← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército 60 questões nesta prova · página 1 de 3 · 60 com gabarito Gabarito disponível Segundo o texto, a relação com os animais funciona como um "raio x" das nossas formas de amar. O autor diz que a relação com os animais aparece como "uma espécie de raio x das nossas formas de amar". Ele também associa o modo de tratar os animais ao modo de amar pessoas, como casais e filhos. Por isso, a relação com os pets pode revelar como a pessoa ama as outras. B) O texto diz o contrário: tratar o animal como parte de si pode indicar amor narcísico e até maus-tratos. C) A empatia e a afeição não são tratadas dessa forma no texto. D) O narcisismo aparece também no amor por filhos e mulheres, e o texto não o apresenta como diferente do amor pelos animais. E) O texto não afirma que animais sejam agressivos nem que seja mais simples amar pessoas. Referência: Christian Dunker, Reinvenção da intimidade (texto da questão). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Apenas a E respeita a pontuação e a crase. Em E, a vírgula isola o adjunto adverbial 'muitas vezes' e há crase correta, pois 'prejuízos à vida' = 'a' + 'a vida' (causar prejuízos a algo feminino). Não há vírgula separando termos essenciais. A) Errada: vírgula indevida após 'amor' e crase antes de verbo ('à se dispersar'). B) Errada: não há crase antes de palavra plural masculina/indeterminada ('à animais') e a vírgula separa sujeito e verbo. C) Errada: vírgula entre sujeito e complemento e crase antes de pronome ('à nós'). D) Errada: crase antes de pronome ('à ele'), antes de verbo/palavra sem artigo ('para à'), e vírgulas indevidas. Referência: Gramática normativa: pontuação e crase. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Confundem-se' concorda com o sujeito composto 'o amar o outro e o amar-se a si mesmo'. Na voz passiva sintética, o verbo concorda com o sujeito: o sujeito composto 'o amar o outro e o amar-se a si mesmo' exige o plural, 'Confundem-se'. A frase está correta. A) Errada: o sujeito 'uma forma' é singular, devendo ser 'é revivida'. B) Errada: 'haver' com sentido de existir é impessoal, devendo ser 'haver animais'. C) Errada: 'laços' é sujeito plural, devendo ser 'Existem'. E) Errada: o sujeito singular exigiria 'cuidou'. Referência: Gramática normativa: concordância verbal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo o texto, emoções e sentimentos podem ser expressos. O texto afirma que as emoções são detectáveis externamente (expressão facial, voz, gestos) e que os sentimentos são comunicados pela linguagem. Logo, ambos são passíveis de expressão. A última frase resume: 'Mostramos nossas emoções, mas falamos sobre nossos sentimentos'. A) Errada: o texto diz que estímulos desencadeiam emoções, não as atitudes. C) Errada: nada fala da intensidade dos sentimentos depender da linguagem. D) Errada: o texto não afirma que emoções fortes são facilmente verbalizadas. E) Errada: o texto não compara a sutileza. Referência: Interpretação de texto, Frans de Waal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Pela norma-padrão, o verbo vem seguido de pronome oblíquo 'o(s)' e, com 'que', o pronome fica antes do verbo. 'Conheço meus sentimentos' tem objeto direto, logo se usa 'os', em ênclise: 'Conheço-os'. Em 'que movem o comportamento', o pronome relativo 'que' atrai o pronome para antes do verbo: 'que o movem'. B) Errada: 'Lhes' é objeto indireto; e 'movem-no' após 'que' contraria a próclise. C) Errada: 'lhes' não substitui objeto direto. D) Errada: 'lhe' não cabe como objeto direto. E) Errada: próclise no início da oração e ênclise depois de 'que' contrariam a norma-padrão. Referência: Gramática normativa: colocação pronominal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Os poemas são pássaros' é uma metáfora. Há identificação direta entre poemas e pássaros, sem termo comparativo, o que caracteriza metáfora. A relação se baseia na semelhança de chegarem, pousarem e partirem. A) Errada: não há troca por contiguidade (parte pelo todo, etc.). B) Errada: personificação atribui ações humanas a seres não humanos, o que não ocorre no verso. C) Errada: não há ironia, que expressaria o contrário do que se diz. D) Errada: paradoxo une ideias contraditórias, o que não ocorre. Referência: Figuras de linguagem: metáfora. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A lei admitia o cativeiro do indígena capturado em guerra justa. A legislação portuguesa, como a lei de 1570 e as subsequentes, admitia a escravização do indígena capturado em guerra justa, além de outros casos limitados. Os colonos usavam esse argumento para justificar expedições ao sertão. B) Errada: integrar missões levava ao aldeamento, não ao cativeiro. C) Errada: a língua geral não era critério. D) Errada: a organização em tribos não era motivo legal. E) Errada: regiões fronteiriças com a América espanhola não eram critério. Referência: John Manuel Monteiro, Negros da terra. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo Reis, o quilombo isolado e enorme é visão enganosa: em geral eram pequenos e próximos de povoações. O excerto descreve um quilombo integrado ao mercado regional, o que contraria a imagem de espaços isolados e enormes. Na maior parte dos casos, os fugidos eram poucos, viviam perto de povoações e fazendas e mantinham relações ora conflituosas, ora amistosas. A) Errada: Palmares foi exceção e não o modelo predominante. B) Errada: afirma isolamento profundo, contrário à tese do texto. C) Errada: a origem não está nas colônias francesas e os modelos não eram igualitários. E) Errada: quilombos existiram em toda a escravidão e não foram raros. Referência: João José Reis e Flávio dos Santos Gomes (orgs.), Liberdade por um fio. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O PRP criticava o centralismo e propunha reforma pacífica rumo a uma república federativa. O Partido Republicano Paulista nasceu criticando o centralismo do trono e da administração, defendendo a república federativa e uma evolução pacífica. Os fazendeiros paulistas se incomodavam com a política intervencionista do Estado. A) Errada: o PRP não defendia a abolição imediata; os fazendeiros eram escravistas. C) Errada: o partido não censurava a imigração, que era de interesse da lavoura, nem propunha políticas afirmativas. D) Errada: não propunha radical reforma eleitoral nem via as leis abolicionistas como insuficientes. E) Errada: não defendia fundir Câmara e Senado nem plebiscito. Referência: Schwarcz e Starling, Brasil, uma biografia; Boris Fausto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Após 1930, o Estado passou a dar alguma proteção ao trabalhador urbano, incorporando-o a uma aliança de classes. O Estado pós-1930 criou uma legislação social e trabalhista que dava proteção aos trabalhadores urbanos e depois os incorporou a uma aliança de classes promovida pelo poder estatal. Esse é um dos elementos novos do Estado em relação ao oligárquico. A) Errada: o foco econômico migrou progressivamente para a industrialização, não para a modernização da agricultura de exportação. B) Errada: o Estado ampliou o controle e a propaganda, e o rádio foi estimulado. D) Errada: a universalização da educação primária não ocorreu, e o ensino religioso foi facultado. E) Errada: o Executivo foi fortalecido, e o Legislativo enfraquecido. Referência: Boris Fausto, História do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Para Boris Fausto, Dutra venceu pela máquina do PSD e pelo prestígio de Vargas entre os trabalhadores. Dutra foi candidato do PSD, partido formado a partir dos interventores estaduais do Estado Novo, que garantiram uma forte máquina eleitoral. Ele ainda recebeu o apoio de Vargas, cujo prestígio entre os trabalhadores foi decisivo. A) Errada: não foi a participação das mulheres que explicou a vitória. B) Errada: o PTB defendia os direitos trabalhistas, não a extinção do salário mínimo. C) Errada: o PCB lançou candidato próprio (Yedo Fiúza), e a votação não se explica por todo o Norte-Nordeste. D) Errada: a UDN apoiava o brigadeiro Eduardo Gomes, derrotado. Referência: Boris Fausto, História do Brasil. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A desconcentração industrial foi estimulada por decisões políticas e incentivos governamentais. Segundo o gabarito, a decisão política do governo federal ou dos estados, por meio de incentivos fiscais e outros benefícios, favoreceu a migração de indústrias para outras regiões. Esse é um dos argumentos centrais para explicar a desconcentração. A) Errada: matérias-primas não explicam a desconcentração geral. B) Errada: mão de obra barata é fator citado, mas aqui não foi a opção correta. C) Errada: estruturas sólidas de tecnologia continuam concentradas nas áreas mais desenvolvidas. E) Errada: a coesão entre estados ou regiões não é o argumento usado. Referência: Geografia econômica do Brasil: desconcentração industrial. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível A expansão no cerrado foi favorecida pelo baixo valor das terras, antes ocupadas por pecuária extensiva. O baixo preço das terras nos campos limpos e cerrados, antes usados pela pecuária extensiva, atraiu produtores e viabilizou a expansão da agricultura tecnificada. Isso se somou a relevo plano, mecanização e correção do solo. A) Errada: a rede urbana do cerrado não era antiga nem densa. B) Errada: a expansão gerou fortes impactos ambientais, como desmatamento e perda de biodiversidade. D) Errada: o capital veio sobretudo de produtores do Sul e de grupos externos, não de goianos e mato-grossenses. E) Errada: os solos do cerrado são ácidos e pobres em nutrientes, exigindo correção. Referência: Geografia agrária do Brasil: ocupação do Cerrado. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelEsFCEx — Concurso de Admissão 2022 — Curso de Formação de Oficiais do Quadro Complementar — Área: Administração — 003. Prova Objetiva — Versão A
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 03.
Nossa relação com os animais repete, de maneira invertida, os cuidados que recebemos na primeira infância. Nós também fomos, no início, dependentes, desamparados e estávamos nas mãos de uma figura prestativa e generosa, mas que tinha todo poder sobre nós. Nossa capacidade de sentir piedade vem daí. A irresistível combinação de piedade, simpatia e acolhimento que a imagem de um animal fofinho desperta em nós, também. Contudo, esse é um amor de baixa qualidade e de grande aptidão à dispersão quando falamos em um projeto de longo prazo. Animais de estimação são como filhos. Mas filhos que não crescem, não resistem para ir à escola, não reclamam por autonomias adolescentes nem vão embora para a faculdade e se casam, deixando-nos para trás.
Com os animais de estimação cada um revive a forma de amar e ser amado que Freud descreveu como narcisismo. Nele, confunde-se o amar o outro e o amar-se a si mesmo através do outro. E muitas vezes essa confusão se infiltra e atrapalha decisivamente a vida dos casais. Quando alguém declara que ama os cães a ponto de ter dois ou sete deles em casa, isso não representa nenhuma contradição com o ato de maltratá-los. Tudo depende da qualidade do laço que se estabelece nesse amor.
Quando amamos nossos cães, nossos filhos ou nossas mulheres como a nós mesmos, podemos chegar a maltratá-los da pior maneira. Daí a importância de amar o outro conferindo algum espaço para o fato de que ele é um estranho, alguém diferente de mim. O amor não é garantia nem de si mesmo nem do desejo que ele deve habilitar. Isso vai aparecer na relação com os animais, como uma espécie de raio x das nossas formas de amar. Quem trata seus animais como uma parte de si mesmo, humanizando-os realmente como filhos, chamando-os de nenês, por exemplo, pode estar indicando uma forma mais simples e narcísica de amar.
(Christian Dunker, Reinvenção da intimidade – políticas do sofrimento cotidiano. Adaptado)
De acordo com o texto, é possível afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 03.
Nossa relação com os animais repete, de maneira invertida, os cuidados que recebemos na primeira infância. Nós também fomos, no início, dependentes, desamparados e estávamos nas mãos de uma figura prestativa e generosa, mas que tinha todo poder sobre nós. Nossa capacidade de sentir piedade vem daí. A irresistível combinação de piedade, simpatia e acolhimento que a imagem de um animal fofinho desperta em nós, também. Contudo, esse é um amor de baixa qualidade e de grande aptidão à dispersão quando falamos em um projeto de longo prazo. Animais de estimação são como filhos. Mas filhos que não crescem, não resistem para ir à escola, não reclamam por autonomias adolescentes nem vão embora para a faculdade e se casam, deixando-nos para trás.
Com os animais de estimação cada um revive a forma de amar e ser amado que Freud descreveu como narcisismo. Nele, confunde-se o amar o outro e o amar-se a si mesmo através do outro. E muitas vezes essa confusão se infiltra e atrapalha decisivamente a vida dos casais. Quando alguém declara que ama os cães a ponto de ter dois ou sete deles em casa, isso não representa nenhuma contradição com o ato de maltratá-los. Tudo depende da qualidade do laço que se estabelece nesse amor.
Quando amamos nossos cães, nossos filhos ou nossas mulheres como a nós mesmos, podemos chegar a maltratá-los da pior maneira. Daí a importância de amar o outro conferindo algum espaço para o fato de que ele é um estranho, alguém diferente de mim. O amor não é garantia nem de si mesmo nem do desejo que ele deve habilitar. Isso vai aparecer na relação com os animais, como uma espécie de raio x das nossas formas de amar. Quem trata seus animais como uma parte de si mesmo, humanizando-os realmente como filhos, chamando-os de nenês, por exemplo, pode estar indicando uma forma mais simples e narcísica de amar.
(Christian Dunker, Reinvenção da intimidade – políticas do sofrimento cotidiano. Adaptado)
Assinale a alternativa cujo trecho reescrito está de acordo com a norma-padrão de pontuação e crase.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 03.
Nossa relação com os animais repete, de maneira invertida, os cuidados que recebemos na primeira infância. Nós também fomos, no início, dependentes, desamparados e estávamos nas mãos de uma figura prestativa e generosa, mas que tinha todo poder sobre nós. Nossa capacidade de sentir piedade vem daí. A irresistível combinação de piedade, simpatia e acolhimento que a imagem de um animal fofinho desperta em nós, também. Contudo, esse é um amor de baixa qualidade e de grande aptidão à dispersão quando falamos em um projeto de longo prazo. Animais de estimação são como filhos. Mas filhos que não crescem, não resistem para ir à escola, não reclamam por autonomias adolescentes nem vão embora para a faculdade e se casam, deixando-nos para trás.
Com os animais de estimação cada um revive a forma de amar e ser amado que Freud descreveu como narcisismo. Nele, confunde-se o amar o outro e o amar-se a si mesmo através do outro. E muitas vezes essa confusão se infiltra e atrapalha decisivamente a vida dos casais. Quando alguém declara que ama os cães a ponto de ter dois ou sete deles em casa, isso não representa nenhuma contradição com o ato de maltratá-los. Tudo depende da qualidade do laço que se estabelece nesse amor.
Quando amamos nossos cães, nossos filhos ou nossas mulheres como a nós mesmos, podemos chegar a maltratá-los da pior maneira. Daí a importância de amar o outro conferindo algum espaço para o fato de que ele é um estranho, alguém diferente de mim. O amor não é garantia nem de si mesmo nem do desejo que ele deve habilitar. Isso vai aparecer na relação com os animais, como uma espécie de raio x das nossas formas de amar. Quem trata seus animais como uma parte de si mesmo, humanizando-os realmente como filhos, chamando-os de nenês, por exemplo, pode estar indicando uma forma mais simples e narcísica de amar.
(Christian Dunker, Reinvenção da intimidade – políticas do sofrimento cotidiano. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta concordância verbal de acordo com a norma-padrão.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 04 a 06.
Estamos sempre em contato com nossos sentimentos, mas a parte complicada é que nossas emoções e nossos sentimentos não são a mesma coisa. Tendemos a confundi-los, mas sentimentos são estados subjetivos internos que, falando em sentido estrito, são conhecidos apenas por aqueles que os possuem. Conheço meus sentimentos, mas não conheço os seus, exceto pelo que você me conta sobre eles. Nós nos comunicamos sobre nossos sentimentos pela linguagem. Emoções, por outro lado, são estados corporais e mentais − a raiva, o medo, a afeição, bem como a busca de vantagens − que movem o comportamento. Desencadeadas por certos estímulos e acompanhadas de mudanças comportamentais, as emoções são detectáveis externamente na expressão facial, na cor da pele, no timbre da voz, nos gestos, no odor e assim por diante. Somente quando a pessoa que experimenta essas mudanças toma consciência delas é que elas se tornam sentimentos, que são experiências conscientes. Mostramos nossas emoções, mas falamos sobre nossos sentimentos.
(Frans de Waal, O último abraço da matriarca: as emoções dos animais e o que elas revelam sobre nós.)
De acordo com o texto, é possível afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 04 a 06.
Estamos sempre em contato com nossos sentimentos, mas a parte complicada é que nossas emoções e nossos sentimentos não são a mesma coisa. Tendemos a confundi-los, mas sentimentos são estados subjetivos internos que, falando em sentido estrito, são conhecidos apenas por aqueles que os possuem. Conheço meus sentimentos, mas não conheço os seus, exceto pelo que você me conta sobre eles. Nós nos comunicamos sobre nossos sentimentos pela linguagem. Emoções, por outro lado, são estados corporais e mentais − a raiva, o medo, a afeição, bem como a busca de vantagens − que movem o comportamento. Desencadeadas por certos estímulos e acompanhadas de mudanças comportamentais, as emoções são detectáveis externamente na expressão facial, na cor da pele, no timbre da voz, nos gestos, no odor e assim por diante. Somente quando a pessoa que experimenta essas mudanças toma consciência delas é que elas se tornam sentimentos, que são experiências conscientes. Mostramos nossas emoções, mas falamos sobre nossos sentimentos.
(Frans de Waal, O último abraço da matriarca: as emoções dos animais e o que elas revelam sobre nós.)
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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 06.
Estamos sempre em contato com nossos sentimentos, mas a parte complicada é que nossas emoções e nossos sentimentos não são a mesma coisa. Tendemos a confundi-los, mas sentimentos são estados subjetivos internos que, falando em sentido estrito, são conhecidos apenas por aqueles que os possuem. Conheço meus sentimentos, mas não conheço os seus, exceto pelo que você me conta sobre eles. Nós nos comunicamos sobre nossos sentimentos pela linguagem. Emoções, por outro lado, são estados corporais e mentais − a raiva, o medo, a afeição, bem como a busca de vantagens − que movem o comportamento. Desencadeadas por certos estímulos e acompanhadas de mudanças comportamentais, as emoções são detectáveis externamente na expressão facial, na cor da pele, no timbre da voz, nos gestos, no odor e assim por diante. Somente quando a pessoa que experimenta essas mudanças toma consciência delas é que elas se tornam sentimentos, que são experiências conscientes. Mostramos nossas emoções, mas falamos sobre nossos sentimentos.
(Frans de Waal, O último abraço da matriarca: as emoções dos animais e o que elas revelam sobre nós.)
Assinale a alternativa em que os trechos − Conheço meus sentimentos... – e – ...que movem o comportamento. – foram reescritos de acordo com a norma-padrão de colocação pronominal.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 07 e 08.
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Mario Quintana. Rua dos Cataventos & outros poemas)
No verso – Os poemas são pássaros que chegam − háResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 07 e 08.
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Mario Quintana. Rua dos Cataventos & outros poemas)
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(John Manuel Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes das origens de São Paulo)
A legislação portuguesa admitia o cativeiro do indígena queResolução comentada
Análise das alternativas
(João José Reis, Escravos e coiteiros no quilombo do Oitezeiro – Bahia, 1806. Em: João José Reis e Flávio dos Santos Gomes (org.), Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil)
A partir do excerto, acerca dos quilombos no Brasil, segundo o artigo de João José Reis, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
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(Sérgio Silva, Expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil. Apud José Miguel Arias Neto, Primeira República: economia cafeeira, urbanização e industrialização. Em: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (org.). O Brasil Republicano v.1 - O tempo do liberalismo excludente: da Proclamação da República à Revolução de 1930. Adaptado)
A partir dos dados, é correto afirmar que
[…]
A cisão do Partido Liberal levou, então, à formação do Partido Republicano Paulista, em 18 de abril de 1873, que se reuniu na hoje famosa Convenção de Itu.
(Lilia M. Schwarcz e Heloísa M. Starling, Brasil, uma biografia)
O novo partidoResolução comentada
Análise das alternativas
Um novo tipo de Estado nasceu após 1930, distinguindo-se do Estado oligárquico não apenas pela centralização e pelo maior grau de autonomia como também por outros elementos.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)
Entre esses outros elementos constitutivos do Estado brasileiro, após 1930, é correto apontar que houve atuação relativa à questãoResolução comentada
Análise das alternativas
Em uma época em que não existiam pesquisas eleitorais, a oposição foi surpreendida pela nítida vitória de Dutra. Tomando-se como base de cálculo os votos dados aos candidatos, com exclusão dos nulos e brancos, o general venceu com 55% dos votos contra 35% atribuídos ao brigadeiro [Eduardo Gomes].
(Boris Fausto, História do Brasil)
Para Boris Fausto, a vitória eleitoral de Dutra teve relação com aResolução comentada
Análise das alternativas
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(https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&id=24037)
O aumento dos índices das regiões metropolitanas entre 2000 e 2010 deveu-se, principalmente,Resolução comentada
Análise das alternativas
Brasil: domínios morfoclimáticos
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(Ab’Sáber, Aziz. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas.)
I. Este domínio tem mostrado ser o meio físico, ecológico e paisagístico mais complexo e difícil em relação às ações antrópicas. É uma área sujeita aos mais fortes processos de erosão e de movimentos coletivos de solos em todo o território brasileiro. Área de mamelonização extensiva, afetando todos os níveis da topografia (de 10-20 m a 1100-1300 m) de altitude.
II. Este domínio com aproximadamente 400 mil quilômetros quadrados é sujeito a climas subtropicais úmidos de planaltos com invernos relativamente brandos. O domínio comporta as paisagens menos “tropicais” do país. Ainda que a pedração dos solos não tenha sido muito grande na maior parte dos planaltos, é digno de nota que restem apenas 15% a 20% da biomassa original do domínio.
Os textos I e II referem-se, respectivamente, aos domínios indicados no mapa pelos números
Pirâmide etária (2010)
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(Théry, H. e Mello-Théry, N.A. Atlas do Brasil: Disparidades e dinâmicas do território.)
A pirâmide etária de 2010 refleteResolução comentada
Análise das alternativas
Brasil recursos minerais
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(Théry, H. e Mello-Théry, N.A. Atlas do Brasil: Disparidades e dinâmicas do território.)
As áreas indicadas pelos números 1 e 2 correspondem, respectivamente,
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
À medida que se tornava cada vez mais aparente a insuficiência do projeto dos aldeamentos enquanto forma de suprir a força de mão de obra, os colonos passaram a intensificar outros meios de recrutamento de índios para os seus serviços. A partir da década de 1580, a despeito das restrições impostas pela legislação portuguesa, os colonos começaram a favorecer a apropriação direta do trabalhador indígena através de expedições predatórias ao sertão. Realmente, a observância estrita da lei nunca figurou entre as práticas prediletas dos paulistas. […] a lei de 1570 e legislação subsequente admitiam o cativeiro […]
Um quilombo dirigido por homens livres. Um quilombo com escravidão. Um quilombo agrícola e cuja produção estava integrada ao mercado regional. Que quilombo era esse? Esta é a história – ou uma das histórias possíveis – do quilombo do Oitizeiro, na Bahia de 1806.
Analise a tabela.
Em 3 de dezembro de 1870 foi publicado o jornal A República, que trazia estampado o “Manifesto republicano brasileiro”, o mesmo que daria base para a fundação de um novo partido em 17 de janeiro de 1872. Formado inicialmente por profissionais liberais ligados a setores urbanos, nomeadamente paulistas, o Partido Republicano organizou seu primeiro congresso em julho de 1873, quando foi reforçado por novos adeptos de fôlego: fazendeiros paulistas que, descontentes com o que consideravam ser uma política intervencionista do Estado, passaram a engrossar as fileiras da oposição à monarquia.
Ao analisar a Revolução de 1930, o historiador Boris Fausto considerou que
As eleições de 1945 despertaram um grande interesse na população. Depois de anos de ditadura, a Justiça Eleitoral ainda não ajustara o processo de recepção e contagem de votos. Pacientemente, os brasileiros formaram longas filas para votar. Nas últimas eleições diretas à presidência da República, em março de 1930, tinham votado 1,9 milhão de eleitores, representando 5,7% da população total; em dezembro de 1945 votaram 6,2 milhões, representando 13,4% da população.
Considere o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) das seguintes regiões metropolitanas:
Nas últimas décadas tem-se observado um crescente processo de desconcentração industrial no Brasil. Dentre os argumentos utilizados para explicar o processo destaca-se
Considere o mapa e os textos para responder à questão.
Considere a pirâmide etária do Brasil para responder à questão.
A rápida expansão da agricultura tecnificada de grãos e fibras no cerrado brasileiro se deve a um conjunto de fatores, sendo um deles
Considere o mapa para responder à questão.