← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Recife (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 30 questões nesta prova · página 2 de 2 · 30 com gabarito Gabarito disponível A causa e a consequência aparecem na fala do avô: a moça é cega e por isso aprendeu a ler de outro modo. Em 'como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente', o 'como' tem valor de 'porque'. A cegueira é a causa e o modo diferente de ler é a consequência. B) 'embora' expressa concessão. C) 'como se' expressa comparação. D) 'porém' expressa oposição. E) 'Mas, se você quiser' traz oposição e condição. Referência: Relações lógico-discursivas Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O aplicativo permite que áudio e cena aconteçam ao mesmo tempo. O texto diz que o app sincroniza um áudio que descreve o que ocorre na tela ou no palco com o espetáculo em andamento. Assim, durante a exibição, narração e cena coexistem. A) 'Algumas' indica que o recurso existe só em parte das salas, não em todas. B) A sincronização acontece durante o espetáculo, não antes. C) O app depende da rede wi-fi do local. D) O software é 'recém-chegado' ao Brasil, não arcaico, e o texto só menciona uma parceria com a companhia de dança, sem falar em agrado. Referência: Interpretação de texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível A fala da menina expressa inspiração. Ao dizer que também quer ler com as mãos e que isso é mais bonito, Fortunatella mostra que a moça cega a inspirou. Inspiração é um dos valores paralímpicos listados no texto 5. Respeito e amizade são valores olímpicos, não paralímpicos. Justiça não aparece na lista do texto 5. Admiração não é um dos valores listados. Referência: Texto 5 (valores olímpicos e paralímpicos) Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar do Recife — Concurso de Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 2022/2023 — Matemática e Língua Portuguesa
Leia o texto 1 e responda às questões de 16 a 23.
Texto 1
As mãos que liam
1 Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:
– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com
a ponta dos dedos.
– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira
5 a descobrir o fato.
– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a
História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?
Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei
eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se
10 fossem frutos maduros das árvores.
De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...).
Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.
Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas
brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em
15 relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava
com os olhos os livros do meu avô astrônomo.
E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era
um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros.
(Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)
20 – Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que
podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos
é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.
Eu estava perplexa:
– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?
25 – Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de
ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.
Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino
encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.
– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!
30 – Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender
a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.
Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)
LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.
Em que alternativa constata-se a relação de causa/consequência entre os elementos do texto?Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 16 a 23.
Texto 1
As mãos que liam
1 Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:
– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com
a ponta dos dedos.
– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira
5 a descobrir o fato.
– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a
História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?
Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei
eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se
10 fossem frutos maduros das árvores.
De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...).
Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.
Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas
brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em
15 relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava
com os olhos os livros do meu avô astrônomo.
E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era
um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros.
(Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)
20 – Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que
podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos
é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.
Eu estava perplexa:
– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?
25 – Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de
ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.
Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino
encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.
– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!
30 – Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender
a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.
Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)
LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.
Em que alternativa a palavra destacada expressa a relação lógico-discursiva de finalidade?
Leia o texto 1 e responda às questões de 16 a 23.
Texto 1
As mãos que liam
1 Minhas amiguinhas (...) tinham uma novidade para me contar:
– Enquanto você estava doente, apareceu na aldeia uma moça que sabe ler as palavras com
a ponta dos dedos.
– Como? – perguntei incrédula e, ao mesmo tempo, desapontada por não ter sido a primeira
5 a descobrir o fato.
– É isso mesmo. Ela lê com as mãos. Todas as terças-feiras ela vai à igreja para contar a
História Sagrada para as crianças do catecismo. Você quer ir?
Na terça-feira, fomos em bando até a igreja e nos sentamos nos primeiros bancos. Ali fiquei
eu, com o coração ansioso, à espera da moça que recolhia as palavras com as mãos, como se
10 fossem frutos maduros das árvores.
De súbito, ela entrou. Caminhava devagarinho pelo corredor, apoiada em uma bengala (...).
Tinha uma expressão bondosa, mas distante, posta no vazio. Olhava-nos, mas não nos via.
Abrindo um enorme livro, realizou o milagre. Eu a vi, então, tocando com os dedos as folhas
brancas, inteiramente brancas, sem nenhuma palavra desenhada, só com alguns pontinhos em
15 relevo, como cabeças de alfinete. Ela decifrava o papel com as mãos assim como eu decifrava
com os olhos os livros do meu avô astrônomo.
E foi para esse avô que eu fui contar correndo a novidade. Ele, porém, não se espantou. Era
um homem que lia muito, que sabia muito, embora nunca saísse da aldeia. Ele viajava nos livros.
(Será que também lia com os dedos, quando ninguém estava vendo?)
20 – Fortunatella, como essa moça é cega, aprendeu a ler de maneira diferente das pessoas que
podem enxergar. Cada monte de pontinhos daqueles é uma letra. E uma reunião de pontinhos
é uma palavra. Caminhando com os dedos sobre esses montinhos, ela vai decifrando as frases.
Eu estava perplexa:
– E quem ensinou essa moça a ler desse jeito?
25 – Não sei, Fortunatella, não sei. Na aldeia, isso é novidade. Mas quem inventou esse jeito de
ler foi um cego que morreu na França há mais ou menos quarenta anos.
Quarenta anos era uma eternidade, que eu nem sabia calcular. E a França devia ser um reino
encantado onde as pessoas – que maravilha! – aprendiam a ler sem enxergar.
– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!
30 – Não diga isso, Fortunatella. Enxergar é uma bênção. Mas, se você quiser, pode aprender
a ler o mundo com os dedos, sim. Você tem tato: toque, apalpe, sinta.
Fiquei olhando vovô Leone, admirada da sua sabedoria. (...)
LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo: FTD, 1987.
Leia o texto 2.
Texto 2
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Disponível em: http://turmadamonica.uol.com.br/dorinhaanovaamiguinha/10.jpg. Acesso em 20 set 2022.
Comparando os textos 1 e 2, é correto afirmar que:
Leia o texto 3 para responder à questão 24.
Texto 3
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Disponível em:https://www.al.es.gov.br/Noticia/2021/08/41619/pl-ajuda-a-identificar-tipo-de-deficiencia-visual.html. Acesso em 20 set 2022. (Adaptado)
A população precisa ser informada sobre as cores indicativas da deficiência visual para que possa dar a devida atenção aos deficientes visuais. De acordo com o texto 3, é correto afirmar que:
Leia o texto 4 para responder às questões 25 e 26.
Texto 4
1 Deficientes visuais já podem ir a algumas salas de cinema e teatros para curtir, em maior
intensidade, as atrações em cartaz. Quem ajuda na tarefa é o aplicativo Whatscine, recém-chegado
ao Brasil e disponível para os sistemas operacionais iOS (Apple) ou Android (Google). Ao ser
conectado à rede wi-fi de cinemas e teatros, o app sincroniza um áudio que descreve o que ocorre
5 na tela ou no palco com o espetáculo em andamento: o usuário, então, pode ouvir a narração em
seu celular.
O programa foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Carlos III, em Madri. “Na
Espanha, 200 salas de cinema já oferecem o recurso e filmes de grandes estúdios já são exibidos
com o recurso do Whatscine!”, diz o brasileiro Luis Mauch, que trouxe a tecnologia para o país. “No
10 Brasil, já fechamos parceria com a São Paulo Companhia de Dança para adaptar os espetáculos
deles! Isso já é um avanço. Concorda?”
Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 22 set. 2022 (adaptado).
De acordo com o texto 4, é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 4 para responder às questões 25 e 26.
Texto 4
1 Deficientes visuais já podem ir a algumas salas de cinema e teatros para curtir, em maior
intensidade, as atrações em cartaz. Quem ajuda na tarefa é o aplicativo Whatscine, recém-chegado
ao Brasil e disponível para os sistemas operacionais iOS (Apple) ou Android (Google). Ao ser
conectado à rede wi-fi de cinemas e teatros, o app sincroniza um áudio que descreve o que ocorre
5 na tela ou no palco com o espetáculo em andamento: o usuário, então, pode ouvir a narração em
seu celular.
O programa foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Carlos III, em Madri. “Na
Espanha, 200 salas de cinema já oferecem o recurso e filmes de grandes estúdios já são exibidos
com o recurso do Whatscine!”, diz o brasileiro Luis Mauch, que trouxe a tecnologia para o país. “No
10 Brasil, já fechamos parceria com a São Paulo Companhia de Dança para adaptar os espetáculos
deles! Isso já é um avanço. Concorda?”
Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 22 set. 2022 (adaptado).
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Leia o texto 5 para responder às questões de 27 a 30.
Texto 5
1 Tanto os Jogos Olímpicos quanto os Paralímpicos são mais que uma corrida por recordes,
medalhas e busca da excelência. Por trás deles está a filosofia do barão Pierre de Coubertin,
fundador do Movimento Olímpico. Como educador, ele viu nos Jogos a oportunidade para que os
povos desenvolvessem valores, que poderiam ser aplicados não somente ao esporte, mas à
5 educação e à sociedade. Existem atualmente sete valores associados aos Jogos. Os valores
olímpicos são: a amizade, a excelência e o respeito, enquanto os valores paralímpicos são: a
determinação, a coragem, a igualdade e a inspiração.
MIRAGAYA, A. Valores para toda a vida. Disponível em: www.esporteessencial.com.br. Acesso em: 14 set. 2022 (adaptado).
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Leia o texto 5 para responder às questões de 27 a 30.
Texto 5
1 Tanto os Jogos Olímpicos quanto os Paralímpicos são mais que uma corrida por recordes,
medalhas e busca da excelência. Por trás deles está a filosofia do barão Pierre de Coubertin,
fundador do Movimento Olímpico. Como educador, ele viu nos Jogos a oportunidade para que os
povos desenvolvessem valores, que poderiam ser aplicados não somente ao esporte, mas à
5 educação e à sociedade. Existem atualmente sete valores associados aos Jogos. Os valores
olímpicos são: a amizade, a excelência e o respeito, enquanto os valores paralímpicos são: a
determinação, a coragem, a igualdade e a inspiração.
MIRAGAYA, A. Valores para toda a vida. Disponível em: www.esporteessencial.com.br. Acesso em: 14 set. 2022 (adaptado).
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Leia o texto 5 para responder às questões de 27 a 30.
Texto 5
1 Tanto os Jogos Olímpicos quanto os Paralímpicos são mais que uma corrida por recordes,
medalhas e busca da excelência. Por trás deles está a filosofia do barão Pierre de Coubertin,
fundador do Movimento Olímpico. Como educador, ele viu nos Jogos a oportunidade para que os
povos desenvolvessem valores, que poderiam ser aplicados não somente ao esporte, mas à
5 educação e à sociedade. Existem atualmente sete valores associados aos Jogos. Os valores
olímpicos são: a amizade, a excelência e o respeito, enquanto os valores paralímpicos são: a
determinação, a coragem, a igualdade e a inspiração.
MIRAGAYA, A. Valores para toda a vida. Disponível em: www.esporteessencial.com.br. Acesso em: 14 set. 2022 (adaptado).
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Leia o texto 5 para responder às questões de 27 a 30.
Texto 5
1 Tanto os Jogos Olímpicos quanto os Paralímpicos são mais que uma corrida por recordes,
medalhas e busca da excelência. Por trás deles está a filosofia do barão Pierre de Coubertin,
fundador do Movimento Olímpico. Como educador, ele viu nos Jogos a oportunidade para que os
povos desenvolvessem valores, que poderiam ser aplicados não somente ao esporte, mas à
5 educação e à sociedade. Existem atualmente sete valores associados aos Jogos. Os valores
olímpicos são: a amizade, a excelência e o respeito, enquanto os valores paralímpicos são: a
determinação, a coragem, a igualdade e a inspiração.
MIRAGAYA, A. Valores para toda a vida. Disponível em: www.esporteessencial.com.br. Acesso em: 14 set. 2022 (adaptado).
Leia o seguinte excerto do texto 1 “– Vovô Leone, eu também quero ler com as mãos. É mais bonito do que com os olhos!” (linha 30). Marque a alternativa em que um dos valores paralímpicos, constantes no texto 5, pode ser identificado nesse trecho.Resolução comentada
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