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Comando da Aeronáutica — Exames de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 — Língua Inglesa, Física, Língua Portuguesa, Matemática e Redação — Versão A

Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023

Comando da Aeronáutica — Diretoria de Ensino2022Médio

65 questões nesta prova · página 2 de 4 · 63 com gabarito

Física Eletrodinâmica — Circuito RC

Comando da Aeronáutica — Diretoria de Ensino 2022 Médio

Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 · Caderno Versão A

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

O circuito ilustrado a seguir é alimentado por uma bateria ideal de força eletromotriz ε igual a 12 V.
Circuito: bateria ε com chave K aberta; capacitor C em um ramo superior; resistor R₂ em série com o amperímetro B em um ramo intermediário, paralelo ao capacitor; amperímetro A e resistor R₁ no ramo ligado ao polo positivo da bateria.
A e B são dois amperímetros ideais, K é uma chave aberta e C um capacitor de capacitância 10 mF, completamente descarregado. O circuito possui ainda dois resistores ôhmicos, R₁ e R₂, cujas resistências elétricas valem 2 Ω e 10 Ω, respectivamente.
Ao fechar a chave K, a intensidade da corrente i_A, medida pelo amperímetro A, em função da intensidade da corrente i_B, medida pelo amperímetro B, está corretamente indicada pelo gráfico
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Física Movimento Harmônico Simples e Quantidade de Movimento

Comando da Aeronáutica — Diretoria de Ensino 2022 Médio

Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 · Caderno Versão A

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

Uma criança, sentada à beira da piscina, brinca com seu carrinho, de controle remoto, sobre uma prancha de madeira que flutua nas águas tranquilas dessa piscina.
Ilustração: criança sentada à beira de uma piscina, com controle remoto, e uma prancha retangular de comprimento L flutuando na água, com extremidades A e B; um carrinho está sobre a prancha, junto à extremidade A.
A prancha tem massa M e comprimento L e inicialmente está em repouso em relação à criança.
A partir de certo instante o carrinho, de massa m, que estava em repouso em relação à prancha, passa a realizar um movimento harmônico simples, em relação a um ponto fixo na terra, indo da extremidade A à extremidade B e, em marcha à ré, da extremidade B à extremidade A, num movimento unidimensional (paralelo à borda de comprimento L).
Considere desprezíveis as dimensões do carrinho em relação ao comprimento da prancha, μ o coeficiente de atrito estático entre as rodinhas do carrinho e a prancha, g o módulo da aceleração da gravidade local e despreze o atrito entre a prancha e a água.
A máxima frequência que o movimento do carrinho poderá ter, sem que o mesmo escorregue, deve ser igual a
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Física Dilatação Térmica e Equilíbrio no Plano Inclinado

Comando da Aeronáutica — Diretoria de Ensino 2022 Médio

Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 · Caderno Versão A

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

A Figura 1 ilustra um sistema formado por um paralelepípedo homogêneo, de base quadrada, em repouso e apoiado sobre uma barra, disposta na horizontal e sustentada por dois fios, A e B. Inicialmente, os fios e a barra possuem o mesmo comprimento.
Figura 1: barra horizontal sustentada por dois fios verticais, A (à esquerda) e B (à direita), presos ao teto; um paralelepípedo de base quadrada repousa sobre a barra.
Os fios A e B são feitos de materiais cujos coeficientes de dilatação linear valem, respectivamente, α_A e α_B. Ao produzir uma variação de temperatura Δθ em todos os elementos desse sistema, observa-se que todos se dilatam, permanecendo os fios na vertical, a barra se inclina e o paralelepípedo fica na iminência de escorregar e, também, tombar em relação à barra, conforme indica a Figura 2.
Figura 2: após a dilatação, os fios A e B continuam verticais, a barra está inclinada (mais baixa do lado do fio B) e o paralelepípedo, de altura h e aresta da base b, está inclinado junto com a barra.
Nessas condições, e considerando que após a dilatação o paralelepípedo tem altura h, e que sua base quadrada tem aresta b, pode-se afirmar que a razão h/b vale
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Física Óptica Geométrica — Espelho Plano e MHS

Comando da Aeronáutica — Diretoria de Ensino 2022 Médio

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

Em uma parede P está incrustada uma lâmpada puntiforme L acesa. Em frente à parede P existe um espelho plano e vertical AB que reflete a luz proveniente de L, iluminando a região A’B’ de P, conforme ilustrado na figura seguinte:
Parede horizontal P com a lâmpada L incrustada; abaixo, a uma distância x, o espelho plano AB paralelo à parede; raios de luz partem de L, refletem no espelho e iluminam a região entre B’ e A’ na parede.
A partir de certo instante, o espelho passa a oscilar em movimento harmônico simples, cuja posição x obedece à equação horária x = 0,2 cos(2t + π), permanecendo ainda vertical e paralelo à parede P.
Nessas condições, a velocidade de A’ em relação a B’ terá módulo
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Física Energia Mecânica — Conservação

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

Uma partícula, livre de resistência do ar, é lançada em A sobre uma superfície sem atrito e descreve a trajetória, mostrada na figura a seguir, contida em um plano vertical:
Trajetória ondulada em um plano vertical: a partícula parte de A, sobe até a altura máxima h₁ acima da linha horizontal de referência (sobre o ponto B), desce e atinge a profundidade máxima h₂ abaixo dessa linha (sobre o ponto C); vetor g para baixo.
A velocidade dessa partícula, ao longo da sua trajetória, em função da abcissa x, é indicada pelo gráfico seguinte:
Gráfico da velocidade v (m/s) em função de x: em A, v = 3,0; diminui até o mínimo 1,0 em B; aumenta até o máximo 7,0 em C; depois volta a 3,0.
Sejam h₁ e h₂, respectivamente, as maiores altura e profundidade atingidas pela partícula ao longo de sua trajetória. Nessas condições, e sendo constante a aceleração da gravidade local, a razão h₂/h₁ é igual a
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Física Relatividade Restrita — Dilatação do Tempo e Contração do Espaço

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

Partículas instáveis, denominadas mésons μ, são produzidas pela incidência de raios cósmicos sobre as elevadas regiões da atmosfera terrestre.
Para um referencial R’, em repouso em relação a esses mésons, tais partículas deveriam se desintegrar muito rapidamente após seu surgimento, durando apenas um intervalo de tempo Δt’ e não deveriam ser detectadas na superfície da Terra. No entanto, são detectadas e em abundância! Esse “problema” só é compreendido sob a interpretação relativística do movimento dos mésons, já que eles se movem a altíssimas velocidades em relação à superfície da Terra.
Ao se observar o movimento de um méson μ, a partir da superfície da Terra, mede-se seu tempo de vida como sendo Δt = 15,9 · Δt’. Considerando que, em relação à R’, esse méson percorre 660 m, então, para um observador na superfície da Terra, tal méson percorre, em m, uma distância igual a
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Resolução comentada

Distância na Terra = γ × 660 m = 15,9 × 660 = 10494 m.

Para o observador na Terra, o tempo de vida do méson é dilatado: Δt = 15,9·Δt'. A velocidade é a mesma, então a distância percorrida é d = vΔt = 15,9 · 660 = 10494 m. A distância de 660 m em R' é a distância contraída.

Análise das alternativas

A) Errada: divide em vez de multiplicar (660/15,9 ≈ 41,5). B) Errada: ignora a relatividade. C) Errada: o valor 5247 não corresponde ao fator 15,9, pois ficaria 15,9 × 330.

Referência: Relatividade restrita: dilatação do tempo e contração do comprimento

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Calorimetria e Hidrostática — Fusão do Gelo e Empuxo

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

Um cubo de gelo está completamente submerso em 3,45 kg de água e preso por meio de um fio ideal de capacidade térmica desprezível, ao fundo de um recipiente adiabático, conforme representado na figura seguinte:
Recipiente fechado cheio de água (indicada como ÁGUA), com um cubo de GELO submerso preso por um FIO vertical ao fundo do recipiente.
Inicialmente, a água está a 16 ºC e o gelo a 0 ºC e observa-se uma tração no fio de 1,0 N.
Considere que ocorra troca de calor exclusivamente entre a água e o gelo e que, à medida em que o gelo derrete, o fio continue prendendo o cubo de gelo ao fundo do recipiente, sem exercer pressão sobre o gelo.
Nessas condições, ao ser atingido o equilíbrio térmico no interior do recipiente, a tração, em N, sentida pelo fio, será igual a
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Física Eletrostática — Rigidez Dielétrica e Potencial Elétrico

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

O maior valor do campo elétrico que um dielétrico suporta, sem tornar-se condutor, é chamado rigidez dielétrica.
A rigidez dielétrica varia de material para material, e para o ar, em condições normais, é de 3 · 10⁶ N/C.
O potencial máximo, em kV, para se manter carregada uma esfera metálica de 10 cm de diâmetro, imersa no ar, longe de quaisquer outros objetos, sem que ela descarregue, é igual a
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Resolução comentada

V = E·R = 3·10^6 × 0,05 = 150 kV.

O campo na superfície da esfera é E = kQ/R² e o potencial é V = kQ/R, logo V = E·R. Com R = 0,05 m (diâmetro de 10 cm) e E máx = 3·10^6 N/C, V = 1,5·10^5 V = 150 kV.

Análise das alternativas

A, B e C) Erradas: resultam de usar o diâmetro como raio ou de erros de potência, e nenhuma bate com E·R = 150 kV.

Referência: Eletrostática: campo e potencial de esfera condutora

Resolução comentada do VaiConcursos.

Física Colisões e Impulso

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

Três canaletas planas e horizontais, sendo as duas primeiras semicirculares e a terceira com perfil de um quarto de circunferência, são dispostas conforme figura a seguir. Nas entradas de cada canaleta encontram-se três partículas, A, B e C, de massas m, m e 2m, respectivamente.
Vista de cima de três canaletas encadeadas: duas semicirculares (a primeira acima e a segunda abaixo de uma linha horizontal tracejada) e uma de um quarto de circunferência; a partícula A, na entrada da primeira canaleta, tem velocidade v vertical para cima; B está na entrada da segunda e C na entrada da terceira.
O sistema composto pelas canaletas e partículas é conservativo e todas as colisões são frontais, sendo que, entre A e B, perfeitamente elástica(s), e entre, B e C, parcialmente elástica(s), com coeficiente de restituição igual a 0,5.
No instante inicial, a partícula A é lançada com velocidade v⃗, e B e C estão em repouso, conforme indica a figura. O impulso sofrido pelo conjunto de partículas, desde o lançamento de A até a saída de C, na terceira canaleta, tem módulo igual a
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Física Lançamento Oblíquo

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

Uma partícula é lançada obliquamente e descreve um movimento parabólico, sem resistência do ar. No momento do lançamento dessa partícula, o vetor velocidade (v⃗₀) faz o ângulo θ com a horizontal e, ao atingir a altura máxima de sua trajetória, o vetor posição (H⃗) da partícula faz um ângulo α com essa mesma horizontal, conforme ilustra figura a seguir:
Trajetória parabólica pontilhada de uma partícula lançada da origem com velocidade v₀ formando ângulo θ com a horizontal; o vetor posição H, da origem até o ponto de altura máxima, forma ângulo α com a horizontal.
Nessas condições, a razão entre as tangentes de θ e α, tg θ/tg α, vale
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Física Dinâmica — Plano Inclinado com Atrito

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

Por duas vezes, observa-se o movimento de um bloco, sem resistência do ar, sobre um plano inclinado, conforme ilustra figura seguinte:
Plano inclinado de ângulo θ com a horizontal; bloco lançado plano acima com velocidade v₀; vetor g vertical para baixo.
O coeficiente de atrito cinético entre as superfícies do bloco e do plano inclinado é √3/2.
No primeiro lançamento, em que θ = 30°, o tempo que o bloco gasta até parar, sobre o plano inclinado, é t. No segundo lançamento, que se dá com mesma velocidade inicial do primeiro, θ = 60° e o tempo gasto pelo bloco até parar, também sobre o plano inclinado, é t’.
Nessas condições, a razão entre os tempos t/t’ é igual a
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Física Ondulatória — Interferência

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Texto-base:
Nas questões de Física, quando necessário, utilize:
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s²
• cos 30º = sen 60º = √3/2
• cos 60º = sen 30º = 1/2
• calor específico da água: c = 1 cal/(g·ºC)
• calor latente de fusão do gelo: L_f = 80 cal/g
• temperatura de fusão do gelo: θ_f = 0 ºC
• densidade do gelo: µ_g = 0,92 g/cm³
• densidade da água: µ_A = 1,0 g/cm³

Uma cuba de ondas, de profundidade constante, contém água até a altura 20 cm.
A partir de determinado instante, dois estiletes, E₁ e E₂, que funcionam como fontes de ondas circulares, vibrando em oposição de fase com frequência de 5 Hz, produzem ondas de amplitudes de 2 cm na superfície da água, que se propagam com velocidade de 10 cm/s.
Cuba de ondas com água até 20 cm de altura; dois estiletes, E₁ e E₂, tocam a superfície; o ponto P está entre eles, a 70 cm de E₁ e a 40 cm de E₂.
No ponto P, indicado na figura acima, uma rolha de cortiça ao ser atingida pelas duas ondas poderá ter sua posição vertical y, em função do tempo t, descrita pela equação
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Questão anulada

Texto-base:
TEXTO I
Carta
Nela [terra], até agora, não pudemos saber que haja
ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem
lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim
frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho,
5 porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
As águas são muitas; infindas. E em tal maneira é
graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo,
por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me
10 parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a
principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
E que aí não houvesse mais que ter aqui esta
pousada para esta navegação de Calecute, bastaria.
Quando mais disposição para se nela cumprir e fazer o que
15 Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da
nossa santa fé.
(CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta”. In: PEREIRA, Paulo Roberto Dias. (Org.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 1999, p. 58.)

Quanto às percepções de Caminha e do destinatário da carta, sobre a terra, é correto afirmar que
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Língua Portuguesa Coesão Textual — Conectivos e Sentido Denotativo e Conotativo

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Texto-base:
TEXTO I
Carta
Nela [terra], até agora, não pudemos saber que haja
ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem
lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim
frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho,
5 porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
As águas são muitas; infindas. E em tal maneira é
graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo,
por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me
10 parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a
principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
E que aí não houvesse mais que ter aqui esta
pousada para esta navegação de Calecute, bastaria.
Quando mais disposição para se nela cumprir e fazer o que
15 Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da
nossa santa fé.
(CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta”. In: PEREIRA, Paulo Roberto Dias. (Org.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 1999, p. 58.)

Assinale a alternativa INCORRETA sobre o trecho da “Carta” de Pero Vaz de Caminha:
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Resolução comentada

A INCORRETA é a D: 'fruto' e 'semente' são sentido figurado.

No 3º parágrafo, 'fruto' e 'semente' são metáforas: salvar a gente (convertê-la) é o 'fruto', e lançar a 'semente' é a evangelização. O sentido é conotativo, não denotativo, e não acompanha o 'dar' de 'dar-se-á nela tudo', que é literal.

Análise das alternativas

A) Correta: a repetição de 'nem' e dos verbos de constatar mostra o interesse da Coroa nos metais. B) Correta: o primeiro 'porém' contrasta a ausência de metais com as qualidades da terra. C) Correta: o 'porém' do 3º parágrafo contrapõe o melhor fruto (salvar a gente) ao aproveitamento material da terra.

Referência: Pero Vaz de Caminha, Carta

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Recursos Estilísticos em Texto Poético

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Texto-base:
TEXTO II
Canção do exílio
(Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
4 Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
8 Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
12 Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
18 Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
24 Onde canta o Sabiá.

Coimbra, julho de 1843
(BARBOSA, Frederico (Org.). Clássicos da poesia brasileira – antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo. São Paulo: O Estado de São Paulo/Klick Editora, 1997, p. 66-67.)

Sobre os recursos estilísticos presentes na construção do Texto II, assinale a alternativa INCORRETA.
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Resolução comentada

A INCORRETA é a B: a maiúscula em 'Sabiá' não configura prosopopeia.

A inicial maiúscula em 'Sabiá' confere valor de símbolo à ave, que representa a pátria. Não há atribuição de ação ou sentimento humano que caracterize prosopopeia, então a afirmação é falsa. As demais descrevem corretamente o texto.

Análise das alternativas

A) Correta: com as vírgulas a oração é explicativa e, sem elas, restritiva, mas o ufanismo permanece. C) Correta: os travessões enfatizam a solidão no verso 15. D) Correta: a repetição de 'nosso' realça a superioridade da terra natal.

Referência: Gonçalves Dias, 'Canção do exílio'

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto Poético — Advérbios de Lugar

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Texto-base:
TEXTO II
Canção do exílio
(Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
4 Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
8 Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
12 Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
18 Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
24 Onde canta o Sabiá.

Coimbra, julho de 1843
(BARBOSA, Frederico (Org.). Clássicos da poesia brasileira – antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo. São Paulo: O Estado de São Paulo/Klick Editora, 1997, p. 66-67.)

Gonçalves Dias é um profundo conhecedor da língua brasileira, sabendo usá-la com grande proveito poético. Considerando esse fato, assinale a alternativa correta quanto à composição da primeira estrofe da “Canção do exílio”.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Aqui' e 'lá' opõem Portugal (onde está o eu lírico) e o Brasil.

Na 1ª estrofe, 'aqui' marca o espaço do exílio e 'lá' marca a terra natal. É essa oposição que organiza a saudade do poema.

Análise das alternativas

A) Errada: há adjetivos, como 'minha' e 'tais' em outros versos, e a idealização ocorre mesmo assim. B) Errada: 'gorjear' e 'cantar' não separam as aves, e o contraste é feito por 'aqui' e 'lá'. D) Errada: 'aves' é o termo geral e 'Sabiá' é uma espécie, então não são sinônimos.

Referência: Gonçalves Dias, 'Canção do exílio'

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto Poético

Comando da Aeronáutica — Diretoria de Ensino 2022 Médio

Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO III
A Pátria
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
5 É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
10 Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

Boa terra! jamais negou a quem trabalha
o pão que mata a fome, o teto que agasalha...

Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!

15 Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!
(BILAC, Olavo. Poesias infantis. Rio de Janeiro, Minas, São Paulo: Francisco Alves & Cia,1904, p. 114-115.)

O poema “A Pátria”, de Olavo Bilac, está inserido no livro Poesias infantis, publicado em 1904. No prefácio daquela publicação, consta o seguinte trecho:
O autor deste livro destinado às escolas primárias do Brasil não quis fazer uma obra de arte: quis dar às crianças alguns versos simples e naturais, sem dificuldade de linguagem e métrica, mas, ao mesmo tempo, sem a exagerada futilidade com que costumam ser feitos os livros do mesmo gênero /.../
O que o autor deseja é que se reconheça neste pequeno volume, não o trabalho de um artista, mas a boa vontade com que um brasileiro quis contribuir para a educação moral das crianças do seu país.
Considerando esse trecho do prefácio e o poema “A Pátria”, assinale a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O diálogo com a criança e o ufanismo combinam com o objetivo pedagógico do prefácio.

O prefácio declara a intenção de contribuir para a educação moral das crianças. O poema fala diretamente a uma criança e transmite amor à pátria e valorização do trabalho, e isso é coerente com essa finalidade.

Análise das alternativas

A) Errada: o poema tem versos regulares (alexandrinos rimados), não versos livres. C) Errada: o prefácio não critica a sociedade, apenas afirma a intenção educativa. D) Errada: o prefácio não diz que a obra seja inadequada a adultos.

Referência: Olavo Bilac, Poesias infantis (1904)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto Poético — Figuras de Linguagem

Comando da Aeronáutica — Diretoria de Ensino 2022 Médio

Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO III
A Pátria
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
5 É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
10 Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

Boa terra! jamais negou a quem trabalha
o pão que mata a fome, o teto que agasalha...

Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!

15 Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!
(BILAC, Olavo. Poesias infantis. Rio de Janeiro, Minas, São Paulo: Francisco Alves & Cia,1904, p. 114-115.)

Assinale a alternativa correta referente ao poema “A Pátria”, de Olavo Bilac:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O tom imperativo do poema vem dos verbos no imperativo e das exclamações.

O poema dirige-se a uma criança com imperativos (ama, olha, vê, imita). Os pontos de exclamação reforçam esse tom de ordem e exaltação.

Análise das alternativas

B) Errada: a comparação com o seio materno é sincera, não irônica. C) Errada: os insetos aparecem como sinal de vida e abundância, não como problema agrícola. D) Errada: 'fecundar com suor' é sentido figurado (metáfora), não literal.

Referência: Olavo Bilac, 'A Pátria' (Poesias infantis)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Dêixis — Advérbios de Lugar e Pronomes Demonstrativos

Comando da Aeronáutica — Diretoria de Ensino 2022 Médio

Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 · Caderno Versão A

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
Carta
Nela [terra], até agora, não pudemos saber que haja
ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem
lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim
frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho,
5 porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
As águas são muitas; infindas. E em tal maneira é
graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo,
por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me
10 parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a
principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
E que aí não houvesse mais que ter aqui esta
pousada para esta navegação de Calecute, bastaria.
Quando mais disposição para se nela cumprir e fazer o que
15 Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da
nossa santa fé.
(CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta”. In: PEREIRA, Paulo Roberto Dias. (Org.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 1999, p. 58.)

TEXTO II
Canção do exílio
(Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
4 Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
8 Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
12 Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
18 Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
24 Onde canta o Sabiá.

Coimbra, julho de 1843
(BARBOSA, Frederico (Org.). Clássicos da poesia brasileira – antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo. São Paulo: O Estado de São Paulo/Klick Editora, 1997, p. 66-67.)

TEXTO III
A Pátria
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
5 É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
10 Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

Boa terra! jamais negou a quem trabalha
o pão que mata a fome, o teto que agasalha...

Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!

15 Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!
(BILAC, Olavo. Poesias infantis. Rio de Janeiro, Minas, São Paulo: Francisco Alves & Cia,1904, p. 114-115.)

Comparando os textos I, II e III, julgue como Verdadeira (V) ou Falsa (F) cada assertiva a seguir, considerando os recursos linguísticos empregados com a finalidade de demarcar no espaço a posição do emissor da mensagem.
( ) O advérbio “lá” (Texto I, ℓ. 5 / Texto II, v. 4) indica que os locutores de ambos os textos estão no mesmo espaço geográfico.
( ) O advérbio “aqui” (Texto I, ℓ. 12 / Texto II, v. 3 / Texto III, v. 4) refere-se ao mesmo espaço geográfico em todos os textos.
( ) O pronome demonstrativo “este” (Texto III, v.2) refere-se ao mesmo lugar que os advérbios “aqui” (Texto I, ℓ. 12) e “lá” (Texto II, v.4).
A partir da análise das afirmativas, é correto concluir que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Dêixis espacial: 'lá', 'aqui' e 'este' mudam de referente conforme o lugar de quem fala.

No Texto I, Caminha escreve do Brasil, então 'lá' é Portugal. No Texto II, o poeta escreve de Coimbra, então 'lá' é o Brasil. Os locutores estão em lugares diferentes, e a 1ª afirmativa é falsa. 'Aqui' é o Brasil nos textos I e III e Portugal no texto II, e a 2ª é falsa. 'Este' (Texto III) e 'aqui' (Texto I) remetem ao Brasil, e o 'lá' do Texto II também é o Brasil. A 3ª é verdadeira, então só uma está correta.

Análise das alternativas

A) Errada: duas afirmativas são falsas. B) Errada: a 3ª é verdadeira. C) Certa: só a 3ª é verdadeira (F, F, V). D) Errada: só uma é verdadeira.

Referência: Dêixis espacial: advérbios de lugar e pronomes demonstrativos

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Intertextualidade — Comparação entre Poemas

Comando da Aeronáutica — Diretoria de Ensino 2022 Médio

Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 · Caderno Versão A

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Texto-base:
TEXTO II
Canção do exílio
(Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
4 Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
8 Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
12 Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
18 Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
24 Onde canta o Sabiá.

Coimbra, julho de 1843
(BARBOSA, Frederico (Org.). Clássicos da poesia brasileira – antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo. São Paulo: O Estado de São Paulo/Klick Editora, 1997, p. 66-67.)

TEXTO IV
Canção do expedicionário
(Guilherme de Almeida)

Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
5 Da choupana onde um é pouco
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
10 Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
15 Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse “V” que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
20 Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

25 Você sabe de onde eu venho?
É de uma Pátria que eu tenho
No bojo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
30 De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreiro,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
35 Lá no alto da colina
Onde canta o sabiá.
/.../
(POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. Departamento de Educação e Cultura. Disponível em https://dec.pm.df.gov.br/images/pdf/Hinos_e_Cancoes_Militares_-_reduzido.pdf. Acesso em 24/03/2022.)

A descrição do espaço geográfico na “Canção do expedicionário” é mais abrangente em relação à “Canção do exílio”. É o que se comprova na estrofe:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A estrofe B enumera regiões e paisagens diversas do país, mostrando maior abrangência.

Na estrofe B aparecem morro, engenho, selvas, cafezais, praias, montanhas, pampas e seringal, ou seja, ambientes de várias regiões do Brasil. Na Canção do exílio, o espaço se resume a palmeiras, sabiá, céu e bosques.

Análise das alternativas

A) Fala do desejo de volta, sem descrever espaço. C) Trata de objetos do soldado e da vitória. D) Descreve um espaço pessoal e restrito (jacarandá, casa, colina).

Referência: Intertextualidade: descrição do espaço; Gonçalves Dias e Guilherme de Almeida.

Resolução comentada do VaiConcursos.