← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 30 questões nesta prova · página 1 de 2 · 30 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Pedaços iguais e em menor número: usa-se o MDC dos comprimentos. MDC(810, 540, 360) = 90 cm. Os pedaços são 810/90 = 9, 540/90 = 6 e 360/90 = 4, totalizando 19. 15, 12, 10 e 9 não resultam da soma dos pedaços com o MDC. 9 é só o número de pedaços do maior tronco. Referência: Máximo divisor comum. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Distância = número de passos × comprimento do passo. 15 minutos equivalem a 900 s, o que dá 900 passos. Cada passo tem 0,6 m, então 900 × 0,6 = 540 m. 620, 720, 840 e 920 m não resultam de 900 passos de 60 cm. Provêm de erros de conversão de unidades. Referência: Unidades de medida de tempo e comprimento. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Tempo em que as luzes coincidem é o MMC de 18, 12 e 10. 18 = 2·3², 12 = 2²·3 e 10 = 2·5. O MMC é 2²·3²·5 = 180 minutos, ou seja, 3 horas. 1h30 (90 min), 2h (120 min), 2h15 (135 min) e 3h25 (205 min) não são múltiplos comuns de 18, 12 e 10. Referência: Mínimo múltiplo comum. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Brasília — Concurso de Admissão 2022/2023 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Prova de Matemática e Língua Portuguesa
Texto para a QUESTÃO 1
A tecnologia se tornou um elemento indispensável para as mais diversas necessidades dos seres humanos. A automação de equipamentos, o desenvolvimento de eletrodomésticos inteligentes e eletrônicos são bons exemplos disso. Na questão do desmatamento, isso não seria diferente. Há algumas tecnologias bastante interessantes e eficazes, como por exemplo:
• sistemas de reflorestamento de vegetação;
• monitoramento em tempo real de áreas de desmatamento;
• uso de satélites para monitoramento de áreas desmatadas.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, faz o monitoramento da Amazônia desde 1988. As imagens são obtidas via satélite e o nível de precisão é de 95%, segundo o próprio instituto.
Fonte adaptada: https://www.mtitecnologia.com.br/tecnologia-no-combate-ao-desmatamento/
Uma área desmatada vista de cima possui a forma de três figuras planas conhecidas, como mostra a figura 1 abaixo.
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A malha quadriculada acima (figura 2) mostra a região desmatada. Sabendo-se que os quadrados da malha quadriculada possuem 7 km de lado e, considerando as regiões vermelha, amarela e azul, podemos afirmar que a área da região
Uma certa empresa de reflorestamento comercial retirou três troncos de árvores de comprimento 810 cm, 540 cm e 360 cm para serem levados por um caminhão. Esses troncos devem ser cortados em pedaços menores e de igual comprimento, no menor número possível de pedaços. Logo, o número de pedaços obtidos nessas condições é deResolução comentada
Análise das alternativas
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Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/
Sabendo que a cada 1h (uma hora) o drone sobrevoa, em quilômetros, a quantidade indicada pela expressão abaixo:
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Quantos quilômetros de plantação o drone consegue pulverizar em duas horas?
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Fonte: https://www.belasartes.br/revistabelasartes/downloads/artigos/7/a-tic-tecnologia-da-informacao-e-comunicacao-na-educacao.pdf
De acordo com as informações acima, assinale a alternativa correta.
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Fonte adaptada: Panoramamobiletime.com.br
Em cada ano, de 2016 a 2019, foram entrevistados 2024 usuários de smartphones que responderam se utilizavam algum aplicativo de corrida móvel. Com a pesquisa, pôde-se observar que, em janeiro de 2019, houve aumento de 103% em relação ao primeiro ano da pesquisa. Então, podemos afirmar que a quantidade aproximada de usuários que utilizavam esses aplicativos de corrida móvel, em 2019, está entre:
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Aplicativo do Google pode ser usado para contar passos (Imagem: Mário Henrique/Captura de tela
Nicodemos observou que o número do ônibus, de dois algarismos, que ele poderia utilizar seguia o padrão abaixo:
“Todos os seus algarismos são ímpares e o número é divisível pelo seu algarismo das unidades”.
É correto concluir que NicodemosResolução comentada
Análise das alternativas
Texto para as QUESTÕES 9 e 10
Com a evolução da tecnologia, os smartphones vieram para revolucionar a telefonia celular e um dos mais famosos é o iPhone, da empresa Apple. Desde o seu primeiro aparelho multifuncional, foram várias versões, uma mais tecnológica que a outra. Abaixo estão algumas características dos últimos 4 modelos lançados pela empresa:
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Fonte dos dados: canaltech.com.br
Sabendo-se que a área de um retângulo é calculada por A=Comprimento x Largura, use as informações da tabela acima para responder às questões 9 e 10:
A média aritmética do peso dos quatro modelos de iPhone apresentados é 176,5g. Logo, podemos afirmar que o peso do iPhone 13 é
Texto para as QUESTÕES 9 e 10
Com a evolução da tecnologia, os smartphones vieram para revolucionar a telefonia celular e um dos mais famosos é o iPhone, da empresa Apple. Desde o seu primeiro aparelho multifuncional, foram várias versões, uma mais tecnológica que a outra. Abaixo estão algumas características dos últimos 4 modelos lançados pela empresa:
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Fonte dos dados: canaltech.com.br
Sabendo-se que a área de um retângulo é calculada por A=Comprimento x Largura, use as informações da tabela acima para responder às questões 9 e 10:
A largura do iPhone 13 foi mantida igual à largura do iPhone X. O aumento no comprimento do iPhone X, em milímetros (mm), para que a área da tela do iPhone 13 seja 2% maior que a área do iPhone X é de
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Fonte:https://www.kaspersky.com.br/resource-center/definitions/what-is-a-qr-code-how-to-scan
Nicodemos observou que o código QR acima tem a sequência de número 4 580 247, que é múltiplo de 7. Qual dos números abaixo é o menor múltiplo de 7 maior que a sequência do código QR acima?
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Nicodemos descobriu que os dois últimos algarismos formam um número maior que 10 e menor que 71 e, além disso, esse número é divisível por 12. Podemos afirmar então que a probabilidade de Nicodemos acertar esse número na primeira tentativa é:
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Fonte: https://www.intelbras.com/pt-br/fechadura-digital-de-sobrepor-fr-101
Ao ligar para o pai, a fim de perguntar sobre a senha de abertura, ele respondeu:
“A senha é composta pelos algarismos das frações irredutíveis dos resultados das expressões
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sendo a sequência da senha digitada nessa ordem:
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Respeitando a ordem de resolução das expressões I, II e III a senha da porta é formada pelos numeradores e denominadores conforme a sequência acima.”
A senha de abertura da porta da casa de Nicodemos é:
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Com base nas medidas dos gabinetes, apresentadas nas figuras acima, e, sabendo-se que o volume de um paralelepípedo retângulo é V=Profundidade x Largura x Altura, então pode-se afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Após a leitura do Texto 1, responda às questões de 16 a 20.
TEXTO 1
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A terra dos meninos pelados
1 Capítulo um
Havia um menino diferente dos outros meninos. Tinha o olho direito preto, o esquerdo
azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: — Ó pelado!
Tanto gritaram que ele se acostumou, achou o apelido certo, deu para se assinar a carvão,
5 nas paredes: Dr. Raimundo Pelado. Era de bom gênio e não se zangava; mas os garotos dos arredores
fugiam ao vê-lo, escondiam-se por detrás das árvores da rua, mudavam a voz e perguntavam que fim
tinham levado os cabelos dele. Raimundo entristecia e fechava o olho direito. Quando o aperreavam
demais, aborrecia-se, fechava o olho esquerdo. E a cara ficava toda escura.
Não tendo com quem entender-se, Raimundo Pelado falava só, e os outros pensavam que
10 ele estava malucando.
Estava nada! Conversava sozinho e desenhava na calçada coisas maravilhosas do país de
Tatipirun, onde não há cabelos e as pessoas têm um olho preto e outro azul.
Capítulo cinco
O viajante rondou por ali uns minutos, receoso de puxar conversa, pensando nos garotos
15 que zombavam dele na rua. Foi-se chegando e sentou-se numa pedra, que se endireitou para recebê-
lo. Um rapazinho aproximou-se, examinou-lhe, admirado, a roupa e os sapatos. Todos ali estavam
descalços e cobertos de panos brancos, azuis, amarelos, verdes, roxos, cor das nuvens do céu e cor do
fundo do mar, inteiramente iguais às teias que as aranhas vermelhas fabricavam.
— Eu queria saber se isto aqui é o país de Tatipirun, começou Raimundo.
20 — Naturalmente, respondeu o outro. Donde vem você? Raimundo inventou um nome para
a cidade dele que ficou importante:
— Venho de Cambacará. Muito longe.
— Já ouvimos falar, declarou o rapaz. Fica além da serra, não é isto?
— É isso mesmo. Uma terra de gente feia, cabeluda, com olhos de uma cor só. Fiz boa
25 viagem e tive algumas aventuras.
— Encontrou a Caralâmpia?
— É uma laranjeira?
— Que laranjeira! É menina.
— Como ele é bobo! gritaram todos rindo e dançando. Pensa que a Caralâmpia é laranjeira.
30 Capítulo seis
Raimundo levantou-se trombudo e saiu às pressas, tão encabulado que não enxergou o rio.
Ia caindo dentro dele, mas as duas margens se aproximaram, a água desapareceu, e o menino com um
passo chegou ao outro lado, onde se escondeu por detrás dum tronco. A terra se abriu de novo, a
correnteza tornou a aparecer, fazendo um barulho grande.
35 — Por que é que você se esconde? perguntou o tronco baixinho. Está com medo?
— Não senhor. É que eles caçoaram de mim porque eu não conheço a Caralâmpia. O
tronco soltou uma risada e pilheriou:
— Deixe de tolice, criatura. Você se afogando em pouca água! As crianças estavam
brincando. É uma gente boa.
40 — Sempre ouvi dizer isso. Mas debocharam de mim porque eu não conheço a Caralâmpia.
— Bobagem. Deixe de melindres.
— É mesmo, concordou Raimundo. Eu pensava nos moleques que faziam troça de mim,
em Cambacará. O senhor está descansando, hein?
— É. Estou aposentado, já vivi demais. Raimundo levantou-se:
45 — Bem, seu Tronco. Eu vou andando.
— Espera aí. Um instante. Quero apresentá-lo à aranha vermelha, amiga velha que me
visita sempre. Está aqui, vizinha. Este rapaz é nosso hóspede.
Graciliano Ramos
Disponível em: https://ddcus.org/pdf/summer_reading/8th_Grade/A%20Terra%20dos%20Meninos%20Pelados%20%20Graciliano%20Ramos%20-%20BESP%208%20Portuguese.pdf. Acesso em: 9 set 2022. (Com adaptações)
“A Terra dos meninos pelados” narra as aventuras fantásticas do personagem Raimundo. A respeito da temática e dos elementos da narrativa presentes no Texto 1, assinale a alternativa correta.
Após a leitura do Texto 1, responda às questões de 16 a 20.
TEXTO 1
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A terra dos meninos pelados
1 Capítulo um
Havia um menino diferente dos outros meninos. Tinha o olho direito preto, o esquerdo
azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: — Ó pelado!
Tanto gritaram que ele se acostumou, achou o apelido certo, deu para se assinar a carvão,
5 nas paredes: Dr. Raimundo Pelado. Era de bom gênio e não se zangava; mas os garotos dos arredores
fugiam ao vê-lo, escondiam-se por detrás das árvores da rua, mudavam a voz e perguntavam que fim
tinham levado os cabelos dele. Raimundo entristecia e fechava o olho direito. Quando o aperreavam
demais, aborrecia-se, fechava o olho esquerdo. E a cara ficava toda escura.
Não tendo com quem entender-se, Raimundo Pelado falava só, e os outros pensavam que
10 ele estava malucando.
Estava nada! Conversava sozinho e desenhava na calçada coisas maravilhosas do país de
Tatipirun, onde não há cabelos e as pessoas têm um olho preto e outro azul.
Capítulo cinco
O viajante rondou por ali uns minutos, receoso de puxar conversa, pensando nos garotos
15 que zombavam dele na rua. Foi-se chegando e sentou-se numa pedra, que se endireitou para recebê-
lo. Um rapazinho aproximou-se, examinou-lhe, admirado, a roupa e os sapatos. Todos ali estavam
descalços e cobertos de panos brancos, azuis, amarelos, verdes, roxos, cor das nuvens do céu e cor do
fundo do mar, inteiramente iguais às teias que as aranhas vermelhas fabricavam.
— Eu queria saber se isto aqui é o país de Tatipirun, começou Raimundo.
20 — Naturalmente, respondeu o outro. Donde vem você? Raimundo inventou um nome para
a cidade dele que ficou importante:
— Venho de Cambacará. Muito longe.
— Já ouvimos falar, declarou o rapaz. Fica além da serra, não é isto?
— É isso mesmo. Uma terra de gente feia, cabeluda, com olhos de uma cor só. Fiz boa
25 viagem e tive algumas aventuras.
— Encontrou a Caralâmpia?
— É uma laranjeira?
— Que laranjeira! É menina.
— Como ele é bobo! gritaram todos rindo e dançando. Pensa que a Caralâmpia é laranjeira.
30 Capítulo seis
Raimundo levantou-se trombudo e saiu às pressas, tão encabulado que não enxergou o rio.
Ia caindo dentro dele, mas as duas margens se aproximaram, a água desapareceu, e o menino com um
passo chegou ao outro lado, onde se escondeu por detrás dum tronco. A terra se abriu de novo, a
correnteza tornou a aparecer, fazendo um barulho grande.
35 — Por que é que você se esconde? perguntou o tronco baixinho. Está com medo?
— Não senhor. É que eles caçoaram de mim porque eu não conheço a Caralâmpia. O
tronco soltou uma risada e pilheriou:
— Deixe de tolice, criatura. Você se afogando em pouca água! As crianças estavam
brincando. É uma gente boa.
40 — Sempre ouvi dizer isso. Mas debocharam de mim porque eu não conheço a Caralâmpia.
— Bobagem. Deixe de melindres.
— É mesmo, concordou Raimundo. Eu pensava nos moleques que faziam troça de mim,
em Cambacará. O senhor está descansando, hein?
— É. Estou aposentado, já vivi demais. Raimundo levantou-se:
45 — Bem, seu Tronco. Eu vou andando.
— Espera aí. Um instante. Quero apresentá-lo à aranha vermelha, amiga velha que me
visita sempre. Está aqui, vizinha. Este rapaz é nosso hóspede.
Graciliano Ramos
Disponível em: https://ddcus.org/pdf/summer_reading/8th_Grade/A%20Terra%20dos%20Meninos%20Pelados%20%20Graciliano%20Ramos%20-%20BESP%208%20Portuguese.pdf. Acesso em: 9 set 2022. (Com adaptações)
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Após a leitura do Texto 1, responda às questões de 16 a 20.
TEXTO 1
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A terra dos meninos pelados
1 Capítulo um
Havia um menino diferente dos outros meninos. Tinha o olho direito preto, o esquerdo
azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: — Ó pelado!
Tanto gritaram que ele se acostumou, achou o apelido certo, deu para se assinar a carvão,
5 nas paredes: Dr. Raimundo Pelado. Era de bom gênio e não se zangava; mas os garotos dos arredores
fugiam ao vê-lo, escondiam-se por detrás das árvores da rua, mudavam a voz e perguntavam que fim
tinham levado os cabelos dele. Raimundo entristecia e fechava o olho direito. Quando o aperreavam
demais, aborrecia-se, fechava o olho esquerdo. E a cara ficava toda escura.
Não tendo com quem entender-se, Raimundo Pelado falava só, e os outros pensavam que
10 ele estava malucando.
Estava nada! Conversava sozinho e desenhava na calçada coisas maravilhosas do país de
Tatipirun, onde não há cabelos e as pessoas têm um olho preto e outro azul.
Capítulo cinco
O viajante rondou por ali uns minutos, receoso de puxar conversa, pensando nos garotos
15 que zombavam dele na rua. Foi-se chegando e sentou-se numa pedra, que se endireitou para recebê-
lo. Um rapazinho aproximou-se, examinou-lhe, admirado, a roupa e os sapatos. Todos ali estavam
descalços e cobertos de panos brancos, azuis, amarelos, verdes, roxos, cor das nuvens do céu e cor do
fundo do mar, inteiramente iguais às teias que as aranhas vermelhas fabricavam.
— Eu queria saber se isto aqui é o país de Tatipirun, começou Raimundo.
20 — Naturalmente, respondeu o outro. Donde vem você? Raimundo inventou um nome para
a cidade dele que ficou importante:
— Venho de Cambacará. Muito longe.
— Já ouvimos falar, declarou o rapaz. Fica além da serra, não é isto?
— É isso mesmo. Uma terra de gente feia, cabeluda, com olhos de uma cor só. Fiz boa
25 viagem e tive algumas aventuras.
— Encontrou a Caralâmpia?
— É uma laranjeira?
— Que laranjeira! É menina.
— Como ele é bobo! gritaram todos rindo e dançando. Pensa que a Caralâmpia é laranjeira.
30 Capítulo seis
Raimundo levantou-se trombudo e saiu às pressas, tão encabulado que não enxergou o rio.
Ia caindo dentro dele, mas as duas margens se aproximaram, a água desapareceu, e o menino com um
passo chegou ao outro lado, onde se escondeu por detrás dum tronco. A terra se abriu de novo, a
correnteza tornou a aparecer, fazendo um barulho grande.
35 — Por que é que você se esconde? perguntou o tronco baixinho. Está com medo?
— Não senhor. É que eles caçoaram de mim porque eu não conheço a Caralâmpia. O
tronco soltou uma risada e pilheriou:
— Deixe de tolice, criatura. Você se afogando em pouca água! As crianças estavam
brincando. É uma gente boa.
40 — Sempre ouvi dizer isso. Mas debocharam de mim porque eu não conheço a Caralâmpia.
— Bobagem. Deixe de melindres.
— É mesmo, concordou Raimundo. Eu pensava nos moleques que faziam troça de mim,
em Cambacará. O senhor está descansando, hein?
— É. Estou aposentado, já vivi demais. Raimundo levantou-se:
45 — Bem, seu Tronco. Eu vou andando.
— Espera aí. Um instante. Quero apresentá-lo à aranha vermelha, amiga velha que me
visita sempre. Está aqui, vizinha. Este rapaz é nosso hóspede.
Graciliano Ramos
Disponível em: https://ddcus.org/pdf/summer_reading/8th_Grade/A%20Terra%20dos%20Meninos%20Pelados%20%20Graciliano%20Ramos%20-%20BESP%208%20Portuguese.pdf. Acesso em: 9 set 2022. (Com adaptações)
Constata-se no Texto 1 o emprego de coloquialismos, ou seja, traços de linguagem espontânea ou popular, cujos sentidos, no entanto, podem ser inferidos a partir do contexto. Nessa perspectiva, marque a única alternativa em que o termo em destaque mais se distancia do sentido da palavra “mangavam” em: “Os vizinhos mangavam dele e gritavam: — Ó pelado!” (linha 03)
Após a leitura do Texto 1, responda às questões de 16 a 20.
TEXTO 1
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A terra dos meninos pelados
1 Capítulo um
Havia um menino diferente dos outros meninos. Tinha o olho direito preto, o esquerdo
azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: — Ó pelado!
Tanto gritaram que ele se acostumou, achou o apelido certo, deu para se assinar a carvão,
5 nas paredes: Dr. Raimundo Pelado. Era de bom gênio e não se zangava; mas os garotos dos arredores
fugiam ao vê-lo, escondiam-se por detrás das árvores da rua, mudavam a voz e perguntavam que fim
tinham levado os cabelos dele. Raimundo entristecia e fechava o olho direito. Quando o aperreavam
demais, aborrecia-se, fechava o olho esquerdo. E a cara ficava toda escura.
Não tendo com quem entender-se, Raimundo Pelado falava só, e os outros pensavam que
10 ele estava malucando.
Estava nada! Conversava sozinho e desenhava na calçada coisas maravilhosas do país de
Tatipirun, onde não há cabelos e as pessoas têm um olho preto e outro azul.
Capítulo cinco
O viajante rondou por ali uns minutos, receoso de puxar conversa, pensando nos garotos
15 que zombavam dele na rua. Foi-se chegando e sentou-se numa pedra, que se endireitou para recebê-
lo. Um rapazinho aproximou-se, examinou-lhe, admirado, a roupa e os sapatos. Todos ali estavam
descalços e cobertos de panos brancos, azuis, amarelos, verdes, roxos, cor das nuvens do céu e cor do
fundo do mar, inteiramente iguais às teias que as aranhas vermelhas fabricavam.
— Eu queria saber se isto aqui é o país de Tatipirun, começou Raimundo.
20 — Naturalmente, respondeu o outro. Donde vem você? Raimundo inventou um nome para
a cidade dele que ficou importante:
— Venho de Cambacará. Muito longe.
— Já ouvimos falar, declarou o rapaz. Fica além da serra, não é isto?
— É isso mesmo. Uma terra de gente feia, cabeluda, com olhos de uma cor só. Fiz boa
25 viagem e tive algumas aventuras.
— Encontrou a Caralâmpia?
— É uma laranjeira?
— Que laranjeira! É menina.
— Como ele é bobo! gritaram todos rindo e dançando. Pensa que a Caralâmpia é laranjeira.
30 Capítulo seis
Raimundo levantou-se trombudo e saiu às pressas, tão encabulado que não enxergou o rio.
Ia caindo dentro dele, mas as duas margens se aproximaram, a água desapareceu, e o menino com um
passo chegou ao outro lado, onde se escondeu por detrás dum tronco. A terra se abriu de novo, a
correnteza tornou a aparecer, fazendo um barulho grande.
35 — Por que é que você se esconde? perguntou o tronco baixinho. Está com medo?
— Não senhor. É que eles caçoaram de mim porque eu não conheço a Caralâmpia. O
tronco soltou uma risada e pilheriou:
— Deixe de tolice, criatura. Você se afogando em pouca água! As crianças estavam
brincando. É uma gente boa.
40 — Sempre ouvi dizer isso. Mas debocharam de mim porque eu não conheço a Caralâmpia.
— Bobagem. Deixe de melindres.
— É mesmo, concordou Raimundo. Eu pensava nos moleques que faziam troça de mim,
em Cambacará. O senhor está descansando, hein?
— É. Estou aposentado, já vivi demais. Raimundo levantou-se:
45 — Bem, seu Tronco. Eu vou andando.
— Espera aí. Um instante. Quero apresentá-lo à aranha vermelha, amiga velha que me
visita sempre. Está aqui, vizinha. Este rapaz é nosso hóspede.
Graciliano Ramos
Disponível em: https://ddcus.org/pdf/summer_reading/8th_Grade/A%20Terra%20dos%20Meninos%20Pelados%20%20Graciliano%20Ramos%20-%20BESP%208%20Portuguese.pdf. Acesso em: 9 set 2022. (Com adaptações)
Quanto às ideias do Texto 1, é possível concluir que
Após a leitura do Texto 1, responda às questões de 16 a 20.
TEXTO 1
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A terra dos meninos pelados
1 Capítulo um
Havia um menino diferente dos outros meninos. Tinha o olho direito preto, o esquerdo
azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: — Ó pelado!
Tanto gritaram que ele se acostumou, achou o apelido certo, deu para se assinar a carvão,
5 nas paredes: Dr. Raimundo Pelado. Era de bom gênio e não se zangava; mas os garotos dos arredores
fugiam ao vê-lo, escondiam-se por detrás das árvores da rua, mudavam a voz e perguntavam que fim
tinham levado os cabelos dele. Raimundo entristecia e fechava o olho direito. Quando o aperreavam
demais, aborrecia-se, fechava o olho esquerdo. E a cara ficava toda escura.
Não tendo com quem entender-se, Raimundo Pelado falava só, e os outros pensavam que
10 ele estava malucando.
Estava nada! Conversava sozinho e desenhava na calçada coisas maravilhosas do país de
Tatipirun, onde não há cabelos e as pessoas têm um olho preto e outro azul.
Capítulo cinco
O viajante rondou por ali uns minutos, receoso de puxar conversa, pensando nos garotos
15 que zombavam dele na rua. Foi-se chegando e sentou-se numa pedra, que se endireitou para recebê-
lo. Um rapazinho aproximou-se, examinou-lhe, admirado, a roupa e os sapatos. Todos ali estavam
descalços e cobertos de panos brancos, azuis, amarelos, verdes, roxos, cor das nuvens do céu e cor do
fundo do mar, inteiramente iguais às teias que as aranhas vermelhas fabricavam.
— Eu queria saber se isto aqui é o país de Tatipirun, começou Raimundo.
20 — Naturalmente, respondeu o outro. Donde vem você? Raimundo inventou um nome para
a cidade dele que ficou importante:
— Venho de Cambacará. Muito longe.
— Já ouvimos falar, declarou o rapaz. Fica além da serra, não é isto?
— É isso mesmo. Uma terra de gente feia, cabeluda, com olhos de uma cor só. Fiz boa
25 viagem e tive algumas aventuras.
— Encontrou a Caralâmpia?
— É uma laranjeira?
— Que laranjeira! É menina.
— Como ele é bobo! gritaram todos rindo e dançando. Pensa que a Caralâmpia é laranjeira.
30 Capítulo seis
Raimundo levantou-se trombudo e saiu às pressas, tão encabulado que não enxergou o rio.
Ia caindo dentro dele, mas as duas margens se aproximaram, a água desapareceu, e o menino com um
passo chegou ao outro lado, onde se escondeu por detrás dum tronco. A terra se abriu de novo, a
correnteza tornou a aparecer, fazendo um barulho grande.
35 — Por que é que você se esconde? perguntou o tronco baixinho. Está com medo?
— Não senhor. É que eles caçoaram de mim porque eu não conheço a Caralâmpia. O
tronco soltou uma risada e pilheriou:
— Deixe de tolice, criatura. Você se afogando em pouca água! As crianças estavam
brincando. É uma gente boa.
40 — Sempre ouvi dizer isso. Mas debocharam de mim porque eu não conheço a Caralâmpia.
— Bobagem. Deixe de melindres.
— É mesmo, concordou Raimundo. Eu pensava nos moleques que faziam troça de mim,
em Cambacará. O senhor está descansando, hein?
— É. Estou aposentado, já vivi demais. Raimundo levantou-se:
45 — Bem, seu Tronco. Eu vou andando.
— Espera aí. Um instante. Quero apresentá-lo à aranha vermelha, amiga velha que me
visita sempre. Está aqui, vizinha. Este rapaz é nosso hóspede.
Graciliano Ramos
Disponível em: https://ddcus.org/pdf/summer_reading/8th_Grade/A%20Terra%20dos%20Meninos%20Pelados%20%20Graciliano%20Ramos%20-%20BESP%208%20Portuguese.pdf. Acesso em: 9 set 2022. (Com adaptações)
Assinale a única alternativa em que a vírgula foi empregada com a mesma função que se observa em “Tinha o olho direito preto, o esquerdo azul e a cabeça pelada” (linhas 2 e 3).
Texto-base:
Reflorestamento comercial é o replantio para repor áreas de florestas desmatadas e é praticado, principalmente, por empresas ligadas à siderurgia e à produção de papel. Nesse caso, as árvores são plantadas e, geralmente, colhidas pela própria empresa. Vale lembrar que o objetivo desse tipo de reflorestamento é exclusivamente comercial.
É muito comum o uso de drones para pulverizar as plantações, sendo uma alternativa promissora para a redução da quantidade de pesticidas aspergidos (substância química para eliminar pragas em plantações), bem como para a diminuição das perdas.
Um drone teve um aumento de 20% no seu valor de venda no final de 2021. Depois de uma semana, com a baixa procura, houve um desconto de 20% sobre o novo valor. Ao término das duas operações, o preço do produto ficou
Em uma pesquisa realizada sobre a finalidade do uso da tecnologia, foram escolhidos, aleatoriamente, 250.000 indivíduos, a partir dos quais, foi gerado o gráfico abaixo:
Smartphone é, em tradução literal, " telefone inteligente". E não há melhor maneira de definir esse equipamento. Ele é a evolução tecnológica do celular. A capacidade de realizar e receber chamadas é “apenas um detalhe” para esse aparelho, que permite uma infinidade de possibilidades, inclusive o compartilhamento de localização, via tecnologia GPS. Com isso, os aplicativos de corrida móvel, como Uber e 99, se popularizaram e seu uso vem aumentando a cada ano, conforme o gráfico abaixo.
O Moovit é o aplicativo de mobilidade urbana mais popular do mundo. Sabendo disso, Nicodemos, aluno do Colégio Militar de Brasília, fez o download do aplicativo moovit em seu celular para facilitar sua locomoção até o colégio. O aplicativo fornecia algumas opções de transporte de ônibus que ele poderia pegar para chegar no horário da sua aula de maneira mais simples e fácil.
Ao descer do ônibus na W3 Norte, Nicodemos precisa caminhar até o Colégio Militar de Brasília. Ele utiliza um app chamado “Pedômetro e Saúde” para contar os passos e a distância percorrida. Sabendo-se que seu passo tem 60 cm de comprimento e que ele caminha durante 15 minutos, dando um passo por segundo, quanto Nicodemos caminha, em metros, da parada de ônibus até a escola?
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Certamente, você já se deparou com códigos QR. Eles estão por toda parte, desde sites até anúncios, e se parecem um pouco com códigos de barras, mas, em vez de listras verticais, possuem padrões em forma de quadrado.
Para bloquear e desbloquear o iPhone 11, utiliza-se uma senha numérica de 6 dígitos escolhidos entre os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9. Nicodemos desconhece apenas os dois últimos algarismos da senha do iPhone 11 de seu pai, conforme a representação abaixo:
Ao chegar da escola, Nicodemos se deparou com uma nova fechadura que seu pai havia colocado em seu apartamento: uma fechadura eletrônica.
Os computadores sofreram grandes modificações com toda evolução da tecnologia. Os gabinetes de computadores de mesa, que possuem formato de paralelepípedo retângulo, passaram por esse processo: sofreram modificações em suas dimensões. Abaixo temos dois modelos de gabinetes, um antigo (figura 1) e um atual (figura 2).
Alexa é uma assistente virtual que passou a estar presente em muitos lares por conta dos dispositivos Echo. Desenvolvida pela Amazon, essa ferramenta conta com diversas funções que podem entreter, informar e ter bastante utilidade no dia a dia. O pai de Nicodemos possui essa assistente em sua casa; e ele resolveu instalar uma função de sensores de luzes em sua sala. Essas luzes distintas acendem e apagam automaticamente e cada uma tem uma cor diferente: azul, vermelha e amarela. A luz vermelha acende de 18 em 18 minutos; a luz azul, de 12 em 12 minutos; e a luz amarela, de 10 em 10 minutos. Se, num certo instante, as luzes se acendem simultaneamente, pode-se afirmar que elas acenderão juntas novamente após
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