← Voltar para a lista de provas Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 65 questões nesta prova · página 3 de 4 · 63 com gabarito Gabarito disponível A 1ª estrofe da Canção do exílio dialoga com a estrofe final com palmeiras e sabiá. A primeira estrofe de Gonçalves Dias traz a terra natal, as palmeiras e o canto do sabiá. A estrofe C retoma o sabiá e outros elementos íntimos da terra (jacarandá, casa pequenina, colina), com a pátria carregada no peito, como em Gonçalves Dias. A) Foca na origem diversa e geográfica da terra. B) Foca no desejo de voltar e na vitória. D) Foca no aspecto bélico e na glória. Nenhuma retoma o sabiá. Referência: Intertextualidade: Gonçalves Dias e Guilherme de Almeida. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em A, Caminha elogia a terra e não a descreve como desagradável. Na Carta, a terra tem 'bons ares', 'águas infindas' e é 'graciosa', fértil, apta a receber tudo. Não é lugar solitário ou desagradável. Assim, aplicar o sentido figurado de 'exílio' ao texto I é incorreto. B) Correta: 'cá' indica onde está o eu lírico exilado. C) Correta: a pátria é exaltada sem sugestão de exílio. D) Correta: o vocabulário militar sugere um ambiente de guerra, desagradável. A) Incorreta. Referência: Semântica; Caminha, Gonçalves Dias, Bilac e Guilherme de Almeida. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A alternativa D é incorreta: a imagem idealizada de Olga não vem da Carta de Caminha. Olga idealizava os roceiros como felizes e saudáveis, uma visão de quem viveu na cidade, e não uma imagem herdada da Carta. Também não se pode dizer que ela tenha lido a terra a partir de Caminha, pois a Carta trata da terra e da catequese. A, B e C são plausíveis: Olga constrói imagem urbana, a fala de Felizardo contrasta ideias opostas (antítese) e a linguagem coloquial reflete a falta de escolarização. A) Correta: Felizardo adverte a visão urbana de Olga. B) Correta: opõe 'uma coisa' a 'a coisa é outra'. C) Aceita pela banca: a fala coloquial reflete o acesso restrito à escola. D) Incorreta. Referência: Lima Barreto; Pero Vaz de Caminha, Carta. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em D o 'não' descreve a percepção de Olga sobre as fazendas, não a carência dos excluídos. Em A, B e C, o 'não' marca falta de afeto do governo, de ferramenta e de terra, que são carências de quem fala. Em D, 'o espetáculo não era mais animador' é a avaliação de Olga sobre a paisagem das fazendas, e a negação não indica carência de uma personagem excluída. A) Marca a falta de apoio governamental. B) Marca a falta de ferramenta. C) Marca a falta de terra própria. D) É a exceção pedida. Referência: Valor semântico da negação; Lima Barreto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A oposição 'disposição / preguiça' está incorreta: Felizardo trabalha e não é preguiçoso. Olga é urbana, inquieta e idealizadora; Felizardo é rural, conformado e realista. Ele aparece cortando madeira a machado e explica as dificuldades concretas do plantio (falta de ferramenta, de terra e de apoio do governo). Isso afasta a ideia de preguiça. A) Correta: cidade e campo. B) Correta: Olga questiona, Felizardo se conforma. D) Correta: Olga idealiza e Felizardo conhece a realidade. C) Incorreta, como pedido. Referência: Lima Barreto: caracterização de personagens. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As três afirmativas são verdadeiras. O discurso direto reproduz a fala de Felizardo, com marcas coloquiais ('sá dona', 'Nós não tem'). As perguntas do 1º parágrafo mostram os pensamentos de Olga na voz do narrador, o que é discurso indireto livre. O 'cá' ('cá embaixo') situa o narrador no espaço da cena, como quem está perto dos personagens. B, C e D: contrariam a análise, pois nenhuma das três afirmativas é falsa. Referência: Tipos de discurso; Lima Barreto, Triste fim de Policarpo Quaresma. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Entidade histórica / entidade divina' não é uma oposição entre brasil e Brasil. No texto, o Brasil com B é uma entidade viva e histórica, comparada a uma divindade, e o brasil minúsculo é apenas objeto sem vida. 'Entidade histórica' e 'entidade divina' descrevem duas facetas do Brasil maiúsculo, e o termo 'entidade histórica' não se aplica ao brasil minúsculo. A) Feitoria (brasil) / nação (Brasil): opõe-se no texto. C) Apatia / autorreflexão: opõe-se pelo contraste entre inerte e autoconsciente. D) Fragmento morto / entidade viva: opõe-se diretamente no texto. Referência: DaMatta, O que faz o brasil, Brasil? Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A Carta de Caminha vê a terra como recurso e meio de catequese, sem vínculo afetivo. A concepção de Brasil como lar, memória e ligação sagrada aparece na saudade da Canção do exílio, no afeto à pátria da Canção do expedicionário e na exaltação do solo em 'A Pátria'. Na Carta, a terra é avaliada por seu potencial (ouro, águas, bons ares) e pela oportunidade de catequização, sem vínculo afetivo. A, B e C: expressam pertencimento e amor à terra natal. D) Correta como exceção. Referência: Intertextualidade; Roberto DaMatta; Literatura brasileira. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Centro (−4,6), r=5, corda no eixo y de 6 e altura 4: área 12. O centro é o ponto médio de AB, C(−4,6), e o diâmetro AB=10 dá r=5. Fazendo x=0, (y−6)²=9, logo M(0,3) e N(0,9), com MN=6. A distância de C ao eixo y é 4. A área é 6·4/2 = 12. A, C e D: resultam de erro na base (MN) ou na altura (distância ao eixo y). Referência: Geometria analítica: circunferência e área de triângulo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A expressão equivale a n. Como aₙ = a₁·qⁿ⁻¹, log aₙ − log a₁ = log qⁿ⁻¹ = (n−1)·log q. Dividindo por log q obtém-se n−1, e somando 1 resulta em n. A, B e C: não decorrem da simplificação. n−1 seria o valor sem a soma final do 1. Referência: Propriedades dos logaritmos e termo geral da P.G. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Raízes 1 e 5/3 formam a P.G. de a₁=5/3 e razão 3/5. Pelos intervalos de |2x−3|+|x+2|=4: para x<−2 sai x=−1, que não serve; para −2≤x<3/2 sai x=1; para x≥3/2 sai x=5/3. Como a P.G. é decrescente, a₁=5/3 e a₂=1, com razão 3/5. Logo aₙ = (5/3)(3/5)^(n−1) = (25/9)(3/5)ⁿ.
B) Errada: a razão 5/3 é crescente. C) Errada: razão 5/3 e a₁=1. D) Errada: a₁ = 1/9 e não confere com as raízes. Referência: Equação modular e progressão geométrica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível z1 = 2+4i e z2 = −2−4i; o quociente vale −1. Com y=2x e |z|=2√5, tem-se 5x²=20, logo x=±2. Os números são 2+4i (1º quadrante, menor argumento) e −2−4i (3º quadrante, maior argumento). O quociente (2+4i)/(−2−4i) = −1. A, C e D: não resultam da divisão, pois z2 é o oposto de z1, e a razão entre números opostos é −1. Referência: Números complexos: forma algébrica e trigonométrica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Apenas a proposição II é verdadeira. I é falsa, pois f(−x) = −f(x) e f é ímpar. II é verdadeira: a^(−x−1) decresce para a>1, então seu oposto cresce. III é falsa, pois x²−b é simétrica em relação ao eixo y e assume o mesmo valor em x e −x, logo não é injetora. A) Errada: a II é verdadeira. B) Errada: I e III são falsas. D) Errada: só uma é verdadeira. C) Correta. Referência: Paridade, monotonicidade e injetividade de funções. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Raízes −3, −2 e 2; as três proposições são falsas. f(x) = (x+3)(x²−4), logo a=−3, b=−2, c=2. I é falsa, pois log de a=−3 não existe. II é falsa, pois ln x existe para x>2. III é falsa, pois uma exponencial nunca vale zero. Todas são falsas. B, C e D: pressupõem alguma proposição verdadeira, o que não ocorre. Referência: Funções polinomiais, logarítmicas e exponenciais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A equação equivale a cos(α+β)=0, o que torna V, V e F as proposições. Desenvolvendo, a expressão vale 2 − 2cos(α+β), e a igualdade com 2 exige cos(α+β)=0. Em I, α+β = 3π/2 e cos é 0, então é V. Em II, sen(α+β)=1 dá α+β=π/2 e cos é 0, então é V. Em III, o 'somente se' é falso, pois outros pares com soma π/2 ou 3π/2 também servem. Há duas verdadeiras. A) Errada: há duas verdadeiras. B) Errada: a III é falsa. C) Errada: são duas, não uma. D) Correta. Referência: Trigonometria: cos(α+β) = cosα·cosβ − senα·senβ. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelComando da Aeronáutica — Exames de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2023 — Língua Inglesa, Física, Língua Portuguesa, Matemática e Redação — Versão A
TEXTO II
Canção do exílio
(Gonçalves Dias)
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
4 Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
8 Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
12 Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
18 Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
24 Onde canta o Sabiá.
Coimbra, julho de 1843
(BARBOSA, Frederico (Org.). Clássicos da poesia brasileira – antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo. São Paulo: O Estado de São Paulo/Klick Editora, 1997, p. 66-67.)
TEXTO IV
Canção do expedicionário
(Guilherme de Almeida)
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
5 Da choupana onde um é pouco
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
10 Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
15 Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse “V” que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
20 Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
25 Você sabe de onde eu venho?
É de uma Pátria que eu tenho
No bojo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
30 De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreiro,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
35 Lá no alto da colina
Onde canta o sabiá.
/.../
(POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. Departamento de Educação e Cultura. Disponível em https://dec.pm.df.gov.br/images/pdf/Hinos_e_Cancoes_Militares_-_reduzido.pdf. Acesso em 24/03/2022.)
A primeira estrofe da “Canção do exílio” estabelece um diálogo mais específico com a seguinte estrofe da “Canção do expedicionário”:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Carta
Nela [terra], até agora, não pudemos saber que haja
ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem
lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim
frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho,
5 porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
As águas são muitas; infindas. E em tal maneira é
graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo,
por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me
10 parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a
principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
E que aí não houvesse mais que ter aqui esta
pousada para esta navegação de Calecute, bastaria.
Quando mais disposição para se nela cumprir e fazer o que
15 Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da
nossa santa fé.
(CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta”. In: PEREIRA, Paulo Roberto Dias. (Org.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 1999, p. 58.)
TEXTO II
Canção do exílio
(Gonçalves Dias)
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
4 Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
8 Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
12 Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
18 Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
24 Onde canta o Sabiá.
Coimbra, julho de 1843
(BARBOSA, Frederico (Org.). Clássicos da poesia brasileira – antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo. São Paulo: O Estado de São Paulo/Klick Editora, 1997, p. 66-67.)
TEXTO III
A Pátria
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
5 É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
10 Fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! jamais negou a quem trabalha
o pão que mata a fome, o teto que agasalha...
Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!
15 Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!
(BILAC, Olavo. Poesias infantis. Rio de Janeiro, Minas, São Paulo: Francisco Alves & Cia,1904, p. 114-115.)
TEXTO IV
Canção do expedicionário
(Guilherme de Almeida)
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
5 Da choupana onde um é pouco
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
10 Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
15 Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse “V” que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
20 Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
25 Você sabe de onde eu venho?
É de uma Pátria que eu tenho
No bojo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
30 De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreiro,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
35 Lá no alto da colina
Onde canta o sabiá.
/.../
(POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. Departamento de Educação e Cultura. Disponível em https://dec.pm.df.gov.br/images/pdf/Hinos_e_Cancoes_Militares_-_reduzido.pdf. Acesso em 24/03/2022.)
Analise a definição do substantivo “exílio”, extraída do dicionário Novo Aurélio Século XXI:
exílio (z). [Do lat. exiliu.] S. m. 1. Expatriação, forçada ou voluntária; degredo, desterro. 2. O lugar onde reside o exilado. 3. Fig. Lugar afastado, solitário, ou desagradável de habitar.
Sobre a possibilidade de interpretação desses sentidos nos textos I, II, III e IV desta prova, assinale a alternativa INCORRETA.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO V
O que mais a impressionou no passeio foi a miséria
geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste,
abatido da gente pobre. Educada na cidade, ela tinha dos
roceiros ideia de que eram felizes, saudáveis e alegres.
5 Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não
eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele
sapé sinistro /.../. Por que ao redor dessas casas não
havia culturas, uma horta, um pomar? Não seria tão fácil,
trabalho de horas? /.../ Mesmo nas fazendas, o espetáculo
10 não era mais animador. Todas soturnas, baixas, quase
sem o pomar olente e a horta suculenta. /.../ E todas essas
questões desafiavam a sua curiosidade, o seu desejo de
saber, e também a sua piedade e simpatia por aqueles
párias, maltrapilhos, mal alojados, talvez com fome,
15 sorumbáticos!...
/.../ aproveitou a ocasião para interrogar a respeito o
tagarela Felizardo.
Olga encontrou o camarada cá embaixo, cortando a
machado as madeiras mais grossas; /.../ Ela lhe falou.
20 – Bons dias, sá dona.
– Então trabalha-se muito, Felizardo?
– O que se pode.
/.../
– É grande o sítio de você?
25 – Tem alguma terra, sim senhora, sá dona.
– Você por que não planta para você?
– Quá, sá dona! O que é que a gente come?
– O que plantar ou aquilo que a plantação der em
dinheiro.
30 – Sá dona tá pensando uma coisa e a coisa é outra.
Enquanto planta cresce, e então? Quá, sá dona, não é
assim.
/.../
– Terra não é nossa... E frumiga?... Nós não tem
35 ferramenta... isso é bom pra italiano ou alamão, que
governo dá tudo... governo não gosta de nós...
(BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: O Estado de São Paulo / Klick Editora, 1997, p. 97-98.)
TEXTO I
Carta
Nela [terra], até agora, não pudemos saber que haja
ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem
lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim
frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho,
5 porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
As águas são muitas; infindas. E em tal maneira é
graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo,
por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me
10 parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a
principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
E que aí não houvesse mais que ter aqui esta
pousada para esta navegação de Calecute, bastaria.
Quando mais disposição para se nela cumprir e fazer o que
15 Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da
nossa santa fé.
(CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta”. In: PEREIRA, Paulo Roberto Dias. (Org.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 1999, p. 58.)
Num trecho do texto V, Felizardo faz a seguinte afirmação: “– Sá dona tá pensando uma coisa e a coisa é outra”. (ℓ. 30)
Considerando o trecho e todo o texto de Lima Barreto, assinale a alternativa INCORRETA.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO V
O que mais a impressionou no passeio foi a miséria
geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste,
abatido da gente pobre. Educada na cidade, ela tinha dos
roceiros ideia de que eram felizes, saudáveis e alegres.
5 Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não
eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele
sapé sinistro /.../. Por que ao redor dessas casas não
havia culturas, uma horta, um pomar? Não seria tão fácil,
trabalho de horas? /.../ Mesmo nas fazendas, o espetáculo
10 não era mais animador. Todas soturnas, baixas, quase
sem o pomar olente e a horta suculenta. /.../ E todas essas
questões desafiavam a sua curiosidade, o seu desejo de
saber, e também a sua piedade e simpatia por aqueles
párias, maltrapilhos, mal alojados, talvez com fome,
15 sorumbáticos!...
/.../ aproveitou a ocasião para interrogar a respeito o
tagarela Felizardo.
Olga encontrou o camarada cá embaixo, cortando a
machado as madeiras mais grossas; /.../ Ela lhe falou.
20 – Bons dias, sá dona.
– Então trabalha-se muito, Felizardo?
– O que se pode.
/.../
– É grande o sítio de você?
25 – Tem alguma terra, sim senhora, sá dona.
– Você por que não planta para você?
– Quá, sá dona! O que é que a gente come?
– O que plantar ou aquilo que a plantação der em
dinheiro.
30 – Sá dona tá pensando uma coisa e a coisa é outra.
Enquanto planta cresce, e então? Quá, sá dona, não é
assim.
/.../
– Terra não é nossa... E frumiga?... Nós não tem
35 ferramenta... isso é bom pra italiano ou alamão, que
governo dá tudo... governo não gosta de nós...
(BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: O Estado de São Paulo / Klick Editora, 1997, p. 97-98.)
O emprego do advérbio “não”, em diversas passagens do Texto V, demarca carências de personagens que representam pessoas excluídas. Esse uso só NÃO se verifica na alternativa:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO V
O que mais a impressionou no passeio foi a miséria
geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste,
abatido da gente pobre. Educada na cidade, ela tinha dos
roceiros ideia de que eram felizes, saudáveis e alegres.
5 Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não
eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele
sapé sinistro /.../. Por que ao redor dessas casas não
havia culturas, uma horta, um pomar? Não seria tão fácil,
trabalho de horas? /.../ Mesmo nas fazendas, o espetáculo
10 não era mais animador. Todas soturnas, baixas, quase
sem o pomar olente e a horta suculenta. /.../ E todas essas
questões desafiavam a sua curiosidade, o seu desejo de
saber, e também a sua piedade e simpatia por aqueles
párias, maltrapilhos, mal alojados, talvez com fome,
15 sorumbáticos!...
/.../ aproveitou a ocasião para interrogar a respeito o
tagarela Felizardo.
Olga encontrou o camarada cá embaixo, cortando a
machado as madeiras mais grossas; /.../ Ela lhe falou.
20 – Bons dias, sá dona.
– Então trabalha-se muito, Felizardo?
– O que se pode.
/.../
– É grande o sítio de você?
25 – Tem alguma terra, sim senhora, sá dona.
– Você por que não planta para você?
– Quá, sá dona! O que é que a gente come?
– O que plantar ou aquilo que a plantação der em
dinheiro.
30 – Sá dona tá pensando uma coisa e a coisa é outra.
Enquanto planta cresce, e então? Quá, sá dona, não é
assim.
/.../
– Terra não é nossa... E frumiga?... Nós não tem
35 ferramenta... isso é bom pra italiano ou alamão, que
governo dá tudo... governo não gosta de nós...
(BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: O Estado de São Paulo / Klick Editora, 1997, p. 97-98.)
Considere que um dos elementos de construção de sentido do Texto V concentra-se na oposição entre os personagens. Assinale a alternativa INCORRETA quanto à oposição entre Olga e Felizardo, respectivamente:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO V
O que mais a impressionou no passeio foi a miséria
geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste,
abatido da gente pobre. Educada na cidade, ela tinha dos
roceiros ideia de que eram felizes, saudáveis e alegres.
5 Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não
eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele
sapé sinistro /.../. Por que ao redor dessas casas não
havia culturas, uma horta, um pomar? Não seria tão fácil,
trabalho de horas? /.../ Mesmo nas fazendas, o espetáculo
10 não era mais animador. Todas soturnas, baixas, quase
sem o pomar olente e a horta suculenta. /.../ E todas essas
questões desafiavam a sua curiosidade, o seu desejo de
saber, e também a sua piedade e simpatia por aqueles
párias, maltrapilhos, mal alojados, talvez com fome,
15 sorumbáticos!...
/.../ aproveitou a ocasião para interrogar a respeito o
tagarela Felizardo.
Olga encontrou o camarada cá embaixo, cortando a
machado as madeiras mais grossas; /.../ Ela lhe falou.
20 – Bons dias, sá dona.
– Então trabalha-se muito, Felizardo?
– O que se pode.
/.../
– É grande o sítio de você?
25 – Tem alguma terra, sim senhora, sá dona.
– Você por que não planta para você?
– Quá, sá dona! O que é que a gente come?
– O que plantar ou aquilo que a plantação der em
dinheiro.
30 – Sá dona tá pensando uma coisa e a coisa é outra.
Enquanto planta cresce, e então? Quá, sá dona, não é
assim.
/.../
– Terra não é nossa... E frumiga?... Nós não tem
35 ferramenta... isso é bom pra italiano ou alamão, que
governo dá tudo... governo não gosta de nós...
(BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: O Estado de São Paulo / Klick Editora, 1997, p. 97-98.)
Considerando os recursos de organização da narrativa do Texto V, julgue cada afirmativa a seguir como Verdadeira (V) ou Falsa (F).
( ) O emprego do discurso direto permite ao narrador inserir no texto marcas típicas da linguagem coloquial do personagem Felizardo.
( ) As três sentenças interrogativas do 1º parágrafo demonstram o emprego do discurso indireto livre na narrativa.
( ) O emprego do advérbio “cá” (ℓ. 18) demonstra que o narrador, mesmo sendo observador, faz-se presente na cena narrada no texto.
A partir da análise das afirmativas, é correto concluir queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VI
O que faz o brasil, Brasil?
A questão da identidade
Devo começar explicando o meu enigmático título.
É que será preciso estabelecer uma distinção radical entre
um “brasil” escrito com letra minúscula, nome de um tipo
de madeira de lei ou de uma feitoria interessada em
5 explorar uma terra como outra qualquer, e o Brasil que
designa um povo, uma nação, um conjunto de valores,
escolhas e ideias de vida. O “brasil” com o b minúsculo é
apenas um objeto sem vida, autoconsciência ou pulsação
interior, pedaço de coisa que morre e não tem a menor
10 condição de se reproduzir como sistema; /.../ Mas o Brasil
com B maiúsculo é algo muito mais complexo. É país,
cultura, local geográfico, fronteira e território reconhecidos
internacionalmente, e, também casa, pedaço de chão
calçado com o calor de nossos corpos, lar, memória e
15 consciência de um lugar com o qual se tem uma ligação
especial, única, totalmente sagrada. /.../ Sociedade onde
pessoas seguem certos valores e julgam as ações
humanas dentro de um padrão somente seu. Não se trata
mais de algo inerte, mas de uma entidade viva, cheia de
20 autorreflexão e consciência: algo que se soma e se alarga
para o futuro e para o passado, num movimento próprio
que se chama História. Aqui, o Brasil é um ser parte
conhecido e parte misterioso, como um grande e poderoso
espírito. Como um Deus que está em todos os lugares e
25 em nenhum, mas que também precisa dos homens para
que possa se saber superior e onipotente. Onde quer que
haja um brasileiro adulto, existe com ele o Brasil e, no
entanto – tal como acontece com as divindades –, será
preciso produzir e provocar a sua manifestação para que
30 se possa sentir sua concretude e seu poder. Caso
contrário, sua presença é tão inefável como a do ar que
se respira, e dela não se teria consciência a não ser pela
comparação, pelo contraste e pela percepção de algumas
de suas manifestações mais contundentes.
(DaMATTA, Roberto. O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 11-13)
As oposições entre brasil e Brasil presentes no texto VI podem ser expressas, respectivamente, pelos seguintes pares de termos/expressões, EXCETO:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO VI
O que faz o brasil, Brasil?
A questão da identidade
Devo começar explicando o meu enigmático título.
É que será preciso estabelecer uma distinção radical entre
um “brasil” escrito com letra minúscula, nome de um tipo
de madeira de lei ou de uma feitoria interessada em
5 explorar uma terra como outra qualquer, e o Brasil que
designa um povo, uma nação, um conjunto de valores,
escolhas e ideias de vida. O “brasil” com o b minúsculo é
apenas um objeto sem vida, autoconsciência ou pulsação
interior, pedaço de coisa que morre e não tem a menor
10 condição de se reproduzir como sistema; /.../ Mas o Brasil
com B maiúsculo é algo muito mais complexo. É país,
cultura, local geográfico, fronteira e território reconhecidos
internacionalmente, e, também casa, pedaço de chão
calçado com o calor de nossos corpos, lar, memória e
15 consciência de um lugar com o qual se tem uma ligação
especial, única, totalmente sagrada. /.../ Sociedade onde
pessoas seguem certos valores e julgam as ações
humanas dentro de um padrão somente seu. Não se trata
mais de algo inerte, mas de uma entidade viva, cheia de
20 autorreflexão e consciência: algo que se soma e se alarga
para o futuro e para o passado, num movimento próprio
que se chama História. Aqui, o Brasil é um ser parte
conhecido e parte misterioso, como um grande e poderoso
espírito. Como um Deus que está em todos os lugares e
25 em nenhum, mas que também precisa dos homens para
que possa se saber superior e onipotente. Onde quer que
haja um brasileiro adulto, existe com ele o Brasil e, no
entanto – tal como acontece com as divindades –, será
preciso produzir e provocar a sua manifestação para que
30 se possa sentir sua concretude e seu poder. Caso
contrário, sua presença é tão inefável como a do ar que
se respira, e dela não se teria consciência a não ser pela
comparação, pelo contraste e pela percepção de algumas
de suas manifestações mais contundentes.
(DaMATTA, Roberto. O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 11-13)
TEXTO I
Carta
Nela [terra], até agora, não pudemos saber que haja
ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem
lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim
frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho,
5 porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
As águas são muitas; infindas. E em tal maneira é
graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo,
por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me
10 parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a
principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
E que aí não houvesse mais que ter aqui esta
pousada para esta navegação de Calecute, bastaria.
Quando mais disposição para se nela cumprir e fazer o que
15 Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da
nossa santa fé.
(CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta”. In: PEREIRA, Paulo Roberto Dias. (Org.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 1999, p. 58.)
TEXTO II
Canção do exílio
(Gonçalves Dias)
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
4 Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
8 Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
12 Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
18 Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
24 Onde canta o Sabiá.
Coimbra, julho de 1843
(BARBOSA, Frederico (Org.). Clássicos da poesia brasileira – antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo. São Paulo: O Estado de São Paulo/Klick Editora, 1997, p. 66-67.)
TEXTO III
A Pátria
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
5 É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
10 Fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! jamais negou a quem trabalha
o pão que mata a fome, o teto que agasalha...
Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!
15 Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!
(BILAC, Olavo. Poesias infantis. Rio de Janeiro, Minas, São Paulo: Francisco Alves & Cia,1904, p. 114-115.)
TEXTO IV
Canção do expedicionário
(Guilherme de Almeida)
Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
5 Da choupana onde um é pouco
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
10 Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
15 Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse “V” que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
20 Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
25 Você sabe de onde eu venho?
É de uma Pátria que eu tenho
No bojo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
30 De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreiro,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
35 Lá no alto da colina
Onde canta o sabiá.
/.../
(POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. Departamento de Educação e Cultura. Disponível em https://dec.pm.df.gov.br/images/pdf/Hinos_e_Cancoes_Militares_-_reduzido.pdf. Acesso em 24/03/2022.)
O “Brasil com B maiúsculo”, no Texto VI, é definido como “pedaço de chão calçado com o calor de nossos corpos, lar, memória e consciência de um lugar com o qual se tem uma ligação especial, única, totalmente sagrada.” (ℓ. 13 a 16). Essa concepção de Brasil está presente na mensagem dos seguintes textos presentes nesta prova, EXCETO na(o)Resolução comentada
Análise das alternativas
Considere que M e N são os pontos de interseção dessa circunferência com o eixo das ordenadas.
A área do triângulo cujos vértices são os pontos MNC, em unidade de área, é igual aResolução comentada
Análise das alternativas
A expressão (log aₙ − log a₁)/log q + 1 corresponde, necessariamente, aResolução comentada
Análise das alternativas
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Vista frontal da situação
A área total do dado, em cm², é igual a
O termo geral dessa P.G. éResolução comentada
Análise das alternativas
O quociente do número z de menor argumento principal pelo número z de maior argumento principal, nessa ordem, valeResolução comentada
Análise das alternativas
, nas quais o elemento da 2ª linha e 2ª coluna é o módulo de a, com a ∈ IR, considere as proposições abaixo.
Analise e classifique corretamente cada uma quanto a ser (V) VERDADEIRA ou (F) FALSA.
( ) As matrizes A e B comutam.
( ) A matriz A possui determinante igual a 0 somente se a = 1 ou a = −1
( ) Se A e B são invertíveis, então AᵗB⁻¹ = I, em que Aᵗ é a matriz transposta de A, B⁻¹ é a matriz inversa de B e I a matriz identidade.
Sobre as proposições, tem-se que
Analise e classifique corretamente cada uma quanto a ser (V) VERDADEIRA ou (F) FALSA.
( ) Se f(x) = ax, com a ∈ IR*, então f é uma função par.
( ) Se h(x) = −a⁻ˣ⁻¹, com a > 1, então h é uma função crescente para todo x ∈ IR
( ) Se o contradomínio de g é CD = [−b, +∞[ e g(x) = x² − b, com b ∈ IR, então g é, necessariamente, uma função injetora.
Sobre as proposições, tem-se queResolução comentada
Análise das alternativas
• todas as equipes jogam entre si em duas partidas;
• uma partida acontece no estádio determinado por um dos times, ou seja, esse é o mandante; e
• a outra partida, como visitante, acontece no estádio em que o adversário determina.
Um levantamento de 2003 até 2019 mostrou que o Santos é o melhor mandante da competição, com 67,6% de aproveitamento dos pontos; porém, por estádio, o clube de melhor desempenho é o Corinthians, que obteve 71,3% de aproveitamento em seu estádio.
Abaixo, encontra-se a tabela que relaciona o aproveitamento como mandante dos 20 primeiros times do ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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Fonte: <<futebolemnumeros.com.br>> (Adaptado. Acesso em 11/04/2022)
Com base nos dados da tabela, o desvio padrão mede, aproximadamente,
As raízes de f são números reais a, b e c com a < b < c
Sendo e o número de Eüler, analise cada proposição quanto a ser (V) VERDADEIRA ou (F) FALSA.
( ) log_(1/e) a = log_(1/e) (b − 1) = 0
( ) Se x ∈ ]c , +∞[, então logₑ x não está definido.
( ) Existe um único m ∈ ]−∞, b] tal que (1/e)^f(m) = 0
Sobre as proposições, tem-se queResolução comentada
Análise das alternativas
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Observe que, à medida em que a quantidade de aço, em quilograma, aumenta, o valor, em reais, por quilograma, que excede a faixa anterior fica mais barato.
Ou seja, um cliente que comprar 600 Kg de aço pagará o seguinte valor:
V = 200 · 12 + 300 · 11 + 100 · 10 = R$ 6700,00
A lei da função que associa o valor total de uma compra (V), em reais, com a quantidade comprada (Q) para compras acima de 1000 Kg é
Analise e classifique corretamente cada uma das proposições abaixo quanto a ser (V) VERDADEIRA ou (F) FALSA.
( ) α = β = 3π/4 satisfazem a equação.
( ) A igualdade é verdadeira se sen (α+β) = 1
( ) A igualdade é verdadeira somente se α = π/3 e β = π/6
Sobre as proposições, tem-se queResolução comentada
Análise das alternativas
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Considere que f é invertível e que ℓn corresponde ao logaritmo na base e
A função inversa de f, denotada por f⁻¹, é
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Seja uma circunferência de centro C, cujo diâmetro é o segmento de extremidades A (−1,10) e B (−7,2)
Seja a sequência (a₁ , a₂ , a₃ , … , aₙ) uma progressão geométrica (P.G.) crescente, com 0 < a₁ ≠ 1, de n termos e razão q.
Uma brincadeira consiste em jogar um dado entre dois cubos fixos. Em uma das jogadas, o dado parou na posição observada na figura abaixo.
As raízes da equação |2x − 3| + |x + 2| = 4 são o primeiro e segundo termos de uma progressão geométrica (P.G.) decrescente.
Considere z os números complexos da forma x + yi, com x, y ∈ IR e i a unidade imaginária, que possuem módulo igual a 2√5 e encontram-se sobre a reta de equação 2x − y = 0
Dadas as matrizes
Considere as funções reais f, g e h em cada proposição abaixo.
Desde 2003, o campeonato brasileiro de futebol passou a ser disputado no formato de pontos corridos em que:
Seja a função real f definida por f(x) = x³ + 3x² − 4x − 12
Uma determinada loja pratica seus preços em reais (R$), para a venda do quilograma (Kg) de aço de acordo com a seguinte tabela:
Os ângulos α e β satisfazem a equação (cos α − cos β)² + (sen α + sen β)² = 2 , com α, β e (α + β) ∈ [0 , 2π]
O gráfico abaixo representa a função real f(x) = a + b·e⁻ˣ, em que a e b ∈ IR, e é o número de Eüler e a reta tracejada é a assíntota ao gráfico de f.