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EsFCEx — Concurso de Admissão 2021 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério Física — 009. Prova Objetiva — Versão A

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército

Fundação VUNESP2021

60 questões nesta prova · página 1 de 3 · 60 com gabarito

Língua Portuguesa Tipologia Textual

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

O texto “Mesa farta” é do tipo
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Resolução comentada

Tipologia: texto expositivo com fatos históricos em ordem cronológica.

O texto explica a relação entre alimentação, história e cultura, ou seja, expõe informações. Ele segue uma ordem temporal: Idade Média e Peste Negra, séculos 16 e 17, séculos 16 ao 19 e, por fim, o hoje. Por isso é expositivo e apresenta fatos históricos de forma cronológica.

Análise das alternativas

A) Errada: não há embate entre estudiosos. B) Errada: o texto não é narrativo e não trata de conflitos sociais por escassez. D) Errada: não é injuntivo e não questiona o poder curativo dos alimentos. E) Errada: não é injuntivo e não há predomínio de imperativos.

Referência: Tipologia textual (expositivo, narrativo, injuntivo).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

De acordo com o conteúdo do texto, é correto afirmar que
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Resolução comentada

Hoje as refeições se tornaram atos individuais e sem convivência, ao contrário de antes.

O texto diz que antigamente o comer reunia pessoas em torno da mesa, e hoje se come abundante e individualmente, muitas vezes diante da TV ou do celular, sem investimento simbólico e sem prazer de estar junto. Isso corresponde à alternativa B.

Análise das alternativas

A) Errada: a batata passou a alimento fino, mas o texto não diz que foi consumida exclusivamente pela nobreza. C) Errada: o texto não diz que a Revolução Francesa seja subestimada. D) Errada: Dante definiu a fome como o pior desastre, mas não relacionou a Peste Negra à distribuição desigual. E) Errada: o texto não diz que D. João V tinha saúde precária nem que bebia café adoçado.

Referência: Mary Del Priore, Mesa farta, Aventuras na História, 2014.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Valor de Palavras e Expressões

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

As expressões destacadas contribuem, respectivamente, para dar intensidade às ideias e para estabelecer relação de causa na alternativa:
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Língua Portuguesa Reescrita de Frases e Paráfrase

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

Assinale a alternativa em que o trecho reescrito mantém o sentido original do texto.
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Resolução comentada

'Metáforas alimentares' foi corretamente reescrito como expressões baseadas na associação com a comida.

No último parágrafo, as metáforas alimentares são expressões como 'doçura do amor' e 'saborear' textos, ou seja, usos figurados calcados na comida. A alternativa D mantém esse sentido.

Análise das alternativas

A) Errada: 'liturgia' é usada em sentido figurado, sem ritual religioso. B) Errada: 'indecifrável' e 'prescrições' alteram o sentido. C) Errada: 'preços proibitivos' contradiz vendas em larga escala. E) Errada: o texto não fala em falta de qualidade nutritiva, e sim de falta de investimento simbólico.

Referência: Reescrita e paráfrase.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Aspas e Dois-Pontos

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

A respeito do terceiro parágrafo, é correto concluir que as aspas e os dois-pontos, respectivamente,
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Resolução comentada

As aspas destacam fala do médico de D. João V; os dois-pontos introduzem uma descrição.

No terceiro parágrafo, as aspas marcam a citação da afirmação do médico de D. João V sobre os efeitos do café. Os dois-pontos, após 'verdadeira liturgia', introduzem a descrição de como se bebia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.

Análise das alternativas

A) Errada: não há estudos de medicina nem retificação. B) Errada: não é frase propagandística nem ironia. D) Errada: não é parecer irrefutável nem suposição. E) Errada: não há descobertas nem contra-argumento.

Referência: Pontuação, aspas e dois-pontos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Textual — Conectivos

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

Os trechos “muitas morrendo com a boca cheia de capim” (1º parágrafo) e “o que impulsionou o consumo de açúcar” (4º parágrafo) podem ser substituídos, respectivamente e sem alteração de sentido, por:
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Resolução comentada

A substituição correta é a que usa 'e' e 'de sorte que'.

'Muitas morrendo...' é uma oração reduzida de gerúndio que adiciona uma informação, equivalente a 'e muitas morriam...'. 'O que impulsionou o consumo de açúcar' indica consequência, equivalente a 'de sorte que se ampliou o consumo de açúcar'.

Análise das alternativas

A) 'entretanto' é adversativo; 'com o propósito de' indica finalidade. B) 'embora' é concessivo; 'portanto' conclusivo muda a relação. C) 'por isso' indica consequência no primeiro trecho, e 'não obstante' é concessivo no segundo. E) 'porque' e 'morreriam' alteram sentido e tempo verbal.

Referência: Coesão e conectivos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Colocação Pronominal

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
Mesa farta
A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida.
Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá.
O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas.
A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares.
O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier.
Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição.
Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto.
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado)
* Dante Alighieri, escritor italiano.

Considere o texto.
Café, chocolate e chá tornaram-se bebidas muito apreciadas quando __________ o açúcar. Já as frutas, alguns estudiosos __________ , até então, apenas um remédio; porém, associadas ao açúcar, passaram a saborosas sobremesas.
De acordo com a colocação dos pronomes e com o emprego do sinal indicativo de crase determinados pela norma-padrão, as lacunas desse texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:
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Resolução comentada

Se adicionou a elas; haviam-nas considerado.

Na primeira lacuna, 'adicionar a elas' exige preposição 'a' sem crase, pois o pronome 'elas' não admite artigo. Na segunda, a ênclise a 'haviam' é a forma que o gabarito adota: 'haviam-nas considerado', com o pronome 'as' assumindo a forma 'nas' após terminação nasal.

Análise das alternativas

B) Errada: 'haviam considerado-as' é ênclise ao particípio, inadmissível. C, D, E) Erradas: 'à elas' traz crase indevida diante de pronome pessoal.

Referência: Colocação pronominal e crase, norma-padrão.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Concordância Verbal e Nominal

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal e nominal estabelecida pela norma-padrão da língua portuguesa.
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Resolução comentada

Apenas a E está correta quanto à concordância.

Em E, 'Misturado' concorda com 'o chocolate' e 'era utilizado' concorda com o sujeito singular. As demais têm erros de concordância.

Análise das alternativas

A) 'oscilavam' deveria concordar com 'sabor' (oscilava). B) 'era' deveria ser 'eram', pois o sujeito é 'grãos'. C) 'combinados' deveria concordar com 'prazer' (combinado). D) 'consumiam' com 'chocolate' singular deveria ser 'consumia-se chocolate'; e 'existiam' deveria concordar com 'cerimônias' e está ok, mas o erro anterior invalida a alternativa.

Referência: Concordância verbal e nominal, norma-padrão.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Bandeirantismo

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Adotou-se a convenção de dividir o movimento em fases distintas, abrangendo o “bandeirismo defensivo”, o apresamento, o movimento colonizador, as atividades mercenárias e a busca de metais e pedras preciosas. Contudo, apesar dos pretextos e resultados variados que marcaram a trajetória das expedições, a penetração dos sertões sempre girou em torno do mesmo motivo básico.
(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo)
Para Monteiro, esse “motivo básico” das expedições dos bandeirantes foi
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Resolução comentada

Para Monteiro, o motivo básico era a necessidade crônica de mão de obra indígena.

Em Negros da terra, Monteiro defende que, apesar das diferentes fases do bandeirismo, o motivo comum foi a busca por mão de obra indígena para as lavouras dos paulistas.

Análise das alternativas

A) Errada: nem sempre agiam em acordo com a Coroa. C) Errada: não atuavam como guarda-mor evitando potentados. D) Errada: não havia acordo tácito com ordens religiosas, que muitas vezes eram rivais. E) Errada: o combate a invasores foi apenas um dos pretextos, não o motivo básico.

Referência: John M. Monteiro, Negros da terra.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Escravidão e Tráfico Negreiro

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Bem nas primeiras linhas da sua História geral das guerras angolas (1681), Cadornega, o pai da historiografia angolista, menciona o “resgate de peças que servem de utilidade ao comércio, e com estes resgates se evitam não haver tantos açougues de carne humana, e instruídos na Fé de Nosso Senhor Jesus Cristo indo batizados e catequizados se embarcam para as partes do Brasil ou para outras que têm uso católico”.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Texto adaptado)
Na sua manifestação, Cadornega parece
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Resolução comentada

Cadornega justifica o tráfico negreiro pela conversão cristã e pelo suposto resgate de práticas bárbaras.

Ele fala em 'resgate' de peças que evitaria 'açougues de carne humana', e em instrução na fé cristã com batismo e catequese antes do embarque. Isso justifica o tráfico como salvação dos africanos de práticas como o canibalismo e as guerras locais, conforme a interpretação de Alencastro.

Análise das alternativas

A) Errada: não reconhece incompatibilidade, ao contrário, concilia escravidão e catolicismo. B) Errada: une as dimensões econômica e religiosa. D) Errada: não aborda oposição às lideranças africanas. E) Errada: não condena nada.

Referência: Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Quilombos — Resistência Escrava

Fundação VUNESP 2021

Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 009. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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As constantes reclamações, não só aquelas publicadas em periódicos da Corte, mas também as diversas cartas e petições enviadas para a Secretaria de Polícia da Província, informavam que os habitantes destes mocambos praticavam frequentes roubos na região, principalmente pirateando barcos, carregados de produtos, que navegavam os rios. Segundo as denúncias, os quilombolas usavam canoas – que mantinham escondidas nos manguezais dos inúmeros riachos afluentes do Iguaçu e Sarapuí — em seus assaltos e, “para evitarem os insultos dos salteadores – [quilombolas], alguns mestres daquelas lanchas têm pactuado com eles, pagando-lhes tributo de carne, farinha, etc.”. As dificuldades alegadas pelas autoridades para destruir os mocambos eram, entre outras, sua localização em regiões pantanosas de difícil acesso e a “conivência” com os quilombolas de comerciantes, taberneiros, cativos das plantações vizinhas, escravos remadores e lavradores.
(Flávio dos Santos Gomes, Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX. In: Flávio dos Santos Gomes e João José Reis (orgs.), Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil)
A partir do excerto, é correto afirmar que, em geral, as comunidades de escravos fugidos
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Os quilombos dependiam de localização estratégica que os protegia e os mantinha ligados a áreas de cultivo e comércio.

O excerto mostra mocambos em áreas pantanosas de difícil acesso, mas ligados a comerciantes, taberneiros, cativos e lavradores da região. Assim, a localização era central para a defesa contra a repressão e para manter contato com cultivos e centros de comércio.

Análise das alternativas

B) Errada: o texto mostra ligação com a sociedade em volta, não isolamento autossuficiente. C) Errada: não menciona algodão nem alianças com proprietários opostos ao Império. D) Errada: o texto não trata de sabotagem econômica organizada com proprietários. E) Errada: não afirma ausência de lideranças nem que o abastecimento fosse essencialmente por saques urbanos.

Referência: Flávio dos Santos Gomes, Liberdade por um fio.

Resolução comentada do VaiConcursos.

História do Brasil Período Regencial — Regresso Conservador

Fundação VUNESP 2021

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Nas eleições para a regência única, realizadas em abril de 1835, o Padre Feijó derrotou seu principal competidor, Holanda Cavalcanti, proprietário rural de Pernambuco. O corpo eleitoral era extremamente reduzido, somando cerca de 6 mil eleitores. Feijó recebeu 2.826 votos, e Cavalcanti, 2.251. Pouco mais de dois anos depois, em setembro de 1837, Feijó renunciou. Ele sofrera pressões do Congresso, sendo acusado de não empregar suficiente energia na repressão aos farrapos, entre cujos chefes estava um de seus primos. Nas eleições que se seguiram, triunfou Pedro Araújo Lima, futuro Marquês de Olinda, antigo presidente da Câmara e senhor de engenho em Pernambuco.
A vitória de Araújo Lima simbolizou o início do “regresso”.
(Boris Fausto, História do Brasil)
O “regresso” representava uma corrente política
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O Regresso foi uma corrente conservadora que buscava recentralizar o poder e reforçar a autoridade.

O Regresso, simbolizado pela vitória de Araújo Lima, reagiu às reformas liberais descentralizadoras do período regencial, em especial o Ato Adicional de 1834. Buscava restabelecer a centralização política e a autoridade do governo central.

Análise das alternativas

A) Errada: o Regresso não pretendia a volta de D. Pedro I, falecido em 1834. B) Errada: não propunha aproximação entre liberais e conservadores. C) Errada: defendia centralização, e não autonomia provincial. E) Errada: queria rever o Ato Adicional, não ampliá-lo.

Referência: Boris Fausto, História do Brasil.

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História do Brasil Redemocratização — Diretas Já

Fundação VUNESP 2021

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Em 1983, lideranças políticas buscaram a aprovação de uma emenda constitucional que reestabelecesse o voto popular nas eleições para a presidência da República. A emenda estava formalizada no Congresso Nacional desde março daquele ano. Foi iniciativa de um deputado quase desconhecido – Dante de Oliveira, do PMDB de Mato Grosso. Tinha quinze linhas e alta probabilidade de ser arquivada, mas foi pinçada pela Executiva Nacional do PMDB. A Emenda Dante de Oliveira, como ficou conhecida, levou à formação de uma frente suprapartidária.
(Lilia Moritz Schwartz e Heloísa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. Texto adaptado)
Em abril de 1984, a Emenda Dante de Oliveira foi
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A Emenda Dante de Oliveira foi rejeitada, e a oposição apoiou Tancredo no Colégio Eleitoral em 1985.

Em abril de 1984 a emenda não alcançou os votos necessários na Câmara e foi rejeitada. Parte da oposição passou a apoiar a candidatura de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, que o elegeu em janeiro de 1985.

Análise das alternativas

A, C e D) Erradas: afirmam que a emenda foi aprovada, o que não ocorreu. B) Errada: não houve nova emenda para eleições gerais em 1986 com apoio da oposição moderada nesse sentido.

Referência: Schwarcz e Starling, Brasil: uma biografia.

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História do Brasil Crise de 1929 e Mercado Interno

Fundação VUNESP 2021

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[…] a capacidade para importar não se recuperou nos anos trinta. Em 1937 ela ainda estava substancialmente abaixo do que havia sido em 1929. Em realidade, o quantum das importações daquele ano - bem superiores ao de qualquer outro ano do decênio – esteve 23 por cento abaixo do de 1929. A renda criada pelas exportações havia decrescido em termos reais. O quantum das exportações aumentara, mas, como o poder aquisitivo da unidade de exportação com respeito à unidade de importação se havia reduzido à metade, é evidente que a renda criada pelas exportações era muito inferior. O valor da produção agrícola a preços correntes havia subido de 7,5 para 7,8 bilhões de cruzeiros, não obstante a produção para exportação haver baixado de 5,5 para 4,5 bilhões. A participação das exportações como elemento formador da renda do agricultor havia decrescido, portanto, de 70 para 57 por cento.
(Celso Furtado, Formação econômica do Brasil)
A partir do contexto apresentado no excerto, é correto afirmar que o Brasil
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O Brasil se recuperou da crise ainda nos anos 1930 pelo crescimento industrial e pelo mercado interno.

Furtado mostra que, apesar de a capacidade de importar e a renda das exportações terem caído, o valor da produção agrícola total subiu, com queda da participação das exportações. Isso evidencia a recuperação baseada no mercado interno e na industrialização ainda nos anos 1930.

Análise das alternativas

A) Errada: a recuperação não foi lenta nem baseada apenas na sustentação do café. B) Errada: a recuperação ocorreu nos anos 1930, e não por capitais estadunidenses. C) Errada: o país foi muito afetado pela depressão. D) Errada: a indústria de base com investimento estatal só se impulsionou depois dos anos 1930.

Referência: Celso Furtado, Formação econômica do Brasil.

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Geografia Redes de Transporte — Rodovias

Fundação VUNESP 2021

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As informações contidas no mapa representam o papel estruturador do modo de organização do território determinado pelas redes e cada vez menos centrado em malhas administrativas e políticas.
Mapa do Brasil em cinza claro com uma rede de linhas mais escuras de espessuras variadas cobrindo o território, muito densa no Sudeste, Sul e litoral do Nordeste e rarefeita na Amazônia; as linhas mais grossas convergem para a região de São Paulo. Escala de 0 a 500 km, crédito ©HT/NAMT 2018 e legenda com traços de espessuras diferentes.
(THÉRY; MELLO, 2018, p. 16)
A partir da interpretação dos elementos do mapa e de seus conhecimentos sobre o território brasileiro, é correto dizer que a rede representada no mapa refere-se à
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Geografia Relevo Brasileiro — Classificação de Ross

Fundação VUNESP 2021

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Ao considerar a macrocompartimentação do relevo brasileiro, não se pode negligenciar sua natureza morfogenética. A compartimentação atual tem fortes ligações genéticas com o soerguimento da plataforma sul-americana e com processos erosivos muito marcantes nas bordas das bacias sedimentares em concomitância com o soerguimento da plataforma sul-americana.
(Jurandyr Luciano Sanches Ross. Geografia do Brasil, 2001, p. 52. Adaptado)
O relevo brasileiro apresenta três tipos de unidades geomorfológicas, que refletem sua gênese, que são:
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Para Ross, o relevo brasileiro se divide em planaltos, depressões e planícies.

A classificação de Ross, baseada na gênese do relevo, reconhece três unidades geomorfológicas: planaltos, planícies e depressões. A alternativa C as enumera.

Análise das alternativas

A, B, D e E misturam elementos que não são unidades de relevo da classificação (intrusões, processos erosivos, terrenos cristalinos, montanhas, vales, plataforma continental).

Referência: Ross, J. L. S. Geografia do Brasil, 2001.

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Geografia Clima Urbano

Fundação VUNESP 2021

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Observe os conceitos:
I. estabelece(m)-se sobre áreas urbanizadas, causando elevação de temperatura e desconforto térmico;
II. responsável(is) pelo agravamento da poluição atmosférica em virtude do papel de bloqueio que exerce(m);
III. leva(m) ao colapso a rede de escoamento, produzindo extravasamento e danos em áreas extensas.
(José Bueno Conti e Sueli Ângelo Furlan. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. IN: ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil, 2001, p. 86-87. Adaptado)
Os conceitos apresentados nos itens I, II e III representam sequencialmente:
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Ilhas de calor, inversão térmica e enchentes urbanas.

I descreve ilhas de calor: elevação de temperatura sobre áreas urbanizadas. II descreve a inversão térmica, que bloqueia a dispersão dos poluentes e agrava a poluição do ar. III descreve as enchentes urbanas, em que a rede de escoamento entra em colapso e extravasa.

Análise das alternativas

B) Errada: camada de ozônio não bloqueia poluentes no sentido do item II, e o item III não é poluição do ar. C) Errada: o item I não é inversão térmica. D) Errada: radiação ultravioleta não se estabelece sobre áreas urbanizadas como no item I. E) Errada: o item I não é inversão térmica.

Referência: Conti e Furlan, in Ross (org.), Geografia do Brasil, 2001.

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Geografia Recursos Minerais — Carvão Mineral

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Observe o mapa.
Mapa do Brasil em cinza escuro com divisas estaduais tracejadas em branco; uma faixa alongada em branco aparece no Sul do país, estendendo-se do sul de São Paulo/Paraná até o Rio Grande do Sul, na área da Bacia do Paraná. Escala de 900 km.
(Taioli, Fábio. Recursos energéticos. In: TEIXEIRA, W. et. al. (org.). Decifrando a Terra, 2000, p. 474)
A área indicada em branco no mapa representa um importante recurso mineral explorado no Brasil nos depósitos da Bacia do Paraná. Trata-se das reservas de
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Geografia Urbanização e População Regional

Fundação VUNESP 2021

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Observe os gráficos da população total, urbana e rural (em milhões de habitantes) do Brasil entre os anos de 1950 e 2010.
Três gráficos de linhas (A, B e C), em milhões de habitantes, de 1950 a 2010 (1950, 1960, 1970, 1980, 1991, 2000, 2010), com as séries População total, População urbana e População rural. Gráfico A (eixo até 100): total de cerca de 23 a 78; urbana de cerca de 10 a 72; rural de cerca de 12 caindo para cerca de 5. Gráfico B (eixo até 60): total de cerca de 18 a 52; urbana de cerca de 4 a 39; rural de cerca de 13, chegando a cerca de 17 em 1980 e terminando em cerca de 14. Gráfico C (eixo até 30): total de cerca de 9 a 27; urbana de cerca de 4 a 23; rural de cerca de 7, máximo de cerca de 10 em 1970 e cerca de 6 em 2010.
Fonte: THÉRY, H.; MELLO, N. A. Atlas do Brasil. Disparidades e dinâmicas do território, 2018, p.123.
Baseando-se nos totais absolutos representados no eixo das ordenadas e na evolução temporal da população rural e urbana, é correto apontar que os gráficos A, B e C representam, respectivamente, as regiões brasileiras:
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Geografia Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM)

Fundação VUNESP 2021

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Observe os gráficos que representam a distribuição das Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) segundo as faixas do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre o período de 2000 e 2010 para a Região Metropolitana de Natal, Rio Grande do Norte.
Dois gráficos semicirculares da distribuição das UDHs por faixa de IDHM. 2000: Muito baixo 36%, Baixo 32%, Médio 11%, Alto 12%, Muito alto 8%. 2010: Baixo 19%, Médio 36%, Alto 29%, Muito alto 17%. Legenda: Muito baixo (hachurado), Baixo (cinza), Médio (branco), Alto (preto), Muito alto (quadriculado). Fonte: PNUD, Ipea e FIP, 2014.
(Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, 2014, p. 68)
A análise do gráfico e a comparação entre o período de 2000 a 2010 permitem afirmar que
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