os utensílios, ferramentas são inventados para
aumentar o poder do corpo. A ordem do “frui” é a ordem do amor — coisas que não são utilizadas,
10 que não são ferramentas, que não servem para nada. Elas não são úteis; são inúteis. Porque não são
para serem usadas, mas para serem gozadas. Aí você me pergunta: quem seria tolo de gastar tempo
com coisas que não servem para nada? Aquilo que não tem utilidade é jogado no lixo: lâmpada
queimada, tubo de pasta dental vazio, caneta sem tinta... [...]
E foi precisamente isso o que disse Santo Agostinho. As coisas da caixa de ferramentas, do
poder, são meios de vida, necessários para a sobrevivência [...] As ferramentas não nos dão razão
para viver; são chaves para a caixa de brinquedos.
Santo Agostinho não usou a palavra "brinquedo". Sou eu quem a usa porque não encontro outra
mais apropriada. Armar quebra-cabeças, empinar pipa, rodar pião, jogar xadrez ou bilboquê, jogar
sinuca, dançar, ler um conto, ver caleidoscópio: tudo isso não leva a nada. Essas coisas não existem
20 para levar a coisa alguma. Quem está brincando já chegou. Comparem a intensidade das crianças ao
brincar com o seu sofrimento ao fazer fichas de leitura! Afinal de contas, para que servem as fichas
de leitura? São úteis? Dão prazer? Livros podem ser brinquedos? O inglês e o alemão têm uma
felicidade que não temos. Têm uma única palavra para se referir ao brinquedo e à arte. No inglês,
"play". No alemão, "spielen". Arte e brinquedo são a mesma coisa: atividades inúteis que dão prazer
e alegria. Poesia, música, pintura, escultura, dança, teatro, culinária: são brincadeiras que inventamos
para que o corpo encontre a felicidade, ainda que em breves momentos de distração, como diria
Guimarães Rosa.[...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/uly1063u877.shtml. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
Ao analisar os textos 1 e 2 e suas finalidades, é possível concluir queResolução comentada
Análise das alternativas
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Um enorme monumento com o símbolo das Olimpíadas, os cinco anéis olímpicos, foi inaugurado na Baía de Tóquio, seis meses antes do início dos jogos de Tóquio 2020. Durante a execução dos jogos, monumentos similares ao original, em dimensões menores, foram exibidos em vários locais do Japão.
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O Ciclismo de Pista é uma modalidade derivada do Ciclismo de Estrada, mas realizada em pistas construídas, exclusivamente, para a sua disputa, os velódromos. Nesta categoria, os atletas se dividem em outras seis provas: velocidade individual, velocidade por equipes, Keirin, Omnium, Perseguição por equipes e Madison.
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O Estádio Olímpico de Tóquio foi construído para ser o palco das solenidades de abertura e encerramento dos jogos, bem como abrigar a grande maioria das competições de atletismo. Devido à pandemia provocada pelo covid-19, a edição das Olimpíadas foi realizada sem a presença do público. No entanto, se estivéssemos em tempos sem pandemia, o estádio receberia a capacidade total de pessoas para o qual foi projetado. Sabendo que a capacidade máxima é de 68.000 expectadores e considerando todos os divisores naturais desse número, é correto afirmar que possui
O Centro Aquático Nacional de Pequim (popularizado como Cubo d'Água) foi construído próximo ao Estádio Nacional de Pequim, para os Jogos Olímpicos de 2008 e, nele, foram realizadas as competições de natação, saltos ornamentais e nado sincronizado. É uma obra belíssima, em formato de paralelepípedo, com 177 metros de comprimento, 177 metros de largura e 30 metros de altura.
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