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EsFCEx — Concurso de Admissão 2022 — Curso de Formação de Oficiais do Quadro Complementar — Área: Enfermagem — 006. Prova Objetiva — Versão A

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército

Fundação VUNESP2022

60 questões nesta prova · página 3 de 3 · 60 com gabarito

Enfermagem Obstétrica Puerpério — COVID-19 e Orientações de Alta

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Puérpera, pós-parto normal há 48 horas, portadora de quadro leve de covid-19, cujos sinais e sintomas tiveram início há três dias, com RT-PCR reagente, coletado no momento da admissão à maternidade, e seu recém-nascido, assintomático, receberam alta hospitalar. De acordo com o Manual de Recomendações para a Assistência à Gestante e Puérpera Frente à pandemia de covid-19 (MS, 2021), ao realizar as orientações para alta, entre outros itens, o enfermeiro deve enfatizar que
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Higienizar as mãos por pelo menos 20 segundos antes de pegar o RN.

As orientações de alta para mãe com covid-19 incluem lavar as mãos por pelo menos 20 segundos antes de tocar o recém-nascido, além de usar máscara e manter os cuidados de higiene. A amamentação deve ser mantida com essas precauções.

Análise das alternativas

A e E propõem separar mãe e bebê, o que não é recomendado no pós-parto com quadro leve. B está errada: o aleitamento materno deve ser mantido e não adiado. D está errada: a doação de leite não se faz independentemente de sintomas ou de resultado do exame.

Referência: Manual de Recomendações para a Assistência à Gestante e Puérpera Frente à Pandemia de Covid-19, Ministério da Saúde (2021).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Enfermagem em Saúde da Mulher Exame Citopatológico — Rastreamento do Câncer do Colo do Útero

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Em consulta de enfermagem, E.C., 48 anos, casada, relatou que há três anos vinha fazendo uso de dispositivo intrauterino (DIU) como método anticoncepcional, seus ciclos menstruais eram regulares e não apresentava queixas. Ao realizar o exame físico, considerando o tempo decorrido do último preventivo do câncer de colo uterino, o enfermeiro procedeu à coleta de material para a realização do exame citopatológico. Ao receber o resultado, constatou que indicava a presença de metaplasia escamosa imatura, de cocos e lactobacillus sp. Frente a esse resultado, o enfermeiro deve considerar que a alteração citológica
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Metaplasia escamosa imatura, cocos e lactobacilos são achados benignos e normais.

Metaplasia escamosa imatura é uma alteração celular benigna e fisiológica, e cocos e Lactobacillus sp. fazem parte da microbiota vaginal normal. O resultado é normal, e a mulher deve repetir o exame conforme a rotina de rastreamento do Ministério da Saúde, em um ano.

Análise das alternativas

A, C, D e E tratam o achado como lesão invasiva ou pré-invasiva ou como infecção. Isso é incorreto: nenhum desses resultados indica lesão intraepitelial, biópsia, colposcopia ou tratamento.

Referência: Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, INCA/Ministério da Saúde.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Enfermagem em Urgência e Emergência Acolhimento com Classificação de Risco

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Para responder às questões 43 e 44, considere o relato a seguir.
Na unidade de emergência de um hospital geral, o enfermeiro responsável pelo acolhimento e avaliação de risco, está realizando o atendimento de uma jovem com 19 anos de idade, desacompanhada, que, chorando muito, relatou ter sido vítima de violência sexual há uma hora, quando se dirigia para casa após sair do trabalho. Informou se tratar de agressor único e desconhecido. O enfermeiro observou que suas roupas estavam desalinhadas e sujas e apresentava escoriações na face, braços, colo e pernas. Após acolhimento, avaliação e classificação de risco, o enfermeiro encaminhou a paciente para atendimento com a equipe de saúde especializada a quem a jovem informou que sua última menstruação ocorrera há sete dias. Ao exame físico foi constatada a presença de lesões vulvo-perineais superficiais, sem sangramento, com presença de hematomas e sêmen.

De acordo com o preconizado pelo Ministério da Saúde (2004), ao realizar a avaliação e classificação de risco, o enfermeiro deve identificar o caso com a cor
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Classificação de risco: a vítima deve ser identificada como amarela.

Pelo protocolo de acolhimento com classificação de risco do Ministério da Saúde (2004), a paciente está consciente, orientada, com lesões superficiais e sem instabilidade. Isso a coloca na cor amarela, de urgência, com atendimento prioritário em relação aos casos verde e azul.

Análise das alternativas

A (vermelha) é para emergência com risco imediato de morte, o que não é o caso. D (verde) e B (azul) são para quadros de menor gravidade ou casos não urgentes. C (lilás) não faz parte dessa classificação do Ministério da Saúde de 2004.

Referência: Acolhimento com Avaliação e Classificação de Risco, Ministério da Saúde (2004).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Enfermagem em Saúde da Mulher Violência Sexual — Anticoncepção de Emergência

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Texto-base:
Para responder às questões 43 e 44, considere o relato a seguir.
Na unidade de emergência de um hospital geral, o enfermeiro responsável pelo acolhimento e avaliação de risco, está realizando o atendimento de uma jovem com 19 anos de idade, desacompanhada, que, chorando muito, relatou ter sido vítima de violência sexual há uma hora, quando se dirigia para casa após sair do trabalho. Informou se tratar de agressor único e desconhecido. O enfermeiro observou que suas roupas estavam desalinhadas e sujas e apresentava escoriações na face, braços, colo e pernas. Após acolhimento, avaliação e classificação de risco, o enfermeiro encaminhou a paciente para atendimento com a equipe de saúde especializada a quem a jovem informou que sua última menstruação ocorrera há sete dias. Ao exame físico foi constatada a presença de lesões vulvo-perineais superficiais, sem sangramento, com presença de hematomas e sêmen.

Como medida de anticoncepção de emergência foi prescrito o levonorgestrel (progestágeno), 1,5 mg, via oral.
Em relação a essa medida, o enfermeiro deve informar à paciente que
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Náuseas e vômitos são os efeitos colaterais mais frequentes do levonorgestrel.

Na anticoncepção de emergência com levonorgestrel, os efeitos secundários mais frequentes são náuseas e vômitos. A menstruação seguinte pode ocorrer na data prevista ou com variação de alguns dias.

Análise das alternativas

A está errada: a menstruação pode adiantar ou atrasar alguns dias, sem ocorrer em 48 h. B está errada: se houver vômito até 1 hora após a ingestão, a dose deve ser repetida. C está errada: o método deve ser usado o quanto antes, em até 5 dias após a relação. E está errada: nenhum método garante 100% de eficácia, e a eficácia é maior quanto mais precoce o uso.

Referência: Atenção Humanizada às Pessoas em Situação de Violência Sexual com Registro de Informações e Coleta de Vestígios, Ministério da Saúde; Norma Técnica de Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Saúde Coletiva Saúde Indígena — Distritos Sanitários Especiais Indígenas

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Entre outras missões, o Exército Brasileiro, em caráter intersetorial, presta apoio aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), incluindo, entre outras atividades, consultas médicas e odontológicas, administração de vacinas e ações de educação em saúde. Assim sendo, torna-se importante que os militares que compõem as equipes de saúde que atuam nesses projetos, compreendam a organização e o funcionamento dos DSEIs, que, de acordo com o estabelecido pela Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas,
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Casas de Saúde Indígena (CASAI) apoiam pacientes encaminhados à rede do SUS.

Os DSEIs contam com as Casas de Saúde Indígena (CASAI), em municípios de referência. Elas recebem, alojam e alimentam pacientes encaminhados e seus acompanhantes, prestam assistência de enfermagem contínua e marcam consultas e exames, apoiando o fluxo para a rede do SUS.

Análise das alternativas

B está errada porque atribui a definição dos territórios à SESAI em conjunto com as secretarias estaduais e municipais, o que não corresponde à política. C está errada na composição mínima das equipes. D e E descrevem de forma incorreta ou incompleta a organização do plano de atividades e da atenção básica, que é feita por equipes multidisciplinares e agentes indígenas de saúde.

Referência: Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Ministério da Saúde).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Saúde Coletiva Tuberculose — Busca Ativa e Teste Rápido Molecular

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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A tuberculose está entre as dez principais causas de morte nas comunidades indígenas e é umas das doenças mais notificadas aos serviços de saúde (MS, 2016). Considerando esse fato, ao planejar ação cívico-social com o objetivo de prestar atendimento de saúde em um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), estabeleceu-se, como uma das prioridades, a busca ativa de sintomáticos respiratórios e o diagnóstico da tuberculose ativa utilizando-se o Teste Rápido Molecular para TB. Incumbido dessa atividade, o 1º tenente QCO enfermeiro deve estar ciente de que a população alvo (PA) para busca ativa e os aspectos relacionados à indicação, coleta de material e interpretação dos resultados do teste TRM-TB (T) compreendem:
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Busca ativa de sintomáticos respiratórios e TRM-TB com uma amostra de escarro ou outro material.

Nas populações indígenas, a busca ativa considera sintomático respiratório quem tem tosse de qualquer duração. O TRM-TB é feito em uma amostra de escarro, escarro induzido, lavado broncoalveolar ou lavado gástrico. A alternativa E reúne os dois aspectos.

Análise das alternativas

A e D usam o critério de 3 semanas de tosse, que não se aplica à busca ativa em populações indígenas. B está errada: o TRM detecta o DNA do bacilo e não depende da baciloscopia, e a ausência de BAAR não exclui tuberculose. C está errada: o TRM-TB usa material respiratório, não sangue de punção digital.

Referência: Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, Ministério da Saúde.

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Saúde Coletiva Malária

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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No Brasil, particularmente na região amazônica, a malária constitui um grave problema de saúde pública. Em relação a essa doença, é correto afirmar que
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Repelentes (DEET ou icaridina) reduzem a picada do Anopheles e protegem contra a malária.

O uso de repelentes à base de DEET ou icaridina nas áreas expostas do corpo e sobre as roupas é medida de proteção individual contra a picada do Anopheles, vetor da malária.

Análise das alternativas

A está errada: a imunidade é parcial e não esterilizante, e as reinfecções são frequentes. B descreve a crise aguda com sintomas repetidos e confunde o quadro clássico (calafrios, febre, sudorese) com o dos casos graves. C está errada: a incubação costuma ser de 8 a 30 dias, conforme a espécie. D está errada: o mosquito é o vetor, e o reservatório é o ser humano infectado.

Referência: Guia de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde (capítulo Malária).

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Saúde Coletiva Dengue — Sinais de Alarme

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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O choque é uma grave complicação da dengue e ocorre, habitualmente, entre o quarto e quinto dia após início dos sinais e sintomas da doença. Nessa fase, o enfermeiro deve estar atento aos sinais de alarme que o precedem, tais como:
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Sinais de alarme da dengue: sangramento de mucosa, ascite e hepatomegalia maior que 2 cm.

Entre os sinais de alarme da dengue estão sangramento de mucosa, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural ou pericárdico) e hepatomegalia maior que 2 cm abaixo do rebordo costal. Outros são dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia ou irritabilidade e aumento progressivo do hematócrito. A alternativa C reúne três deles.

Análise das alternativas

A, B, D e E misturam sinais inespecíficos ou de outro quadro, como febre acima de 39 ºC, sudorese e queda da temperatura. Também incluem sinais de choque, como oligúria e hipotensão, em vez de apenas sinais de alarme. Nenhuma reúne apenas sinais de alarme como a C.

Referência: Dengue: diagnóstico e manejo clínico, Ministério da Saúde.

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Epidemiologia Vigilância Epidemiológica — Notificação Compulsória

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Em um hospital geral, durante o período noturno, entre outros casos, foram internados: um homem com diagnóstico de hepatite B; uma mulher com diagnóstico de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associada a coronavírus e uma criança com meningite viral. Constatou-se, ainda, que na unidade de pronto-socorro havia uma mulher em observação após ter sido picada por escorpião, um idoso vítima de violência doméstica e ocorrera o óbito de um homem em consequência de acidente de trabalho.
Frente a essa situação, deve ser providenciada a notificação à Secretaria Municipal de Saúde – SMS, em 24 horas,
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Notificação em 24 h à SMS: SRAG, meningite, acidente com escorpião e óbito por acidente de trabalho.

A SRAG associada a coronavírus, as meningites, os acidentes por animais peçonhentos (escorpião) e o acidente de trabalho fatal são de notificação compulsória em até 24 horas. Hepatite B e violência doméstica entram na notificação semanal.

Análise das alternativas

A inclui violência doméstica, que é de notificação semanal, e omite o escorpião. C inclui hepatite B e violência, que não são de 24 h. D considera apenas o acidente de trabalho. E está errada porque a notificação é feita diante do caso suspeito, sem esperar confirmação laboratorial.

Referência: Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública (Ministério da Saúde).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Saúde Coletiva Imunização — Administração de Vacinas

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Considere os diferentes aspectos relacionados à administração das vacinas preconizadas pelo Programa Nacional de Imunização – PNI e assinale a alternativa correta.
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Dose de vacina menor que a recomendada deve ser repetida, idealmente no mesmo dia.

Quando se administra volume ou dose inferior ao preconizado, a resposta imunológica pode não ser completa. Por isso a dose deve ser repetida, idealmente no mesmo dia, conforme o Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação do PNI.

Análise das alternativas

A está errada: a antissepsia com álcool não é obrigatória em toda aplicação e, se a pele estiver limpa, pode ser dispensada. B está errada: o intervalo de espera após imunoglobulina ou hemoderivados vale só para algumas vacinas de vírus vivo atenuado. C está errada: a dTpa é indicada na gestação a partir da 20ª semana. E está errada: febre pós-vacina, por si só, não contraindica a dose seguinte.

Referência: Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação, Ministério da Saúde/PNI.

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Ética e Legislação em Enfermagem Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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De acordo com o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, entre outras situações, o profissional de enfermagem deve comunicar, formalmente, ao Conselho Regional de Enfermagem,
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O profissional deve comunicar ao COREN fatos de recusa ou demissão motivada pelo cumprimento da legislação profissional.

O Código de Ética prevê a comunicação formal ao Conselho Regional quando o profissional recusa ou pede demissão de cargo, função ou emprego por precisar cumprir a legislação profissional. O objetivo é proteger o exercício ético e legal da profissão.

Análise das alternativas

A, C, D e E descrevem situações que o Código trata de outro modo. A intimação como testemunha trata de sigilo profissional. Violência contra vulneráveis exige denúncia às autoridades competentes. A recusa em executar atividades fora da competência ou sem segurança é direito do profissional. A delegação a acompanhantes é vedada, não uma situação de comunicação.

Referência: Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução COFEN vigente).

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Administração em Enfermagem Indicadores de Qualidade Assistencial — Incidência de Flebite

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Em uma instituição hospitalar adotou-se como um dos indicadores de qualidade de enfermagem, a “incidência de flebite”, sendo este construído de acordo com o apresentado no “Manual de Indicadores de Enfermagem NAGEH” (2012). Para seu cálculo, devem ser considerados como casos de flebite, em pacientes com acesso venoso periférico, a presença de, no mínimo, eritema
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Critério NAGEH para flebite: eritema com ou sem dor local.

No Manual de Indicadores de Enfermagem NAGEH (2012), conta como flebite em acesso venoso periférico a presença de, no mínimo, eritema com ou sem dor local. Os demais achados (edema, endurecimento, cordão fibroso, drenagem purulenta) são sinais de maior gravidade, não critérios mínimos.

Análise das alternativas

B, C, D e E exigem edema, dor, endurecimento, cordão fibroso palpável ou drenagem purulenta como condição mínima. Isso caracteriza flebite já evoluída, não o critério mínimo de notificação do indicador.

Referência: Manual de Indicadores de Enfermagem NAGEH, 2012.

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Administração em Enfermagem Planejamento Estratégico Situacional

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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Ao assumir o gerenciamento do serviço de enfermagem de uma organização militar de saúde (OMS), o capitão QCO enfermeiro constatou que a unidade compreendia um hospital geral com 50 leitos, um ambulatório e um núcleo responsável pela assistência domiciliar, cada um deles com demandas específicas. Assim sendo, para o encaminhamento adequado e solução dos problemas observados, o enfermeiro decidiu aplicar o método “Planejamento estratégico situacional – PES”, e agora, os envolvidos estão realizando a seleção dos problemas relevantes, tentando compreender, de modo amplo, o motivo pelo qual ocorrem e identificar os seus nós críticos.
Considerando as etapas que compõem o PES, está sendo desenvolvido o momento
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Selecionar problemas e identificar seus nós críticos é o momento explicativo do PES.

No PES, o momento explicativo consiste em selecionar os problemas, compreender as causas e identificar os nós críticos. Os outros momentos (normativo, estratégico e tático-operacional) vêm depois, com propostas, viabilidade e execução.

Análise das alternativas

A) Errada: o momento normativo desenha as ações e propostas. B) Errada: o tático-operacional é o da execução e do acompanhamento. C) Errada: o momento situacional não é uma etapa do PES. E) Errada: o estratégico analisa a viabilidade e constrói os meios para realizar o plano.

Referência: Planejamento Estratégico Situacional (Carlos Matus; Campos, Faria e Santos).

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Administração em Enfermagem Saúde do Trabalhador de Enfermagem — Cargas de Trabalho

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No desempenho de suas funções, a exposição dos trabalhadores de enfermagem a diferentes cargas de trabalho pode resultar em perda da capacidade afetiva, psíquica e potencial corporal, que impactam a qualidade de vida destes profissionais. Assim sendo, considere as principais cargas de trabalho, a que os trabalhadores de enfermagem estão sujeitos, observe o quadro a seguir e relacione as colunas de modo a tornar verdadeira a associação entre o tipo de carga e algumas das exposições que as caracterizam.
Quadro com as colunas “Tipo de carga” e “Exposição”. Tipos de carga: a – Mecânica; b – Física; c – Fisiológica; d – Psíquica. Exposições: I – Supervisão estrita, falta de autonomia. II – Manipulação de materiais pontiagudos, quedas. III – Manipulação de peso excessivo, trabalho em pé ao longo do turno de trabalho. IV – Ruído, radiação ionizante.
Está correto o apresentado em
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Enfermagem em Saúde Mental Comunicação Terapêutica

Fundação VUNESP 2022

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No âmbito da saúde mental, o enfermeiro utiliza as técnicas de comunicação terapêutica para aplicar de modo eficaz o processo de enfermagem. Ao buscar a compreensão mútua, de acordo com o sentido das palavras, está aplicando a técnica de comunicação terapêutica de
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Buscar a compreensão mútua do sentido das palavras é validação consensual.

A validação consensual consiste em buscar acordo e compreensão mútua quanto ao significado das palavras usadas na comunicação, evitando mal-entendidos. É a técnica descrita na comunicação terapêutica em saúde mental.

Análise das alternativas

A) Errada: o foco direciona a conversa a um ponto central. B) Errada: o encorajamento da expressão estimula o paciente a falar. D) Errada: o oferecimento de informações é fornecer dados ao paciente. E) Errada: a reflexão devolve ao paciente suas ideias e sentimentos.

Referência: Técnicas de comunicação terapêutica em enfermagem psiquiátrica (Stefanelli).

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Enfermagem em Terapia Intensiva Doação e Transplante de Órgãos — Processo Doação-Transplante

Fundação VUNESP 2022

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O processo de doação-transplante é complexo, composto por etapas sistematizadas, regidas por questões éticas e legislações específicas (Viana, RAPP. et al, 2020). Considere as ações desenvolvidas em cada etapa e assinale a alternativa correta.
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Resolução comentada

O processo começa com a identificação precoce de pacientes em coma não reativo, por toda a equipe.

A primeira etapa do processo doação-transplante é a identificação do potencial doador, isto é, do paciente com coma não reativo e não responsivo (Glasgow ≤ 5). Quando feita precocemente por toda a equipe assistencial, influencia diretamente o número de doadores.

Análise das alternativas

A) Errada: o potencial doador é identificado antes da conclusão do diagnóstico de morte encefálica. B) Errada: o consentimento familiar é obtido após o diagnóstico de morte encefálica, e a primeira etapa é a identificação. C) Errada: a manutenção do doador envolve a equipe multiprofissional, incluindo a enfermagem. D) Errada: a suspensão de fármacos depressores do SNC depende de avaliação (dose e tempo de eliminação), e não é feita para todos os pacientes.

Referência: Viana RAPP et al. (2020); Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.

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Saúde Coletiva Hipertensão Arterial — Classificação da Pressão Arterial

Fundação VUNESP 2022

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De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), considera-se como portador de pressão arterial normal o indivíduo, com idade igual ou maior a 18 anos, cuja aferição em consultório, com a técnica correta, apresenta valores da pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) de
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Resolução comentada

Pela Diretriz de 2020, a PA normal é PAS < 120 e PAD < 80 mmHg.

Na classificação, PA ótima é < 120/< 80 mmHg, PA normal é 120-129 e/ou 80-84, e pré-hipertensão é 130-139 e/ou 85-89. A alternativa B corresponde ao gabarito oficial, que traz a faixa da PA normal (120-129 e/ou 80-84).

Análise das alternativas

A) Errada: PAD de 85-89 não é normal, e o PAS 120-129 com PAD 80-89 mistura faixas. C) Errada: <120 e <70 não corresponde a nenhuma faixa de classificação. D) Errada: <120 e <80 é a PA ótima, não a normal. E) Errada: as faixas 125-135 e 80-90 não correspondem à classificação.

Referência: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2020 (SBC).

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Saúde Coletiva Hipertensão Arterial — Adesão ao Tratamento

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

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A implementação do tratamento anti-hipertensivo com medidas farmacológicas e não farmacológicas tem como objetivo a redução da morbidade e mortalidade resultantes dos valores elevados para pressão arterial (PA), mas, apesar da efetividade e da eficácia comprovadas do tratamento, os índices de controle da hipertensão arterial (HA) ainda são insatisfatórios. Ao apresentar essa questão, as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020) destacam ainda que “a adesão ao tratamento é um processo complexo e multidimensional no qual se identificam barreiras reunidas em cinco dimensões que podem fornecer uma visão mais abrangente para os profissionais de saúde, visando a intervenções eficazes para o melhor controle da PA”.
Considerando que, ao definir estratégias adequadas para promover a adesão ao tratamento anti-hipertensivo, o enfermeiro deve estar apto a reconhecer tais barreiras, observe o quadro a seguir e relacione as colunas de modo a tornar correta a associação entre os fatores que interferem na adesão ao tratamento anti-hipertensivo e a dimensão a qual pertencem.
Quadro com as colunas “Fatores que interferem na adesão ao tratamento anti-hipertensivo” e “Dimensão”. Fatores: a – Comunicação ineficaz; b – Efeitos adversos; c – Baixa escolaridade; d – Complicações a longo prazo; e – Baixa motivação e autoestima. Dimensões: I – Sociodemográfica; II – Tratamento medicamentoso; III – Equipes e o sistema de saúde; IV – Paciente; V – Doença.
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta.
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Saúde Coletiva Diabetes Mellitus — Rastreamento da Retinopatia Diabética

Fundação VUNESP 2022

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Ao realizar a consulta de enfermagem de P.A., 48 anos, sexo masculino, com diagnóstico recente de diabete melito tipo 2, o enfermeiro constatou que a avaliação oftalmológica inicial mostrou a ausência de sinais de retinopatia diabética (RD).
Frente a essa situação, deve esclarecer P.A. que deverá realizar nova avaliação oftalmológica para o rastreamento da RD em
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Resolução comentada

Sem retinopatia na avaliação inicial, o rastreamento deve ser repetido em um ano.

Para o diabetes tipo 2 sem sinais de retinopatia, a recomendação é reavaliação oftalmológica anual. O intervalo pode ser ampliado (2 a 3 anos) em situações específicas de bom controle, mas o padrão é um ano.

Análise das alternativas

B) Errada: dois anos é intervalo excepcional, não a regra. C) Errada: cinco anos é longo demais. D) Errada: seis meses seria para casos com alterações ou maior risco. E) Errada: três anos não é o padrão nessa situação.

Referência: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes; Cadernos de Atenção Básica, Diabetes.

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Saúde Coletiva Pé Diabético — Classificação da Infecção

Fundação VUNESP 2022

Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército · Caderno 006. Prova Objetiva — Modelo de prova (Versão) A

Gabarito disponível

Em consulta de enfermagem, ao realizar o exame físico de M.J., 64 anos, sexo feminino, com história de diabete tipo 2 há 11 anos, insulinodependente, o enfermeiro observou a presença de úlcera na região do metatarso do pé direito D. Ao examinar a lesão, constatou a presença de edema e eritema de um centímetro ao redor da úlcera. Considerando que M.J. não havia sido tratado com antibioticoterapia recentemente, não apresentava sinais e sintomas sistêmicos de infecção, bem como outras afecções, o enfermeiro deve considerar que as alterações observadas no local da úlcera
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Resolução comentada

Edema/eritema com até 2 cm ao redor da úlcera, sem sinais sistêmicos, é infecção leve, tratada com antibiótico oral.

Pela classificação IWGDF/IDSA, a infecção é leve quando há apenas envolvimento da pele e do subcutâneo, com eritema de até 2 cm ao redor da úlcera, sem sinais sistêmicos. O tratamento é por antibioticoterapia oral (a prescrição é providenciada com o médico), e não só tópica.

Análise das alternativas

A) Errada: antimicrobianos tópicos não são a conduta indicada para infecção leve nesse contexto. C) Errada: a infecção moderada tem eritema maior que 2 cm ou envolvimento de estruturas profundas. D) Errada: o grau não é moderado, e agentes tópicos não seriam suficientes. E) Errada: há eritema e edema, que configuram infecção leve e exigem tratamento.

Referência: Classificação de infecção do pé diabético (IWGDF/IDSA); Cadernos de Atenção Básica, Diabetes.

Resolução comentada do VaiConcursos.