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Marinha do Brasil — Concurso Público para Ingresso no Corpo de Saúde da Marinha — Quadro de Cirurgiões-Dentistas (CP-CSM-CD/2016) — Radiologia — Prova Amarela

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista — Radiologia

Diretoria de Ensino da Marinha2016Superior

50 questões nesta prova · página 3 de 3 · 48 com gabarito

Radiologia Odontológica Produção de Raios X — Espectros Contínuo e Característico

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista — Radiologia · Caderno Amarela

Questão anulada

Segundo Whaites (2009), as colisões que produzem raios X resultam da produção de dois tipos diferentes de espectros de raios X: Espectro contínuo (Bremsstrahlung) e Espectro característico. Sendo assim, pode-se afirmar que
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Radiologia Odontológica Produção de Raios X — Sequência de Eventos

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

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Gabarito disponível

Analise as afirmativas abaixo.

Marque a opção que indica a ordem da sequência de eventos necessários para a produção dos raios X, de acordo com Whaites (2009).

I - A alta voltagem (diferença de potencial) produzida no tubo acelera os elétrons, em velocidade muito elevada, na direção do anodo.
II - A energia perdida pelos elétrons é transformada em calor (aproximadamente 99%) ou em raios X (cerca de 1%).
III- O filamento é eletricamente aquecido e uma nuvem de elétrons é produzida ao seu redor.
IV - O dispositivo focalizador direciona o fluxo de elétrons para o ponto focal, no alvo.
V - Os raios X são emitidos em todas as direções a partir do alvo. Aqueles que atravessam uma pequena abertura (janela) na blindagem do chumbo constituem o feixe utilizado para fins diagnósticos.
VI - Os elétrons bombardeiam o alvo e são levados subitamente ao repouso, após serem freados bruscamente.
VII- O calor produzido é removido e dissipado pelo bloco de cobre e pelo óleo circundante.
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Resolução comentada

Sequência de eventos na produção dos raios X.

Primeiro o filamento é aquecido e forma-se a nuvem de elétrons (III). Em seguida a alta voltagem acelera os elétrons (I), o dispositivo focalizador os direciona ao ponto focal (IV) e eles bombardeiam o alvo e são freados (VI). A energia se converte em calor e raios X (II), o calor é dissipado (VII) e os raios X saem pela janela (V). Daí III, I, IV, VI, II, VII, V.

Análise das alternativas

As demais opções invertem etapas, por exemplo colocando a focalização antes do aquecimento do filamento ou o frenamento antes da aceleração.

Referência: Whaites, Princípios de Radiologia Odontológica (2009).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Tomografia Computadorizada — Conceitos Básicos

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

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Gabarito disponível

Sobre os conceitos básicos em tomografia computadorizada, segundo Cavalcanti (2012), é correto afirmar que:
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Resolução comentada

A espessura de corte na TCFC é obtida por reformatação direta do volume original.

Na TC de feixe cônico adquire-se um volume isotrópico, e a espessura de corte é definida na reformatação do volume original e não na aquisição.

Análise das alternativas

A inverte os conceitos: pixels formam os voxels. B: -1000 UH corresponde ao ar, e o osso tem valores altos. D: intervalos de reconstrução maiores pioram a reformatação. E: o DICOM foi criado justamente para garantir a interoperabilidade.

Referência: Cavalcanti, Diagnóstico por Imagem da Face (2012).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Patologia Bucal Classificação dos Cistos e Tumores Odontogênicos

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista — Radiologia · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Neville (2009), correlacione os cistos e tumores a sua respectiva classificação e assinale a opção correta.

CLASSIFICAÇÕES
I - Cisto odontogênico de desenvolvimento
II - Cisto odontogênico inflamatório
III- Tumor de epitélio odontogênico
IV - Tumor odontogênico misto
V - Tumor de ectomesênquima odontogênica

CISTOS E TUMORES
( ) Cisto Periodontal Lateral
( ) Cisto Odontogênico Glandular
( ) Tumor Odontogênico Adenomatoide
( ) Cementoblastoma
( ) Cisto Residual
( ) Fibroma Ameloblástico
( ) Ameloblastoma
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Resolução comentada

Classificação dos cistos e tumores odontogênicos segundo Neville.

Cisto periodontal lateral e cisto odontogênico glandular são cistos de desenvolvimento (I). O tumor odontogênico adenomatoide é um tumor de epitélio odontogênico (III). O cementoblastoma é um tumor de ectomesênquima odontogênico (V). O cisto residual é inflamatório (II). O fibroma ameloblástico é um tumor misto (IV) e o ameloblastoma é um tumor de epitélio odontogênico (III). Daí a sequência I, I, III, V, II, IV, III.

Análise das alternativas

B, C, D e E trocam as categorias de ao menos um item, por exemplo tratando o cisto periodontal lateral como inflamatório ou o cementoblastoma como tumor misto.

Referência: Neville et al., Patologia Oral e Maxilofacial (2009).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Radiobiologia — Efeitos Determinísticos

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

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Qual dos tópicos seguintes é considerado efeito determinístico da radiação sobre os tecidos normais da cavidade oral, segundo White e Pharoah (2015)?
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Resolução comentada

A degeneração das papilas gustativas é efeito determinístico da radiação.

Efeitos determinísticos têm dose-limiar e gravidade proporcional à dose. A radiação provoca degeneração das papilas gustativas, com perda do paladar (hipogeusia ou ageusia).

Análise das alternativas

A e E (proliferação) não são efeitos típicos, pois a radiação causa atrofia e redução celular. C: ocorre diminuição da secreção salivar (xerostomia), e não aumento. D: a radiação tende a favorecer a cárie por hipossalivação, mas não aumenta diretamente a solubilidade do esmalte, e esse efeito é indireto.

Referência: White & Pharoah (2015), efeitos da radiação nos tecidos orais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Imaginologia da Articulação Temporomandibular

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

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A respeito da articulação têmporo-mandibular, segundo White e Pharoah (2015), assinale a opção correta.
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Resolução comentada

Reformatações panorâmicas e 3D da TCFC ajudam a avaliar assimetrias esqueléticas.

A TCFC oferece reconstruções multiplanares, panorâmicas e tridimensionais úteis para avaliar a ATM e as assimetrias esqueléticas craniofaciais.

Análise das alternativas

A: a panorâmica é limitada para posição condilar. B: a medição látero-lateral usa cortes coronais/axiais, não sagitais. C: derrame articular aparece em T2. E: a ressonância não é protocolo para todos os pacientes com DTM.

Referência: White & Pharoah (2015), imaginologia da ATM.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico — Artefatos

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

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No que se refere aos artefatos de imagem na tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), segundo White e Pharoah (2015), é correto afirmar que
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Resolução comentada

O efeito de feixe cônico gera artefatos principalmente na periferia do volume.

Na TCFC, a geometria cônica do feixe causa o efeito de feixe cônico, uma fonte potencial de artefatos, sobretudo nas porções periféricas do volume.

Análise das alternativas

A: a TCFC tem, em geral, mais artefatos que a TCMD. B: 'média de volume total' não é tipo de artefato da TCFC. D: estrias e faixas escuras ou brancas ligam-se ao endurecimento do feixe e a metais, e os artefatos de extinção têm outro conceito. E: quanto maior o voxel, maior é o movimento necessário para causar artefato, e não menor.

Referência: White & Pharoah, Radiologia Oral (2015), artefatos em TCFC.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Dosimetria — Grandezas e Unidades

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

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De acordo com a classificação do Sistema Internacional de Unidades (SI) relatada por White e Pharoah (2015), define-se dose efetiva como
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Resolução comentada

Dose efetiva é a medida usada para avaliar o risco da radiação em humanos.

A dose efetiva (sievert) pondera a dose equivalente de cada órgão pela sua radiossensibilidade (fator de ponderação tecidual) e permite estimar o risco estocástico total para o indivíduo.

Análise das alternativas

A descreve a exposição. B descreve a dose equivalente ou o fator de qualidade da radiação. C é a atividade (decaimento radioativo). D é a dose absorvida.

Referência: White & Pharoah (2015), grandezas e unidades do SI.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Radiografias Extraorais — Técnicas de Tomada

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

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Correlacione as radiografias extraorais às suas respectivas técnicas de tomada radiográfica, e assinale a opção correta, de acordo com White e Pharoah (2015).

RADIOGRAFIAS EXTRAORAIS
I - Cefalométrica lateral
II - Cefalométrica Pósteroanterior
III- Submentovértice
IV - Waters
V - Towne reversa

TÉCNICAS
( ) O paciente é posicionado com a linha cantomeatal formando um ângulo de 9 graus com o plano horizontal e com o plano de Frankfurt perpendicular ao filme.
( ) A posição do feixe central de raios X é perpendicular ao filme radiográfico, paralelo ao plano mediossagital do paciente e centralizado ao nível dos côndilos.
( ) O paciente é posicionado com cabeça inclinada para cima, formando um ângulo de 37 graus entre a linha cantomeatal e o filme radiográfico.
( ) A posição do feixe central de raios X é perpendicular ao plano mediossagital do paciente e ao plano do filme radiográfico e é centralizado acima do conduto auditivo externo.
( ) O filme radiográfico é posicionado paralelamente ao plano axial do paciente e perpendicularmente aos planos mediossagital e coronal.
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Resolução comentada

Correlação entre técnicas radiográficas extraorais e suas descrições de posicionamento.

A 1ª descrição (9° e plano de Frankfurt perpendicular ao filme) é a cefalométrica PA (II). O feixe perpendicular ao filme, paralelo ao plano mediossagital e centrado nos côndilos é a Towne reversa (V). A cabeça inclinada com 37° entre a linha cantomeatal e o filme é a de Waters (IV). O feixe perpendicular ao plano mediossagital e centrado acima do conduto auditivo é a cefalométrica lateral (I). O filme paralelo ao plano axial é a submentovértice (III). Daí a sequência II, V, IV, I, III.

Análise das alternativas

As demais sequências trocam ao menos uma associação, por exemplo colocando a Waters ou a submentovértice no lugar da cefalométrica PA.

Referência: White & Pharoah, Radiologia Oral (2015), técnicas extraorais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Radiologia Odontológica Síndromes Craniofaciais

Diretoria de Ensino da Marinha (DEM) 2016 Superior

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De acordo com White e Pharoah (2015), a hipoplasia ou ausência do osso zigomático, hipoplasia da porção lateral da órbita, subdesenvolvimento da mandíbula, malformação das orelhas externas, ausência do canal auditivo externo e fendas faciais ocasionais são características associadas a que síndrome?
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Resolução comentada

O conjunto de características descrito corresponde à síndrome de Treacher Collins.

Hipoplasia ou ausência do zigomático, hipoplasia da órbita lateral, mandíbula subdesenvolvida, orelhas malformadas, ausência do conduto auditivo externo e fendas faciais ocasionais caracterizam a disostose mandibulofacial (Treacher Collins).

Análise das alternativas

Pierre Robin cursa com micrognatia, glossoptose e fenda palatina. Crouzon e Apert envolvem craniossinostose e hipoplasia da face média, com sindactilia no Apert. Hallermann-Streiff associa catarata, nariz em bico e hipotricose.

Referência: White & Pharoah, Radiologia Oral (2015).

Resolução comentada do VaiConcursos.