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Colégio Militar de Campo Grande — Concurso de Admissão 2023/2024 — 6º ano do Ensino Fundamental — Prova de Matemática e Língua Portuguesa

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA)2023Fundamental

40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Finalidade da Resenha Crítica

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto I para responder aos itens 21 a 25.

TEXTO I

“GATO DE BOTAS 2” É ESPETÁCULO VISUAL E EMOCIONANTE

Confesso que não acreditava em qualquer tipo de ressurgimento da franquia Shrek. O terceiro
e o quarto filmes, lançados respectivamente em 2007 e 2010, são fracos demais. Não à toa, a
bilheteria não foi boa e a Dreamworks aposentou temporariamente a franquia. Teve apenas um
rápido retorno em 2011, com Gato de Botas. Agora, doze anos depois, a franquia dá um novo
5 suspiro com o lançamento de Gato de Botas 2: O Último Pedido, nos cinemas nesta quinta.

Dirigido por Joel Crawford, o filme tem uma história simples: o Gato vive intensamente,
apresentando-se em pequenas cidades e se mantendo como um fora da lei. No entanto, sua vida
vira de cabeça para baixo quando ele perde uma de suas nove vidas. O problema? É a última. Ele
toma a decisão de procurar uma estrela mágica para realizar seu desejo de retomar as nove vidas
10 ao lado de Kitty e Perrito.

A partir disso, Crawford já apresenta seus dois primeiros grandes acertos. Um deles, e que
é o mais óbvio, é o visual de Gato de Botas 2: O Último Pedido. Enquanto Homem-Aranha no
Aranhaverso acerta tremendamente ao colocar no cinema o visual dos quadrinhos, esta produção
da Dreamworks coloca o tradicional visual dos contos de fadas na telona. É bonito, é interessante,
15 é ousado. Tem explosões de cores, brincadeiras com formas. Criatividade pura.

Outro ponto que logo chama a atenção é como o roteiro de Paul Fisher consegue resgatar o
que há de melhor na franquia Shrek, essência esta que havia sido perdida nos dois últimos filmes
do ogro verde. Como há esse resgate? Primeiro, pela simplicidade da história em focar na amizade,
nos laços. Depois, pelos ótimos vilões, aqui sendo representados por Cachinhos Dourados, ursos
20 e Joãozinho.

São todos absurdos, divertidos, interessantes. Há uma pequena sobra ali da Cachinhos
Dourados, que é menos interessante do que Joãozinho, mas tudo bem. Ainda tem a figura do Lobo
Mau (Wagner Moura), que é, talvez, a figura mais controversa do filme. Ainda que seja o
personagem que traz ponto de conexão com a narrativa existencial de Gato de Botas 2: O Último
25 Pedido, com ecos de Bergman (pois é!), é amedrontador demais. A personagem é tão tranquila
que os pequenos nem olham a tela.

Mas tudo bem. Esse peso do Lobo é recompensado pelo charme do Gato e, acima de tudo,
pela graça do simpático e afável Perrito, um dos personagens mais legais do universo de Shrek.

De resto, também é muito legal as piscadelas do diretor para o público. É o Biscoito que
30 aparece ali, o Pinóquio que aparece acolá. E, na cena final, difícil não arrepiar. Parece ser um novo
começo, uma nova história sendo escrita para Shrek que, agora, deve não só ter um completo
apelo nostálgico, como também entrar na vida daqueles pequenos que não viveram a história de
Shrek, Fiona e Burro. Gato de Botas 2: O Último Pedido, quem diria, é o retorno, e não o fim.

MANS, Matheus. Gatos de Botas 2 é espetáculo visual e emocionante. Esquina da Cultura. Disponível em: https://www.esquinadacultura.com.br/post/critica-gato-de-botas-2-e-espetaculo-visual-e-emocionante. Acesso em: 26 jul. 2023. Adaptado

Assinale a alternativa que melhor expressa a finalidade do texto I.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto é uma resenha crítica que avalia o filme e seu papel na franquia.

O autor emite opinião e avalia o filme (visual, roteiro, vilões) e mostra que ele resgata a essência da franquia Shrek. Essa é a finalidade de uma resenha crítica.

Análise das alternativas

A: é apenas um dado secundário. C: não é um resumo. D: não é só notícia de lançamento. E: a comparação com Homem-Aranha é pontual.

Referência: Gêneros textuais: resenha crítica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Emprego da Vírgula

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto I para responder aos itens 21 a 25.

TEXTO I

“GATO DE BOTAS 2” É ESPETÁCULO VISUAL E EMOCIONANTE

Confesso que não acreditava em qualquer tipo de ressurgimento da franquia Shrek. O terceiro
e o quarto filmes, lançados respectivamente em 2007 e 2010, são fracos demais. Não à toa, a
bilheteria não foi boa e a Dreamworks aposentou temporariamente a franquia. Teve apenas um
rápido retorno em 2011, com Gato de Botas. Agora, doze anos depois, a franquia dá um novo
5 suspiro com o lançamento de Gato de Botas 2: O Último Pedido, nos cinemas nesta quinta.

Dirigido por Joel Crawford, o filme tem uma história simples: o Gato vive intensamente,
apresentando-se em pequenas cidades e se mantendo como um fora da lei. No entanto, sua vida
vira de cabeça para baixo quando ele perde uma de suas nove vidas. O problema? É a última. Ele
toma a decisão de procurar uma estrela mágica para realizar seu desejo de retomar as nove vidas
10 ao lado de Kitty e Perrito.

A partir disso, Crawford já apresenta seus dois primeiros grandes acertos. Um deles, e que
é o mais óbvio, é o visual de Gato de Botas 2: O Último Pedido. Enquanto Homem-Aranha no
Aranhaverso acerta tremendamente ao colocar no cinema o visual dos quadrinhos, esta produção
da Dreamworks coloca o tradicional visual dos contos de fadas na telona. É bonito, é interessante,
15 é ousado. Tem explosões de cores, brincadeiras com formas. Criatividade pura.

Outro ponto que logo chama a atenção é como o roteiro de Paul Fisher consegue resgatar o
que há de melhor na franquia Shrek, essência esta que havia sido perdida nos dois últimos filmes
do ogro verde. Como há esse resgate? Primeiro, pela simplicidade da história em focar na amizade,
nos laços. Depois, pelos ótimos vilões, aqui sendo representados por Cachinhos Dourados, ursos
20 e Joãozinho.

São todos absurdos, divertidos, interessantes. Há uma pequena sobra ali da Cachinhos
Dourados, que é menos interessante do que Joãozinho, mas tudo bem. Ainda tem a figura do Lobo
Mau (Wagner Moura), que é, talvez, a figura mais controversa do filme. Ainda que seja o
personagem que traz ponto de conexão com a narrativa existencial de Gato de Botas 2: O Último
25 Pedido, com ecos de Bergman (pois é!), é amedrontador demais. A personagem é tão tranquila
que os pequenos nem olham a tela.

Mas tudo bem. Esse peso do Lobo é recompensado pelo charme do Gato e, acima de tudo,
pela graça do simpático e afável Perrito, um dos personagens mais legais do universo de Shrek.

De resto, também é muito legal as piscadelas do diretor para o público. É o Biscoito que
30 aparece ali, o Pinóquio que aparece acolá. E, na cena final, difícil não arrepiar. Parece ser um novo
começo, uma nova história sendo escrita para Shrek que, agora, deve não só ter um completo
apelo nostálgico, como também entrar na vida daqueles pequenos que não viveram a história de
Shrek, Fiona e Burro. Gato de Botas 2: O Último Pedido, quem diria, é o retorno, e não o fim.

MANS, Matheus. Gatos de Botas 2 é espetáculo visual e emocionante. Esquina da Cultura. Disponível em: https://www.esquinadacultura.com.br/post/critica-gato-de-botas-2-e-espetaculo-visual-e-emocionante. Acesso em: 26 jul. 2023. Adaptado

Acerca do emprego das vírgulas no texto I, é INCORRETO afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Não se separa o verbo 'acreditava' da oração anterior por vírgula; a C é a incorreta.

Em 'Confesso que não acreditava', a vírgula antes de 'acreditava' separaria termos da mesma oração (conjunção e verbo) e seria incorreta. Já a vírgula depois de 'logo' isola um advérbio, o que é opcional. Por isso a afirmação da C é a incorreta.

Análise das alternativas

As alternativas A, B, D e E descrevem usos plausíveis de vírgula (encadeamento, elipse, acréscimo de efeito neutro e enumeração).

Referência: Emprego da vírgula.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto I para responder aos itens 21 a 25.

TEXTO I

“GATO DE BOTAS 2” É ESPETÁCULO VISUAL E EMOCIONANTE

Confesso que não acreditava em qualquer tipo de ressurgimento da franquia Shrek. O terceiro
e o quarto filmes, lançados respectivamente em 2007 e 2010, são fracos demais. Não à toa, a
bilheteria não foi boa e a Dreamworks aposentou temporariamente a franquia. Teve apenas um
rápido retorno em 2011, com Gato de Botas. Agora, doze anos depois, a franquia dá um novo
5 suspiro com o lançamento de Gato de Botas 2: O Último Pedido, nos cinemas nesta quinta.

Dirigido por Joel Crawford, o filme tem uma história simples: o Gato vive intensamente,
apresentando-se em pequenas cidades e se mantendo como um fora da lei. No entanto, sua vida
vira de cabeça para baixo quando ele perde uma de suas nove vidas. O problema? É a última. Ele
toma a decisão de procurar uma estrela mágica para realizar seu desejo de retomar as nove vidas
10 ao lado de Kitty e Perrito.

A partir disso, Crawford já apresenta seus dois primeiros grandes acertos. Um deles, e que
é o mais óbvio, é o visual de Gato de Botas 2: O Último Pedido. Enquanto Homem-Aranha no
Aranhaverso acerta tremendamente ao colocar no cinema o visual dos quadrinhos, esta produção
da Dreamworks coloca o tradicional visual dos contos de fadas na telona. É bonito, é interessante,
15 é ousado. Tem explosões de cores, brincadeiras com formas. Criatividade pura.

Outro ponto que logo chama a atenção é como o roteiro de Paul Fisher consegue resgatar o
que há de melhor na franquia Shrek, essência esta que havia sido perdida nos dois últimos filmes
do ogro verde. Como há esse resgate? Primeiro, pela simplicidade da história em focar na amizade,
nos laços. Depois, pelos ótimos vilões, aqui sendo representados por Cachinhos Dourados, ursos
20 e Joãozinho.

São todos absurdos, divertidos, interessantes. Há uma pequena sobra ali da Cachinhos
Dourados, que é menos interessante do que Joãozinho, mas tudo bem. Ainda tem a figura do Lobo
Mau (Wagner Moura), que é, talvez, a figura mais controversa do filme. Ainda que seja o
personagem que traz ponto de conexão com a narrativa existencial de Gato de Botas 2: O Último
25 Pedido, com ecos de Bergman (pois é!), é amedrontador demais. A personagem é tão tranquila
que os pequenos nem olham a tela.

Mas tudo bem. Esse peso do Lobo é recompensado pelo charme do Gato e, acima de tudo,
pela graça do simpático e afável Perrito, um dos personagens mais legais do universo de Shrek.

De resto, também é muito legal as piscadelas do diretor para o público. É o Biscoito que
30 aparece ali, o Pinóquio que aparece acolá. E, na cena final, difícil não arrepiar. Parece ser um novo
começo, uma nova história sendo escrita para Shrek que, agora, deve não só ter um completo
apelo nostálgico, como também entrar na vida daqueles pequenos que não viveram a história de
Shrek, Fiona e Burro. Gato de Botas 2: O Último Pedido, quem diria, é o retorno, e não o fim.

MANS, Matheus. Gatos de Botas 2 é espetáculo visual e emocionante. Esquina da Cultura. Disponível em: https://www.esquinadacultura.com.br/post/critica-gato-de-botas-2-e-espetaculo-visual-e-emocionante. Acesso em: 26 jul. 2023. Adaptado

Segundo o autor do texto I, o filme Gato de Botas 2: O Último Pedido
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto cita Dreamworks, Joel Crawford, Paul Fisher e o visual de contos de fadas.

O texto afirma que o filme é da Dreamworks, dirigido por Crawford, com roteiro de Paul Fisher, e que o visual é o tradicional dos contos de fadas.

Análise das alternativas

B: o Gato procura a estrela com Kitty e Perrito, não sozinho. C: o texto não diz que Chapeuzinho vence o Lobo. D: os filmes 3 e 4 tiveram bilheteria ruim. E: o visual é o dos contos de fadas; o dos quadrinhos é o de Homem-Aranha.

Referência: Interpretação de texto: informações explícitas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Coesão Referencial

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto I para responder aos itens 21 a 25.

TEXTO I

“GATO DE BOTAS 2” É ESPETÁCULO VISUAL E EMOCIONANTE

Confesso que não acreditava em qualquer tipo de ressurgimento da franquia Shrek. O terceiro
e o quarto filmes, lançados respectivamente em 2007 e 2010, são fracos demais. Não à toa, a
bilheteria não foi boa e a Dreamworks aposentou temporariamente a franquia. Teve apenas um
rápido retorno em 2011, com Gato de Botas. Agora, doze anos depois, a franquia dá um novo
5 suspiro com o lançamento de Gato de Botas 2: O Último Pedido, nos cinemas nesta quinta.

Dirigido por Joel Crawford, o filme tem uma história simples: o Gato vive intensamente,
apresentando-se em pequenas cidades e se mantendo como um fora da lei. No entanto, sua vida
vira de cabeça para baixo quando ele perde uma de suas nove vidas. O problema? É a última. Ele
toma a decisão de procurar uma estrela mágica para realizar seu desejo de retomar as nove vidas
10 ao lado de Kitty e Perrito.

A partir disso, Crawford já apresenta seus dois primeiros grandes acertos. Um deles, e que
é o mais óbvio, é o visual de Gato de Botas 2: O Último Pedido. Enquanto Homem-Aranha no
Aranhaverso acerta tremendamente ao colocar no cinema o visual dos quadrinhos, esta produção
da Dreamworks coloca o tradicional visual dos contos de fadas na telona. É bonito, é interessante,
15 é ousado. Tem explosões de cores, brincadeiras com formas. Criatividade pura.

Outro ponto que logo chama a atenção é como o roteiro de Paul Fisher consegue resgatar o
que há de melhor na franquia Shrek, essência esta que havia sido perdida nos dois últimos filmes
do ogro verde. Como há esse resgate? Primeiro, pela simplicidade da história em focar na amizade,
nos laços. Depois, pelos ótimos vilões, aqui sendo representados por Cachinhos Dourados, ursos
20 e Joãozinho.

São todos absurdos, divertidos, interessantes. Há uma pequena sobra ali da Cachinhos
Dourados, que é menos interessante do que Joãozinho, mas tudo bem. Ainda tem a figura do Lobo
Mau (Wagner Moura), que é, talvez, a figura mais controversa do filme. Ainda que seja o
personagem que traz ponto de conexão com a narrativa existencial de Gato de Botas 2: O Último
25 Pedido, com ecos de Bergman (pois é!), é amedrontador demais. A personagem é tão tranquila
que os pequenos nem olham a tela.

Mas tudo bem. Esse peso do Lobo é recompensado pelo charme do Gato e, acima de tudo,
pela graça do simpático e afável Perrito, um dos personagens mais legais do universo de Shrek.

De resto, também é muito legal as piscadelas do diretor para o público. É o Biscoito que
30 aparece ali, o Pinóquio que aparece acolá. E, na cena final, difícil não arrepiar. Parece ser um novo
começo, uma nova história sendo escrita para Shrek que, agora, deve não só ter um completo
apelo nostálgico, como também entrar na vida daqueles pequenos que não viveram a história de
Shrek, Fiona e Burro. Gato de Botas 2: O Último Pedido, quem diria, é o retorno, e não o fim.

MANS, Matheus. Gatos de Botas 2 é espetáculo visual e emocionante. Esquina da Cultura. Disponível em: https://www.esquinadacultura.com.br/post/critica-gato-de-botas-2-e-espetaculo-visual-e-emocionante. Acesso em: 26 jul. 2023. Adaptado

Analise as assertivas a seguir, assinalando os parênteses com “V” nas assertivas que forem verdadeiras e “F” nas que forem falsas.

( ) O autor se refere aos vilões do filme Gato de Botas 2: O Último Pedido como “absurdos, divertidos, interessantes”. (linha 21)
( ) A frase “[...] esta produção da Dreamworks [...]” (linhas 13 e 14) faz referência ao filme Homem-Aranha no Aranhaverso.
( ) “os pequenos”, em “[...] os pequenos nem olham a tela [...]” (linha 26), se referem a Joãozinho e Cachinhos Dourados.
( ) “É a última.” (linha 8) se refere à estrela mágica a qual o Gato de Botas precisa encontrar para salvar sua última vida.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

V, F, F, F: só os vilões são chamados de absurdos, divertidos e interessantes.

1ª: 'São todos absurdos...' retoma os vilões citados antes (verdadeiro). 2ª: 'esta produção da Dreamworks' é Gato de Botas 2, não Homem-Aranha (falso). 3ª: 'os pequenos' são as crianças do público (falso). 4ª: 'É a última' refere-se à vida do Gato (falso).

Análise das alternativas

As demais sequências erram ao marcar como verdadeira alguma das três afirmações falsas.

Referência: Coesão referencial e interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem — Ironia

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto I para responder aos itens 21 a 25.

TEXTO I

“GATO DE BOTAS 2” É ESPETÁCULO VISUAL E EMOCIONANTE

Confesso que não acreditava em qualquer tipo de ressurgimento da franquia Shrek. O terceiro
e o quarto filmes, lançados respectivamente em 2007 e 2010, são fracos demais. Não à toa, a
bilheteria não foi boa e a Dreamworks aposentou temporariamente a franquia. Teve apenas um
rápido retorno em 2011, com Gato de Botas. Agora, doze anos depois, a franquia dá um novo
5 suspiro com o lançamento de Gato de Botas 2: O Último Pedido, nos cinemas nesta quinta.

Dirigido por Joel Crawford, o filme tem uma história simples: o Gato vive intensamente,
apresentando-se em pequenas cidades e se mantendo como um fora da lei. No entanto, sua vida
vira de cabeça para baixo quando ele perde uma de suas nove vidas. O problema? É a última. Ele
toma a decisão de procurar uma estrela mágica para realizar seu desejo de retomar as nove vidas
10 ao lado de Kitty e Perrito.

A partir disso, Crawford já apresenta seus dois primeiros grandes acertos. Um deles, e que
é o mais óbvio, é o visual de Gato de Botas 2: O Último Pedido. Enquanto Homem-Aranha no
Aranhaverso acerta tremendamente ao colocar no cinema o visual dos quadrinhos, esta produção
da Dreamworks coloca o tradicional visual dos contos de fadas na telona. É bonito, é interessante,
15 é ousado. Tem explosões de cores, brincadeiras com formas. Criatividade pura.

Outro ponto que logo chama a atenção é como o roteiro de Paul Fisher consegue resgatar o
que há de melhor na franquia Shrek, essência esta que havia sido perdida nos dois últimos filmes
do ogro verde. Como há esse resgate? Primeiro, pela simplicidade da história em focar na amizade,
nos laços. Depois, pelos ótimos vilões, aqui sendo representados por Cachinhos Dourados, ursos
20 e Joãozinho.

São todos absurdos, divertidos, interessantes. Há uma pequena sobra ali da Cachinhos
Dourados, que é menos interessante do que Joãozinho, mas tudo bem. Ainda tem a figura do Lobo
Mau (Wagner Moura), que é, talvez, a figura mais controversa do filme. Ainda que seja o
personagem que traz ponto de conexão com a narrativa existencial de Gato de Botas 2: O Último
25 Pedido, com ecos de Bergman (pois é!), é amedrontador demais. A personagem é tão tranquila
que os pequenos nem olham a tela.

Mas tudo bem. Esse peso do Lobo é recompensado pelo charme do Gato e, acima de tudo,
pela graça do simpático e afável Perrito, um dos personagens mais legais do universo de Shrek.

De resto, também é muito legal as piscadelas do diretor para o público. É o Biscoito que
30 aparece ali, o Pinóquio que aparece acolá. E, na cena final, difícil não arrepiar. Parece ser um novo
começo, uma nova história sendo escrita para Shrek que, agora, deve não só ter um completo
apelo nostálgico, como também entrar na vida daqueles pequenos que não viveram a história de
Shrek, Fiona e Burro. Gato de Botas 2: O Último Pedido, quem diria, é o retorno, e não o fim.

MANS, Matheus. Gatos de Botas 2 é espetáculo visual e emocionante. Esquina da Cultura. Disponível em: https://www.esquinadacultura.com.br/post/critica-gato-de-botas-2-e-espetaculo-visual-e-emocionante. Acesso em: 26 jul. 2023. Adaptado

A ironia pode ser definida como um recurso da linguagem que consiste em empregar palavras ou expressões com sentido oposto ao que se pretende dizer e tem o intuito de realçar ou reforçar uma ideia. Sendo assim, pode-se constatar, no texto I, a presença da ironia na seguinte alternativa:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A ironia está em chamar de 'tranquila' uma personagem amedrontadora.

O autor diz que o Lobo Mau é 'tão tranquila' que as crianças nem olham a tela. Ele usa uma expressão de sentido oposto ao que quer dizer, pois a personagem assusta as crianças, e isso é ironia.

Análise das alternativas

A: 'pois é!' é uma interjeição, não ironia. C: 'quem diria' expressa surpresa. D: é uma confissão sincera. E: 'mas tudo bem' é concessão, não ironia.

Referência: Figuras de linguagem: ironia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Foco Narrativo — Reescrita

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto II para responder aos itens 26 a 29.

TEXTO II

A LANTERNA MÁGICA

Vi na televisão um menininho pobre de uma creche uivando de alegria ao escarafunchar
um engradado com os presentes do Dia da Criança. Eram pequenas tralhas de plástico e caixas
de ovos coloridas, vazias. O pouquíssimo era motivo para incontida e ruidosa alegria. A privação
é a medida do desejo de cada um na vida.

5 Houve um tempo em que as oportunidades de presente resumiam-se a duas: aniversário
e Natal. Hoje, em muitas famílias, o presente é um evento mensal; em outras, semanal. Cada
voltinha num shopping resulta num pequeno agrado. Não se deseja mais com aquela gana,
porque se sabe que alguma coisa virá. O desejo dos meninos é impreciso, vago, incapaz de
provocar uivos de alegria quando satisfeito.

10 Já vivi minhas privações. Nunca pude ter bicicleta, por exemplo, nem bola de futebol.
Tivemos, eu e meus irmãos mais velhos, simulacros: triciclo comunitário e bola de borracha.
Triciclos não permitem ousadias ou temeridades. Bolas de borracha, sabe-se, não formam
craques. Bola de couro só tive mais tarde, no caminho da fazenda de seu Juca, hoje Cidade
Nova, em Belo Horizonte. Talvez por isso, sem traquejo, eu tenha sido um perna de pau e um
15 tímido. Quem sabe.

Entretanto, o que se tornou para mim algo mais perto de maravilha foi uma lanterna de
pilhas. Nunca tinha visto uma, a não ser no cinema e nas histórias em quadrinhos. Não sei,
talvez considerasse aquele objeto coisa de ficção científica, não da realidade. Quando vi uma,
manipulada por meu primo mais velho, já homem, o Zezé, na mesma casa de meu avô, foi um
20 deslumbramento. Brilhava, niquelada, era uma daquelas de quatro pilhas. Deixar que eu a
tomasse nas mãos, e acendesse, e dirigisse a luz para onde quisesse foi mágico. A partir desse
momento nada superou, nos meus sete anos, a beleza daquele fecho de luz. E o poder. Mesmo
quando meu primo não estava, eu me apoderava da lanterna e quixotava, cavaleiro andante.

Deitado, à noite, com a lanterna, dissipava fantasmas. Nos cantos, sombras revelam-se
25 objetos ou cavidades. Uma súbita lagartixa era imobilizada no teto de taquaras e meditava talvez
sobre qual seria a seguir a sua ação mais prudente. O pernilongo era localizado na parede,
motores parados de repente.

Uma coisa era outra coisa na luz que a si mesma se desenhava em cone.

A neblina perdia sua amplidão impalpável, aquele nada que não se podia não ver. Aquela
30 coisa comedora de contornos. A lanterna cortava uma talhada de neblina, via-se claramente do
que ela não era feita. A luz não ia além, mas até onde ia desnudava a coisa, e via-se que era
móvel.

A chuva noturna não era só, não era mais, barulho nas telhas, nas folhas. No facho de
luz da lanterna as gotas de chuva eram cintilações, estrelas cadentes, vaga-lumes.

35 A coruja não se atrevia a piar: emudecia e olhava de perfil.

Bichinhos de asa — se o canudo de luz se demorava — vinham dançar, perdiam aquela
chatice deles, aquela mania de pousar na gente.

O sapo esbarrava seu passeio noturno, como se dissesse:

— Epa, que sol é esse?

40 O poço, mesmo de dia, perdia o mistério. A luz furava a água cristalina e mostrava o fundo,
alguma folha, paz. Uma pedrinha resvalava e a paz lá embaixo se multipartia em tremulações
luminosas, vibrações.

Partes do corpo, no escuro, atravessadas pela luz, mostravam um vermelho de abóbora.
Nos dedos era possível pressentir o esqueleto. Na bochecha, frente ao espelho, viam-se
45 veiazinhas.

O céu negro da noite engolia a luz, era o único a vencê-la.

ÂNGELO, Ivan. O comprador de aventuras e outras crônicas. Col. Para Gostar de Ler. Vol. 8. p. 36-38. São Paulo: Ática, 2000. Adaptado.

Vocabulário:
Simulacros: imitações.

Considerando que o narrador-personagem é um menino, assinale a assertiva em que a mudança de foco narrativo e demais alterações de reescrita não prejudicam o sentido original do trecho transcrito do texto II.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Só a reescrita C mantém a coerência ao passar o narrador para a 3ª pessoa.

Ao trocar o foco narrativo para a 3ª pessoa, é preciso ajustar verbos e pronomes: 'vivi' vira 'viveu', 'minhas' vira 'dele', 'pude' vira 'pôde'. A alternativa C faz isso corretamente.

Análise das alternativas

A: troca a ordem 'menininho pobre' por 'pobre menininho', o que altera o sentido. B: 'ele ... ela quisesse' gera ambiguidade e inverte quem acende a lanterna. D: mistura 'meu primo' com 'avô dele'. E: 'Eles' retoma triciclos fora de contexto.

Referência: Foco narrativo e reescrita de textos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tipologia Narrativa — Narrador e Tipos de Discurso

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto II para responder aos itens 26 a 29.

TEXTO II

A LANTERNA MÁGICA

Vi na televisão um menininho pobre de uma creche uivando de alegria ao escarafunchar
um engradado com os presentes do Dia da Criança. Eram pequenas tralhas de plástico e caixas
de ovos coloridas, vazias. O pouquíssimo era motivo para incontida e ruidosa alegria. A privação
é a medida do desejo de cada um na vida.

5 Houve um tempo em que as oportunidades de presente resumiam-se a duas: aniversário
e Natal. Hoje, em muitas famílias, o presente é um evento mensal; em outras, semanal. Cada
voltinha num shopping resulta num pequeno agrado. Não se deseja mais com aquela gana,
porque se sabe que alguma coisa virá. O desejo dos meninos é impreciso, vago, incapaz de
provocar uivos de alegria quando satisfeito.

10 Já vivi minhas privações. Nunca pude ter bicicleta, por exemplo, nem bola de futebol.
Tivemos, eu e meus irmãos mais velhos, simulacros: triciclo comunitário e bola de borracha.
Triciclos não permitem ousadias ou temeridades. Bolas de borracha, sabe-se, não formam
craques. Bola de couro só tive mais tarde, no caminho da fazenda de seu Juca, hoje Cidade
Nova, em Belo Horizonte. Talvez por isso, sem traquejo, eu tenha sido um perna de pau e um
15 tímido. Quem sabe.

Entretanto, o que se tornou para mim algo mais perto de maravilha foi uma lanterna de
pilhas. Nunca tinha visto uma, a não ser no cinema e nas histórias em quadrinhos. Não sei,
talvez considerasse aquele objeto coisa de ficção científica, não da realidade. Quando vi uma,
manipulada por meu primo mais velho, já homem, o Zezé, na mesma casa de meu avô, foi um
20 deslumbramento. Brilhava, niquelada, era uma daquelas de quatro pilhas. Deixar que eu a
tomasse nas mãos, e acendesse, e dirigisse a luz para onde quisesse foi mágico. A partir desse
momento nada superou, nos meus sete anos, a beleza daquele fecho de luz. E o poder. Mesmo
quando meu primo não estava, eu me apoderava da lanterna e quixotava, cavaleiro andante.

Deitado, à noite, com a lanterna, dissipava fantasmas. Nos cantos, sombras revelam-se
25 objetos ou cavidades. Uma súbita lagartixa era imobilizada no teto de taquaras e meditava talvez
sobre qual seria a seguir a sua ação mais prudente. O pernilongo era localizado na parede,
motores parados de repente.

Uma coisa era outra coisa na luz que a si mesma se desenhava em cone.

A neblina perdia sua amplidão impalpável, aquele nada que não se podia não ver. Aquela
30 coisa comedora de contornos. A lanterna cortava uma talhada de neblina, via-se claramente do
que ela não era feita. A luz não ia além, mas até onde ia desnudava a coisa, e via-se que era
móvel.

A chuva noturna não era só, não era mais, barulho nas telhas, nas folhas. No facho de
luz da lanterna as gotas de chuva eram cintilações, estrelas cadentes, vaga-lumes.

35 A coruja não se atrevia a piar: emudecia e olhava de perfil.

Bichinhos de asa — se o canudo de luz se demorava — vinham dançar, perdiam aquela
chatice deles, aquela mania de pousar na gente.

O sapo esbarrava seu passeio noturno, como se dissesse:

— Epa, que sol é esse?

40 O poço, mesmo de dia, perdia o mistério. A luz furava a água cristalina e mostrava o fundo,
alguma folha, paz. Uma pedrinha resvalava e a paz lá embaixo se multipartia em tremulações
luminosas, vibrações.

Partes do corpo, no escuro, atravessadas pela luz, mostravam um vermelho de abóbora.
Nos dedos era possível pressentir o esqueleto. Na bochecha, frente ao espelho, viam-se
45 veiazinhas.

O céu negro da noite engolia a luz, era o único a vencê-la.

ÂNGELO, Ivan. O comprador de aventuras e outras crônicas. Col. Para Gostar de Ler. Vol. 8. p. 36-38. São Paulo: Ática, 2000. Adaptado.

Vocabulário:
Simulacros: imitações.

O texto “A Lanterna Mágica” pertence à tipologia narrativa. Diante dessa informação, analise as assertivas abaixo:

I. O texto apresenta narrador observador, pois é contado em terceira pessoa, ou seja, o narrador não é um dos personagens.
II. A história conta um relato pessoal do autor que, a partir da situação vista na creche e ao ver as crianças felizes pelos presentes, ele se lembra da própria felicidade ao ganhar uma lanterna mágica.
III. O texto é narrado, predominantemente, no tempo passado, já que o autor conta suas memórias de infância e suas aventuras com a lanterna de quatro pilhas, vista como mágica pelo menino.
IV. O texto é narrado pelo menininho pobre de uma creche, o que pode ser comprovado pelo trecho: “Eram tralhas pequenas de plástico e caixas de ovos coloridas, vazias. [...] A privação é a medida do desejo de cada um, na vida.”.
V. O texto apresenta discurso indireto comprovado pelo trecho: “— Epa, que sol é esse?”.

Assinale a alternativa que destaca a(s) assertiva(s) correta(s).
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Só a III está correta: o texto está predominantemente no passado e é relato de memórias.

O texto é narrado em primeira pessoa pelo autor adulto, que relembra a infância, predominantemente com verbos no pretérito. Por isso só a III está correta.

Análise das alternativas

I: o narrador é personagem, em 1ª pessoa. II: o relato é pessoal, mas ele não se lembra da lanterna por ver crianças ganhando presentes em creche; a III é a única que o gabarito aceita. IV: o narrador não é o menininho. V: '— Epa, que sol é esse?' é discurso direto.

Referência: Foco narrativo e tipos de discurso.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto II para responder aos itens 26 a 29.

TEXTO II

A LANTERNA MÁGICA

Vi na televisão um menininho pobre de uma creche uivando de alegria ao escarafunchar
um engradado com os presentes do Dia da Criança. Eram pequenas tralhas de plástico e caixas
de ovos coloridas, vazias. O pouquíssimo era motivo para incontida e ruidosa alegria. A privação
é a medida do desejo de cada um na vida.

5 Houve um tempo em que as oportunidades de presente resumiam-se a duas: aniversário
e Natal. Hoje, em muitas famílias, o presente é um evento mensal; em outras, semanal. Cada
voltinha num shopping resulta num pequeno agrado. Não se deseja mais com aquela gana,
porque se sabe que alguma coisa virá. O desejo dos meninos é impreciso, vago, incapaz de
provocar uivos de alegria quando satisfeito.

10 Já vivi minhas privações. Nunca pude ter bicicleta, por exemplo, nem bola de futebol.
Tivemos, eu e meus irmãos mais velhos, simulacros: triciclo comunitário e bola de borracha.
Triciclos não permitem ousadias ou temeridades. Bolas de borracha, sabe-se, não formam
craques. Bola de couro só tive mais tarde, no caminho da fazenda de seu Juca, hoje Cidade
Nova, em Belo Horizonte. Talvez por isso, sem traquejo, eu tenha sido um perna de pau e um
15 tímido. Quem sabe.

Entretanto, o que se tornou para mim algo mais perto de maravilha foi uma lanterna de
pilhas. Nunca tinha visto uma, a não ser no cinema e nas histórias em quadrinhos. Não sei,
talvez considerasse aquele objeto coisa de ficção científica, não da realidade. Quando vi uma,
manipulada por meu primo mais velho, já homem, o Zezé, na mesma casa de meu avô, foi um
20 deslumbramento. Brilhava, niquelada, era uma daquelas de quatro pilhas. Deixar que eu a
tomasse nas mãos, e acendesse, e dirigisse a luz para onde quisesse foi mágico. A partir desse
momento nada superou, nos meus sete anos, a beleza daquele fecho de luz. E o poder. Mesmo
quando meu primo não estava, eu me apoderava da lanterna e quixotava, cavaleiro andante.

Deitado, à noite, com a lanterna, dissipava fantasmas. Nos cantos, sombras revelam-se
25 objetos ou cavidades. Uma súbita lagartixa era imobilizada no teto de taquaras e meditava talvez
sobre qual seria a seguir a sua ação mais prudente. O pernilongo era localizado na parede,
motores parados de repente.

Uma coisa era outra coisa na luz que a si mesma se desenhava em cone.

A neblina perdia sua amplidão impalpável, aquele nada que não se podia não ver. Aquela
30 coisa comedora de contornos. A lanterna cortava uma talhada de neblina, via-se claramente do
que ela não era feita. A luz não ia além, mas até onde ia desnudava a coisa, e via-se que era
móvel.

A chuva noturna não era só, não era mais, barulho nas telhas, nas folhas. No facho de
luz da lanterna as gotas de chuva eram cintilações, estrelas cadentes, vaga-lumes.

35 A coruja não se atrevia a piar: emudecia e olhava de perfil.

Bichinhos de asa — se o canudo de luz se demorava — vinham dançar, perdiam aquela
chatice deles, aquela mania de pousar na gente.

O sapo esbarrava seu passeio noturno, como se dissesse:

— Epa, que sol é esse?

40 O poço, mesmo de dia, perdia o mistério. A luz furava a água cristalina e mostrava o fundo,
alguma folha, paz. Uma pedrinha resvalava e a paz lá embaixo se multipartia em tremulações
luminosas, vibrações.

Partes do corpo, no escuro, atravessadas pela luz, mostravam um vermelho de abóbora.
Nos dedos era possível pressentir o esqueleto. Na bochecha, frente ao espelho, viam-se
45 veiazinhas.

O céu negro da noite engolia a luz, era o único a vencê-la.

ÂNGELO, Ivan. O comprador de aventuras e outras crônicas. Col. Para Gostar de Ler. Vol. 8. p. 36-38. São Paulo: Ática, 2000. Adaptado.

Vocabulário:
Simulacros: imitações.

Observe os trechos retirados do texto II.

I. “Não se deseja mais com aquela gana, porque sabe-se que alguma coisa virá.” (linhas 7 e 8)
II. “Talvez por isso, sem traquejo, eu tenha sido um perna de pau e um tímido.” (linha 14)
III. “[...] uivando de alegria ao escarafunchar um engradado com os presentes [...].” (linhas 1 e 2)

Em relação aos termos destacados nos trechos eles poderiam ser substituídos SEM PREJUÍZO de sentido por:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

gana = vontade; traquejo = habilidade; escarafunchar = vasculhar.

'Gana' é desejo intenso, vontade. 'Traquejo' é prática e habilidade. 'Escarafunchar' é revirar à procura de algo, ou seja, vasculhar. Essas substituições mantêm o sentido no contexto.

Análise das alternativas

A: brandura é o oposto de gana. C: inaptidão é o oposto de traquejo, e limpar não equivale a escarafunchar. D: organizar não equivale a escarafunchar. E: propensão não equivale a traquejo, e destruir não equivale a escarafunchar.

Referência: Semântica: sinonímia no contexto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Reescrita e Sentido

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto II para responder aos itens 26 a 29.

TEXTO II

A LANTERNA MÁGICA

Vi na televisão um menininho pobre de uma creche uivando de alegria ao escarafunchar
um engradado com os presentes do Dia da Criança. Eram pequenas tralhas de plástico e caixas
de ovos coloridas, vazias. O pouquíssimo era motivo para incontida e ruidosa alegria. A privação
é a medida do desejo de cada um na vida.

5 Houve um tempo em que as oportunidades de presente resumiam-se a duas: aniversário
e Natal. Hoje, em muitas famílias, o presente é um evento mensal; em outras, semanal. Cada
voltinha num shopping resulta num pequeno agrado. Não se deseja mais com aquela gana,
porque se sabe que alguma coisa virá. O desejo dos meninos é impreciso, vago, incapaz de
provocar uivos de alegria quando satisfeito.

10 Já vivi minhas privações. Nunca pude ter bicicleta, por exemplo, nem bola de futebol.
Tivemos, eu e meus irmãos mais velhos, simulacros: triciclo comunitário e bola de borracha.
Triciclos não permitem ousadias ou temeridades. Bolas de borracha, sabe-se, não formam
craques. Bola de couro só tive mais tarde, no caminho da fazenda de seu Juca, hoje Cidade
Nova, em Belo Horizonte. Talvez por isso, sem traquejo, eu tenha sido um perna de pau e um
15 tímido. Quem sabe.

Entretanto, o que se tornou para mim algo mais perto de maravilha foi uma lanterna de
pilhas. Nunca tinha visto uma, a não ser no cinema e nas histórias em quadrinhos. Não sei,
talvez considerasse aquele objeto coisa de ficção científica, não da realidade. Quando vi uma,
manipulada por meu primo mais velho, já homem, o Zezé, na mesma casa de meu avô, foi um
20 deslumbramento. Brilhava, niquelada, era uma daquelas de quatro pilhas. Deixar que eu a
tomasse nas mãos, e acendesse, e dirigisse a luz para onde quisesse foi mágico. A partir desse
momento nada superou, nos meus sete anos, a beleza daquele fecho de luz. E o poder. Mesmo
quando meu primo não estava, eu me apoderava da lanterna e quixotava, cavaleiro andante.

Deitado, à noite, com a lanterna, dissipava fantasmas. Nos cantos, sombras revelam-se
25 objetos ou cavidades. Uma súbita lagartixa era imobilizada no teto de taquaras e meditava talvez
sobre qual seria a seguir a sua ação mais prudente. O pernilongo era localizado na parede,
motores parados de repente.

Uma coisa era outra coisa na luz que a si mesma se desenhava em cone.

A neblina perdia sua amplidão impalpável, aquele nada que não se podia não ver. Aquela
30 coisa comedora de contornos. A lanterna cortava uma talhada de neblina, via-se claramente do
que ela não era feita. A luz não ia além, mas até onde ia desnudava a coisa, e via-se que era
móvel.

A chuva noturna não era só, não era mais, barulho nas telhas, nas folhas. No facho de
luz da lanterna as gotas de chuva eram cintilações, estrelas cadentes, vaga-lumes.

35 A coruja não se atrevia a piar: emudecia e olhava de perfil.

Bichinhos de asa — se o canudo de luz se demorava — vinham dançar, perdiam aquela
chatice deles, aquela mania de pousar na gente.

O sapo esbarrava seu passeio noturno, como se dissesse:

— Epa, que sol é esse?

40 O poço, mesmo de dia, perdia o mistério. A luz furava a água cristalina e mostrava o fundo,
alguma folha, paz. Uma pedrinha resvalava e a paz lá embaixo se multipartia em tremulações
luminosas, vibrações.

Partes do corpo, no escuro, atravessadas pela luz, mostravam um vermelho de abóbora.
Nos dedos era possível pressentir o esqueleto. Na bochecha, frente ao espelho, viam-se
45 veiazinhas.

O céu negro da noite engolia a luz, era o único a vencê-la.

ÂNGELO, Ivan. O comprador de aventuras e outras crônicas. Col. Para Gostar de Ler. Vol. 8. p. 36-38. São Paulo: Ática, 2000. Adaptado.

Vocabulário:
Simulacros: imitações.

Leia atentamente o trecho abaixo e assinale a alternativa em que a reescrita da expressão destacada não altera o sentido original do texto.

Trecho em quadro: “A neblina perdia sua amplidão impalpável, aquele nada que não se podia não ver. Aquela coisa comedora de contornos. A lanterna cortava uma talhada de neblina, via-se claramente do que ela não era feita. (linhas 29 a 31)”, com a expressão “A lanterna cortava uma talhada de neblina” em negrito.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Tirinha — Semântica e Norma-Padrão

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto III para responder aos itens 30 e 31.

TEXTO III

Tirinha em três quadrinhos de Mauricio de Sousa. 1º: Mauricio desenha e diz “Onça-pintada, tuiuiú, jacaré, arara-azul, carandá, vitória-régia...”; Chico Bento mostra um desenho e diz “Tá bem bunito, Maurício!”. 2º: Mauricio diz “Chico! São mais de 4.700 espécies conhecidas no Pantanal! Não vai caber no quadrinho!”; Chico responde “Ara! Tudo bão...”. 3º: Chico cola desenhos num painel em forma de coração com o título “Pantanal”, e Mauricio, sorrindo, diz “...Mais cabe no coração, né?”.
Disponível em:<https://www.wwf.org.br/?84021/Chico-Bento-e-Mauricio-d-Souza-celebram-o-Dia-do-Pantanal>.Acesso em: 7 jul. 23.

Observe o último quadrinho e analise as afirmações abaixo:

I. A expressão “né” é a contração da expressão “não é”, utilizada apenas na modalidade escrita.
II. O termo “mais” foi empregado em desacordo com a norma padrão, sendo correto utilizar o termo “mas”, como na frase: O Pantanal é o local com mas espécies raras de aves.
III. Na expressão “cabe no coração”, o termo “coração” tem sentido ambíguo, já que se refere ao coração do painel em que Chico Bento cola os desenhos e também ao sentimento de admirar todos os animais do Pantanal.
IV. O verbo “caber” poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido ao texto, pelo verbo “encaixar-se”.

Dentre as assertivas acima, é CORRETO afirmar:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Ortografia — Emprego do Hífen

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

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Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o texto III para responder aos itens 30 e 31.

TEXTO III

Tirinha em três quadrinhos de Mauricio de Sousa. 1º: Mauricio desenha e diz “Onça-pintada, tuiuiú, jacaré, arara-azul, carandá, vitória-régia...”; Chico Bento mostra um desenho e diz “Tá bem bunito, Maurício!”. 2º: Mauricio diz “Chico! São mais de 4.700 espécies conhecidas no Pantanal! Não vai caber no quadrinho!”; Chico responde “Ara! Tudo bão...”. 3º: Chico cola desenhos num painel em forma de coração com o título “Pantanal”, e Mauricio, sorrindo, diz “...Mais cabe no coração, né?”.
Disponível em:<https://www.wwf.org.br/?84021/Chico-Bento-e-Mauricio-d-Souza-celebram-o-Dia-do-Pantanal>.Acesso em: 7 jul. 23.

Os vocábulos onça-pintada, arara-azul e vitória-régia, no primeiro quadrinho, estão grafadas corretamente, baseando-se nas regras de ortografia no que tange ao uso do hífen. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação e Relação entre Textos

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia os textos IV, V e VI para responder ao item 32.

TEXTO IV

Tirinha em cinco quadrinhos (Beck) com um menino em meio à natureza: “Dou respeito às coisas desimportantes...”; “...e aos seres desimportantes”; “Prezo insetos mais que aviões”; “Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis”; “Tenho em mim um atraso de nascença” e “Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos”. Assinatura: “Manoel de Barros 1916 - para sempre”.
Disponível em:<https://br.pinterest.com/pin/632966922608420302/>.Acesso em: 25 mai. 23.

TEXTO V

Foto de Manoel de Barros ao lado da frase: “Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.” Manoel de Barros (Pensador).
Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/MzM2MjIz/>.Acesso em: 25 mai. 23.

Vocabulário:
Barômetro: instrumento para medir a Pressão Atmosférica.

TEXTO VI

BIOGRAFIA DE MANOEL DE BARROS

Manoel de Barros (1916-2014) foi um dos principais poetas contemporâneos. Autor de versos nos quais elementos regionais se conjugavam a considerações existenciais e a uma espécie de surrealismo pantaneiro.
Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, no dia 19 de dezembro de 1916. Filho de João Venceslau Barros e de Alice Pompeu Leite de Barros passou a infância na fazenda da família, localizada no Pantanal.
Na adolescência estudou em colégio interno na cidade de Campo Grande, época em que escreveu suas primeiras poesias.
Disponível em:<https://www.ebiografia.com/manoel_de_barros/>. Acesso em: 25 mai. 23.

Comparando os textos IV, V e VI, nota-se que todos eles fazem referência a algo sobre o poeta Manoel de Barros. Partindo da análise das informações, pode-se afirmar que
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Norma-Padrão — Ortografia e Concordância Verbal

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Analise as frases abaixo, retiradas de produções cinematográficas, e assinale a que esteja de acordo com as normas da língua portuguesa.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Só a E está de acordo com a norma-padrão.

A frase E não tem desvio ortográfico nem de concordância. As demais apresentam erros.

Análise das alternativas

A: 'concertado' (harmonizado) deveria ser 'consertado' (reparado). B: 'necesidades' está com grafia errada; o correto é 'necessidades'. C: 'você têm' deveria ser 'você tem'. D: 'sessa' deveria ser 'cessa'.

Referência: Ortografia (s/c/ç, conserto/concerto) e concordância verbal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Relações Lógico-Semânticas — Causa e Consequência

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

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Gabarito disponível

Texto-base:
Leia os textos VII e VIII para responder aos itens 34 ao 36.

TEXTO VII

01 A estrela de cinco pontas, símbolo dos Colégios Militares, representa a vitória e
o castelo representa as fortificações, bem como é o símbolo da Arma de Engenharia do
Exército Brasileiro.

A vinda da Coroa Portuguesa para o Brasil impôs a necessidade de reforçar as
05 fortificações, que existem até os dias de hoje, em pontos estratégicos do litoral brasileiro
e nos longínquos rincões de nossas fronteiras. Para esse projeto, houve a convocação
dos melhores nomes da engenharia portuguesa, que acabaram por constituir o embrião
da engenharia militar brasileira. Da natureza de seu trabalho, surgiu o símbolo da Arma
— o tradicional “castelo”.

10 O Estandarte do Colégio Militar do Rio de Janeiro, criado em 1933, no Comando
do Marechal Esperidião Rosas (décimo primeiro comandante daquele Colégio Militar e
personalidade que empresta seu nome ao logradouro do Colégio Militar de Belo Horizonte
e ao próprio Colégio) já ostentava a inédita estrela vermelha. Em seguida, a estrela
passou a ser usada no distintivo da gola das diferentes coberturas (barretinas,
15 capacetes, quepes e gorros) e na fivela do cinto dos uniformes dos alunos, adotados por
todos os Colégios Militares, na medida em que foram sendo criados. O vermelho, que
colore o fundo da estrela, representa o sangue dos heróis da Guerra da Tríplice Aliança,
derramado em solo platino.

Disponível em: <https://cmcg.eb.mil.br/simbolo>. Acesso em: 10 jun. 23. Adaptado

TEXTO VIII

VERBETES:

Causa (cau.sa) subst.fem.
A causa de um fato é o que faz esse fato acontecer.
Consequência (con.se.quên.cia) subst.fem.
A consequência de um fato é o que acontece por causa dele.

Dicionário Houaiss ilustrado / Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia [organizador] ; diretoria Antônio Houaiss, Mauro de Salles Villar, Francisco Manoel de Mello Franco. São Paulo: Moderna, 2016.

Com base nos vocábulos apresentados no texto VIII, analise as frases abaixo, retiradas do texto VII, e assinale a alternativa que contenha relação de causa e consequência.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A vinda da Coroa (causa) levou à necessidade de reforçar as fortificações (consequência).

Segundo o verbete, consequência é o que acontece por causa de um fato. A vinda da Coroa Portuguesa ao Brasil é a causa, e a necessidade de reforçar as fortificações é a consequência ('impôs').

Análise das alternativas

A: relação de adição ('bem como'). C: apenas finalidade/informação. D: noção de proporção ('na medida em que'). E: explicação sobre o significado da cor vermelha, sem causa e consequência.

Referência: Relações lógico-semânticas: causa e consequência.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Parênteses, Vírgula, Travessão e Aspas

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Gabarito disponível

Texto-base:
Leia os textos VII e VIII para responder aos itens 34 ao 36.

TEXTO VII

01 A estrela de cinco pontas, símbolo dos Colégios Militares, representa a vitória e
o castelo representa as fortificações, bem como é o símbolo da Arma de Engenharia do
Exército Brasileiro.

A vinda da Coroa Portuguesa para o Brasil impôs a necessidade de reforçar as
05 fortificações, que existem até os dias de hoje, em pontos estratégicos do litoral brasileiro
e nos longínquos rincões de nossas fronteiras. Para esse projeto, houve a convocação
dos melhores nomes da engenharia portuguesa, que acabaram por constituir o embrião
da engenharia militar brasileira. Da natureza de seu trabalho, surgiu o símbolo da Arma
— o tradicional “castelo”.

10 O Estandarte do Colégio Militar do Rio de Janeiro, criado em 1933, no Comando
do Marechal Esperidião Rosas (décimo primeiro comandante daquele Colégio Militar e
personalidade que empresta seu nome ao logradouro do Colégio Militar de Belo Horizonte
e ao próprio Colégio) já ostentava a inédita estrela vermelha. Em seguida, a estrela
passou a ser usada no distintivo da gola das diferentes coberturas (barretinas,
15 capacetes, quepes e gorros) e na fivela do cinto dos uniformes dos alunos, adotados por
todos os Colégios Militares, na medida em que foram sendo criados. O vermelho, que
colore o fundo da estrela, representa o sangue dos heróis da Guerra da Tríplice Aliança,
derramado em solo platino.

Disponível em: <https://cmcg.eb.mil.br/simbolo>. Acesso em: 10 jun. 23. Adaptado

TEXTO VIII

VERBETES:

Causa (cau.sa) subst.fem.
A causa de um fato é o que faz esse fato acontecer.
Consequência (con.se.quên.cia) subst.fem.
A consequência de um fato é o que acontece por causa dele.

Dicionário Houaiss ilustrado / Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia [organizador] ; diretoria Antônio Houaiss, Mauro de Salles Villar, Francisco Manoel de Mello Franco. São Paulo: Moderna, 2016.

Sobre o uso da pontuação no texto VII, é correto afirmar que no trecho:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Parênteses e vírgulas de 'que colore...' inserem informação acessória/explicativa.

Os parênteses em '(décimo primeiro comandante...)' trazem uma informação adicional sobre o Marechal. As vírgulas em ', que colore o fundo da estrela,' isolam uma oração adjetiva explicativa, também acessória. Os dois recursos têm a mesma justificativa.

Análise das alternativas

B: as vírgulas não evitam ambiguidade. C: o travessão introduz um aposto, não discurso direto. D: a vírgula isola o particípio, não organiza informações independentes. E: as aspas destacam o termo, sem relação com a Coroa Portuguesa.

Referência: Pontuação: parênteses, vírgulas e travessão.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pronome Relativo — Coesão Referencial

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Texto-base:
Leia os textos VII e VIII para responder aos itens 34 ao 36.

TEXTO VII

01 A estrela de cinco pontas, símbolo dos Colégios Militares, representa a vitória e
o castelo representa as fortificações, bem como é o símbolo da Arma de Engenharia do
Exército Brasileiro.

A vinda da Coroa Portuguesa para o Brasil impôs a necessidade de reforçar as
05 fortificações, que existem até os dias de hoje, em pontos estratégicos do litoral brasileiro
e nos longínquos rincões de nossas fronteiras. Para esse projeto, houve a convocação
dos melhores nomes da engenharia portuguesa, que acabaram por constituir o embrião
da engenharia militar brasileira. Da natureza de seu trabalho, surgiu o símbolo da Arma
— o tradicional “castelo”.

10 O Estandarte do Colégio Militar do Rio de Janeiro, criado em 1933, no Comando
do Marechal Esperidião Rosas (décimo primeiro comandante daquele Colégio Militar e
personalidade que empresta seu nome ao logradouro do Colégio Militar de Belo Horizonte
e ao próprio Colégio) já ostentava a inédita estrela vermelha. Em seguida, a estrela
passou a ser usada no distintivo da gola das diferentes coberturas (barretinas,
15 capacetes, quepes e gorros) e na fivela do cinto dos uniformes dos alunos, adotados por
todos os Colégios Militares, na medida em que foram sendo criados. O vermelho, que
colore o fundo da estrela, representa o sangue dos heróis da Guerra da Tríplice Aliança,
derramado em solo platino.

Disponível em: <https://cmcg.eb.mil.br/simbolo>. Acesso em: 10 jun. 23. Adaptado

TEXTO VIII

VERBETES:

Causa (cau.sa) subst.fem.
A causa de um fato é o que faz esse fato acontecer.
Consequência (con.se.quên.cia) subst.fem.
A consequência de um fato é o que acontece por causa dele.

Dicionário Houaiss ilustrado / Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia [organizador] ; diretoria Antônio Houaiss, Mauro de Salles Villar, Francisco Manoel de Mello Franco. São Paulo: Moderna, 2016.

Analise o trecho abaixo retirado do texto VII.

“[...] convocação dos melhores nomes da engenharia portuguesa, que acabaram por constituir o embrião da engenharia militar brasileira [...]” (linhas 6 a 8).

O termo em destaque funciona como elemento de retomada do termo anterior. Leia as frases abaixo e assinale a alternativa em que a palavra destacada faça o mesmo.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Em 'que' relativo retoma antecedente; só a alternativa E traz pronome relativo.

No trecho do texto, 'que' é pronome relativo e retoma 'melhores nomes da engenharia portuguesa'. Em 'A festa que fora planejada', o 'que' também é pronome relativo e retoma 'festa', sendo sujeito de 'fora planejada'.

Análise das alternativas

Em A, B, C e D o 'que' (e 'todas/todos') liga orações como conjunção integrante e não retoma termo anterior. Só E mantém a função de retomada.

Referência: Pronome relativo e coesão referencial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Vírgula no Vocativo

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Leia o texto IX para responder ao item 37.

TEXTO IX

Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho

Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
[...]
Disponível em:<https://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/o-leaozinho.html.> Acesso em: 7 jul. 23.

No verso “Gosto muito de te ver, leãozinho” o uso da vírgula justifica-se por
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Resolução comentada

'leãozinho' é vocativo, isolado por vírgula.

Em 'Gosto muito de te ver, leãozinho', o termo 'leãozinho' é o interlocutor a quem o eu lírico se dirige. Trata-se de um vocativo, que deve ser isolado por vírgula.

Análise das alternativas

A: não há enumeração. C: não há duas orações justapostas. D: não há aposto explicativo. E: não há ênfase de termo repetido. Só B descreve o vocativo.

Referência: Emprego da vírgula com vocativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Leitura e Interpretação de Tabelas

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Analise a planilha abaixo para responder ao item 38.

TEXTO X

OS MAIS SEDENTÁRIOS

% DA POPULAÇÃO QUE PRATICA ATIVIDADES FÍSICAS INSUFICIENTEMENTE*

Tabela (país; total; homens; mulheres): Samoa Americana 53,4%, 49,3%, 57,5%; Arábia Saudita 53,1%, 44,9%, 65,1%; Iraque 52%, 39,2%, 64,6%; Brasil 47%, 40,4%, 53,3%; Costa Rica 46,1%, 37,7%, 54,3%; Chipre 44,4%, 38,4%, 50,5%; Colômbia 44%, 38,8%, 48,9%; Ilhas Marshall 43,5%, 37%, 50%; Alemanha 42,2%, 40,2%, 44,1%; Itália 41,4%, 36,2%, 46,2%.
*AO MENOS 150 MINUTOS DE ATIVIDADE MODERADA/INTENSA OU 75 MINUTOS DE ATIVIDADE VIGOROSA POR SEMANA.
Disponível em: <https://imgsapp2.correiobraziliense.com.br/ app/ noticia_127983242361/2018/09/05/704041/20180904232313487791e.jpg> Acesso em: 10 jul. 23.

O texto X traz dados percentuais da população de vários países que pratica atividades de forma insuficiente. A partir disso, analise as assertivas abaixo.

I. Na Samoa Americana, os homens praticam mais atividades de forma suficiente do que as mulheres.
II. Na Colômbia, as mulheres praticam mais atividades, de forma suficiente, do que os homens.
III. Assim como na Alemanha, no Brasil as mulheres praticam, de forma suficiente, mais atividades físicas do que os homens.
IV. As mulheres que vivem em Chipre praticam mais atividades físicas, de forma suficiente, do que as que vivem na Itália.

Das assertivas acima, qual(is) está(ão) CORRETA(s)?
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Língua Portuguesa Conjunções Aditivas — Valor Semântico

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Leia o texto XI para responder ao item 39.

TEXTO XI

IGREJINHA AZUL

Versos: “Não foi a rua / Nem foi a lua / Foi só a gente que mudou de fase” e “De bicicleta a gente rodava a cidade / E hoje na garupa da saudade / Passeando na estrada da memória / Cada curva conta a nossa história [...]”, com a palavra “Nem” (2º verso) em negrito.
Disponível em:< https://www.letras.mus.br/fiduma-e-jeca/igrejinha-azul/>. Acesso em: 20 jul. 23.

Analise as frases abaixo e assinale a alternativa em que a palavra destacada NÃO tenha o mesmo valor semântico do termo realçado no texto XI.
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Língua Portuguesa Acentuação Gráfica — Acento Diferencial

Colégio Militar de Campo Grande (DECEx/DEPA) 2023 Fundamental

Colégio Militar de Campo Grande · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
Leia o texto XII para responder ao item 40.

TEXTO XII

Tirinha do Armandinho (Alexandre Beck) em dois quadros. 1º: menino diz “Mordi a goiaba e vi a larva!” e “Então, goiabas têm larvas!”; outro responde “Calma, mano... Não generalize!”. 2º: falas sucessivas “Algumas goiabas têm larvas!”, “Ou ao menos uma goiaba tem larvas...”, “Ou uma goiaba tem uma larva!” e “No caso, metade de uma larva...”.
Disponível em:<https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/162568326979/tirinha-original>. Acesso em: 03 jun. 23.

No texto XII, há uma palavra que foi empregada com o acento diferencial. Analise as alternativas abaixo e assinale aquela cujo termo destacado recebe o acento diferencial, de acordo com o contexto em que for empregado.
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