Pular para o conteúdo

Provas

← Voltar para a lista de provas

Colégio Militar de Santa Maria — Concurso de Admissão 2022/2023 — 6º ano do Ensino Fundamental — Prova de Língua Portuguesa e Matemática

Colégio Militar de Santa Maria · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria2022Fundamental

30 questões nesta prova · página 1 de 2 · 30 com gabarito

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Elementos da Narrativa

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
A obra Dom Quixote de La Mancha traz as aventuras do cavaleiro andante ao lado de seu amigo fiel Sancho Pança e do seu cavalo, o Rocinante. O mundo de Dom Quixote é recheado de imaginação e aventuras em que moinhos de vento se transformam em gigantes.

Leia os quadrinhos abaixo, bem como o fragmento dessa obra, para responder aos itens 01 a 03.

Texto 1
História em quadrinhos de nove quadros (Dom Quixote). Falas: 1) “Num lugarejo em La Mancha, não há muito tempo viveu um fidalgo desses com lança pendurada, adarga antiga, rocim magro e cão bom caçador.” (mapa da Espanha com La Mancha); 2) “Cumpre então saber que esse fidalgo, nas horas de ócio – que eram as mais do ano –, se dava a ler livros de cavalaria com tanto empenho e gosto, que se esquecia de todas as suas outras obrigações.”; 3) “Enfim tanto ele se engolfou nas suas leituras, que lendo passava as noites de claro em claro”; 4) “e os dias de sol a sol;”; 5) “e assim, do pouco dormir e muito ler se lhe secaram os miolos,”; 6) “de modo que veio a perder o juízo.”; 7) “Encheu-se-lhe a fantasia de tudo aquilo que lia nos livros.” (dragão); 8) “Então foi que lhe pareceu conveniente, tanto para o aumento de sua honra quanto para o servimento de sua república, fazer-se cavaleiro andante...” (armadura); 9) “... e sair pelo mundo com suas armas e seu cavalo em busca de aventuras.”
Fonte: https://issuu.com/editorapeiropolis/docs/dom_quixote/6. Acesso em: 10/09/2022.

Texto 2
“Por mais que lhe queimassem os livros, porém, Dom Quixote não esquecia seu sonho de ser cavaleiro andante. Estava decidido a sair novamente pelas estradas. Dessa vez, entretanto, pretendia achar escudeiro que o acompanhasse e lhe servisse de ajudante. Assim, um belo dia, foi à procura de um vizinho chamado Sancho Pança e lhe perguntou se queria ser o seu escudeiro. Sancho Pança, que era um homem pequeno, mas bem barrigudo, deu de ombros e respondeu:
- Não sei o que é isso de ser escudeiro, porque nunca fui à escola e não sei nem ler nem escrever.
- Os escudeiros – disse Dom Quixote – são os criados que servem aos cavaleiros andantes.
- E o que é um cavaleiro andante?
- Nós, os cavaleiros andantes, somos pessoas de bem, que vamos pelas estradas procurando aventuras. Castigamos os velhacos, acabamos com os gigantes e ajudamos os órfãos.
- Tudo isso está ótimo – disse Sancho – porque Deus recompensa os bons, e quem bem começa bem acaba, e mais vale o exemplo que a doutrina.
Já se vê que Sancho Pança gostava de dizer provérbios.
- Então, quer ser meu escudeiro? – Perguntou Dom Quixote.
- Eu gostaria muito, senhor, porém não posso deixar nem minhas terras, porque tenho mulher e dois filhos para criar.
- Não se preocupe com isso, amigo Sancho Pança, porque é certo que antes de uma semana conquistarei algum reinado por esse mundo de Deus e poderei lhe nomear rei. E então terá dinheiro suficiente para vestir seus filhos como príncipes e poderá comer o que quiser até fartar-se.”
AGUSTÍN, Sanches Aguillar. Era uma vez Dom Quixote: Miguel de Cervantes; adaptação de Agustín Sanches de Aguillar; ilustrações de Nivio López Vigil; tradução de Marina Colasanti. – 3. ed. – São Paulo: Gaia, 2018. Pp. 32-33.

Glossário:
Escudeiro - na Idade Média, servidor ou pajem que carregava o escudo de um cavalheiro, acompanhando-o na guerra.
Cavaleiro - Na idade Média, os cavaleiros eram guerreiros que montavam a cavalo e que levavam armas como lanças ou espadas.
Órfãos - Pessoa menor, privada de pai ou mãe, ou de ambos os pais.
Velhaco - É aquele que engana outra pessoa, traiçoeiro, patife.

Considerando a relação entres os textos 01 e 02, é correto afirmar que:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
A obra Dom Quixote de La Mancha traz as aventuras do cavaleiro andante ao lado de seu amigo fiel Sancho Pança e do seu cavalo, o Rocinante. O mundo de Dom Quixote é recheado de imaginação e aventuras em que moinhos de vento se transformam em gigantes.

Leia os quadrinhos abaixo, bem como o fragmento dessa obra, para responder aos itens 01 a 03.

Texto 1
História em quadrinhos de nove quadros (Dom Quixote). Falas: 1) “Num lugarejo em La Mancha, não há muito tempo viveu um fidalgo desses com lança pendurada, adarga antiga, rocim magro e cão bom caçador.” (mapa da Espanha com La Mancha); 2) “Cumpre então saber que esse fidalgo, nas horas de ócio – que eram as mais do ano –, se dava a ler livros de cavalaria com tanto empenho e gosto, que se esquecia de todas as suas outras obrigações.”; 3) “Enfim tanto ele se engolfou nas suas leituras, que lendo passava as noites de claro em claro”; 4) “e os dias de sol a sol;”; 5) “e assim, do pouco dormir e muito ler se lhe secaram os miolos,”; 6) “de modo que veio a perder o juízo.”; 7) “Encheu-se-lhe a fantasia de tudo aquilo que lia nos livros.” (dragão); 8) “Então foi que lhe pareceu conveniente, tanto para o aumento de sua honra quanto para o servimento de sua república, fazer-se cavaleiro andante...” (armadura); 9) “... e sair pelo mundo com suas armas e seu cavalo em busca de aventuras.”
Fonte: https://issuu.com/editorapeiropolis/docs/dom_quixote/6. Acesso em: 10/09/2022.

Texto 2
“Por mais que lhe queimassem os livros, porém, Dom Quixote não esquecia seu sonho de ser cavaleiro andante. Estava decidido a sair novamente pelas estradas. Dessa vez, entretanto, pretendia achar escudeiro que o acompanhasse e lhe servisse de ajudante. Assim, um belo dia, foi à procura de um vizinho chamado Sancho Pança e lhe perguntou se queria ser o seu escudeiro. Sancho Pança, que era um homem pequeno, mas bem barrigudo, deu de ombros e respondeu:
- Não sei o que é isso de ser escudeiro, porque nunca fui à escola e não sei nem ler nem escrever.
- Os escudeiros – disse Dom Quixote – são os criados que servem aos cavaleiros andantes.
- E o que é um cavaleiro andante?
- Nós, os cavaleiros andantes, somos pessoas de bem, que vamos pelas estradas procurando aventuras. Castigamos os velhacos, acabamos com os gigantes e ajudamos os órfãos.
- Tudo isso está ótimo – disse Sancho – porque Deus recompensa os bons, e quem bem começa bem acaba, e mais vale o exemplo que a doutrina.
Já se vê que Sancho Pança gostava de dizer provérbios.
- Então, quer ser meu escudeiro? – Perguntou Dom Quixote.
- Eu gostaria muito, senhor, porém não posso deixar nem minhas terras, porque tenho mulher e dois filhos para criar.
- Não se preocupe com isso, amigo Sancho Pança, porque é certo que antes de uma semana conquistarei algum reinado por esse mundo de Deus e poderei lhe nomear rei. E então terá dinheiro suficiente para vestir seus filhos como príncipes e poderá comer o que quiser até fartar-se.”
AGUSTÍN, Sanches Aguillar. Era uma vez Dom Quixote: Miguel de Cervantes; adaptação de Agustín Sanches de Aguillar; ilustrações de Nivio López Vigil; tradução de Marina Colasanti. – 3. ed. – São Paulo: Gaia, 2018. Pp. 32-33.

Glossário:
Escudeiro - na Idade Média, servidor ou pajem que carregava o escudo de um cavalheiro, acompanhando-o na guerra.
Cavaleiro - Na idade Média, os cavaleiros eram guerreiros que montavam a cavalo e que levavam armas como lanças ou espadas.
Órfãos - Pessoa menor, privada de pai ou mãe, ou de ambos os pais.
Velhaco - É aquele que engana outra pessoa, traiçoeiro, patife.

“Eu gostaria muito, senhor, porém não posso deixar nem minhas terras, porque tenho mulher e dois filhos para criar”. O elemento sublinhado expressa: — a palavra “porque” aparece sublinhada e em negrito.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
A obra Dom Quixote de La Mancha traz as aventuras do cavaleiro andante ao lado de seu amigo fiel Sancho Pança e do seu cavalo, o Rocinante. O mundo de Dom Quixote é recheado de imaginação e aventuras em que moinhos de vento se transformam em gigantes.

Leia os quadrinhos abaixo, bem como o fragmento dessa obra, para responder aos itens 01 a 03.

Texto 1
História em quadrinhos de nove quadros (Dom Quixote). Falas: 1) “Num lugarejo em La Mancha, não há muito tempo viveu um fidalgo desses com lança pendurada, adarga antiga, rocim magro e cão bom caçador.” (mapa da Espanha com La Mancha); 2) “Cumpre então saber que esse fidalgo, nas horas de ócio – que eram as mais do ano –, se dava a ler livros de cavalaria com tanto empenho e gosto, que se esquecia de todas as suas outras obrigações.”; 3) “Enfim tanto ele se engolfou nas suas leituras, que lendo passava as noites de claro em claro”; 4) “e os dias de sol a sol;”; 5) “e assim, do pouco dormir e muito ler se lhe secaram os miolos,”; 6) “de modo que veio a perder o juízo.”; 7) “Encheu-se-lhe a fantasia de tudo aquilo que lia nos livros.” (dragão); 8) “Então foi que lhe pareceu conveniente, tanto para o aumento de sua honra quanto para o servimento de sua república, fazer-se cavaleiro andante...” (armadura); 9) “... e sair pelo mundo com suas armas e seu cavalo em busca de aventuras.”
Fonte: https://issuu.com/editorapeiropolis/docs/dom_quixote/6. Acesso em: 10/09/2022.

Texto 2
“Por mais que lhe queimassem os livros, porém, Dom Quixote não esquecia seu sonho de ser cavaleiro andante. Estava decidido a sair novamente pelas estradas. Dessa vez, entretanto, pretendia achar escudeiro que o acompanhasse e lhe servisse de ajudante. Assim, um belo dia, foi à procura de um vizinho chamado Sancho Pança e lhe perguntou se queria ser o seu escudeiro. Sancho Pança, que era um homem pequeno, mas bem barrigudo, deu de ombros e respondeu:
- Não sei o que é isso de ser escudeiro, porque nunca fui à escola e não sei nem ler nem escrever.
- Os escudeiros – disse Dom Quixote – são os criados que servem aos cavaleiros andantes.
- E o que é um cavaleiro andante?
- Nós, os cavaleiros andantes, somos pessoas de bem, que vamos pelas estradas procurando aventuras. Castigamos os velhacos, acabamos com os gigantes e ajudamos os órfãos.
- Tudo isso está ótimo – disse Sancho – porque Deus recompensa os bons, e quem bem começa bem acaba, e mais vale o exemplo que a doutrina.
Já se vê que Sancho Pança gostava de dizer provérbios.
- Então, quer ser meu escudeiro? – Perguntou Dom Quixote.
- Eu gostaria muito, senhor, porém não posso deixar nem minhas terras, porque tenho mulher e dois filhos para criar.
- Não se preocupe com isso, amigo Sancho Pança, porque é certo que antes de uma semana conquistarei algum reinado por esse mundo de Deus e poderei lhe nomear rei. E então terá dinheiro suficiente para vestir seus filhos como príncipes e poderá comer o que quiser até fartar-se.”
AGUSTÍN, Sanches Aguillar. Era uma vez Dom Quixote: Miguel de Cervantes; adaptação de Agustín Sanches de Aguillar; ilustrações de Nivio López Vigil; tradução de Marina Colasanti. – 3. ed. – São Paulo: Gaia, 2018. Pp. 32-33.

Glossário:
Escudeiro - na Idade Média, servidor ou pajem que carregava o escudo de um cavalheiro, acompanhando-o na guerra.
Cavaleiro - Na idade Média, os cavaleiros eram guerreiros que montavam a cavalo e que levavam armas como lanças ou espadas.
Órfãos - Pessoa menor, privada de pai ou mãe, ou de ambos os pais.
Velhaco - É aquele que engana outra pessoa, traiçoeiro, patife.

Considere as sentenças abaixo, para responder ao item 03.
I. Dom Quixote conquistava reinos como cavaleiro.
II. Sancho Pança preocupa-se em cuidar de sua família.
III. Dom Quixote estava à procura de aventuras como cavaleiro andante.
IV. Sancho Pança não acredita nas promessas que lhe fizera seu vizinho.

De acordo com as sentenças acima, está correta a seguinte a alternativa:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Coesão Referencial — Pronomes

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
As Crônicas de Nárnia é uma série de sete romances, que foi escrita pelo autor C. S. Lewis. Na narrativa, quatro crianças descobrem o Reino de Nárnia – um lugar cheio de magia. É um livro que fala sobre coragem, amizade e nobreza.

Leia o fragmento abaixo dessa obra, para responder aos itens 04 a 06.

“Era uma vez quatro crianças – Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia – que se meteram numa aventura extraordinária, já contada num livro que se chama O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Ao abrirem a porta de um guarda-roupa encantado, viram-se num mundo totalmente diferente do nosso, e nesse mundo, um país chamado Nárnia, tornaram-se reis e rainhas. Durante a permanência deles em Nárnia acharam que tinham reinado anos e anos; mas, ao regressarem pela porta do guarda-roupa à Inglaterra, parecia que a aventura não tinha levado quase tempo algum. Pelo menos ninguém notara a sua ausência, e eles nunca contaram nada a ninguém, a não ser a um adulto muito sábio.
Tudo isso tinha acontecido havia um ano. Os quatro encontravam-se, no momento em que vamos iniciar esta história, sentados numa estação de trem, rodeados por pilhas de malas. Estavam de volta ao colégio. Tinham viajado juntos até aquela estação, que era um entroncamento; dentro de alguns minutos devia chegar o trem das meninas e, daí a meia hora, o trem dos meninos.
A primeira parte da viagem fora como se ainda fizesse parte das férias; mas, agora, que se aproximavam as despedidas, todos sentiam que as férias tinham acabado e começavam outra vez as preocupações do ano letivo. Reinava melancolia, e ninguém sabia o que dizer. Lúcia ia para o internato pela primeira vez.
Era uma estação rural e vazia: além deles, não havia mais ninguém na plataforma.
De repente, Lúcia deu um grito rápido e agudo, como se tivesse sido mordida por um marimbondo”.
LEWIS, C.S. As crônicas de Nárnia. [tradução Silêda Steuernagel Paulo Mendes; ilustrações de Pauline Baynes]. - 2º. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009, p.295.

O uso de palavras que se referem a outras já enunciadas evita sua repetição exaustiva e confere clareza ao texto. No texto “A ilha”, a palavra em negrito empregada com esse objetivo e o termo ao qual ela se refere está corretamente associada em:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Foco Narrativo

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
As Crônicas de Nárnia é uma série de sete romances, que foi escrita pelo autor C. S. Lewis. Na narrativa, quatro crianças descobrem o Reino de Nárnia – um lugar cheio de magia. É um livro que fala sobre coragem, amizade e nobreza.

Leia o fragmento abaixo dessa obra, para responder aos itens 04 a 06.

“Era uma vez quatro crianças – Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia – que se meteram numa aventura extraordinária, já contada num livro que se chama O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Ao abrirem a porta de um guarda-roupa encantado, viram-se num mundo totalmente diferente do nosso, e nesse mundo, um país chamado Nárnia, tornaram-se reis e rainhas. Durante a permanência deles em Nárnia acharam que tinham reinado anos e anos; mas, ao regressarem pela porta do guarda-roupa à Inglaterra, parecia que a aventura não tinha levado quase tempo algum. Pelo menos ninguém notara a sua ausência, e eles nunca contaram nada a ninguém, a não ser a um adulto muito sábio.
Tudo isso tinha acontecido havia um ano. Os quatro encontravam-se, no momento em que vamos iniciar esta história, sentados numa estação de trem, rodeados por pilhas de malas. Estavam de volta ao colégio. Tinham viajado juntos até aquela estação, que era um entroncamento; dentro de alguns minutos devia chegar o trem das meninas e, daí a meia hora, o trem dos meninos.
A primeira parte da viagem fora como se ainda fizesse parte das férias; mas, agora, que se aproximavam as despedidas, todos sentiam que as férias tinham acabado e começavam outra vez as preocupações do ano letivo. Reinava melancolia, e ninguém sabia o que dizer. Lúcia ia para o internato pela primeira vez.
Era uma estação rural e vazia: além deles, não havia mais ninguém na plataforma.
De repente, Lúcia deu um grito rápido e agudo, como se tivesse sido mordida por um marimbondo”.
LEWIS, C.S. As crônicas de Nárnia. [tradução Silêda Steuernagel Paulo Mendes; ilustrações de Pauline Baynes]. - 2º. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009, p.295.

Com base no texto acima, é correto afirmar que a história é narrada:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Identificar o foco narrativo do fragmento de As Crônicas de Nárnia.

O narrador fala das crianças em terceira pessoa ('Os quatro encontravam-se...'), sem participar da história, e há elementos mágicos próprios dos contos de fadas (guarda-roupa encantado, reino de Nárnia).

Análise das alternativas

A) Não há narrador em primeira pessoa. B) O narrador não é um dos irmãos. C) O narrador em terceira pessoa é observador, não participa. D) O leão não narra e a história não se limita à vida na Inglaterra.

Referência: Foco narrativo; gênero narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
As Crônicas de Nárnia é uma série de sete romances, que foi escrita pelo autor C. S. Lewis. Na narrativa, quatro crianças descobrem o Reino de Nárnia – um lugar cheio de magia. É um livro que fala sobre coragem, amizade e nobreza.

Leia o fragmento abaixo dessa obra, para responder aos itens 04 a 06.

“Era uma vez quatro crianças – Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia – que se meteram numa aventura extraordinária, já contada num livro que se chama O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Ao abrirem a porta de um guarda-roupa encantado, viram-se num mundo totalmente diferente do nosso, e nesse mundo, um país chamado Nárnia, tornaram-se reis e rainhas. Durante a permanência deles em Nárnia acharam que tinham reinado anos e anos; mas, ao regressarem pela porta do guarda-roupa à Inglaterra, parecia que a aventura não tinha levado quase tempo algum. Pelo menos ninguém notara a sua ausência, e eles nunca contaram nada a ninguém, a não ser a um adulto muito sábio.
Tudo isso tinha acontecido havia um ano. Os quatro encontravam-se, no momento em que vamos iniciar esta história, sentados numa estação de trem, rodeados por pilhas de malas. Estavam de volta ao colégio. Tinham viajado juntos até aquela estação, que era um entroncamento; dentro de alguns minutos devia chegar o trem das meninas e, daí a meia hora, o trem dos meninos.
A primeira parte da viagem fora como se ainda fizesse parte das férias; mas, agora, que se aproximavam as despedidas, todos sentiam que as férias tinham acabado e começavam outra vez as preocupações do ano letivo. Reinava melancolia, e ninguém sabia o que dizer. Lúcia ia para o internato pela primeira vez.
Era uma estação rural e vazia: além deles, não havia mais ninguém na plataforma.
De repente, Lúcia deu um grito rápido e agudo, como se tivesse sido mordida por um marimbondo”.
LEWIS, C.S. As crônicas de Nárnia. [tradução Silêda Steuernagel Paulo Mendes; ilustrações de Pauline Baynes]. - 2º. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009, p.295.

Assinale a opção em que o sinônimo indicado para o termo sublinhado NÃO mantém o mesmo sentido daquele apresentado no texto:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Relações Lógico-Semânticas

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
O fragmento abaixo nesta prova refere-se à obra A Ilha do Tesouro, um romance de aventuras, de Robert Louis Stevenson. Famoso clássico, a narrativa conta a história de Jim Hawkins, ainda menino, que embarcou em uma aventura cheia de desafios e perigos em busca de um tesouro.

Leia este trecho da referida obra, para responder aos itens 07 a 09.

“Silver manquitolava, resmungando, apoiado em sua muleta, suas narinas estavam abertas e trêmulas, ele praguejava como se estivesse doido, quando as moscas pousavam em sua fisionomia quente e suada, ele puxava furiosamente a corda que me prendia e, de vez em quando, lançava os olhos sobre mim com uma expressão mortal. Certamente, ele não fazia o menor esforço para ocultar seus pensamentos e, mais certamente ainda, eu os podia ler como se estivessem impressos. E eu não duvidava que ele esperava tomar posse do tesouro, encontrar e abordar o Hispaniola sob a proteção da noite, cortar cada pescoço honesto que encontrasse nessa ilha e navegar para longe, como era sua primeira intenção, carregado de crimes e de riquezas.
Abalado como eu estava com todos estes temores, era-me difícil acompanhar o ritmo rápido dos caçadores de tesouros. De vez em quando, eu tropeçava, e era então que Silver puxava violentamente a corda e me lançava seus olhares assassinos. Dick, que tinha ficado mais para trás de nós e agora mantinha a retaguarda, balbuciava para si mesmo tanto orações como pragas, e sua febre continuava a subir. Isto também se somava à minha desgraça, e, para coroar tudo, eu era perseguido pelo pensamento da tragédia que um dia fora encenada naquele mesmo planalto, quando o bucaneiro maligno de cara azulada – o mesmo que morrera em Savannah, cantando e berrando por bebida – tinha, com suas próprias mãos, matado seus seis cúmplices.
Estávamos agora junto à margem do pequeno bosque.
- Agora, companheiros, vamos todos juntos! – Gritou Merry.
E os que se achavam mais à frente puseram-se a correr.
E, de repente, não mais de dois metros além, vimos todos pararem. Ouviu-se um grito de desalento. Silver dobrou seu ritmo, enterrando no chão a ponta de sua muleta como se estivesse possesso; e, no momento seguinte, tanto eu como ele paramos de repente.
Bem diante de nós havia uma grande escavação, não muito recente, pois as beiradas já haviam desmoronado para dentro e um pouco de capim havia crescido nos fundos. Lá dentro, havia o cabo de uma picareta quebrado em dois, e as tábuas de diversas mercadorias espalhadas por aqui e por ali. Em uma dessas tábuas, eu pude ver, gravada com ferro em brasa, o nome Walrus, que era o nome do navio de Flint. ”
STEVENSON, Robert Louis. A Ilha do Tesouro. 1.ed. São Paulo: LP&M, 2003, pp.252-253.

Glossário:
Bucaneiro – aventureiro do mar proveniente da Europa que infestava o mar do Caribe; pirata.
Manquitolava (v. manquitolar) – manquejar, coxear.

Leia o trecho abaixo, para responder ao item 07.

“Silver manquitolava, resmungando, apoiado em sua muleta, suas narinas estavam abertas e trêmulas, ele praguejava como se estivesse doido, quando as moscas pousavam em sua fisionomia quente e suada, ele puxava furiosamente a corda que me prendia e, de vez em quando, lançava os olhos sobre mim com uma expressão mortal”. Parte sublinhada: do início até “como se estivesse doido”.

É correto afirmar que na parte sublinhada do trecho acima, há uma relação lógica de:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Pontuação — Ponto de Exclamação

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
O fragmento abaixo nesta prova refere-se à obra A Ilha do Tesouro, um romance de aventuras, de Robert Louis Stevenson. Famoso clássico, a narrativa conta a história de Jim Hawkins, ainda menino, que embarcou em uma aventura cheia de desafios e perigos em busca de um tesouro.

Leia este trecho da referida obra, para responder aos itens 07 a 09.

“Silver manquitolava, resmungando, apoiado em sua muleta, suas narinas estavam abertas e trêmulas, ele praguejava como se estivesse doido, quando as moscas pousavam em sua fisionomia quente e suada, ele puxava furiosamente a corda que me prendia e, de vez em quando, lançava os olhos sobre mim com uma expressão mortal. Certamente, ele não fazia o menor esforço para ocultar seus pensamentos e, mais certamente ainda, eu os podia ler como se estivessem impressos. E eu não duvidava que ele esperava tomar posse do tesouro, encontrar e abordar o Hispaniola sob a proteção da noite, cortar cada pescoço honesto que encontrasse nessa ilha e navegar para longe, como era sua primeira intenção, carregado de crimes e de riquezas.
Abalado como eu estava com todos estes temores, era-me difícil acompanhar o ritmo rápido dos caçadores de tesouros. De vez em quando, eu tropeçava, e era então que Silver puxava violentamente a corda e me lançava seus olhares assassinos. Dick, que tinha ficado mais para trás de nós e agora mantinha a retaguarda, balbuciava para si mesmo tanto orações como pragas, e sua febre continuava a subir. Isto também se somava à minha desgraça, e, para coroar tudo, eu era perseguido pelo pensamento da tragédia que um dia fora encenada naquele mesmo planalto, quando o bucaneiro maligno de cara azulada – o mesmo que morrera em Savannah, cantando e berrando por bebida – tinha, com suas próprias mãos, matado seus seis cúmplices.
Estávamos agora junto à margem do pequeno bosque.
- Agora, companheiros, vamos todos juntos! – Gritou Merry.
E os que se achavam mais à frente puseram-se a correr.
E, de repente, não mais de dois metros além, vimos todos pararem. Ouviu-se um grito de desalento. Silver dobrou seu ritmo, enterrando no chão a ponta de sua muleta como se estivesse possesso; e, no momento seguinte, tanto eu como ele paramos de repente.
Bem diante de nós havia uma grande escavação, não muito recente, pois as beiradas já haviam desmoronado para dentro e um pouco de capim havia crescido nos fundos. Lá dentro, havia o cabo de uma picareta quebrado em dois, e as tábuas de diversas mercadorias espalhadas por aqui e por ali. Em uma dessas tábuas, eu pude ver, gravada com ferro em brasa, o nome Walrus, que era o nome do navio de Flint. ”
STEVENSON, Robert Louis. A Ilha do Tesouro. 1.ed. São Paulo: LP&M, 2003, pp.252-253.

Glossário:
Bucaneiro – aventureiro do mar proveniente da Europa que infestava o mar do Caribe; pirata.
Manquitolava (v. manquitolar) – manquejar, coxear.

Leia o trecho abaixo, para responder ao item 08.

Estávamos agora junto à margem do pequeno bosque.
- Agora, companheiros, vamos todos juntos! – Gritou Merry.
E os que se achavam mais à frente puseram-se a correr.

Identifique a alternativa em que o emprego do ponto de exclamação ocorre de forma semelhante ao do trecho acima:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Achar o uso do ponto de exclamação com ordem/chamamento, como em 'vamos todos juntos!'.

No trecho, o ponto de exclamação encerra uma frase imperativa, de ordem ou convocação ('vamos todos juntos!'). Em 'Voltem, meninos!' o ponto de exclamação também marca ordem, com verbo no imperativo e vocativo.

Análise das alternativas

A) 'Ufa!' é interjeição de alívio. C) 'Não!' é negação enfática. D) 'Ai!' é interjeição de dor. E) 'Nossa!' é interjeição de surpresa, e a exclamativa final expressa admiração. Nenhuma é ordem.

Referência: Pontuação: ponto de exclamação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
O fragmento abaixo nesta prova refere-se à obra A Ilha do Tesouro, um romance de aventuras, de Robert Louis Stevenson. Famoso clássico, a narrativa conta a história de Jim Hawkins, ainda menino, que embarcou em uma aventura cheia de desafios e perigos em busca de um tesouro.

Leia este trecho da referida obra, para responder aos itens 07 a 09.

“Silver manquitolava, resmungando, apoiado em sua muleta, suas narinas estavam abertas e trêmulas, ele praguejava como se estivesse doido, quando as moscas pousavam em sua fisionomia quente e suada, ele puxava furiosamente a corda que me prendia e, de vez em quando, lançava os olhos sobre mim com uma expressão mortal. Certamente, ele não fazia o menor esforço para ocultar seus pensamentos e, mais certamente ainda, eu os podia ler como se estivessem impressos. E eu não duvidava que ele esperava tomar posse do tesouro, encontrar e abordar o Hispaniola sob a proteção da noite, cortar cada pescoço honesto que encontrasse nessa ilha e navegar para longe, como era sua primeira intenção, carregado de crimes e de riquezas.
Abalado como eu estava com todos estes temores, era-me difícil acompanhar o ritmo rápido dos caçadores de tesouros. De vez em quando, eu tropeçava, e era então que Silver puxava violentamente a corda e me lançava seus olhares assassinos. Dick, que tinha ficado mais para trás de nós e agora mantinha a retaguarda, balbuciava para si mesmo tanto orações como pragas, e sua febre continuava a subir. Isto também se somava à minha desgraça, e, para coroar tudo, eu era perseguido pelo pensamento da tragédia que um dia fora encenada naquele mesmo planalto, quando o bucaneiro maligno de cara azulada – o mesmo que morrera em Savannah, cantando e berrando por bebida – tinha, com suas próprias mãos, matado seus seis cúmplices.
Estávamos agora junto à margem do pequeno bosque.
- Agora, companheiros, vamos todos juntos! – Gritou Merry.
E os que se achavam mais à frente puseram-se a correr.
E, de repente, não mais de dois metros além, vimos todos pararem. Ouviu-se um grito de desalento. Silver dobrou seu ritmo, enterrando no chão a ponta de sua muleta como se estivesse possesso; e, no momento seguinte, tanto eu como ele paramos de repente.
Bem diante de nós havia uma grande escavação, não muito recente, pois as beiradas já haviam desmoronado para dentro e um pouco de capim havia crescido nos fundos. Lá dentro, havia o cabo de uma picareta quebrado em dois, e as tábuas de diversas mercadorias espalhadas por aqui e por ali. Em uma dessas tábuas, eu pude ver, gravada com ferro em brasa, o nome Walrus, que era o nome do navio de Flint. ”
STEVENSON, Robert Louis. A Ilha do Tesouro. 1.ed. São Paulo: LP&M, 2003, pp.252-253.

Glossário:
Bucaneiro – aventureiro do mar proveniente da Europa que infestava o mar do Caribe; pirata.
Manquitolava (v. manquitolar) – manquejar, coxear.

Conforme o segundo parágrafo do fragmento acima, marque a alternativa correta quanto ao pensamento que ocorreu ao narrador em relação a uma matança de homens, quando estava indo, amarrado por Silver, em busca do tesouro.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Localizar no 2º parágrafo quando e onde ocorreu a matança lembrada pelo narrador.

O texto diz que a tragédia 'um dia fora encenada naquele mesmo planalto' (tempo verbal no mais-que-perfeito), ou seja, aconteceu em outra época, no mesmo lugar onde o grupo se encontrava.

Análise das alternativas

A) A tragédia não ocorre no presente da narrativa. B) Savannah é onde o bucaneiro morreu, não onde matou. D) Não é uma previsão, mas uma lembrança. E) Nada diz que foi no navio.

Referência: Interpretação de texto; tempos verbais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Vírgula

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
A obra Vinte mil léguas submarinas, de Júlio Verne, é uma narrativa de ficção científica. Ele retrata o momento em que Náutilus e seus ocupantes conseguem sair de uma situação desesperadora: o submarino se encontrava preso sob uma grossa camada de gelo e estava prestes a ficar sem o suprimento de oxigênio. O Professor Aronnax, o arpoador baleeiro Ned Land, o criado Conseil, o Capitão Nemo e os tripulantes da embarcação tentavam de todos os meios livrá-la da armadilha de gelo.

Leia o fragmento abaixo, para responder aos itens 10 a 12.

“Quantas horas passei assim, não saberia dizê-lo, mas tive consciência de minha agonia incipiente. Compreendi que ia morrer.
Quando menos esperava, recuperei os sentidos. Algumas lufadas penetravam em meus pulmões. Havíamos subido à superfície? Vencêramos a banquisa?
Não! Eram Ned e Conseil, meus generosos amigos, que se sacrificavam para me salvar. Ainda restavam alguns átomos de ar no fundo de um aparelho. Em vez de respirá-lo, haviam-no preservado para mim e, enquanto sufocavam, vertiam-me a vida gota a gota! Quis rechaçar o aparelho. Tive as mãos imobilizadas e respirei com volúpia por alguns instantes.
Meus olhos voltaram-se para o relógio, que marcava onze horas. Devíamos estar em 28 de março. O Náutilus avançava à assombrosa velocidade de quarenta milhas por hora, retorcendo-se nas águas.
Onde estava o capitão Nemo? Sucumbira? Seus companheiros haviam perecido com ele?
Naquele momento, o manômetro indicou que estávamos a apenas seis metros da superfície. Uma simples lâmina de gelo nos separava da atmosfera. Não seria possível rompê-la?
Talvez! Em todo caso, o Náutilus faria uma tentativa. Senti, com efeito, que se posicionava obliquamente, abaixando a popa e erguendo o esporão. Uma golfada de água fora o suficiente para alterar seu equilíbrio. Em seguida, empurrado por sua poderosa hélice, atacou o “icefield” por baixo como um poderoso aríete. Escavava um pouco, retirava-se, colidia a toda velocidade contra o campo, que se rompia. Finalmente, propelido por um impulso inaudito, lançou-se sobre a superfície congelada, que destruiu com seu peso.
O alçapão foi aberto, na realidade quase arrancado, e o ar puro propagou-se aos borbotões por todas as partes do Náutilus. ”
Fonte: https://www.itapema.sc.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Vinte-mil-leguas.pdf. Acesso em: 18/08/2022.

Glossário:
Aríete - máquina de guerra com que se derrubavam as muralhas ou portas das cidades sitiadas; saliência reforçada da roda de proa de um navio, usado para avariar o casco da embarcação inimiga.
Banquisa - camada de gelo
Borbotões - sopro forte, lufada
Icefield - banco, campo ou calota de gelo
Inaudito - desconhecido, novo
Incipiente - inicial
Lufada - vento forte, rajada
Manômetro - instrumento com que se mede a pressão de fluidos, no caso do Náutilus da água sobre as paredes do submarino.
Perecer - morrer
Rechaçar - resistir, opor-se
Sucumbir - desanimar
Volúpia - prazer, satisfação

Observe o uso da vírgula no trecho destacado:

“Escavava um pouco, retirava-se, colidia a toda velocidade contra o campo, que se rompia.” Destacado (negrito, itálico e sublinhado): “Escavava um pouco, retirava-se, colidia a toda velocidade contra o campo”.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Texto e Imagem

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
A obra Vinte mil léguas submarinas, de Júlio Verne, é uma narrativa de ficção científica. Ele retrata o momento em que Náutilus e seus ocupantes conseguem sair de uma situação desesperadora: o submarino se encontrava preso sob uma grossa camada de gelo e estava prestes a ficar sem o suprimento de oxigênio. O Professor Aronnax, o arpoador baleeiro Ned Land, o criado Conseil, o Capitão Nemo e os tripulantes da embarcação tentavam de todos os meios livrá-la da armadilha de gelo.

Leia o fragmento abaixo, para responder aos itens 10 a 12.

“Quantas horas passei assim, não saberia dizê-lo, mas tive consciência de minha agonia incipiente. Compreendi que ia morrer.
Quando menos esperava, recuperei os sentidos. Algumas lufadas penetravam em meus pulmões. Havíamos subido à superfície? Vencêramos a banquisa?
Não! Eram Ned e Conseil, meus generosos amigos, que se sacrificavam para me salvar. Ainda restavam alguns átomos de ar no fundo de um aparelho. Em vez de respirá-lo, haviam-no preservado para mim e, enquanto sufocavam, vertiam-me a vida gota a gota! Quis rechaçar o aparelho. Tive as mãos imobilizadas e respirei com volúpia por alguns instantes.
Meus olhos voltaram-se para o relógio, que marcava onze horas. Devíamos estar em 28 de março. O Náutilus avançava à assombrosa velocidade de quarenta milhas por hora, retorcendo-se nas águas.
Onde estava o capitão Nemo? Sucumbira? Seus companheiros haviam perecido com ele?
Naquele momento, o manômetro indicou que estávamos a apenas seis metros da superfície. Uma simples lâmina de gelo nos separava da atmosfera. Não seria possível rompê-la?
Talvez! Em todo caso, o Náutilus faria uma tentativa. Senti, com efeito, que se posicionava obliquamente, abaixando a popa e erguendo o esporão. Uma golfada de água fora o suficiente para alterar seu equilíbrio. Em seguida, empurrado por sua poderosa hélice, atacou o “icefield” por baixo como um poderoso aríete. Escavava um pouco, retirava-se, colidia a toda velocidade contra o campo, que se rompia. Finalmente, propelido por um impulso inaudito, lançou-se sobre a superfície congelada, que destruiu com seu peso.
O alçapão foi aberto, na realidade quase arrancado, e o ar puro propagou-se aos borbotões por todas as partes do Náutilus. ”
Fonte: https://www.itapema.sc.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Vinte-mil-leguas.pdf. Acesso em: 18/08/2022.

Glossário:
Aríete - máquina de guerra com que se derrubavam as muralhas ou portas das cidades sitiadas; saliência reforçada da roda de proa de um navio, usado para avariar o casco da embarcação inimiga.
Banquisa - camada de gelo
Borbotões - sopro forte, lufada
Icefield - banco, campo ou calota de gelo
Inaudito - desconhecido, novo
Incipiente - inicial
Lufada - vento forte, rajada
Manômetro - instrumento com que se mede a pressão de fluidos, no caso do Náutilus da água sobre as paredes do submarino.
Perecer - morrer
Rechaçar - resistir, opor-se
Sucumbir - desanimar
Volúpia - prazer, satisfação

Observe a gravura abaixo, para responder ao item 11.

Infográfico do submarino Náutilus em fundo azul: perfil com 8 m de altura e 70 m de comprimento, ponta em forma de esporão à esquerda e hélice à direita; ícones de peso (no mínimo 8 mil toneladas), velocidade máxima (80 km/h) e profundidade máxima (16 km); “VISTA SUPERIOR” com partes numeradas de 1 (ponta esquerda) a 12 (junto à hélice, à direita) e “VISTA LATERAL” com as partes 13 e 14.
Fonte: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/infografico-por-dentro-do-nautilus-de-20-mil-leguas-submarinas/. Acesso em: 19/08/2022.

Leia o trecho abaixo, para responder ao item 11.

“Talvez! Em todo caso, o Náutilus faria uma tentativa. Senti, com efeito, que se posicionava obliquamente, abaixando a popa e erguendo o esporão. Uma golfada de água fora o suficiente para alterar seu equilíbrio. ”

Na forma alongada do Náutilus, vista na figura acima, quais partes correspondem à popa e ao esporão destacados nesse texto?
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Coesão Referencial — Pronomes

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
A obra Vinte mil léguas submarinas, de Júlio Verne, é uma narrativa de ficção científica. Ele retrata o momento em que Náutilus e seus ocupantes conseguem sair de uma situação desesperadora: o submarino se encontrava preso sob uma grossa camada de gelo e estava prestes a ficar sem o suprimento de oxigênio. O Professor Aronnax, o arpoador baleeiro Ned Land, o criado Conseil, o Capitão Nemo e os tripulantes da embarcação tentavam de todos os meios livrá-la da armadilha de gelo.

Leia o fragmento abaixo, para responder aos itens 10 a 12.

“Quantas horas passei assim, não saberia dizê-lo, mas tive consciência de minha agonia incipiente. Compreendi que ia morrer.
Quando menos esperava, recuperei os sentidos. Algumas lufadas penetravam em meus pulmões. Havíamos subido à superfície? Vencêramos a banquisa?
Não! Eram Ned e Conseil, meus generosos amigos, que se sacrificavam para me salvar. Ainda restavam alguns átomos de ar no fundo de um aparelho. Em vez de respirá-lo, haviam-no preservado para mim e, enquanto sufocavam, vertiam-me a vida gota a gota! Quis rechaçar o aparelho. Tive as mãos imobilizadas e respirei com volúpia por alguns instantes.
Meus olhos voltaram-se para o relógio, que marcava onze horas. Devíamos estar em 28 de março. O Náutilus avançava à assombrosa velocidade de quarenta milhas por hora, retorcendo-se nas águas.
Onde estava o capitão Nemo? Sucumbira? Seus companheiros haviam perecido com ele?
Naquele momento, o manômetro indicou que estávamos a apenas seis metros da superfície. Uma simples lâmina de gelo nos separava da atmosfera. Não seria possível rompê-la?
Talvez! Em todo caso, o Náutilus faria uma tentativa. Senti, com efeito, que se posicionava obliquamente, abaixando a popa e erguendo o esporão. Uma golfada de água fora o suficiente para alterar seu equilíbrio. Em seguida, empurrado por sua poderosa hélice, atacou o “icefield” por baixo como um poderoso aríete. Escavava um pouco, retirava-se, colidia a toda velocidade contra o campo, que se rompia. Finalmente, propelido por um impulso inaudito, lançou-se sobre a superfície congelada, que destruiu com seu peso.
O alçapão foi aberto, na realidade quase arrancado, e o ar puro propagou-se aos borbotões por todas as partes do Náutilus. ”
Fonte: https://www.itapema.sc.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Vinte-mil-leguas.pdf. Acesso em: 18/08/2022.

Glossário:
Aríete - máquina de guerra com que se derrubavam as muralhas ou portas das cidades sitiadas; saliência reforçada da roda de proa de um navio, usado para avariar o casco da embarcação inimiga.
Banquisa - camada de gelo
Borbotões - sopro forte, lufada
Icefield - banco, campo ou calota de gelo
Inaudito - desconhecido, novo
Incipiente - inicial
Lufada - vento forte, rajada
Manômetro - instrumento com que se mede a pressão de fluidos, no caso do Náutilus da água sobre as paredes do submarino.
Perecer - morrer
Rechaçar - resistir, opor-se
Sucumbir - desanimar
Volúpia - prazer, satisfação

Observe a passagem “Ainda restavam alguns átomos de ar no fundo de um aparelho. Em vez de respirá-lo, haviam-no preservado para mim e, enquanto sufocavam, vertiam-me a vida gota a gota! ” Os termos grifados se referem a: — grifados (negrito e sublinhado) os pronomes “lo” (de respirá-lo) e “no” (de haviam-no).
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
O fragmento abaixo refere-se à obra O Médico e o Monstro, o estranho caso do Dr. Jekyll e o Sr. Hyde, uma narrativa de terror, de Robert Louis Stevenson. Misteriosa história que gira em torno do bem e do mal se manifestando como personalidades distintas na mesma personagem, o médico e o monstro. O trecho abaixo faz parte de um diálogo entre o médico/monstro, Doutor Jekyll, e seu amigo Lanyon.

Leia este trecho da referida obra, para responder aos itens 13 a 15.

1 “Fez uma pausa. Seus olhos tinham um brilho estranho. Em seu rosto, uma expressão
2 aterrorizante. Continuou:
3 - Ou então, um novo panorama de conhecimento e poder se abrirá para você, aqui, nesta
4 sala e neste instante. Você presenciará algo que nunca pode imaginar. – Disse Dr. Jekyll.
5 Respondi simulando uma indiferença que estava longe de sentir:
6 - O senhor fala por enigmas. Talvez não imagine que eu seja capaz de presenciar o que
7 chama de impossível. Mas confesso, quero ver o final.
8 Meu visitante assentiu com a cabeça.
9 - Muito bem. Lanyon, você se lembra de nosso juramento, quando nos formamos? O que
10 acontecer a seguir pertence ao sigilo de nossa profissão. Agora, você, que há tanto tempo dá
11 mais valor às visões mais estreitas e materiais, que nega a virtude da medicina transcendental,
12 que no passado ridicularizou seus superiores interessados em pesquisar o desconhecido,
13 você, Lanyon, preste atenção!
14 O sujeito levou o frasco aos lábios e bebeu um só gole. Em seguida, gritou. Cambaleou.
15 Segurou-se na mesa. Agarrou-se a ela com os olhos arregalados, a boca aberta. A respiração
16 ruidosa e exalando um odor horrível. Conforme eu observava, começou a ocorrer a mudança.
17 Ele pareceu inchar, crescer, o rosto escureceu de repente e as feições se alteraram. No
18 momento seguinte, eu pulei para trás da cadeira. E me encostei à parede, incrédulo e
19 aterrorizado.
20 - Oh, Deus! – Gritei sem parar.
21 Ali, diante dos meus olhos, pálido e semidesfalecido, tateando com as mãos estendidas,
22 semelhante a um homem recém-ressuscitado do túmulo, estava... Henry Jekyll! ”
EVENSON, Robert Louis. O Médico e o Monstro, o estranho caso de Dr. Jekyll e Sr. Hyde. 1.ed. São Paulo: Editora Moderna, 2017. (Adaptado).

Glossário:
Assentiu (v. assentir) - permitiu (v. permitir)
Enigmas – algo difícil de entender.
Feições – traços da fisionomia.
Incrédulo- aquele que duvida.
Panorama – conjunto.
Semidesfalecido – quase desmaiado.
Sigilo – o que permanece escondido.
Simulando – fingindo, fazer parecer real.
Transcendental – que vai além dos limites, que supera.

Considere as seguintes sentenças abaixo, para responder ao item 13.
I. Lanyon estava pouco interessado com relação ao experimento que lhe apresentava Dr. Jekyll.
II. O narrador-personagem, Lanyon, trata Henry Jekyll como sujeito, pois já começa a perceber sua transformação em outro ser humano.
III. Lanyon desestimula Dr. Jekyll a lhe mostrar sua descoberta.
IV. É correto afirmar que, no último parágrafo, Henry Jekyll parece ser outra pessoa diferente daquela que falava no início do fragmento.

Marque a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Avaliar quatro afirmações sobre a postura de Lanyon e a transformação de Jekyll.

I é falsa: Lanyon diz 'quero ver o final', logo tem interesse, e apenas simula indiferença. II é verdadeira: ao chamá-lo de 'sujeito', Lanyon já percebe que o outro está se tornando outro ser. III é falsa: ele não desestimula, e sim aceita ver. IV é verdadeira: no último parágrafo, Jekyll aparece transformado, como outra pessoa. Corretas: II e IV.

Análise das alternativas

A, B, C e E incluem I ou III, que são falsas, ou deixam de fora II ou IV, que são verdadeiras.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
O fragmento abaixo refere-se à obra O Médico e o Monstro, o estranho caso do Dr. Jekyll e o Sr. Hyde, uma narrativa de terror, de Robert Louis Stevenson. Misteriosa história que gira em torno do bem e do mal se manifestando como personalidades distintas na mesma personagem, o médico e o monstro. O trecho abaixo faz parte de um diálogo entre o médico/monstro, Doutor Jekyll, e seu amigo Lanyon.

Leia este trecho da referida obra, para responder aos itens 13 a 15.

1 “Fez uma pausa. Seus olhos tinham um brilho estranho. Em seu rosto, uma expressão
2 aterrorizante. Continuou:
3 - Ou então, um novo panorama de conhecimento e poder se abrirá para você, aqui, nesta
4 sala e neste instante. Você presenciará algo que nunca pode imaginar. – Disse Dr. Jekyll.
5 Respondi simulando uma indiferença que estava longe de sentir:
6 - O senhor fala por enigmas. Talvez não imagine que eu seja capaz de presenciar o que
7 chama de impossível. Mas confesso, quero ver o final.
8 Meu visitante assentiu com a cabeça.
9 - Muito bem. Lanyon, você se lembra de nosso juramento, quando nos formamos? O que
10 acontecer a seguir pertence ao sigilo de nossa profissão. Agora, você, que há tanto tempo dá
11 mais valor às visões mais estreitas e materiais, que nega a virtude da medicina transcendental,
12 que no passado ridicularizou seus superiores interessados em pesquisar o desconhecido,
13 você, Lanyon, preste atenção!
14 O sujeito levou o frasco aos lábios e bebeu um só gole. Em seguida, gritou. Cambaleou.
15 Segurou-se na mesa. Agarrou-se a ela com os olhos arregalados, a boca aberta. A respiração
16 ruidosa e exalando um odor horrível. Conforme eu observava, começou a ocorrer a mudança.
17 Ele pareceu inchar, crescer, o rosto escureceu de repente e as feições se alteraram. No
18 momento seguinte, eu pulei para trás da cadeira. E me encostei à parede, incrédulo e
19 aterrorizado.
20 - Oh, Deus! – Gritei sem parar.
21 Ali, diante dos meus olhos, pálido e semidesfalecido, tateando com as mãos estendidas,
22 semelhante a um homem recém-ressuscitado do túmulo, estava... Henry Jekyll! ”
EVENSON, Robert Louis. O Médico e o Monstro, o estranho caso de Dr. Jekyll e Sr. Hyde. 1.ed. São Paulo: Editora Moderna, 2017. (Adaptado).

Glossário:
Assentiu (v. assentir) - permitiu (v. permitir)
Enigmas – algo difícil de entender.
Feições – traços da fisionomia.
Incrédulo- aquele que duvida.
Panorama – conjunto.
Semidesfalecido – quase desmaiado.
Sigilo – o que permanece escondido.
Simulando – fingindo, fazer parecer real.
Transcendental – que vai além dos limites, que supera.

Leia o trecho abaixo, para responder ao item 14.

- O senhor fala por enigmas. Talvez não imagine que eu seja capaz de presenciar o que chama de impossível.

Se retirarmos a palavra talvez, com os devidos ajustes no verbo, quais das frases abaixo apresenta relação de causa/consequência entre si.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Achar o conectivo que cria relação de causa/consequência entre as duas orações.

Sem 'talvez', o texto pode ficar 'O senhor fala por enigmas, pois não imagina que eu seja capaz...'. A conjunção 'pois' (posposta ao verbo ou no início de oração explicativa) liga a segunda oração como causa/justificativa da primeira, estabelecendo a relação de causa e consequência pedida.

Análise das alternativas

A) 'Ou' indica alternância. B) 'Porém' indica oposição. C) 'Nem' indica adição negativa. D) 'Logo' indica conclusão, e inverteria a relação lógica, pois falar por enigmas não leva à conclusão de que o outro não imagina nada.

Referência: Conjunções e valores semânticos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
O fragmento abaixo refere-se à obra O Médico e o Monstro, o estranho caso do Dr. Jekyll e o Sr. Hyde, uma narrativa de terror, de Robert Louis Stevenson. Misteriosa história que gira em torno do bem e do mal se manifestando como personalidades distintas na mesma personagem, o médico e o monstro. O trecho abaixo faz parte de um diálogo entre o médico/monstro, Doutor Jekyll, e seu amigo Lanyon.

Leia este trecho da referida obra, para responder aos itens 13 a 15.

1 “Fez uma pausa. Seus olhos tinham um brilho estranho. Em seu rosto, uma expressão
2 aterrorizante. Continuou:
3 - Ou então, um novo panorama de conhecimento e poder se abrirá para você, aqui, nesta
4 sala e neste instante. Você presenciará algo que nunca pode imaginar. – Disse Dr. Jekyll.
5 Respondi simulando uma indiferença que estava longe de sentir:
6 - O senhor fala por enigmas. Talvez não imagine que eu seja capaz de presenciar o que
7 chama de impossível. Mas confesso, quero ver o final.
8 Meu visitante assentiu com a cabeça.
9 - Muito bem. Lanyon, você se lembra de nosso juramento, quando nos formamos? O que
10 acontecer a seguir pertence ao sigilo de nossa profissão. Agora, você, que há tanto tempo dá
11 mais valor às visões mais estreitas e materiais, que nega a virtude da medicina transcendental,
12 que no passado ridicularizou seus superiores interessados em pesquisar o desconhecido,
13 você, Lanyon, preste atenção!
14 O sujeito levou o frasco aos lábios e bebeu um só gole. Em seguida, gritou. Cambaleou.
15 Segurou-se na mesa. Agarrou-se a ela com os olhos arregalados, a boca aberta. A respiração
16 ruidosa e exalando um odor horrível. Conforme eu observava, começou a ocorrer a mudança.
17 Ele pareceu inchar, crescer, o rosto escureceu de repente e as feições se alteraram. No
18 momento seguinte, eu pulei para trás da cadeira. E me encostei à parede, incrédulo e
19 aterrorizado.
20 - Oh, Deus! – Gritei sem parar.
21 Ali, diante dos meus olhos, pálido e semidesfalecido, tateando com as mãos estendidas,
22 semelhante a um homem recém-ressuscitado do túmulo, estava... Henry Jekyll! ”
EVENSON, Robert Louis. O Médico e o Monstro, o estranho caso de Dr. Jekyll e Sr. Hyde. 1.ed. São Paulo: Editora Moderna, 2017. (Adaptado).

Glossário:
Assentiu (v. assentir) - permitiu (v. permitir)
Enigmas – algo difícil de entender.
Feições – traços da fisionomia.
Incrédulo- aquele que duvida.
Panorama – conjunto.
Semidesfalecido – quase desmaiado.
Sigilo – o que permanece escondido.
Simulando – fingindo, fazer parecer real.
Transcendental – que vai além dos limites, que supera.

Leia o trecho abaixo, para responder ao item 15.

“Ali, diante dos meus olhos, pálido e semidesfalecido, tateando com as mãos estendidas, semelhante a um homem recém-ressuscitado do túmulo, estava... Henry Jekyll! ”

Observe que a palavra pálido no fragmento significa descorado, desbotado. Logo, nas alternativas abaixo, marque aquela em que uma das palavras não corresponde ao seu sinônimo.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Identificar o par de palavras que não são sinônimas.

Exalar é liberar, emanar (odor, vapor), e não 'soprar'. Soprar é expelir ar com força, então o par da alternativa C é o único sem equivalência de sentido.

Análise das alternativas

A) Aterrorizante e amedrontador são sinônimos. B) Cambalear e desequilibrar-se têm sentido equivalente. D) Tatear e apalpar são sinônimos. E) Recém-ressuscitado e revivido têm sentido equivalente.

Referência: Semântica: sinonímia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Operações com Números Decimais

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
PROVA DO 6º ANO – MATEMÁTICA

A copa do mundo de futebol de 2022 será realizada no Qatar a partir de 21 de novembro do corrente ano. É o maior evento esportivo no cenário mundial. Reúne as melhores equipes de futebol do planeta.
O jogo de abertura será realizado no Estádio Al Bayt no Qatar, que detém uma arquitetura invejável, um monumento a céu aberto, local onde o país sede fará o jogo de abertura contra Equador.
As linhas geométricas e futuristas que caracterizam a estrutura arquitetônica do país sede e todo clima que circula em torno do tema “Copa do Mundo” inspiraram o Colégio Militar de Santa Maria a elaborar a prova de matemática do exame de admissão ao sexto ano em 2023. Assim, a seguir serão apresentadas 15 questões de matemática baseadas no tema Copa do Mundo no Qatar.

Um jogador da seleção brasileira de futebol se lesionou poucas semanas antes do início da copa do mundo de futebol 2022 no Qatar. Para deixá-lo em condições de participar do evento, o médico da seleção prescreveu três remédios, a fim de serem ingeridos de acordo com a seguinte escala de horários e nas referidas quantidades:

- remédio A: 1,5 ml de 2 em 2 horas por 7 dias
- remédio B: 2 ml de 3 em 3 horas por 5 dias;
- remédio C: 3,5 ml de 6 em 6 horas por 10 dias.

Ao final do tratamento, qual a quantidade dos três medicamentos juntos que o jogador terá ingerido?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Calcular o número de doses de cada remédio e somar os volumes.

A: de 2 em 2 h são 12 doses/dia × 7 dias = 84 doses × 1,5 ml = 126 ml. B: de 3 em 3 h são 8 doses/dia × 5 dias = 40 doses × 2 ml = 80 ml. C: de 6 em 6 h são 4 doses/dia × 10 dias = 40 doses × 3,5 ml = 140 ml. Total: 126 + 80 + 140 = 346 ml.

Análise das alternativas

A) 261 ml, C) 26,1 ml, D) 34,6 ml e E) 44,5 ml não resultam do cálculo. D) tem a vírgula deslocada, pois 346 ml ≠ 34,6 ml.

Referência: Operações com números decimais; problemas de multiplicação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Frações e Porcentagem

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

O estádio Al Bayt sediará o jogo entre Qatar e Equador, partida de estreia da copa do mundo. Os integrantes da imprensa jornalística de todo o mundo serão distribuídos em seis salas. Cinco delas com 30 jornalistas e a sexta sala com 16 jornalistas. Nas salas com 30 jornalistas cada uma, será seguido o seguinte padrão: na primeira sala, o número de jornalistas do sexo masculino para o número de jornalistas do sexo feminino, equivale a fração 4/11 , e nas salas seguintes, haverá 2 (dois) homens a mais que na sala anterior. Na sala com 16 jornalistas, 37,5% são do sexo feminino. Quantas jornalistas (sexo feminino) serão distribuídas nas seis salas juntas?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Determinar as mulheres em cada sala seguindo o padrão de razão 4/11 e acrescentando 2 homens por sala.

Na 1ª sala, 4/11 de homens para mulheres: 4k + 11k = 30, então k = 2, ou seja, 8 homens e 22 mulheres. Cada sala seguinte tem 2 homens a mais e, portanto, 2 mulheres a menos: mulheres 22, 20, 18, 16, 14 (soma 90). Na sexta sala, 37,5% de 16 = 6 mulheres. Total: 90 + 6 = 96.

Análise das alternativas

A) 66, B) 60 e E) 150 não resultam do cálculo. C) 90 esquece as 6 mulheres da sexta sala.

Referência: Razão, frações e porcentagem.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática MMC e MDC — Divisores

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Os amigos Paulo, Tiago e Julia irão se unir para tentar juntos completar o álbum de figurinhas da copa do mundo de futebol de 2022 que ocorrerá no Qatar. Sabe-se que Paulo possui 80 figurinhas, Tiago 60 e que o número de figurinhas de Julia é igual ao mínimo múltiplo comum entre a quantidade de divisores do número de figurinhas de Paulo e Tiago. Da análise dos dados, determine qual o máximo divisor comum entre a quantidade de figurinhas que cada um dos três amigos possui?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Contar divisores de 80 e 60, achar o MMC dessas quantidades (figurinhas de Julia) e depois o MDC dos três números.

80 = 2⁴·5 tem (4+1)(1+1) = 10 divisores. 60 = 2²·3·5 tem 3·2·2 = 12 divisores. MMC(10, 12) = 60, então Julia tem 60 figurinhas. MDC(80, 60, 60) = 20.

Análise das alternativas

A) 8 não divide 60. B) 12 não divide 80. D) 56 e E) 72 não dividem 60 nem 80. Só 20 é divisor comum e o maior deles.

Referência: Divisores, MMC e MDC.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Matemática Geometria Plana — Polígonos, Área e Perímetro

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Um dos adversários do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo de Futebol 2022 é a República dos Camarões. A bandeira oficial desse país mede 128 cm de comprimento por 90 cm de altura, a mesma está dividida em três retângulos, os quais têm perímetro e base com as mesmas dimensões e no centro da bandeira está estampado um pentagrama regular. (Obs: Desenho fora de escala)

À esquerda, desenho da bandeira: retângulo dividido em três faixas verticais iguais, com uma estrela de cinco pontas no centro da faixa do meio. À direita, a estrela (pentagrama) ampliada, com os vértices A e D nas pontas horizontais esquerda e direita e os pontos B e C no segmento entre elas, junto à ponta superior.
Fonte: CMSM

Com base nas informações acima verifique se as assertivas abaixo são falsas ou verdadeiras:

I – A área de 2/3 da bandeira é exatamente 7680 cm² ( )
II – A soma dos vértices de todos os polígonos que compõem a bandeira é igual a 12 ( )
III – Os polígonos que formam a bandeira são todos regulares ( )
IV – A fração equivalente à divisão entre o comprimento e a altura da bandeira corresponde a 64/45 ( )
V – Se a distância entre os vértices A e D e os vértices B e C do pentagrama medem 26,18 cm e 6,18 respectivamente, logo o perímetro deste polígono será de 80 cm ( )
Selecione uma alternativa

Matemática Geometria Espacial — Volume do Paralelepípedo

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) 2022 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria (CMSM) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

A figura abaixo representa a planificação de uma caixa em formato de paralelepípedo retângulo na qual serão acondicionadas peças de aço utilizados na fabricação de implementos de informática, que serão enviadas ao Qatar, país que sediará a Copa do Mundo de Futebol 2022. A caixa ficará completamente fechada. Considere que a base da caixa e das peças de aço são quadradas, e que as peças de aço têm formato de paralelepípedo retângulo, com dimensões 6cmX6cmX4cm e não sobram espaços vazios na caixa. Quantas peças podem ser acondicionadas na caixa?

Planificação em forma de cruz deitada: uma coluna de três retângulos à esquerda (o do meio unido a outros três retângulos à direita, em linha). A altura total da coluna da esquerda é indicada como 78 cm; a largura do último retângulo à direita é indicada como 24 cm.
Fonte: CMSM
Selecione uma alternativa