← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de São Paulo · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Exame Intelectual de Língua Portuguesa e Matemática 25 questões nesta prova · página 1 de 2 · 24 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Renan = R, Júlia = R + 3 = 13R/12, logo R = 36. R + 3 = 13R/12 leva a 12R + 36 = 13R, então R = 36 e Júlia fez 39. Juntos fizeram 36 + 39 = 75. A, B, C e E não satisfazem a relação. Por exemplo, com total 65, Renan teria 31 e Júlia 34, e 34 não é 13/12 de 31. Referência: Problemas com frações e equações do 1º grau. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Resolver por operações inversas. De trás para frente: 7 + 15 = 22; 22 ÷ 11 = 2; 2 × 100 = 200; 200 − 107 = 93. O número é 93. A, B, C e E: ao fazer o caminho direto, nenhum desses números chega a 7. Por exemplo, 90 → 197 → 1,97 → 21,67 → 6,67. Referência: Operações inversas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível MCMXLVII = 1947; idade em 2021 = 74 = LXXIV. MCMLXVII é 1967. Colocando o X entre M e L (MCM X L VII) obtém-se MCMXLVII = 1947. Em 2021, Antônio tem 2021 − 1947 = 74 anos, ou seja, LXXIV. A) 56, B) 67, C) 47 e E) 76 não correspondem a 2021 − 1947 = 74. Referência: Algarismos romanos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Produto 9876 × 1023 e soma de três algarismos específicos. O maior número de 4 algarismos diferentes é 9876 e o menor é 1023. O produto é 10.103.148. Dezenas = 4, centenas de milhar = 1 e unidades de milhão = 0, e 4 + 1 + 0 = 5. B, C, D e E: valores que resultam de leitura errada das ordens ou de produto incorreto. O correto é 5. Referência: Sistema de numeração decimal: ordens e classes. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Produto 180 e diferença igual a primo menor que 10. 15 × 12 = 180 e 15 − 12 = 3, que é primo e menor que 10. Os dois números atendem às duas condições. A) 18 e 10: produto 180, mas diferença 8, que não é primo. B) 36 e 5: produto 180, mas diferença 31, que é primo e maior que 10. D) 45 e 4: produto 180, mas diferença 41, que é primo e maior que 10. E) 30 e 6: produto 180, mas diferença 24, que não é primo. Referência: Divisores e números primos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Diferença de produção anual: (235 − 42) × 300. A diferença diária é 235 − 42 = 193 ferros. Em 300 dias úteis, 193 × 300 = 57.900. B, C, D e E não resultam do cálculo correto (193 × 300 = 57.900). Referência: Operações com números naturais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Foco narrativo do trecho: narrador em 3ª pessoa, observador. O trecho está em 3ª pessoa ("A menina pegou", "Encontrou") e só relata ações e fatos externos: pegar a concha, partir, encontrar a fonte, a água pingando. Não revela pensamentos nem sentimentos da menina, o que caracteriza o narrador observador. A) Errada: não há 1ª pessoa, então o narrador não é personagem. C) Errada: o narrador onisciente revelaria sentimentos e pensamentos, o que o trecho não faz. D) Errada: diálogos não tornam o narrador personagem, e o narrador está fora da história. E) Errada: o observador usa 3ª pessoa, não 1ª. Referência: Foco narrativo: narrador observador x onisciente x personagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Tema da lenda: generosidade. A menina divide pouca água com o cão, a empregada, a mãe e o forasteiro. Esse gesto pequeno faz surgir uma fonte que sacia todos para sempre. A lição é que pequenas ações podem gerar grandes resultados. A, B e C defendem pensar em si ou em poucos primeiro, ou dizem que ajudar com pouco é inútil, o que contraria a lenda. D diz que ajudar traz riscos, mas na narrativa a ajuda traz recompensa. Referência: Interpretação de texto; tema e moral. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Fatos da narrativa 'A Lenda da Concha'. À medida que a menina distribui a água, a concha vai se transformando: de lata para prata, depois ouro e, por fim, diamantes. Ela se torna cada vez mais valiosa. A está errada porque o texto não diz que a menina adoeceu. B está errada porque a causa da doença é a seca. C está errada porque a menina deu água à empregada antes de dar à mãe. D está errada porque a mãe bebeu antes da chegada do forasteiro. Referência: Interpretação de texto narrativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Identificar a relação de causa no texto. Em 'outro já nasce sorrindo, pois há tanto por conhecer e viver', a conjunção 'pois' introduz a explicação (causa) do fato anterior. A é apenas uma caracterização da vida, sem conectivo causal. C é uma oração coordenada aditiva. D apresenta uma afirmação com uma expressão de agradecimento ('graças a Deus'), sem relação causal. E traz uma oração adjetiva ('cuja') que expressa posse, não causa. Referência: Conjunções e relações de causalidade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sentido de 'doação' no texto. No contexto, 'doação' é dar de si (tempo, bondade, respeito) sem esperar nada em troca. A alternativa D traduz isso: ser generoso sem esperar recompensa. A restringe a doação a herança, sentido que o texto não usa. B diz que se espera retribuição, o oposto do sentido de gratuidade. C fala em perder coisas valiosas, o que não é o tema. E limita a doação ao que não serve mais, sentido que o texto não traz. Referência: Sentido das palavras no contexto. Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar de São Paulo — Concurso de Admissão 2021/2022 — Exame Intelectual de Língua Portuguesa e Matemática (6º ano)
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é:Resolução comentada
Análise das alternativas
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“Eu escolhi um número
que foi acrescido de 107,
então dividido por 100
e multiplicado por 11,
subtraído 15,
e o resultado é o número primo 7.”
Assinale a alternativa que soluciona o desafio.Resolução comentada
Análise das alternativas
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Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Existem outras maneiras de desenhar a planificação de um cubo. Assinale a única alternativa que não representa uma superfície cúbica planificada.
(1) O produto desses dois números naturais é 180.
(2) A diferença entre esses dois números naturais é um número primo menor que 10.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
A Lenda da Concha
01 Há muito tempo que não chovia naquela terra. Estava tão quente e seco que as flores ficaram
murchas, a erva tornara-se castanha e até mesmo as árvores grandes e fortes estavam morrendo. A
água evaporou-se nos rios, os poços estavam secos e as fontes pararam de jorrar. As vacas, os cães,
os cavalos, os pássaros e todas as pessoas tinham muita sede. Todos se sentiam incomodados e
05 doentes. Nessa terra, havia uma menina cuja mãe ficara muito doente.
– Oh! Se eu pudesse encontrar um pouco de água para a minha mãe! Tenho a certeza de que
ela ficaria bem outra vez. Preciso encontrar água!
A menina pegou então uma concha de lata e partiu à procura de água. Encontrou uma
pequenina fonte no alto da encosta de uma montanha. A fonte estava quase seca. A água pingava,
10 pingava muito devagar por debaixo da pedra. A menina pegou cuidadosamente na concha e tentou
colher algumas gotas. Esperou muito, muito tempo até que a concha ficasse cheia de água. Começou
então a descer a montanha segurando a concha com muita atenção, porque não queria derramar
uma gota sequer.
Mas, no caminho, encontrou um pobre cãozinho que mal se arrastava. Arfava sofregamente
15 à procura de ar e tinha a língua pendurada de tão seca! – Oh, pobre cãozinho! – disse a menina. –
Está com muita sede. Eu não posso te deixar sem um pouco de água. Se te der só um pouquinho,
ainda sobrará um pouco para a minha mãe!
Então a menina pôs um pouco de água em sua mão e deu de beber ao cão. Ele bebeu a água
bem depressa e se sentiu tão bem que pulou e latiu, como a dizer “Obrigado, menina”.
20 A menina não reparou, mas a sua concha de lata tinha se transformado numa concha de prata
e estava tão cheia de água quanto antes. Pensou na mãe e caminhou o mais depressa possível.
Chegou à casa ao final da tarde, quando já escurecia. A menina abriu a porta e correu para o
quarto da mãe. Quando entrou no quarto, a velha empregada, que ajudava no serviço e trabalhara
dia inteiro sem descansar tomando conta da doente, caminhou até à porta. Estava tão cansada e
25 com tanta sede que nem conseguiu falar com a menina.
– Dá-lhe um pouco de água, minha filha! – disse a mãe. – Ela trabalhou o dia inteiro, e precisa
mais de água do que eu.
A menina levou a concha aos lábios da velha empregada, que bebeu um pouco de água. No
mesmo instante, sentiu-se melhor e mais forte; caminhou até à sua senhora e conseguiu levantá-la.
30 A menina não reparou que a concha se transformara em ouro e estava tão cheia de água quanto
antes.
Então levou a concha aos lábios da mãe, que bebeu e bebeu… Oh, que bem sentiu a mãe!
Quando terminou de beber, ainda havia um pouco de água na concha. A menina ia levá-la aos
próprios lábios, quando ouviu bater à porta. A empregada foi abrir e lá estava um forasteiro muito
35 abatido e coberto de poeira da estrada.
– Estou com sede – disse. – Podes dar-me um pouco de água?
A menina respondeu:
– Claro que sim, tenho a certeza de que precisa mais dela do que eu. Pode bebê-la toda!
O forasteiro sorriu e pegou na concha com as mãos; quando o fez, ela se transformou numa
40 concha de diamantes. Virou-a de cabeça para baixo e a água derramada infiltrou-se no chão. No
lugar onde a água se infiltrou, surgiu uma fonte. Desde aquele momento, a água fresca da fonte
42 passou a dar de beber a todas as pessoas e a todos os animais daquela terra. Para sempre.
BENNETT, William J.O Livro das Virtudes para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1997(adaptação).
Vocabulário
Concha: colher grande, funda e de cabo comprido, geralmente usada para servir sopa ou outros alimentos líquidos (ex.: concha de sopa).
Forasteiro: que é de fora, estrangeiro, peregrino, estranho.
Arfava: do verbo arfar. Ofegar; respirar com dificuldade.
Sofregamente: ávido de comer ou beber; que parece engolir o que come. Ansioso, desejoso, ávido.
Observe o trecho:
“A menina pegou então uma concha de lata e partiu à procura de água. Encontrou uma pequenina fonte no alto da encosta de uma montanha. A fonte estava quase seca. A água pingava, pingava muito devagar por debaixo da pedra.”
Em relação ao foco narrativo do texto I, com base no trecho retirado acima, é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
A Lenda da Concha
01 Há muito tempo que não chovia naquela terra. Estava tão quente e seco que as flores ficaram
murchas, a erva tornara-se castanha e até mesmo as árvores grandes e fortes estavam morrendo. A
água evaporou-se nos rios, os poços estavam secos e as fontes pararam de jorrar. As vacas, os cães,
os cavalos, os pássaros e todas as pessoas tinham muita sede. Todos se sentiam incomodados e
05 doentes. Nessa terra, havia uma menina cuja mãe ficara muito doente.
– Oh! Se eu pudesse encontrar um pouco de água para a minha mãe! Tenho a certeza de que
ela ficaria bem outra vez. Preciso encontrar água!
A menina pegou então uma concha de lata e partiu à procura de água. Encontrou uma
pequenina fonte no alto da encosta de uma montanha. A fonte estava quase seca. A água pingava,
10 pingava muito devagar por debaixo da pedra. A menina pegou cuidadosamente na concha e tentou
colher algumas gotas. Esperou muito, muito tempo até que a concha ficasse cheia de água. Começou
então a descer a montanha segurando a concha com muita atenção, porque não queria derramar
uma gota sequer.
Mas, no caminho, encontrou um pobre cãozinho que mal se arrastava. Arfava sofregamente
15 à procura de ar e tinha a língua pendurada de tão seca! – Oh, pobre cãozinho! – disse a menina. –
Está com muita sede. Eu não posso te deixar sem um pouco de água. Se te der só um pouquinho,
ainda sobrará um pouco para a minha mãe!
Então a menina pôs um pouco de água em sua mão e deu de beber ao cão. Ele bebeu a água
bem depressa e se sentiu tão bem que pulou e latiu, como a dizer “Obrigado, menina”.
20 A menina não reparou, mas a sua concha de lata tinha se transformado numa concha de prata
e estava tão cheia de água quanto antes. Pensou na mãe e caminhou o mais depressa possível.
Chegou à casa ao final da tarde, quando já escurecia. A menina abriu a porta e correu para o
quarto da mãe. Quando entrou no quarto, a velha empregada, que ajudava no serviço e trabalhara
dia inteiro sem descansar tomando conta da doente, caminhou até à porta. Estava tão cansada e
25 com tanta sede que nem conseguiu falar com a menina.
– Dá-lhe um pouco de água, minha filha! – disse a mãe. – Ela trabalhou o dia inteiro, e precisa
mais de água do que eu.
A menina levou a concha aos lábios da velha empregada, que bebeu um pouco de água. No
mesmo instante, sentiu-se melhor e mais forte; caminhou até à sua senhora e conseguiu levantá-la.
30 A menina não reparou que a concha se transformara em ouro e estava tão cheia de água quanto
antes.
Então levou a concha aos lábios da mãe, que bebeu e bebeu… Oh, que bem sentiu a mãe!
Quando terminou de beber, ainda havia um pouco de água na concha. A menina ia levá-la aos
próprios lábios, quando ouviu bater à porta. A empregada foi abrir e lá estava um forasteiro muito
35 abatido e coberto de poeira da estrada.
– Estou com sede – disse. – Podes dar-me um pouco de água?
A menina respondeu:
– Claro que sim, tenho a certeza de que precisa mais dela do que eu. Pode bebê-la toda!
O forasteiro sorriu e pegou na concha com as mãos; quando o fez, ela se transformou numa
40 concha de diamantes. Virou-a de cabeça para baixo e a água derramada infiltrou-se no chão. No
lugar onde a água se infiltrou, surgiu uma fonte. Desde aquele momento, a água fresca da fonte
42 passou a dar de beber a todas as pessoas e a todos os animais daquela terra. Para sempre.
BENNETT, William J.O Livro das Virtudes para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1997(adaptação).
Vocabulário
Concha: colher grande, funda e de cabo comprido, geralmente usada para servir sopa ou outros alimentos líquidos (ex.: concha de sopa).
Forasteiro: que é de fora, estrangeiro, peregrino, estranho.
Arfava: do verbo arfar. Ofegar; respirar com dificuldade.
Sofregamente: ávido de comer ou beber; que parece engolir o que come. Ansioso, desejoso, ávido.
Assinale a frase mais coerente com o tema dessa lenda:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
A Lenda da Concha
01 Há muito tempo que não chovia naquela terra. Estava tão quente e seco que as flores ficaram
murchas, a erva tornara-se castanha e até mesmo as árvores grandes e fortes estavam morrendo. A
água evaporou-se nos rios, os poços estavam secos e as fontes pararam de jorrar. As vacas, os cães,
os cavalos, os pássaros e todas as pessoas tinham muita sede. Todos se sentiam incomodados e
05 doentes. Nessa terra, havia uma menina cuja mãe ficara muito doente.
– Oh! Se eu pudesse encontrar um pouco de água para a minha mãe! Tenho a certeza de que
ela ficaria bem outra vez. Preciso encontrar água!
A menina pegou então uma concha de lata e partiu à procura de água. Encontrou uma
pequenina fonte no alto da encosta de uma montanha. A fonte estava quase seca. A água pingava,
10 pingava muito devagar por debaixo da pedra. A menina pegou cuidadosamente na concha e tentou
colher algumas gotas. Esperou muito, muito tempo até que a concha ficasse cheia de água. Começou
então a descer a montanha segurando a concha com muita atenção, porque não queria derramar
uma gota sequer.
Mas, no caminho, encontrou um pobre cãozinho que mal se arrastava. Arfava sofregamente
15 à procura de ar e tinha a língua pendurada de tão seca! – Oh, pobre cãozinho! – disse a menina. –
Está com muita sede. Eu não posso te deixar sem um pouco de água. Se te der só um pouquinho,
ainda sobrará um pouco para a minha mãe!
Então a menina pôs um pouco de água em sua mão e deu de beber ao cão. Ele bebeu a água
bem depressa e se sentiu tão bem que pulou e latiu, como a dizer “Obrigado, menina”.
20 A menina não reparou, mas a sua concha de lata tinha se transformado numa concha de prata
e estava tão cheia de água quanto antes. Pensou na mãe e caminhou o mais depressa possível.
Chegou à casa ao final da tarde, quando já escurecia. A menina abriu a porta e correu para o
quarto da mãe. Quando entrou no quarto, a velha empregada, que ajudava no serviço e trabalhara
dia inteiro sem descansar tomando conta da doente, caminhou até à porta. Estava tão cansada e
25 com tanta sede que nem conseguiu falar com a menina.
– Dá-lhe um pouco de água, minha filha! – disse a mãe. – Ela trabalhou o dia inteiro, e precisa
mais de água do que eu.
A menina levou a concha aos lábios da velha empregada, que bebeu um pouco de água. No
mesmo instante, sentiu-se melhor e mais forte; caminhou até à sua senhora e conseguiu levantá-la.
30 A menina não reparou que a concha se transformara em ouro e estava tão cheia de água quanto
antes.
Então levou a concha aos lábios da mãe, que bebeu e bebeu… Oh, que bem sentiu a mãe!
Quando terminou de beber, ainda havia um pouco de água na concha. A menina ia levá-la aos
próprios lábios, quando ouviu bater à porta. A empregada foi abrir e lá estava um forasteiro muito
35 abatido e coberto de poeira da estrada.
– Estou com sede – disse. – Podes dar-me um pouco de água?
A menina respondeu:
– Claro que sim, tenho a certeza de que precisa mais dela do que eu. Pode bebê-la toda!
O forasteiro sorriu e pegou na concha com as mãos; quando o fez, ela se transformou numa
40 concha de diamantes. Virou-a de cabeça para baixo e a água derramada infiltrou-se no chão. No
lugar onde a água se infiltrou, surgiu uma fonte. Desde aquele momento, a água fresca da fonte
42 passou a dar de beber a todas as pessoas e a todos os animais daquela terra. Para sempre.
BENNETT, William J.O Livro das Virtudes para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1997(adaptação).
Vocabulário
Concha: colher grande, funda e de cabo comprido, geralmente usada para servir sopa ou outros alimentos líquidos (ex.: concha de sopa).
Forasteiro: que é de fora, estrangeiro, peregrino, estranho.
Arfava: do verbo arfar. Ofegar; respirar com dificuldade.
Sofregamente: ávido de comer ou beber; que parece engolir o que come. Ansioso, desejoso, ávido.
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TEXTO I
A Lenda da Concha
01 Há muito tempo que não chovia naquela terra. Estava tão quente e seco que as flores ficaram
murchas, a erva tornara-se castanha e até mesmo as árvores grandes e fortes estavam morrendo. A
água evaporou-se nos rios, os poços estavam secos e as fontes pararam de jorrar. As vacas, os cães,
os cavalos, os pássaros e todas as pessoas tinham muita sede. Todos se sentiam incomodados e
05 doentes. Nessa terra, havia uma menina cuja mãe ficara muito doente.
– Oh! Se eu pudesse encontrar um pouco de água para a minha mãe! Tenho a certeza de que
ela ficaria bem outra vez. Preciso encontrar água!
A menina pegou então uma concha de lata e partiu à procura de água. Encontrou uma
pequenina fonte no alto da encosta de uma montanha. A fonte estava quase seca. A água pingava,
10 pingava muito devagar por debaixo da pedra. A menina pegou cuidadosamente na concha e tentou
colher algumas gotas. Esperou muito, muito tempo até que a concha ficasse cheia de água. Começou
então a descer a montanha segurando a concha com muita atenção, porque não queria derramar
uma gota sequer.
Mas, no caminho, encontrou um pobre cãozinho que mal se arrastava. Arfava sofregamente
15 à procura de ar e tinha a língua pendurada de tão seca! – Oh, pobre cãozinho! – disse a menina. –
Está com muita sede. Eu não posso te deixar sem um pouco de água. Se te der só um pouquinho,
ainda sobrará um pouco para a minha mãe!
Então a menina pôs um pouco de água em sua mão e deu de beber ao cão. Ele bebeu a água
bem depressa e se sentiu tão bem que pulou e latiu, como a dizer “Obrigado, menina”.
20 A menina não reparou, mas a sua concha de lata tinha se transformado numa concha de prata
e estava tão cheia de água quanto antes. Pensou na mãe e caminhou o mais depressa possível.
Chegou à casa ao final da tarde, quando já escurecia. A menina abriu a porta e correu para o
quarto da mãe. Quando entrou no quarto, a velha empregada, que ajudava no serviço e trabalhara
dia inteiro sem descansar tomando conta da doente, caminhou até à porta. Estava tão cansada e
25 com tanta sede que nem conseguiu falar com a menina.
– Dá-lhe um pouco de água, minha filha! – disse a mãe. – Ela trabalhou o dia inteiro, e precisa
mais de água do que eu.
A menina levou a concha aos lábios da velha empregada, que bebeu um pouco de água. No
mesmo instante, sentiu-se melhor e mais forte; caminhou até à sua senhora e conseguiu levantá-la.
30 A menina não reparou que a concha se transformara em ouro e estava tão cheia de água quanto
antes.
Então levou a concha aos lábios da mãe, que bebeu e bebeu… Oh, que bem sentiu a mãe!
Quando terminou de beber, ainda havia um pouco de água na concha. A menina ia levá-la aos
próprios lábios, quando ouviu bater à porta. A empregada foi abrir e lá estava um forasteiro muito
35 abatido e coberto de poeira da estrada.
– Estou com sede – disse. – Podes dar-me um pouco de água?
A menina respondeu:
– Claro que sim, tenho a certeza de que precisa mais dela do que eu. Pode bebê-la toda!
O forasteiro sorriu e pegou na concha com as mãos; quando o fez, ela se transformou numa
40 concha de diamantes. Virou-a de cabeça para baixo e a água derramada infiltrou-se no chão. No
lugar onde a água se infiltrou, surgiu uma fonte. Desde aquele momento, a água fresca da fonte
42 passou a dar de beber a todas as pessoas e a todos os animais daquela terra. Para sempre.
BENNETT, William J.O Livro das Virtudes para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1997(adaptação).
Vocabulário
Concha: colher grande, funda e de cabo comprido, geralmente usada para servir sopa ou outros alimentos líquidos (ex.: concha de sopa).
Forasteiro: que é de fora, estrangeiro, peregrino, estranho.
Arfava: do verbo arfar. Ofegar; respirar com dificuldade.
Sofregamente: ávido de comer ou beber; que parece engolir o que come. Ansioso, desejoso, ávido.
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TEXTO I
A Lenda da Concha
01 Há muito tempo que não chovia naquela terra. Estava tão quente e seco que as flores ficaram
murchas, a erva tornara-se castanha e até mesmo as árvores grandes e fortes estavam morrendo. A
água evaporou-se nos rios, os poços estavam secos e as fontes pararam de jorrar. As vacas, os cães,
os cavalos, os pássaros e todas as pessoas tinham muita sede. Todos se sentiam incomodados e
05 doentes. Nessa terra, havia uma menina cuja mãe ficara muito doente.
– Oh! Se eu pudesse encontrar um pouco de água para a minha mãe! Tenho a certeza de que
ela ficaria bem outra vez. Preciso encontrar água!
A menina pegou então uma concha de lata e partiu à procura de água. Encontrou uma
pequenina fonte no alto da encosta de uma montanha. A fonte estava quase seca. A água pingava,
10 pingava muito devagar por debaixo da pedra. A menina pegou cuidadosamente na concha e tentou
colher algumas gotas. Esperou muito, muito tempo até que a concha ficasse cheia de água. Começou
então a descer a montanha segurando a concha com muita atenção, porque não queria derramar
uma gota sequer.
Mas, no caminho, encontrou um pobre cãozinho que mal se arrastava. Arfava sofregamente
15 à procura de ar e tinha a língua pendurada de tão seca! – Oh, pobre cãozinho! – disse a menina. –
Está com muita sede. Eu não posso te deixar sem um pouco de água. Se te der só um pouquinho,
ainda sobrará um pouco para a minha mãe!
Então a menina pôs um pouco de água em sua mão e deu de beber ao cão. Ele bebeu a água
bem depressa e se sentiu tão bem que pulou e latiu, como a dizer “Obrigado, menina”.
20 A menina não reparou, mas a sua concha de lata tinha se transformado numa concha de prata
e estava tão cheia de água quanto antes. Pensou na mãe e caminhou o mais depressa possível.
Chegou à casa ao final da tarde, quando já escurecia. A menina abriu a porta e correu para o
quarto da mãe. Quando entrou no quarto, a velha empregada, que ajudava no serviço e trabalhara
dia inteiro sem descansar tomando conta da doente, caminhou até à porta. Estava tão cansada e
25 com tanta sede que nem conseguiu falar com a menina.
– Dá-lhe um pouco de água, minha filha! – disse a mãe. – Ela trabalhou o dia inteiro, e precisa
mais de água do que eu.
A menina levou a concha aos lábios da velha empregada, que bebeu um pouco de água. No
mesmo instante, sentiu-se melhor e mais forte; caminhou até à sua senhora e conseguiu levantá-la.
30 A menina não reparou que a concha se transformara em ouro e estava tão cheia de água quanto
antes.
Então levou a concha aos lábios da mãe, que bebeu e bebeu… Oh, que bem sentiu a mãe!
Quando terminou de beber, ainda havia um pouco de água na concha. A menina ia levá-la aos
próprios lábios, quando ouviu bater à porta. A empregada foi abrir e lá estava um forasteiro muito
35 abatido e coberto de poeira da estrada.
– Estou com sede – disse. – Podes dar-me um pouco de água?
A menina respondeu:
– Claro que sim, tenho a certeza de que precisa mais dela do que eu. Pode bebê-la toda!
O forasteiro sorriu e pegou na concha com as mãos; quando o fez, ela se transformou numa
40 concha de diamantes. Virou-a de cabeça para baixo e a água derramada infiltrou-se no chão. No
lugar onde a água se infiltrou, surgiu uma fonte. Desde aquele momento, a água fresca da fonte
42 passou a dar de beber a todas as pessoas e a todos os animais daquela terra. Para sempre.
BENNETT, William J.O Livro das Virtudes para Crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1997(adaptação).
Vocabulário
Concha: colher grande, funda e de cabo comprido, geralmente usada para servir sopa ou outros alimentos líquidos (ex.: concha de sopa).
Forasteiro: que é de fora, estrangeiro, peregrino, estranho.
Arfava: do verbo arfar. Ofegar; respirar com dificuldade.
Sofregamente: ávido de comer ou beber; que parece engolir o que come. Ansioso, desejoso, ávido.
Sobre os acontecimentos da narrativa, é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
01 A vida é doação e recebimento. A vida é ininterrupta, é grandiosa, é criação da Inteligência
Suprema de bondade e amor. A cada segundo um tempo se vai e outro já nasce sorrindo, pois há
tanto por conhecer e viver. Em cada lugar deixamos um pouco de nós e levamos um pouco de onde
estivemos. Da mesma maneira, deixamos um pouco de nós com quem nos relacionamos e levamos
05 um pouco desse alguém. [...]
A vida é a soma de tudo e a transformação para o bem, ela é agora e tudo se renova para a
sua continuação. Não há outra maneira, a vida sempre existirá, graças a Deus. [...]
E para cada olhar, haverá mais bondade a repartir; a cada lugar visitado, mais respeito; a cada
pensamento, mais responsabilidade; a cada palavra, mais ternura; a cada amparo, mais
10 desprendimento; a cada realização, mais eficiência; a cada descoberta, mais esperança. [...]
A vida é uma troca: doação e recebimento, esforço e conquista; cada existência é um voo cuja
experimentação alonga as asas para voos mais distantes e seguros, mais felizes e compreensíveis.
13 E deixaremos um pouquinho de nós e levaremos um pouquinho conosco.
Cínthia Cortegoso. Disponível em: https://contoecronica.wordpress.com/2021/08/09/como-o-mar-que-leva-e-traz-as-conchas/(adaptação)
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TEXTO II
01 A vida é doação e recebimento. A vida é ininterrupta, é grandiosa, é criação da Inteligência
Suprema de bondade e amor. A cada segundo um tempo se vai e outro já nasce sorrindo, pois há
tanto por conhecer e viver. Em cada lugar deixamos um pouco de nós e levamos um pouco de onde
estivemos. Da mesma maneira, deixamos um pouco de nós com quem nos relacionamos e levamos
05 um pouco desse alguém. [...]
A vida é a soma de tudo e a transformação para o bem, ela é agora e tudo se renova para a
sua continuação. Não há outra maneira, a vida sempre existirá, graças a Deus. [...]
E para cada olhar, haverá mais bondade a repartir; a cada lugar visitado, mais respeito; a cada
pensamento, mais responsabilidade; a cada palavra, mais ternura; a cada amparo, mais
10 desprendimento; a cada realização, mais eficiência; a cada descoberta, mais esperança. [...]
A vida é uma troca: doação e recebimento, esforço e conquista; cada existência é um voo cuja
experimentação alonga as asas para voos mais distantes e seguros, mais felizes e compreensíveis.
13 E deixaremos um pouquinho de nós e levaremos um pouquinho conosco.
Cínthia Cortegoso. Disponível em: https://contoecronica.wordpress.com/2021/08/09/como-o-mar-que-leva-e-traz-as-conchas/(adaptação)
No Texto II, há um trecho que estabelece uma relação de causalidade. Assinale a alternativa que apresenta esse mecanismo de coesão textual:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
01 A vida é doação e recebimento. A vida é ininterrupta, é grandiosa, é criação da Inteligência
Suprema de bondade e amor. A cada segundo um tempo se vai e outro já nasce sorrindo, pois há
tanto por conhecer e viver. Em cada lugar deixamos um pouco de nós e levamos um pouco de onde
estivemos. Da mesma maneira, deixamos um pouco de nós com quem nos relacionamos e levamos
05 um pouco desse alguém. [...]
A vida é a soma de tudo e a transformação para o bem, ela é agora e tudo se renova para a
sua continuação. Não há outra maneira, a vida sempre existirá, graças a Deus. [...]
E para cada olhar, haverá mais bondade a repartir; a cada lugar visitado, mais respeito; a cada
pensamento, mais responsabilidade; a cada palavra, mais ternura; a cada amparo, mais
10 desprendimento; a cada realização, mais eficiência; a cada descoberta, mais esperança. [...]
A vida é uma troca: doação e recebimento, esforço e conquista; cada existência é um voo cuja
experimentação alonga as asas para voos mais distantes e seguros, mais felizes e compreensíveis.
13 E deixaremos um pouquinho de nós e levaremos um pouquinho conosco.
Cínthia Cortegoso. Disponível em: https://contoecronica.wordpress.com/2021/08/09/como-o-mar-que-leva-e-traz-as-conchas/(adaptação)
A autora inicia o Texto II dizendo que a vida é doação. A palavra doação, no contexto do texto, quer dizer:Resolução comentada
Análise das alternativas
A tabela a seguir mostra algumas informações referentes às médias do 1º trimestre dos alunos de uma turma de 6º ano do Colégio Militar de São Paulo. Com base nas informações dessa tabela, é correto afirmar que:
O valor da expressão
Renan fez três exercícios de Matemática a menos que Júlia. Sabe-se que Júlia fez 13/12 da quantidade de exercícios feitos por Renan. A quantidade de exercícios de Matemática que os dois fizeram juntos é igual a:
Letícia viu no quadro-branco algumas anotações da aula anterior de outra turma, onde certo número estava substituído por um quadrado, conforme mostra a figura. Qual é o valor que deve ser atribuído ao quadrado para que a sentença seja verdadeira?
Em um antigo livro de quebra-cabeças matemáticos, uma aluna do Colégio Militar de São Paulo encontrou o seguinte desafio:
Observando as figuras a seguir, verificamos que vários cubos foram empilhados e nos oferecem uma vista tridimensional da figura. Sabe-se que cada um desses cubos tem volume de 20 cm³. Podemos afirmar que o volume das figuras corresponde, respectivamente, a:
Considere o seguinte ano expresso em algarismos romanos: MCMLXVII. Trocando a posição do algarismo X, colocando-o entre os algarismos M e L, teremos o ano de nascimento de Antônio. Assinale a alternativa que representa a idade de Antônio em 2021.
Clarisse efetuou o produto entre o maior número de 4 algarismos diferentes e o menor número de 4 algarismos diferentes. Em seguida, com o resultado dessa multiplicação, somou os algarismos da ordem das dezenas, centenas de milhar e unidades de milhão, obtendo:
Encontre os dígitos que faltam nos quadrados vazios e assinale a alternativa do resultado correto:
Veja a planificação de uma caixa de papelão com a forma de um cubo:
Assinale a alternativa em que aparecem dois números naturais que satisfaçam simultaneamente as duas condições a seguir:
Uma fábrica de eletrodomésticos produziu 235 ferros elétricos por dia, no ano de 2020. No entanto, em 2015, a produção era de apenas 42 ferros elétricos por dia. Quantos ferros elétricos foram produzidos em 2020 a mais do que em 2015? (Considere que o número de dias úteis em um ano é de 300).
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