← Voltar para a lista de provas Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2022 65 questões nesta prova · página 2 de 4 · 63 com gabarito Questão anulada Gabarito disponível Gabarito disponível A 32 ºC a concentração de vapor é 40% de 35, ou seja, 14; o ponto de orvalho é 15 ºC. A 32 ºC o máximo é 35, então o vapor presente vale 0,40 · 35 = 14. Pela tabela, 14 é a concentração de saturação a 15 ºC. O copo só condensa vapor se estiver a 15 ºC ou menos, portanto no máximo 15 ºC. A 5 ºC e a 10 ºC o copo também condensaria vapor, mas não são o valor máximo. A 20 ºC a saturação é 20, maior que 14, então não haveria condensação. Referência: Umidade relativa e ponto de orvalho. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Pela lei de Fourier, o fluxo de calor pela porta é 3200 W. P = K·A·ΔT/L = 0,8 · (2,0·1,0) · 24 / 0,012 = 3200 W. Para manter a temperatura constante, o aquecedor deve repor exatamente esse calor perdido. 1200, 2400 e 4800 W resultam de erros de conversão da espessura ou do ΔT. Só 3200 W é obtido com L = 0,012 m, A = 2 m² e ΔT = 24 K. Referência: Lei de Fourier da condução térmica: Φ = K·A·ΔT/L. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Da equação obtêm-se λ = 1 m, f = 40 Hz, T = 2,5·10⁻² s e v = 40 m/s; só II e IV são corretas. Comparando com y = A cos(ωt − kx): ω = 80π, logo f = 40 Hz e T = 1/40 = 2,5·10⁻² s. Como k = 2π, λ = 1 m, e v = λf = 40 m/s. A amplitude é π² m e o sinal negativo indica propagação para a direita. I está errada, pois λ = 2π/k = 1 m e não 2 m. III está errada, pois f = 40 Hz e não 50 Hz. V está errada, pois a amplitude é π² m e não π m. Assim, só II e IV estão corretas. Referência: Equação da onda harmônica progressiva. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Estão corretas II e III: "embora" marca contradição e a citação de Sérgio Buarque é argumento de autoridade. II: "embora" (concessiva) opõe "não vê problema no que faz de errado" a "é raivoso ao apontar erros dos outros", o que mostra uma contradição. III: citar a obra de um historiador reconhecido dá respaldo à tese do autor, o que é argumento de autoridade. I está errada: o "cruzamento" é entre a cultura colonial e o improviso de um país inacabado, e não entre a cultura brasileira e as estrangeiras. IV está errada: o autor endossa a tese de Sérgio Buarque e sua atualidade, sem questionar seus limites nem propor um novo tipo de homem cordial. Referência: Interpretação de texto; conectivos; argumentação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Oportunista, irresponsável e hipócrita são adjetivos coerentes com todos os traços do homem cordial no texto. O homem cordial busca vantagens e atalhos (oportunista), foge de compromissos e adota o "curtir hoje, pagar amanhã" (irresponsável). Ele também erra sem ver problema e é raivoso ao apontar o erro alheio (hipócrita). B) "Precavido" contradiz o "curtir hoje e pagar amanhã". C) "Compenetrado" contradiz o fato de ele ser avesso à concentração. D) "Meticuloso" contradiz o fato de ele ser avesso ao esforço metódico. Referência: Interpretação de texto: caracterização. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O homem cordial é interesseiro e hipócrita, e não inofensivo; por isso não se encaixa em "cão que ladra e não morde". O texto o descreve como afetuoso, mas interesseiro e autoritário, que erra e critica os outros. Isso lembra a falsidade do lobo em pele de cordeiro, do santinho do pau oco e do gato por lebre. "Cão que ladra e não morde" indica quem ameaça mas é inofensivo, algo que o texto não diz. A) Aparência amistosa que esconde interesses: pode-se dizer. B) Hipocrisia, ao apontar erros alheios sem ver os próprios: pode-se dizer. C) Engano ou falsidade: pode-se dizer. D) Inofensividade: o texto não sustenta, e por isso é a que NÃO se pode dizer. Referência: Expressões populares; inferência textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A vírgula antes de "afetuoso" não é facultativa: ela fecha o aposto isolado entre vírgulas. "Resultado de um cruzamento... inacabado" é um aposto explicativo, isolado por vírgulas. A vírgula depois de "inacabado" separa o sujeito do verbo "é" e é obrigatória, pois fecha o aposto. Por isso a D é a análise incorreta. A) Correta: a vírgula antes de "que" marca oração explicativa, ou seja, vale para todos os homens cordiais. B) Correta: a pergunta é retórica, porque o autor responde em seguida. C) Correta: o aposto pode ser isolado por travessão em vez de vírgula. Referência: Pontuação: aposto, oração adjetiva explicativa, pergunta retórica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Apenas I e III estão corretas: a reescrita com "preferir a ao b" é válida, e as aspas não indicam ironia nas linhas 1 e 3. I está correta: "preferir algo a algo" é a regência culta e o sentido se mantém. III está correta: "avesso" é adjetivo predicativo e seu complemento nominal é "ao esforço..." e "à concentração". Já "o circunstancial", "a moda do momento" e "o jeito..." são objetos diretos de "prefere". II está errada: nas linhas 1 e 3 as aspas marcam título de obra ("Raízes do Brasil") e citação de conceito. Não indicam valor pejorativo nem ironia nesses casos. Por isso A e C ficam descartadas. D também está errada, porque deixa de fora a afirmativa I, que é correta. Referência: Regência verbal e nominal; funções sintáticas; uso de aspas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O autor mostra, com os exemplos do Fusca e do Corujão, que o medo do julgamento alheio leva a abandonar o que é vantajoso. Nos dois episódios (teto solar e voo noturno), as vantagens práticas foram abandonadas porque o produto passou a ser associado a "chifrudo" e "cornudão". Isso mostra que as pessoas valorizam muito a opinião alheia e a própria reputação, o que torna a C correta. A) A Lei de Gérson não revelou algo oculto. O autor diz que o oportunismo é muito mais antigo que a frase e já aparecia na história do país. B) Os episódios não revelam uma característica dos homens brasileiros de serem traídos. Eles mostram o receio de ser alvo de zombaria. D) O texto afirma o contrário: levar vantagem não implica que outro saia lesado, pois dá para ganhar sem esmagar a outra parte. Referência: Interpretação de texto (inferência a partir de exemplos). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O autor vê a escravidão como exemplo da falta de ética e da Lei de Gérson. Nas linhas 18 a 20, o autor afirma que a própria escravidão é uma mostra do viés ético da sociedade desde tempos imemoriais, ligando-a à Lei de Gérson, que é mais antiga que o próprio Gérson. A) Errada: o autor diz que a lei é muito mais antiga e não fala em piora a partir de sua criação. C) Errada: ele diz que o sentido de oportunismo foi atribuído por quem leu ou ouviu a frase, e não culpa a agência. D) Errada: ele diz que dá para levar vantagem sem prejudicar os outros. Referência: Texto II, linhas 11-20. Resolução comentada do VaiConcursos.Comando da Aeronáutica — Exames de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2022 — Língua Inglesa, Física, Língua Portuguesa, Matemática e Redação — Versão A
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Uma viga homogênea com 3 m de comprimento se encontra em equilíbrio, presa à parede através dos pontos A e B, conforme ilustra a figura seguinte. No ponto A, existe uma articulação, sem atrito, que permite o giro livre da viga. No ponto B, uma mola ideal 1, cuja deformação é x, liga a viga à parede.
Uma carga P está pendurada, através de um fio ideal, na extremidade C da viga e se encontra a uma altura de 2 m em relação à extremidade livre de uma mola ideal 2, verticalmente fixada sobre o piso horizontal, como também pode ser observado na figura.
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Em dado instante, corta-se o fio e P cai, sem sofrer resistência do ar, sobre o aparador, de massa desprezível, fazendo com que a mola 2 sofra uma deformação de 40 cm até parar.
Sabendo que sen θ = 0,6, cos θ = 0,8 e que as constantes elásticas da mola 1 e 2 são iguais, pode-se afirmar que a deformação x, da mola 1, em cm, antes do fio ser cortado, era igual a
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Uma barra homogênea e impermeável de massa específica ρ é mantida presa, por um fio ideal, ao fundo de um tanque que contém dois líquidos não miscíveis, de densidades ρ_A e ρ_B, conforme a figura abaixo:
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Para que seja nula a tração no fio, a razão entre o volume da barra que fica submersa apenas no líquido de densidades ρ_A e o seu volume total, pode ser expressa por:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
A umidade relativa do ar fornece o grau de concentração de vapor de água em um ambiente. Quando essa concentração atinge 100% (que corresponde ao vapor saturado) ocorre uma condensação.
A umidade relativa (UR) é obtida fazendo-se uma comparação entre a densidade do vapor d’água presente no ar e a densidade do vapor se este estivesse saturado, ou seja, UR = (densidade do vapor d’água presente no ar)/(densidade do vapor d’água saturado).
A tabela a seguir fornece a concentração máxima de vapor d’água (em g/cm³) medida nas temperaturas indicadas.
Temperatura (ºC) | Concentração máxima (g/cm³)
0 | 5,0
5 | 7,0
10 | 9,0
12 | 12
15 | 14
18 | 18
20 | 20
24 | 24
28 | 28
30 | 31
32 | 35
34 | 36
36 | 40
Em um certo dia de temperatura 32 ºC e umidade relativa de 40%, uma pessoa percebe que um copo com refrigerante gelado passa a condensar vapor d’água (fica “suado”).
Nessas condições, a temperatura, em ºC, do copo com o refrigerante era, no máximo,Resolução comentada
Análise das alternativas
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Uma porta retangular de vidro, de 12 mm de espessura, 2,0 m de altura e 1,0 m de largura, separa um ambiente, onde a temperatura é mantida a 20 ºC, do meio externo, cuja temperatura é - 4 ºC.
Considerando que a perda de calor desse ambiente se dê apenas através da porta, a potência, em W, de um aquecedor capaz de manter constante esta temperatura deve ser igual aResolução comentada
Análise das alternativas
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Para encher o pneu de sua bicicleta, um ciclista, conforme figura a seguir, dispõe de uma bomba em formato cilíndrico, cuja área de seção transversal (A) é igual a 20 cm². A mangueira de conexão (M) é indeformável e tem volume desprezível.
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O pneu dianteiro da bicicleta tem volume de 2,4 L e possui, inicialmente, uma pressão interna de 0,3 atm. A pressão interna da bomba, quando o êmbolo (E) está todo puxado à altura (H) de 36 cm, é igual a 1 atm (pressão atmosférica normal).
Considere que, durante a calibragem, o volume do pneu permanece constante e que o processo é isotérmico, com temperatura ambiente de 27 ºC.
Nessas condições, para elevar a pressão do pneu até 6,3 atm, o número de repetições que o ciclista deverá fazer, movendo o êmbolo até o final do seu curso, é
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Um projétil de massa 2m é disparado horizontalmente com velocidade de módulo v, conforme indica a Figura 1, e se movimenta com essa velocidade até que colide com um pêndulo simples, de comprimento L e massa m, inicialmente em repouso, em uma colisão perfeitamente elástica.
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Considere que o projétil tenha sido lançado de uma distância muito próxima do pêndulo e que, após a colisão, esse pêndulo passe a oscilar em movimento harmônico simples, como indica a Figura 2, com amplitude A.
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Desprezando a ação de forças dissipativas, o período de oscilação desse pêndulo, logo após a colisão, é dado por
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Um arranjo óptico, representado pela Figura 1, é constituído de um objeto luminoso bidimensional alinhado com o centro óptico e geométrico de um suporte S que pode ser ocupado individualmente por uma lente esférica convergente (L1), uma lente esférica divergente (L2), um espelho esférico gaussiano convexo (E1), um espelho esférico gaussiano côncavo (E2) ou por um espelho plano (E3).
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Considere que todos os elementos gráficos, que podem ser instalados no suporte, sejam ideais e que o arranjo esteja imerso no ar.
Utilizando-se, aleatória e separadamente, os elementos L1, L2, E1, E2 e E3, no suporte S, pode-se observar as imagens I1, I2, I3, I4 e I5 conjugadas por esses elementos, conforme Figura 2.
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Nessas condições, a única sequência que associa corretamente cada elemento gráfico utilizado à sua possível imagem conjugada, I1, I2, I3, I4 e I5, respectivamente, é
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
A equação de uma onda periódica harmônica se propagando em um meio unidimensional é dada, em unidades do SI, por y(x,t) = π² cos(80πt - 2πx).
Nessas condições, são feitas as seguintes afirmativas sobre essa onda:
I) O comprimento de onda é 2 m.
II) A velocidade de propagação é 40 m/s.
III) A frequência é 50 Hz.
IV) O período de oscilação é 2,5·10⁻² s.
V) A amplitude de onda é de π m e a onda se propaga para a direita.
São corretas apenas as afirmativasResolução comentada
Análise das alternativas
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Considere duas fontes pontuais, F₁ e F₂, coerentes, separadas por uma certa distância, que emitem ondas periódicas harmônicas de frequência f = 340 Hz em um meio bidimensional, homogêneo e isotrópico. Um sensor de interferência é colocado em um ponto P, que se encontra sobre a mesma mediatriz que o ponto O, pertencente ao segmento que une as fontes F₁ e F₂, como representa a figura seguinte.
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No ponto P, o sensor registra uma interferência construtiva. Posteriormente, este sensor é movido para o ponto O ao longo do segmento O̅P̅ e deslocado para o ponto C, distante 4,25 m da fonte F₁. Nesse ponto C, o sensor se posiciona na segunda linha nodal da estrutura de interferência produzida pelas fontes.
Reposicionando o sensor para o ponto Q, distante 0,50 m do ponto C, obtém-se a primeira linha nodal. Nessas condições, a distância x, em metro, entre o ponto Q e o segundo máximo secundário, localizado no ponto R, é igual a
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Uma fonte emite dois tipos de partículas eletricamente carregadas, P₁ e P₂, que são lançadas no interior de uma região onde atua somente um campo elétrico vertical e uniforme E⃗. Essas partículas penetram perpendicularmente ao campo, a partir do ponto A, com velocidade V⃗_A, indo colidir num anteparo vertical nos pontos S e R, conforme ilustrado na figura.
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Observando as medidas indicadas na figura acima e sabendo que a partícula P₁ possui carga elétrica q₁ e massa m₁ e que a partícula P₂ possui carga elétrica q₂ e massa m₂, pode-se afirmar que a razão |q₁|/|q₂| vale
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Para determinar o calor específico de um objeto de material desconhecido, de massa igual a 600 g, um professor sugeriu aos seus alunos um experimento que foi realizado em duas etapas.
1ª etapa: no interior de um recipiente adiabático, de capacidade térmica desprezível, colocou-se certa quantidade de água que foi aquecida por uma resistência elétrica R. Utilizando-se de um amperímetro A e de um voltímetro V, ambos ideais, manteve-se a corrente e a voltagem fornecidas por uma bateria em 2 A e 20 V, conforme ilustrado na Figura 1.
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Com a temperatura θ lida no termômetro T, obteve-se, em função do tempo de aquecimento Δt, o gráfico representado na Figura 2.
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2ª etapa: repete-se a experiência, desde o início, desta vez, colocando o objeto de material desconhecido imerso na água. Sem alterar a quantidade de água, a corrente e a tensão no circuito elétrico, obteve-se o gráfico representado na Figura 3.
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Considerando que, em ambas as etapas, toda energia elétrica foi dissipada por efeito Joule no resistor R, pode-se concluir que o calor específico do material de que é feito o objeto é, em cal/(g·°C) igual a
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• condutividade térmica do vidro: K = 0,8 W/(m·K)
• 1 atm = 1,0·10⁵ N/m²
• constante universal dos gases: R = 8,0 J/(mol·K)
• 1 L = 1 dm³
• 1 cal = 4 J
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• velocidade da luz no vácuo: c = 3 x 10⁸ m/s
• constante de Planck: h = 6,6 x 10⁻³⁴ J·s
• carga elementar (e) = 1,6 x 10⁻¹⁹ C
• 1 Å = 10⁻¹⁰ m
Em um dos métodos usados para gerar raios X, elétrons colidem com alvo metálico perdendo energia cinética e gerando fótons, cujos comprimentos de onda podem variar de 10⁻⁸ m a 10⁻¹¹ m, aproximadamente. A figura a seguir representa um equipamento para a produção de raios X, em que T é um tubo de vidro, G é um gerador que envia uma corrente elétrica a um filamento de tungstênio F e A é um alvo metálico.
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O filamento aquecido libera elétrons (efeito termiônico) que são acelerados pela fonte de alta tensão e, em seguida, bombardeiam o alvo A, ocorrendo aí a produção dos raios X.
Se a ddp na fonte de alta tensão for de 25 kV, o comprimento de onda mínimo, em Å, dos fótons de raios X será de, aproximadamente,
TEXTO I
O HOMEM CORDIAL
Marco A Rossi
É de 1936 o livro “Raízes do Brasil”, do historiador
Sérgio Buarque de Holanda. Nele está contida a ideia de
“homem cordial”, uma das maiores contribuições já
realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros.
5 O “homem cordial”, resultado de um cruzamento entre a
cultura colonial e o improviso de um país para sempre
inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário; adora
obter vantagens em tudo, detesta regras, vive em busca de
atalhos favoráveis; não vê problema no que faz de errado,
10 embora seja raivoso na hora de apontar os erros dos
outros. Variação muito mal-humorada de um tipo único de
homo brasiliensis, o “homem cordial” é avesso ao esforço
metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a
moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo
15 que deseja. Adepto do “curtir a vida adoidado”, o homo
brasiliensis encarnado no “homem cordial” sofre muito
diante de compromissos que exijam dispêndio de energia e
tempo – na cultura humana do juro, opta sempre por curtir
hoje e pagar amanhã, em vez de investir agora para
20 saborear depois por tempo indeterminado e mais tranquilo.
A impessoalidade no trato, as regras universais, a ética
como parâmetro para a tomada de decisões, o antever dos
desdobramentos de sua ação sobre a vida e o planeta, o
incentivo ao fortalecimento de instituições públicas e
25 sociais, nada disso agrada ao “homem cordial”, que não
esconde amar o familiarismo nas relações sociais, as
regras particulares, a moral privada, o “salve-se quem-
puder”, o apelo a saídas pessoais diante de problemas e
questões que são, de superfície e de fundo, coletivas. Em
30 1936, Sérgio Buarque de Holanda apontava esses traços
culturais brasileiros como uma barreira intransponível para
a democracia. E hoje? Creio que a atualidade da ideia de
“homem cordial” salta aos olhos de quem observa com
interesse o país. Resta saber o tamanho desse malfazejo
35 espólio.
(Fonte: Marco. A .Rossi. Acesso 10/01/2013 às 12:30 p.m http://travessia21.blogspot.com.br/2013/01/o-homem-cordial.html.)
Analise as afirmativas sobre o texto I.
I. Ao afirmar que o “homem cordial” é fruto de um “cruzamento” (ℓ. 5), o autor refere-se à mistura entre a cultura brasileira e as estrangeiras.
II. A conjunção “embora” (ℓ. 10) conecta enunciados que demonstram um traço contraditório no comportamento do “homem cordial”.
III. A citação do livro “Raízes do Brasil” configura, no texto, o que se denomina “argumento de autoridade”, com a finalidade de conferir peso aos argumentos de Marco Rossi.
IV. Predomina no texto uma postura crítica do autor que, questionando os limites da tese de Sérgio Buarque, aponta para um novo tipo de homem cordial.
Está correto o que se afirma apenas emResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O HOMEM CORDIAL
Marco A Rossi
É de 1936 o livro “Raízes do Brasil”, do historiador
Sérgio Buarque de Holanda. Nele está contida a ideia de
“homem cordial”, uma das maiores contribuições já
realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros.
5 O “homem cordial”, resultado de um cruzamento entre a
cultura colonial e o improviso de um país para sempre
inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário; adora
obter vantagens em tudo, detesta regras, vive em busca de
atalhos favoráveis; não vê problema no que faz de errado,
10 embora seja raivoso na hora de apontar os erros dos
outros. Variação muito mal-humorada de um tipo único de
homo brasiliensis, o “homem cordial” é avesso ao esforço
metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a
moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo
15 que deseja. Adepto do “curtir a vida adoidado”, o homo
brasiliensis encarnado no “homem cordial” sofre muito
diante de compromissos que exijam dispêndio de energia e
tempo – na cultura humana do juro, opta sempre por curtir
hoje e pagar amanhã, em vez de investir agora para
20 saborear depois por tempo indeterminado e mais tranquilo.
A impessoalidade no trato, as regras universais, a ética
como parâmetro para a tomada de decisões, o antever dos
desdobramentos de sua ação sobre a vida e o planeta, o
incentivo ao fortalecimento de instituições públicas e
25 sociais, nada disso agrada ao “homem cordial”, que não
esconde amar o familiarismo nas relações sociais, as
regras particulares, a moral privada, o “salve-se quem-
puder”, o apelo a saídas pessoais diante de problemas e
questões que são, de superfície e de fundo, coletivas. Em
30 1936, Sérgio Buarque de Holanda apontava esses traços
culturais brasileiros como uma barreira intransponível para
a democracia. E hoje? Creio que a atualidade da ideia de
“homem cordial” salta aos olhos de quem observa com
interesse o país. Resta saber o tamanho desse malfazejo
35 espólio.
(Fonte: Marco. A .Rossi. Acesso 10/01/2013 às 12:30 p.m http://travessia21.blogspot.com.br/2013/01/o-homem-cordial.html.)
Assinale a alternativa em que todos os adjetivos podem ser utilizados para descrever o “homem cordial”, conforme é caracterizado no texto I.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O HOMEM CORDIAL
Marco A Rossi
É de 1936 o livro “Raízes do Brasil”, do historiador
Sérgio Buarque de Holanda. Nele está contida a ideia de
“homem cordial”, uma das maiores contribuições já
realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros.
5 O “homem cordial”, resultado de um cruzamento entre a
cultura colonial e o improviso de um país para sempre
inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário; adora
obter vantagens em tudo, detesta regras, vive em busca de
atalhos favoráveis; não vê problema no que faz de errado,
10 embora seja raivoso na hora de apontar os erros dos
outros. Variação muito mal-humorada de um tipo único de
homo brasiliensis, o “homem cordial” é avesso ao esforço
metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a
moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo
15 que deseja. Adepto do “curtir a vida adoidado”, o homo
brasiliensis encarnado no “homem cordial” sofre muito
diante de compromissos que exijam dispêndio de energia e
tempo – na cultura humana do juro, opta sempre por curtir
hoje e pagar amanhã, em vez de investir agora para
20 saborear depois por tempo indeterminado e mais tranquilo.
A impessoalidade no trato, as regras universais, a ética
como parâmetro para a tomada de decisões, o antever dos
desdobramentos de sua ação sobre a vida e o planeta, o
incentivo ao fortalecimento de instituições públicas e
25 sociais, nada disso agrada ao “homem cordial”, que não
esconde amar o familiarismo nas relações sociais, as
regras particulares, a moral privada, o “salve-se quem-
puder”, o apelo a saídas pessoais diante de problemas e
questões que são, de superfície e de fundo, coletivas. Em
30 1936, Sérgio Buarque de Holanda apontava esses traços
culturais brasileiros como uma barreira intransponível para
a democracia. E hoje? Creio que a atualidade da ideia de
“homem cordial” salta aos olhos de quem observa com
interesse o país. Resta saber o tamanho desse malfazejo
35 espólio.
(Fonte: Marco. A .Rossi. Acesso 10/01/2013 às 12:30 p.m http://travessia21.blogspot.com.br/2013/01/o-homem-cordial.html.)
De acordo com os conceitos expostos no texto sobre as características morais do homem cordial, só NÃO se pode dizer que ele é umResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O HOMEM CORDIAL
Marco A Rossi
É de 1936 o livro “Raízes do Brasil”, do historiador
Sérgio Buarque de Holanda. Nele está contida a ideia de
“homem cordial”, uma das maiores contribuições já
realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros.
5 O “homem cordial”, resultado de um cruzamento entre a
cultura colonial e o improviso de um país para sempre
inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário; adora
obter vantagens em tudo, detesta regras, vive em busca de
atalhos favoráveis; não vê problema no que faz de errado,
10 embora seja raivoso na hora de apontar os erros dos
outros. Variação muito mal-humorada de um tipo único de
homo brasiliensis, o “homem cordial” é avesso ao esforço
metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a
moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo
15 que deseja. Adepto do “curtir a vida adoidado”, o homo
brasiliensis encarnado no “homem cordial” sofre muito
diante de compromissos que exijam dispêndio de energia e
tempo – na cultura humana do juro, opta sempre por curtir
hoje e pagar amanhã, em vez de investir agora para
20 saborear depois por tempo indeterminado e mais tranquilo.
A impessoalidade no trato, as regras universais, a ética
como parâmetro para a tomada de decisões, o antever dos
desdobramentos de sua ação sobre a vida e o planeta, o
incentivo ao fortalecimento de instituições públicas e
25 sociais, nada disso agrada ao “homem cordial”, que não
esconde amar o familiarismo nas relações sociais, as
regras particulares, a moral privada, o “salve-se quem-
puder”, o apelo a saídas pessoais diante de problemas e
questões que são, de superfície e de fundo, coletivas. Em
30 1936, Sérgio Buarque de Holanda apontava esses traços
culturais brasileiros como uma barreira intransponível para
a democracia. E hoje? Creio que a atualidade da ideia de
“homem cordial” salta aos olhos de quem observa com
interesse o país. Resta saber o tamanho desse malfazejo
35 espólio.
(Fonte: Marco. A .Rossi. Acesso 10/01/2013 às 12:30 p.m http://travessia21.blogspot.com.br/2013/01/o-homem-cordial.html.)
Assinale a alternativa cuja concordância pode ser feita das duas formas indicadas na opção, sem infringir as regras da Língua Portuguesa.
TEXTO I
O HOMEM CORDIAL
Marco A Rossi
É de 1936 o livro “Raízes do Brasil”, do historiador
Sérgio Buarque de Holanda. Nele está contida a ideia de
“homem cordial”, uma das maiores contribuições já
realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros.
5 O “homem cordial”, resultado de um cruzamento entre a
cultura colonial e o improviso de um país para sempre
inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário; adora
obter vantagens em tudo, detesta regras, vive em busca de
atalhos favoráveis; não vê problema no que faz de errado,
10 embora seja raivoso na hora de apontar os erros dos
outros. Variação muito mal-humorada de um tipo único de
homo brasiliensis, o “homem cordial” é avesso ao esforço
metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a
moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo
15 que deseja. Adepto do “curtir a vida adoidado”, o homo
brasiliensis encarnado no “homem cordial” sofre muito
diante de compromissos que exijam dispêndio de energia e
tempo – na cultura humana do juro, opta sempre por curtir
hoje e pagar amanhã, em vez de investir agora para
20 saborear depois por tempo indeterminado e mais tranquilo.
A impessoalidade no trato, as regras universais, a ética
como parâmetro para a tomada de decisões, o antever dos
desdobramentos de sua ação sobre a vida e o planeta, o
incentivo ao fortalecimento de instituições públicas e
25 sociais, nada disso agrada ao “homem cordial”, que não
esconde amar o familiarismo nas relações sociais, as
regras particulares, a moral privada, o “salve-se quem-
puder”, o apelo a saídas pessoais diante de problemas e
questões que são, de superfície e de fundo, coletivas. Em
30 1936, Sérgio Buarque de Holanda apontava esses traços
culturais brasileiros como uma barreira intransponível para
a democracia. E hoje? Creio que a atualidade da ideia de
“homem cordial” salta aos olhos de quem observa com
interesse o país. Resta saber o tamanho desse malfazejo
35 espólio.
(Fonte: Marco. A .Rossi. Acesso 10/01/2013 às 12:30 p.m http://travessia21.blogspot.com.br/2013/01/o-homem-cordial.html.)
Quanto à pontuação, assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA do trecho dado.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
O HOMEM CORDIAL
Marco A Rossi
É de 1936 o livro “Raízes do Brasil”, do historiador
Sérgio Buarque de Holanda. Nele está contida a ideia de
“homem cordial”, uma das maiores contribuições já
realizadas para a compreensão do Brasil e dos brasileiros.
5 O “homem cordial”, resultado de um cruzamento entre a
cultura colonial e o improviso de um país para sempre
inacabado, é afetuoso, interesseiro e autoritário; adora
obter vantagens em tudo, detesta regras, vive em busca de
atalhos favoráveis; não vê problema no que faz de errado,
10 embora seja raivoso na hora de apontar os erros dos
outros. Variação muito mal-humorada de um tipo único de
homo brasiliensis, o “homem cordial” é avesso ao esforço
metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a
moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo
15 que deseja. Adepto do “curtir a vida adoidado”, o homo
brasiliensis encarnado no “homem cordial” sofre muito
diante de compromissos que exijam dispêndio de energia e
tempo – na cultura humana do juro, opta sempre por curtir
hoje e pagar amanhã, em vez de investir agora para
20 saborear depois por tempo indeterminado e mais tranquilo.
A impessoalidade no trato, as regras universais, a ética
como parâmetro para a tomada de decisões, o antever dos
desdobramentos de sua ação sobre a vida e o planeta, o
incentivo ao fortalecimento de instituições públicas e
25 sociais, nada disso agrada ao “homem cordial”, que não
esconde amar o familiarismo nas relações sociais, as
regras particulares, a moral privada, o “salve-se quem-
puder”, o apelo a saídas pessoais diante de problemas e
questões que são, de superfície e de fundo, coletivas. Em
30 1936, Sérgio Buarque de Holanda apontava esses traços
culturais brasileiros como uma barreira intransponível para
a democracia. E hoje? Creio que a atualidade da ideia de
“homem cordial” salta aos olhos de quem observa com
interesse o país. Resta saber o tamanho desse malfazejo
35 espólio.
(Fonte: Marco. A .Rossi. Acesso 10/01/2013 às 12:30 p.m http://travessia21.blogspot.com.br/2013/01/o-homem-cordial.html.)
Leia o seguinte excerto do texto I e, em seguida, analise as afirmativas apresentadas:
“...o ‘homem cordial’ é avesso ao esforço metódico e à concentração; prefere o circunstancial, a moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo que deseja.” (ℓ. 12 a 15)
I. A reescrita “... o ‘homem cordial’ prefere o circunstancial, a moda do momento e o jeito mais rápido de conquistar aquilo que deseja ao esforço metódico e à concentração...” preserva o sentido original e atende à norma padrão da língua.
II. As aspas foram utilizadas nesse excerto, assim como nas linhas 1, 3 e 5 do texto, para ressaltar o valor pejorativo da expressão e indicar a ironia de Marco A. Rossi, autor do texto.
III. Os termos “ao esforço metódico” e “à concentração” complementam o sentido do adjetivo que exerce função sintática de predicativo do sujeito; já os termos “o circunstancial”, “a moda do momento” e “o jeito mais rápido...” complementam o sentido de um verbo transitivo direto.
Está correto o que se afirma apenas emResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
A VERDADEIRA LEI DE GÉRSON
Raul Marinho Gregorin
Você se lembra daquele célebre comercial do
cigarro Vila Rica, onde nosso tricampeão Gérson falava
a famosa frase: “...Porque você tem que levar
vantagem em tudo, cerrrto?”. A frase teve tanto
5 impacto que acabou sendo criada a “Lei de Gérson”, que
simboliza o oportunismo e a falta de escrúpulos típicas de
uma grande parcela de nossa sociedade. (...)
Concordo que nossa postura oportunista
realmente contribui para nos manter neste estado de
10 atraso econômico e cultural em que vivemos. Só que a
“Lei de Gérson”, na verdade é muito mais antiga que o
próprio. No excelente livro “Mauá, Empresário do
império”, de Jorge Caldeira (Ed. Companhia das Letras),
percebe-se que há quase duzentos anos atrás esta lei já
15 era cumprida. Aliás, essa deve ser a lei mais antiga do
Brasil, pois desde as capitanias hereditárias nossa
história é pontilhada de exemplos de oportunismo e falta
de escrúpulos. A própria escravidão não deixa de ser
uma mostra do viés ético de nossa sociedade desde
20 tempos imemoriais, mas isso já é outra história.
Eu não conheço a biografia do Gérson, muito
menos do publicitário que criou a frase e o comercial do
Vila Rica. Mas acho muito improvável que o Gérson real
seja um oportunista sanguinário como ficou sendo sua
25 imagem. Nem acredito que o diretor de criação da
agência poderia imaginar que esta frase seria usada mais
de vinte anos depois para designar esta nossa
característica.
Nossa língua é ferina. Quando a Volkswagen
30 lançou o Fusca com teto solar no final da década de ‘60’,
as vendas despencaram depois que passou a ter a
conotação de “carro de chifrudo”. A VASP na década de
70 criou um voo noturno ligando São Paulo ao Guarujá
para atender aos executivos que deixavam suas famílias
35 no balneáreo e passavam a semana trabalhando na
capital. O nome do voo era “Corujão” devido ao horário.
Não demorou muito, o voo passou a ser apelidado de
“Cornudão”, pelo fato das esposas ficarem na praia
enquanto os maridos ficavam na cidade. A VASP teve
40 que cancelar a linha por falta de passageiros.
E óbvio que a VW tinha introduzido o teto solar
baseado no fato do Brasil ser um país quente e
ensolarado, perfeito para aquele opcional. Só que o
consumidor preferia ficar passando calor a ser visto
45 dirigindo um carro com um buraco no teto para “deixar os
chifres de fora”. O voo corujão era perfeito,
especialmente na época em que não havia Piaçaguera e,
para chegar ao Guarujá de carro na alta temporada, o
motorista tinha que enfrentar horas de fila na balsa. Mas
50 era melhor demorar oito ou dez horas de carro do que ir
de avião, em meia hora, num voo chamado “Cornudão”...
Com o comercial do Gérson foi a mesma coisa.
Levar vantagem em tudo não significa que os outros tem
que levar desvantagem. O oportunismo foi incorporado à
55 frase por quem a leu/ouviu, não por quem a
escreveu/disse. O problema é que passou a ficar (para
usar um conceito atual) “politicamente incorreto” levar
vantagem em alguma coisa.
Na verdade, parece que nossa sociedade se
60 divide em dois grandes blocos: um que leva vantagem
em tudo (no sentido pejorativo) e outro que não pode
levar vantagem em nada. Acontece que dá para levar
vantagem em tudo sem fazer com que os outros saiam
em desvantagem. Você não precisa esmagar a outra
65 parte para sair ganhando.
(http://www.geocities.ws/cp_adhemar/leidegerson.html. Acesso em: 10 abril 2017. Texto revisado conforme a nova ortografia.)
A partir da leitura do texto II, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
A VERDADEIRA LEI DE GÉRSON
Raul Marinho Gregorin
Você se lembra daquele célebre comercial do
cigarro Vila Rica, onde nosso tricampeão Gérson falava
a famosa frase: “...Porque você tem que levar
vantagem em tudo, cerrrto?”. A frase teve tanto
5 impacto que acabou sendo criada a “Lei de Gérson”, que
simboliza o oportunismo e a falta de escrúpulos típicas de
uma grande parcela de nossa sociedade. (...)
Concordo que nossa postura oportunista
realmente contribui para nos manter neste estado de
10 atraso econômico e cultural em que vivemos. Só que a
“Lei de Gérson”, na verdade é muito mais antiga que o
próprio. No excelente livro “Mauá, Empresário do
império”, de Jorge Caldeira (Ed. Companhia das Letras),
percebe-se que há quase duzentos anos atrás esta lei já
15 era cumprida. Aliás, essa deve ser a lei mais antiga do
Brasil, pois desde as capitanias hereditárias nossa
história é pontilhada de exemplos de oportunismo e falta
de escrúpulos. A própria escravidão não deixa de ser
uma mostra do viés ético de nossa sociedade desde
20 tempos imemoriais, mas isso já é outra história.
Eu não conheço a biografia do Gérson, muito
menos do publicitário que criou a frase e o comercial do
Vila Rica. Mas acho muito improvável que o Gérson real
seja um oportunista sanguinário como ficou sendo sua
25 imagem. Nem acredito que o diretor de criação da
agência poderia imaginar que esta frase seria usada mais
de vinte anos depois para designar esta nossa
característica.
Nossa língua é ferina. Quando a Volkswagen
30 lançou o Fusca com teto solar no final da década de ‘60’,
as vendas despencaram depois que passou a ter a
conotação de “carro de chifrudo”. A VASP na década de
70 criou um voo noturno ligando São Paulo ao Guarujá
para atender aos executivos que deixavam suas famílias
35 no balneáreo e passavam a semana trabalhando na
capital. O nome do voo era “Corujão” devido ao horário.
Não demorou muito, o voo passou a ser apelidado de
“Cornudão”, pelo fato das esposas ficarem na praia
enquanto os maridos ficavam na cidade. A VASP teve
40 que cancelar a linha por falta de passageiros.
E óbvio que a VW tinha introduzido o teto solar
baseado no fato do Brasil ser um país quente e
ensolarado, perfeito para aquele opcional. Só que o
consumidor preferia ficar passando calor a ser visto
45 dirigindo um carro com um buraco no teto para “deixar os
chifres de fora”. O voo corujão era perfeito,
especialmente na época em que não havia Piaçaguera e,
para chegar ao Guarujá de carro na alta temporada, o
motorista tinha que enfrentar horas de fila na balsa. Mas
50 era melhor demorar oito ou dez horas de carro do que ir
de avião, em meia hora, num voo chamado “Cornudão”...
Com o comercial do Gérson foi a mesma coisa.
Levar vantagem em tudo não significa que os outros tem
que levar desvantagem. O oportunismo foi incorporado à
55 frase por quem a leu/ouviu, não por quem a
escreveu/disse. O problema é que passou a ficar (para
usar um conceito atual) “politicamente incorreto” levar
vantagem em alguma coisa.
Na verdade, parece que nossa sociedade se
60 divide em dois grandes blocos: um que leva vantagem
em tudo (no sentido pejorativo) e outro que não pode
levar vantagem em nada. Acontece que dá para levar
vantagem em tudo sem fazer com que os outros saiam
em desvantagem. Você não precisa esmagar a outra
65 parte para sair ganhando.
(http://www.geocities.ws/cp_adhemar/leidegerson.html. Acesso em: 10 abril 2017. Texto revisado conforme a nova ortografia.)
O autor do texto II concorda com a ideia de queResolução comentada
Análise das alternativas
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