Pular para o conteúdo

Provas

← Voltar para a lista de provas

Colégio Militar de Manaus — Concurso de Admissão 2022/2023 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Matemática e Língua Portuguesa

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM)2022Fundamental

30 questões nesta prova · página 1 de 2 · 30 com gabarito

Matemática Estatística — Leitura e Interpretação de Gráficos

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Manter uma alimentação saudável ao longo da vida evita não só a má nutrição em todas as suas formas, mas também uma gama de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e outras condições de saúde. No entanto, o aumento da produção de alimentos processados, a rápida urbanização e a mudança de estilos de vida deram lugar a uma alteração nos padrões alimentares. As pessoas agora consomem mais alimentos ricos em calorias, gorduras, açúcares livres e sal/sódio – e muitas não comem frutas, vegetais e outras fibras alimentares o suficiente.
A composição exata de uma dieta diversificada, equilibrada e saudável varia de acordo com as características individuais de cada pessoa (idade, sexo, estilo de vida e grau de atividade física), contexto cultural, alimentos disponíveis localmente e hábitos alimentares. No entanto, os princípios básicos do que constitui uma alimentação saudável permanecem os mesmos para todas e todos.
https://www.paho.org/pt/topicos/alimentacao-saudavel

Os alunos do 6º Ano do Colégio Militar de Manaus fizeram uma pesquisa sobre os alimentos que consomem. Ao todo, 120 estudantes participaram, respondendo algumas perguntas que foram convertidas no gráfico abaixo.
Gráfico de barras “Alimentação dos Alunos do 6º Ano”. Barras azuis — MAS (marcadores de alimentação saudável): Feijão 27,5%; Legumes 22,5%; Frutas 35,0%. Barras vermelhas — MANS (marcadores de alimentação não saudável): Fritura 60,0%; Refrigerante 80,0%; Doce 85,0%; Ultraprocessados 72,5%.
De acordo com os dados acima, é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Matemática Geometria — Figuras Planas e Sólidos Geométricos

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Geometria (em grego, significa geo - "terra", metria - "medida") é um ramo da Matemática que estuda padrões de formas, tamanho e posições relativas de figuras e as propriedades dos espaços. Anabella está estudando com sua turma as figuras geométricas abaixo.
Nove quadros rotulados de (a) a (i): (a) hexágono plano lilás; (b) cilindro verde-claro deitado; (c) sólido roxo com faces laterais retangulares e bases poligonais (prisma); (d) círculo laranja; (e) dois triângulos rosados unidos por um vértice, formando uma ampulheta plana; (f) sólido azul alongado com bases triangulares e arestas ocultas tracejadas; (g) sólido com base pentagonal cinza e faces laterais triangulares que se encontram em um vértice; (h) duas elipses azuis de tamanhos diferentes ligadas por linhas laterais (tronco de cone); (i) duas retas, r (horizontal) e s (vertical), que se cruzam, com um pequeno quadrado verde marcando o ângulo no cruzamento.
Observe algumas das afirmações que Anabella e sua turma fizeram:
I. As figuras geométricas (b), (c), (f), (g) e (h) são poliedros;
II. As figuras (b) e (h) são corpos redondos;
III. A figura (f) é uma pirâmide de base retangular e a figura (g) é uma pirâmide de base pentagonal;
IV. As figuras (a), (d) e (e) são polígonos;
V. A figura (i) mostra duas retas perpendiculares.
Anabella e sua turma fizeram afirmações corretas nos itens:
Selecione uma alternativa

Matemática Problemas com as Quatro Operações — Números Naturais e Decimais

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Quer saber quantas vezes você respira, quantas vezes seu coração bate, quantas vezes pisca os olhos? Então venha descobrir!

Em 1 ano, o movimento de encher e esvaziar os pulmões se repete 7.300.000 vezes! Com isso, você inspira mais ou menos 3.416.400 litros de ar, quantidade suficiente para encher 525.600 bolas de basquete.

Seu coração bate mais depressa do que o de um adulto. O coração de uma criança com idade entre 7 e 10 anos bate cerca de 158.400 vezes em um dia. Mas esse número pode aumentar se você ficar muito agitado ou correr bastante de um lado para o outro.

Piscar os olhos ajuda a combater a invasão de bactérias. “Mesmo involuntariamente, piscamos, em média, cerca de 20 vezes por minuto. Toda vez que a pálpebra sai da posição de repouso elevada, desce e volta, renova-se o filme lacrimal, que está sobreposto aos olhos, traz oxigênio, novos nutrientes e elimina poeiras que podem ter ficado sobre a superfície dos olhos.” (Dr. Eduardo Rocha)

Livro Digital. Disponível em: <http:storage.googleapis.com> e Jornal USP. Disponível em: <http:jornal.usp.br>. Acesso em: 28 set. 2022

• Uma bola de basquete precisa de _________ litros de ar para ficar cheia.
• O coração de uma criança com idade entre 7 e 10 anos bate cerca de _______ vezes em 1 minuto.
• Piscamos, em média, ________ vezes em uma semana.

Os dados que completam corretamente as lacunas acima são:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Dividir e converter unidades de tempo com os dados do texto.

Litros por bola: 3.416.400 ÷ 525.600 = 6,5. Batimentos por minuto: 158.400 ÷ 1.440 min (24 h × 60) = 110. Piscadas em uma semana: 20 × 60 × 24 × 7 = 201.600.

Análise das alternativas

B, C, D e E erram ao menos uma das três lacunas. Por exemplo, 1100 e 20160 (C) e 3,5 ou 4,6 litros (E e B) não saem dos cálculos acima. Só A traz os três valores corretos.

Referência: Operações com números decimais e conversão de unidades de tempo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Medidas de Tempo

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

"Funciona como um relógio". Você já ouviu essa expressão? É usada para se referir a alguma coisa que funciona direitinho, com regularidade a toda prova.
O relógio atômico é movido pela radioatividade emitida por uma pedra de césio. Ele mede o tempo em nanossegundos (ou um bilionésimo de segundos!). Mas, mesmo assim, atrasa 1 segundo a cada 3 milhões de anos!
Melhor que ele só o relógio mais preciso do mundo, desenvolvido por uma equipe de cientistas alemães e americanos. Ele usa um átomo de mercúrio como combustível, e conta com a ajuda de um raio laser. Esse super relógio divide um segundo em um quatrilhão: os femtossegundos. O mais incrível é que ele só atrasa 1 segundo a cada 3 bilhões de anos!
Canal Kids. Disponível em: < https://www.canalkids.com.br>. Acesso em: 03 out 2022

Caio tem um relógio que atrasa 14 segundos a cada hora. Ele acertou o relógio exatamente às 12 horas de hoje. Se Caio não acertar o relógio durante exatamente uma semana, quantas horas, minutos e segundos o relógio marcará?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Atraso de 14 s/h durante 168 horas.

Uma semana tem 168 h, e o atraso total é 168 × 14 s = 2.352 s = 39 min 12 s. O relógio marca o tempo real menos o atraso: após 7 dias o horário real é 12h, então o relógio marca 11h 20min 48s (12h − 39min 12s).

Análise das alternativas

A) 11h39min12s usa o atraso invertido. C, D e E não correspondem ao cálculo. B) está correta.

Referência: Medidas de tempo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Medidas de Comprimento — Conversão de Unidades

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

As unhas não param de crescer. A gente corta as unhas e alguns dias depois tem que cortar de novo, porque elas já estão grandes.
Você sabe quanto as unhas crescem por dia? Elas crescem 0,1 milímetro por dia, a não ser que você seja daquelas pessoas que têm o hábito muito feio de roer as unhas...
Canal Kids. Disponível em: < https://www.canalkids.com.br>. Acesso em: 03 out 2022

Se você deixasse de cortar as unhas durante 3 anos e 10 meses, quanto elas cresceriam aproximadamente? Considere que o ano tem 365 dias e o mês, 30 dias.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Dias × 0,1 mm, convertidos para cm.

3 anos e 10 meses = 3·365 + 10·30 = 1.095 + 300 = 1.395 dias. Crescimento: 1.395 × 0,1 mm = 139,5 mm = 13,95 cm.

Análise das alternativas

A, B, D e E erram a conversão de unidades. C) está correta.

Referência: Medidas de comprimento.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Sistema de Numeração Decimal

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Se você acha que Matemática é um bicho-de-sete-cabeças, imagine o que achavam os homens das cavernas! Eles conviviam com noções de Matemática sem desconfiar de que ela está em toda parte.
Mesmo há muito tempo, na Pré-história, nossos antepassados já tinham a noção de números. Claro que eles não sabiam contar, mas percebiam que as coisas mudavam numericamente. Por exemplo, que os dias passavam e a quantidade de filhos estava aumentando.
Começaram então a gravar em ossos essas noções de quantidade (já que devia ser difícil guardar tudo "de cabeça"). Esses ossos entalhados são os registros mais antigos que existem, de mais ou menos 20.000 anos atrás.
Aos poucos, os povos primitivos aprenderam a usar os dedos das mãos e dos pés para "lembrar" pequenos números. E tem muita gente que faz isso até hoje... Também usavam as partes do corpo para medir as extensões, e descobriram quais as formas geométricas mais adequadas para suas peças de cerâmica e para as pontas das lanças.
Assim, cada cultura foi desenvolvendo um método de conhecimento e progredindo nessa ciência tão importante.
Canal Kids (adaptado). Disponível em: < https://www.canalkids.com.br>. Acesso em: 03 out 2022

No Brasil e na maioria dos países é adotado atualmente o sistema de numeração decimal. Esse sistema foi criado por volta do século V. Sobre o conjunto dos números naturais, podemos afirmar corretamente que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O sistema indo-arábico é posicional.

No sistema decimal indo-arábico, o valor de cada algarismo depende da posição que ocupa, ou seja, ele é posicional.

Análise das alternativas

B) o valor posicional é 10 vezes maior a cada posição à esquerda, não 100. C) os grupos de 3 algarismos são chamados de classes, não de ordens. D) os símbolos 0 a 9 são algarismos, não numerais ordinais. E) o zero não tem antecessor entre os naturais. A) está correta.

Referência: Sistema de numeração decimal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Sistema de Numeração Romano

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

No Laboratório de Matemática do CMM, os alunos fizeram uma experiência com números naturais. As meninas escreveram em cartões amarelos todos os números com três algarismos, em que um dos algarismos é ímpar e os outros dois são pares e diferentes entre si. Os meninos escreveram em cartões verdes todos os números de três algarismos, em que um dos algarismos é par e os outros dois são ímpares e diferentes entre si. Em seguida, escreveram na lousa a maior diferença possível entre um número escrito num cartão verde e um número escrito num cartão amarelo. Esse número, representado em algarismos romanos, é
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Maior verde − menor amarelo = 987 − 102 = 885 = DCCCLXXXV.

Cartão verde: um algarismo par e dois ímpares diferentes; o maior é 987. Cartão amarelo: um ímpar e dois pares diferentes; o menor é 102 (100 não serve, pois os pares seriam iguais). A diferença é 885, que em romanos é DCCCLXXXV (500+300+80+5).

Análise das alternativas

A, B e C trazem escritas inválidas ou valores incorretos. D) vale 665. E) está correta.

Referência: Sistema de numeração romano.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Probabilidade

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Walkíria possui duas roletas, cada uma com divisões iguais, mas diferentes entre si, como mostram as figuras abaixo:
Duas roletas circulares com ponteiro vermelho no centro. Roleta A: dividida em 3 partes iguais — azul, amarelo e verde. Roleta B: dividida em 6 partes iguais — verde, azul-claro, amarelo, azul, amarelo e azul.
Agora, observe as conclusões de Walkíria e assinale a afirmação correta, sabendo que o ponteiro para em uma única cor.
Selecione uma alternativa

Matemática Divisão de Números Naturais — Problemas com Resto

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Max é bibliotecário do CMM. Ele está arrumando 3.474 livros que acabaram de chegar. Separou 2.142 para colocar nas estantes. O restante ele guardou em caixas, sendo que em cada uma cabiam 18 livros.
De acordo com os dados acima e levando em consideração que todos os livros têm a mesma espessura e tamanho, é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Restante de livros dividido por 18.

3.474 − 2.142 = 1.332 livros. Como 1.332 ÷ 18 = 74 exatamente, Max usa 74 caixas cheias, sem sobra.

Análise das alternativas

A) 74 não é mais que 74. B) não há caixas incompletas, pois a divisão é exata. C) 47 é o número com os algarismos trocados. D) não há resto de 5 livros. E) está correta.

Referência: Divisão de números naturais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Áreas de Figuras Planas — Unidades de Medida de Área

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

A figura abaixo é formada por cinco quadrados iguais e os vértices do octógono sombreado tocam a metade dos lados dos quadrados. Se a área de cada quadrado é de 0,25 dam², qual a área do octógono sombreado?
Figura em forma de cruz composta por cinco quadrados iguais (um central e quatro ao redor: acima, abaixo, à esquerda e à direita). Um octógono sombreado de cinza cobre o quadrado central inteiro e metade de cada quadrado lateral, com vértices nos pontos médios dos lados dos quadrados externos.
Selecione uma alternativa

Matemática Estatística — Leitura e Interpretação de Gráficos

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Na turma 605 foi feita uma pesquisa na qual todos os alunos participaram respondendo às seguintes perguntas:
Qual é sua fruta predileta?
Qual é sua cor predileta?
Após as pesquisas, Nicole e Luís ficaram responsáveis por construir gráficos com os dados da pesquisa. Observe abaixo o resultado:
Dois gráficos. “Fruta Predileta” (setores): Melancia 25%; Maçã 12,5%; Uva 12,5%; Laranja 9,375%; Banana 37,5%; Morango 3,125%. “Cor Predileta” (barras, eixo vertical “Números de alunos” de 0 a 10): Azul 5; Rosa 3; Vermelho 7; Amarelo 4; Laranja 4; Verde 8; Marrom 1.
De acordo com os dados da pesquisa realizada na turma 605, é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Matemática Expressões Numéricas com Frações, Decimais e Porcentagem

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

A professora de Matemática do 6º Ano propôs a seus alunos que escrevessem a seguinte expressão numérica, que oralmente citou:
Quadro com o texto: “Ao número 21/40 adicionamos o número 30/20. Depois, dividimos o resultado pelo produto de 57854/787752 com 787752/57854 e, por fim, adicionamos pela diferença de 0,725 com 25%.” (frações escritas na forma de numerador sobre denominador).
Boa parte dos seus alunos acertou ao responder que o resultado do problema é aproximadamente:
Selecione uma alternativa

Matemática Porcentagem — Variação Percentual

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

No gráfico estão representadas as quantidades de alunos participantes dos Grêmios do CMM em 2021 e 2022. O Grêmio da Força Aérea, por exemplo, teve 60 participantes em 2021 e 50 participantes em 2022. (Obs.: Dados fictícios.)
Gráfico de barras “Distribuição dos Alunos do CMM nos Grêmios de 2021 a 2022”, eixo vertical de 0 a 160, com tabela de dados: Engenharia — 2021: 30, 2022: 50; Força Aérea — 2021: 60, 2022: 50; Naval — 2021: 70, 2022: 70; Infantaria — 2021: 100, 2022: 150; Cavalaria — 2021: 120, 2022: 130.
Qual Grêmio teve o maior aumento percentual de participantes de 2021 a 2022?
Selecione uma alternativa

Matemática Mínimo Múltiplo Comum (MMC) — Medidas de Tempo

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Para homenagear a cultura popular amazonense, foram instaladas fontes de luz nos cabos de sustentação da Ponte Rio Negro. Uma fonte de luz azul ilumina a arquitetura, de 12 em 12 minutos, e uma fonte de luz vermelha ilumina o mesmo ponto de 18 em 18 minutos, sendo as duas ligadas juntas às 20h e desligadas às 23h. A ponte também ganhou um letreiro que mostra quanto tempo falta para que as luzes se apaguem a cada noite. Um turista visitou a ponte para ver esse espetáculo de luzes. Observe o tempo marcado no letreiro quando ele chegou ao local:
Fotografia da Ponte Rio Negro, ponte estaiada com cabos amarelos, vista da pista. À esquerda, um letreiro com a inscrição “1h29min15s”.
Qual o tempo mínimo que esse turista esperou para ver as luzes azul e vermelha acesas ao mesmo tempo?
Selecione uma alternativa

Matemática Proporcionalidade — Regra de Três Simples

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Uma escola comprou uma caixa de copos de isopor contendo 2.500 copos que custou R$ 475,00. Após um mês de uso, a escola percebeu que so havia 353 copos. Quanto custaram os copos que restaram?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Regra de três: preço proporcional ao número de copos.

O preço por copo é 475/2500 = R$ 0,19. Para 353 copos: 353 × 0,19 = R$ 67,07.

Análise das alternativas

As demais alternativas resultam de erros de cálculo ou de proporção. C) está correta.

Referência: Regra de três simples.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I (adaptado)
A MOÇA TECELÃ
Marina Colasanti

Acordada ainda no escuro, como se houvesse o sol chegado atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se no tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidados de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbeado, corpo emprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.

Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

– Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

– Por que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal, o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

– É para que ninguém saiba do tapete – disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: – Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe o corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Fonte: https://www.contioutra.com/a-moca-tecela-um-conto-de-marina-colasanti/. Acesso em: 16 SET 22
Glossário:
Tear – aparelho para tecelagem.
Entremear – intercalar, misturar.
Emprumado – (der. de aprumar) vestido elegantemente.
Arremates – detalhes decorativos.
Estrebarias – onde ficam os cavalos.

De acordo com a leitura do texto, é possível afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A moça tece um marido e fica presa a atender seus pedidos.

Sentindo-se só, a moça tece um companheiro. Ele passa a exigir bens (casa, palácio, cavalos), e ela fica presa à obrigação de satisfazer esses desejos.

Análise das alternativas

B) o clímax não está no 1º parágrafo, que é a introdução. C) o conto permite leitura simbólica e aprendizado sobre a vida. D) não se limita a criticar o casamento por ambição. E) o narrador não é personagem. A) está correta.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Fato e Opinião

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I (adaptado)
A MOÇA TECELÃ
Marina Colasanti

Acordada ainda no escuro, como se houvesse o sol chegado atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se no tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidados de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbeado, corpo emprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.

Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

– Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

– Por que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal, o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

– É para que ninguém saiba do tapete – disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: – Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe o corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Fonte: https://www.contioutra.com/a-moca-tecela-um-conto-de-marina-colasanti/. Acesso em: 16 SET 22
Glossário:
Tear – aparelho para tecelagem.
Entremear – intercalar, misturar.
Emprumado – (der. de aprumar) vestido elegantemente.
Arremates – detalhes decorativos.
Estrebarias – onde ficam os cavalos.

Considerando a progressão da narrativa, o trecho que constitui uma opinião do narrador é:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A opinião do narrador aparece em "E parecia justo".

"Parecia justo" traz um julgamento de valor, uma avaliação subjetiva do narrador sobre o pedido do marido. Os demais trechos apenas relatam fatos da narrativa.

Análise das alternativas

B) relata um fato (a felicidade durou algum tempo). C) afirma o que ela fazia. D) descreve a situação da moça. E) descreve o clima e a falta de tempo, como fatos. A) está correta.

Referência: Fato e opinião.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Elementos da Narrativa — Foco Narrativo

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I (adaptado)
A MOÇA TECELÃ
Marina Colasanti

Acordada ainda no escuro, como se houvesse o sol chegado atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se no tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidados de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbeado, corpo emprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.

Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

– Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

– Por que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal, o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

– É para que ninguém saiba do tapete – disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: – Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe o corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Fonte: https://www.contioutra.com/a-moca-tecela-um-conto-de-marina-colasanti/. Acesso em: 16 SET 22
Glossário:
Tear – aparelho para tecelagem.
Entremear – intercalar, misturar.
Emprumado – (der. de aprumar) vestido elegantemente.
Arremates – detalhes decorativos.
Estrebarias – onde ficam os cavalos.

Quanto à compreensão do Texto I e dos elementos que o compõem, assinale a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Narrador em 3ª pessoa e onisciente, que revela sentimentos e pensamentos.

O conto é narrado em 3ª pessoa e o narrador conhece os pensamentos e sentimentos dos personagens, como o desejo da moça de ter companhia e a ambição do marido. Isso caracteriza um narrador onisciente.

Análise das alternativas

A) o conto mostra o contrário: o acúmulo de bens trouxe tristeza. B) não é em 1ª pessoa nem pela voz do marido. D) o narrador não é observador, pois revela as aspirações dos personagens. E) o narrador não é personagem. C) está correta.

Referência: Elementos da narrativa: foco narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Referencial — Pronomes

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I (adaptado)
A MOÇA TECELÃ
Marina Colasanti

Acordada ainda no escuro, como se houvesse o sol chegado atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se no tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidados de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbeado, corpo emprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.

Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

– Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

– Por que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal, o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

– É para que ninguém saiba do tapete – disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: – Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe o corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Fonte: https://www.contioutra.com/a-moca-tecela-um-conto-de-marina-colasanti/. Acesso em: 16 SET 22
Glossário:
Tear – aparelho para tecelagem.
Entremear – intercalar, misturar.
Emprumado – (der. de aprumar) vestido elegantemente.
Arremates – detalhes decorativos.
Estrebarias – onde ficam os cavalos.

Assinale a alternativa cuja palavra em destaque NÃO se refira à moça tecelã:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Relações de Causa e Consequência

Colégio Militar de Manaus (CMM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I (adaptado)
A MOÇA TECELÃ
Marina Colasanti

Acordada ainda no escuro, como se houvesse o sol chegado atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se no tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.

Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidados de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbeado, corpo emprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.

Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

– Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

– Por que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal, o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

– É para que ninguém saiba do tapete – disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: – Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.

Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe o corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.

Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Fonte: https://www.contioutra.com/a-moca-tecela-um-conto-de-marina-colasanti/. Acesso em: 16 SET 22
Glossário:
Tear – aparelho para tecelagem.
Entremear – intercalar, misturar.
Emprumado – (der. de aprumar) vestido elegantemente.
Arremates – detalhes decorativos.
Estrebarias – onde ficam os cavalos.

Marque a alternativa em que os trechos selecionados indiquem, respectivamente, relações de causa e consequência:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Causa e consequência: depois de lançar o fio de escuridão, ela dorme tranquila.

Em "depois de lançar seu fio de escuridão"/"dormia tranquila", o primeiro trecho é a causa: tecer a noite traz o sono. O segundo é a consequência: ela dorme tranquila.

Análise das alternativas

A) a relação é de modo (jogando a lançadeira). C) são fala e ordem sequenciais, sem causa e efeito. D) são fatos simultâneos ou coordenados. E) é repetição paralela de ideias. B) está correta.

Referência: Relações lógico-semânticas: causa e consequência.

Resolução comentada do VaiConcursos.