Pular para o conteúdo

Provas

← Voltar para a lista de provas

Colégio Militar de Fortaleza — Concurso de Admissão 2023/2024 — 1º ano do Ensino Médio — Matemática e Língua Portuguesa

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Colégio Militar de Fortaleza2023Fundamental

40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

Brasil celebra 150 anos de Santos Dumont, o “pai da aviação”, nesta quinta-feira
Brasileiro foi responsável pela criação do 14 bis, primeiro veículo mais pesado que o ar a conseguir levantar voo

Publicado em 19/07/2023 - 23:56 por CNN Brasil

Conhecido como o “pai da aviação”, Alberto Santos Dumont recebeu esse título
por causa da sua invenção, o 14 bis, primeiro avião da história. Hoje, comemora-se o
150º aniversário de seu nascimento.

A criação foi homologada como o primeiro veículo mais pesado que o ar a
5 conseguir voar. O primeiro voo da aeronave ocorreu por uma distância de 60 metros
durante sete segundos no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

O protótipo do 14 bis, conhecido até hoje, era formado por uma longa fuselagem
e um cesto de um balão. Antes, em 1901, ele já havia criado o dirigível, que fez um
sobrevoo histórico pela capital francesa no qual contornou a Torre Eiffel. Na época,
10 Dumont recebeu um prêmio por completar o trajeto de 11 km no tempo mais rápido até
aquele momento: 29 minutos e 30 segundos. Dumont criou também, em 1907, o avião
Demoiselle, um dos primeiros ultraleves do mundo. O seu objetivo era voar ainda mais
alto que o 14 bis. Sem patentes, os projetos de Dumont foram aperfeiçoados mesmo
depois de sua morte, garantindo que distâncias fossem percorridas em menores tempos.

15 “Eu reputo Santos Dumont como o brasileiro de maior impacto na história da
humanidade, porque, na realidade, ele abriu as portas do mundo moderno. Ele era um
grande aficionado por Júlio Verne que, na época dele, era um grande autor de ficção
científica sobre o espaço. Então, tudo que o Júlio Verne disse que poderia acontecer e
que o Santos Dumont não fez, ele abriu as portas para que, no futuro, acontecesse. Eu
20 acho que isso foi o que me inspirou, talvez até, para ser cientista, esse grau de completo
e total ousadia e desprezo pelas pessoas que dizem que o impossível não pode ser
conquistado”, comenta o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, que é grande
admirador do inventor.

No Brasil, além de ser considerado um herói, Dumont também é homenageado e
25 tem sua história contada na cidade em que nasceu. Mineiro, o inventor nasceu em uma
pequena cidade do interior que, hoje, carrega o seu nome. A casa onde ele viveu
atualmente é o Museu Cabangu, que guarda cartas, fotografias e objetos pessoais do
inventor.

“Seus pais, Henrique e Francisca, chegam aqui, Francisca já vem grávida. E
30 Alberto Santos Dumont aqui nasce em 20 de julho de 1873, sendo o sexto filho da família
Dumont. O pai dele veio com o objetivo de ampliar a estrada de ferro do Brasil”, conta
Deoclides dos Santos, diretor do acervo do museu. Santos Dumont viveu no Brasil até
completar 18 anos de idade. Interessado por mecânica e engenharia, ele foi estudar em
Paris, na França, onde foi consagrado como o “pai da aviação”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-celebra-150-anos-de-santos-dumont-o-pai-da-aviacao-nesta-quinta-feira/. Acesso em: 02/09/2023.

De acordo com o texto 1, pode-se afirmar que:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Dumont, além do 14 bis, criou o dirigível (1901) e depois o Demoiselle (1907).

O texto diz que, antes do 14 bis (1906), ele já havia criado o dirigível (1901), e que em 1907 criou o Demoiselle. A alternativa C reúne essas informações corretamente: além do 14 bis, havia criado o dirigível e, algum tempo depois, o Demoiselle.

Análise das alternativas

A inverte a relação, pois é Dumont quem admira Verne. B está errada porque o dirigível é anterior ao 14 bis. D está errada porque os projetos foram aperfeiçoados mesmo após a morte dele. E está errada porque o título vem do 14 bis, não do Demoiselle.

Referência: Interpretação de texto: compreensão de informações explícitas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Finalidade Comunicativa do Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

Brasil celebra 150 anos de Santos Dumont, o “pai da aviação”, nesta quinta-feira
Brasileiro foi responsável pela criação do 14 bis, primeiro veículo mais pesado que o ar a conseguir levantar voo

Publicado em 19/07/2023 - 23:56 por CNN Brasil

Conhecido como o “pai da aviação”, Alberto Santos Dumont recebeu esse título
por causa da sua invenção, o 14 bis, primeiro avião da história. Hoje, comemora-se o
150º aniversário de seu nascimento.

A criação foi homologada como o primeiro veículo mais pesado que o ar a
5 conseguir voar. O primeiro voo da aeronave ocorreu por uma distância de 60 metros
durante sete segundos no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

O protótipo do 14 bis, conhecido até hoje, era formado por uma longa fuselagem
e um cesto de um balão. Antes, em 1901, ele já havia criado o dirigível, que fez um
sobrevoo histórico pela capital francesa no qual contornou a Torre Eiffel. Na época,
10 Dumont recebeu um prêmio por completar o trajeto de 11 km no tempo mais rápido até
aquele momento: 29 minutos e 30 segundos. Dumont criou também, em 1907, o avião
Demoiselle, um dos primeiros ultraleves do mundo. O seu objetivo era voar ainda mais
alto que o 14 bis. Sem patentes, os projetos de Dumont foram aperfeiçoados mesmo
depois de sua morte, garantindo que distâncias fossem percorridas em menores tempos.

15 “Eu reputo Santos Dumont como o brasileiro de maior impacto na história da
humanidade, porque, na realidade, ele abriu as portas do mundo moderno. Ele era um
grande aficionado por Júlio Verne que, na época dele, era um grande autor de ficção
científica sobre o espaço. Então, tudo que o Júlio Verne disse que poderia acontecer e
que o Santos Dumont não fez, ele abriu as portas para que, no futuro, acontecesse. Eu
20 acho que isso foi o que me inspirou, talvez até, para ser cientista, esse grau de completo
e total ousadia e desprezo pelas pessoas que dizem que o impossível não pode ser
conquistado”, comenta o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, que é grande
admirador do inventor.

No Brasil, além de ser considerado um herói, Dumont também é homenageado e
25 tem sua história contada na cidade em que nasceu. Mineiro, o inventor nasceu em uma
pequena cidade do interior que, hoje, carrega o seu nome. A casa onde ele viveu
atualmente é o Museu Cabangu, que guarda cartas, fotografias e objetos pessoais do
inventor.

“Seus pais, Henrique e Francisca, chegam aqui, Francisca já vem grávida. E
30 Alberto Santos Dumont aqui nasce em 20 de julho de 1873, sendo o sexto filho da família
Dumont. O pai dele veio com o objetivo de ampliar a estrada de ferro do Brasil”, conta
Deoclides dos Santos, diretor do acervo do museu. Santos Dumont viveu no Brasil até
completar 18 anos de idade. Interessado por mecânica e engenharia, ele foi estudar em
Paris, na França, onde foi consagrado como o “pai da aviação”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-celebra-150-anos-de-santos-dumont-o-pai-da-aviacao-nesta-quinta-feira/. Acesso em: 02/09/2023.

O texto 1 tem a finalidade de:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto 1 é uma reportagem com finalidade de informar sobre a trajetória e as invenções de Santos Dumont.

A notícia, publicada por ocasião dos 150 anos de nascimento, informa fatos sobre a vida de Dumont e suas principais criações (14 bis, dirigível, Demoiselle). Sua finalidade é informar.

Análise das alternativas

A e C falam em argumentar/persuadir, e o texto é predominantemente informativo. D está errada porque Júlio Verne aparece só na fala de Nicolelis. E cita invenções (chuveiro de água quente, relógio de pulso) que não estão no texto.

Referência: Finalidade comunicativa; gênero notícia/reportagem.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Concordância Verbal — Verbo Haver

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

Brasil celebra 150 anos de Santos Dumont, o “pai da aviação”, nesta quinta-feira
Brasileiro foi responsável pela criação do 14 bis, primeiro veículo mais pesado que o ar a conseguir levantar voo

Publicado em 19/07/2023 - 23:56 por CNN Brasil

Conhecido como o “pai da aviação”, Alberto Santos Dumont recebeu esse título
por causa da sua invenção, o 14 bis, primeiro avião da história. Hoje, comemora-se o
150º aniversário de seu nascimento.

A criação foi homologada como o primeiro veículo mais pesado que o ar a
5 conseguir voar. O primeiro voo da aeronave ocorreu por uma distância de 60 metros
durante sete segundos no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

O protótipo do 14 bis, conhecido até hoje, era formado por uma longa fuselagem
e um cesto de um balão. Antes, em 1901, ele já havia criado o dirigível, que fez um
sobrevoo histórico pela capital francesa no qual contornou a Torre Eiffel. Na época,
10 Dumont recebeu um prêmio por completar o trajeto de 11 km no tempo mais rápido até
aquele momento: 29 minutos e 30 segundos. Dumont criou também, em 1907, o avião
Demoiselle, um dos primeiros ultraleves do mundo. O seu objetivo era voar ainda mais
alto que o 14 bis. Sem patentes, os projetos de Dumont foram aperfeiçoados mesmo
depois de sua morte, garantindo que distâncias fossem percorridas em menores tempos.

15 “Eu reputo Santos Dumont como o brasileiro de maior impacto na história da
humanidade, porque, na realidade, ele abriu as portas do mundo moderno. Ele era um
grande aficionado por Júlio Verne que, na época dele, era um grande autor de ficção
científica sobre o espaço. Então, tudo que o Júlio Verne disse que poderia acontecer e
que o Santos Dumont não fez, ele abriu as portas para que, no futuro, acontecesse. Eu
20 acho que isso foi o que me inspirou, talvez até, para ser cientista, esse grau de completo
e total ousadia e desprezo pelas pessoas que dizem que o impossível não pode ser
conquistado”, comenta o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, que é grande
admirador do inventor.

No Brasil, além de ser considerado um herói, Dumont também é homenageado e
25 tem sua história contada na cidade em que nasceu. Mineiro, o inventor nasceu em uma
pequena cidade do interior que, hoje, carrega o seu nome. A casa onde ele viveu
atualmente é o Museu Cabangu, que guarda cartas, fotografias e objetos pessoais do
inventor.

“Seus pais, Henrique e Francisca, chegam aqui, Francisca já vem grávida. E
30 Alberto Santos Dumont aqui nasce em 20 de julho de 1873, sendo o sexto filho da família
Dumont. O pai dele veio com o objetivo de ampliar a estrada de ferro do Brasil”, conta
Deoclides dos Santos, diretor do acervo do museu. Santos Dumont viveu no Brasil até
completar 18 anos de idade. Interessado por mecânica e engenharia, ele foi estudar em
Paris, na França, onde foi consagrado como o “pai da aviação”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-celebra-150-anos-de-santos-dumont-o-pai-da-aviacao-nesta-quinta-feira/. Acesso em: 02/09/2023.

No trecho “ele já havia criado o dirigível [...]”, ao flexionar o sujeito para o plural (eles), o verbo em destaque: (No trecho, a palavra “havia” está em negrito.)
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

Brasil celebra 150 anos de Santos Dumont, o “pai da aviação”, nesta quinta-feira
Brasileiro foi responsável pela criação do 14 bis, primeiro veículo mais pesado que o ar a conseguir levantar voo

Publicado em 19/07/2023 - 23:56 por CNN Brasil

Conhecido como o “pai da aviação”, Alberto Santos Dumont recebeu esse título
por causa da sua invenção, o 14 bis, primeiro avião da história. Hoje, comemora-se o
150º aniversário de seu nascimento.

A criação foi homologada como o primeiro veículo mais pesado que o ar a
5 conseguir voar. O primeiro voo da aeronave ocorreu por uma distância de 60 metros
durante sete segundos no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

O protótipo do 14 bis, conhecido até hoje, era formado por uma longa fuselagem
e um cesto de um balão. Antes, em 1901, ele já havia criado o dirigível, que fez um
sobrevoo histórico pela capital francesa no qual contornou a Torre Eiffel. Na época,
10 Dumont recebeu um prêmio por completar o trajeto de 11 km no tempo mais rápido até
aquele momento: 29 minutos e 30 segundos. Dumont criou também, em 1907, o avião
Demoiselle, um dos primeiros ultraleves do mundo. O seu objetivo era voar ainda mais
alto que o 14 bis. Sem patentes, os projetos de Dumont foram aperfeiçoados mesmo
depois de sua morte, garantindo que distâncias fossem percorridas em menores tempos.

15 “Eu reputo Santos Dumont como o brasileiro de maior impacto na história da
humanidade, porque, na realidade, ele abriu as portas do mundo moderno. Ele era um
grande aficionado por Júlio Verne que, na época dele, era um grande autor de ficção
científica sobre o espaço. Então, tudo que o Júlio Verne disse que poderia acontecer e
que o Santos Dumont não fez, ele abriu as portas para que, no futuro, acontecesse. Eu
20 acho que isso foi o que me inspirou, talvez até, para ser cientista, esse grau de completo
e total ousadia e desprezo pelas pessoas que dizem que o impossível não pode ser
conquistado”, comenta o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, que é grande
admirador do inventor.

No Brasil, além de ser considerado um herói, Dumont também é homenageado e
25 tem sua história contada na cidade em que nasceu. Mineiro, o inventor nasceu em uma
pequena cidade do interior que, hoje, carrega o seu nome. A casa onde ele viveu
atualmente é o Museu Cabangu, que guarda cartas, fotografias e objetos pessoais do
inventor.

“Seus pais, Henrique e Francisca, chegam aqui, Francisca já vem grávida. E
30 Alberto Santos Dumont aqui nasce em 20 de julho de 1873, sendo o sexto filho da família
Dumont. O pai dele veio com o objetivo de ampliar a estrada de ferro do Brasil”, conta
Deoclides dos Santos, diretor do acervo do museu. Santos Dumont viveu no Brasil até
completar 18 anos de idade. Interessado por mecânica e engenharia, ele foi estudar em
Paris, na França, onde foi consagrado como o “pai da aviação”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-celebra-150-anos-de-santos-dumont-o-pai-da-aviacao-nesta-quinta-feira/. Acesso em: 02/09/2023.

Releia:

“Então, tudo que o Júlio Verne disse que poderia acontecer e que o Santos Dumont não fez, ele abriu as portas para que, no futuro, acontecesse.” (ℓ. 18 e 19) (A palavra “Então” está em negrito.)

A conjunção em destaque pode ser substituída, sem prejuízos ao seu sentido, por:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

Brasil celebra 150 anos de Santos Dumont, o “pai da aviação”, nesta quinta-feira
Brasileiro foi responsável pela criação do 14 bis, primeiro veículo mais pesado que o ar a conseguir levantar voo

Publicado em 19/07/2023 - 23:56 por CNN Brasil

Conhecido como o “pai da aviação”, Alberto Santos Dumont recebeu esse título
por causa da sua invenção, o 14 bis, primeiro avião da história. Hoje, comemora-se o
150º aniversário de seu nascimento.

A criação foi homologada como o primeiro veículo mais pesado que o ar a
5 conseguir voar. O primeiro voo da aeronave ocorreu por uma distância de 60 metros
durante sete segundos no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

O protótipo do 14 bis, conhecido até hoje, era formado por uma longa fuselagem
e um cesto de um balão. Antes, em 1901, ele já havia criado o dirigível, que fez um
sobrevoo histórico pela capital francesa no qual contornou a Torre Eiffel. Na época,
10 Dumont recebeu um prêmio por completar o trajeto de 11 km no tempo mais rápido até
aquele momento: 29 minutos e 30 segundos. Dumont criou também, em 1907, o avião
Demoiselle, um dos primeiros ultraleves do mundo. O seu objetivo era voar ainda mais
alto que o 14 bis. Sem patentes, os projetos de Dumont foram aperfeiçoados mesmo
depois de sua morte, garantindo que distâncias fossem percorridas em menores tempos.

15 “Eu reputo Santos Dumont como o brasileiro de maior impacto na história da
humanidade, porque, na realidade, ele abriu as portas do mundo moderno. Ele era um
grande aficionado por Júlio Verne que, na época dele, era um grande autor de ficção
científica sobre o espaço. Então, tudo que o Júlio Verne disse que poderia acontecer e
que o Santos Dumont não fez, ele abriu as portas para que, no futuro, acontecesse. Eu
20 acho que isso foi o que me inspirou, talvez até, para ser cientista, esse grau de completo
e total ousadia e desprezo pelas pessoas que dizem que o impossível não pode ser
conquistado”, comenta o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, que é grande
admirador do inventor.

No Brasil, além de ser considerado um herói, Dumont também é homenageado e
25 tem sua história contada na cidade em que nasceu. Mineiro, o inventor nasceu em uma
pequena cidade do interior que, hoje, carrega o seu nome. A casa onde ele viveu
atualmente é o Museu Cabangu, que guarda cartas, fotografias e objetos pessoais do
inventor.

“Seus pais, Henrique e Francisca, chegam aqui, Francisca já vem grávida. E
30 Alberto Santos Dumont aqui nasce em 20 de julho de 1873, sendo o sexto filho da família
Dumont. O pai dele veio com o objetivo de ampliar a estrada de ferro do Brasil”, conta
Deoclides dos Santos, diretor do acervo do museu. Santos Dumont viveu no Brasil até
completar 18 anos de idade. Interessado por mecânica e engenharia, ele foi estudar em
Paris, na França, onde foi consagrado como o “pai da aviação”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-celebra-150-anos-de-santos-dumont-o-pai-da-aviacao-nesta-quinta-feira/. Acesso em: 02/09/2023.

Em “ele era um grande aficionado por Júlio Verne”, o vocábulo destacado pode ser substituído, sem prejuízos ao seu sentido original, por: (A palavra “aficionado” está em negrito.)
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Morfologia — Classificação do “que”

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

Brasil celebra 150 anos de Santos Dumont, o “pai da aviação”, nesta quinta-feira
Brasileiro foi responsável pela criação do 14 bis, primeiro veículo mais pesado que o ar a conseguir levantar voo

Publicado em 19/07/2023 - 23:56 por CNN Brasil

Conhecido como o “pai da aviação”, Alberto Santos Dumont recebeu esse título
por causa da sua invenção, o 14 bis, primeiro avião da história. Hoje, comemora-se o
150º aniversário de seu nascimento.

A criação foi homologada como o primeiro veículo mais pesado que o ar a
5 conseguir voar. O primeiro voo da aeronave ocorreu por uma distância de 60 metros
durante sete segundos no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

O protótipo do 14 bis, conhecido até hoje, era formado por uma longa fuselagem
e um cesto de um balão. Antes, em 1901, ele já havia criado o dirigível, que fez um
sobrevoo histórico pela capital francesa no qual contornou a Torre Eiffel. Na época,
10 Dumont recebeu um prêmio por completar o trajeto de 11 km no tempo mais rápido até
aquele momento: 29 minutos e 30 segundos. Dumont criou também, em 1907, o avião
Demoiselle, um dos primeiros ultraleves do mundo. O seu objetivo era voar ainda mais
alto que o 14 bis. Sem patentes, os projetos de Dumont foram aperfeiçoados mesmo
depois de sua morte, garantindo que distâncias fossem percorridas em menores tempos.

15 “Eu reputo Santos Dumont como o brasileiro de maior impacto na história da
humanidade, porque, na realidade, ele abriu as portas do mundo moderno. Ele era um
grande aficionado por Júlio Verne que, na época dele, era um grande autor de ficção
científica sobre o espaço. Então, tudo que o Júlio Verne disse que poderia acontecer e
que o Santos Dumont não fez, ele abriu as portas para que, no futuro, acontecesse. Eu
20 acho que isso foi o que me inspirou, talvez até, para ser cientista, esse grau de completo
e total ousadia e desprezo pelas pessoas que dizem que o impossível não pode ser
conquistado”, comenta o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, que é grande
admirador do inventor.

No Brasil, além de ser considerado um herói, Dumont também é homenageado e
25 tem sua história contada na cidade em que nasceu. Mineiro, o inventor nasceu em uma
pequena cidade do interior que, hoje, carrega o seu nome. A casa onde ele viveu
atualmente é o Museu Cabangu, que guarda cartas, fotografias e objetos pessoais do
inventor.

“Seus pais, Henrique e Francisca, chegam aqui, Francisca já vem grávida. E
30 Alberto Santos Dumont aqui nasce em 20 de julho de 1873, sendo o sexto filho da família
Dumont. O pai dele veio com o objetivo de ampliar a estrada de ferro do Brasil”, conta
Deoclides dos Santos, diretor do acervo do museu. Santos Dumont viveu no Brasil até
completar 18 anos de idade. Interessado por mecânica e engenharia, ele foi estudar em
Paris, na França, onde foi consagrado como o “pai da aviação”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-celebra-150-anos-de-santos-dumont-o-pai-da-aviacao-nesta-quinta-feira/. Acesso em: 02/09/2023.

Marque a alternativa em que o vocábulo “que” tenha o mesmo valor morfológico da palavra sublinhada no trecho abaixo:

“... comenta o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, que é grande admirador do inventor.” (ℓ. 22 e 23) (A palavra “que” está sublinhada.)
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

“No Brasil, onde nasci em 20 de julho de 1873, o céu é tão belo, os pássaros voam tão alto e planam tão à vontade sobre as grandes asas estendidas, as nuvens sobem tão alegremente na pura luz do dia, onde se deitam tão languidamente, na atmosfera embalsamada das noites, que basta levantar os olhos para ficar amante do espaço e da liberdade. (...). Quando se pensa que basta elevar-se algumas jardas sobre o solo para estar acima de todos os obstáculos, ao abrigo de todos os perigos que ameaçam embaixo os pedestres, para visitar, sem fadiga, embalado em uma cesta, os panoramas infinitamente variados deste rico país, parece-me que se torna necessariamente um aeronauta. Esse foi ao menos meu caso.”

Santos Dumont

Disponível em: https://infograficos.estadao.com.br/especiais/a-redescoberta-de-santos-dumont/capitulo-12.php. Acesso em: 25/08/2023.

O texto acima pertence ao capítulo “Como me tornei um Aeronauta” de um livro manuscrito em francês pelo próprio Santos Dumont e traduzido para o português por seus familiares. Sobre o texto 2, pode-se afirmar que ele
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto descreve poeticamente a influência do Brasil na vocação de Santos Dumont.

Dumont descreve o céu, os pássaros e as nuvens do Brasil com linguagem lírica e conclui que isso o levou a ser aeronauta (“Esse foi ao menos meu caso”). O trecho trata, portanto, da influência do país natal sobre sua carreira, e é isso que a B afirma.

Análise das alternativas

A está errada porque o texto é pessoal e subjetivo, em primeira pessoa. C generaliza para os profissionais da aviação. D está errada porque não há dificuldades relatadas. E fala em experiências espaciais vividas, mas ele não as narra: apenas explica o encantamento que o levou à aeronáutica.

Referência: Interpretação de texto; linguagem poética e memorialística.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Crase

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

“No Brasil, onde nasci em 20 de julho de 1873, o céu é tão belo, os pássaros voam tão alto e planam tão à vontade sobre as grandes asas estendidas, as nuvens sobem tão alegremente na pura luz do dia, onde se deitam tão languidamente, na atmosfera embalsamada das noites, que basta levantar os olhos para ficar amante do espaço e da liberdade. (...). Quando se pensa que basta elevar-se algumas jardas sobre o solo para estar acima de todos os obstáculos, ao abrigo de todos os perigos que ameaçam embaixo os pedestres, para visitar, sem fadiga, embalado em uma cesta, os panoramas infinitamente variados deste rico país, parece-me que se torna necessariamente um aeronauta. Esse foi ao menos meu caso.”

Santos Dumont

Disponível em: https://infograficos.estadao.com.br/especiais/a-redescoberta-de-santos-dumont/capitulo-12.php. Acesso em: 25/08/2023.

No trecho “planam tão à vontade sobre as grandes asas estendidas”, a ocorrência da crase no trecho destacado é motivada por (A expressão “à vontade” está em negrito.)
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Colocação Pronominal — Ênclise

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2

“No Brasil, onde nasci em 20 de julho de 1873, o céu é tão belo, os pássaros voam tão alto e planam tão à vontade sobre as grandes asas estendidas, as nuvens sobem tão alegremente na pura luz do dia, onde se deitam tão languidamente, na atmosfera embalsamada das noites, que basta levantar os olhos para ficar amante do espaço e da liberdade. (...). Quando se pensa que basta elevar-se algumas jardas sobre o solo para estar acima de todos os obstáculos, ao abrigo de todos os perigos que ameaçam embaixo os pedestres, para visitar, sem fadiga, embalado em uma cesta, os panoramas infinitamente variados deste rico país, parece-me que se torna necessariamente um aeronauta. Esse foi ao menos meu caso.”

Santos Dumont

Disponível em: https://infograficos.estadao.com.br/especiais/a-redescoberta-de-santos-dumont/capitulo-12.php. Acesso em: 25/08/2023.

Em “parece-me que se torna necessariamente um aeronauta”, a ênclise é justificada, pois
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Ênclise justificada porque o verbo inicia a oração.

Em “parece-me que se torna...”, o verbo “parece” abre a oração, e na norma-padrão não se começa frase com pronome oblíquo átono. Por isso usa-se a ênclise (parece-me).

Análise das alternativas

A está errada porque o verbo não está no imperativo. B apresenta como justificativa a ausência de palavra atrativa, o que por si só não explica a ênclise (a regra é o verbo iniciando a oração). C está errada porque não há gerúndio. E está errada porque a frase não é exclamativa.

Referência: Colocação pronominal: ênclise.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Humor em Tirinha

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 3

Tirinha em três quadrinhos de Mauricio de Sousa, com Chico Bento e Zeca sentados em poltronas de avião. Quadrinho 1: Zeca diz “EU SEI QUE ESSA É A SUA PRIMEIRA VIAGEM DE AVIÃO!”, “MAS NÃO PRECISA REZAR!”; Chico Bento, de mãos juntas e olhos fechados, responde “CARECE, SIM!”. Quadrinho 2: Zeca pergunta “E PRA QUEM VOCÊ ESTÁ REZANDO?”; Chico Bento responde “PRO SANTO PROTETOR DOS AVIÃO!”. Quadrinho 3: Chico Bento, rezando, diz “SANTO DUMONTI!”, enquanto Zeca o olha surpreso.

Disponível em: https://www.forumch.com.br/topic/17988-quadrinhos-gibis/page/115/. Acesso em: 21/08/2023.

No texto 3, observa-se a conversa entre dois famosos personagens de Mauricio de Sousa, Chico Bento, que vive no interior, e Zeca, seu primo da cidade. O humor presente na tirinha acima decorre principalmente do fato de
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Variação Linguística e Linguagem Multimodal

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 3

Tirinha em três quadrinhos de Mauricio de Sousa, com Chico Bento e Zeca sentados em poltronas de avião. Quadrinho 1: Zeca diz “EU SEI QUE ESSA É A SUA PRIMEIRA VIAGEM DE AVIÃO!”, “MAS NÃO PRECISA REZAR!”; Chico Bento, de mãos juntas e olhos fechados, responde “CARECE, SIM!”. Quadrinho 2: Zeca pergunta “E PRA QUEM VOCÊ ESTÁ REZANDO?”; Chico Bento responde “PRO SANTO PROTETOR DOS AVIÃO!”. Quadrinho 3: Chico Bento, rezando, diz “SANTO DUMONTI!”, enquanto Zeca o olha surpreso.

Disponível em: https://www.forumch.com.br/topic/17988-quadrinhos-gibis/page/115/. Acesso em: 21/08/2023.

Na tirinha acima, pode-se observar que
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Relações Semânticas entre Textos

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

Brasil celebra 150 anos de Santos Dumont, o “pai da aviação”, nesta quinta-feira
Brasileiro foi responsável pela criação do 14 bis, primeiro veículo mais pesado que o ar a conseguir levantar voo

Publicado em 19/07/2023 - 23:56 por CNN Brasil

Conhecido como o “pai da aviação”, Alberto Santos Dumont recebeu esse título
por causa da sua invenção, o 14 bis, primeiro avião da história. Hoje, comemora-se o
150º aniversário de seu nascimento.

A criação foi homologada como o primeiro veículo mais pesado que o ar a
5 conseguir voar. O primeiro voo da aeronave ocorreu por uma distância de 60 metros
durante sete segundos no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

O protótipo do 14 bis, conhecido até hoje, era formado por uma longa fuselagem
e um cesto de um balão. Antes, em 1901, ele já havia criado o dirigível, que fez um
sobrevoo histórico pela capital francesa no qual contornou a Torre Eiffel. Na época,
10 Dumont recebeu um prêmio por completar o trajeto de 11 km no tempo mais rápido até
aquele momento: 29 minutos e 30 segundos. Dumont criou também, em 1907, o avião
Demoiselle, um dos primeiros ultraleves do mundo. O seu objetivo era voar ainda mais
alto que o 14 bis. Sem patentes, os projetos de Dumont foram aperfeiçoados mesmo
depois de sua morte, garantindo que distâncias fossem percorridas em menores tempos.

15 “Eu reputo Santos Dumont como o brasileiro de maior impacto na história da
humanidade, porque, na realidade, ele abriu as portas do mundo moderno. Ele era um
grande aficionado por Júlio Verne que, na época dele, era um grande autor de ficção
científica sobre o espaço. Então, tudo que o Júlio Verne disse que poderia acontecer e
que o Santos Dumont não fez, ele abriu as portas para que, no futuro, acontecesse. Eu
20 acho que isso foi o que me inspirou, talvez até, para ser cientista, esse grau de completo
e total ousadia e desprezo pelas pessoas que dizem que o impossível não pode ser
conquistado”, comenta o médico e neurocientista Miguel Nicolelis, que é grande
admirador do inventor.

No Brasil, além de ser considerado um herói, Dumont também é homenageado e
25 tem sua história contada na cidade em que nasceu. Mineiro, o inventor nasceu em uma
pequena cidade do interior que, hoje, carrega o seu nome. A casa onde ele viveu
atualmente é o Museu Cabangu, que guarda cartas, fotografias e objetos pessoais do
inventor.

“Seus pais, Henrique e Francisca, chegam aqui, Francisca já vem grávida. E
30 Alberto Santos Dumont aqui nasce em 20 de julho de 1873, sendo o sexto filho da família
Dumont. O pai dele veio com o objetivo de ampliar a estrada de ferro do Brasil”, conta
Deoclides dos Santos, diretor do acervo do museu. Santos Dumont viveu no Brasil até
completar 18 anos de idade. Interessado por mecânica e engenharia, ele foi estudar em
Paris, na França, onde foi consagrado como o “pai da aviação”.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-celebra-150-anos-de-santos-dumont-o-pai-da-aviacao-nesta-quinta-feira/. Acesso em: 02/09/2023.

Texto-base:
TEXTO 4

O Avião
Toquinho

Sou mais ligeiro que um carro,
Corro bem mais que um navio.
Sou o passarinho maior
Que até hoje você na sua vida já viu.

Voo lá por cima das nuvens,
Onde o azul muda de tom.
E se eu quiser ultrapasso fácil
A barreira do som.

Minha barriga foi feita
Pra muita gente levar.
Trago pessoas de férias
E homens que vêm e que vão trabalhar.

Dentro eu não faço barulho,
Fora é melhor nem pensar.
Voando pareço levinho,
Mas sou mais pesado que o ar.

Venha voar comigo, amigo.
Sem medo venha voar.
De dia tem o sol brilhando,
De noite quem brilha é o luar.
Venha voar comigo, amigo.
Sem medo venha voar.
Em dia nublado não fique assustado
Que eu tenho radar.
[...]

Disponível em: https://www.letras.mus.br/toquinho/87318/. Acesso em: 14/08/2023.

Observe a seguinte passagem do texto 1 “...o 14 bis, primeiro avião da história.” (ℓ. 2). É possível estabelecer uma correta relação semântica entre o trecho destacado e os seguintes versos do texto 4:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

“Primeiro avião” (mais pesado que o ar) dialoga com o verso “mais pesado que o ar”.

O Texto 1 destaca o 14 bis como o primeiro veículo mais pesado que o ar a voar. O verso “Voando pareço levinho, / Mas sou mais pesado que o ar” retoma essa mesma característica do avião, estabelecendo a relação semântica.

Análise das alternativas

A trata da velocidade/barreira do som, B e C do transporte de passageiros e E do radar. Nenhum desses temas aparece na definição do 14 bis como primeiro avião.

Referência: Intertextualidade e relações semânticas entre textos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Morfologia — Sufixo Diminutivo

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4

O Avião
Toquinho

Sou mais ligeiro que um carro,
Corro bem mais que um navio.
Sou o passarinho maior
Que até hoje você na sua vida já viu.

Voo lá por cima das nuvens,
Onde o azul muda de tom.
E se eu quiser ultrapasso fácil
A barreira do som.

Minha barriga foi feita
Pra muita gente levar.
Trago pessoas de férias
E homens que vêm e que vão trabalhar.

Dentro eu não faço barulho,
Fora é melhor nem pensar.
Voando pareço levinho,
Mas sou mais pesado que o ar.

Venha voar comigo, amigo.
Sem medo venha voar.
De dia tem o sol brilhando,
De noite quem brilha é o luar.
Venha voar comigo, amigo.
Sem medo venha voar.
Em dia nublado não fique assustado
Que eu tenho radar.
[...]

Disponível em: https://www.letras.mus.br/toquinho/87318/. Acesso em: 14/08/2023.

Considere os versos abaixo:

“Voando pareço levinho, / Mas sou mais pesado que o ar.” (A palavra “levinho” está sublinhada.)

O sufixo inho, indicador de grau diminutivo, nem sempre tem sua utilização relacionada à variação de tamanho, podendo indicar outros valores e intenções. Na palavra destacada no verso acima, o sufixo inho denota uma relação de
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Cartum

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 5

Cartum de Nani em dois quadros. No primeiro, Santos Dumont, de chapéu, pilota o 14-BIS no ar; no chão, um menino aponta para o alto e diz ao pai: “PAI, COMPRA PRA MIM?”. No segundo, o menino aparece vestido como Santos Dumont, de chapéu e bigode, e diz, contrariado: “EU ESTAVA FALANDO DO AVIÃO.”, enquanto o pai o observa.

Disponível em: http://www.nanihumor.com/2010/09/cartum-do-dia_29.html. Acesso em: 12/08/2023.

O cartum é um gênero textual geralmente veiculado em jornais, revistas, sites especializados, salões de humor ou mesmo livros. Ele pode fazer uma crítica, levar a uma reflexão ou ter intenção puramente humorística. Ainda sobre esse gênero e após a leitura do texto 5, marque a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Título e Conteúdo

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 6

Emergência – Luís Fernando Veríssimo

É fácil identificar o passageiro de primeira viagem. É o que já entra no avião
desconfiado. O cumprimento da aeromoça, na porta do avião, já é um desafio para a sua
compreensão.

— Bom dia...

5 — Como assim?

Ele faz questão de sentar num banco de corredor, perto da porta. Para ser o
primeiro a sair no caso de alguma coisa dar errado. Tem dificuldade com o cinto de
segurança. Não consegue atá-lo. Confidencia para o passageiro ao seu lado:

— Não encontro o buraquinho. Não tem buraquinho?

10 Acaba esquecendo a fivela e dando um nó no cinto. Comenta, com um falso riso
descontraído: "Até aqui, tudo bem". O passageiro ao lado explica que o avião ainda está
parado, mas ele não ouve. A aeromoça vem lhe oferecer um jornal, mas ele recusa.

— Obrigado. Não bebo.

Quando o avião começa a correr pela pista antes de levantar voo, ele é aquele
15 com os olhos arregalados e a expressão de Santa Mãe do Céu! no rosto. Com o avião no
ar, dá uma espiada pela janela e se arrepende. É a última espiada que dará pela janela.

Mas o pior está por vir. De repente ele ouve uma misteriosa voz descarnada. Olha
para todos os lados para descobrir de onde sai a voz.

"Senhores passageiros, sua atenção, por favor. A seguir, nosso pessoal de bordo
20 fará uma demonstração de rotina do sistema de segurança deste aparelho. Há saídas de
emergência na frente, nos dois lados e atrás."

— Emergência? Que Emergência? Quando eu comprei a passagem ninguém
falou nada em emergência. Olha, o meu é sem emergência.

Uma das aeromoças, de pé ao seu lado, tenta acalmá-lo.

25 — Isto é apenas rotina, cavalheiro.

— Odeio a rotina. Aposto que você diz isso para todos. Ai meu santo.

"No caso de despressurização da cabina, máscaras de oxigênio cairão
automaticamente de seus compartimentos."

— Que história é essa? Que despressurização? Que cabina?

30 "Puxe a máscara em sua direção. Isto acionará o suprimento de oxigênio. Coloque
a máscara sobre o rosto e respire normalmente."

— Respirar normalmente?! A cabina despressurizada, máscaras de oxigênio
caindo sobre nossas cabeças — e ele quer que a gente respire normalmente?!

"Em caso de pouso forçado na água..."

35 — O quê?!

"... os assentos de suas cadeiras são flutuantes e podem ser levados para fora do
aparelho e..."

— Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo, menos bancos flutuantes!

— Calma, cavalheiro.

40 — Eu desisto! Parem este troço que eu vou descer. Onde é a cordinha? Parem!

— Cavalheiro, por favor. Fique calmo.

— Eu estou calmo. Calmíssimo. Você é que está nervosa e, não sei por quê, está
tentando arrancar as minhas mãos do pescoço deste cavalheiro ao meu lado. Que, aliás,
também parece consternado e levemente azul.

45 — Calma! Isso. Pronto. Fique tranquilo. Não vai acontecer nada.

— Só não quero mais ouvir falar em banco flutuante.

— Certo. Ninguém mais vai falar em banco flutuante.

Ele se vira para o passageiro ao lado, que tenta desesperadamente recuperar a
respiração, e pede desculpas. Perdeu a cabeça.

50 — É que banco flutuante foi demais. Imagine só. Todo mundo flutuando sentado.
Fazendo sala no meio do Oceano Atlântico!

A aeromoça diz que vai lhe trazer um calmante e aí mesmo é que ele dá um pulo:

— Calmante, por quê? O que é que está acontecendo? Vocês estão me
escondendo alguma coisa!

55 Finalmente, a muito custo, conseguem acalmá-lo. Ele fica rígido na cadeira.
Recusa tudo que lhe é oferecido. Não quer o almoço. Pergunta se pode receber a sua
comida em dinheiro. Deixa cair a cabeça para trás e tenta dormir. Mas, a cada sacudida
do avião, abre os olhos e fica cuidando a portinha do compartimento sobre sua cabeça,
de onde, a qualquer momento, pode pular uma máscara de oxigênio e matá-lo do coração.

60 De repente, outra voz. Desta vez é a do comandante.

— Senhores passageiros, aqui fala o comandante Araújo. Neste momento, à nossa
direita, podemos ver a cidade de...

Ele pula outra vez da cadeira e grita para a cabina do piloto:

— Olha para a frente, Araújo! Olha para a frente!

Disponível em: https://educarsempre.com/2020/03/16/cronica-interprtacao-e-compreensao/. Acesso em: 12/08/2023.

Marque a correta relação do título da crônica com o seu conteúdo:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O título “Emergência” se liga ao medo do passageiro inexperiente, que acha que o avião está prestes a entrar em emergência.

O passageiro de primeira viagem desconfia de toda a rotina do voo e interpreta os avisos de segurança como sinais de perigo real. O título remete à palavra que o assusta (“saídas de emergência”) e ao estado de alarme em que ele vive o tempo todo. Isso é o que a D descreve.

Análise das alternativas

A diz que ele tem vergonha de demonstrar o medo, mas ele o exibe abertamente. B afirma que há sinais reais de emergência, quando são apenas avisos de rotina. C fala em postura ponderada, o oposto do que ocorre. E restringe o título à decolagem, mas os avisos aparecem ao longo de todo o voo.

Referência: Interpretação de texto; relação título-conteúdo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Tema Central

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 6

Emergência – Luís Fernando Veríssimo

É fácil identificar o passageiro de primeira viagem. É o que já entra no avião
desconfiado. O cumprimento da aeromoça, na porta do avião, já é um desafio para a sua
compreensão.

— Bom dia...

5 — Como assim?

Ele faz questão de sentar num banco de corredor, perto da porta. Para ser o
primeiro a sair no caso de alguma coisa dar errado. Tem dificuldade com o cinto de
segurança. Não consegue atá-lo. Confidencia para o passageiro ao seu lado:

— Não encontro o buraquinho. Não tem buraquinho?

10 Acaba esquecendo a fivela e dando um nó no cinto. Comenta, com um falso riso
descontraído: "Até aqui, tudo bem". O passageiro ao lado explica que o avião ainda está
parado, mas ele não ouve. A aeromoça vem lhe oferecer um jornal, mas ele recusa.

— Obrigado. Não bebo.

Quando o avião começa a correr pela pista antes de levantar voo, ele é aquele
15 com os olhos arregalados e a expressão de Santa Mãe do Céu! no rosto. Com o avião no
ar, dá uma espiada pela janela e se arrepende. É a última espiada que dará pela janela.

Mas o pior está por vir. De repente ele ouve uma misteriosa voz descarnada. Olha
para todos os lados para descobrir de onde sai a voz.

"Senhores passageiros, sua atenção, por favor. A seguir, nosso pessoal de bordo
20 fará uma demonstração de rotina do sistema de segurança deste aparelho. Há saídas de
emergência na frente, nos dois lados e atrás."

— Emergência? Que Emergência? Quando eu comprei a passagem ninguém
falou nada em emergência. Olha, o meu é sem emergência.

Uma das aeromoças, de pé ao seu lado, tenta acalmá-lo.

25 — Isto é apenas rotina, cavalheiro.

— Odeio a rotina. Aposto que você diz isso para todos. Ai meu santo.

"No caso de despressurização da cabina, máscaras de oxigênio cairão
automaticamente de seus compartimentos."

— Que história é essa? Que despressurização? Que cabina?

30 "Puxe a máscara em sua direção. Isto acionará o suprimento de oxigênio. Coloque
a máscara sobre o rosto e respire normalmente."

— Respirar normalmente?! A cabina despressurizada, máscaras de oxigênio
caindo sobre nossas cabeças — e ele quer que a gente respire normalmente?!

"Em caso de pouso forçado na água..."

35 — O quê?!

"... os assentos de suas cadeiras são flutuantes e podem ser levados para fora do
aparelho e..."

— Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo, menos bancos flutuantes!

— Calma, cavalheiro.

40 — Eu desisto! Parem este troço que eu vou descer. Onde é a cordinha? Parem!

— Cavalheiro, por favor. Fique calmo.

— Eu estou calmo. Calmíssimo. Você é que está nervosa e, não sei por quê, está
tentando arrancar as minhas mãos do pescoço deste cavalheiro ao meu lado. Que, aliás,
também parece consternado e levemente azul.

45 — Calma! Isso. Pronto. Fique tranquilo. Não vai acontecer nada.

— Só não quero mais ouvir falar em banco flutuante.

— Certo. Ninguém mais vai falar em banco flutuante.

Ele se vira para o passageiro ao lado, que tenta desesperadamente recuperar a
respiração, e pede desculpas. Perdeu a cabeça.

50 — É que banco flutuante foi demais. Imagine só. Todo mundo flutuando sentado.
Fazendo sala no meio do Oceano Atlântico!

A aeromoça diz que vai lhe trazer um calmante e aí mesmo é que ele dá um pulo:

— Calmante, por quê? O que é que está acontecendo? Vocês estão me
escondendo alguma coisa!

55 Finalmente, a muito custo, conseguem acalmá-lo. Ele fica rígido na cadeira.
Recusa tudo que lhe é oferecido. Não quer o almoço. Pergunta se pode receber a sua
comida em dinheiro. Deixa cair a cabeça para trás e tenta dormir. Mas, a cada sacudida
do avião, abre os olhos e fica cuidando a portinha do compartimento sobre sua cabeça,
de onde, a qualquer momento, pode pular uma máscara de oxigênio e matá-lo do coração.

60 De repente, outra voz. Desta vez é a do comandante.

— Senhores passageiros, aqui fala o comandante Araújo. Neste momento, à nossa
direita, podemos ver a cidade de...

Ele pula outra vez da cadeira e grita para a cabina do piloto:

— Olha para a frente, Araújo! Olha para a frente!

Disponível em: https://educarsempre.com/2020/03/16/cronica-interprtacao-e-compreensao/. Acesso em: 12/08/2023.

A crônica é um gênero que trata de temas cotidianos. Sendo assim, é possível afirmar que o texto 6, em relação ao seu tema central:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Tema central: o medo exagerado de um passageiro de primeira viagem.

A crônica mostra, com humor, o pavor de um passageiro de primeira viagem diante de tudo no voo (cinto, rotina, máscaras, bancos flutuantes). Esse é o tema central, e a alternativa E o resume sem acrescentar nada.

Análise das alternativas

A fala em “diversas fobias” de quem “costuma viajar”, o que contradiz o texto. B restringe o medo à altura. C reduz tudo à palavra “despressurização”. D afirma uma comparação com o passageiro ao lado, que não é o foco.

Referência: Interpretação de texto; gênero crônica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Período Composto — Coordenação e Subordinação

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 6

Emergência – Luís Fernando Veríssimo

É fácil identificar o passageiro de primeira viagem. É o que já entra no avião
desconfiado. O cumprimento da aeromoça, na porta do avião, já é um desafio para a sua
compreensão.

— Bom dia...

5 — Como assim?

Ele faz questão de sentar num banco de corredor, perto da porta. Para ser o
primeiro a sair no caso de alguma coisa dar errado. Tem dificuldade com o cinto de
segurança. Não consegue atá-lo. Confidencia para o passageiro ao seu lado:

— Não encontro o buraquinho. Não tem buraquinho?

10 Acaba esquecendo a fivela e dando um nó no cinto. Comenta, com um falso riso
descontraído: "Até aqui, tudo bem". O passageiro ao lado explica que o avião ainda está
parado, mas ele não ouve. A aeromoça vem lhe oferecer um jornal, mas ele recusa.

— Obrigado. Não bebo.

Quando o avião começa a correr pela pista antes de levantar voo, ele é aquele
15 com os olhos arregalados e a expressão de Santa Mãe do Céu! no rosto. Com o avião no
ar, dá uma espiada pela janela e se arrepende. É a última espiada que dará pela janela.

Mas o pior está por vir. De repente ele ouve uma misteriosa voz descarnada. Olha
para todos os lados para descobrir de onde sai a voz.

"Senhores passageiros, sua atenção, por favor. A seguir, nosso pessoal de bordo
20 fará uma demonstração de rotina do sistema de segurança deste aparelho. Há saídas de
emergência na frente, nos dois lados e atrás."

— Emergência? Que Emergência? Quando eu comprei a passagem ninguém
falou nada em emergência. Olha, o meu é sem emergência.

Uma das aeromoças, de pé ao seu lado, tenta acalmá-lo.

25 — Isto é apenas rotina, cavalheiro.

— Odeio a rotina. Aposto que você diz isso para todos. Ai meu santo.

"No caso de despressurização da cabina, máscaras de oxigênio cairão
automaticamente de seus compartimentos."

— Que história é essa? Que despressurização? Que cabina?

30 "Puxe a máscara em sua direção. Isto acionará o suprimento de oxigênio. Coloque
a máscara sobre o rosto e respire normalmente."

— Respirar normalmente?! A cabina despressurizada, máscaras de oxigênio
caindo sobre nossas cabeças — e ele quer que a gente respire normalmente?!

"Em caso de pouso forçado na água..."

35 — O quê?!

"... os assentos de suas cadeiras são flutuantes e podem ser levados para fora do
aparelho e..."

— Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo, menos bancos flutuantes!

— Calma, cavalheiro.

40 — Eu desisto! Parem este troço que eu vou descer. Onde é a cordinha? Parem!

— Cavalheiro, por favor. Fique calmo.

— Eu estou calmo. Calmíssimo. Você é que está nervosa e, não sei por quê, está
tentando arrancar as minhas mãos do pescoço deste cavalheiro ao meu lado. Que, aliás,
também parece consternado e levemente azul.

45 — Calma! Isso. Pronto. Fique tranquilo. Não vai acontecer nada.

— Só não quero mais ouvir falar em banco flutuante.

— Certo. Ninguém mais vai falar em banco flutuante.

Ele se vira para o passageiro ao lado, que tenta desesperadamente recuperar a
respiração, e pede desculpas. Perdeu a cabeça.

50 — É que banco flutuante foi demais. Imagine só. Todo mundo flutuando sentado.
Fazendo sala no meio do Oceano Atlântico!

A aeromoça diz que vai lhe trazer um calmante e aí mesmo é que ele dá um pulo:

— Calmante, por quê? O que é que está acontecendo? Vocês estão me
escondendo alguma coisa!

55 Finalmente, a muito custo, conseguem acalmá-lo. Ele fica rígido na cadeira.
Recusa tudo que lhe é oferecido. Não quer o almoço. Pergunta se pode receber a sua
comida em dinheiro. Deixa cair a cabeça para trás e tenta dormir. Mas, a cada sacudida
do avião, abre os olhos e fica cuidando a portinha do compartimento sobre sua cabeça,
de onde, a qualquer momento, pode pular uma máscara de oxigênio e matá-lo do coração.

60 De repente, outra voz. Desta vez é a do comandante.

— Senhores passageiros, aqui fala o comandante Araújo. Neste momento, à nossa
direita, podemos ver a cidade de...

Ele pula outra vez da cadeira e grita para a cabina do piloto:

— Olha para a frente, Araújo! Olha para a frente!

Disponível em: https://educarsempre.com/2020/03/16/cronica-interprtacao-e-compreensao/. Acesso em: 12/08/2023.

Observe o seguinte trecho do Texto 6:

“O passageiro ao lado explica que o avião ainda está parado, mas ele não ouve.” (ℓ. 11 e 12).

Sobre o período acima destacado, podemos afirmar que se trata de um período:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Período com 3 orações: subordinação (substantiva) seguida de coordenação (adversativa).

São três orações: “O passageiro ao lado explica” (principal), “que o avião ainda está parado” (subordinada substantiva objetiva direta) e “mas ele não ouve” (coordenada sindética adversativa). Há, portanto, subordinação e coordenação, nessa ordem, com três orações.

Análise das alternativas

A está errada, pois há mais de um verbo. B ignora a subordinada introduzida por “que”. D inverte a ordem dos processos. E ignora a oração iniciada por “mas” e diz haver apenas duas orações.

Referência: Período composto por coordenação e subordinação; orações subordinadas substantivas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pronomes — Referência

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 6

Emergência – Luís Fernando Veríssimo

É fácil identificar o passageiro de primeira viagem. É o que já entra no avião
desconfiado. O cumprimento da aeromoça, na porta do avião, já é um desafio para a sua
compreensão.

— Bom dia...

5 — Como assim?

Ele faz questão de sentar num banco de corredor, perto da porta. Para ser o
primeiro a sair no caso de alguma coisa dar errado. Tem dificuldade com o cinto de
segurança. Não consegue atá-lo. Confidencia para o passageiro ao seu lado:

— Não encontro o buraquinho. Não tem buraquinho?

10 Acaba esquecendo a fivela e dando um nó no cinto. Comenta, com um falso riso
descontraído: "Até aqui, tudo bem". O passageiro ao lado explica que o avião ainda está
parado, mas ele não ouve. A aeromoça vem lhe oferecer um jornal, mas ele recusa.

— Obrigado. Não bebo.

Quando o avião começa a correr pela pista antes de levantar voo, ele é aquele
15 com os olhos arregalados e a expressão de Santa Mãe do Céu! no rosto. Com o avião no
ar, dá uma espiada pela janela e se arrepende. É a última espiada que dará pela janela.

Mas o pior está por vir. De repente ele ouve uma misteriosa voz descarnada. Olha
para todos os lados para descobrir de onde sai a voz.

"Senhores passageiros, sua atenção, por favor. A seguir, nosso pessoal de bordo
20 fará uma demonstração de rotina do sistema de segurança deste aparelho. Há saídas de
emergência na frente, nos dois lados e atrás."

— Emergência? Que Emergência? Quando eu comprei a passagem ninguém
falou nada em emergência. Olha, o meu é sem emergência.

Uma das aeromoças, de pé ao seu lado, tenta acalmá-lo.

25 — Isto é apenas rotina, cavalheiro.

— Odeio a rotina. Aposto que você diz isso para todos. Ai meu santo.

"No caso de despressurização da cabina, máscaras de oxigênio cairão
automaticamente de seus compartimentos."

— Que história é essa? Que despressurização? Que cabina?

30 "Puxe a máscara em sua direção. Isto acionará o suprimento de oxigênio. Coloque
a máscara sobre o rosto e respire normalmente."

— Respirar normalmente?! A cabina despressurizada, máscaras de oxigênio
caindo sobre nossas cabeças — e ele quer que a gente respire normalmente?!

"Em caso de pouso forçado na água..."

35 — O quê?!

"... os assentos de suas cadeiras são flutuantes e podem ser levados para fora do
aparelho e..."

— Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo, menos bancos flutuantes!

— Calma, cavalheiro.

40 — Eu desisto! Parem este troço que eu vou descer. Onde é a cordinha? Parem!

— Cavalheiro, por favor. Fique calmo.

— Eu estou calmo. Calmíssimo. Você é que está nervosa e, não sei por quê, está
tentando arrancar as minhas mãos do pescoço deste cavalheiro ao meu lado. Que, aliás,
também parece consternado e levemente azul.

45 — Calma! Isso. Pronto. Fique tranquilo. Não vai acontecer nada.

— Só não quero mais ouvir falar em banco flutuante.

— Certo. Ninguém mais vai falar em banco flutuante.

Ele se vira para o passageiro ao lado, que tenta desesperadamente recuperar a
respiração, e pede desculpas. Perdeu a cabeça.

50 — É que banco flutuante foi demais. Imagine só. Todo mundo flutuando sentado.
Fazendo sala no meio do Oceano Atlântico!

A aeromoça diz que vai lhe trazer um calmante e aí mesmo é que ele dá um pulo:

— Calmante, por quê? O que é que está acontecendo? Vocês estão me
escondendo alguma coisa!

55 Finalmente, a muito custo, conseguem acalmá-lo. Ele fica rígido na cadeira.
Recusa tudo que lhe é oferecido. Não quer o almoço. Pergunta se pode receber a sua
comida em dinheiro. Deixa cair a cabeça para trás e tenta dormir. Mas, a cada sacudida
do avião, abre os olhos e fica cuidando a portinha do compartimento sobre sua cabeça,
de onde, a qualquer momento, pode pular uma máscara de oxigênio e matá-lo do coração.

60 De repente, outra voz. Desta vez é a do comandante.

— Senhores passageiros, aqui fala o comandante Araújo. Neste momento, à nossa
direita, podemos ver a cidade de...

Ele pula outra vez da cadeira e grita para a cabina do piloto:

— Olha para a frente, Araújo! Olha para a frente!

Disponível em: https://educarsempre.com/2020/03/16/cronica-interprtacao-e-compreensao/. Acesso em: 12/08/2023.

No período “Olha, o meu é sem emergência.” (ℓ. 23), o pronome destacado refere-se a
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O pronome “meu” retoma o voo (a passagem/viagem).

O personagem diz “Olha, o meu é sem emergência”, e o possessivo “meu” retoma um substantivo masculino implícito: o voo (ele acabou de dizer que, ao comprar a passagem, ninguém falou em emergência). Ele afirma que o seu voo é “sem emergência”, e esse é o efeito de humor.

Análise das alternativas

A (sistema de segurança) e E (pessoal de bordo) não são algo que ele “comprou” nem que possa ser “sem emergência”. B (emergência) tornaria a frase contraditória (“emergência sem emergência”). D (passageiro) não se encaixa, pois o possuidor é o próprio falante.

Referência: Pronomes possessivos e referenciação textual.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções Coordenativas

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 6

Emergência – Luís Fernando Veríssimo

É fácil identificar o passageiro de primeira viagem. É o que já entra no avião
desconfiado. O cumprimento da aeromoça, na porta do avião, já é um desafio para a sua
compreensão.

— Bom dia...

5 — Como assim?

Ele faz questão de sentar num banco de corredor, perto da porta. Para ser o
primeiro a sair no caso de alguma coisa dar errado. Tem dificuldade com o cinto de
segurança. Não consegue atá-lo. Confidencia para o passageiro ao seu lado:

— Não encontro o buraquinho. Não tem buraquinho?

10 Acaba esquecendo a fivela e dando um nó no cinto. Comenta, com um falso riso
descontraído: "Até aqui, tudo bem". O passageiro ao lado explica que o avião ainda está
parado, mas ele não ouve. A aeromoça vem lhe oferecer um jornal, mas ele recusa.

— Obrigado. Não bebo.

Quando o avião começa a correr pela pista antes de levantar voo, ele é aquele
15 com os olhos arregalados e a expressão de Santa Mãe do Céu! no rosto. Com o avião no
ar, dá uma espiada pela janela e se arrepende. É a última espiada que dará pela janela.

Mas o pior está por vir. De repente ele ouve uma misteriosa voz descarnada. Olha
para todos os lados para descobrir de onde sai a voz.

"Senhores passageiros, sua atenção, por favor. A seguir, nosso pessoal de bordo
20 fará uma demonstração de rotina do sistema de segurança deste aparelho. Há saídas de
emergência na frente, nos dois lados e atrás."

— Emergência? Que Emergência? Quando eu comprei a passagem ninguém
falou nada em emergência. Olha, o meu é sem emergência.

Uma das aeromoças, de pé ao seu lado, tenta acalmá-lo.

25 — Isto é apenas rotina, cavalheiro.

— Odeio a rotina. Aposto que você diz isso para todos. Ai meu santo.

"No caso de despressurização da cabina, máscaras de oxigênio cairão
automaticamente de seus compartimentos."

— Que história é essa? Que despressurização? Que cabina?

30 "Puxe a máscara em sua direção. Isto acionará o suprimento de oxigênio. Coloque
a máscara sobre o rosto e respire normalmente."

— Respirar normalmente?! A cabina despressurizada, máscaras de oxigênio
caindo sobre nossas cabeças — e ele quer que a gente respire normalmente?!

"Em caso de pouso forçado na água..."

35 — O quê?!

"... os assentos de suas cadeiras são flutuantes e podem ser levados para fora do
aparelho e..."

— Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo, menos bancos flutuantes!

— Calma, cavalheiro.

40 — Eu desisto! Parem este troço que eu vou descer. Onde é a cordinha? Parem!

— Cavalheiro, por favor. Fique calmo.

— Eu estou calmo. Calmíssimo. Você é que está nervosa e, não sei por quê, está
tentando arrancar as minhas mãos do pescoço deste cavalheiro ao meu lado. Que, aliás,
também parece consternado e levemente azul.

45 — Calma! Isso. Pronto. Fique tranquilo. Não vai acontecer nada.

— Só não quero mais ouvir falar em banco flutuante.

— Certo. Ninguém mais vai falar em banco flutuante.

Ele se vira para o passageiro ao lado, que tenta desesperadamente recuperar a
respiração, e pede desculpas. Perdeu a cabeça.

50 — É que banco flutuante foi demais. Imagine só. Todo mundo flutuando sentado.
Fazendo sala no meio do Oceano Atlântico!

A aeromoça diz que vai lhe trazer um calmante e aí mesmo é que ele dá um pulo:

— Calmante, por quê? O que é que está acontecendo? Vocês estão me
escondendo alguma coisa!

55 Finalmente, a muito custo, conseguem acalmá-lo. Ele fica rígido na cadeira.
Recusa tudo que lhe é oferecido. Não quer o almoço. Pergunta se pode receber a sua
comida em dinheiro. Deixa cair a cabeça para trás e tenta dormir. Mas, a cada sacudida
do avião, abre os olhos e fica cuidando a portinha do compartimento sobre sua cabeça,
de onde, a qualquer momento, pode pular uma máscara de oxigênio e matá-lo do coração.

60 De repente, outra voz. Desta vez é a do comandante.

— Senhores passageiros, aqui fala o comandante Araújo. Neste momento, à nossa
direita, podemos ver a cidade de...

Ele pula outra vez da cadeira e grita para a cabina do piloto:

— Olha para a frente, Araújo! Olha para a frente!

Disponível em: https://educarsempre.com/2020/03/16/cronica-interprtacao-e-compreensao/. Acesso em: 12/08/2023.

Observe o trecho: “Fique tranquilo. Não vai acontecer nada.” (ℓ. 45). Poderíamos unir esses dois períodos simples, formando um período composto por coordenação, sem prejuízo do sentido original, se usássemos a seguinte conjunção:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Relação de explicação entre as duas orações: conjunção coordenativa explicativa.

“Não vai acontecer nada” justifica o pedido “Fique tranquilo”. Isso configura uma relação de explicação, que se exprime por “porque” (ou “pois”) e liga orações coordenadas, preservando o sentido original: “Fique tranquilo, porque não vai acontecer nada.”

Análise das alternativas

A e D (porém, todavia) são adversativas e criariam uma oposição inexistente. B (portanto) é conclusiva e inverteria a relação, pois “não vai acontecer nada” é a razão e não a consequência. C (ou) é alternativa e sugeriria escolher entre duas opções.

Referência: Orações coordenadas explicativas; conjunções coordenativas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Comparação entre Textos

Colégio Militar de Fortaleza 2023 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 3

Tirinha em três quadrinhos de Mauricio de Sousa, com Chico Bento e Zeca sentados em poltronas de avião. Quadrinho 1: Zeca diz “EU SEI QUE ESSA É A SUA PRIMEIRA VIAGEM DE AVIÃO!”, “MAS NÃO PRECISA REZAR!”; Chico Bento, de mãos juntas e olhos fechados, responde “CARECE, SIM!”. Quadrinho 2: Zeca pergunta “E PRA QUEM VOCÊ ESTÁ REZANDO?”; Chico Bento responde “PRO SANTO PROTETOR DOS AVIÃO!”. Quadrinho 3: Chico Bento, rezando, diz “SANTO DUMONTI!”, enquanto Zeca o olha surpreso.

Disponível em: https://www.forumch.com.br/topic/17988-quadrinhos-gibis/page/115/. Acesso em: 21/08/2023.

Texto-base:
TEXTO 6

Emergência – Luís Fernando Veríssimo

É fácil identificar o passageiro de primeira viagem. É o que já entra no avião
desconfiado. O cumprimento da aeromoça, na porta do avião, já é um desafio para a sua
compreensão.

— Bom dia...

5 — Como assim?

Ele faz questão de sentar num banco de corredor, perto da porta. Para ser o
primeiro a sair no caso de alguma coisa dar errado. Tem dificuldade com o cinto de
segurança. Não consegue atá-lo. Confidencia para o passageiro ao seu lado:

— Não encontro o buraquinho. Não tem buraquinho?

10 Acaba esquecendo a fivela e dando um nó no cinto. Comenta, com um falso riso
descontraído: "Até aqui, tudo bem". O passageiro ao lado explica que o avião ainda está
parado, mas ele não ouve. A aeromoça vem lhe oferecer um jornal, mas ele recusa.

— Obrigado. Não bebo.

Quando o avião começa a correr pela pista antes de levantar voo, ele é aquele
15 com os olhos arregalados e a expressão de Santa Mãe do Céu! no rosto. Com o avião no
ar, dá uma espiada pela janela e se arrepende. É a última espiada que dará pela janela.

Mas o pior está por vir. De repente ele ouve uma misteriosa voz descarnada. Olha
para todos os lados para descobrir de onde sai a voz.

"Senhores passageiros, sua atenção, por favor. A seguir, nosso pessoal de bordo
20 fará uma demonstração de rotina do sistema de segurança deste aparelho. Há saídas de
emergência na frente, nos dois lados e atrás."

— Emergência? Que Emergência? Quando eu comprei a passagem ninguém
falou nada em emergência. Olha, o meu é sem emergência.

Uma das aeromoças, de pé ao seu lado, tenta acalmá-lo.

25 — Isto é apenas rotina, cavalheiro.

— Odeio a rotina. Aposto que você diz isso para todos. Ai meu santo.

"No caso de despressurização da cabina, máscaras de oxigênio cairão
automaticamente de seus compartimentos."

— Que história é essa? Que despressurização? Que cabina?

30 "Puxe a máscara em sua direção. Isto acionará o suprimento de oxigênio. Coloque
a máscara sobre o rosto e respire normalmente."

— Respirar normalmente?! A cabina despressurizada, máscaras de oxigênio
caindo sobre nossas cabeças — e ele quer que a gente respire normalmente?!

"Em caso de pouso forçado na água..."

35 — O quê?!

"... os assentos de suas cadeiras são flutuantes e podem ser levados para fora do
aparelho e..."

— Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo, menos bancos flutuantes!

— Calma, cavalheiro.

40 — Eu desisto! Parem este troço que eu vou descer. Onde é a cordinha? Parem!

— Cavalheiro, por favor. Fique calmo.

— Eu estou calmo. Calmíssimo. Você é que está nervosa e, não sei por quê, está
tentando arrancar as minhas mãos do pescoço deste cavalheiro ao meu lado. Que, aliás,
também parece consternado e levemente azul.

45 — Calma! Isso. Pronto. Fique tranquilo. Não vai acontecer nada.

— Só não quero mais ouvir falar em banco flutuante.

— Certo. Ninguém mais vai falar em banco flutuante.

Ele se vira para o passageiro ao lado, que tenta desesperadamente recuperar a
respiração, e pede desculpas. Perdeu a cabeça.

50 — É que banco flutuante foi demais. Imagine só. Todo mundo flutuando sentado.
Fazendo sala no meio do Oceano Atlântico!

A aeromoça diz que vai lhe trazer um calmante e aí mesmo é que ele dá um pulo:

— Calmante, por quê? O que é que está acontecendo? Vocês estão me
escondendo alguma coisa!

55 Finalmente, a muito custo, conseguem acalmá-lo. Ele fica rígido na cadeira.
Recusa tudo que lhe é oferecido. Não quer o almoço. Pergunta se pode receber a sua
comida em dinheiro. Deixa cair a cabeça para trás e tenta dormir. Mas, a cada sacudida
do avião, abre os olhos e fica cuidando a portinha do compartimento sobre sua cabeça,
de onde, a qualquer momento, pode pular uma máscara de oxigênio e matá-lo do coração.

60 De repente, outra voz. Desta vez é a do comandante.

— Senhores passageiros, aqui fala o comandante Araújo. Neste momento, à nossa
direita, podemos ver a cidade de...

Ele pula outra vez da cadeira e grita para a cabina do piloto:

— Olha para a frente, Araújo! Olha para a frente!

Disponível em: https://educarsempre.com/2020/03/16/cronica-interprtacao-e-compreensao/. Acesso em: 12/08/2023.

Considerando os textos 3 e 6, é possível afirmar que:
Selecione uma alternativa