← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército 60 questões nesta prova · página 3 de 3 · 60 com gabarito Gabarito disponível Sentido do trecho 'O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia'. O trecho mostra que o baile, em vez de cansar Aurélia, a expandia, ou seja, fazia sua presença e beleza se projetarem ainda mais. Por isso o baile servia para reverberar a presença e a beleza dela. A) Aurélia se destaca das demais moças, que se cansam. B) O baile expande a espontaneidade, não a coíbe. D) Não há ideia de 'vicissitudes' (alternâncias de sorte) no trecho. E) Ela se mostra à vontade, não desconfortável. Referência: Interpretação de texto (José de Alencar, Senhora) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Uso do acento indicativo da crase. Em 'davam atenção à beleza de Aurélia', 'atenção' pede a preposição 'a' e 'beleza' é substantivo feminino com artigo 'a', ocorrendo a crase. B) Não há crase em 'À partir', pois antes de verbo não se usa. C) 'Via-se à fadiga' é incorreto, pois 'ver' não rege preposição. D) 'Chegou à São Clemente' é incorreto, pois nome de lugar sem artigo não admite crase. E) 'De ponta à ponta' é expressão de palavras repetidas, sem crase. Referência: Crase: regência e artigo; casos proibidos Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gramática no ensino de português segundo Irandé Antunes. Antunes defende uma gramática contextualizada, que considere o uso real da língua e leve o aluno a perceber as circunstâncias em que as regularidades estudadas se aplicam. Por isso a alternativa E é a correta. A) Uma gramática normativa que leve a abandonar os usos coloquiais é criticada pela autora. B) Não se afirma a primazia da escrita sobre a oralidade. C) Antunes não defende que as regras sejam desnecessárias. D) Não propõe transpor para a oralidade os usos consagrados da escrita. Referência: Irandé Antunes, Aula de português (2003) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Argumento central do editorial sobre a fome. O primeiro parágrafo afirma que a recuperação econômica em 2021 'não deteve a expansão global da fome', e o segundo mostra a cifra subindo a 11,7%. Logo, a fome recrudesceu mesmo após a recuperação. A) O texto não diz que a pandemia inviabilizou a recuperação; diz que a recuperação não deteve a fome. C) A piora é generalizada, não restrita. D) Os vulneráveis recuperaram menos, ou seja, perderam condições. E) A guerra é citada como efeito ainda a ser computado, não como fator mais relevante. Referência: Interpretação de texto (Editorial Folha de S.Paulo, 09.07.2022) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Afirmação do editorial sobre o Brasil. O editorial diz que o Brasil 'não ficaria imune a tal processo', isto é, ao agravamento da fome que atinge o mundo, ainda que seus números não estejam entre os piores. Assim, o Brasil sofre, como os demais países, com a fome. A) O texto diz que os números do Brasil não se destacam entre os piores. B) Há deterioração aguda, não superação. D) O país não saiu da pandemia sem problemas; a fome subiu. E) As mazelas particulares ainda se acrescentam ao processo, e a fome aumentou. Referência: Interpretação de texto (Editorial Folha de S.Paulo, 09.07.2022) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Capacidade de linguagem dominante no editorial. Segundo Schneuwly, Dolz e Noverraz, o editorial pertence ao agrupamento do argumentar, cuja capacidade de linguagem dominante é a discussão de assuntos sociais controversos, com sustentação, refutação e negociação de tomada de posição. A) Mimeses da ação através da criação da intriga corresponde ao narrar. B) Representação de experiências vividas, situadas no tempo, corresponde ao relatar. C) Regulação mútua de comportamentos corresponde ao instruir/prescrever. E) Apresentação textual de diferentes formas dos saberes corresponde ao expor. Referência: Schneuwly, Dolz e Noverraz (2004), agrupamentos de gêneros Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Concordância verbal conforme a norma-padrão. Em 'Para que haja menos pessoas..., são necessárias ações contínuas e concretas', 'haja' é impessoal (sentido de existir) e 'são' concorda com 'ações' (sujeito plural). A concordância está correta. A) O sujeito é 'as ações' (plural), então o verbo deveria ser 'Cabem'. C) O sujeito 'As mazelas' é plural, logo 'juntam-se'. D) O sujeito 'os países' é plural, logo 'dispõem'. E) O sujeito composto exige 'acentuaram'. Referência: Concordância verbal: sujeito posposto, composto e verbo haver impessoal Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Concordância nominal conforme a norma-padrão. Em 'outros países não ficaram imunes às disparidades de renda, o que levou muitos à vulnerabilidade alimentar', 'imunes' concorda com 'países' e 'muitos' com o sentido de pessoas. A concordância nominal está correta. A) 'vem' deveria ser 'vêm' (erro de concordância verbal, não nominal; há problema de acentuação). B) 'melhor' deveria concordar com 'condições': 'melhores'. C) 'bastante' como pronome adjetivo concorda com 'pessoas' e deveria ser 'bastantes'. D) 'marcado' deveria concordar com 'preocupações': 'marcadas'. Referência: Concordância nominal: adjetivo e pronome adjetivo concordam com o substantivo Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Prática de leitura em sala de aula segundo Irandé Antunes. A autora trata a leitura como interação entre sujeitos, que vai além da decodificação e busca recuperar e interpretar o conteúdo e as intenções do autor. Isso pede o contato com textos autênticos, que circulam socialmente e permitem essa interação real. A) A leitura visa justamente reconstruir sentidos. B) Não se vincula a exercícios de gramática; a leitura é atividade de interação. C) Textos simplificados não são mencionados e não favorecem a interação plena. E) O leitor atua participativamente; não há neutralidade interpretativa. Referência: Irandé Antunes, Aula de português (2003) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Uso de 'ao encontro de' e 'de encontro a'. O texto diz que o Velho do Rio aparece para lembrar Jove de que seu lugar é ao lado de Juma e para lhe oferecer ajuda, ou seja, em favor dele. 'Ao encontro de' indica aproximação favorável, enquanto 'de encontro a' indica oposição ou choque. Assim, 'vai ao encontro de Jove' é coerente. A) 'De encontro a' indicaria oposição ou choque, o que contraria o sentido de ajuda. C) 'De encontro com' é construção inadequada. D) 'No encontro a' não é expressão da norma. E) 'Ao encontro em' é construção inexistente; além disso, falta o pronome 'se' no verbo. Referência: Semântica: 'ao encontro de' (favorável) x 'de encontro a' (oposição) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Preenchimento de lacunas com ortografia e acentuação corretas. Sequência correta: 'Mal' (conjunção temporal, 'assim que'), 'improviso' (substantivo, com s), 'bárbara' (proparoxítona acentuada), 'pôr' (verbo, com acento diferencial), 'fora' (particípio/forma de ser, sem acento após a reforma), 'porque' (conjunção explicativa) e 'Aguenta' (sem trema, após o Acordo Ortográfico). A) 'Mau' é adjetivo, 'improvizo' tem grafia errada e 'por que' separado não cabe como conjunção explicativa. B) 'barbara' sem acento, 'por' sem acento e 'fôra' e 'Agüenta' estão desatualizados. D) 'Mau', 'barbara', 'fôra' e 'Agüenta' estão incorretos. E) 'improvizo', 'barbara', 'fôra' e 'porquê' estão incorretos. Referência: Ortografia oficial; Acordo Ortográfico; mal/mau; porque/por que Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Identificação de pleonasmo sintático no texto. Em 'Um só impulso os impelia a todos', o pronome 'os' e a expressão 'a todos' exercem a mesma função de objeto direto, repetindo o complemento. Isso caracteriza o pleonasmo sintático (dois termos com a mesma função). A) 'uns aos outros' é expressão de reciprocidade, sem repetição de termo com a mesma função. B) 'lhe' (objeto indireto) e 'à música' são termos de funções distintas. C) 'dissolveu-se' tem apenas o pronome apassivador/reflexivo, sem duplicação. E) 'em busca do ferro, do pau' é adjunto adverbial seguido de enumeração, sem duplicação. Referência: Nilce Sant'Anna Martins, Introdução à Estilística (pleonasmo sintático) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Conceito de gênero textual/discursivo. As definições tratam de algo marcado pela esfera de atuação, que combina conteúdo temático, propósito comunicativo, estilo e composição, e que articula práticas sociais e objetos escolares (Schneuwly & Dolz). Isso corresponde ao conceito de gênero (do discurso/textual). A) Discurso é mais amplo e não se define por conteúdo, estilo e composição. C) Tipo textual refere-se a sequências linguísticas (narração, descrição etc.), não a práticas sociais. D) Enunciador é o sujeito que enuncia. E) Enunciado é a unidade concreta da comunicação, não o conceito que articula práticas e ensino. Referência: Koch e Elias, Ler e compreender; Bakhtin; Schneuwly e Dolz Resolução comentada do VaiConcursos.EsFCEx — Concurso de Admissão 2022 — Curso de Formação de Oficiais do Quadro Complementar — Área: Magistério em Português — 015. Prova Objetiva — Versão A
Leia o texto para responder às questões de números 39 a 44.
Havia baile em São Clemente
Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.
O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza.
Seixas a contemplava de parte.
As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto.
Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.
(José de Alencar, Senhora)
A frase do terceiro parágrafo – O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. – indica que o baile era uma forma deResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 39 a 44.
Havia baile em São Clemente
Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.
O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza.
Seixas a contemplava de parte.
As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto.
Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.
(José de Alencar, Senhora)
A conjunção destacada estabelece relação de comparação entre as orações no trecho:
Leia o texto para responder às questões de números 39 a 44.
Havia baile em São Clemente
Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.
O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza.
Seixas a contemplava de parte.
As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto.
Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.
(José de Alencar, Senhora)
Na organização textual, uma das funções do aposto é ampliar o sentido de uma expressão. Isso pode ser comprovado com a expressão destacada em:
Leia o texto para responder às questões de números 39 a 44.
Havia baile em São Clemente
Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.
O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza.
Seixas a contemplava de parte.
As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto.
Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.
(José de Alencar, Senhora)
Assinale a alternativa em que o enunciado está de acordo com a norma-padrão quanto ao uso do acento indicativo da crase.Resolução comentada
Análise das alternativas
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(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 28.06.2022)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas dos quadrinhos devem ser preenchidas, respectivamente, com:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 47 a 53.
Números da fome
A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.
Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.
A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.
“Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.
Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.
O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.
Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.
O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado)
Ao discutir o impacto da falta de alimentos no cotidiano da sociedade atual, o editorial argumenta queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 47 a 53.
Números da fome
A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.
Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.
A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.
“Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.
Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.
O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.
Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.
O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado)
No editorial, afirma-se que o BrasilResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 47 a 53.
Números da fome
A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.
Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.
A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.
“Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.
Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.
O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.
Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.
O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado)
Com base nos estudos de Schneuwly, Dolz e Noverraz (2004), a capacidade de linguagem dominante no editorial está relacionada àResolução comentada
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Números da fome
A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.
Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.
A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.
“Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.
Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.
O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.
Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.
O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado)
De acordo com Nilce Sant’Anna Martins (2008), quanto às palavras que exprimem julgamento, “predominam os adjetivos que atribuem qualidades positivas/negativas, valorizadoras/depreciativas, que podem ser distribuídas semanticamente no campo de bom/mau, e igualmente os substantivos abstratos, verbos e advérbios a eles correspondentes.” Exemplifica a explicação o termo destacado em:
Leia o texto para responder às questões de números 47 a 53.
Números da fome
A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.
Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.
A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.
“Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.
Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.
O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.
Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.
O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado)
Há relação de coordenação entre os termos destacados em:
Leia o texto para responder às questões de números 47 a 53.
Números da fome
A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.
Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.
A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.
“Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.
Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.
O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.
Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.
O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o enunciado atende à norma-padrão quanto à concordância verbal.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 47 a 53.
Números da fome
A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.
Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.
A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.
“Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.
Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.
O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.
Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.
O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado)
A concordância nominal atende à norma-padrão em:Resolução comentada
Análise das alternativas
(Irandé Antunes, Aula de português, 2003)
Com base na explicação da autora, a leitura é uma prática que deve se efetivar em sala de aulaResolução comentada
Análise das alternativas
(www.viagora.com.br. 10.08.22. Adaptado)
Garante-se a coerência semântica do texto com o seguinte título:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto para responder às questões de números 56 a 58.
__________ os Carapicus sentiram a aproximação dos rivais, um grito de alarma ecoou por toda a estalagem e o rolo dissolveu-se de __________, sem que a ordem cessasse. Cada qual correu à casa, rapidamente, em busca do ferro, do pau e de tudo que servisse para resistir e para matar. Um só impulso os impelia a todos; já não havia ali brasileiros e portugueses, havia um só partido que ia ser atacado pelo partido contrário; os que se batiam há pouco emprestavam armas uns aos outros, limpando com as costas da mão o sangue das feridas. Agostinho, encostado ao lampião do meio do cortiço, cantava em altos berros uma coisa que lhe parecia responder à música __________ que entoavam lá fora os inimigos; a mãe dera-lhe licença, a pedido dele, para __________ um cinto de Nenê, em que o pequeno enfiou a faca da cozinha. Um mulatinho franzino, que até aí não __________ notado por ninguém no São Romão, postou-se defronte da entrada, de mãos limpas, à espera dos invasores; e todos tiveram confiança nele, __________ o ladrão, além de tudo, estava rindo.
Os Cabeças de Gato assomaram afinal ao portão. Uns cem homens, em que se não via a arma que traziam. [...]
– __________! Faz frente! clamavam de dentro os Carapicus.
(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:Resolução comentada
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__________ os Carapicus sentiram a aproximação dos rivais, um grito de alarma ecoou por toda a estalagem e o rolo dissolveu-se de __________, sem que a ordem cessasse. Cada qual correu à casa, rapidamente, em busca do ferro, do pau e de tudo que servisse para resistir e para matar. Um só impulso os impelia a todos; já não havia ali brasileiros e portugueses, havia um só partido que ia ser atacado pelo partido contrário; os que se batiam há pouco emprestavam armas uns aos outros, limpando com as costas da mão o sangue das feridas. Agostinho, encostado ao lampião do meio do cortiço, cantava em altos berros uma coisa que lhe parecia responder à música __________ que entoavam lá fora os inimigos; a mãe dera-lhe licença, a pedido dele, para __________ um cinto de Nenê, em que o pequeno enfiou a faca da cozinha. Um mulatinho franzino, que até aí não __________ notado por ninguém no São Romão, postou-se defronte da entrada, de mãos limpas, à espera dos invasores; e todos tiveram confiança nele, __________ o ladrão, além de tudo, estava rindo.
Os Cabeças de Gato assomaram afinal ao portão. Uns cem homens, em que se não via a arma que traziam. [...]
– __________! Faz frente! clamavam de dentro os Carapicus.
(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)
Como pleonasmo sintático temos dois termos exercendo a mesma função (um substantivo e um pronome ou dois pronomes).
(Nilce Sant’Anna Martins, Introdução à Estilística)
A explicação sobre pleonasmo sintático é exemplificada com a seguinte passagem do texto:Resolução comentada
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__________ os Carapicus sentiram a aproximação dos rivais, um grito de alarma ecoou por toda a estalagem e o rolo dissolveu-se de __________, sem que a ordem cessasse. Cada qual correu à casa, rapidamente, em busca do ferro, do pau e de tudo que servisse para resistir e para matar. Um só impulso os impelia a todos; já não havia ali brasileiros e portugueses, havia um só partido que ia ser atacado pelo partido contrário; os que se batiam há pouco emprestavam armas uns aos outros, limpando com as costas da mão o sangue das feridas. Agostinho, encostado ao lampião do meio do cortiço, cantava em altos berros uma coisa que lhe parecia responder à música __________ que entoavam lá fora os inimigos; a mãe dera-lhe licença, a pedido dele, para __________ um cinto de Nenê, em que o pequeno enfiou a faca da cozinha. Um mulatinho franzino, que até aí não __________ notado por ninguém no São Romão, postou-se defronte da entrada, de mãos limpas, à espera dos invasores; e todos tiveram confiança nele, __________ o ladrão, além de tudo, estava rindo.
Os Cabeças de Gato assomaram afinal ao portão. Uns cem homens, em que se não via a arma que traziam. [...]
– __________! Faz frente! clamavam de dentro os Carapicus.
(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)
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(Adão Iturrusgarai, “A vida como ela yeah”. Folha de S.Paulo, 20.06.2022)
Com base nos estudos de Koch e Elias (2011), se o pronome ISSO fosse substituído por AQUILO, ficaria comprometida a coerência
• ... é marcado por sua esfera de atuação que promove modos específicos de combinar, indissoluvelmente, conteúdo temático, propósito comunicativo, estilo e composição.
(Koch e Elias, Ler e compreender, 2011)
• Schneuwly & Dolz desenvolvem a ideia de que ele é o meio de articulação entre as práticas sociais e os objetos escolares, particularmente no que diz respeito ao ensino da produção e compreensão de textos, escritos ou orais.
(Koch e Elias, Ler e escrever, 2011. Adaptado)
As informações apresentadas dizem respeito ao conceito deResolução comentada
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Discutindo as implicações pedagógicas do ensino de gramática, Irandé Antunes (2003) enfatiza a importância de o professor de português ter o cuidado de levar para a sala de aula uma gramática
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A atividade da leitura completa a atividade da produção escrita. É, por isso, uma atividade de interação entre sujeitos e supõe muito mais que a simples decodificação dos sinais gráficos. O leitor, como um dos sujeitos da interação, atua participativamente, buscando recuperar, buscando interpretar e compreender o conteúdo e as intenções pretendidos pelo autor.
No capítulo desta quarta-feira (10.08.2022), o Velho do Rio, interpretado por Osmar Prado, aparecerá disfarçado para Jove, Jesuíta Barbosa, e relembrará o rapaz de que o seu lugar é ao lado de Juma. Jove, que está ajudando o pai, José Leôncio, em suas outras fazendas, juntamente com Miriam, recebe uma visita inesperada. Um homem desconhecido oferece ao rapaz ajuda.
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