← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército 60 questões nesta prova · página 2 de 3 · 60 com gabarito Gabarito disponível O regime de colaboração é institucionalizado por um Sistema Nacional de Educação. A Resolução CNE/CEB nº 4/2010 prevê que a institucionalização do regime de colaboração entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios é possibilitada por um Sistema Nacional de Educação. Esse sistema articula os entes federados na oferta educacional. As demais alternativas apresentam denominações que não existem na resolução e não correspondem a instrumento previsto para essa finalidade. Referência: Resolução CNE/CEB nº 4/2010 (DCN Gerais para a Educação Básica). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Dowbor, a escola deve articular as necessidades do desenvolvimento local aos conhecimentos correspondentes. Dowbor defende que a educação não deve se limitar a dar a cada aluno um estoque de conhecimentos, e que a escola deve articular as necessidades do desenvolvimento local com os conhecimentos correspondentes. Os exemplos do mosquito da dengue e do córrego mostram que os problemas são coletivos e territoriais. B nega a função de ajudar as pessoas a conhecerem os problemas comuns do território. C afasta a ideia de que só quem vive na localidade a conhece, contrariando o autor, que valoriza esse saber local. D propõe uma visão dicotômica, oposta à lógica colaborativa defendida. E fala em solução unificada, ignorando a diferenciação entre localidades. Referência: DOWBOR, L. (2007) — Educação e desenvolvimento local. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo o texto, a escola nasceu seletiva e legitimou desigualdades. O documento sustenta que, nas sociedades latino-americanas marcadas pela desigualdade, a educação escolar se implantou com caráter altamente seletivo. Com isso, tornou-se instrumento importante de legitimação das desigualdades existentes. B, C, D e E apresentam a escola como instrumento de participação efetiva, de base de conhecimento para todos, de universalização rápida ou de disseminação garantida da cidadania. Isso contradiz a ideia central do texto, de uma escola seletiva que reproduziu as desigualdades. Referência: MEC — Caderno do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares: Conselho Escolar e a relação entre a escola e o desenvolvimento com igualdade social. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível CF, art. 206, II: liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. O art. 206, II, da Constituição Federal estabelece, como princípio do ensino, a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. A resposta é a literalidade do dispositivo. As demais alternativas trocam ou inserem termos que não constam do inciso, como conhecimento científico, religião, tradição e conhecimento popular. Referência: Constituição Federal de 1988, art. 206, II. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Piaget, crianças pequenas são egocêntricas e têm dificuldade de coordenar pontos de vista. Na teoria de Piaget, as crianças pequenas estão no pensamento egocêntrico, com dificuldade de descentrar e coordenar diferentes pontos de vista. Por isso a ideia de que escolheriam a sanção a aplicar a um colega é uma leitura reducionista da teoria. A inverte os conceitos: moral autônoma não se baseia em respeito unilateral à autoridade, e sim em respeito mútuo. B descreve a sanção expiatória, associada à moral heterônoma, e não à justiça construtiva. C troca os termos: respeito mútuo leva à moral autônoma, não à heterônoma. E atribui o senso de justiça a regras rígidas, quando ele se constrói pela cooperação e pela reciprocidade. Referência: PIAGET, J. O juízo moral na criança; VINHA, T. — moralidade e ética no cotidiano escolar. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Art. 16 do ECA: buscar refúgio, auxílio e orientação integra o direito à liberdade. O art. 16 do ECA lista aspectos do direito à liberdade, entre eles buscar refúgio, auxílio e orientação (inciso VII). É a alternativa que reproduz fielmente um desses incisos. A está errada porque o ECA fala em opinião e expressão, sem a ressalva de anonimato. B omite que o direito de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários se dá ressalvadas as restrições legais, e a alternativa diz 'sem ressalvas'. C diz 'em qualquer caso', mas o ECA prevê participar da vida política na forma da lei. D inverte a ressalva: o texto legal trata de crença e culto religioso, sem essa restrição no modo apresentado. Referência: ECA (Lei nº 8.069/1990), art. 16. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O PPP é político por representar a escolha de prioridades de cidadania diante das demandas sociais. O PPP tem caráter político porque expressa as escolhas e prioridades da escola quanto à formação cidadã, em função das demandas sociais. É um compromisso coletivo com a sociedade, construído por todos. A e B restringem o caráter pedagógico à equipe gestora ou ao cumprimento do currículo, o que contraria a construção coletiva. D vê o PPP como documento paralelo à rotina escolar, para cumprir dever legal, quando ele deve orientar o cotidiano. E o trata como transitório e atrelado ao governo vigente, mas o PPP é da comunidade escolar. Referência: Texto 'A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva' (MEC/UFC). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Ilma Veiga, currículo é a organização do conhecimento escolar. Ilma Veiga entende o currículo como a organização do conhecimento escolar, e não como mero conjunto de recursos ou métodos. Ele envolve escolhas, intencionalidades e visões de mundo. A e C confundem currículo com recursos didáticos e metodologia. B o reduz a simplificação do conhecimento científico. E o chama de instrumentos neutros, mas o currículo não é neutro, pois carrega escolhas políticas e ideológicas. Referência: VEIGA, I. P. A. — textos sobre currículo e projeto político-pedagógico. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Hoffmann: avaliação mediadora como relação dialógica. Na perspectiva da avaliação mediadora de Hoffmann, avaliar é uma relação dialógica entre professor e aluno, na qual o conhecimento é construído por ambos em ação-reflexão-ação. O trecho fala de apropriação do saber por aluno e professor, o que só se explica por uma relação de diálogo. B, C, D e E tratam a avaliação como observação, registro, verificação ou acompanhamento de tarefas, ou seja, como controle e constatação. Isso contraria a concepção mediadora, que é reflexiva e dialógica. Referência: HOFFMANN, J. Avaliação mediadora. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Moran: três campos de atividades virtuais – pesquisa, comunicação e produção. Para José Manuel Moran, as atividades virtuais na educação organizam-se em três campos: pesquisa, comunicação e produção. Esse é o trio que ele destaca ao tratar do uso da internet e de ambientes virtuais no ensino. A, C, D e E apresentam conjuntos de termos que não correspondem à tríade apontada pelo autor (pesquisa, comunicação e produção). Referência: MORAN, J. M. — textos sobre novas tecnologias e mediação pedagógica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Perspectiva do eu lírico: água-rio como poema. O eu lírico parte de sua sensibilidade e, no final, transforma a falta de água corrente em lágrimas represadas e em 'verso fluvial', construindo uma representação metafórica da água-rio como poema. A) Não há ponto de vista polêmico nem sentimentos contraditórios centrais. B) Não há confissão de experiências que prefere esquecer. C) O conhecimento restrito não o obriga a evitar o sentimentalismo; há emoção. D) Não há ressentimento expresso. Referência: Drummond, 'Cidade sem rio', Viola de Bolso. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Recurso do poema: contraste de imagens. O poema contrapõe o maior rio do mundo ao menor, o Rio Doce amargo ao córrego raso, a ausência de água à água represada nos olhos. A relação contrastiva compõe as imagens. B) Não há reiteração de juízos sobre o fazer poético. C) Os recursos poéticos não são desusados. D) Não há crítica a informações implícitas. E) O poema não explicita o subentendido, ele trabalha por metáforas. Referência: Drummond, 'Cidade sem rio', Viola de Bolso. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Sentido de 'mal' como 'apenas, mal e mal'. No verso, 'mal fazia um poço raso' significa 'apenas/quase não'. Em C, 'mal entrado na idade adulta' tem o mesmo sentido (recém, apenas). A) 'Impressiona mal' é advérbio de modo (de forma ruim). B) 'Não fazia mal' é substantivo (dano). D) 'Tanto mal' é substantivo. E) 'Não há mal que sempre dure' é substantivo. Referência: Semântica: valores de 'mal'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Função argumentativa da citação de pesquisa. Ao citar uma pesquisa de instituições reconhecidas, a autora apoia seus argumentos em dados de autoridade, o que cria um contrato implícito de confiança com o leitor. É o que descreve D. A) A autora não questiona os dados numéricos, ela se apoia neles. B) O texto não sugere que o leitor proponha medidas. C) Não busca levar os institutos a reinterpretar dados. E) O texto não se dirige a autoridades. Referência: Argumentação: argumento de autoridade e dados estatísticos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Agrupamento de gêneros: argumentar. O texto sustenta posição sobre questão social (formação de leitores), caracterizando o agrupamento do argumentar, cujo exemplo é o texto de opinião, segundo Schneuwly et al. A) 'Relatar' representa experiências vividas, não é o caso. B) 'Narrar' imita ações por meio de enredo. C) 'Instruir/prescrever' regula comportamentos. D) 'Expor' apresenta saberes, e notícia não é o gênero. Referência: Schneuwly, Dolz et al., Gêneros orais e escritos na escola (agrupamentos de gêneros). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Expressão nominal referencial que retoma e apresenta informação nova. 'Essa triste verdade' é uma expressão nominal definida: retoma o conteúdo anterior (a queda do número de leitores) e ao mesmo tempo o qualifica com a avaliação 'triste', trazendo informação nova. A) 'Queda de 4,6 milhões de leitores' introduz um dado, não retoma. B) 'Metade da população brasileira' introduz um dado novo. C) 'A falta de tempo' é um dos fatores apresentados, não retoma. E) 'Retratos da Leitura no Brasil' é o nome da pesquisa, apenas introduz. Referência: Koch e Elias, Ler e escrever (expressões nominais referenciais). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Uso de vírgulas nas três passagens. Em (I) e (II), as expressões 'mais precisamente' e 'também' são adjuntos adverbiais intercalados e devem ser isolados por vírgulas; em (III), a vírgula após longo sujeito com oração restritiva é admissível pela extensão, pois a oração adjetiva é restritiva. É o que diz E. A) 'apenas' não é o termo a ser isolado e a oração em (III) não deveria vir entre vírgulas. B) Considera 'dispensáveis' as vírgulas e a oração explicativa, o que é incorreto. C) 'Oração comparativa' em (I) não se confirma. D) Fala em 'oração aditiva' e considera a vírgula inadequada, o que não se sustenta. Referência: Gramática normativa: pontuação e vírgula. Resolução comentada do VaiConcursos.EsFCEx — Concurso de Admissão 2021 — Oficial do Quadro Complementar do Exército — Área: Magistério Português — 012. Prova Objetiva — Versão A
Resolução comentada
Análise das alternativas
“Não adianta uma residência combater o mosquito da dengue se o vizinho não colabora. A poluição de um córrego vai afetar toda a população que vive rio abaixo.”
(DOWBOR, 2007, p. 79)
Assinale a alternativa que traz uma afirmação correta de acordo com a perspectiva do autor em relação à educação.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
“A avaliação, enquanto __________, vai conceber o conhecimento como apropriação do saber pelo aluno e também pelo professor, como ação-reflexão-ação que se passa na sala de aula em direção a um saber aprimorado, enriquecido, carregado de significados, de compreensão. Dessa forma, a avaliação passa a exigir do professor uma relação epistemológica com o aluno – uma conexão entendida como reflexão aprofundada a respeito das formas como se dá a compreensão do educando sobre o objeto do conhecimento.”
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 31 a 33.
Cidade sem rio
O Rio Amazonas é o maior do mundo,
mas o Rio do Tanque é o menor.
(Desliza na fazenda de meu irmão.)
O Rio Doce banha terras amargas
de maleita, ferro e melancolia.
O Córrego da Penha, esse, coitado,
mal fazia um poço raso
onde a gente, fugindo, se banhava.
Talvez porque me faltasse água corrente,
hoje a tenho represada nos olhos
e neste vago verso fluvial.
(Carlos Drummond de Andrade, Viola de Bolso)
É correto afirmar que, no poema, o eu lírico resgata impressões sobre a realidade que conhece, expressando-aResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 31 a 33.
Cidade sem rio
O Rio Amazonas é o maior do mundo,
mas o Rio do Tanque é o menor.
(Desliza na fazenda de meu irmão.)
O Rio Doce banha terras amargas
de maleita, ferro e melancolia.
O Córrego da Penha, esse, coitado,
mal fazia um poço raso
onde a gente, fugindo, se banhava.
Talvez porque me faltasse água corrente,
hoje a tenho represada nos olhos
e neste vago verso fluvial.
(Carlos Drummond de Andrade, Viola de Bolso)
Um recurso que se identifica na construção do poema é aResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 31 a 33.
Cidade sem rio
O Rio Amazonas é o maior do mundo,
mas o Rio do Tanque é o menor.
(Desliza na fazenda de meu irmão.)
O Rio Doce banha terras amargas
de maleita, ferro e melancolia.
O Córrego da Penha, esse, coitado,
mal fazia um poço raso
onde a gente, fugindo, se banhava.
Talvez porque me faltasse água corrente,
hoje a tenho represada nos olhos
e neste vago verso fluvial.
(Carlos Drummond de Andrade, Viola de Bolso)
A alternativa em que a palavra “mal” está empregada com o sentido que tem na passagem – O Córrego da Penha, esse, coitado, / mal fazia um poço raso – é:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Por que apenas metade da população brasileira é leitora? Por que o percentual de leitores vai “despencando” a partir dos 11 anos de idade? De acordo com a 5ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), Itaú Cultural e Ibope Inteligência, houve uma queda de 4,6 milhões de leitores no Brasil no período de 2015 a 2019. Será mesmo que as redes sociais, a falta de tempo e o não gostar são fatores principais para essa triste verdade?
Acredito que o ensino da leitura, embora muito falado e muito estudado, não tem efetivamente avançado. A participação social efetiva das pessoas pressupõe o domínio e a compreensão da linguagem escrita. Sendo assim, se a escola é o espaço do educar, é de sua responsabilidade não apenas ensinar a ler, como mais precisamente, formar cidadãos leitores.
Para ensinar a ler não basta ensinar a decodificar, é preciso ensinar a dialogar entre textos, contextos e autores. Não basta também, apenas a escolha dos bons textos literários, é preciso muito mais do que isso. De acordo com a pesquisa já citada, a grande problemática para o declínio leitor está na mediação da leitura.
É preciso entender que o ato da leitura é espaço dialógico entre o mediador, o texto e o aluno, e é no momento da leitura que os encontros e os desencontros das posições frente ao lido acontecem. Porém, para que os encontros e desencontros aconteçam torna-se necessário um planejamento da mediação. Tornam-se necessárias horas de estudo do que será levado para a turma, do encantamento do mediador com o texto, da antecipação das possíveis dificuldades, do planejamento das “pontes” que serão construídas. Enfim, exige um trabalho árduo e contínuo. Exige um sujeito leitor.
Não se faz mediação de leitura ou não se forma cidadãos leitores com pessoas não leitoras. Aquele que faz mediação, aquele que forma leitores antes de tudo deve ser um sujeito leitor. Dificilmente alguém se torna um leitor de profundidade se não houver uma boa referência.
Para aqueles que escolheram a formação de cidadãos (professores, no caso) é preciso abastecer-se. Precisamos ler, se não somos, necessitamos nos formar leitores. Aqueles que não escolheram o caminho da docência, experimentariam a leveza e o prazer que a leitura proporciona.
Assisti, dias atrás, a um programa para professores, nele o escritor Rafael Gallo dava uma dica para aqueles que ainda não eram leitores. Disse ele que era preciso ler muito, ler mais, ler de tudo; e se, ainda assim, não gostasse, continuasse à procura. Porque buscar é imperativo.
(Vanessa Marques de Almeida Passarim. Formação de leitores. Diário da Região, 06.06.2021. Adaptado)
A estratégia empregada pela autora no primeiro parágrafo, fazendo referência a uma pesquisa de três instituições, tem o condão deResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Por que apenas metade da população brasileira é leitora? Por que o percentual de leitores vai “despencando” a partir dos 11 anos de idade? De acordo com a 5ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), Itaú Cultural e Ibope Inteligência, houve uma queda de 4,6 milhões de leitores no Brasil no período de 2015 a 2019. Será mesmo que as redes sociais, a falta de tempo e o não gostar são fatores principais para essa triste verdade?
Acredito que o ensino da leitura, embora muito falado e muito estudado, não tem efetivamente avançado. A participação social efetiva das pessoas pressupõe o domínio e a compreensão da linguagem escrita. Sendo assim, se a escola é o espaço do educar, é de sua responsabilidade não apenas ensinar a ler, como mais precisamente, formar cidadãos leitores.
Para ensinar a ler não basta ensinar a decodificar, é preciso ensinar a dialogar entre textos, contextos e autores. Não basta também, apenas a escolha dos bons textos literários, é preciso muito mais do que isso. De acordo com a pesquisa já citada, a grande problemática para o declínio leitor está na mediação da leitura.
É preciso entender que o ato da leitura é espaço dialógico entre o mediador, o texto e o aluno, e é no momento da leitura que os encontros e os desencontros das posições frente ao lido acontecem. Porém, para que os encontros e desencontros aconteçam torna-se necessário um planejamento da mediação. Tornam-se necessárias horas de estudo do que será levado para a turma, do encantamento do mediador com o texto, da antecipação das possíveis dificuldades, do planejamento das “pontes” que serão construídas. Enfim, exige um trabalho árduo e contínuo. Exige um sujeito leitor.
Não se faz mediação de leitura ou não se forma cidadãos leitores com pessoas não leitoras. Aquele que faz mediação, aquele que forma leitores antes de tudo deve ser um sujeito leitor. Dificilmente alguém se torna um leitor de profundidade se não houver uma boa referência.
Para aqueles que escolheram a formação de cidadãos (professores, no caso) é preciso abastecer-se. Precisamos ler, se não somos, necessitamos nos formar leitores. Aqueles que não escolheram o caminho da docência, experimentariam a leveza e o prazer que a leitura proporciona.
Assisti, dias atrás, a um programa para professores, nele o escritor Rafael Gallo dava uma dica para aqueles que ainda não eram leitores. Disse ele que era preciso ler muito, ler mais, ler de tudo; e se, ainda assim, não gostasse, continuasse à procura. Porque buscar é imperativo.
(Vanessa Marques de Almeida Passarim. Formação de leitores. Diário da Região, 06.06.2021. Adaptado)
Tratando do agrupamento de gêneros textuais, Schneuwly et al. (Gêneros orais e escritos na escola), apresentam um quadro contendo os aspectos tipológicos. De acordo com esse quadro, o texto “Formação de leitores” caracteriza-se pelaResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Por que apenas metade da população brasileira é leitora? Por que o percentual de leitores vai “despencando” a partir dos 11 anos de idade? De acordo com a 5ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), Itaú Cultural e Ibope Inteligência, houve uma queda de 4,6 milhões de leitores no Brasil no período de 2015 a 2019. Será mesmo que as redes sociais, a falta de tempo e o não gostar são fatores principais para essa triste verdade?
Acredito que o ensino da leitura, embora muito falado e muito estudado, não tem efetivamente avançado. A participação social efetiva das pessoas pressupõe o domínio e a compreensão da linguagem escrita. Sendo assim, se a escola é o espaço do educar, é de sua responsabilidade não apenas ensinar a ler, como mais precisamente, formar cidadãos leitores.
Para ensinar a ler não basta ensinar a decodificar, é preciso ensinar a dialogar entre textos, contextos e autores. Não basta também, apenas a escolha dos bons textos literários, é preciso muito mais do que isso. De acordo com a pesquisa já citada, a grande problemática para o declínio leitor está na mediação da leitura.
É preciso entender que o ato da leitura é espaço dialógico entre o mediador, o texto e o aluno, e é no momento da leitura que os encontros e os desencontros das posições frente ao lido acontecem. Porém, para que os encontros e desencontros aconteçam torna-se necessário um planejamento da mediação. Tornam-se necessárias horas de estudo do que será levado para a turma, do encantamento do mediador com o texto, da antecipação das possíveis dificuldades, do planejamento das “pontes” que serão construídas. Enfim, exige um trabalho árduo e contínuo. Exige um sujeito leitor.
Não se faz mediação de leitura ou não se forma cidadãos leitores com pessoas não leitoras. Aquele que faz mediação, aquele que forma leitores antes de tudo deve ser um sujeito leitor. Dificilmente alguém se torna um leitor de profundidade se não houver uma boa referência.
Para aqueles que escolheram a formação de cidadãos (professores, no caso) é preciso abastecer-se. Precisamos ler, se não somos, necessitamos nos formar leitores. Aqueles que não escolheram o caminho da docência, experimentariam a leveza e o prazer que a leitura proporciona.
Assisti, dias atrás, a um programa para professores, nele o escritor Rafael Gallo dava uma dica para aqueles que ainda não eram leitores. Disse ele que era preciso ler muito, ler mais, ler de tudo; e se, ainda assim, não gostasse, continuasse à procura. Porque buscar é imperativo.
(Vanessa Marques de Almeida Passarim. Formação de leitores. Diário da Região, 06.06.2021. Adaptado)
Observe os operadores argumentativos destacados nos contextos seguintes:
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Segundo Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias (Ler e compreender – os sentidos do texto), esses operadores argumentativos são característicos da
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
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Acredito que o ensino da leitura, embora muito falado e muito estudado, não tem efetivamente avançado. A participação social efetiva das pessoas pressupõe o domínio e a compreensão da linguagem escrita. Sendo assim, se a escola é o espaço do educar, é de sua responsabilidade não apenas ensinar a ler, como mais precisamente, formar cidadãos leitores.
Para ensinar a ler não basta ensinar a decodificar, é preciso ensinar a dialogar entre textos, contextos e autores. Não basta também, apenas a escolha dos bons textos literários, é preciso muito mais do que isso. De acordo com a pesquisa já citada, a grande problemática para o declínio leitor está na mediação da leitura.
É preciso entender que o ato da leitura é espaço dialógico entre o mediador, o texto e o aluno, e é no momento da leitura que os encontros e os desencontros das posições frente ao lido acontecem. Porém, para que os encontros e desencontros aconteçam torna-se necessário um planejamento da mediação. Tornam-se necessárias horas de estudo do que será levado para a turma, do encantamento do mediador com o texto, da antecipação das possíveis dificuldades, do planejamento das “pontes” que serão construídas. Enfim, exige um trabalho árduo e contínuo. Exige um sujeito leitor.
Não se faz mediação de leitura ou não se forma cidadãos leitores com pessoas não leitoras. Aquele que faz mediação, aquele que forma leitores antes de tudo deve ser um sujeito leitor. Dificilmente alguém se torna um leitor de profundidade se não houver uma boa referência.
Para aqueles que escolheram a formação de cidadãos (professores, no caso) é preciso abastecer-se. Precisamos ler, se não somos, necessitamos nos formar leitores. Aqueles que não escolheram o caminho da docência, experimentariam a leveza e o prazer que a leitura proporciona.
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(Vanessa Marques de Almeida Passarim. Formação de leitores. Diário da Região, 06.06.2021. Adaptado)
Para responder a esta questão, considere as expressões destacadas nas passagens inicial e final do texto e no trecho a seguir.
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À vista das expressões do texto e do trecho, é correto afirmar, como regra abrangente para justificar as ocorrências:
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Por que apenas metade da população brasileira é leitora? Por que o percentual de leitores vai “despencando” a partir dos 11 anos de idade? De acordo com a 5ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), Itaú Cultural e Ibope Inteligência, houve uma queda de 4,6 milhões de leitores no Brasil no período de 2015 a 2019. Será mesmo que as redes sociais, a falta de tempo e o não gostar são fatores principais para essa triste verdade?
Acredito que o ensino da leitura, embora muito falado e muito estudado, não tem efetivamente avançado. A participação social efetiva das pessoas pressupõe o domínio e a compreensão da linguagem escrita. Sendo assim, se a escola é o espaço do educar, é de sua responsabilidade não apenas ensinar a ler, como mais precisamente, formar cidadãos leitores.
Para ensinar a ler não basta ensinar a decodificar, é preciso ensinar a dialogar entre textos, contextos e autores. Não basta também, apenas a escolha dos bons textos literários, é preciso muito mais do que isso. De acordo com a pesquisa já citada, a grande problemática para o declínio leitor está na mediação da leitura.
É preciso entender que o ato da leitura é espaço dialógico entre o mediador, o texto e o aluno, e é no momento da leitura que os encontros e os desencontros das posições frente ao lido acontecem. Porém, para que os encontros e desencontros aconteçam torna-se necessário um planejamento da mediação. Tornam-se necessárias horas de estudo do que será levado para a turma, do encantamento do mediador com o texto, da antecipação das possíveis dificuldades, do planejamento das “pontes” que serão construídas. Enfim, exige um trabalho árduo e contínuo. Exige um sujeito leitor.
Não se faz mediação de leitura ou não se forma cidadãos leitores com pessoas não leitoras. Aquele que faz mediação, aquele que forma leitores antes de tudo deve ser um sujeito leitor. Dificilmente alguém se torna um leitor de profundidade se não houver uma boa referência.
Para aqueles que escolheram a formação de cidadãos (professores, no caso) é preciso abastecer-se. Precisamos ler, se não somos, necessitamos nos formar leitores. Aqueles que não escolheram o caminho da docência, experimentariam a leveza e o prazer que a leitura proporciona.
Assisti, dias atrás, a um programa para professores, nele o escritor Rafael Gallo dava uma dica para aqueles que ainda não eram leitores. Disse ele que era preciso ler muito, ler mais, ler de tudo; e se, ainda assim, não gostasse, continuasse à procura. Porque buscar é imperativo.
(Vanessa Marques de Almeida Passarim. Formação de leitores. Diário da Região, 06.06.2021. Adaptado)
Tratando das expressões nominais referenciais, Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias (Ler e Escrever – estratégias de produção textual) afirmam que tais expressões desempenham funções cognitivo-discursivas de grande relevância na construção textual do sentido, podendo reativar informações para o leitor, bem como apresentar-lhe uma nova informação.
A expressão do primeiro parágrafo do texto compatível com essa descrição é:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Por que apenas metade da população brasileira é leitora? Por que o percentual de leitores vai “despencando” a partir dos 11 anos de idade? De acordo com a 5ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), Itaú Cultural e Ibope Inteligência, houve uma queda de 4,6 milhões de leitores no Brasil no período de 2015 a 2019. Será mesmo que as redes sociais, a falta de tempo e o não gostar são fatores principais para essa triste verdade?
Acredito que o ensino da leitura, embora muito falado e muito estudado, não tem efetivamente avançado. A participação social efetiva das pessoas pressupõe o domínio e a compreensão da linguagem escrita. Sendo assim, se a escola é o espaço do educar, é de sua responsabilidade não apenas ensinar a ler, como mais precisamente, formar cidadãos leitores.
Para ensinar a ler não basta ensinar a decodificar, é preciso ensinar a dialogar entre textos, contextos e autores. Não basta também, apenas a escolha dos bons textos literários, é preciso muito mais do que isso. De acordo com a pesquisa já citada, a grande problemática para o declínio leitor está na mediação da leitura.
É preciso entender que o ato da leitura é espaço dialógico entre o mediador, o texto e o aluno, e é no momento da leitura que os encontros e os desencontros das posições frente ao lido acontecem. Porém, para que os encontros e desencontros aconteçam torna-se necessário um planejamento da mediação. Tornam-se necessárias horas de estudo do que será levado para a turma, do encantamento do mediador com o texto, da antecipação das possíveis dificuldades, do planejamento das “pontes” que serão construídas. Enfim, exige um trabalho árduo e contínuo. Exige um sujeito leitor.
Não se faz mediação de leitura ou não se forma cidadãos leitores com pessoas não leitoras. Aquele que faz mediação, aquele que forma leitores antes de tudo deve ser um sujeito leitor. Dificilmente alguém se torna um leitor de profundidade se não houver uma boa referência.
Para aqueles que escolheram a formação de cidadãos (professores, no caso) é preciso abastecer-se. Precisamos ler, se não somos, necessitamos nos formar leitores. Aqueles que não escolheram o caminho da docência, experimentariam a leveza e o prazer que a leitura proporciona.
Assisti, dias atrás, a um programa para professores, nele o escritor Rafael Gallo dava uma dica para aqueles que ainda não eram leitores. Disse ele que era preciso ler muito, ler mais, ler de tudo; e se, ainda assim, não gostasse, continuasse à procura. Porque buscar é imperativo.
(Vanessa Marques de Almeida Passarim. Formação de leitores. Diário da Região, 06.06.2021. Adaptado)
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Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Por que apenas metade da população brasileira é leitora? Por que o percentual de leitores vai “despencando” a partir dos 11 anos de idade? De acordo com a 5ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), Itaú Cultural e Ibope Inteligência, houve uma queda de 4,6 milhões de leitores no Brasil no período de 2015 a 2019. Será mesmo que as redes sociais, a falta de tempo e o não gostar são fatores principais para essa triste verdade?
Acredito que o ensino da leitura, embora muito falado e muito estudado, não tem efetivamente avançado. A participação social efetiva das pessoas pressupõe o domínio e a compreensão da linguagem escrita. Sendo assim, se a escola é o espaço do educar, é de sua responsabilidade não apenas ensinar a ler, como mais precisamente, formar cidadãos leitores.
Para ensinar a ler não basta ensinar a decodificar, é preciso ensinar a dialogar entre textos, contextos e autores. Não basta também, apenas a escolha dos bons textos literários, é preciso muito mais do que isso. De acordo com a pesquisa já citada, a grande problemática para o declínio leitor está na mediação da leitura.
É preciso entender que o ato da leitura é espaço dialógico entre o mediador, o texto e o aluno, e é no momento da leitura que os encontros e os desencontros das posições frente ao lido acontecem. Porém, para que os encontros e desencontros aconteçam torna-se necessário um planejamento da mediação. Tornam-se necessárias horas de estudo do que será levado para a turma, do encantamento do mediador com o texto, da antecipação das possíveis dificuldades, do planejamento das “pontes” que serão construídas. Enfim, exige um trabalho árduo e contínuo. Exige um sujeito leitor.
Não se faz mediação de leitura ou não se forma cidadãos leitores com pessoas não leitoras. Aquele que faz mediação, aquele que forma leitores antes de tudo deve ser um sujeito leitor. Dificilmente alguém se torna um leitor de profundidade se não houver uma boa referência.
Para aqueles que escolheram a formação de cidadãos (professores, no caso) é preciso abastecer-se. Precisamos ler, se não somos, necessitamos nos formar leitores. Aqueles que não escolheram o caminho da docência, experimentariam a leveza e o prazer que a leitura proporciona.
Assisti, dias atrás, a um programa para professores, nele o escritor Rafael Gallo dava uma dica para aqueles que ainda não eram leitores. Disse ele que era preciso ler muito, ler mais, ler de tudo; e se, ainda assim, não gostasse, continuasse à procura. Porque buscar é imperativo.
(Vanessa Marques de Almeida Passarim. Formação de leitores. Diário da Região, 06.06.2021. Adaptado)
Observe o emprego das vírgulas nas seguintes passagens:
I. ... é de sua responsabilidade não apenas ensinar a ler, como mais precisamente, formar cidadãos leitores.
II. Não basta também, apenas a escolha dos bons textos literários...
III. Aqueles que não escolheram o caminho da docência, experimentariam a leveza e o prazer que a leitura proporciona.
Essas passagens expõem aspectos de pontuação que o professor pode discutir com os alunos, apontando o padrão normativo. Assim, será adequado afirmar que,Resolução comentada
Análise das alternativas
Nos termos da Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 2010, que define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, a institucionalização do regime de colaboração entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios é possibilitada
Leia o excerto a seguir.
No documento Conselho Escolar e a relação entre a escola e o desenvolvimento com igualdade social, menciona-se que ao subdesenvolvimento econômico na América Latina correspondeu um “subdesenvolvimento sócio-político”, gerando sociedades marcadas pelas desigualdades, nas quais cidadania quase sempre é sinônimo de poder econômico. De acordo com o texto, nessas sociedades – incluído o Brasil –, a educação escolar
Nos termos do art. 206 da Constituição Federal, o ensino será ministrado, dentre outros, com base no princípio da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o
Ao tratar da moralidade e da ética no bojo dos temas transversais do cotidiano escolar, Telma Vinha afirma que é muito comum uma visão reducionista da teoria de Piaget, quando as escolas acham que a criança pode escolher qual a sanção será dada a outra criança. À luz do pensamento de Piaget, assinale a alternativa correta.
Com base no art. 16 do Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a alternativa que apresenta um aspecto compreendido no princípio do direito à liberdade.
No texto A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva, as autoras destacam que a elaboração do Projeto Político-Pedagógico (PPP) ganha força a partir da constatação de que a realidade escolar é dinâmica e depende de todos. Na perspectiva das autoras, as intenções da escola reunidas no PPP conferem-lhe o caráter
De acordo com Ilma Veiga, o currículo refere-se
Ao abordar o tema da avaliação, Jussara Hoffmann (s/d, p. 56) escreve:
Para José Manuel Moran, há três campos importantes de atividades virtuais:
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