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Colégio Militar de Brasília — Concurso de Admissão 2022/2023 — 1º Ano do Ensino Médio — Provas de Matemática e de Língua Portuguesa

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Colégio Militar de Brasília2022Fundamental

30 questões nesta prova · página 2 de 2 · 30 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)

1 Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?

Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar
ou perceber que ela está presente.

A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
5 Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

Duas fotografias em preto e branco de pinturas rupestres da Caverna de Lascaux: à esquerda, figuras de cervos e outros animais; à direita, marcas de mãos na parede da caverna.
Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.

A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos
registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.

10 Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos
já dedicavam seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim
como se fosse algo fundamental e necessário.

Isso não mudou até hoje.

O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como
15 forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as
linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em
quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos
relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos
para com a sociedade.

20 A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo “A importância da arte para a formação da criança”,
lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais
forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores
azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que
melhora a escuta, a observação e a comunicação.

25 Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui
então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de
outra e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos
emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música
e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam
30 a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos
diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a
arte contribui para nos tornar mais humanos.

Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,
criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite
35 utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para
alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com
isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,
pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também
trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.

40 Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à
troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não
é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte
faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.
Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o
45 ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,
audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos
e o que ela causa em nós.

Tudo isso é arte.

E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos da
50 nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e
equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,
depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um
mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão
entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá
55 voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte
consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade
do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.

A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a
nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,
60 valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem arte a nossa vida
perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar
essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.

Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não
importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil
65 maneiras diferentes.

Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?

Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=BHM65hsbiPo>. (transcrição livre e adaptada).

“[Criar arte] nos permite utilizar diferentes formas de expressão (...) como ferramentas para alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos.” (Linhas 34 a 37)

Marque a única alternativa que se aproxima da afirmação expressa no excerto acima.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Tirinha

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)

1 Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?

Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar
ou perceber que ela está presente.

A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
5 Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

Duas fotografias em preto e branco de pinturas rupestres da Caverna de Lascaux: à esquerda, figuras de cervos e outros animais; à direita, marcas de mãos na parede da caverna.
Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.

A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos
registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.

10 Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos
já dedicavam seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim
como se fosse algo fundamental e necessário.

Isso não mudou até hoje.

O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como
15 forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as
linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em
quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos
relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos
para com a sociedade.

20 A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo “A importância da arte para a formação da criança”,
lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais
forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores
azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que
melhora a escuta, a observação e a comunicação.

25 Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui
então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de
outra e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos
emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música
e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam
30 a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos
diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a
arte contribui para nos tornar mais humanos.

Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,
criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite
35 utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para
alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com
isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,
pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também
trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.

40 Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à
troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não
é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte
faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.
Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o
45 ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,
audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos
e o que ela causa em nós.

Tudo isso é arte.

E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos da
50 nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e
equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,
depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um
mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão
entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá
55 voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte
consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade
do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.

A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a
nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,
60 valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem arte a nossa vida
perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar
essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.

Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não
importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil
65 maneiras diferentes.

Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?

Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=BHM65hsbiPo>. (transcrição livre e adaptada).

Texto-base:
TEXTO 3

Tirinha em três quadros. 1º: a mãe pergunta, fora de cena: “O QUE É ISSO NA PAREDE DA SALA?!”, e o menino olha para cima. 2º: o menino, ao lado do desenho de um polvo na parede, olha para a mãe, de quem se veem só as pernas. 3º: o menino responde: “UM POLVO!”. Assinatura: beckilustras@gmail.com.
Disponível em: <https://revospace.com.br/artigo/fale-como-um-artista-dicas-para-voce-falar-da-sua-arte/>. Acesso em: 19 set. 2022.

Que intenção do autor pode ser inferida a partir da leitura dos recursos expressivos verbais e não verbais da tirinha?
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Comparação entre Textos

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4

“Toda criança é um artista. O problema é como manter-se um artista depois de crescido.”
(Afirmação atribuída a Pablo Picasso, pintor espanhol do século XX.)

TEXTO 5

A incapacidade de ser verdadeiro

1 Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da
independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte
ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo,
e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de
5 jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra
passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo
céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: – Não há
nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.

(Carlos Drummond de Andrade)

Observando a linguagem e o enfoque temático de cada um dos textos, é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os dois textos tratam de arte, com a ação do tempo em Picasso e ironia e humor em Drummond.

Picasso afirma que o difícil é continuar artista depois de crescer, o que mostra o efeito do tempo sobre a arte. Drummond usa ironia e humor ao chamar a fantasia de Paulo de “caso de poesia”.

Análise das alternativas

A atribui a Drummond uma crítica à imaginação, que o texto não faz. C erra porque o título é irônico e o narrador não pretende apenas qualificar o menino como mentiroso. D erra porque as frases não têm relação de causa. E erra porque, para Picasso, a imaginação infantil é artística, não anormal.

Referência: Interpretação comparativa de textos; ironia e humor.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Elementos da Narrativa

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4

“Toda criança é um artista. O problema é como manter-se um artista depois de crescido.”
(Afirmação atribuída a Pablo Picasso, pintor espanhol do século XX.)

TEXTO 5

A incapacidade de ser verdadeiro

1 Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da
independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte
ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo,
e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de
5 jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra
passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo
céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: – Não há
nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.

(Carlos Drummond de Andrade)

A forma discursiva do tipo sequência narrativa predomina no Texto 5, “A incapacidade de ser verdadeiro”. Observando os elementos da narrativa, julgue as proposições a seguir e assinale a única alternativa correta para a questão.
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Resolução comentada

O enredo mostra as invenções de Paulo e o desfecho as liga à poesia.

A trama apresenta os comportamentos fantasiosos de Paulo, e o ápice vem quando o médico diz que é “um caso de poesia”. Isso articula a mentira com uma visão poética da vida.

Análise das alternativas

A e C erram o tipo de narrador, que é em terceira pessoa e observador. D está errada porque o tempo é cronológico. E erra porque o clímax é o diagnóstico do médico, não a decisão de levá-lo.

Referência: Elementos da narrativa: foco narrativo, clímax e tempo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Tirinha

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

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Texto-base:
TEXTO 6

Tirinha em três quadros com um caracol e uma joaninha diante de um quadro de arte abstrata num museu. 1º: caracol: “NOSSA VISITA AO MUSEU ESTÁ ÓTIMA! ESTA ARTE ABSTRATA É FASCINANTE!”; joaninha: “EU SÓ TÔ VENDO BORRÕES”. 2º: caracol: “VOCÊ PRECISA VER ALÉM DA PINTURA! VER OS SENTIMENTOS DO ARTISTA SUAS DORES E ANGÚSTIAS!”; joaninha: “EU TÔ VENDO A ANGÚSTIA DELE!”. 3º: caracol: “EU SABIA QUE VOCÊ SERIA CAPAZ DE VER! DIGA-ME POR QUE ELE ESTÁ ANGUSTIADO?”; joaninha: “PORQUE NUNCA APRENDEU A PINTAR!”. Selo “grande finalista”.
Disponível em: <https://bichinhosdejardim.com/resultado-do-concurso/comment-page-2/>. Acesso em: 10 set. 2022.

Após a leitura da tirinha, marque a opção que apresenta os termos que melhor descrevem as posições do caracol e da joaninha, respectivamente, em relação ao quadro em arte abstrata.
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Língua Portuguesa Coesão Referencial e Semântica

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

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Texto-base:
TEXTO 7

Tirinha Cientirinhas #49, em quatro quadros, com dois jovens sob a chuva. 1º: “HUMMM...” / “ADORO ESSE CHEIRO DE TERRA MOLHADA!”. 2º: “NA VERDADE ESSE CHEIRO VEM DE COMPOSTOS QUÍMICOS EXALADOS POR PLANTAS E BACTÉRIAS NO SOLO.” / “O IMPACTO DAS GOTAS LANÇA ESSAS SUBSTÂNCIAS NO AR.”. 3º: “AFF... VOCÊ TINHA QUE ESTRAGAR A POESIA DO MOMENTO COM A SUA CIÊNCIA, NÉ?”. 4º: “CARA! POR UM INSTANTE FUGAZ, PLANTAS E BACTÉRIAS PERFUMAM NOSSAS VIDAS USANDO A CHUVA COMO BORRIFADOR!” / “SE ISSO NÃO FOR POESIA, EU NÃO SEI O QUE É.”. Rodapé: /QUADRINHORAMA + /DRAGOESDEGARAGEM.
Disponível em: <http://dragoesdegaragem.com/cientirinhas/cientirinhas-49/>. Acesso em: 10 set. 2022.

Sabendo que o significado de um texto decorre do contexto em que está inserido e também da compreensão e interpretação das informações por ele veiculadas – a fim de formar um todo significativo – assinale a única alternativa com afirmação correta.
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Língua Portuguesa Intertextualidade

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

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Texto-base:
TEXTO 8

Reprodução em preto e branco da pintura Trafalgar Square, de Piet Mondrian: grade de linhas pretas verticais e horizontais sobre fundo branco, com alguns retângulos coloridos (em tons de cinza).
Trafalgar Square, de Piet Mondrian

TEXTO 9

Charge de Custódio com os versos “No meu quarto, de manhã, o sol desenha um mondrian”: um homem segurando uma caneca fumegante olha para o piso, onde a luz que entra pela janela forma uma grade semelhante às obras de Mondrian.
Disponível em: <www.custodio.net/tiras-didáticas.html>. Acesso em: 19 set. 2022.

Contextualização: Piet Mondrian (1872-1944), artista holandês de destaque no modernismo europeu, é normalmente lembrado por suas obras geométricas com cores fortes e puras. Custódio é um chargista brasileiro.

Os textos acima apresentam elementos verbais e não verbais que articulam formas diversas de manifestações artísticas. Julgue as afirmações a seguir a respeito da análise, da interpretação, dos aspectos gramaticais e da relação entre os textos, e marque a alternativa correta.
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Língua Portuguesa Interpretação de Poemas

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 10

Dissolução
Escurece, e não me seduz
tatear sequer uma lâmpada.
Pois que aprouve ao dia findar
aceito a noite
[...]
(Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma)

TEXTO 11

Não discuto
com o destino
o que pintar
eu assino
(Paulo Leminski, Toda Poesia)

Na abordagem interpretativa, discursiva e linguística dos poemas de Drummond e de Leminski, é coerente afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O eu poético de Leminski mostra assertividade e disposição.

Em “Não discuto com o destino / o que pintar eu assino”, o eu lírico aceita o destino com firmeza e se compromete com o que vier, o que indica assertividade e disposição.

Análise das alternativas

A erra porque o eu poético de Drummond reage: não se seduz por acender a lâmpada e aceita a noite. B é incorreta porque o tom de Drummond é de resignação, não positivo. C inverte a coloquialidade, que é maior em Leminski. E erra porque “aceito” e “assino” têm sentidos convergentes de aceitação.

Referência: Interpretação de poemas: Drummond e Leminski.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Regência Verbal e Crase

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 12

Tirinha de Calvin e Haroldo em quatro quadros, com um boneco de neve. 1º: Haroldo: “COMO VAI A SUA ARTE COM NEVE?”; Calvin: “ENTREI NA FASE ABSTRACIONISTA”. 2º: Haroldo: “AH.”; Calvin: “ESTA PEÇA RETRATA A IMPOSSIBILIDADE DA IMAGEM TRADICIONAL DE EXPRESSAR ALGUM SENTIDO NO MUNDO DE HOJE.”. 3º: Calvin: “ABANDONANDO A REPRESENTAÇÃO ATRAVÉS DA IMAGEM TRADICIONAL EU FICO LIVRE PARA ME EXPRESSAR ATRAVÉS DA FORMA PURA. É A INTERPRETAÇÃO ESPECÍFICA DANDO VEZ A UMA FORMA MAIS VISCERAL.”. 4º: Haroldo: “EU NOTO QUE SUA OBRA É MONOCROMÁTICA”; Calvin: “AH. QUAL ÉI É SÓ NEVE.”
Disponível em: <revistaescola.abril.com.br>. Acesso em: 8 set. 2022.

Utilizando-se de seus conhecimentos acerca de regência verbal e regras de uso da crase, assim como de semântica e norma padrão, julgue as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Crase — Efeito de Sentido

Colégio Militar de Brasília 2022 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 13

O amor bate à porta
e tudo é festa.
O amor bate a porta
e nada resta.
(Cineas Santos)

Marque a opção em que a proposta da reescrita do poema não altera sua semântica.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A crase distingue chegada (bate à porta) de saída (bate a porta).

No poema, “bate à porta” indica chamar, e aí tudo é festa. “Bate a porta” indica fechá-la ao sair, e aí nada resta. A alternativa E mantém essa ordem e essas relações.

Análise das alternativas

A e D deixam de marcar a crase ou a trocam de lugar, mudando o sentido. B perde a distinção por falta de crase em “bate a porta” na chegada. C inverte a sequência (nada resta e depois tudo vira festa).

Referência: Crase e efeito de sentido; paráfrase.

Resolução comentada do VaiConcursos.