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EsFCEx — Concurso de Admissão 2021 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Direito — 004. Prova Objetiva — Versão A

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército

Fundação VUNESP2021

60 questões nesta prova · página 1 de 3 · 60 com gabarito

Língua Portuguesa Tipologia Textual

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

O texto “Mesa farta” é do tipo
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Resolução comentada

Tipo textual: expositivo.

O texto expõe e explica a história da alimentação, com fatos dos séculos 14, 16, 17 a 19 e a atualidade, em ordem cronológica. Por isso é expositivo e apresenta fatos históricos de forma cronológica.

Análise das alternativas

A) Não é narrativo, e o foco não são conflitos sociais por escassez. B) Não evidencia embate entre estudiosos. C e E) Não é injuntivo: não há ordens nem predomínio do imperativo.

Referência: Tipologia textual

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

De acordo com o conteúdo do texto, é correto afirmar que
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Resolução comentada

Conteúdo do texto: refeições coletivas viraram atos isolados.

O texto afirma que antigamente o comer reunia pessoas em torno da mesa e que hoje se come de forma individual, diante da TV ou do celular, sem investimento simbólico. Isso corresponde à alternativa E.

Análise das alternativas

A) O texto não diz que Dante atribuiu a Peste Negra à distribuição desigual de alimentos. B) O texto não afirma que a saúde de dom João V era precária, nem que ele tomava café com açúcar. C) O texto não diz que a Revolução Francesa seja subestimada. D) A batata passou a alimento fino, mas o texto não diz que se tornou exclusiva da nobreza.

Referência: Mary Del Priore, Mesa farta (Aventuras na História, 2014)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Valor de Palavras e Expressões

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

As expressões destacadas contribuem, respectivamente, para dar intensidade às ideias e para estabelecer relação de causa na alternativa:
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Língua Portuguesa Reescrita de Frases e Paráfrase

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

Assinale a alternativa em que o trecho reescrito mantém o sentido original do texto.
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Resolução comentada

Reescrita que mantém o sentido original.

"Metáforas alimentares" são expressões que associam outros domínios da vida à comida (doçura do amor, saborear textos). Isso equivale a "expressões calcadas na associação com a comida", e a alternativa B mantém o sentido.

Análise das alternativas

A) O texto não diz que o sistema é indecifrável nem fala em esquema de prescrições. C) "Liturgia" é usado em sentido figurado, e o texto não fala em rituais religiosos. D) O texto não menciona preço proibitivo. E) O texto não fala em falta de qualidade nutritiva.

Referência: Reescrita de frases e paráfrase

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Aspas e Dois-Pontos

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

A respeito do terceiro parágrafo, é correto concluir que as aspas e os dois-pontos, respectivamente,
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Resolução comentada

Função das aspas e dos dois-pontos no 3º parágrafo.

As aspas em "confortar a memória e alegrar o ânimo" marcam a citação do que o médico de dom João V dizia sobre o café. Os dois-pontos, depois de "liturgia", introduzem a descrição dessa liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.

Análise das alternativas

B) Não se trata de estudos médicos, e os dois-pontos não introduzem retificação. C) Não são descobertas, e não há contra-argumento. D) Não é frase propagandística, e não há ironia. E) Não é parecer irrefutável, e os dois-pontos não introduzem suposição.

Referência: Pontuação (aspas e dois-pontos)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Textual — Conectivos

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

Os trechos “muitas morrendo com a boca cheia de capim” (1º parágrafo) e “o que impulsionou o consumo de açúcar” (4º parágrafo) podem ser substituídos, respectivamente e sem alteração de sentido, por:
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Resolução comentada

Reescrita com equivalência de sentido: adição e consequência.

"Muitas morrendo" tem valor de acréscimo (gerúndio coordenado), equivalendo a "e muitas morriam". "O que impulsionou o consumo" tem valor de consequência, equivalendo a "de sorte que se ampliou o consumo". Só D mantém os dois sentidos.

Análise das alternativas

A) "Entretanto" é adversativo, e "com o propósito de" expressa finalidade. B) "Porque" expressa causa, o que altera o sentido, e "morreriam" muda o tempo verbal. C) "Embora" é concessivo. E) "Por isso" cria uma relação de consequência indevida, e "não obstante" é adversativo/concessivo.

Referência: Coesão e conectivos

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Colocação Pronominal

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

Considere o texto.
Café, chocolate e chá tornaram-se bebidas muito apreciadas quando __________ o açúcar. Já as frutas, alguns estudiosos __________ , até então, apenas um remédio; porém, associadas ao açúcar, passaram a saborosas sobremesas.
De acordo com a colocação dos pronomes e com o emprego do sinal indicativo de crase determinados pela norma-padrão, as lacunas desse texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:
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Resolução comentada

Colocação pronominal e crase diante de pronome.

Não se usa crase antes de pronome pessoal "elas", então é "a elas". Em "quando se adicionou", a conjunção subordinativa atrai o pronome, e a próclise "se adicionou" está correta. Na segunda lacuna, "haviam-nas considerado" está correta, com ênclise ao auxiliar e sem palavra atrativa. A alternativa E reúne essas formas.

Análise das alternativas

A) "haviam considerado-as" é inadequado, pois não se coloca o pronome enclítico ao particípio. B e C) "à elas" é crase indevida antes de pronome pessoal. B) usa "as haviam considerado", e C) usa "haviam considerado-as", que é inadequado. D) Contém a crase indevida.

Referência: Gramática normativa: colocação pronominal e crase

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Concordância Verbal e Nominal

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal e nominal estabelecida pela norma-padrão da língua portuguesa.
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Resolução comentada

Concordância verbal e nominal correta.

Em C, o particípio "Misturado" concorda com "o chocolate" (singular masculino), e o verbo "era" concorda com "o chocolate". As demais têm erros de concordância.

Análise das alternativas

A) Com a partícula apassivadora, o verbo deve concordar com o sujeito singular: "consumia-se chocolate". B) O verbo deve ficar no plural, concordando com "grãos": "que eram tão valorizados". D) Deve ser "cujo sabor oscilava", com o verbo concordando com "sabor". E) Deve ser "combinado", concordando com "O prazer".

Referência: Concordância verbal e nominal (gramática normativa)

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Bandeirantismo

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Adotou-se a convenção de dividir o movimento em fases distintas, abrangendo o “bandeirismo defensivo”, o apresamento, o movimento colonizador, as atividades mercenárias e a busca de metais e pedras preciosas. Contudo, apesar dos pretextos e resultados variados que marcaram a trajetória das expedições, a penetração dos sertões sempre girou em torno do mesmo motivo básico.
(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo)
Para Monteiro, esse “motivo básico” das expedições dos bandeirantes foi
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Resolução comentada

Para Monteiro, o motivo básico do bandeirantismo foi a demanda por mão de obra indígena.

Monteiro, em Negros da terra, mostra que, apesar das fases e dos pretextos distintos, as expedições giravam em torno da necessidade crônica de trabalhadores indígenas para a economia paulista. Esse é o fio condutor que ele identifica no bandeirantismo.

Análise das alternativas

A) Não era o papel de guarda-mor das terras. B) Ampliar o território colonial foi um efeito, não o motivo básico, e nem sempre houve acordo com as autoridades. C) Não houve acordo tácito com as ordens religiosas, e os jesuítas eram, na verdade, rivais dos paulistas na disputa pelos indígenas. E) O combate a invasores foi apenas um pretexto de uma das fases.

Referência: John M. Monteiro, Negros da terra

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Escravidão e Tráfico Negreiro

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Bem nas primeiras linhas da sua História geral das guerras angolas (1681), Cadornega, o pai da historiografia angolista, menciona o “resgate de peças que servem de utilidade ao comércio, e com estes resgates se evitam não haver tantos açougues de carne humana, e instruídos na Fé de Nosso Senhor Jesus Cristo indo batizados e catequizados se embarcam para as partes do Brasil ou para outras que têm uso católico”.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Texto adaptado)
Na sua manifestação, Cadornega parece
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Resolução comentada

Cadornega justifica o tráfico pela salvação cristã dos africanos.

Cadornega afirma que o resgate de "peças" evita os "açougues de carne humana" e que os cativos seguem batizados e catequizados para terras católicas. Com isso, ele apresenta o tráfico como algo benéfico, que salva os africanos da barbárie e os leva à fé cristã. Essa é a lógica de justificação do tráfico, e a alternativa B a resume.

Análise das alternativas

A) O texto não trata de interesses das lideranças africanas. C) Cadornega não condena a religião; ele a usa como justificativa. D) Ele junta as dimensões econômica e religiosa, não as separa. E) Ele não vê incompatibilidade entre escravidão e catolicismo.

Referência: Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Quilombos — Resistência Escrava

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 004. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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As constantes reclamações, não só aquelas publicadas em periódicos da Corte, mas também as diversas cartas e petições enviadas para a Secretaria de Polícia da Província, informavam que os habitantes destes mocambos praticavam frequentes roubos na região, principalmente pirateando barcos, carregados de produtos, que navegavam os rios. Segundo as denúncias, os quilombolas usavam canoas – que mantinham escondidas nos manguezais dos inúmeros riachos afluentes do Iguaçu e Sarapuí — em seus assaltos e, “para evitarem os insultos dos salteadores – [quilombolas], alguns mestres daquelas lanchas têm pactuado com eles, pagando-lhes tributo de carne, farinha, etc.”. As dificuldades alegadas pelas autoridades para destruir os mocambos eram, entre outras, sua localização em regiões pantanosas de difícil acesso e a “conivência” com os quilombolas de comerciantes, taberneiros, cativos das plantações vizinhas, escravos remadores e lavradores.
(Flávio dos Santos Gomes, Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX. In: Flávio dos Santos Gomes e João José Reis (orgs.), Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil)
A partir do excerto, é correto afirmar que, em geral, as comunidades de escravos fugidos
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Quilombos e sua inserção geográfica e econômica no entorno.

O excerto mostra mocambos em regiões pantanosas de difícil acesso, o que dificultava sua destruição. Ao mesmo tempo, eles mantinham ligações com comerciantes, taberneiros, escravos e lavradores vizinhos. A localização, portanto, protegia contra a repressão e permitia o contato com áreas de cultivo e centros de comércio.

Análise das alternativas

B) O texto mostra articulação com o entorno, não isolamento nem autossuficiência. C) Não há menção a algodão nem a aliança com proprietários opositores do Império. D) O excerto não fala em sabotagem econômica nem em alianças com proprietários. E) O texto não trata da ausência de lideranças, e os saques eram feitos sobretudo em rios e barcos, não em espaços urbanos.

Referência: Flávio dos Santos Gomes, Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX

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História do Brasil Período Regencial — Regresso Conservador

Fundação VUNESP 2021

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Nas eleições para a regência única, realizadas em abril de 1835, o Padre Feijó derrotou seu principal competidor, Holanda Cavalcanti, proprietário rural de Pernambuco. O corpo eleitoral era extremamente reduzido, somando cerca de 6 mil eleitores. Feijó recebeu 2.826 votos, e Cavalcanti, 2.251. Pouco mais de dois anos depois, em setembro de 1837, Feijó renunciou. Ele sofrera pressões do Congresso, sendo acusado de não empregar suficiente energia na repressão aos farrapos, entre cujos chefes estava um de seus primos. Nas eleições que se seguiram, triunfou Pedro Araújo Lima, futuro Marquês de Olinda, antigo presidente da Câmara e senhor de engenho em Pernambuco.
A vitória de Araújo Lima simbolizou o início do “regresso”.
(Boris Fausto, História do Brasil)
O “regresso” representava uma corrente política
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O Regresso foi corrente conservadora que buscava a centralização política.

O Regresso, simbolizado pela vitória de Araújo Lima, foi um movimento conservador contra as reformas liberais descentralizadoras do Ato Adicional de 1834. Defendia o fortalecimento do poder central, o que se concretizou na Lei de Interpretação do Ato Adicional e na reforma do Código do Processo Criminal.

Análise das alternativas

B) Incorreta: não buscava conciliar liberais e conservadores. C) Incorreta: a autonomia provincial era a bandeira liberal. D) Incorreta: os regressistas queriam reverter, não ampliar, as medidas do Ato Adicional. E) Incorreta: a volta de Dom Pedro I era a pauta restauradora, já enfraquecida após sua morte em 1834.

Referência: Boris Fausto, História do Brasil.

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História do Brasil Redemocratização — Diretas Já

Fundação VUNESP 2021

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Em 1983, lideranças políticas buscaram a aprovação de uma emenda constitucional que reestabelecesse o voto popular nas eleições para a presidência da República. A emenda estava formalizada no Congresso Nacional desde março daquele ano. Foi iniciativa de um deputado quase desconhecido – Dante de Oliveira, do PMDB de Mato Grosso. Tinha quinze linhas e alta probabilidade de ser arquivada, mas foi pinçada pela Executiva Nacional do PMDB. A Emenda Dante de Oliveira, como ficou conhecida, levou à formação de uma frente suprapartidária.
(Lilia Moritz Schwartz e Heloísa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. Texto adaptado)
Em abril de 1984, a Emenda Dante de Oliveira foi
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A Emenda Dante de Oliveira foi rejeitada e Tancredo Neves venceu no Colégio Eleitoral em 1985.

Em abril de 1984, a emenda das Diretas Já não alcançou os dois terços necessários na Câmara e foi rejeitada. Parte da oposição apoiou então a candidatura de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, que o elegeu em janeiro de 1985.

Análise das alternativas

A, B e E) Incorretas: a emenda não foi aprovada. D) Incorreta: a rejeição não resultou em nova emenda propondo eleições gerais em 1986; a oposição seguiu para a via do Colégio Eleitoral.

Referência: Schwarcz e Starling, Brasil: uma biografia.

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História do Brasil Crise de 1929 e Mercado Interno

Fundação VUNESP 2021

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[…] a capacidade para importar não se recuperou nos anos trinta. Em 1937 ela ainda estava substancialmente abaixo do que havia sido em 1929. Em realidade, o quantum das importações daquele ano - bem superiores ao de qualquer outro ano do decênio – esteve 23 por cento abaixo do de 1929. A renda criada pelas exportações havia decrescido em termos reais. O quantum das exportações aumentara, mas, como o poder aquisitivo da unidade de exportação com respeito à unidade de importação se havia reduzido à metade, é evidente que a renda criada pelas exportações era muito inferior. O valor da produção agrícola a preços correntes havia subido de 7,5 para 7,8 bilhões de cruzeiros, não obstante a produção para exportação haver baixado de 5,5 para 4,5 bilhões. A participação das exportações como elemento formador da renda do agricultor havia decrescido, portanto, de 70 para 57 por cento.
(Celso Furtado, Formação econômica do Brasil)
A partir do contexto apresentado no excerto, é correto afirmar que o Brasil
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O Brasil se recuperou nos anos 1930 pela industrialização e pelo mercado interno.

Furtado mostra que a renda gerada pelas exportações caiu, mas a produção voltada ao mercado interno cresceu, com a indústria à frente. Isso permitiu a recuperação já na década de 1930, no chamado deslocamento do centro dinâmico da economia, com a industrialização por substituição de importações.

Análise das alternativas

A) Incorreta: a sustentação do preço do café ajudou, mas não explica a recuperação, e o excerto aponta o mercado interno. C) Incorreta: o país foi muito afetado, pois a capacidade de importar e a renda das exportações caíram. D) Incorreta: a recuperação ocorreu nos anos 1930, e não por capitais públicos dos EUA para a agricultura. E) Incorreta: a Crise de 1929 afetou muito o Brasil, e a indústria de base só se firmou depois.

Referência: Celso Furtado, Formação econômica do Brasil.

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Geografia Redes de Transporte — Rodovias

Fundação VUNESP 2021

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As informações contidas no mapa representam o papel estruturador do modo de organização do território determinado pelas redes e cada vez menos centrado em malhas administrativas e políticas.
Mapa do Brasil em cinza claro com uma rede de linhas mais escuras de espessuras variadas cobrindo o território, muito densa no Sudeste, Sul e litoral do Nordeste e rarefeita na Amazônia; as linhas mais grossas convergem para a região de São Paulo. Escala de 0 a 500 km, crédito ©HT/NAMT 2018 e legenda com traços de espessuras diferentes.
(THÉRY; MELLO, 2018, p. 16)
A partir da interpretação dos elementos do mapa e de seus conhecimentos sobre o território brasileiro, é correto dizer que a rede representada no mapa refere-se à
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Geografia Relevo Brasileiro — Classificação de Ross

Fundação VUNESP 2021

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Ao considerar a macrocompartimentação do relevo brasileiro, não se pode negligenciar sua natureza morfogenética. A compartimentação atual tem fortes ligações genéticas com o soerguimento da plataforma sul-americana e com processos erosivos muito marcantes nas bordas das bacias sedimentares em concomitância com o soerguimento da plataforma sul-americana.
(Jurandyr Luciano Sanches Ross. Geografia do Brasil, 2001, p. 52. Adaptado)
O relevo brasileiro apresenta três tipos de unidades geomorfológicas, que refletem sua gênese, que são:
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A classificação de Ross define planaltos, depressões e planícies.

Na classificação de Jurandyr Ross, o relevo brasileiro é organizado em três grandes tipos de unidades morfoesculturais: planaltos, depressões e planícies. Elas refletem a gênese e a ação dos processos erosivos e deposicionais.

Análise das alternativas

A, C, D e E misturam elementos que não são unidades de relevo na classificação (intrusões, processos erosivos, vales, plataforma continental, terrenos cristalinos) ou omitem categorias, como as depressões.

Referência: Ross, J. L. S. Geografia do Brasil, 2001.

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Geografia Clima Urbano

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Observe os conceitos:
I. estabelece(m)-se sobre áreas urbanizadas, causando elevação de temperatura e desconforto térmico;
II. responsável(is) pelo agravamento da poluição atmosférica em virtude do papel de bloqueio que exerce(m);
III. leva(m) ao colapso a rede de escoamento, produzindo extravasamento e danos em áreas extensas.
(José Bueno Conti e Sueli Ângelo Furlan. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. IN: ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil, 2001, p. 86-87. Adaptado)
Os conceitos apresentados nos itens I, II e III representam sequencialmente:
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Ilhas de calor, inversão térmica e enchentes urbanas.

I descreve as ilhas de calor, que se formam sobre áreas urbanizadas e elevam a temperatura. II descreve a inversão térmica, camada de ar quente que bloqueia a dispersão dos poluentes e agrava a poluição. III descreve as enchentes urbanas, causadas pelo colapso do sistema de escoamento pluvial.

Análise das alternativas

A, B, C e E trocam ao menos um dos fenômenos. A inversão térmica não estabelece o aumento de temperatura em áreas urbanizadas (I), a camada de ozônio e a radiação ultravioleta não bloqueiam poluentes (II), e calmarias e poluição do ar não correspondem a enchentes (III).

Referência: Conti e Furlan, Geoecologia: o clima, os solos e a biota, in Ross (org.), Geografia do Brasil, 2001.

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Geografia Recursos Minerais — Carvão Mineral

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Observe o mapa.
Mapa do Brasil em cinza escuro com divisas estaduais tracejadas em branco; uma faixa alongada em branco aparece no Sul do país, estendendo-se do sul de São Paulo/Paraná até o Rio Grande do Sul, na área da Bacia do Paraná. Escala de 900 km.
(Taioli, Fábio. Recursos energéticos. In: TEIXEIRA, W. et. al. (org.). Decifrando a Terra, 2000, p. 474)
A área indicada em branco no mapa representa um importante recurso mineral explorado no Brasil nos depósitos da Bacia do Paraná. Trata-se das reservas de
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Geografia Urbanização e População Regional

Fundação VUNESP 2021

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Observe os gráficos da população total, urbana e rural (em milhões de habitantes) do Brasil entre os anos de 1950 e 2010.
Três gráficos de linhas (A, B e C), em milhões de habitantes, de 1950 a 2010 (1950, 1960, 1970, 1980, 1991, 2000, 2010), com as séries População total, População urbana e População rural. Gráfico A (eixo até 100): total de cerca de 23 a 78; urbana de cerca de 10 a 72; rural de cerca de 12 caindo para cerca de 5. Gráfico B (eixo até 60): total de cerca de 18 a 52; urbana de cerca de 4 a 39; rural de cerca de 13, chegando a cerca de 17 em 1980 e terminando em cerca de 14. Gráfico C (eixo até 30): total de cerca de 9 a 27; urbana de cerca de 4 a 23; rural de cerca de 7, máximo de cerca de 10 em 1970 e cerca de 6 em 2010.
Fonte: THÉRY, H.; MELLO, N. A. Atlas do Brasil. Disparidades e dinâmicas do território, 2018, p.123.
Baseando-se nos totais absolutos representados no eixo das ordenadas e na evolução temporal da população rural e urbana, é correto apontar que os gráficos A, B e C representam, respectivamente, as regiões brasileiras:
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Geografia Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM)

Fundação VUNESP 2021

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Observe os gráficos que representam a distribuição das Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) segundo as faixas do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre o período de 2000 e 2010 para a Região Metropolitana de Natal, Rio Grande do Norte.
Dois gráficos semicirculares da distribuição das UDHs por faixa de IDHM. 2000: Muito baixo 36%, Baixo 32%, Médio 11%, Alto 12%, Muito alto 8%. 2010: Baixo 19%, Médio 36%, Alto 29%, Muito alto 17%. Legenda: Muito baixo (hachurado), Baixo (cinza), Médio (branco), Alto (preto), Muito alto (quadriculado). Fonte: PNUD, Ipea e FIP, 2014.
(Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, 2014, p. 68)
A análise do gráfico e a comparação entre o período de 2000 a 2010 permitem afirmar que
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