← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Manaus (CMM) — Exército Brasileiro, DECEx/DEPA · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 30 questões nesta prova · página 2 de 2 · 30 com gabarito Gabarito disponível No trecho, a vírgula separa elementos de uma enumeração. Em "Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins", as vírgulas separam termos de mesma função sintática, ou seja, uma enumeração. Na alternativa D, "chapéu emplumado, rosto barbeado, corpo emprumado, sapato engraxado" também é uma enumeração. A) as vírgulas isolam uma oração adverbial intercalada. B) a vírgula isola um adjunto adverbial deslocado ("Rápido"). C) a vírgula isola o adjunto adverbial e o aposto/adjunto "deitada...". E) as vírgulas isolam um aposto e uma oração adjetiva explicativa. D) está correta. Referência: Pontuação: vírgula em enumeração. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Cézar é um adolescente que perseguiu o sonho de programar apesar das dificuldades financeiras. O texto mostra que Cézar aprendeu programação sozinho em celulares usados e quebrados, pois a família não tinha dinheiro. Ele persistiu e hoje trabalha como desenvolvedor. A alternativa A resume isso. B) a família se mudou, mas o texto não diz que foi por emprego. C) ele é autodidata, não recém-formado, e o texto não diz que é o funcionário mais jovem. D) a vaquinha foi para obras na casa da família, e o curso é só uma intenção. E) as doações são apenas uma sugestão dele. A) está correta. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "A gente" equivale a "nós" e se refere à família de Cézar. Na fala "A gente não tinha condições financeiras para achar uma casa pronta, então precisou viver em uma inacabada", "a gente" é o pronome que substitui "nós". Refere-se a Cézar e sua família, que viveram na casa inacabada em Carutapera. A, C e E referem-se a coisas (vaquinha, dinheiro, obras), não a quem vivia na casa. D) a casa é o objeto da fala, não quem a procurou. B) está correta. Referência: Coesão referencial: pronomes. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Reportagem jornalística, de finalidade informativa. O texto é uma reportagem da BBC que relata a trajetória de Cézar Pauxis. Sua finalidade principal é informar o leitor sobre um acontecimento e uma história real. A) não busca coletar a opinião do leitor. B) não é instrucional. D) não tem caráter persuasivo. E) o texto é jornalístico e informativo, não um texto narrativo ficcional sobre um personagem. C) está correta. Referência: Gêneros textuais: reportagem e finalidade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Percalços são dificuldades e contratempos, o oposto de satisfação. "Percalços" significa dificuldades, contratempos e problemas enfrentados. No contexto, refere-se aos obstáculos que Cézar passou. "Satisfação" tem sentido oposto e não é sinônimo. B, C, D e E (dificuldade, transtorno, obstáculo, problema) são sinônimos de percalços. A) satisfação é a única que não é, e por isso é a resposta. Referência: Semântica: sinonímia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível No texto, as aspas marcam falas e citações do entrevistado. As aspas aparecem principalmente para abrir e fechar as falas de Cézar Pauxis (discurso direto), ou seja, citações. Também há termos entre aspas, como "gambiarras" e "relacionamentos problemáticos", mas o uso predominante é o de citação. A) as aspas não indicam interrupção de frases com dúvida. C) não separam termos de mesma função. D) não isolam expressões explicativas. E) não introduzem enumerações ou esclarecimentos. B) está correta. Referência: Pontuação: emprego das aspas. Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar de Manaus — Concurso de Admissão 2022/2023 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Matemática e Língua Portuguesa
TEXTO I (adaptado)
A MOÇA TECELÃ
Marina Colasanti
Acordada ainda no escuro, como se houvesse o sol chegado atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se no tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidados de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbeado, corpo emprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.
Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
– Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
– Por que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal, o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
– É para que ninguém saiba do tapete – disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: – Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe o corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.
Fonte: https://www.contioutra.com/a-moca-tecela-um-conto-de-marina-colasanti/. Acesso em: 16 SET 22
Glossário:
Tear – aparelho para tecelagem.
Entremear – intercalar, misturar.
Emprumado – (der. de aprumar) vestido elegantemente.
Arremates – detalhes decorativos.
Estrebarias – onde ficam os cavalos.
Considerando o fragmento: “Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins” (23º parágrafo), em qual alternativa as vírgulas foram usadas pelo mesmo motivo do fragmento?Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto II
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Fonte: https://br.pinterest.com/pin/436919601333912403/. Acesso em: 16 SET 22
A respeito da expressão “viva sem calos”, pode-se inferir corretamente que
TEXTO I (adaptado)
A MOÇA TECELÃ
Marina Colasanti
Acordada ainda no escuro, como se houvesse o sol chegado atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se no tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidados de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbeado, corpo emprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.
Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
– Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
– Por que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal, o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
– É para que ninguém saiba do tapete – disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: – Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe o corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.
Fonte: https://www.contioutra.com/a-moca-tecela-um-conto-de-marina-colasanti/. Acesso em: 16 SET 22
Glossário:
Tear – aparelho para tecelagem.
Entremear – intercalar, misturar.
Emprumado – (der. de aprumar) vestido elegantemente.
Arremates – detalhes decorativos.
Estrebarias – onde ficam os cavalos.
Texto II
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Fonte: https://br.pinterest.com/pin/436919601333912403/. Acesso em: 16 SET 22
Ao comparar os Textos I e II, nota-se que
Texto III
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Fonte: https://vacilandia.com/tag/princesa/. Acesso em: 16 SET 22.
No contexto em que estão empregadas, as palavras RANZINZA (1º quadrinho), MATUSQUELA e ENCAFIFOU (2º quadrinho) significam, respectivamente:
Texto III
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Fonte: https://vacilandia.com/tag/princesa/. Acesso em: 16 SET 22.
Na tirinha lida, há vários elementos que podem ajudar a construir o efeito de humor. Nas alternativas abaixo, só NÃO foi/foram utilizado(s) como um elemento de humor
Texto IV (adaptado)
COMO BRASILEIRO VIROU PROGRAMADOR USANDO CELULARES QUEBRADOS
Cesar Pauxis desafiou lógica e pobreza para se tornar um menino-prodígio na área de informática. Com apenas 17 anos, ele foi recrutado pela maior empresa brasileira de pagamentos eletrônicos.
Por BBC
“Tinha um aparelho que esquentava tão rápido que eu precisava colocar no congelador. Em outros eu só conseguia usar parte da tela.” Cézar Pauxis assim descreve-nos uma rotina de “relacionamentos problemáticos” com os muitos telefones celulares usados que teve durante a adolescência — os únicos que cabiam no orçamento familiar.
Mas foi em meio a “gambiarras” e com uma dose cavalar de perseverança que o paraense desafiou lógica e pobreza: Pauxis se tornou um autodidata em programação e, aos 17 anos, viu-se disputado por empresas de tecnologia brasileiras depois que um tuíte seu viralizou em meio a profissionais da área no apagar das luzes de 2020.
[…] Desde 1º de março de 2021, Pauxis é um dos mais novos funcionários da empresa, na função de desenvolvedor. Trabalhando remotamente de Belém, ele mora sozinho em um apartamento, pois a família se mudou há alguns anos para a pequena cidade de Carutapera, no interior do Maranhão. […]
Uma vaquinha virtual arrecadou em janeiro fundos de mais de R$ 80 mil que serão usados em obras para, literalmente, terminar a casa em que a família vive em Carutapera. “A gente não tinha condições financeiras para achar uma casa pronta, então precisou viver em uma inacabada”, conta Pauxis, que também pretende usar parte da verba para fazer um curso formal de programação.
[…]
Pauxis tinha curiosidade especial pelos bots no aplicativo Telegram. Começou, sempre com o auxílio de um celular usado, a buscar informações em comunidades de programadores. “A última vez que tive computador em casa foi aos 5, 6 anos de idade”, conta Cézar.
Outro obstáculo eram os problemas nos aparelhos. Falhas fizeram com que Cézar por várias vezes perdesse todo o trabalho feito e frequentemente o obrigavam a ficar sem trabalhar nos projetos por meses a fio. “Era muito desmotivador quando isso acontecia. Só que eu nunca pensei em desistir.”
Ainda assim, ele conseguiu criar dois bots para o Telegram que respondiam a pesquisas. Pauxis, porém, hesitava em pedir ajuda financeira aos contatos que fez online. Durante anos ele evitou, inclusive, tornar sua história pública. “Eu tinha e ainda tenho muito medo de as pessoas me interpretarem mal e acharem que eu estou tentando me vitimizar”, diz o adolescente, que completa: “Tenho criado projetos com programação todos esses anos sempre somente em celulares quebrados. Mas é o que eu amo fazer e sempre fiz de graça simplesmente para poder ajudar os usuários, por isso relutei em pedir doações ou cobrar pelo serviço.”
O mundo deu voltas para Cézar Pauxis desde então e, durante a conversa com a reportagem, ele já tinha um smartphone novo em folha em mãos.
Mas ele não quer esquecer os percalços passados. E quer que sua história sirva de incentivo para outras pessoas que se encontrem em situações semelhantes às quais ele viveu. “Eu gosto da ideia de inspirar e motivar outras pessoas a não desistir. Queria que elas vissem também que a gente não precisa de muita coisa para seguir um sonho, até porque muita gente tem celulares ou outros equipamentos que às vezes estão largados em alguma gaveta. Elas poderiam doar esses equipamentos, pois isso pode ajudar demais quem precisa,” acrescenta.
O desafio agora para Pauxis é um outro tipo de programação: a cozinha. “Até agora eu só sei fazer arroz e macarrão”, brinca o adolescente.
DUARTE, Fernando. Como brasileiro virou programador usando celulares quebrados. BBC News Brasil, 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil56337365#:~:text=Interesse20pelos20'bots,pelos%20bots%20no%20appp%20Telegram. Acesso em: 17 SET 22.
Após a leitura do texto, conclui-se que Cézar Pauxis é:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto IV (adaptado)
COMO BRASILEIRO VIROU PROGRAMADOR USANDO CELULARES QUEBRADOS
Cesar Pauxis desafiou lógica e pobreza para se tornar um menino-prodígio na área de informática. Com apenas 17 anos, ele foi recrutado pela maior empresa brasileira de pagamentos eletrônicos.
Por BBC
“Tinha um aparelho que esquentava tão rápido que eu precisava colocar no congelador. Em outros eu só conseguia usar parte da tela.” Cézar Pauxis assim descreve-nos uma rotina de “relacionamentos problemáticos” com os muitos telefones celulares usados que teve durante a adolescência — os únicos que cabiam no orçamento familiar.
Mas foi em meio a “gambiarras” e com uma dose cavalar de perseverança que o paraense desafiou lógica e pobreza: Pauxis se tornou um autodidata em programação e, aos 17 anos, viu-se disputado por empresas de tecnologia brasileiras depois que um tuíte seu viralizou em meio a profissionais da área no apagar das luzes de 2020.
[…] Desde 1º de março de 2021, Pauxis é um dos mais novos funcionários da empresa, na função de desenvolvedor. Trabalhando remotamente de Belém, ele mora sozinho em um apartamento, pois a família se mudou há alguns anos para a pequena cidade de Carutapera, no interior do Maranhão. […]
Uma vaquinha virtual arrecadou em janeiro fundos de mais de R$ 80 mil que serão usados em obras para, literalmente, terminar a casa em que a família vive em Carutapera. “A gente não tinha condições financeiras para achar uma casa pronta, então precisou viver em uma inacabada”, conta Pauxis, que também pretende usar parte da verba para fazer um curso formal de programação.
[…]
Pauxis tinha curiosidade especial pelos bots no aplicativo Telegram. Começou, sempre com o auxílio de um celular usado, a buscar informações em comunidades de programadores. “A última vez que tive computador em casa foi aos 5, 6 anos de idade”, conta Cézar.
Outro obstáculo eram os problemas nos aparelhos. Falhas fizeram com que Cézar por várias vezes perdesse todo o trabalho feito e frequentemente o obrigavam a ficar sem trabalhar nos projetos por meses a fio. “Era muito desmotivador quando isso acontecia. Só que eu nunca pensei em desistir.”
Ainda assim, ele conseguiu criar dois bots para o Telegram que respondiam a pesquisas. Pauxis, porém, hesitava em pedir ajuda financeira aos contatos que fez online. Durante anos ele evitou, inclusive, tornar sua história pública. “Eu tinha e ainda tenho muito medo de as pessoas me interpretarem mal e acharem que eu estou tentando me vitimizar”, diz o adolescente, que completa: “Tenho criado projetos com programação todos esses anos sempre somente em celulares quebrados. Mas é o que eu amo fazer e sempre fiz de graça simplesmente para poder ajudar os usuários, por isso relutei em pedir doações ou cobrar pelo serviço.”
O mundo deu voltas para Cézar Pauxis desde então e, durante a conversa com a reportagem, ele já tinha um smartphone novo em folha em mãos.
Mas ele não quer esquecer os percalços passados. E quer que sua história sirva de incentivo para outras pessoas que se encontrem em situações semelhantes às quais ele viveu. “Eu gosto da ideia de inspirar e motivar outras pessoas a não desistir. Queria que elas vissem também que a gente não precisa de muita coisa para seguir um sonho, até porque muita gente tem celulares ou outros equipamentos que às vezes estão largados em alguma gaveta. Elas poderiam doar esses equipamentos, pois isso pode ajudar demais quem precisa,” acrescenta.
O desafio agora para Pauxis é um outro tipo de programação: a cozinha. “Até agora eu só sei fazer arroz e macarrão”, brinca o adolescente.
DUARTE, Fernando. Como brasileiro virou programador usando celulares quebrados. BBC News Brasil, 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil56337365#:~:text=Interesse20pelos20'bots,pelos%20bots%20no%20appp%20Telegram. Acesso em: 17 SET 22.
Em: “A GENTE não tinha condições financeiras para achar uma casa pronta, então precisou viver em uma inacabada” (4º parágrafo), o termo sublinhado refere-seResolução comentada
Análise das alternativas
Texto IV (adaptado)
COMO BRASILEIRO VIROU PROGRAMADOR USANDO CELULARES QUEBRADOS
Cesar Pauxis desafiou lógica e pobreza para se tornar um menino-prodígio na área de informática. Com apenas 17 anos, ele foi recrutado pela maior empresa brasileira de pagamentos eletrônicos.
Por BBC
“Tinha um aparelho que esquentava tão rápido que eu precisava colocar no congelador. Em outros eu só conseguia usar parte da tela.” Cézar Pauxis assim descreve-nos uma rotina de “relacionamentos problemáticos” com os muitos telefones celulares usados que teve durante a adolescência — os únicos que cabiam no orçamento familiar.
Mas foi em meio a “gambiarras” e com uma dose cavalar de perseverança que o paraense desafiou lógica e pobreza: Pauxis se tornou um autodidata em programação e, aos 17 anos, viu-se disputado por empresas de tecnologia brasileiras depois que um tuíte seu viralizou em meio a profissionais da área no apagar das luzes de 2020.
[…] Desde 1º de março de 2021, Pauxis é um dos mais novos funcionários da empresa, na função de desenvolvedor. Trabalhando remotamente de Belém, ele mora sozinho em um apartamento, pois a família se mudou há alguns anos para a pequena cidade de Carutapera, no interior do Maranhão. […]
Uma vaquinha virtual arrecadou em janeiro fundos de mais de R$ 80 mil que serão usados em obras para, literalmente, terminar a casa em que a família vive em Carutapera. “A gente não tinha condições financeiras para achar uma casa pronta, então precisou viver em uma inacabada”, conta Pauxis, que também pretende usar parte da verba para fazer um curso formal de programação.
[…]
Pauxis tinha curiosidade especial pelos bots no aplicativo Telegram. Começou, sempre com o auxílio de um celular usado, a buscar informações em comunidades de programadores. “A última vez que tive computador em casa foi aos 5, 6 anos de idade”, conta Cézar.
Outro obstáculo eram os problemas nos aparelhos. Falhas fizeram com que Cézar por várias vezes perdesse todo o trabalho feito e frequentemente o obrigavam a ficar sem trabalhar nos projetos por meses a fio. “Era muito desmotivador quando isso acontecia. Só que eu nunca pensei em desistir.”
Ainda assim, ele conseguiu criar dois bots para o Telegram que respondiam a pesquisas. Pauxis, porém, hesitava em pedir ajuda financeira aos contatos que fez online. Durante anos ele evitou, inclusive, tornar sua história pública. “Eu tinha e ainda tenho muito medo de as pessoas me interpretarem mal e acharem que eu estou tentando me vitimizar”, diz o adolescente, que completa: “Tenho criado projetos com programação todos esses anos sempre somente em celulares quebrados. Mas é o que eu amo fazer e sempre fiz de graça simplesmente para poder ajudar os usuários, por isso relutei em pedir doações ou cobrar pelo serviço.”
O mundo deu voltas para Cézar Pauxis desde então e, durante a conversa com a reportagem, ele já tinha um smartphone novo em folha em mãos.
Mas ele não quer esquecer os percalços passados. E quer que sua história sirva de incentivo para outras pessoas que se encontrem em situações semelhantes às quais ele viveu. “Eu gosto da ideia de inspirar e motivar outras pessoas a não desistir. Queria que elas vissem também que a gente não precisa de muita coisa para seguir um sonho, até porque muita gente tem celulares ou outros equipamentos que às vezes estão largados em alguma gaveta. Elas poderiam doar esses equipamentos, pois isso pode ajudar demais quem precisa,” acrescenta.
O desafio agora para Pauxis é um outro tipo de programação: a cozinha. “Até agora eu só sei fazer arroz e macarrão”, brinca o adolescente.
DUARTE, Fernando. Como brasileiro virou programador usando celulares quebrados. BBC News Brasil, 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil56337365#:~:text=Interesse20pelos20'bots,pelos%20bots%20no%20appp%20Telegram. Acesso em: 17 SET 22.
O Texto IV tem como finalidadeResolução comentada
Análise das alternativas
Texto IV (adaptado)
COMO BRASILEIRO VIROU PROGRAMADOR USANDO CELULARES QUEBRADOS
Cesar Pauxis desafiou lógica e pobreza para se tornar um menino-prodígio na área de informática. Com apenas 17 anos, ele foi recrutado pela maior empresa brasileira de pagamentos eletrônicos.
Por BBC
“Tinha um aparelho que esquentava tão rápido que eu precisava colocar no congelador. Em outros eu só conseguia usar parte da tela.” Cézar Pauxis assim descreve-nos uma rotina de “relacionamentos problemáticos” com os muitos telefones celulares usados que teve durante a adolescência — os únicos que cabiam no orçamento familiar.
Mas foi em meio a “gambiarras” e com uma dose cavalar de perseverança que o paraense desafiou lógica e pobreza: Pauxis se tornou um autodidata em programação e, aos 17 anos, viu-se disputado por empresas de tecnologia brasileiras depois que um tuíte seu viralizou em meio a profissionais da área no apagar das luzes de 2020.
[…] Desde 1º de março de 2021, Pauxis é um dos mais novos funcionários da empresa, na função de desenvolvedor. Trabalhando remotamente de Belém, ele mora sozinho em um apartamento, pois a família se mudou há alguns anos para a pequena cidade de Carutapera, no interior do Maranhão. […]
Uma vaquinha virtual arrecadou em janeiro fundos de mais de R$ 80 mil que serão usados em obras para, literalmente, terminar a casa em que a família vive em Carutapera. “A gente não tinha condições financeiras para achar uma casa pronta, então precisou viver em uma inacabada”, conta Pauxis, que também pretende usar parte da verba para fazer um curso formal de programação.
[…]
Pauxis tinha curiosidade especial pelos bots no aplicativo Telegram. Começou, sempre com o auxílio de um celular usado, a buscar informações em comunidades de programadores. “A última vez que tive computador em casa foi aos 5, 6 anos de idade”, conta Cézar.
Outro obstáculo eram os problemas nos aparelhos. Falhas fizeram com que Cézar por várias vezes perdesse todo o trabalho feito e frequentemente o obrigavam a ficar sem trabalhar nos projetos por meses a fio. “Era muito desmotivador quando isso acontecia. Só que eu nunca pensei em desistir.”
Ainda assim, ele conseguiu criar dois bots para o Telegram que respondiam a pesquisas. Pauxis, porém, hesitava em pedir ajuda financeira aos contatos que fez online. Durante anos ele evitou, inclusive, tornar sua história pública. “Eu tinha e ainda tenho muito medo de as pessoas me interpretarem mal e acharem que eu estou tentando me vitimizar”, diz o adolescente, que completa: “Tenho criado projetos com programação todos esses anos sempre somente em celulares quebrados. Mas é o que eu amo fazer e sempre fiz de graça simplesmente para poder ajudar os usuários, por isso relutei em pedir doações ou cobrar pelo serviço.”
O mundo deu voltas para Cézar Pauxis desde então e, durante a conversa com a reportagem, ele já tinha um smartphone novo em folha em mãos.
Mas ele não quer esquecer os percalços passados. E quer que sua história sirva de incentivo para outras pessoas que se encontrem em situações semelhantes às quais ele viveu. “Eu gosto da ideia de inspirar e motivar outras pessoas a não desistir. Queria que elas vissem também que a gente não precisa de muita coisa para seguir um sonho, até porque muita gente tem celulares ou outros equipamentos que às vezes estão largados em alguma gaveta. Elas poderiam doar esses equipamentos, pois isso pode ajudar demais quem precisa,” acrescenta.
O desafio agora para Pauxis é um outro tipo de programação: a cozinha. “Até agora eu só sei fazer arroz e macarrão”, brinca o adolescente.
DUARTE, Fernando. Como brasileiro virou programador usando celulares quebrados. BBC News Brasil, 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil56337365#:~:text=Interesse20pelos20'bots,pelos%20bots%20no%20appp%20Telegram. Acesso em: 17 SET 22.
No trecho: “Mas ele não quer esquecer os PERCALÇOS passados”, a palavra destacada, dentro do contexto apresentado, NÃO é sinônima do vocábuloResolução comentada
Análise das alternativas
Texto IV (adaptado)
COMO BRASILEIRO VIROU PROGRAMADOR USANDO CELULARES QUEBRADOS
Cesar Pauxis desafiou lógica e pobreza para se tornar um menino-prodígio na área de informática. Com apenas 17 anos, ele foi recrutado pela maior empresa brasileira de pagamentos eletrônicos.
Por BBC
“Tinha um aparelho que esquentava tão rápido que eu precisava colocar no congelador. Em outros eu só conseguia usar parte da tela.” Cézar Pauxis assim descreve-nos uma rotina de “relacionamentos problemáticos” com os muitos telefones celulares usados que teve durante a adolescência — os únicos que cabiam no orçamento familiar.
Mas foi em meio a “gambiarras” e com uma dose cavalar de perseverança que o paraense desafiou lógica e pobreza: Pauxis se tornou um autodidata em programação e, aos 17 anos, viu-se disputado por empresas de tecnologia brasileiras depois que um tuíte seu viralizou em meio a profissionais da área no apagar das luzes de 2020.
[…] Desde 1º de março de 2021, Pauxis é um dos mais novos funcionários da empresa, na função de desenvolvedor. Trabalhando remotamente de Belém, ele mora sozinho em um apartamento, pois a família se mudou há alguns anos para a pequena cidade de Carutapera, no interior do Maranhão. […]
Uma vaquinha virtual arrecadou em janeiro fundos de mais de R$ 80 mil que serão usados em obras para, literalmente, terminar a casa em que a família vive em Carutapera. “A gente não tinha condições financeiras para achar uma casa pronta, então precisou viver em uma inacabada”, conta Pauxis, que também pretende usar parte da verba para fazer um curso formal de programação.
[…]
Pauxis tinha curiosidade especial pelos bots no aplicativo Telegram. Começou, sempre com o auxílio de um celular usado, a buscar informações em comunidades de programadores. “A última vez que tive computador em casa foi aos 5, 6 anos de idade”, conta Cézar.
Outro obstáculo eram os problemas nos aparelhos. Falhas fizeram com que Cézar por várias vezes perdesse todo o trabalho feito e frequentemente o obrigavam a ficar sem trabalhar nos projetos por meses a fio. “Era muito desmotivador quando isso acontecia. Só que eu nunca pensei em desistir.”
Ainda assim, ele conseguiu criar dois bots para o Telegram que respondiam a pesquisas. Pauxis, porém, hesitava em pedir ajuda financeira aos contatos que fez online. Durante anos ele evitou, inclusive, tornar sua história pública. “Eu tinha e ainda tenho muito medo de as pessoas me interpretarem mal e acharem que eu estou tentando me vitimizar”, diz o adolescente, que completa: “Tenho criado projetos com programação todos esses anos sempre somente em celulares quebrados. Mas é o que eu amo fazer e sempre fiz de graça simplesmente para poder ajudar os usuários, por isso relutei em pedir doações ou cobrar pelo serviço.”
O mundo deu voltas para Cézar Pauxis desde então e, durante a conversa com a reportagem, ele já tinha um smartphone novo em folha em mãos.
Mas ele não quer esquecer os percalços passados. E quer que sua história sirva de incentivo para outras pessoas que se encontrem em situações semelhantes às quais ele viveu. “Eu gosto da ideia de inspirar e motivar outras pessoas a não desistir. Queria que elas vissem também que a gente não precisa de muita coisa para seguir um sonho, até porque muita gente tem celulares ou outros equipamentos que às vezes estão largados em alguma gaveta. Elas poderiam doar esses equipamentos, pois isso pode ajudar demais quem precisa,” acrescenta.
O desafio agora para Pauxis é um outro tipo de programação: a cozinha. “Até agora eu só sei fazer arroz e macarrão”, brinca o adolescente.
DUARTE, Fernando. Como brasileiro virou programador usando celulares quebrados. BBC News Brasil, 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil56337365#:~:text=Interesse20pelos20'bots,pelos%20bots%20no%20appp%20Telegram. Acesso em: 17 SET 22.
Ao longo de todo o texto, as aspas são bastante utilizadas, pois servem paraResolução comentada
Análise das alternativas
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