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Colégio Militar de Fortaleza — Concurso de Admissão 2022/2023 — 6º ano do Ensino Fundamental — Matemática e Língua Portuguesa

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza2022Fundamental

30 questões nesta prova · página 2 de 2 · 30 com gabarito

Língua Portuguesa Significação de palavras — antonímia

Colégio Militar de Fortaleza 2022 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 2
HÉRCULES

A figura de Hércules, aclamado como herói e depois adorado como Deus, talvez
corresponda originalmente a uma figura histórica, cuja bravura militar ensejou a lenda homérica
de que venceu a morte.

Filho de Zeus, senhor dos deuses, e de Alcmena, mulher do rei Anfitrião, Hércules
5 (Héracles para os gregos) foi concebido para tornar-se grande herói. Um engenhoso estratagema
de Zeus gerou a oportunidade: visitou Alcmena caracterizado como Anfitrião, enquanto este
combatia Ptérela, rei de Tafos, para vingar afronta à família da esposa. Hera, esposa de Zeus,
enciumada com o nascimento de Hércules, pois desejava elevar o primo Euristeu ao trono da
Grécia, enviou duas serpentes para matá-lo ainda no berço, mas o herói, com sua força
10 prodigiosa, destruiu-as.

Casado com Mégara, uma das princesas reais, Hércules matou-a, e aos três filhos, num
acesso de fúria provocado por Hera. Para expiar o crime, ofereceu seus serviços a Euristeu, que o
incumbiu das tarefas extremamente arriscadas, conhecidas como “os 12 trabalhos de Hércules”:
(1) estrangulou um leão, de pele invulnerável, que aterrorizava o vale de Nemeia; (2) matou a
15 hidra de Lerna, monstro de muitas cabeças;(3) capturou viva a corça de Cerineia, de chifres de
ouro e pés de bronze, a qual corria velozmente; (4) capturou vivo o javali de Erimanto, que
aterrorizava a região da Arcádia; (5) limpou os estábulos de 3 mil bois do rei Augias, da Élida,
não cuidados durantes trinta anos, para isso Hércules desviou o curso de um rio; (6) matou com
flechas envenenadas as aves antropófagas dos pântanos da Estinfália; (7) capturou vivo o touro
20 de Creta, que lançava chamas pelas narinas; (8) capturou as éguas antropófagas de Diomedes; (9)
levou para Edmeta, filha de Euristeu, o cinturão de Hipólita, rainha das guerreiras amazonas;
(10) levou para o rei Micenas o imenso rebanho de bois vermelhos de Gerião, um gigante de três
cabeças; (11) recuperou as maçãs de ouro do pomar das Hespérides, por intermédio do titã Atlas,
que sustenta os céus sobre os ombros e executou por ele esse trabalho, enquanto Hércules o
25 substituía; e (12) dominou com as próprias mãos o cão Cérbero, guardião das portas do inferno,
de três cabeças, cauda de dragão e pescoço de serpente.

Hércules realizou outros atos de bravura e participou da viagem dos argonautas em busca
do velocino de ouro. No fim, casou-se com Dejanira, que involuntariamente causou-lhe a morte,
ao oferecer-lhe um manto impregnado de sangue mortal, que ela acreditava ser o filtro do amor.
30 O corpo de Hércules foi transportado por Zeus para o Olimpo, onde se reconciliou com Hera e
casou-se com Hebe, deusa da juventude.

Hércules. Nova Enciclopédia Barsa. São Paulo: Barsa Editorial, 2001. p. 362-3 (Adaptado).

Observe o seguinte trecho: “A figura de Hércules, aclamado como herói e depois adorado como Deus, talvez corresponda originalmente a uma figura histórica, cuja bravura militar ensejou a lenda homérica de que venceu a morte”. (ℓ. 1-2). Assinale a opção que traz o antônimo corresponde ao vocábulo sublinhado. (No trecho, está sublinhada a palavra “ensejou”.)
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Língua Portuguesa Compreensão e interpretação de texto

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Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2
HÉRCULES

A figura de Hércules, aclamado como herói e depois adorado como Deus, talvez
corresponda originalmente a uma figura histórica, cuja bravura militar ensejou a lenda homérica
de que venceu a morte.

Filho de Zeus, senhor dos deuses, e de Alcmena, mulher do rei Anfitrião, Hércules
5 (Héracles para os gregos) foi concebido para tornar-se grande herói. Um engenhoso estratagema
de Zeus gerou a oportunidade: visitou Alcmena caracterizado como Anfitrião, enquanto este
combatia Ptérela, rei de Tafos, para vingar afronta à família da esposa. Hera, esposa de Zeus,
enciumada com o nascimento de Hércules, pois desejava elevar o primo Euristeu ao trono da
Grécia, enviou duas serpentes para matá-lo ainda no berço, mas o herói, com sua força
10 prodigiosa, destruiu-as.

Casado com Mégara, uma das princesas reais, Hércules matou-a, e aos três filhos, num
acesso de fúria provocado por Hera. Para expiar o crime, ofereceu seus serviços a Euristeu, que o
incumbiu das tarefas extremamente arriscadas, conhecidas como “os 12 trabalhos de Hércules”:
(1) estrangulou um leão, de pele invulnerável, que aterrorizava o vale de Nemeia; (2) matou a
15 hidra de Lerna, monstro de muitas cabeças;(3) capturou viva a corça de Cerineia, de chifres de
ouro e pés de bronze, a qual corria velozmente; (4) capturou vivo o javali de Erimanto, que
aterrorizava a região da Arcádia; (5) limpou os estábulos de 3 mil bois do rei Augias, da Élida,
não cuidados durantes trinta anos, para isso Hércules desviou o curso de um rio; (6) matou com
flechas envenenadas as aves antropófagas dos pântanos da Estinfália; (7) capturou vivo o touro
20 de Creta, que lançava chamas pelas narinas; (8) capturou as éguas antropófagas de Diomedes; (9)
levou para Edmeta, filha de Euristeu, o cinturão de Hipólita, rainha das guerreiras amazonas;
(10) levou para o rei Micenas o imenso rebanho de bois vermelhos de Gerião, um gigante de três
cabeças; (11) recuperou as maçãs de ouro do pomar das Hespérides, por intermédio do titã Atlas,
que sustenta os céus sobre os ombros e executou por ele esse trabalho, enquanto Hércules o
25 substituía; e (12) dominou com as próprias mãos o cão Cérbero, guardião das portas do inferno,
de três cabeças, cauda de dragão e pescoço de serpente.

Hércules realizou outros atos de bravura e participou da viagem dos argonautas em busca
do velocino de ouro. No fim, casou-se com Dejanira, que involuntariamente causou-lhe a morte,
ao oferecer-lhe um manto impregnado de sangue mortal, que ela acreditava ser o filtro do amor.
30 O corpo de Hércules foi transportado por Zeus para o Olimpo, onde se reconciliou com Hera e
casou-se com Hebe, deusa da juventude.

Hércules. Nova Enciclopédia Barsa. São Paulo: Barsa Editorial, 2001. p. 362-3 (Adaptado).

A partir da leitura do Texto 2, é possível compreender que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Hércules é semideus por ser filho de um deus (Zeus) com uma mortal (Alcmena).

Zeus é deus e Alcmena é mulher do rei Anfitrião, ou seja, humana. Hércules nasceu da união de um deus com uma mortal, o que o torna semideus.

Análise das alternativas

A erra ao chamar Alcmena de deusa. C erra porque a fúria de Hera foi a causa do crime, e não o contrário. D erra porque Zeus enganou Alcmena, e não o rei. E erra porque Dejanira agiu sem saber, não por ação de Hera.

Referência: Compreensão e interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Gêneros e tipologia textual — finalidade do texto

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Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2
HÉRCULES

A figura de Hércules, aclamado como herói e depois adorado como Deus, talvez
corresponda originalmente a uma figura histórica, cuja bravura militar ensejou a lenda homérica
de que venceu a morte.

Filho de Zeus, senhor dos deuses, e de Alcmena, mulher do rei Anfitrião, Hércules
5 (Héracles para os gregos) foi concebido para tornar-se grande herói. Um engenhoso estratagema
de Zeus gerou a oportunidade: visitou Alcmena caracterizado como Anfitrião, enquanto este
combatia Ptérela, rei de Tafos, para vingar afronta à família da esposa. Hera, esposa de Zeus,
enciumada com o nascimento de Hércules, pois desejava elevar o primo Euristeu ao trono da
Grécia, enviou duas serpentes para matá-lo ainda no berço, mas o herói, com sua força
10 prodigiosa, destruiu-as.

Casado com Mégara, uma das princesas reais, Hércules matou-a, e aos três filhos, num
acesso de fúria provocado por Hera. Para expiar o crime, ofereceu seus serviços a Euristeu, que o
incumbiu das tarefas extremamente arriscadas, conhecidas como “os 12 trabalhos de Hércules”:
(1) estrangulou um leão, de pele invulnerável, que aterrorizava o vale de Nemeia; (2) matou a
15 hidra de Lerna, monstro de muitas cabeças;(3) capturou viva a corça de Cerineia, de chifres de
ouro e pés de bronze, a qual corria velozmente; (4) capturou vivo o javali de Erimanto, que
aterrorizava a região da Arcádia; (5) limpou os estábulos de 3 mil bois do rei Augias, da Élida,
não cuidados durantes trinta anos, para isso Hércules desviou o curso de um rio; (6) matou com
flechas envenenadas as aves antropófagas dos pântanos da Estinfália; (7) capturou vivo o touro
20 de Creta, que lançava chamas pelas narinas; (8) capturou as éguas antropófagas de Diomedes; (9)
levou para Edmeta, filha de Euristeu, o cinturão de Hipólita, rainha das guerreiras amazonas;
(10) levou para o rei Micenas o imenso rebanho de bois vermelhos de Gerião, um gigante de três
cabeças; (11) recuperou as maçãs de ouro do pomar das Hespérides, por intermédio do titã Atlas,
que sustenta os céus sobre os ombros e executou por ele esse trabalho, enquanto Hércules o
25 substituía; e (12) dominou com as próprias mãos o cão Cérbero, guardião das portas do inferno,
de três cabeças, cauda de dragão e pescoço de serpente.

Hércules realizou outros atos de bravura e participou da viagem dos argonautas em busca
do velocino de ouro. No fim, casou-se com Dejanira, que involuntariamente causou-lhe a morte,
ao oferecer-lhe um manto impregnado de sangue mortal, que ela acreditava ser o filtro do amor.
30 O corpo de Hércules foi transportado por Zeus para o Olimpo, onde se reconciliou com Hera e
casou-se com Hebe, deusa da juventude.

Hércules. Nova Enciclopédia Barsa. São Paulo: Barsa Editorial, 2001. p. 362-3 (Adaptado).

Os diversos gêneros textuais desempenham diversas funções, reconhecidas pelo leitor de acordo com suas características. Assim, o Texto 2:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O Texto 2 narra os feitos mitológicos de Hércules.

O texto apresenta uma sequência de acontecimentos (nascimento, os 12 trabalhos, morte), com personagens, tempo e ações. Ele predomina como narrativa dos feitos mitológicos de Hércules, em linguagem de verbete enciclopédico.

Análise das alternativas

A restringe o texto à chegada ao Olimpo. B reduz o texto a uma única ação. C é falsa, pois não há defesa de ponto de vista. E trata de efeito sobre o leitor, o que não é a finalidade de um verbete.

Referência: Tipologia e finalidade textual (narração).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Discurso direto e indireto — vozes do texto

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Texto-base:
No trecho a seguir, você lerá algumas informações sobre um importante momento histórico do Brasil: o Dia da Independência. Antes de começar a lê-lo, é importante você saber que, naquela ocasião, D. Pedro I havia recebido documentos de Portugal, ordenando que ele voltasse para lá. D. Pedro I e sua comitiva estavam voltando de uma viagem a Santos e, naquele momento, encontravam-se às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.

TEXTO 3

O vigário de Pitangui, Padre Belchior Pinheiro, reivindica a honra de ter lido para D.
Pedro os papeis chegados do Rio e acrescenta que, finda a leitura, o príncipe, tremendo de
raiva, arrancara-os das mãos, amarrotara-os e pisara-os. Mas a crer no bom vigário, logo se
dominara, a buscar reflexão e conselho.

5 Padre Belchior prossegue contando: “D. Pedro, depois, abotoando-se e recompondo a
roupa (pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho Ipiranga, agoniado por uma
disenteria com dores, que apanhara em Santos), virou-se para mim e disse: ‘— E agora,
Padre Belchior?’ E eu respondi prontamente: ‘—Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil,
será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho senão a
10 independência e a separação’. D. Pedro caminhou alguns passos silenciosamente,
acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros em direção aos nossos animais,
que se achavam à beira da estrada, dizendo-me: Padre Belchior, eles o querem, terão a sua
conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de ‘Rapazinho’ e de ‘Brasileiro’,
pois verão agora quanto vale o ‘Rapazinho’. De hoje em diante estão quebradas as nossas
15 relações; nada mais quero com o Governo Português e proclamo o Brasil para sempre
separado de Portugal”. O rapazinho mostrava que não temia o desafio e que era um homem
criado no Brasil, um brasileiro decidido a defender a sua dignidade e a do país de adoção.

E indo D. Pedro I ao encontro dos dragões da Guarda de Honra, repetiu a
proclamação da Independência: “Amigos, as Cortes querem escravizar-nos e perseguem-nos.
20 De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!” Aí, então, o
príncipe arrancou do chapéu o laço azul e branco, símbolo da nação portuguesa e, atirando-o
ao chão, exclamou: “Laço fora, soldados! Viva a independência, a liberdade e a separação do
Brasil”. Aos vivas ao Brasil independente e a D. Pedro, desembainhou este a sua espada,
acompanhado no gesto pelos militares, e pelos civis que se descobriram, e disse: “Pelo meu
25 sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil!”.

A frase deve ter sido fielmente reproduzida: Deus, honra e sangue faziam parte da
linguagem de D. Pedro, em horas solenes, nos seus protestos de juras. Nenhuma exigiria
mais ênfase do que a testemunhada pela comitiva presa do maior entusiasmo, na tarde de 7
de setembro, na colina do Ipiranga. Todos prestaram, eletrizados, o mesmo juramento, e D.
30 Pedro I, embainhando a espada, pôs-se à frente do grupo, como se estivesse em pleno campo
de batalha a comandar um ataque contra os inimigos do Brasil e seus, contra as Cortes,
contra Portugal, contra o resto do mundo. Mas antes, clamou, voltando-se para trás, de pé nos
estribos, para que todos o vissem: “Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será –
Independência ou Morte”. E tomou a direção de São Paulo, a galope, picando de espora a
35 “sua bela besta baia”.

SOUSA, O. T. de. História dos fundadores do Império do Brasil: a vida de D. Pedro I. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1971. P. 30-31 (Adaptado).

No Texto 3, encontramos diferentes falas (ou vozes do texto). A esse respeito, é correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Há ao menos três vozes: narrador, Padre Belchior e D. Pedro.

O narrador conduz o texto. O Padre Belchior relata em primeira pessoa entre aspas. D. Pedro tem falas reproduzidas em discurso direto ('Laço fora, soldados!'). Logo, pelo menos três vozes se identificam.

Análise das alternativas

B ignora a voz de D. Pedro. C e D atribuem falas a Cordeiro, Bregaro, Carlota e aos dragões, que apenas são citados. E inclui 'todos que o vissem', que não falam.

Referência: Discurso direto e vozes do texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Acentuação gráfica — Acordo Ortográfico de 1990

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Assinale a opção que traz uma palavra cuja regra de acentuação foi alterada pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1990.
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Resolução comentada

'Heroico' perdeu o acento do ditongo aberto 'oi' em paroxítona.

Pelo Acordo de 1990, os ditongos abertos 'ei' e 'oi' deixaram de ser acentuados nas paroxítonas: 'heróico' passou a 'heroico'. Por isso a regra de acentuação dessa palavra mudou.

Análise das alternativas

'Herói' (oxítona terminada em ditongo aberto) e 'chapéu' continuam acentuados. 'Ênfase' e 'independência' são paroxítonas acentuadas por outras regras (terminação em 'e' e ditongo crescente), que não foram alteradas.

Referência: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de texto — inferência

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Texto-base:
No trecho a seguir, você lerá algumas informações sobre um importante momento histórico do Brasil: o Dia da Independência. Antes de começar a lê-lo, é importante você saber que, naquela ocasião, D. Pedro I havia recebido documentos de Portugal, ordenando que ele voltasse para lá. D. Pedro I e sua comitiva estavam voltando de uma viagem a Santos e, naquele momento, encontravam-se às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.

TEXTO 3

O vigário de Pitangui, Padre Belchior Pinheiro, reivindica a honra de ter lido para D.
Pedro os papeis chegados do Rio e acrescenta que, finda a leitura, o príncipe, tremendo de
raiva, arrancara-os das mãos, amarrotara-os e pisara-os. Mas a crer no bom vigário, logo se
dominara, a buscar reflexão e conselho.

5 Padre Belchior prossegue contando: “D. Pedro, depois, abotoando-se e recompondo a
roupa (pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho Ipiranga, agoniado por uma
disenteria com dores, que apanhara em Santos), virou-se para mim e disse: ‘— E agora,
Padre Belchior?’ E eu respondi prontamente: ‘—Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil,
será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho senão a
10 independência e a separação’. D. Pedro caminhou alguns passos silenciosamente,
acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros em direção aos nossos animais,
que se achavam à beira da estrada, dizendo-me: Padre Belchior, eles o querem, terão a sua
conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de ‘Rapazinho’ e de ‘Brasileiro’,
pois verão agora quanto vale o ‘Rapazinho’. De hoje em diante estão quebradas as nossas
15 relações; nada mais quero com o Governo Português e proclamo o Brasil para sempre
separado de Portugal”. O rapazinho mostrava que não temia o desafio e que era um homem
criado no Brasil, um brasileiro decidido a defender a sua dignidade e a do país de adoção.

E indo D. Pedro I ao encontro dos dragões da Guarda de Honra, repetiu a
proclamação da Independência: “Amigos, as Cortes querem escravizar-nos e perseguem-nos.
20 De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!” Aí, então, o
príncipe arrancou do chapéu o laço azul e branco, símbolo da nação portuguesa e, atirando-o
ao chão, exclamou: “Laço fora, soldados! Viva a independência, a liberdade e a separação do
Brasil”. Aos vivas ao Brasil independente e a D. Pedro, desembainhou este a sua espada,
acompanhado no gesto pelos militares, e pelos civis que se descobriram, e disse: “Pelo meu
25 sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil!”.

A frase deve ter sido fielmente reproduzida: Deus, honra e sangue faziam parte da
linguagem de D. Pedro, em horas solenes, nos seus protestos de juras. Nenhuma exigiria
mais ênfase do que a testemunhada pela comitiva presa do maior entusiasmo, na tarde de 7
de setembro, na colina do Ipiranga. Todos prestaram, eletrizados, o mesmo juramento, e D.
30 Pedro I, embainhando a espada, pôs-se à frente do grupo, como se estivesse em pleno campo
de batalha a comandar um ataque contra os inimigos do Brasil e seus, contra as Cortes,
contra Portugal, contra o resto do mundo. Mas antes, clamou, voltando-se para trás, de pé nos
estribos, para que todos o vissem: “Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será –
Independência ou Morte”. E tomou a direção de São Paulo, a galope, picando de espora a
35 “sua bela besta baia”.

SOUSA, O. T. de. História dos fundadores do Império do Brasil: a vida de D. Pedro I. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1971. P. 30-31 (Adaptado).

A partir da leitura do Texto 3, pode-se inferir corretamente que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A comitiva reunia civis, religioso (padre) e militares.

O texto cita o Padre Belchior (Igreja), os dragões da Guarda de Honra (militares) e 'os civis que se descobriram'. Portanto, a comitiva tinha representantes da sociedade civil, da Igreja e das forças militares.

Análise das alternativas

A e B comparam quantidades que o texto não informa. D toma como real a comparação 'como se estivesse em campo de batalha'. E é falsa, pois D. Pedro voltava de Santos para São Paulo.

Referência: Interpretação e inferência de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão referencial — pronomes

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Texto-base:
No trecho a seguir, você lerá algumas informações sobre um importante momento histórico do Brasil: o Dia da Independência. Antes de começar a lê-lo, é importante você saber que, naquela ocasião, D. Pedro I havia recebido documentos de Portugal, ordenando que ele voltasse para lá. D. Pedro I e sua comitiva estavam voltando de uma viagem a Santos e, naquele momento, encontravam-se às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.

TEXTO 3

O vigário de Pitangui, Padre Belchior Pinheiro, reivindica a honra de ter lido para D.
Pedro os papeis chegados do Rio e acrescenta que, finda a leitura, o príncipe, tremendo de
raiva, arrancara-os das mãos, amarrotara-os e pisara-os. Mas a crer no bom vigário, logo se
dominara, a buscar reflexão e conselho.

5 Padre Belchior prossegue contando: “D. Pedro, depois, abotoando-se e recompondo a
roupa (pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho Ipiranga, agoniado por uma
disenteria com dores, que apanhara em Santos), virou-se para mim e disse: ‘— E agora,
Padre Belchior?’ E eu respondi prontamente: ‘—Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil,
será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho senão a
10 independência e a separação’. D. Pedro caminhou alguns passos silenciosamente,
acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros em direção aos nossos animais,
que se achavam à beira da estrada, dizendo-me: Padre Belchior, eles o querem, terão a sua
conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de ‘Rapazinho’ e de ‘Brasileiro’,
pois verão agora quanto vale o ‘Rapazinho’. De hoje em diante estão quebradas as nossas
15 relações; nada mais quero com o Governo Português e proclamo o Brasil para sempre
separado de Portugal”. O rapazinho mostrava que não temia o desafio e que era um homem
criado no Brasil, um brasileiro decidido a defender a sua dignidade e a do país de adoção.

E indo D. Pedro I ao encontro dos dragões da Guarda de Honra, repetiu a
proclamação da Independência: “Amigos, as Cortes querem escravizar-nos e perseguem-nos.
20 De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!” Aí, então, o
príncipe arrancou do chapéu o laço azul e branco, símbolo da nação portuguesa e, atirando-o
ao chão, exclamou: “Laço fora, soldados! Viva a independência, a liberdade e a separação do
Brasil”. Aos vivas ao Brasil independente e a D. Pedro, desembainhou este a sua espada,
acompanhado no gesto pelos militares, e pelos civis que se descobriram, e disse: “Pelo meu
25 sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil!”.

A frase deve ter sido fielmente reproduzida: Deus, honra e sangue faziam parte da
linguagem de D. Pedro, em horas solenes, nos seus protestos de juras. Nenhuma exigiria
mais ênfase do que a testemunhada pela comitiva presa do maior entusiasmo, na tarde de 7
de setembro, na colina do Ipiranga. Todos prestaram, eletrizados, o mesmo juramento, e D.
30 Pedro I, embainhando a espada, pôs-se à frente do grupo, como se estivesse em pleno campo
de batalha a comandar um ataque contra os inimigos do Brasil e seus, contra as Cortes,
contra Portugal, contra o resto do mundo. Mas antes, clamou, voltando-se para trás, de pé nos
estribos, para que todos o vissem: “Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será –
Independência ou Morte”. E tomou a direção de São Paulo, a galope, picando de espora a
35 “sua bela besta baia”.

SOUSA, O. T. de. História dos fundadores do Império do Brasil: a vida de D. Pedro I. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1971. P. 30-31 (Adaptado).

Considere o seguinte trecho: “. D. Pedro caminhou alguns passos silenciosamente, acompanhado por mim” (ℓ. 10-11). O pronome sublinhado se refere: (No trecho, está sublinhada a palavra “mim”.)
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Coesão textual — conectivos e relações de sentido

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Texto-base:
No trecho a seguir, você lerá algumas informações sobre um importante momento histórico do Brasil: o Dia da Independência. Antes de começar a lê-lo, é importante você saber que, naquela ocasião, D. Pedro I havia recebido documentos de Portugal, ordenando que ele voltasse para lá. D. Pedro I e sua comitiva estavam voltando de uma viagem a Santos e, naquele momento, encontravam-se às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.

TEXTO 3

O vigário de Pitangui, Padre Belchior Pinheiro, reivindica a honra de ter lido para D.
Pedro os papeis chegados do Rio e acrescenta que, finda a leitura, o príncipe, tremendo de
raiva, arrancara-os das mãos, amarrotara-os e pisara-os. Mas a crer no bom vigário, logo se
dominara, a buscar reflexão e conselho.

5 Padre Belchior prossegue contando: “D. Pedro, depois, abotoando-se e recompondo a
roupa (pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho Ipiranga, agoniado por uma
disenteria com dores, que apanhara em Santos), virou-se para mim e disse: ‘— E agora,
Padre Belchior?’ E eu respondi prontamente: ‘—Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil,
será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho senão a
10 independência e a separação’. D. Pedro caminhou alguns passos silenciosamente,
acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros em direção aos nossos animais,
que se achavam à beira da estrada, dizendo-me: Padre Belchior, eles o querem, terão a sua
conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de ‘Rapazinho’ e de ‘Brasileiro’,
pois verão agora quanto vale o ‘Rapazinho’. De hoje em diante estão quebradas as nossas
15 relações; nada mais quero com o Governo Português e proclamo o Brasil para sempre
separado de Portugal”. O rapazinho mostrava que não temia o desafio e que era um homem
criado no Brasil, um brasileiro decidido a defender a sua dignidade e a do país de adoção.

E indo D. Pedro I ao encontro dos dragões da Guarda de Honra, repetiu a
proclamação da Independência: “Amigos, as Cortes querem escravizar-nos e perseguem-nos.
20 De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!” Aí, então, o
príncipe arrancou do chapéu o laço azul e branco, símbolo da nação portuguesa e, atirando-o
ao chão, exclamou: “Laço fora, soldados! Viva a independência, a liberdade e a separação do
Brasil”. Aos vivas ao Brasil independente e a D. Pedro, desembainhou este a sua espada,
acompanhado no gesto pelos militares, e pelos civis que se descobriram, e disse: “Pelo meu
25 sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil!”.

A frase deve ter sido fielmente reproduzida: Deus, honra e sangue faziam parte da
linguagem de D. Pedro, em horas solenes, nos seus protestos de juras. Nenhuma exigiria
mais ênfase do que a testemunhada pela comitiva presa do maior entusiasmo, na tarde de 7
de setembro, na colina do Ipiranga. Todos prestaram, eletrizados, o mesmo juramento, e D.
30 Pedro I, embainhando a espada, pôs-se à frente do grupo, como se estivesse em pleno campo
de batalha a comandar um ataque contra os inimigos do Brasil e seus, contra as Cortes,
contra Portugal, contra o resto do mundo. Mas antes, clamou, voltando-se para trás, de pé nos
estribos, para que todos o vissem: “Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será –
Independência ou Morte”. E tomou a direção de São Paulo, a galope, picando de espora a
35 “sua bela besta baia”.

SOUSA, O. T. de. História dos fundadores do Império do Brasil: a vida de D. Pedro I. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1971. P. 30-31 (Adaptado).

No trecho ‘A frase deve ter sido fielmente reproduzida: Deus, honra e sangue faziam parte da linguagem de D. Pedro, em horas solenes, nos seus protestos de juras”, os dois pontos devem ser substituídos por qual dos termos a seguir a fim de manter a correta e coerente relação lógico-discursiva?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os dois pontos introduzem uma explicação, o que equivale a 'haja vista que'.

A segunda parte do trecho justifica a primeira: a frase deve ter sido fielmente reproduzida porque Deus, honra e sangue faziam parte da linguagem de D. Pedro. Os dois pontos marcam essa explicação. 'Haja vista que' expressa causa ou justificativa.

Análise das alternativas

'Ou' dá alternativa, 'nem' dá adição negativa, 'embora' dá concessão e 'à proporção que' dá proporção. Nenhum mantém a relação de causa ou explicação.

Referência: Coesão: valor semântico dos conectivos e dos dois pontos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de texto — sentido contextual de palavras

Colégio Militar de Fortaleza 2022 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
No trecho a seguir, você lerá algumas informações sobre um importante momento histórico do Brasil: o Dia da Independência. Antes de começar a lê-lo, é importante você saber que, naquela ocasião, D. Pedro I havia recebido documentos de Portugal, ordenando que ele voltasse para lá. D. Pedro I e sua comitiva estavam voltando de uma viagem a Santos e, naquele momento, encontravam-se às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.

TEXTO 3

O vigário de Pitangui, Padre Belchior Pinheiro, reivindica a honra de ter lido para D.
Pedro os papeis chegados do Rio e acrescenta que, finda a leitura, o príncipe, tremendo de
raiva, arrancara-os das mãos, amarrotara-os e pisara-os. Mas a crer no bom vigário, logo se
dominara, a buscar reflexão e conselho.

5 Padre Belchior prossegue contando: “D. Pedro, depois, abotoando-se e recompondo a
roupa (pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho Ipiranga, agoniado por uma
disenteria com dores, que apanhara em Santos), virou-se para mim e disse: ‘— E agora,
Padre Belchior?’ E eu respondi prontamente: ‘—Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil,
será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho senão a
10 independência e a separação’. D. Pedro caminhou alguns passos silenciosamente,
acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros em direção aos nossos animais,
que se achavam à beira da estrada, dizendo-me: Padre Belchior, eles o querem, terão a sua
conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de ‘Rapazinho’ e de ‘Brasileiro’,
pois verão agora quanto vale o ‘Rapazinho’. De hoje em diante estão quebradas as nossas
15 relações; nada mais quero com o Governo Português e proclamo o Brasil para sempre
separado de Portugal”. O rapazinho mostrava que não temia o desafio e que era um homem
criado no Brasil, um brasileiro decidido a defender a sua dignidade e a do país de adoção.

E indo D. Pedro I ao encontro dos dragões da Guarda de Honra, repetiu a
proclamação da Independência: “Amigos, as Cortes querem escravizar-nos e perseguem-nos.
20 De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!” Aí, então, o
príncipe arrancou do chapéu o laço azul e branco, símbolo da nação portuguesa e, atirando-o
ao chão, exclamou: “Laço fora, soldados! Viva a independência, a liberdade e a separação do
Brasil”. Aos vivas ao Brasil independente e a D. Pedro, desembainhou este a sua espada,
acompanhado no gesto pelos militares, e pelos civis que se descobriram, e disse: “Pelo meu
25 sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil!”.

A frase deve ter sido fielmente reproduzida: Deus, honra e sangue faziam parte da
linguagem de D. Pedro, em horas solenes, nos seus protestos de juras. Nenhuma exigiria
mais ênfase do que a testemunhada pela comitiva presa do maior entusiasmo, na tarde de 7
de setembro, na colina do Ipiranga. Todos prestaram, eletrizados, o mesmo juramento, e D.
30 Pedro I, embainhando a espada, pôs-se à frente do grupo, como se estivesse em pleno campo
de batalha a comandar um ataque contra os inimigos do Brasil e seus, contra as Cortes,
contra Portugal, contra o resto do mundo. Mas antes, clamou, voltando-se para trás, de pé nos
estribos, para que todos o vissem: “Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será –
Independência ou Morte”. E tomou a direção de São Paulo, a galope, picando de espora a
35 “sua bela besta baia”.

SOUSA, O. T. de. História dos fundadores do Império do Brasil: a vida de D. Pedro I. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1971. P. 30-31 (Adaptado).

No trecho “...arrancara-os das mãos, amarrotara-os e pisara-os. Mas a crer no bom vigário, logo se dominara, a buscar reflexão e conselho.” (ℓ. 03-04), os termos destacados sugerem que D. Pedro era (No trecho, estão em negrito as palavras “pisara-os” e “conselho”.)
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Classes de palavras — pronome oblíquo e contração de preposição

Colégio Militar de Fortaleza 2022 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
No trecho a seguir, você lerá algumas informações sobre um importante momento histórico do Brasil: o Dia da Independência. Antes de começar a lê-lo, é importante você saber que, naquela ocasião, D. Pedro I havia recebido documentos de Portugal, ordenando que ele voltasse para lá. D. Pedro I e sua comitiva estavam voltando de uma viagem a Santos e, naquele momento, encontravam-se às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.

TEXTO 3

O vigário de Pitangui, Padre Belchior Pinheiro, reivindica a honra de ter lido para D.
Pedro os papeis chegados do Rio e acrescenta que, finda a leitura, o príncipe, tremendo de
raiva, arrancara-os das mãos, amarrotara-os e pisara-os. Mas a crer no bom vigário, logo se
dominara, a buscar reflexão e conselho.

5 Padre Belchior prossegue contando: “D. Pedro, depois, abotoando-se e recompondo a
roupa (pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho Ipiranga, agoniado por uma
disenteria com dores, que apanhara em Santos), virou-se para mim e disse: ‘— E agora,
Padre Belchior?’ E eu respondi prontamente: ‘—Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil,
será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho senão a
10 independência e a separação’. D. Pedro caminhou alguns passos silenciosamente,
acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros em direção aos nossos animais,
que se achavam à beira da estrada, dizendo-me: Padre Belchior, eles o querem, terão a sua
conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de ‘Rapazinho’ e de ‘Brasileiro’,
pois verão agora quanto vale o ‘Rapazinho’. De hoje em diante estão quebradas as nossas
15 relações; nada mais quero com o Governo Português e proclamo o Brasil para sempre
separado de Portugal”. O rapazinho mostrava que não temia o desafio e que era um homem
criado no Brasil, um brasileiro decidido a defender a sua dignidade e a do país de adoção.

E indo D. Pedro I ao encontro dos dragões da Guarda de Honra, repetiu a
proclamação da Independência: “Amigos, as Cortes querem escravizar-nos e perseguem-nos.
20 De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!” Aí, então, o
príncipe arrancou do chapéu o laço azul e branco, símbolo da nação portuguesa e, atirando-o
ao chão, exclamou: “Laço fora, soldados! Viva a independência, a liberdade e a separação do
Brasil”. Aos vivas ao Brasil independente e a D. Pedro, desembainhou este a sua espada,
acompanhado no gesto pelos militares, e pelos civis que se descobriram, e disse: “Pelo meu
25 sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil!”.

A frase deve ter sido fielmente reproduzida: Deus, honra e sangue faziam parte da
linguagem de D. Pedro, em horas solenes, nos seus protestos de juras. Nenhuma exigiria
mais ênfase do que a testemunhada pela comitiva presa do maior entusiasmo, na tarde de 7
de setembro, na colina do Ipiranga. Todos prestaram, eletrizados, o mesmo juramento, e D.
30 Pedro I, embainhando a espada, pôs-se à frente do grupo, como se estivesse em pleno campo
de batalha a comandar um ataque contra os inimigos do Brasil e seus, contra as Cortes,
contra Portugal, contra o resto do mundo. Mas antes, clamou, voltando-se para trás, de pé nos
estribos, para que todos o vissem: “Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será –
Independência ou Morte”. E tomou a direção de São Paulo, a galope, picando de espora a
35 “sua bela besta baia”.

SOUSA, O. T. de. História dos fundadores do Império do Brasil: a vida de D. Pedro I. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1971. P. 30-31 (Adaptado).

Em “Nenhum laço nos une mais!” (ℓ. 20), a partícula em destaque tem o mesmo valor e significado em
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O 'nos' de 'nos une' é pronome oblíquo (objeto direto).

Em 'Nenhum laço nos une mais', 'nos' é pronome pessoal oblíquo que representa 'nós'. Em D, 'O professor nos encontrou' tem o mesmo valor, com 'nos' = 'a nós', objeto direto.

Análise das alternativas

Em A, B, C e E, 'nos' é a contração da preposição 'em' com o artigo 'os' (nos alunos, nos palcos, nos trajes, nos cantos), e não pronome.

Referência: Pronomes oblíquos átonos e contração de preposição com artigo.

Resolução comentada do VaiConcursos.