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Marinha do Brasil — Concurso Público para Ingresso no Corpo de Saúde da Marinha — Quadro de Cirurgiões-Dentistas (CP-CSM-CD/2016) — Estomatologia e Patologia B…

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha) — Estomatologia e Patologia Bucal

Diretoria de Ensino da Marinha2016Superior

50 questões nesta prova · página 2 de 3 · 49 com gabarito

Patologia Bucal Querubismo

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista (Quadro de Cirurgiões-Dentistas do Corpo de Saúde da Marinha) — Estomatologia e Patologia Bucal · Caderno Amarela

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De acordo com Dean, Avery e Mc Donald (2011), com relação ao querubismo (displasia fibrosa familiar), assinale a opção correta.
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Querubismo: lesões multiloculares com destruição óssea e adelgaçamento cortical.

O querubismo mostra radiograficamente áreas multiloculares bem definidas de destruição óssea, com adelgaçamento das corticais, em geral nas regiões posteriores da mandíbula.

Análise das alternativas

A) É doença rara. B) Os dentes na área envolvida frequentemente esfoliam de forma prematura. C) A herança é autossômica dominante, com penetrância reduzida nas mulheres. D) O aumento costuma aparecer na primeira infância, por volta dos 2 a 5 anos, e regride após a puberdade.

Referência: Dean, Avery e McDonald. Odontopediatria (2011).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Endodontia Traumatismo Dentário — Avulsão

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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Segundo Lopes e Siqueira Jr. (2015), sobre a avulsão dentária com fratura alveolar é correto afirmar que
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Na avulsão com fratura alveolar, o splint dura de 4 a 8 semanas.

Quando a avulsão se associa a fratura alveolar, a imobilização deve ser mais longa, sugerindo-se splint por 4 a 8 semanas, o tempo necessário para a cicatrização óssea.

Análise das alternativas

A) A preparação radicular difere entre ápice aberto e fechado. B) Na avulsão simples usa-se contenção semirrígida por 7 a 10 dias, mas não na fratura alveolar. C) As células do ligamento periodontal não permanecem totalmente viáveis após 90 minutos fora da boca. E) O antibiótico sistêmico é recomendado no momento do reimplante, não após a remoção do splint.

Referência: Lopes e Siqueira Jr. Endodontia: Biologia e Técnica (2015).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Estomatologia Mononucleose Infecciosa

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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De acordo com Neville et al. (2009), a mononucleose infecciosa é uma doença sintomática resultante da exposição ao
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Resolução comentada

A mononucleose infecciosa é causada pelo vírus Epstein-Barr.

A mononucleose infecciosa resulta da exposição ao vírus Epstein-Barr (EBV), da família herpesvírus, transmitido principalmente pela saliva, daí o nome "doença do beijo".

Análise das alternativas

B) Herpes-zóster causa varicela e zóster. C) O citomegalovírus pode causar síndrome mononucleose-símile, mas não é o agente típico. D) Paramixovírus causam sarampo e caxumba. E) Actinomyces israelii causa actinomicose.

Referência: Neville et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Odontologia em Saúde Coletiva Levantamentos Epidemiológicos em Saúde Bucal

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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Segundo Pereira et al. (2009), com relação aos levantamentos epidemiológicos em Odontologia, coloque V (verdadeiro) ou F (falso) e marque a opção que apresenta a sequência correta.
( ) Diagnosticar e medir as necessidades é um objetivo.
( ) O grupo etário de eleição para aferir as condições de saúde bucal em adultos é de 30 a 80 anos.
( ) O primeiro passo para o planejamento de um estudo é a definição de como será utilizado.
( ) A forma de obtenção das informações pode ser "nacional" ou "local".
( ) Um aspecto fundamental para o cálculo da amostra é a estratégia a ser usada para a seleção dos participantes.
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Resolução comentada

Sequência V-F-F-F-V conforme o gabarito.

Diagnosticar e medir as necessidades é objetivo do levantamento (V). A faixa etária de eleição para adultos é de 35 a 44 anos, não 30 a 80 (F). O primeiro passo do planejamento é definir os objetivos do estudo, e não como ele será utilizado (F). A obtenção das informações não se classifica em "nacional" ou "local" (F). A estratégia de seleção dos participantes é fundamental para o cálculo amostral (V).

Análise das alternativas

A, C, D e E) Marcam como verdadeiras ou falsas as afirmativas em desacordo com a sequência V-F-F-F-V.

Referência: Pereira et al. Odontologia em Saúde Coletiva (2009).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Dentística Resinas Compostas Fluidas

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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De acordo com Baratieri et al. (2001), com relação às resinas fluidas, qual o componente hidrófilo que, quando presente, facilita o contato com a dentina?
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Resolução comentada

O HEMA é o componente hidrófilo das resinas fluidas.

Nas resinas fluidas pode haver HEMA (hidroxietil metacrilato), monômero hidrófilo que favorece o contato e o molhamento da dentina.

Análise das alternativas

A) BisGMA, B) TEGDMA e C) UDMA são monômeros dimetacrilatos da matriz resinosa, sem a função hidrófila citada. D) EDTA é agente quelante, não monômero.

Referência: Baratieri et al. Odontologia Restauradora (2001).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Lesões Epiteliais Pseudomalignas

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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Que proliferação epitelial autolimitada apresenta forte similaridade clínica e histopatológica com o Carcinoma de Células Escamosas bem diferenciado e ocorre com maior frequência nos pacientes com Síndrome de Muir-Torre?
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Ceratoacantoma: proliferação autolimitada que mimetiza carcinoma espinocelular.

O ceratoacantoma é uma proliferação epitelial autolimitada, de crescimento rápido, que se parece clínica e histologicamente com o carcinoma espinocelular bem diferenciado. Ocorre com maior frequência na síndrome de Muir-Torre.

Análise das alternativas

A) Lentigo simples é lesão melanocítica benigna. B) Fibrose submucosa oral é condição potencialmente maligna ligada ao uso de noz de bétele. C) Papiloma de células cilíndricas é neoplasia benigna da cavidade nasal. D) Nevo melanocítico congênito é lesão pigmentada.

Referência: Neville et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

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Patologia Bucal Granuloma Central de Células Gigantes

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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Com relação ao Granuloma Central de Células Gigantes, é correto afirmar que
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Lesões multiloculares do GCCG não se distinguem radiograficamente de ameloblastomas.

O granuloma central de células gigantes, quando multilocular, tem aspecto radiográfico semelhante ao de ameloblastoma e de outras lesões multiloculares. O diagnóstico definitivo exige exame histopatológico.

Análise das alternativas

A) Lesões agressivas costumam causar reabsorção radicular e deslocamento dentário. B) As lesões não agressivas são a maioria. C) Em geral são solitárias; múltiplas sugerem querubismo ou hiperparatireoidismo. D) O tumor marrom é histologicamente idêntico ao GCCG; a distinção exige dados clínicos e laboratoriais.

Referência: Neville et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

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Estomatologia Infecções Bacterianas — Actinomicose

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A Actinomicose é uma infecção que pode se apresentar como uma infecção aguda ou crônica. A reação supurativa da infecção pode liberar grandes partículas amareladas, chamadas de grânulos sulfúricos. Que outra infecção pode, assim como a Actinomicose, produzir grânulos sulfúricos?
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Resolução comentada

A botriomicose também produz grânulos sulfúricos.

A botriomicose é uma infecção bacteriana crônica (geralmente estafilocócica) que forma grânulos semelhantes aos grânulos sulfúricos da actinomicose. Por isso entra no diagnóstico diferencial.

Análise das alternativas

A, C, D e E) Blastomicose, paracoccidioidomicose, criptococose e histoplasmose são micoses profundas que não formam grânulos sulfúricos.

Referência: Neville et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Estomatologia Síndrome da Ardência Bucal

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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Segundo Neville (2009), um dos problemas mais comuns encontrados na clínica de patologia oral, a Síndrome da Queimação da Língua (Glossopirose), afeta, em algum grau, 2 a 3% dos adultos. Com relação a essa doença, assinale a opção INCORRETA.
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Resolução comentada

Behçet não é fator sistêmico clássico da síndrome da ardência bucal.

A alternativa A é a incorreta: os fatores sistêmicos clássicos da síndrome da queimação bucal incluem deficiências nutricionais (B12, ferro, folato), diabetes, xerostomia e alterações hormonais, não a doença de Behçet. As demais descrevem corretamente a síndrome.

Análise das alternativas

B) Correta: predominância feminina e início perimenopausa. C) Correta: existem casos idiopáticos. D) Correta: o padrão típico é leve ao despertar e piora ao longo do dia. E) Correta: candidíase e deficiência de estrogênio são fatores relacionados.

Referência: Neville et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

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Estomatologia Paralisia de Bell — Diagnóstico Diferencial

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Caso um indivíduo apresente perda abrupta do controle muscular de um dos lados da face, conferindo aparência de máscara rígida e resultando na incapacidade de sorrir, fechar os olhos, piscar ou levantar a sobrancelha, pode-se afirmar que há a possibilidade de esse indivíduo sofrer de Paralisia de Bell. Entretanto, quando os sintomas predominantes forem vertigem ou zumbido no ouvido, o diagnóstico diferencial deverá ser feito com:
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Resolução comentada

Paralisia de Bell com vertigem ou zumbido: diferencial com síndrome de Ramsay Hunt.

A síndrome de Ramsay Hunt é causada pelo herpes-zóster no gânglio geniculado e causa paralisia facial acompanhada de sintomas do ouvido, como vertigem, zumbido, perda auditiva e vesículas no ouvido. Por isso é o diagnóstico diferencial quando esses sintomas predominam.

Análise das alternativas

A) Tumores da base do crânio têm evolução progressiva, não abrupta. B) Guillain-Barré é paralisia ascendente, geralmente bilateral. D) Doenças infecciosas do SNC se associam a outros sinais neurológicos. E) A febre uveoparotídea (síndrome de Heerfordt) associa-se à sarcoidose, com uveíte e aumento das parótidas.

Referência: Neville et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

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Estomatologia Manifestações Orais de Doenças Sistêmicas — Doença de Addison

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A produção insuficiente de hormônios corticosteroides pela suprarrenal, provocada pela destruição do córtex dessa glândula, resulta na condição conhecida como Doença de Addison. Segundo Neville (2009), com frequência, as alterações na mucosa oral são a primeira manifestação da doença. Assinale a opção que apresenta as manifestações orais da Doença de Addison.
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Resolução comentada

Doença de Addison causa pigmentação melânica da mucosa oral.

Na doença de Addison, a baixa produção de cortisol aumenta o ACTH e o hormônio estimulador de melanócitos, causando hiperpigmentação cutânea e mucosa. Na boca, aparecem máculas ou placas marrons difusas, por excesso de melanina, que podem ser a primeira manifestação.

Análise das alternativas

B) Remete a diabetes ou síndrome de Sjögren, com aumento de parótidas. C) Sugere alterações de desenvolvimento dentário, como no hipoparatireoidismo. D) Corresponde ao hipotireoidismo/mixedema. E) Corresponde à acromegalia.

Referência: Neville et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

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Patologia Bucal Neoplasias de Glândulas Salivares — Carcinoma Adenoide Cístico

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O Carcinoma Adenoide Cístico é uma neoplasia maligna de glândula salivar composta por uma mistura de células mioepiteliais e células ductais que podem apresentar um arranjo variado. Segundo Neville (2009), são reconhecidos três principais padrões histopatológicos do Carcinoma Adenoide Cístico. Assinale a opção que apresenta esses padrões histopatológicos.
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Resolução comentada

Padrões do carcinoma adenoide cístico: cribiforme, tubular e sólido.

Segundo Neville, os três padrões histopatológicos principais do carcinoma adenoide cístico são o cribiforme ("queijo suíço"), o tubular e o sólido. O padrão sólido está associado ao pior prognóstico.

Análise das alternativas

A, B, C e D) Incluem padrões que não fazem parte da tríade clássica, como papilar-cístico, microcístico e trabecular.

Referência: Neville et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

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Estomatologia Infecções Fúngicas — Paracoccidioidomicose

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Com relação à Paracoccidioidomicose, é correto afirmar que
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A paracoccidioidomicose é prevalente na América do Sul.

A paracoccidioidomicose, causada pelo Paracoccidioides brasiliensis, é micose sistêmica endêmica da América Latina, com maior frequência em pacientes que vivem na América do Sul, sobretudo no Brasil.

Análise das alternativas

A) Predomina em homens adultos, não em mulheres. B) Coccidioides immitis causa a coccidioidomicose. D) Nos casos graves a droga de escolha é a anfotericina B; o itraconazol é usado nos casos leves a moderados. E) O cetoconazol tem mais efeitos colaterais que o itraconazol.

Referência: Neville et al. Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

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Odontologia para Pacientes Sistemicamente Comprometidos Paciente Oncológico em Quimioterapia

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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Um paciente, gênero masculino, 73 anos, está recebendo quimioterapia em ambiente ambulatorial para tratamento de câncer na cabeça e no pescoço. Ele apresenta dor devido a um Abscesso Periodontal associado ao dente 46 e necessita de atendimento odontológico de urgência. O tratamento proposto será anestesia, drenagem e raspagem subgengival. Considerando que o último ciclo de quimioterapia foi realizado há 20 dias, que a contagem de plaquetas é de 32.000 células/mm³ e que a contagem de granulócitos é de 1.560 células/mm³, assinale a opção que apresenta as recomendações para esse atendimento, bem como a ordem em que deverão ser adotadas, de acordo com Little (2009).
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Resolução comentada

Paciente em quimioterapia com plaquetas 32.000 e abscesso: consultar oncologista, antibiótico e transfusão.

Segundo Little, procedimentos invasivos (drenagem e raspagem subgengival) exigem plaquetas acima de 50.000/mm³; com 32.000, é necessária transfusão de plaquetas, após consulta ao oncologista. Como há infecção ativa (abscesso) em paciente imunossuprimido, a profilaxia/cobertura antibiótica também é indicada. A ordem lógica começa pela consulta ao oncologista, que decide e coordena as demais condutas.

Análise das alternativas

A) Inverte a ordem (antibiótico antes da consulta) e dispensa a transfusão, indevida com plaquetas <50.000. C) Dispensa transfusão e antibiótico, ambos necessários. D) Começa pela transfusão sem consulta prévia e dispensa o antibiótico. E) Dispensa a consulta ao oncologista, que é o primeiro passo.

Referência: Little et al. Manejo odontológico do paciente clinicamente comprometido (2009).

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Estomatologia Sarcoidose

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Com relação à Sarcoidose, é correto afirmar que
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As lesões de mucosa da sarcoidose podem ter coloração normal, marrom-avermelhada, violácea ou hiperceratótica.

As lesões orais da sarcoidose têm aspecto variável. Podem ser nódulos ou placas com mucosa de cor normal, marrom-avermelhada, violácea ou até hiperceratótica. Por isso o diagnóstico depende da biópsia, que mostra granulomas não caseosos.

Análise das alternativas

A) A predileção por negros existe, mas a doença é mais comum em países desenvolvidos. B) A causa é desconhecida, e não há microrganismo sapróbio comprovado. D) As lesões intraósseas tendem a ser líticas e geralmente não causam expansão. E) A biópsia indicada é a de glândula salivar menor labial, não a de glândula maior.

Referência: NEVILLE, B. W. et al. Patologia Oral e Maxilofacial.

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Estomatologia Câncer Bucal — Estadiamento TNM

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Segundo Little (2009), o prognóstico do paciente com câncer depende, em grande parte, do estágio da doença no momento do diagnóstico. No sistema TNM, um paciente de 68 anos diagnosticado com Carcinoma de Células Escamosas na região posterior da borda lateral direita da língua, medindo 3,5cm em seu maior diâmetro, com um único linfonodo palpável, endurecido, em região submandibular, homolateral, medindo cerca de 2cm em seu maior diâmetro e sem evidências de metástases distantes conhecidas, é classificado como:
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Resolução comentada

Tumor de 3,5 cm = T2; um linfonodo ipsilateral de 2 cm = N1; sem metástase = M0.

Pelo TNM da cavidade oral, tumor com mais de 2 cm e até 4 cm no maior diâmetro é T2. Um único linfonodo ipsilateral de até 3 cm é N1. Sem metástases à distância, M0. A classificação é T2 N1 M0.

Análise das alternativas

A) T1N0 subestima tumor e linfonodo. B) T3 exige tumor maior que 4 cm. C) N2B e M1 superestimam o acometimento linfonodal e a metástase. E) T3 e N2C superestimam o tumor e os linfonodos (N2C é bilateral ou contralateral).

Referência: LITTLE, J. W. et al. Manejo Odontológico do Paciente Clinicamente Comprometido, 2009; sistema TNM.

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Patologia Bucal Exostoses

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Uma variação rara das exostoses é a Exostose Subpôntica Reacional, que se desenvolve a partir da crista óssea alveolar, abaixo do pôntico de uma prótese fixa. Sendo assim, é correto afirmar que sua remoção cirúrgica
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Resolução comentada

A remoção da exostose subpôntica é indicada quando atrapalha a higiene ou há doença periodontal associada.

A exostose subpôntica reacional é um crescimento ósseo benigno sob o pôntico. Em geral não exige tratamento, mas a remoção cirúrgica é indicada quando dificulta a higienização ou se associa à doença periodontal adjacente.

Análise das alternativas

A) Não há preferência por trocar a prótese em vez de operar. C) A justificativa de preservar o osso para implantes não é o critério clínico. D) A recidiva não é a regra que contraindique a cirurgia. E) A lesão é benigna e não indica crescimento ósseo maligno.

Referência: NEVILLE, B. W. et al. Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Geral Inflamação Aguda — Fagocitose

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Segundo Kumar(2008), numa infecção aguda, para facilitar o reconhecimento dos agentes agressores pelos leucócitos, anticorpos, proteínas do complemento e lectinas revestem as partículas de micróbios, tornando-os alvos da ingestão (fagocitose). Esse processo de revestimento das partículas de micróbios aumenta a eficiência da fagocitose e é chamado de
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Resolução comentada

O revestimento de micróbios por anticorpos e complemento para facilitar a fagocitose chama-se opsonização.

A opsonização é o recobrimento do microrganismo por opsoninas (IgG, C3b e lectinas), que são reconhecidas por receptores dos fagócitos. Isso aumenta a eficiência da fagocitose.

Análise das alternativas

A) A diapedese é a transmigração do leucócito pela parede vascular. B) A quimiotaxia é a migração direcionada por gradiente químico. D) A marginação é o posicionamento dos leucócitos junto ao endotélio. E) A exsudação é a saída de líquido e proteínas dos vasos para o interstício.

Referência: KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran: Patologia, 2008.

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Estomatologia Arterite Temporal

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O cirurgião-dentista exerce papel central no diagnóstico precoce, identificando patologias que, a princípio, têm forte envolvimento orofacial e cuja identificação das características iniciais pode reduzir sequelas de uma doença. Sendo assim, segundo Neville (2009), o reconhecimento imediato dos sinais e sintomas da Arterite Temporal (vasculite multifocal das artérias cranianas, especialmente da artéria temporal superficial) é importante porque pode prevenir
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Resolução comentada

O reconhecimento precoce da arterite temporal previne a cegueira.

A arterite temporal (de células gigantes) pode comprometer as artérias oftálmicas e ciliares posteriores. Isso causa isquemia do nervo óptico e perda visual súbita e irreversível. O diagnóstico e o tratamento precoces com corticoides previnem essa complicação, a mais temida.

Análise das alternativas

A) O AVC é complicação possível, mas não é a que o texto destaca como principal. B) A paralisia hemifacial não é a complicação típica. C) A disestesia facial não é a complicação típica. E) A alteração na fala não é a complicação típica.

Referência: NEVILLE, B. W. et al. Patologia Oral e Maxilofacial, 2009.

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Estomatologia Dor Orofacial — Neuralgias

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Assinale a opção que apresenta a doença neuromuscular em que o ramo mais comumente afetado do quinto par de nervos cranianos é o oftálmico, diferentemente da Neuralgia do Trigêmeo, em que os ramos mais afetados do nervo são o maxilar e mandibular.
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Resolução comentada

A neuralgia pós-herpética afeta mais o ramo oftálmico do trigêmeo.

A neuralgia pós-herpética é sequela do herpes-zóster e acomete mais o ramo oftálmico (V1) do trigêmeo. Na neuralgia do trigêmeo, os ramos mais afetados são o maxilar (V2) e o mandibular (V3).

Análise das alternativas

B e C) A paralisia facial idiopática (paralisia de Bell) acomete o nervo facial (VII), não o trigêmeo. D) A neuralgia glossofaríngea envolve o nervo IX. E) A neuralgia pré-trigeminal é um estágio inicial da neuralgia do trigêmeo, com distribuição semelhante à dela.

Referência: NEVILLE, B. W. et al. Patologia Oral e Maxilofacial.

Resolução comentada do VaiConcursos.