← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Curitiba · Aluno — 1º ano do Ensino Médio 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito Gabarito disponível Só o trecho 'apareceu um cortejo fúnebre' está todo em sentido denotativo. Em 'Nisso apareceu um cortejo fúnebre', todas as palavras têm sentido literal. A: 'é um amor' é figurado. B: 'País da Fartura' é figurado. C: 'com o pé na tábua' é expressão figurada, em que pé na tábua = em alta velocidade. E: 'pacotes condenados' tem 'condenados' em sentido figurado. Referência: Denotação e conotação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Procediam a uma investigação' tem objeto indireto, não direto. 'Proceder a' é transitivo indireto, então 'a uma investigação cabal' é objeto indireto. Não há objeto direto nesse trecho. A: a oração 'que N. S. desceu...' é objeto direto de 'dizer'. B: 'um carrinho paulista' é OD de 'comprou'. C: 'meus feijões e meu arroz' é OD de 'transformar'. D: 'os dois garotos' é OD de 'pegou'. Referência: Termos integrantes – objeto direto e indireto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Radiografia' usado em sentido figurado: vistoria minuciosa. Na fala 'Eles fazem até radiografia da gente', Dona Araci usa a palavra por comparação, para dizer que os guardas faziam uma vistoria muito minuciosa nas pessoas. B, C, D e E não têm apoio no texto: radiografia não é método de treinamento, nome de examinador, destino nem a lotação. Referência: Interpretação de texto; sentido figurado. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A maioria só usou o cortejo para escapar da vistoria na barreira. Os motoristas entraram no cortejo para passar pela barreira sem a vistoria. Ao chegar o cemitério, abandonaram o carro mortuário e voltaram ao Rio com os produtos. Logo, aproveitaram o cortejo para se livrar da fiscalização. A está errada: o cortejo não foi interrompido na barreira. B está errada: não eram amigos do defunto. D está errada: não se trata de sinalização. E está errada: o texto não fala de costume. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Primeira oração coordenada assindética; segunda sindética aditiva. 'A fila... era longa' não é introduzida por conjunção, então é coordenada assindética. 'e os guardas procediam...' é introduzida por 'e', então é coordenada sindética aditiva. As demais alternativas classificam as orações como subordinadas substantivas ou coordenada alternativa, o que não ocorre. Não há verbo de ligação em sujeito oracional nem conjunção 'ou'. Referência: Período composto por coordenação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível 'ao farejar' é adverbial temporal reduzida de infinitivo. 'ao farejar entorpecentes...' equivale a 'quando fareja(va) entorpecentes'. Isso é oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo, característica da estrutura 'ao + infinitivo'. A tem 'ir de lotação', objetiva indireta reduzida de infinitivo. B não traz oração temporal. C tem 'transformar', parte de uma locução verbal. E tem 'apurar', objetiva indireta reduzida de infinitivo, em que 'a apurar' completa 'chegou'. Referência: Orações subordinadas adverbiais reduzidas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível A preposição 'de' em 'manual de instrução' especifica o tipo de manual. 'De instrução' delimita ou especifica a que tipo de manual se refere, ou seja, é o manual que contém instruções. A relação é de especificação. Não há causa, pois a instrução não causa o manual. Não há posse, pois a instrução não possui o manual. Não indica modo nem lugar. Referência: Preposição – relações semânticas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Como antigamente' é conjunção comparativa. 'Como' estabelece comparação com o modo de antigamente, equivalendo a 'tal qual era antigamente'. Por isso é conjunção subordinativa comparativa. Causal seria 'porque'. Condicional seria 'se' ou 'caso'. Conformativa exigiria 'conforme' ou 'segundo' com ideia de conformidade com algo dito. Consecutiva seria 'tão... que'. Referência: Conjunções subordinativas adverbiais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Conto: narrativa curta, com conflito, tempo e espaço condensados. O conto é uma narrativa breve, com poucos personagens, conflito único e tempo e espaço reduzidos. Pode seguir vertentes variadas, como a fantástica ou a psicológica. A está errada ao chamar o conto de narrativa longa. C está errada: tem poucos personagens e não se restringe ao realismo. D descreve a notícia ou reportagem. E descreve o poema, pois fala em versos e rimas. Referência: Gêneros narrativos – o conto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Entra na cozinha': verbo intransitivo. 'Entrar' tem sentido completo e 'na cozinha' é adjunto adverbial de lugar. Por isso o verbo é intransitivo. A, B e C supõem complementos verbais que não existem. D está errada porque 'entra' não liga sujeito a predicativo. Referência: Transitividade verbal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O medo se desenvolve com experiências e pode ser tratado por profissionais. O texto afirma que o ser humano não nasce com medos e que eles surgem de experiências pessoais ou de relatos alheios. Diz também que podem ser tratados com ajuda profissional qualificada. Isso corresponde à alternativa B. A contradiz o texto (não se nasce com medos) e exige medicação, o que o texto não diz. C erra ao dizer que o medo exagerado não deve ser investigado. D inventa uma tendência de queda na procura por ajuda. E contradiz o final do texto, que afirma que os medos podem se disseminar para outras áreas. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Os dois textos tratam do mesmo assunto: o medo. O texto IV trata do medo de avião e o texto V explica o medo e o prazer em filmes de terror. Ambos informam sobre o medo, o que torna A correta. B está errada: nenhum dos textos é instrucional. C está errada: ambos são textos informativos e jornalísticos, ligados à realidade. D está errada: o fato de estarem em prosa não implica coloquialidade nem diálogos. E está errada: predomina a exposição/informação, não a descrição. Referência: Interpretação e comparação de textos; gêneros textuais. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Oração reduzida de gerúndio com valor adverbial: 'Usando a totalidade...'. 'Usando a totalidade do seu poder cerebral' equivale a 'Se você usasse...' ou 'Quando usasse...'. É oração adverbial (condicional) reduzida de gerúndio, e o verbo 'usando' está no gerúndio. A tem locução verbal no gerúndio, sem oração reduzida. B tem 'usando apenas a força da mente', reduzida de gerúndio com valor de modo/meio, mas a banca marca E, que traz a adverbial reduzida clara e iniciando o período. C contém uma oração desenvolvida. D tem 'como ficar milionário', oração reduzida de infinitivo substantiva. Referência: Orações subordinadas adverbiais reduzidas. Resolução comentada do VaiConcursos.CMC — Processo Seletivo 2023/2024 — Exame Intelectual — 1º ano do Ensino Médio — Matemática e Língua Portuguesa
Leia o texto I e responda às questões 21 a 28.
TEXTO I
CASO DE ARROZ
E assim aquela eficiente dona-de-casa do Leblon resolveu o problema do arroz, do feijão, da carne e de outras preciosidades da nossa era: mudando de mercearia.
- Não! - exclamou a amiga. Não vá me dizer que Nossa Senhora Aparecida desceu por aqui e montou um supermercado. Milagre não vale!
Pois não era milagre, quem falou nisso? Era apenas a Federação, que divide (e reúne) o Brasil em nações autônomas, com seus recursos econômicos e seu comércio próprios. Os novos fornecedores de Dona Araci ficam ali no estado do Rio. Não é precisamente no bairro em que ela mora, mas o casal comprou um carrinho paulista, e o marido de Dona Araci é um amor: concordou em ir de lotação para o escritório. Ela pegou os dois garotos, botou-os no carro e tocou para o País da Fartura, Caxias chamado:
- Vocês dão um passeio e me ajudam a carregar os sacos.
O merceeiro de Caxias vendeu à Dona Araci umas duas arrobas de magnificente arroz, mas ponderou-lhe, com o saber de experiências feito:
- Madame não passa na barreira com esse sortimento. O máximo permitido são cinco quilos.
- Não seja por isso. Trouxe fronhas em quantidade, e vou transformar meus feijões e meu arroz em travesseiros para os meninos repousarem a cabeça - retrucou-lhe a precavida senhora. Assim foi feito, e, de novo com o pé na tábua, a família voltou muito feliz para o País do Está-em-Falta conhecido também por Guanabara. Junto à barreira, a fila de caminhões e automóveis era longa, e os guardas procediam a uma investigação cabal. A Alfândega de Nova Iorque não seria mais rigorosa ao farejar entorpecentes ou engenhos nucleares. Alguns veículos retrocediam, e de outros os motoristas retiravam pacotes condenados, que eram entregues à lei, na pessoa de seus agentes implacáveis.
- Qual, não atravesso esse muro de Berlim - suspirou Dona Araci, desanimada. Eles fazem até radiografia da gente.
Nisso apareceu um cortejo fúnebre, que os guardas deixaram passar sem formalidades, dando-lhe preferência, e Dona Araci não teve dúvida: incorporou-se a ele, recomendando aos garotos:
- Vocês aí: façam cara triste!
E lá se foi o enterro, enorme. Que defunto seria aquele, tão estimado, a julgar pelo número de acompanhantes, pelas fisionomias compungidas? Eis que aparece o cemitério, na curva da estrada, e de súbito o imenso acompanhamento deixa o carro mortuário quase sozinho, com um ou dois carros na retaguarda, e toca para o Rio. Os motoristas interpelam-se aos gritos:
- Quantos quilos você trouxe?
- E você?
- E você?
Dona Araci não chegou a apurar quem era o morto a que prestara aquela homenagem de emergência. Os outros também não sabiam. E daí, talvez o caixão não contivesse nenhum defunto, quem sabe?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Caso de Arroz. Disponível em: <https://www.academia.edu/23886978/Cr%C3%B4nicas_1_PARA_GOSTAR_DE_LER_1>. (Adaptado).
Os períodos abaixo foram retirados do texto I. Em qual das alternativas abaixo encontra-se o período em que todas as palavras apresentam-se no sentido denotativo?Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto I e responda às questões 21 a 28.
TEXTO I
CASO DE ARROZ
E assim aquela eficiente dona-de-casa do Leblon resolveu o problema do arroz, do feijão, da carne e de outras preciosidades da nossa era: mudando de mercearia.
- Não! - exclamou a amiga. Não vá me dizer que Nossa Senhora Aparecida desceu por aqui e montou um supermercado. Milagre não vale!
Pois não era milagre, quem falou nisso? Era apenas a Federação, que divide (e reúne) o Brasil em nações autônomas, com seus recursos econômicos e seu comércio próprios. Os novos fornecedores de Dona Araci ficam ali no estado do Rio. Não é precisamente no bairro em que ela mora, mas o casal comprou um carrinho paulista, e o marido de Dona Araci é um amor: concordou em ir de lotação para o escritório. Ela pegou os dois garotos, botou-os no carro e tocou para o País da Fartura, Caxias chamado:
- Vocês dão um passeio e me ajudam a carregar os sacos.
O merceeiro de Caxias vendeu à Dona Araci umas duas arrobas de magnificente arroz, mas ponderou-lhe, com o saber de experiências feito:
- Madame não passa na barreira com esse sortimento. O máximo permitido são cinco quilos.
- Não seja por isso. Trouxe fronhas em quantidade, e vou transformar meus feijões e meu arroz em travesseiros para os meninos repousarem a cabeça - retrucou-lhe a precavida senhora. Assim foi feito, e, de novo com o pé na tábua, a família voltou muito feliz para o País do Está-em-Falta conhecido também por Guanabara. Junto à barreira, a fila de caminhões e automóveis era longa, e os guardas procediam a uma investigação cabal. A Alfândega de Nova Iorque não seria mais rigorosa ao farejar entorpecentes ou engenhos nucleares. Alguns veículos retrocediam, e de outros os motoristas retiravam pacotes condenados, que eram entregues à lei, na pessoa de seus agentes implacáveis.
- Qual, não atravesso esse muro de Berlim - suspirou Dona Araci, desanimada. Eles fazem até radiografia da gente.
Nisso apareceu um cortejo fúnebre, que os guardas deixaram passar sem formalidades, dando-lhe preferência, e Dona Araci não teve dúvida: incorporou-se a ele, recomendando aos garotos:
- Vocês aí: façam cara triste!
E lá se foi o enterro, enorme. Que defunto seria aquele, tão estimado, a julgar pelo número de acompanhantes, pelas fisionomias compungidas? Eis que aparece o cemitério, na curva da estrada, e de súbito o imenso acompanhamento deixa o carro mortuário quase sozinho, com um ou dois carros na retaguarda, e toca para o Rio. Os motoristas interpelam-se aos gritos:
- Quantos quilos você trouxe?
- E você?
- E você?
Dona Araci não chegou a apurar quem era o morto a que prestara aquela homenagem de emergência. Os outros também não sabiam. E daí, talvez o caixão não contivesse nenhum defunto, quem sabe?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Caso de Arroz. Disponível em: <https://www.academia.edu/23886978/Cr%C3%B4nicas_1_PARA_GOSTAR_DE_LER_1>. (Adaptado).
Os períodos abaixo foram retirados do texto I. Em qual deles não há a ocorrência de termos classificados sintaticamente como objeto direto?Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto I e responda às questões 21 a 28.
TEXTO I
CASO DE ARROZ
E assim aquela eficiente dona-de-casa do Leblon resolveu o problema do arroz, do feijão, da carne e de outras preciosidades da nossa era: mudando de mercearia.
- Não! - exclamou a amiga. Não vá me dizer que Nossa Senhora Aparecida desceu por aqui e montou um supermercado. Milagre não vale!
Pois não era milagre, quem falou nisso? Era apenas a Federação, que divide (e reúne) o Brasil em nações autônomas, com seus recursos econômicos e seu comércio próprios. Os novos fornecedores de Dona Araci ficam ali no estado do Rio. Não é precisamente no bairro em que ela mora, mas o casal comprou um carrinho paulista, e o marido de Dona Araci é um amor: concordou em ir de lotação para o escritório. Ela pegou os dois garotos, botou-os no carro e tocou para o País da Fartura, Caxias chamado:
- Vocês dão um passeio e me ajudam a carregar os sacos.
O merceeiro de Caxias vendeu à Dona Araci umas duas arrobas de magnificente arroz, mas ponderou-lhe, com o saber de experiências feito:
- Madame não passa na barreira com esse sortimento. O máximo permitido são cinco quilos.
- Não seja por isso. Trouxe fronhas em quantidade, e vou transformar meus feijões e meu arroz em travesseiros para os meninos repousarem a cabeça - retrucou-lhe a precavida senhora. Assim foi feito, e, de novo com o pé na tábua, a família voltou muito feliz para o País do Está-em-Falta conhecido também por Guanabara. Junto à barreira, a fila de caminhões e automóveis era longa, e os guardas procediam a uma investigação cabal. A Alfândega de Nova Iorque não seria mais rigorosa ao farejar entorpecentes ou engenhos nucleares. Alguns veículos retrocediam, e de outros os motoristas retiravam pacotes condenados, que eram entregues à lei, na pessoa de seus agentes implacáveis.
- Qual, não atravesso esse muro de Berlim - suspirou Dona Araci, desanimada. Eles fazem até radiografia da gente.
Nisso apareceu um cortejo fúnebre, que os guardas deixaram passar sem formalidades, dando-lhe preferência, e Dona Araci não teve dúvida: incorporou-se a ele, recomendando aos garotos:
- Vocês aí: façam cara triste!
E lá se foi o enterro, enorme. Que defunto seria aquele, tão estimado, a julgar pelo número de acompanhantes, pelas fisionomias compungidas? Eis que aparece o cemitério, na curva da estrada, e de súbito o imenso acompanhamento deixa o carro mortuário quase sozinho, com um ou dois carros na retaguarda, e toca para o Rio. Os motoristas interpelam-se aos gritos:
- Quantos quilos você trouxe?
- E você?
- E você?
Dona Araci não chegou a apurar quem era o morto a que prestara aquela homenagem de emergência. Os outros também não sabiam. E daí, talvez o caixão não contivesse nenhum defunto, quem sabe?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Caso de Arroz. Disponível em: <https://www.academia.edu/23886978/Cr%C3%B4nicas_1_PARA_GOSTAR_DE_LER_1>. (Adaptado).
Conforme o texto I, depreende-se que radiografia:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto I e responda às questões 21 a 28.
TEXTO I
CASO DE ARROZ
E assim aquela eficiente dona-de-casa do Leblon resolveu o problema do arroz, do feijão, da carne e de outras preciosidades da nossa era: mudando de mercearia.
- Não! - exclamou a amiga. Não vá me dizer que Nossa Senhora Aparecida desceu por aqui e montou um supermercado. Milagre não vale!
Pois não era milagre, quem falou nisso? Era apenas a Federação, que divide (e reúne) o Brasil em nações autônomas, com seus recursos econômicos e seu comércio próprios. Os novos fornecedores de Dona Araci ficam ali no estado do Rio. Não é precisamente no bairro em que ela mora, mas o casal comprou um carrinho paulista, e o marido de Dona Araci é um amor: concordou em ir de lotação para o escritório. Ela pegou os dois garotos, botou-os no carro e tocou para o País da Fartura, Caxias chamado:
- Vocês dão um passeio e me ajudam a carregar os sacos.
O merceeiro de Caxias vendeu à Dona Araci umas duas arrobas de magnificente arroz, mas ponderou-lhe, com o saber de experiências feito:
- Madame não passa na barreira com esse sortimento. O máximo permitido são cinco quilos.
- Não seja por isso. Trouxe fronhas em quantidade, e vou transformar meus feijões e meu arroz em travesseiros para os meninos repousarem a cabeça - retrucou-lhe a precavida senhora. Assim foi feito, e, de novo com o pé na tábua, a família voltou muito feliz para o País do Está-em-Falta conhecido também por Guanabara. Junto à barreira, a fila de caminhões e automóveis era longa, e os guardas procediam a uma investigação cabal. A Alfândega de Nova Iorque não seria mais rigorosa ao farejar entorpecentes ou engenhos nucleares. Alguns veículos retrocediam, e de outros os motoristas retiravam pacotes condenados, que eram entregues à lei, na pessoa de seus agentes implacáveis.
- Qual, não atravesso esse muro de Berlim - suspirou Dona Araci, desanimada. Eles fazem até radiografia da gente.
Nisso apareceu um cortejo fúnebre, que os guardas deixaram passar sem formalidades, dando-lhe preferência, e Dona Araci não teve dúvida: incorporou-se a ele, recomendando aos garotos:
- Vocês aí: façam cara triste!
E lá se foi o enterro, enorme. Que defunto seria aquele, tão estimado, a julgar pelo número de acompanhantes, pelas fisionomias compungidas? Eis que aparece o cemitério, na curva da estrada, e de súbito o imenso acompanhamento deixa o carro mortuário quase sozinho, com um ou dois carros na retaguarda, e toca para o Rio. Os motoristas interpelam-se aos gritos:
- Quantos quilos você trouxe?
- E você?
- E você?
Dona Araci não chegou a apurar quem era o morto a que prestara aquela homenagem de emergência. Os outros também não sabiam. E daí, talvez o caixão não contivesse nenhum defunto, quem sabe?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Caso de Arroz. Disponível em: <https://www.academia.edu/23886978/Cr%C3%B4nicas_1_PARA_GOSTAR_DE_LER_1>. (Adaptado).
No período “Eis que aparece o cemitério, na curva da estrada, e de súbito o imenso acompanhamento deixa o carro mortuário quase sozinho, com um ou dois carros na retaguarda, e toca para o Rio”, do texto I, é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto I e responda às questões 21 a 28.
TEXTO I
CASO DE ARROZ
E assim aquela eficiente dona-de-casa do Leblon resolveu o problema do arroz, do feijão, da carne e de outras preciosidades da nossa era: mudando de mercearia.
- Não! - exclamou a amiga. Não vá me dizer que Nossa Senhora Aparecida desceu por aqui e montou um supermercado. Milagre não vale!
Pois não era milagre, quem falou nisso? Era apenas a Federação, que divide (e reúne) o Brasil em nações autônomas, com seus recursos econômicos e seu comércio próprios. Os novos fornecedores de Dona Araci ficam ali no estado do Rio. Não é precisamente no bairro em que ela mora, mas o casal comprou um carrinho paulista, e o marido de Dona Araci é um amor: concordou em ir de lotação para o escritório. Ela pegou os dois garotos, botou-os no carro e tocou para o País da Fartura, Caxias chamado:
- Vocês dão um passeio e me ajudam a carregar os sacos.
O merceeiro de Caxias vendeu à Dona Araci umas duas arrobas de magnificente arroz, mas ponderou-lhe, com o saber de experiências feito:
- Madame não passa na barreira com esse sortimento. O máximo permitido são cinco quilos.
- Não seja por isso. Trouxe fronhas em quantidade, e vou transformar meus feijões e meu arroz em travesseiros para os meninos repousarem a cabeça - retrucou-lhe a precavida senhora. Assim foi feito, e, de novo com o pé na tábua, a família voltou muito feliz para o País do Está-em-Falta conhecido também por Guanabara. Junto à barreira, a fila de caminhões e automóveis era longa, e os guardas procediam a uma investigação cabal. A Alfândega de Nova Iorque não seria mais rigorosa ao farejar entorpecentes ou engenhos nucleares. Alguns veículos retrocediam, e de outros os motoristas retiravam pacotes condenados, que eram entregues à lei, na pessoa de seus agentes implacáveis.
- Qual, não atravesso esse muro de Berlim - suspirou Dona Araci, desanimada. Eles fazem até radiografia da gente.
Nisso apareceu um cortejo fúnebre, que os guardas deixaram passar sem formalidades, dando-lhe preferência, e Dona Araci não teve dúvida: incorporou-se a ele, recomendando aos garotos:
- Vocês aí: façam cara triste!
E lá se foi o enterro, enorme. Que defunto seria aquele, tão estimado, a julgar pelo número de acompanhantes, pelas fisionomias compungidas? Eis que aparece o cemitério, na curva da estrada, e de súbito o imenso acompanhamento deixa o carro mortuário quase sozinho, com um ou dois carros na retaguarda, e toca para o Rio. Os motoristas interpelam-se aos gritos:
- Quantos quilos você trouxe?
- E você?
- E você?
Dona Araci não chegou a apurar quem era o morto a que prestara aquela homenagem de emergência. Os outros também não sabiam. E daí, talvez o caixão não contivesse nenhum defunto, quem sabe?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Caso de Arroz. Disponível em: <https://www.academia.edu/23886978/Cr%C3%B4nicas_1_PARA_GOSTAR_DE_LER_1>. (Adaptado).
“Nisso apareceu um cortejo fúnebre, que os guardas deixaram passar sem formalidades, dando-lhe preferência, (...).”
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A oração e o vocábulo sublinhados podem ser, respectivamente, classificados sintaticamente como:
Leia o texto I e responda às questões 21 a 28.
TEXTO I
CASO DE ARROZ
E assim aquela eficiente dona-de-casa do Leblon resolveu o problema do arroz, do feijão, da carne e de outras preciosidades da nossa era: mudando de mercearia.
- Não! - exclamou a amiga. Não vá me dizer que Nossa Senhora Aparecida desceu por aqui e montou um supermercado. Milagre não vale!
Pois não era milagre, quem falou nisso? Era apenas a Federação, que divide (e reúne) o Brasil em nações autônomas, com seus recursos econômicos e seu comércio próprios. Os novos fornecedores de Dona Araci ficam ali no estado do Rio. Não é precisamente no bairro em que ela mora, mas o casal comprou um carrinho paulista, e o marido de Dona Araci é um amor: concordou em ir de lotação para o escritório. Ela pegou os dois garotos, botou-os no carro e tocou para o País da Fartura, Caxias chamado:
- Vocês dão um passeio e me ajudam a carregar os sacos.
O merceeiro de Caxias vendeu à Dona Araci umas duas arrobas de magnificente arroz, mas ponderou-lhe, com o saber de experiências feito:
- Madame não passa na barreira com esse sortimento. O máximo permitido são cinco quilos.
- Não seja por isso. Trouxe fronhas em quantidade, e vou transformar meus feijões e meu arroz em travesseiros para os meninos repousarem a cabeça - retrucou-lhe a precavida senhora. Assim foi feito, e, de novo com o pé na tábua, a família voltou muito feliz para o País do Está-em-Falta conhecido também por Guanabara. Junto à barreira, a fila de caminhões e automóveis era longa, e os guardas procediam a uma investigação cabal. A Alfândega de Nova Iorque não seria mais rigorosa ao farejar entorpecentes ou engenhos nucleares. Alguns veículos retrocediam, e de outros os motoristas retiravam pacotes condenados, que eram entregues à lei, na pessoa de seus agentes implacáveis.
- Qual, não atravesso esse muro de Berlim - suspirou Dona Araci, desanimada. Eles fazem até radiografia da gente.
Nisso apareceu um cortejo fúnebre, que os guardas deixaram passar sem formalidades, dando-lhe preferência, e Dona Araci não teve dúvida: incorporou-se a ele, recomendando aos garotos:
- Vocês aí: façam cara triste!
E lá se foi o enterro, enorme. Que defunto seria aquele, tão estimado, a julgar pelo número de acompanhantes, pelas fisionomias compungidas? Eis que aparece o cemitério, na curva da estrada, e de súbito o imenso acompanhamento deixa o carro mortuário quase sozinho, com um ou dois carros na retaguarda, e toca para o Rio. Os motoristas interpelam-se aos gritos:
- Quantos quilos você trouxe?
- E você?
- E você?
Dona Araci não chegou a apurar quem era o morto a que prestara aquela homenagem de emergência. Os outros também não sabiam. E daí, talvez o caixão não contivesse nenhum defunto, quem sabe?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Caso de Arroz. Disponível em: <https://www.academia.edu/23886978/Cr%C3%B4nicas_1_PARA_GOSTAR_DE_LER_1>. (Adaptado).
Observe o seguinte excerto: “Junto à barreira, a fila de caminhões e automóveis era longa, e os guardas procediam a uma investigação cabal.” As orações desse período são classificadas como:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto I e responda às questões 21 a 28.
TEXTO I
CASO DE ARROZ
E assim aquela eficiente dona-de-casa do Leblon resolveu o problema do arroz, do feijão, da carne e de outras preciosidades da nossa era: mudando de mercearia.
- Não! - exclamou a amiga. Não vá me dizer que Nossa Senhora Aparecida desceu por aqui e montou um supermercado. Milagre não vale!
Pois não era milagre, quem falou nisso? Era apenas a Federação, que divide (e reúne) o Brasil em nações autônomas, com seus recursos econômicos e seu comércio próprios. Os novos fornecedores de Dona Araci ficam ali no estado do Rio. Não é precisamente no bairro em que ela mora, mas o casal comprou um carrinho paulista, e o marido de Dona Araci é um amor: concordou em ir de lotação para o escritório. Ela pegou os dois garotos, botou-os no carro e tocou para o País da Fartura, Caxias chamado:
- Vocês dão um passeio e me ajudam a carregar os sacos.
O merceeiro de Caxias vendeu à Dona Araci umas duas arrobas de magnificente arroz, mas ponderou-lhe, com o saber de experiências feito:
- Madame não passa na barreira com esse sortimento. O máximo permitido são cinco quilos.
- Não seja por isso. Trouxe fronhas em quantidade, e vou transformar meus feijões e meu arroz em travesseiros para os meninos repousarem a cabeça - retrucou-lhe a precavida senhora. Assim foi feito, e, de novo com o pé na tábua, a família voltou muito feliz para o País do Está-em-Falta conhecido também por Guanabara. Junto à barreira, a fila de caminhões e automóveis era longa, e os guardas procediam a uma investigação cabal. A Alfândega de Nova Iorque não seria mais rigorosa ao farejar entorpecentes ou engenhos nucleares. Alguns veículos retrocediam, e de outros os motoristas retiravam pacotes condenados, que eram entregues à lei, na pessoa de seus agentes implacáveis.
- Qual, não atravesso esse muro de Berlim - suspirou Dona Araci, desanimada. Eles fazem até radiografia da gente.
Nisso apareceu um cortejo fúnebre, que os guardas deixaram passar sem formalidades, dando-lhe preferência, e Dona Araci não teve dúvida: incorporou-se a ele, recomendando aos garotos:
- Vocês aí: façam cara triste!
E lá se foi o enterro, enorme. Que defunto seria aquele, tão estimado, a julgar pelo número de acompanhantes, pelas fisionomias compungidas? Eis que aparece o cemitério, na curva da estrada, e de súbito o imenso acompanhamento deixa o carro mortuário quase sozinho, com um ou dois carros na retaguarda, e toca para o Rio. Os motoristas interpelam-se aos gritos:
- Quantos quilos você trouxe?
- E você?
- E você?
Dona Araci não chegou a apurar quem era o morto a que prestara aquela homenagem de emergência. Os outros também não sabiam. E daí, talvez o caixão não contivesse nenhum defunto, quem sabe?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Caso de Arroz. Disponível em: <https://www.academia.edu/23886978/Cr%C3%B4nicas_1_PARA_GOSTAR_DE_LER_1>. (Adaptado).
No trecho “Dona Araci não chegou a apurar quem era o morto a que prestara aquela homenagem de emergência.”, as orações sublinhadas são classificadas, respectivamente, como:
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Leia o texto I e responda às questões 21 a 28.
TEXTO I
CASO DE ARROZ
E assim aquela eficiente dona-de-casa do Leblon resolveu o problema do arroz, do feijão, da carne e de outras preciosidades da nossa era: mudando de mercearia.
- Não! - exclamou a amiga. Não vá me dizer que Nossa Senhora Aparecida desceu por aqui e montou um supermercado. Milagre não vale!
Pois não era milagre, quem falou nisso? Era apenas a Federação, que divide (e reúne) o Brasil em nações autônomas, com seus recursos econômicos e seu comércio próprios. Os novos fornecedores de Dona Araci ficam ali no estado do Rio. Não é precisamente no bairro em que ela mora, mas o casal comprou um carrinho paulista, e o marido de Dona Araci é um amor: concordou em ir de lotação para o escritório. Ela pegou os dois garotos, botou-os no carro e tocou para o País da Fartura, Caxias chamado:
- Vocês dão um passeio e me ajudam a carregar os sacos.
O merceeiro de Caxias vendeu à Dona Araci umas duas arrobas de magnificente arroz, mas ponderou-lhe, com o saber de experiências feito:
- Madame não passa na barreira com esse sortimento. O máximo permitido são cinco quilos.
- Não seja por isso. Trouxe fronhas em quantidade, e vou transformar meus feijões e meu arroz em travesseiros para os meninos repousarem a cabeça - retrucou-lhe a precavida senhora. Assim foi feito, e, de novo com o pé na tábua, a família voltou muito feliz para o País do Está-em-Falta conhecido também por Guanabara. Junto à barreira, a fila de caminhões e automóveis era longa, e os guardas procediam a uma investigação cabal. A Alfândega de Nova Iorque não seria mais rigorosa ao farejar entorpecentes ou engenhos nucleares. Alguns veículos retrocediam, e de outros os motoristas retiravam pacotes condenados, que eram entregues à lei, na pessoa de seus agentes implacáveis.
- Qual, não atravesso esse muro de Berlim - suspirou Dona Araci, desanimada. Eles fazem até radiografia da gente.
Nisso apareceu um cortejo fúnebre, que os guardas deixaram passar sem formalidades, dando-lhe preferência, e Dona Araci não teve dúvida: incorporou-se a ele, recomendando aos garotos:
- Vocês aí: façam cara triste!
E lá se foi o enterro, enorme. Que defunto seria aquele, tão estimado, a julgar pelo número de acompanhantes, pelas fisionomias compungidas? Eis que aparece o cemitério, na curva da estrada, e de súbito o imenso acompanhamento deixa o carro mortuário quase sozinho, com um ou dois carros na retaguarda, e toca para o Rio. Os motoristas interpelam-se aos gritos:
- Quantos quilos você trouxe?
- E você?
- E você?
Dona Araci não chegou a apurar quem era o morto a que prestara aquela homenagem de emergência. Os outros também não sabiam. E daí, talvez o caixão não contivesse nenhum defunto, quem sabe?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Caso de Arroz. Disponível em: <https://www.academia.edu/23886978/Cr%C3%B4nicas_1_PARA_GOSTAR_DE_LER_1>. (Adaptado).
Nos trechos abaixo, em qual alternativa encontramos uma oração subordinada temporal reduzida de infinitivo?Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto II e responda às questões 29 a 32.
TEXTO II
A BOLA
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5, sem tento, oficial, de couro.
Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
- Como é que liga? - perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
- Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
- Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
- Você pensou que fosse o quê?
- Nada, não.
O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.
O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/texto/a-bola/index.html>. Acesso em: 18 out. 2023. (Adaptado).
Observe o excerto do texto II: “(...) times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola (...)".
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Pode-se classificar sintaticamente os termos sublinhados como:
Leia o texto II e responda às questões 29 a 32.
TEXTO II
A BOLA
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5, sem tento, oficial, de couro.
Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
- Como é que liga? - perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
- Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
- Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
- Você pensou que fosse o quê?
- Nada, não.
O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.
O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/texto/a-bola/index.html>. Acesso em: 18 out. 2023. (Adaptado).
Observe o excerto retirado do texto II: “Lembrando o prazer que sentira (...).”
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Qual a classificação morfológica e a função sintática do termo sublinhado na segunda oração do período?
Leia o texto II e responda às questões 29 a 32.
TEXTO II
A BOLA
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5, sem tento, oficial, de couro.
Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
- Como é que liga? - perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
- Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
- Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
- Você pensou que fosse o quê?
- Nada, não.
O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.
O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/texto/a-bola/index.html>. Acesso em: 18 out. 2023. (Adaptado).
Observe o excerto extraído do texto II: “Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia”. A preposição destacada expressa uma relação de:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto II e responda às questões 29 a 32.
TEXTO II
A BOLA
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5, sem tento, oficial, de couro.
Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
- Como é que liga? - perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
- Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
- Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
- Você pensou que fosse o quê?
- Nada, não.
O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.
O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.
O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/caderno_virtual/texto/a-bola/index.html>. Acesso em: 18 out. 2023. (Adaptado).
Observe o excerto extraído do texto II: “Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente”. Pode-se classificar a conjunção destacada como subordinativa:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto III e responda às questões 33 e 34.
TEXTO III
ANGÉLICA
Ela é moça (...), jeito simples.
- É aqui que estão precisando de uma empregada?
- É sim. Mas você...
- Quero o emprego, sim, senhora.
Marina fica desconfiada.
- Você é cozinheira?
- De forno e fogão. O trivial e o requintado. Salgados, doces, especialidades. É só pedir.
- Dorme no emprego?
- Se a senhora quiser.
Marina hesita. A moça abre a bolsa simples e tira uns papéis. Oferece para Marina.
- Minhas referências.
- Ora, não precisa – diz Marina, pegando as referências e examinando-as atentamente. São ótimas.
- São ótimas.
- Sim, senhora.
- Quando é que você quer começar?
- Não é melhor acertar o salário, primeiro?
- É verdade – diz Marina, desanimando. Pensando: na certa vai pedir uma fortuna.
- Quanto é que você quer ganhar?
- Duzentos cruzeiros.
- Por dia?!
- Por mês.
- Por mês?! Mas é muito pouco.
- Se a senhora não aceitar...
- Aceito. Aceito! Como é o seu nome?
- Angélica – responde a moça, angelicamente.
▪
Quando Manoel chega a casa, dá com Angélica ao lado da porta.
- O seu casaco?
Ela ajuda Manoel a tirar o casaco. Manoel se deixa ajudar, apalermado.
- O senhor costuma tomar alguma coisa antes do jantar? Um uísque?
- Um uísque está perfeito.
- Quer tirar os sapatos e trocar por chinelos?
- Ahn... Quero.
- E o seu cachimbo. Agora ou depois do jantar?
Manoel está de boca aberta. Leva alguns minutos para se recuperar e responder:
- Depois, depois.
- Vai tomar banho agora ou antes de dormir?
Manoel faz um gesto instintivo, como que para proteger sua nudez.
- Por quê?
- Conforme for, eu já preparo o seu banho.
- Tomo banho antes de dormir, obrigado. Escute. Você é...
- Sua nova empregada. Angélica.
▪
- Ela caiu do céu! – sussurra Marina, na mesa do jantar.
- Que jantar. Que jantar! – exclama Manoel, entusiasmado.
– Quanto é que nós estamos pagando por esse anjo?
- Você não vai acreditar. Duzentos.
- Por dia?!
- Por mês!
Angélica entra na cozinha, trazendo a sobremesa.
- Mmmm – faz Manoel, olhando a sobremesa.
- Mmmmmmmm – faz Marina.
▪
- Já sei – diz Marina, mais tarde, na sala. Ela é ladra.
- Com essa cara? Não pode ser.
- A verdade é que as referências são ótimas.
- Do jeito que ela cozinha, pode roubar-nos à vontade. Só sai daqui por cima do meu cadáver. E vai ser um cadáver gordo. Manoel apalpa a própria barriga com satisfação.
▪
Os dois vão dar uma espiada no quarto de Angélica. Encontram a moça cerzindo meia.
- Olha, se você quiser sair, dar umas voltas, tudo bem.
- Não, senhora. Prefiro ficar em casa. Não sou muito de sair.
- Se quiser ver televisão conosco...
- Não, senhor. Não gosto de televisão. Obrigada.
- O que é que você gosta de fazer? Como passatempo?
- Bom, gosto de jogar damas...
Marina e Manoel se entreolham, enternecidos. Damas. Ela é mesmo um anjo.
▪
- Manoel e Angélica jogam damas enquanto Marina assiste à televisão. Angélica se oferece para trazer café, chá, quem sabe uns bolinhos, mas os dois não aceitam.
- Descanse, menina – diz Manoel. – Você agora faz parte da família. É a sua vez de jogar.
- O senhor não gosta de jogar a dinheiro, Seu Manoel?
- Damas a dinheiro? Nunca joguei.
- Fica muito mais divertido.
- E como é que se joga damas a dinheiro?
- Mil por partida, mais 500 por diferença de pedra, dinheiro na mesa, empate dobra a parada.
▪
Um mês depois. Marina e Manoel sussurram na mesa. Acabaram de comer outro jantar maravilhoso, mas não estão maravilhados. Marina pergunta:
- Quanto é que você já deve a ela?
- Dezesseis mil. Nunca vi ninguém jogar damas como ela. Não perde nunca!
- Shhhh...
Angélica entra na cozinha com uma sobremesa monumental. Mesmo contra a vontade, Manoel não pode deixar de salivar.
- Não esqueça o nosso joguinho de hoje à noite, Seu Manoel – diz Angélica, alegremente.
- Não esqueço não – diz Manoel. E, quando Angélica volta para a cozinha: - Hoje eu ganho. Hoje eu recupero tudo. Ela vai ver.
Mas Angélica ganha outra vez. E não aceita cheque.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Angélica. In: Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2023. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra69870/o-analista-de-bage>. Acesso em: 17 out. 2023. (Adaptado).
O texto III é um conto e, como tal, configura-se como uma narrativa literária. Assinale a alternativa que contém as principais características desse gênero textual:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto III e responda às questões 33 e 34.
TEXTO III
ANGÉLICA
Ela é moça (...), jeito simples.
- É aqui que estão precisando de uma empregada?
- É sim. Mas você...
- Quero o emprego, sim, senhora.
Marina fica desconfiada.
- Você é cozinheira?
- De forno e fogão. O trivial e o requintado. Salgados, doces, especialidades. É só pedir.
- Dorme no emprego?
- Se a senhora quiser.
Marina hesita. A moça abre a bolsa simples e tira uns papéis. Oferece para Marina.
- Minhas referências.
- Ora, não precisa – diz Marina, pegando as referências e examinando-as atentamente. São ótimas.
- São ótimas.
- Sim, senhora.
- Quando é que você quer começar?
- Não é melhor acertar o salário, primeiro?
- É verdade – diz Marina, desanimando. Pensando: na certa vai pedir uma fortuna.
- Quanto é que você quer ganhar?
- Duzentos cruzeiros.
- Por dia?!
- Por mês.
- Por mês?! Mas é muito pouco.
- Se a senhora não aceitar...
- Aceito. Aceito! Como é o seu nome?
- Angélica – responde a moça, angelicamente.
▪
Quando Manoel chega a casa, dá com Angélica ao lado da porta.
- O seu casaco?
Ela ajuda Manoel a tirar o casaco. Manoel se deixa ajudar, apalermado.
- O senhor costuma tomar alguma coisa antes do jantar? Um uísque?
- Um uísque está perfeito.
- Quer tirar os sapatos e trocar por chinelos?
- Ahn... Quero.
- E o seu cachimbo. Agora ou depois do jantar?
Manoel está de boca aberta. Leva alguns minutos para se recuperar e responder:
- Depois, depois.
- Vai tomar banho agora ou antes de dormir?
Manoel faz um gesto instintivo, como que para proteger sua nudez.
- Por quê?
- Conforme for, eu já preparo o seu banho.
- Tomo banho antes de dormir, obrigado. Escute. Você é...
- Sua nova empregada. Angélica.
▪
- Ela caiu do céu! – sussurra Marina, na mesa do jantar.
- Que jantar. Que jantar! – exclama Manoel, entusiasmado.
– Quanto é que nós estamos pagando por esse anjo?
- Você não vai acreditar. Duzentos.
- Por dia?!
- Por mês!
Angélica entra na cozinha, trazendo a sobremesa.
- Mmmm – faz Manoel, olhando a sobremesa.
- Mmmmmmmm – faz Marina.
▪
- Já sei – diz Marina, mais tarde, na sala. Ela é ladra.
- Com essa cara? Não pode ser.
- A verdade é que as referências são ótimas.
- Do jeito que ela cozinha, pode roubar-nos à vontade. Só sai daqui por cima do meu cadáver. E vai ser um cadáver gordo. Manoel apalpa a própria barriga com satisfação.
▪
Os dois vão dar uma espiada no quarto de Angélica. Encontram a moça cerzindo meia.
- Olha, se você quiser sair, dar umas voltas, tudo bem.
- Não, senhora. Prefiro ficar em casa. Não sou muito de sair.
- Se quiser ver televisão conosco...
- Não, senhor. Não gosto de televisão. Obrigada.
- O que é que você gosta de fazer? Como passatempo?
- Bom, gosto de jogar damas...
Marina e Manoel se entreolham, enternecidos. Damas. Ela é mesmo um anjo.
▪
- Manoel e Angélica jogam damas enquanto Marina assiste à televisão. Angélica se oferece para trazer café, chá, quem sabe uns bolinhos, mas os dois não aceitam.
- Descanse, menina – diz Manoel. – Você agora faz parte da família. É a sua vez de jogar.
- O senhor não gosta de jogar a dinheiro, Seu Manoel?
- Damas a dinheiro? Nunca joguei.
- Fica muito mais divertido.
- E como é que se joga damas a dinheiro?
- Mil por partida, mais 500 por diferença de pedra, dinheiro na mesa, empate dobra a parada.
▪
Um mês depois. Marina e Manoel sussurram na mesa. Acabaram de comer outro jantar maravilhoso, mas não estão maravilhados. Marina pergunta:
- Quanto é que você já deve a ela?
- Dezesseis mil. Nunca vi ninguém jogar damas como ela. Não perde nunca!
- Shhhh...
Angélica entra na cozinha com uma sobremesa monumental. Mesmo contra a vontade, Manoel não pode deixar de salivar.
- Não esqueça o nosso joguinho de hoje à noite, Seu Manoel – diz Angélica, alegremente.
- Não esqueço não – diz Manoel. E, quando Angélica volta para a cozinha: - Hoje eu ganho. Hoje eu recupero tudo. Ela vai ver.
Mas Angélica ganha outra vez. E não aceita cheque.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Angélica. In: Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2023. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra69870/o-analista-de-bage>. Acesso em: 17 out. 2023. (Adaptado).
Leia o excerto, extraído do texto III: “Angélica entra na cozinha com uma sobremesa monumental.” Classifica-se o verbo destacado na oração como:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto IV e responda às questões 35, 36 e 38.
TEXTO IV
SUPERANDO O MEDO DE AVIÃO
O ser humano não nasce com medos. Basta analisarmos o comportamento das crianças em sua exploração pelo mundo, enfiar o dedo em tomadas, puxar o rabo do cachorro, debruçar-se em janelas, etc. O medo natural que nos preserva não deve ser eliminado, ele faz parte e é sua motivação para avaliar melhor uma situação. Não ter temor de nada nos expõe a riscos desnecessários, que poderiam ameaçar nossa integridade. Porém, um medo excessivo, exagerado e descontrolado pode limitar muito a vida do ser humano.
Poucos sabem, contudo, que eles podem ser tratados. Algumas pessoas infelizmente acreditam que é sinal de fraqueza pedir ajuda profissional qualificada para vencer um medo ou qualquer outro estado emocional que limite a vida. É normal ir ao cabeleireiro, ao dentista, ao médico, até a oficina consertar o carro, mas poucos procuram esse tipo de ajuda profissional (psicólogo/psiquiatra). A verdade é que só os mais conscientes buscam a solução para suas questões internas.
O medo de avião, por exemplo, ou o “medo de voar”, ganhou maior expressão com os últimos acidentes no Brasil e no mundo. Esse receio proporciona um estado comportamental prejudicial para a vida social, pessoal, profissional e ainda traz uma série de constrangimentos para quem convive com esse problema.
[...]
Uma pesquisa recente revela que apenas 6% das pessoas sentem-se totalmente seguras dentro de um avião e que o “medo de voar” atinge mais de 40% dos brasileiros. Segundo estatísticas, esse medo atinge tantas pessoas que já se tornou uma fobia específica. Pode se manifestar em diferentes níveis, do mais ameno, dentre os que utilizam o transporte aéreo com receio e como última opção, ao mais extremo, naqueles que não o utilizam nunca por se sentirem desesperados só de imaginar a situação. No entanto, trata-se do transporte mais confiável, com ínfimo número de mortes: 0,002 por 100 milhões de passageiros em quilômetros percorridos. De acordo com estudos, um motoqueiro tem chance 700 vezes maior de morrer que um passageiro de avião.
[...]
É comum encontrar pessoas que nunca voaram e têm medo de avião. Histórias, notícias, relatos de acidentes aéreos amplamente divulgados pela mídia, contam a vida dos envolvidos. Isso gera em algumas pessoas que ouvem ou leem sobre tais eventos o início daquele filme em suas mentes. É da qualidade dessa representação que o medo, o pânico ou a fobia são gerados.
As representações internas também podem ser criadas a partir das experiências pessoais de incidentes durante uma viagem. Uma turbulência, mau tempo ou até mesmo um pouso de emergência podem provocar um medo muito exagerado, e até mesmo o desenvolvimento de fobias. Até experiências de pessoas próximas, como pais, parentes ou amigos, facilmente podem criar medos.
Há um caso de que posso comentar devidamente autorizada pelo paciente. O medo dele era tamanho que contagiou muitos de seus amigos de tanto falar sobre suas representações internas. Os colegas, que não tinham medo de avião, começaram a ficar mais nervosos em viagens.
Exemplos como esses, de experiências diretas ou indiretas, têm muitos elementos que são gatilhos que disparam os medos já existentes. Esses gatilhos quando disparados potencializam medos em seu contexto original ou esses medos são disseminados para outras áreas ou situações. Assim o medo de avião também pode estar associado a outros medos ou necessidades como a claustrofobia (medo de lugares fechados) e como a acrofobia (medo de altura) ou a necessidade de estar no controle de todas as coisas, por exemplo.
[...]
LEIROS, Roselake. Superando o medo de avião. Revista Ciência & Vida – Psique. Ed. Escala. N. 46. p. 53-54. Disponível em: <https://www.docplayer.com.br/4485763-Programacao-neurolinguistica.html>. Acesso em: 18 out. 2023. (Adaptado).
Leia o trecho a seguir, extraído do texto IV: “Poucos sabem, contudo, que eles podem ser tratados.”
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O termo sublinhado introduz uma oração:
Leia o texto IV e responda às questões 35, 36 e 38.
TEXTO IV
SUPERANDO O MEDO DE AVIÃO
O ser humano não nasce com medos. Basta analisarmos o comportamento das crianças em sua exploração pelo mundo, enfiar o dedo em tomadas, puxar o rabo do cachorro, debruçar-se em janelas, etc. O medo natural que nos preserva não deve ser eliminado, ele faz parte e é sua motivação para avaliar melhor uma situação. Não ter temor de nada nos expõe a riscos desnecessários, que poderiam ameaçar nossa integridade. Porém, um medo excessivo, exagerado e descontrolado pode limitar muito a vida do ser humano.
Poucos sabem, contudo, que eles podem ser tratados. Algumas pessoas infelizmente acreditam que é sinal de fraqueza pedir ajuda profissional qualificada para vencer um medo ou qualquer outro estado emocional que limite a vida. É normal ir ao cabeleireiro, ao dentista, ao médico, até a oficina consertar o carro, mas poucos procuram esse tipo de ajuda profissional (psicólogo/psiquiatra). A verdade é que só os mais conscientes buscam a solução para suas questões internas.
O medo de avião, por exemplo, ou o “medo de voar”, ganhou maior expressão com os últimos acidentes no Brasil e no mundo. Esse receio proporciona um estado comportamental prejudicial para a vida social, pessoal, profissional e ainda traz uma série de constrangimentos para quem convive com esse problema.
[...]
Uma pesquisa recente revela que apenas 6% das pessoas sentem-se totalmente seguras dentro de um avião e que o “medo de voar” atinge mais de 40% dos brasileiros. Segundo estatísticas, esse medo atinge tantas pessoas que já se tornou uma fobia específica. Pode se manifestar em diferentes níveis, do mais ameno, dentre os que utilizam o transporte aéreo com receio e como última opção, ao mais extremo, naqueles que não o utilizam nunca por se sentirem desesperados só de imaginar a situação. No entanto, trata-se do transporte mais confiável, com ínfimo número de mortes: 0,002 por 100 milhões de passageiros em quilômetros percorridos. De acordo com estudos, um motoqueiro tem chance 700 vezes maior de morrer que um passageiro de avião.
[...]
É comum encontrar pessoas que nunca voaram e têm medo de avião. Histórias, notícias, relatos de acidentes aéreos amplamente divulgados pela mídia, contam a vida dos envolvidos. Isso gera em algumas pessoas que ouvem ou leem sobre tais eventos o início daquele filme em suas mentes. É da qualidade dessa representação que o medo, o pânico ou a fobia são gerados.
As representações internas também podem ser criadas a partir das experiências pessoais de incidentes durante uma viagem. Uma turbulência, mau tempo ou até mesmo um pouso de emergência podem provocar um medo muito exagerado, e até mesmo o desenvolvimento de fobias. Até experiências de pessoas próximas, como pais, parentes ou amigos, facilmente podem criar medos.
Há um caso de que posso comentar devidamente autorizada pelo paciente. O medo dele era tamanho que contagiou muitos de seus amigos de tanto falar sobre suas representações internas. Os colegas, que não tinham medo de avião, começaram a ficar mais nervosos em viagens.
Exemplos como esses, de experiências diretas ou indiretas, têm muitos elementos que são gatilhos que disparam os medos já existentes. Esses gatilhos quando disparados potencializam medos em seu contexto original ou esses medos são disseminados para outras áreas ou situações. Assim o medo de avião também pode estar associado a outros medos ou necessidades como a claustrofobia (medo de lugares fechados) e como a acrofobia (medo de altura) ou a necessidade de estar no controle de todas as coisas, por exemplo.
[...]
LEIROS, Roselake. Superando o medo de avião. Revista Ciência & Vida – Psique. Ed. Escala. N. 46. p. 53-54. Disponível em: <https://www.docplayer.com.br/4485763-Programacao-neurolinguistica.html>. Acesso em: 18 out. 2023. (Adaptado).
Segundo o texto: “Superando o medo de avião”, é correto afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto V e responda às questões 37 e 38.
TEXTO V
OBSESSÃO MACABRA
As aulas de ciências ensinam que medo, ansiedade e estresse ajudaram o homem a evitar o perigo e a progredir. Evolutivamente importantes, eles aumentam a eficiência do organismo, deixando-o pronto para a briga. Assim que o cérebro percebe uma ameaça, um sistema chamado circuito do medo entra em ação. Formado por núcleos cerebrais como a amígdala e o hipocampo, ele libera neuro-hormônios e neurotransmissores para defender o organismo. Dopamina, endorfina e adrenalina vão para o sangue, preparando o corpo para a reação. Só que, quando o monstro é de papelão, o cérebro percebe a pegadinha e suspende a produção das substâncias. E a alta da dopamina, que deixa o corpo atento e alerta durante esses momentos, dá sensação de prazer e calma. Como se o corpo ficasse chapado em segundos. “Liberações rápidas de dopamina provocam reações agradáveis e muito prazerosas”, diz Antônio Nardi, coordenador do Laboratório de Pânico e Respiração da UFRJ. “Só quando ela perdura no organismo vêm as reações ruins, como confusão mental e fadiga.”
Assim, dá para entender, por exemplo, por que os filmes de terror não dão sustos o tempo todo. É preciso um intervalo para causar as variações da dopamina e provocar prazer. Mas só isso não explica o mistério do gosto provocado por quase duas horas de pavor frente à tela do cinema. Uma das hipóteses seria a de que os seres humanos são capazes de sentir emoções misturadas de tensão e prazer, ao mesmo tempo. Assim, o medo prolongado faria sentido.
Pensando nessa possibilidade, Eduardo Andrade, professor da Universidade da Califórnia, e Joel Cohen, da Universidade da Flórida, resolveram testar seus alunos para ver o que acontece durante a projeção de cenas de terror. “Queríamos descobrir a razão de as pessoas se exporem a coisas que, aparentemente, não dão prazer, como esportes radicais ou cenas violentas”, diz Eduardo. Em uma sala com computadores, eles pediram aos estudantes que marcassem em uma escala o grau das sensações negativas ou positivas que experimentavam durante a projeção de filmes (documentário, terror e comédia). Ao final, a descoberta dos pesquisadores foi que os momentos mais horripilantes eram também os que mais davam prazer. “Pesquisas das duas últimas décadas mostram que somos capazes de ter os chamados mixed feeling, ou seja, ter emoções positivas e negativas ao mesmo tempo”, afirma Eduardo. “Sem isso fica difícil aceitar que alguém passe por um momento doloroso, como as cenas de terror, buscando prazer ou alívio”, diz. Quer dizer que sentimentos opostos, como amor e ódio, pavor e calma podem aparecer juntos enquanto alguém vê seres deformados perseguindo garotinhas meigas em corredores sem fim.
LOIOLA. Rita. Obsessão Macabra. Revista Galileu – Jan 2010. N. 222. Disponível em: <https://www.grupopapeando.wordpress.com/2011/09/26/entenda-por-que-gostamos-de-sentir-medo/>. Acesso em: 18 out. 2023. (Adaptado).
Leia o trecho a seguir, extraído do texto V: “Queríamos descobrir a razão de as pessoas se exporem a coisas (...).”
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Qual a função sintática dos termos destacados?
Leia o texto IV e responda às questões 35, 36 e 38.
TEXTO IV
SUPERANDO O MEDO DE AVIÃO
O ser humano não nasce com medos. Basta analisarmos o comportamento das crianças em sua exploração pelo mundo, enfiar o dedo em tomadas, puxar o rabo do cachorro, debruçar-se em janelas, etc. O medo natural que nos preserva não deve ser eliminado, ele faz parte e é sua motivação para avaliar melhor uma situação. Não ter temor de nada nos expõe a riscos desnecessários, que poderiam ameaçar nossa integridade. Porém, um medo excessivo, exagerado e descontrolado pode limitar muito a vida do ser humano.
Poucos sabem, contudo, que eles podem ser tratados. Algumas pessoas infelizmente acreditam que é sinal de fraqueza pedir ajuda profissional qualificada para vencer um medo ou qualquer outro estado emocional que limite a vida. É normal ir ao cabeleireiro, ao dentista, ao médico, até a oficina consertar o carro, mas poucos procuram esse tipo de ajuda profissional (psicólogo/psiquiatra). A verdade é que só os mais conscientes buscam a solução para suas questões internas.
O medo de avião, por exemplo, ou o “medo de voar”, ganhou maior expressão com os últimos acidentes no Brasil e no mundo. Esse receio proporciona um estado comportamental prejudicial para a vida social, pessoal, profissional e ainda traz uma série de constrangimentos para quem convive com esse problema.
[...]
Uma pesquisa recente revela que apenas 6% das pessoas sentem-se totalmente seguras dentro de um avião e que o “medo de voar” atinge mais de 40% dos brasileiros. Segundo estatísticas, esse medo atinge tantas pessoas que já se tornou uma fobia específica. Pode se manifestar em diferentes níveis, do mais ameno, dentre os que utilizam o transporte aéreo com receio e como última opção, ao mais extremo, naqueles que não o utilizam nunca por se sentirem desesperados só de imaginar a situação. No entanto, trata-se do transporte mais confiável, com ínfimo número de mortes: 0,002 por 100 milhões de passageiros em quilômetros percorridos. De acordo com estudos, um motoqueiro tem chance 700 vezes maior de morrer que um passageiro de avião.
[...]
É comum encontrar pessoas que nunca voaram e têm medo de avião. Histórias, notícias, relatos de acidentes aéreos amplamente divulgados pela mídia, contam a vida dos envolvidos. Isso gera em algumas pessoas que ouvem ou leem sobre tais eventos o início daquele filme em suas mentes. É da qualidade dessa representação que o medo, o pânico ou a fobia são gerados.
As representações internas também podem ser criadas a partir das experiências pessoais de incidentes durante uma viagem. Uma turbulência, mau tempo ou até mesmo um pouso de emergência podem provocar um medo muito exagerado, e até mesmo o desenvolvimento de fobias. Até experiências de pessoas próximas, como pais, parentes ou amigos, facilmente podem criar medos.
Há um caso de que posso comentar devidamente autorizada pelo paciente. O medo dele era tamanho que contagiou muitos de seus amigos de tanto falar sobre suas representações internas. Os colegas, que não tinham medo de avião, começaram a ficar mais nervosos em viagens.
Exemplos como esses, de experiências diretas ou indiretas, têm muitos elementos que são gatilhos que disparam os medos já existentes. Esses gatilhos quando disparados potencializam medos em seu contexto original ou esses medos são disseminados para outras áreas ou situações. Assim o medo de avião também pode estar associado a outros medos ou necessidades como a claustrofobia (medo de lugares fechados) e como a acrofobia (medo de altura) ou a necessidade de estar no controle de todas as coisas, por exemplo.
[...]
LEIROS, Roselake. Superando o medo de avião. Revista Ciência & Vida – Psique. Ed. Escala. N. 46. p. 53-54. Disponível em: <https://www.docplayer.com.br/4485763-Programacao-neurolinguistica.html>. Acesso em: 18 out. 2023. (Adaptado).
Leia o texto V e responda às questões 37 e 38.
TEXTO V
OBSESSÃO MACABRA
As aulas de ciências ensinam que medo, ansiedade e estresse ajudaram o homem a evitar o perigo e a progredir. Evolutivamente importantes, eles aumentam a eficiência do organismo, deixando-o pronto para a briga. Assim que o cérebro percebe uma ameaça, um sistema chamado circuito do medo entra em ação. Formado por núcleos cerebrais como a amígdala e o hipocampo, ele libera neuro-hormônios e neurotransmissores para defender o organismo. Dopamina, endorfina e adrenalina vão para o sangue, preparando o corpo para a reação. Só que, quando o monstro é de papelão, o cérebro percebe a pegadinha e suspende a produção das substâncias. E a alta da dopamina, que deixa o corpo atento e alerta durante esses momentos, dá sensação de prazer e calma. Como se o corpo ficasse chapado em segundos. “Liberações rápidas de dopamina provocam reações agradáveis e muito prazerosas”, diz Antônio Nardi, coordenador do Laboratório de Pânico e Respiração da UFRJ. “Só quando ela perdura no organismo vêm as reações ruins, como confusão mental e fadiga.”
Assim, dá para entender, por exemplo, por que os filmes de terror não dão sustos o tempo todo. É preciso um intervalo para causar as variações da dopamina e provocar prazer. Mas só isso não explica o mistério do gosto provocado por quase duas horas de pavor frente à tela do cinema. Uma das hipóteses seria a de que os seres humanos são capazes de sentir emoções misturadas de tensão e prazer, ao mesmo tempo. Assim, o medo prolongado faria sentido.
Pensando nessa possibilidade, Eduardo Andrade, professor da Universidade da Califórnia, e Joel Cohen, da Universidade da Flórida, resolveram testar seus alunos para ver o que acontece durante a projeção de cenas de terror. “Queríamos descobrir a razão de as pessoas se exporem a coisas que, aparentemente, não dão prazer, como esportes radicais ou cenas violentas”, diz Eduardo. Em uma sala com computadores, eles pediram aos estudantes que marcassem em uma escala o grau das sensações negativas ou positivas que experimentavam durante a projeção de filmes (documentário, terror e comédia). Ao final, a descoberta dos pesquisadores foi que os momentos mais horripilantes eram também os que mais davam prazer. “Pesquisas das duas últimas décadas mostram que somos capazes de ter os chamados mixed feeling, ou seja, ter emoções positivas e negativas ao mesmo tempo”, afirma Eduardo. “Sem isso fica difícil aceitar que alguém passe por um momento doloroso, como as cenas de terror, buscando prazer ou alívio”, diz. Quer dizer que sentimentos opostos, como amor e ódio, pavor e calma podem aparecer juntos enquanto alguém vê seres deformados perseguindo garotinhas meigas em corredores sem fim.
LOIOLA. Rita. Obsessão Macabra. Revista Galileu – Jan 2010. N. 222. Disponível em: <https://www.grupopapeando.wordpress.com/2011/09/26/entenda-por-que-gostamos-de-sentir-medo/>. Acesso em: 18 out. 2023. (Adaptado).
Sobre os textos IV e V, pode-se afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto VI e responda às questões 39 e 40.
TEXTO VI
NÓS USAMOS APENAS 10% DO NOSSO CÉREBRO
Embora algumas áreas cerebrais fiquem ociosas de vez em quando, todo mundo utiliza 100% do órgão para viver
Eis aqui uma cascata de origem para lá de duvidosa. Ninguém sabe direito como surgiu o mito de que a maioria das pessoas usa só 10% do cérebro ao longo da vida. Há quem atribua essa ideia ao psicólogo americano Willian James. No final do século XIX, ele escreveu: “Estamos fazendo uso de apenas uma pequena parte de nossos recursos mentais e físicos”. Outros preferem atribuí-la a um dos maiores gênios da história, o físico alemão Albert Einstein – embora nenhum historiador ou biógrafo assine embaixo.
Seja lá quem tenha inventado essa história, o fato é que muitos picaretas à solta por aí vivem prometendo ajuda para desenvolver os “90% adormecidos” da mente. Usando a totalidade do seu poder cerebral, você ganharia superpoderes. Seria capaz, por exemplo, de mover objetos usando apenas a força da mente. Conquistaria o que quisesse. Ou descobriria como ficar milionário. Quanta besteira.
LEITE. Marcelo. Nós usamos apenas 10% do nosso cérebro. Revista Superinteressante. Ed: Abril, Nº 271-A, p. 26. (Adaptado).
Observe o excerto retirado do texto VI: “Conquistaria o que quisesse.”
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O termo sublinhado é classificado morfologicamente como:
Leia o texto VI e responda às questões 39 e 40.
TEXTO VI
NÓS USAMOS APENAS 10% DO NOSSO CÉREBRO
Embora algumas áreas cerebrais fiquem ociosas de vez em quando, todo mundo utiliza 100% do órgão para viver
Eis aqui uma cascata de origem para lá de duvidosa. Ninguém sabe direito como surgiu o mito de que a maioria das pessoas usa só 10% do cérebro ao longo da vida. Há quem atribua essa ideia ao psicólogo americano Willian James. No final do século XIX, ele escreveu: “Estamos fazendo uso de apenas uma pequena parte de nossos recursos mentais e físicos”. Outros preferem atribuí-la a um dos maiores gênios da história, o físico alemão Albert Einstein – embora nenhum historiador ou biógrafo assine embaixo.
Seja lá quem tenha inventado essa história, o fato é que muitos picaretas à solta por aí vivem prometendo ajuda para desenvolver os “90% adormecidos” da mente. Usando a totalidade do seu poder cerebral, você ganharia superpoderes. Seria capaz, por exemplo, de mover objetos usando apenas a força da mente. Conquistaria o que quisesse. Ou descobriria como ficar milionário. Quanta besteira.
LEITE. Marcelo. Nós usamos apenas 10% do nosso cérebro. Revista Superinteressante. Ed: Abril, Nº 271-A, p. 26. (Adaptado).
Após a leitura do texto VI, assinale a alternativa em que ocorre uma oração subordinada adverbial reduzida de gerúndio:Resolução comentada
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