← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Recife (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 30 questões nesta prova · página 1 de 2 · 30 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível A mesada é R$ 180,00 e o presente custou R$ 60,00. Seja M a mesada. Presente: M/3, sobram 2M/3. Ingresso: 1/6 de 2M/3 = M/9, sobram 5M/9. Lanche: 1/5 de 5M/9 = M/9, sobram 4M/9 = 80, logo M = 180. O presente custou 180/3 = R$ 60,00. A) 80 é 4/9 de 180, não 1/3. B) 40 é cerca de 22% de 180, não 20%. C) A mesada é 180, não 120. D) O ingresso custou 180/9 = R$ 20,00, não 10. Referência: Frações — problemas Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Há 48 números possíveis, 18 deles pares: 18/48 = 3/8. Com algarismos distintos de 1 a 5 e número maior que 200, o primeiro algarismo pode ser 2, 3, 4 ou 5. São 4 × 4 × 3 = 48 números. Pares: terminando em 2, o primeiro é 3, 4 ou 5 (3 × 3 = 9). Terminando em 4, o primeiro é 2, 3 ou 5 (3 × 3 = 9). Total de 18 pares, e 18/48 = 3/8. As demais frações resultam de contagem incorreta, por exemplo ignorar a restrição de maior que 200 ou de algarismos distintos. Referência: Probabilidade e análise combinatória Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível A finalidade do texto é narrar uma história fictícia. O texto tem narradora-personagem, diálogos, tempo e espaço definidos e enredo. Trata-se de um trecho de narrativa literária ficcional, cuja finalidade é narrar. Quantificar moradores, descrever personalidades, criticar práticas inclusivas ou expor a história de um astrônomo não são o objetivo central. O avô astrônomo é apenas uma personagem, e o texto não critica a comunidade. Referência: Gêneros textuais — finalidade Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A narradora aprendeu que cegos podem ler de modo diferente. O avô explica que a moça, por ser cega, aprendeu a ler de maneira diferente de quem enxerga. A narradora fica perplexa e admirada, ou seja, ela aprendeu isso na história. A) e B) Ela só descobre a leitura com as mãos ao longo do texto. C) O inventor morreu 'há mais ou menos' quarenta anos, não 'exatos'. D) Ela ficou perplexa e curiosa, o que mostra estranhamento. Referência: Interpretação de texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A novidade é uma moça cega saber ler. As amigas contam que apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com a ponta dos dedos. Essa moça é deficiente visual, e é isso que a narradora chama de novidade. A) Não há 'impressão bondosa' transmitida aos fiéis como novidade. B) O texto não fala de professor de braile. C) O avô não morava na França. E) As crianças ouvem a História Sagrada, não a contam. Referência: Interpretação de texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Fomos' (1ª pessoa do plural) mostra que a narradora participou dos fatos. Em 'fomos em bando até a igreja', o verbo na 1ª pessoa do plural inclui a narradora entre os que foram. Isso comprova que ela é também personagem. As alternativas A, C, D e E estão em 3ª pessoa ('lê', 'realizou', 'viajava', 'é') e só falam de outras personagens ou do cenário, o que não comprova a presença da narradora. Referência: Foco narrativo Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A exclamação 'que maravilha!' expressa júbilo. A menina imagina a França como um reino encantado e exclama 'que maravilha!' diante da ideia de pessoas que aprendem a ler sem enxergar. O tom é de encantamento e alegria, ou seja, júbilo. Não há pergunta (indagação), nem pedido (apelo), nem sentido contrário ao literal (ironia), nem condenação (reprovação). O contexto é de admiração positiva. Referência: Pontuação expressiva Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar do Recife — Concurso de Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 2022/2023 — Matemática e Língua Portuguesa
Figura 1
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Fonte: Autoria Própria
Sabe-se que todos os blocos empilhados por João são idênticos.
Considerando o exposto acima, marque a alternativa que melhor representa o sólido construído por João.Resolução comentada
Análise das alternativas
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O pai de Bugio aproveitou o questionamento do filho para desafiá-lo:
- Bugio, neste ano de 2022, eu tenho folga de 4 em 4 dias, sua mãe tem folga de 5 em 5 dias e sempre que folgamos juntos levamos você ao parque. Em que dia do mês de novembro estaremos de folga juntos novamente, sabendo que folgamos juntos no dia 09 de setembro?
Bugio respondeu corretamente ao desafio, indicando a data em que os pais dele estarão de folga juntos novamente.
Sabendo que no mês de setembro há 30 dias e no mês de outubro há 31 dias, marque a alternativa que apresenta a data indicada por Bugio.
Tarefas
1- Usando os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5, escreva todos os possíveis números maiores que 200, compostos por 3 algarismos diferentes, em pedaços iguais de papéis;
2- Cada número deve ser escrito em um único pedaço de papel, como descrito no exemplo ao lado;
3- Coloque os papéis escritos em uma urna e, ao acaso, sorteie um desses papéis.
Exemplo
235
Considere que os alunos executaram corretamente as tarefas propostas pela professora.
Sendo assim, a probabilidade de que no papel sorteado tenha sido escrito um número par é de:Resolução comentada
Análise das alternativas
Figura 2
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Considere que:
- não há espaços vazios entre os blocos cúbicos;
- não é possível mexer na posição dos blocos já empilhados por Paula.
Fonte: Autoria Própria
De acordo com a figura 2, qual é a fração que representa a quantidade mínima necessária de blocos a serem empilhados para completar um paralelepípedo, em relação ao total de blocos já empilhados por Paula?
Analise a Figura 3 para responder às questões 6 e 7.
Figura 3
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Fonte: Autoria Própria
Antônio construiu uma piscina em formato de paralelepípedo retangular reto com as seguintes dimensões: comprimento igual a 8,1 m; largura 6,0 m; e profundidade de 1,50 m.
Para revestir as paredes e o piso da piscina, Antônio utilizou cerâmicas quadradas com lado medindo 15 cm. Sabe-se que o metro quadrado da cerâmica custou R$ 62,50. Determine o número mínimo de cerâmicas que foram necessárias para revestir todas as quatro paredes e o piso da piscina, bem como o valor gasto na compra das cerâmicas, respectivamente.
Para resolução dessa questão, admita que não houve perda de cerâmicas e desconsidere os espaços entre elas.
Analise a Figura 3 para responder às questões 6 e 7.
Figura 3
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Fonte: Autoria Própria
O nível da água da piscina de Antônio está 15 cm abaixo da borda. Quando todas as pessoas da casa de Antônio estão dentro da piscina, o nível da água sobe 6,5 mm. Considerando os dados apresentados na Figura 3, marque a alternativa que apresenta a quantidade de água, em litros, que há na piscina e o volume de água, em m³, deslocado por essas pessoas, respectivamente.
Sabe-se ainda que os valores correspondentes ao saldo final do mês de maio e ao saldo inicial do mês de junho são iguais.
Tabela 1: Controle financeiro da conta de Antônio
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Fonte: Autoria Própria
Considerando a movimentação bancária de Antônio, é correto afirmar que:
Figura 4
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Fonte: Autoria Própria
Marque a alternativa que apresenta o valor numérico da expressão abaixo.
{[(A × B) − C²] + (2 × D ÷ B) − F}
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Sendo A, B e C números que representam os resultados de cada uma das expressões numéricas acima, pode-se afirmar corretamente que:
A Tabela 2 apresenta as características principais de quatro importantes pontes da cidade do Recife.
Tabela 2
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Fonte: Autoria Própria
Para a resolução dessa questão, admita que as quatro pontes citadas foram inauguradas no dia 6 de novembro dos respectivos anos de inauguração e que hoje é dia 06 de novembro de 2022.
A partir dos dados apresentados na tabela, é correto afirmar que:
Texto 1: Corrida de Orientação
A corrida de orientação é um esporte que lembra muito a brincadeira de caça ao tesouro. O atleta de orientação precisa completar um percurso definido em um mapa, no menor tempo possível, passando por alguns pontos de controle. Em cada ponto de controle, há um carimbo que registra a passagem do atleta. Nesse tipo de corrida, os atletas não largam simultaneamente, mas sim com um intervalo de exatamente 2 minutos entre um atleta e outro. Por exemplo, se o primeiro atleta largar às 8h00min00s, então o segundo atleta largará às 8h02min00s.
Fonte: Autoria Própria
Em comemoração ao Dia das Crianças, no dia 12 de outubro, o CMR promoveu uma corrida de orientação para a categoria de 10 a 12 anos, na qual os 5 atletas participantes concluíram o percurso.
A Tabela 3, a seguir, apresenta alguns dados sobre essa corrida.
Tabela 3
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Fonte: Autoria Própria
Considerando o disposto no Texto 1 e os dados apresentados na Tabela 3, marque a alternativa que apresenta uma afirmação correta.
Para responder à questão 13, considere a seguinte regra do jogo Sujiko.
O número que deve ser escrito em cada círculo corresponde à soma dos quatro números descritos nos seus quatro retângulos adjacentes.
Veja o exemplo na Figura 5, a seguir:
Figura 5
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Fonte: Autoria Própria
Considere que Pedro lançou o seguinte desafio para Sara.
“Sara, no ‘Sujiko’ representado pela Figura 6, abaixo, há números representados pelas letras A, B, C e D. Qual é o valor numérico da expressão {(A + C) × (B + D)}?”
Figura 6
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Fonte: Autoria Própria
Sabendo que Sara acertou o desafio, o número encontrado por ela corresponde a:
Figura 7: Receita de Bolo de Rolo pernambucano
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Fonte: autoria própria
Qual é a alternativa que representa essas medidas da receita, em frações de xícaras, na ordem crescente?
Gráfico 1: Distribuição etária dos alunos do 6º Ano do EF do CMR
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Fonte: Autoria Própria
Observe que, no Gráfico 1, a quantidade de alunos com 10 anos de idade e a quantidade com 13 anos de idade foram suprimidas. Entretanto, sabe-se que a média aritmética das idades de todos os alunos do 6º ano é de 11 anos.
Sendo assim, é correto afirmar que no 6º ano do EF do CMR:
Leia o texto 1 e responda às questões de 16 a 23.
Texto 1
As mãos que liam
1 Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:
– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com
a ponta dos dedos.
– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira
5 a descobrir o fato.
– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a
História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?
Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei
eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se
10 fossem frutos maduros das árvores.
De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...).
Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.
Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas
brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em
15 relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava
com os olhos os livros do meu avô astrônomo.
E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era
um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros.
(Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)
20 – Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que
podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos
é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.
Eu estava perplexa:
– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?
25 – Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de
ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.
Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino
encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.
– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!
30 – Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender
a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.
Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)
LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.
Assinale a alternativa que apresenta a finalidade do texto 1.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 16 a 23.
Texto 1
As mãos que liam
1 Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:
– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com
a ponta dos dedos.
– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira
5 a descobrir o fato.
– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a
História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?
Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei
eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se
10 fossem frutos maduros das árvores.
De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...).
Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.
Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas
brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em
15 relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava
com os olhos os livros do meu avô astrônomo.
E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era
um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros.
(Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)
20 – Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que
podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos
é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.
Eu estava perplexa:
– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?
25 – Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de
ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.
Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino
encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.
– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!
30 – Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender
a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.
Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)
LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.
De acordo com o texto 1, é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 16 a 23.
Texto 1
As mãos que liam
1 Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:
– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com
a ponta dos dedos.
– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira
5 a descobrir o fato.
– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a
História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?
Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei
eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se
10 fossem frutos maduros das árvores.
De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...).
Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.
Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas
brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em
15 relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava
com os olhos os livros do meu avô astrônomo.
E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era
um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros.
(Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)
20 – Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que
podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos
é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.
Eu estava perplexa:
– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?
25 – Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de
ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.
Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino
encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.
– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!
30 – Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender
a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.
Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)
LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.
Em “Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar”, a que novidade estava se referindo a narradora?Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 16 a 23.
Texto 1
As mãos que liam
1 Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:
– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com
a ponta dos dedos.
– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira
5 a descobrir o fato.
– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a
História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?
Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei
eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se
10 fossem frutos maduros das árvores.
De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...).
Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.
Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas
brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em
15 relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava
com os olhos os livros do meu avô astrônomo.
E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era
um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros.
(Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)
20 – Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que
podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos
é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.
Eu estava perplexa:
– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?
25 – Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de
ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.
Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino
encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.
– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!
30 – Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender
a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.
Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)
LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.
Assinale a alternativa que comprova que a narradora é também personagem.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 16 a 23.
Texto 1
As mãos que liam
1 Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:
– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com
a ponta dos dedos.
– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira
5 a descobrir o fato.
– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a
História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?
Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei
eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se
10 fossem frutos maduros das árvores.
De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...).
Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.
Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas
brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em
15 relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava
com os olhos os livros do meu avô astrônomo.
E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era
um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros.
(Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)
20 – Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que
podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos
é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.
Eu estava perplexa:
– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?
25 – Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de
ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.
Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino
encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.
– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!
30 – Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender
a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.
Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)
LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.
No excerto: “E a França devia ser um reino encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar” (linhas 28 e 29), o uso do ponto de exclamação expressa:Resolução comentada
Análise das alternativas
Ao empilhar blocos, João formou um sólido geométrico cujas vistas (frontal, lateral direita e superior) estão representadas na Figura 1 abaixo.
Ao receber a mesada, Lis utilizou um terço do dinheiro para comprar um presente para a mãe dela. Com 1/6 do que sobrou, ela comprou um ingresso para o cinema e ainda gastou 1/5 do restante com lanche. Por fim, sobraram R$ 80,00 para Lis. Desse modo, é correto afirmar que:
Observe a tirinha
A professora de Matemática do CMR propôs as seguintes tarefas aos alunos do 6º Ano do Ensino Fundamental (EF):
Paula empilhou blocos cúbicos idênticos de dimensões 1 dm × 1 dm × 1 dm, e obteve a arrumação mostrada na Figura 2 a seguir:
Texto-base:
Texto-base:
Antônio faz o controle financeiro da conta bancária dele, conforme ilustrado na Tabela 1. Nela, há espaços vazios que devem ser preenchidos a partir dos dados já expostos.
Os quadros do tabuleiro, a seguir, estão preenchidos com as letras A, B, C, D, E e F. Cada uma dessas letras representa um número, isto é, letras iguais correspondem a números iguais. A soma dos quatro números de uma mesma linha está ilustrada em um quadro à direita da respectiva linha. De modo semelhante, a soma dos quatro números de uma mesma coluna está ilustrada em um quadro logo abaixo da respectiva coluna. Por exemplo, a soma dos quatro números na quarta coluna é 32, na segunda linha é 44 e na primeira coluna é 50, como podemos observar na Figura 4.
Considere as expressões numéricas a seguir:
A cidade do Recife, conhecida como a Veneza brasileira, é repleta de pontes sobre os rios Capibaribe e Beberibe, que cortam a cidade. Algumas dessas pontes destacam-se por seu valor histórico-cultural.
Texto-base:
Texto-base:
As medidas da receita do bolo de rolo, a seguir, foram apresentadas em formato de número misto, conforme mostra a Figura 7.
O Gráfico 1 apresenta uma distribuição por idade dos 100 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental (EF) do CMR.
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base: