← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército 60 questões nesta prova · página 1 de 3 · 60 com gabarito Gabarito disponível Texto expositivo que apresenta fatos históricos em ordem cronológica. O texto expõe informações sobre a história da alimentação, dos séculos 14 ao 19, seguindo uma ordem cronológica e chegando ao presente. Não narra uma história nem dá instruções. B) Errada: não há embate entre estudiosos. C) Errada: não é narrativo. D) Errada: não é injuntivo e não questiona o poder curativo dos alimentos. E) Errada: não predominam verbos no imperativo. Referência: Tipologia textual: texto expositivo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O texto afirma que as refeições coletivas deram lugar a comer individualizado, sem investimento simbólico. O 6º parágrafo diz que antes o comer reunia pessoas em torno da mesa, e que hoje se come individualmente, muitas vezes diante da TV, sem prazer de estar junto. C resume isso. A) Errada: a Peste Negra não é ligada à distribuição desigual de alimentos. B) Errada: o texto não diz que a Revolução Francesa seja subestimada. D) Errada: o texto não fala de saúde precária de dom João V nem de café adoçado. E) Errada: a batata passou a alimento fino, mas não exclusivo da nobreza. Referência: Mary Del Priore, "Mesa farta", Aventuras na História, 2014. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível "Metáforas alimentares" equivale a expressões baseadas na associação com comida. No último parágrafo, a autora dá exemplos de expressões como "doçura do amor" e "lua de mel". Reescrever como "expressões calcadas na associação com a comida" mantém o sentido. A) Errada: o texto não fala em falta de qualidade nutritiva. B) Errada: "liturgia" é usada em sentido figurado, não como ritual religioso. D) Errada: "preços proibitivos" contradiz a venda em larga escala. E) Errada: "indecifrável" e "prescrições" distorcem a ideia de sistema simbólico de significados. Referência: Mary Del Priore, "Mesa farta", Aventuras na História, 2014. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Aspas marcam fala atribuída ao médico; dois-pontos introduzem uma descrição. As aspas destacam o trecho citado, a avaliação do médico de dom João V sobre o café. Os dois-pontos em "onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio..." introduzem a descrição de como se bebia nos cafés. A) Errada: não há ideia de parecer irrefutável nem de suposição. B) Errada: não se trata de descobertas nem de contra-argumento. C) Errada: não são estudos de medicina, e não há retificação. D) Errada: não é frase propagandística nem há ironia. Referência: Pontuação: aspas (citação) e dois-pontos (explicitação/descrição). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A reescrita de ambos os trechos com "e" e "de sorte que" preserva o sentido. "Muitas morrendo" é uma oração reduzida de gerúndio com valor de adição/consequência, equivalente a "e muitas morriam". "O que impulsionou o consumo" retoma a ideia anterior e indica consequência, equivalente a "de sorte que se ampliou o consumo". C mantém o sentido nos dois casos. A) Errada: "embora" (concessão) e "portanto" alteram a relação. B) Errada: "porque" e "muitas morreriam" mudam a relação e o tempo verbal. D) Errada: "não obstante" traz oposição. E) Errada: "entretanto" é adversativo, e "com o propósito de" indica finalidade. Referência: Coesão textual: conectivos e reescrita. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Lacunas: "se adicionou a elas" (sem crase) e "haviam-nas considerado" (ênclise). Não há crase antes de pronome pessoal ("a elas"), pois não admite artigo. Com verbo auxiliar "haver" e particípio, sem palavra atrativa antes (a oração começa com "alguns estudiosos", sujeito), o pronome fica enclítico ao auxiliar: "haviam-nas considerado". Em D as duas escolhas estão corretas. A) Errada: crase indevida e ênclise ao particípio ("considerado-as"). B) Errada: ênclise ao particípio é inadequada. C) Errada: crase indevida diante de "elas". E) Errada: crase indevida diante de "elas". Referência: Colocação pronominal em locuções verbais; crase diante de pronomes pessoais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Apenas a alternativa B está de acordo com a concordância da norma-padrão. Em B, "misturado" concorda com "o chocolate" (masculino singular), e o verbo "era utilizado" concorda com o sujeito singular. Está correta. A) Errada: "se consumia chocolate" (voz passiva sintética, sujeito singular); o correto seria "consumia-se" no singular. C) Errada: "que eram tão valorizados" (antecedente "grãos", plural); "era" está no singular. D) Errada: "cujo sabor oscilava" (sujeito "sabor", singular). E) Errada: "combinado" deveria concordar com "prazer" (singular), ou "espalharam-se" se o sujeito fosse plural. Referência: Concordância verbal e nominal, gramática normativa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O motivo básico do bandeirismo, para Monteiro, era a necessidade crônica de mão de obra indígena. Monteiro, em Negros da terra, mostra que, apesar das diferentes fases e pretextos, as expedições giravam em torno da busca de trabalhadores indígenas para a economia paulista. Esse imperativo de mão de obra explica a continuidade do apresamento. A) Errada: nem sempre agiam em acordo com a Coroa, e o motivo não era expansão territorial. B) Errada: não eram guardas-mores contra potentados locais. D) Errada: não houve acordo regular com ordens religiosas, que muitas vezes eram rivais dos paulistas. E) Errada: o combate a invasores foi apenas uma das fases, não o motivo comum. Referência: John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Cadornega justifica o tráfico como forma de salvar africanos e cristianizá-los. Ao dizer que o resgate evita os "açougues de carne humana" e que os cativos embarcam batizados e catequizados para terras católicas, Cadornega apresenta o tráfico como algo benéfico. Ele o justifica pelo argumento de salvação e cristianização, em oposição à barbárie atribuída às práticas e guerras locais. B) Errada: o texto não trata de oposição às lideranças africanas. C) Errada: Cadornega aprova o uso da fé, não o condena. D) Errada: ele une as dimensões econômica e religiosa. E) Errada: ele vê compatibilidade entre escravismo e catolicismo, não incompatibilidade. Referência: Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Quilombos mantinham-se em locais de difícil acesso, mas ligados a comércio e cultivo vizinhos. O excerto mostra mocambos em regiões pantanosas de difícil acesso, o que dificultava a repressão, mas ao mesmo tempo ligados a comerciantes, taberneiros, cativos e lavradores da vizinhança. A localização era, portanto, fator central de sobrevivência e autonomia, combinando proteção e contato com áreas de cultivo e comércio. A) Errada: o texto mostra relações com o entorno, não isolamento e autossuficiência. B) Errada: não há menção a algodão nem a aliança com proprietários opositores do Império. D) Errada: o texto não trata de alianças com pequenos e médios proprietários nem de sabotagem econômica. E) Errada: o texto não fala de ausência de lideranças, e os recursos vinham também de tributos, trocas e conivências, não só de saques urbanos. Referência: Flávio dos Santos Gomes, Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX (in: Liberdade por um fio). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O Regresso foi uma corrente conservadora que buscava recentralizar o poder e reforçar a autoridade do Estado. O Regresso reagiu às medidas descentralizadoras do período regencial, como o Ato Adicional de 1834. Defendia a volta da centralização política e do fortalecimento da autoridade imperial, o que levou à Lei de Interpretação do Ato Adicional e à antecipação da maioridade. A) Não buscava aproximar liberais e conservadores. B e C) Descrevem posições liberais descentralizadoras, contrárias ao Regresso. D) Não defendia a volta de Dom Pedro I, que havia morrido em 1834. Referência: Boris Fausto, História do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A Emenda Dante de Oliveira foi rejeitada em 1984, e a oposição apoiou Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, eleito em janeiro de 1985. Em abril de 1984, a emenda não obteve os votos necessários na Câmara, apesar da campanha das Diretas Já. Parte da oposição passou então a apoiar um candidato no Colégio Eleitoral, Tancredo Neves, que foi eleito em janeiro de 1985. A, B e E) Afirmam que a emenda foi aprovada, o que não ocorreu. C) Houve rejeição, mas não a proposta de eleições gerais em 1986 descrita; o caminho adotado foi a disputa no Colégio Eleitoral. Referência: Schwarcz e Starling, Brasil: uma biografia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo Furtado, o Brasil se recuperou na década de 1930 pelo crescimento industrial e pela produção para o mercado interno. O texto mostra que as exportações perderam peso na renda agrícola (de 70% para 57%). Ao mesmo tempo, a produção total cresceu, o que indica a expansão voltada ao mercado interno e à industrialização. Esse é o 'deslocamento do centro dinâmico' descrito por Furtado. A) O texto não trata da política de sustentação do café como causa da recuperação. B) O Brasil foi muito afetado pela depressão. D) A recuperação ocorreu ainda nos anos 1930, e o texto não menciona capitais estadunidenses. E) O Brasil sentiu fortemente a crise, e a indústria de base só avançou depois. Referência: Celso Furtado, Formação econômica do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Ross classifica o relevo brasileiro em planaltos, depressões e planícies. Na classificação de Jurandyr Ross, o relevo brasileiro se organiza em três tipos de unidades morfológicas: planaltos, depressões e planícies. Essa divisão reflete a gênese do relevo. A, C, D e E) Citam termos como intrusões, processos erosivos, vales e plataforma continental, que não são os três tipos de unidades da classificação de Ross. Referência: Ross, J. L. S. Geografia do Brasil, 2001. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os conceitos descrevem ilhas de calor, inversão térmica e enchentes urbanas. I) Ilhas de calor se formam em áreas urbanizadas e elevam a temperatura. II) A inversão térmica bloqueia a dispersão dos poluentes e agrava a poluição do ar. III) As enchentes urbanas ocorrem quando a rede de escoamento entra em colapso. B, C, D e E) Trocam os conceitos. Camada de ozônio, radiação ultravioleta, radiação de onda longa e calmarias não correspondem às descrições dos itens. Referência: Conti e Furlan, Geoecologia: o clima, os solos e a biota, in Ross (org.), Geografia do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelEsFCEx — Concurso de Admissão 2021 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Estatística — 006. Prova Objetiva — Versão A
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.
O texto “Mesa farta” é do tipoResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.
De acordo com o conteúdo do texto, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.
As expressões destacadas contribuem, respectivamente, para dar intensidade às ideias e para estabelecer relação de causa na alternativa:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.
Assinale a alternativa em que o trecho reescrito mantém o sentido original do texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.
A respeito do terceiro parágrafo, é correto concluir que as aspas e os dois-pontos, respectivamente,Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.
Os trechos “muitas morrendo com a boca cheia de capim” (1º parágrafo) e “o que impulsionou o consumo de açúcar” (4º parágrafo) podem ser substituídos, respectivamente e sem alteração de sentido, por:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.
Considere o texto.
Café, chocolate e chá tornaram-se bebidas muito apreciadas quando __________ o açúcar. Já as frutas, alguns estudiosos __________ , até então, apenas um remédio; porém, associadas ao açúcar, passaram a saborosas sobremesas.
De acordo com a colocação dos pronomes e com o emprego do sinal indicativo de crase determinados pela norma-padrão, as lacunas desse texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo)
Para Monteiro, esse “motivo básico” das expedições dos bandeirantes foiResolução comentada
Análise das alternativas
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Texto adaptado)
Na sua manifestação, Cadornega pareceResolução comentada
Análise das alternativas
(Flávio dos Santos Gomes, Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX. In: Flávio dos Santos Gomes e João José Reis (orgs.), Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil)
A partir do excerto, é correto afirmar que, em geral, as comunidades de escravos fugidosResolução comentada
Análise das alternativas
A vitória de Araújo Lima simbolizou o início do “regresso”.
(Boris Fausto, História do Brasil)
O “regresso” representava uma corrente políticaResolução comentada
Análise das alternativas
(Lilia Moritz Schwartz e Heloísa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. Texto adaptado)
Em abril de 1984, a Emenda Dante de Oliveira foiResolução comentada
Análise das alternativas
(Celso Furtado, Formação econômica do Brasil)
A partir do contexto apresentado no excerto, é correto afirmar que o BrasilResolução comentada
Análise das alternativas
![]()
(THÉRY; MELLO, 2018, p. 16)
A partir da interpretação dos elementos do mapa e de seus conhecimentos sobre o território brasileiro, é correto dizer que a rede representada no mapa refere-se à
(Jurandyr Luciano Sanches Ross. Geografia do Brasil, 2001, p. 52. Adaptado)
O relevo brasileiro apresenta três tipos de unidades geomorfológicas, que refletem sua gênese, que são:Resolução comentada
Análise das alternativas
I. estabelece(m)-se sobre áreas urbanizadas, causando elevação de temperatura e desconforto térmico;
II. responsável(is) pelo agravamento da poluição atmosférica em virtude do papel de bloqueio que exerce(m);
III. leva(m) ao colapso a rede de escoamento, produzindo extravasamento e danos em áreas extensas.
(José Bueno Conti e Sueli Ângelo Furlan. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. IN: ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil, 2001, p. 86-87. Adaptado)
Os conceitos apresentados nos itens I, II e III representam sequencialmente:Resolução comentada
Análise das alternativas
![]()
(Taioli, Fábio. Recursos energéticos. In: TEIXEIRA, W. et. al. (org.). Decifrando a Terra, 2000, p. 474)
A área indicada em branco no mapa representa um importante recurso mineral explorado no Brasil nos depósitos da Bacia do Paraná. Trata-se das reservas de
![]()
Fonte: THÉRY, H.; MELLO, N. A. Atlas do Brasil. Disparidades e dinâmicas do território, 2018, p.123.
Baseando-se nos totais absolutos representados no eixo das ordenadas e na evolução temporal da população rural e urbana, é correto apontar que os gráficos A, B e C representam, respectivamente, as regiões brasileiras:
![]()
(Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, 2014, p. 68)
A análise do gráfico e a comparação entre o período de 2000 a 2010 permitem afirmar que
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal e nominal estabelecida pela norma-padrão da língua portuguesa.
Adotou-se a convenção de dividir o movimento em fases distintas, abrangendo o “bandeirismo defensivo”, o apresamento, o movimento colonizador, as atividades mercenárias e a busca de metais e pedras preciosas. Contudo, apesar dos pretextos e resultados variados que marcaram a trajetória das expedições, a penetração dos sertões sempre girou em torno do mesmo motivo básico.
Bem nas primeiras linhas da sua História geral das guerras angolas (1681), Cadornega, o pai da historiografia angolista, menciona o “resgate de peças que servem de utilidade ao comércio, e com estes resgates se evitam não haver tantos açougues de carne humana, e instruídos na Fé de Nosso Senhor Jesus Cristo indo batizados e catequizados se embarcam para as partes do Brasil ou para outras que têm uso católico”.
As constantes reclamações, não só aquelas publicadas em periódicos da Corte, mas também as diversas cartas e petições enviadas para a Secretaria de Polícia da Província, informavam que os habitantes destes mocambos praticavam frequentes roubos na região, principalmente pirateando barcos, carregados de produtos, que navegavam os rios. Segundo as denúncias, os quilombolas usavam canoas – que mantinham escondidas nos manguezais dos inúmeros riachos afluentes do Iguaçu e Sarapuí — em seus assaltos e, “para evitarem os insultos dos salteadores – [quilombolas], alguns mestres daquelas lanchas têm pactuado com eles, pagando-lhes tributo de carne, farinha, etc.”. As dificuldades alegadas pelas autoridades para destruir os mocambos eram, entre outras, sua localização em regiões pantanosas de difícil acesso e a “conivência” com os quilombolas de comerciantes, taberneiros, cativos das plantações vizinhas, escravos remadores e lavradores.
Nas eleições para a regência única, realizadas em abril de 1835, o Padre Feijó derrotou seu principal competidor, Holanda Cavalcanti, proprietário rural de Pernambuco. O corpo eleitoral era extremamente reduzido, somando cerca de 6 mil eleitores. Feijó recebeu 2.826 votos, e Cavalcanti, 2.251. Pouco mais de dois anos depois, em setembro de 1837, Feijó renunciou. Ele sofrera pressões do Congresso, sendo acusado de não empregar suficiente energia na repressão aos farrapos, entre cujos chefes estava um de seus primos. Nas eleições que se seguiram, triunfou Pedro Araújo Lima, futuro Marquês de Olinda, antigo presidente da Câmara e senhor de engenho em Pernambuco.
Em 1983, lideranças políticas buscaram a aprovação de uma emenda constitucional que reestabelecesse o voto popular nas eleições para a presidência da República. A emenda estava formalizada no Congresso Nacional desde março daquele ano. Foi iniciativa de um deputado quase desconhecido – Dante de Oliveira, do PMDB de Mato Grosso. Tinha quinze linhas e alta probabilidade de ser arquivada, mas foi pinçada pela Executiva Nacional do PMDB. A Emenda Dante de Oliveira, como ficou conhecida, levou à formação de uma frente suprapartidária.
[…] a capacidade para importar não se recuperou nos anos trinta. Em 1937 ela ainda estava substancialmente abaixo do que havia sido em 1929. Em realidade, o quantum das importações daquele ano - bem superiores ao de qualquer outro ano do decênio – esteve 23 por cento abaixo do de 1929. A renda criada pelas exportações havia decrescido em termos reais. O quantum das exportações aumentara, mas, como o poder aquisitivo da unidade de exportação com respeito à unidade de importação se havia reduzido à metade, é evidente que a renda criada pelas exportações era muito inferior. O valor da produção agrícola a preços correntes havia subido de 7,5 para 7,8 bilhões de cruzeiros, não obstante a produção para exportação haver baixado de 5,5 para 4,5 bilhões. A participação das exportações como elemento formador da renda do agricultor havia decrescido, portanto, de 70 para 57 por cento.
As informações contidas no mapa representam o papel estruturador do modo de organização do território determinado pelas redes e cada vez menos centrado em malhas administrativas e políticas.
Ao considerar a macrocompartimentação do relevo brasileiro, não se pode negligenciar sua natureza morfogenética. A compartimentação atual tem fortes ligações genéticas com o soerguimento da plataforma sul-americana e com processos erosivos muito marcantes nas bordas das bacias sedimentares em concomitância com o soerguimento da plataforma sul-americana.
Observe os conceitos:
Observe o mapa.
Observe os gráficos da população total, urbana e rural (em milhões de habitantes) do Brasil entre os anos de 1950 e 2010.
Observe os gráficos que representam a distribuição das Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) segundo as faixas do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre o período de 2000 e 2010 para a Região Metropolitana de Natal, Rio Grande do Norte.