← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Recife (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 38 com gabarito Gabarito disponível Análise das cinco afirmações sobre o texto. III é correta: o rei é caracterizado no início como temperamental e insatisfeito. IV é correta: pela descrição, a primavera, com flores e brisa, era motivo de alegria para o narrador. Logo, a resposta é III e IV. I: o respeito dos súditos é algo que o dinheiro não compra. II: o protagonista é o rei, não o sábio. V: o narrador é em terceira pessoa e não é o rei. Referência: Interpretação de texto narrativo (personagem, narrador). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Os dois-pontos introduzem uma enumeração. Após "satisfazê-lo" vem a lista de presentes (orquídeas, pérolas, diamantes, tapetes, arcas). Os dois-pontos servem para enumerar exemplos de presentes. A: não apresentam o vocábulo "satisfazer". B e D: não há fala nem citação. E: o pensamento está completo, e as reticências ficam depois da lista. Referência: Pontuação: emprego dos dois-pontos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A repetição de "nada disso" reforça que muito foi feito sem sucesso. As duas frases vêm depois de longas listas de presentes e de entretenimento. A repetição enfatiza que, embora muito tenha sido tentado, nada bastou para mudar o humor do rei. B e D: contradizem o texto, que mostra muitos esforços. C: o objetivo era alegrar, não "amofinar". E: o rei desejava ser feliz, e o texto não diz que ele não quisesse. Referência: Efeito de sentido; repetição como recurso expressivo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Sugeriu que fosse feito" equivale a "aconselhou que fosse feito". O sábio sugere o anel como solução ao problema dos conselheiros. "Por isso o sábio aconselhou..." mantém o sentido: sugerir e aconselhar são sinônimos, e "por isso" preserva a relação de consequência. A: inverte os papéis, pois quem ordena é o rei. B: "lamentou" muda o sentido. C: o sábio apenas sugeriu, não confeccionou. E: "impôs" altera o sentido, pois sugerir não é impor. Referência: Reescrita de frases; sinonímia e conectivos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Receber "reis ou mendigos" com a mesma alegria mostra que o sábio tratava todos igualmente. A expressão "a mesma alegria" para reis ou mendigos indica que o sábio não fazia distinção entre as pessoas. B: acolher igualmente é o oposto de preconceito. C: o trecho mostra tratamento igual, não diferente. D: o sábio recusou riquezas e não era ganancioso. E: ele recebeu o rei com alegria. Referência: Interpretação de texto; inferência. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível As vírgulas do trecho separam termos de uma enumeração. Em "silêncio, água, peixes", as vírgulas separam os itens de uma enumeração do que o sábio necessitava. Por isso a alternativa B é correta. A e E: o texto não indica preconceito nem menosprezo, e sim apreço pelo ambiente. C: "tudo" se refere ao que era necessário ao sábio, não ao rei. D: o sábio não precisa de riqueza, e sim de silêncio, água e paz. Referência: Pontuação (vírgula em enumeração); interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Questão anulada Gabarito disponível "Preciso guardar" é uma afirmação categórica do eu lírico. O eu lírico declara uma necessidade firme, sem dúvida nem condição, e por isso o verso expressa certeza. A: não há condição. B: não se dirige a ninguém para pedir algo. C: não aconselha ninguém. D: não dá ordem a um interlocutor. O verbo é usado na primeira pessoa para afirmar uma necessidade própria. Referência: Interpretação de poema; modalidade do enunciado. Resolução comentada do VaiConcursos. Questão anulada Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O texto é expositivo e informa sobre o cavaquinho. O texto apresenta origem, características e modos de tocar o cavaquinho. Sua finalidade é informar, o que é típico de verbete enciclopédico. A: não há narrativa. B e D: não há intenção de persuadir nem de argumentar. C: Braga fica no norte de Portugal, e o texto não descreve a região. Referência: Gêneros textuais e finalidade comunicativa (texto expositivo). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Verificação de afirmações sobre a estrutura e as informações da receita. O texto diz "Leve ao forno por aproximadamente 20 minutos", o que confirma a alternativa C. A: as partes são complementares, não independentes. B: nenhuma parte é a mais importante. D: o último ingrediente, a essência de baunilha, é "a gosto", portanto variável. E: o tempo de preparo é de 50 minutos, menos de uma hora. Referência: Gênero textual receita; interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O pronome "ele" retoma o termo mais próximo, "palito". Em "ao espetar um palito, ele saia limpo", o sujeito de "saia" é o palito, que sai limpo da massa quando o bolo está assado. Forno, bolo e fermento não são o que se espeta nem o que sai limpo. "Preaquecido" nem aparece como substantivo no texto. Referência: Coesão referencial (pronome pessoal anafórico). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os "demais ingredientes" excluem o que foi citado antes: o fermento. A instrução anterior, "Separe o fermento", retira o fermento do conjunto. Por isso "os demais ingredientes" são todos os outros, e o fermento só é adicionado depois, em outra etapa. Farinha de trigo, fubá, leite e ovos são batidos na batedeira, portanto estão incluídos em "os demais ingredientes". Referência: Interpretação de texto instrucional (receita). Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar do Recife — Concurso de Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 2023/2024 — Matemática e Língua Portuguesa
Leia o texto 1 e responda às questões de 21 a 29.
Texto 1
UM PRESENTE PARA O REI
Era uma vez um rei muito temperamental e insatisfeito. Mesmo nos dias mais ensolarados de verão, o rei se quedava triste, ou aborrecido.
Às vezes, coisas tolas como uma nuvem escura no céu ou um grito um pouco mais estridente de uma ave o irritavam.
Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa, que o amava de verdade, mas mesmo assim o rei não se via contente.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
Artistas de todas as partes do mundo eram convidados para entretê-lo: mímicos, palhaços, dançarinos, poetas declamavam os mais belos poemas já escritos e atores representavam todos os tipos de dramas e comédias... e nada disso o satisfazia.
Ninguém no reino sabia o que fazer para agradá-lo.
Era muito raro, mas também acontecia: algumas manhãs ele acordava se sentindo bem, disposto e alegre, mas logo esse estado de ânimo desaparecia, e o rei voltava a cair na mais profunda melancolia. Mesmo que fosse primavera e a janela do palácio estivesse aberta para os campos plenos de belas flores e uma brisa fresca e amiga lhe soprasse os cabelos, num beijo de bom-dia.
O que ele mais desejava era algo que o fizesse feliz ou em paz para sempre. [...]
O rei então juntou seus três conselheiros e lhes ordenou que pensassem em um presente que o fizesse feliz para sempre. E deu o prazo de sete dias para que os conselheiros chegassem a uma solução.
Não era fácil. Porque o soberano tinha não só tudo o que o dinheiro pode comprar, como também era abençoado por coisas que o dinheiro não compra, como o amor de sua esposa e o respeito de seus súditos.
[...]
Mas eles estavam desesperados, por isso, secretamente, foram até a casa simples do sábio, nas montanhas.
- A solução é muito fácil – sorriu o sábio.
Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei. Deveria ser um anel comum, sem pedraria ou qualquer outro ornamento, exceto uma frase gravada: "Isto também passará.".
O rei deveria usá-lo sempre. E olharia para o anel, na alegria ou na dor. O rei ficou tão comovido com o seu presente, que mandou chamar o sábio à sua presença, a fim de recompensá-lo. Queria cobrir o homem de ouro e joias.
Um mensageiro foi enviado até o sábio.
O sábio agradeceu, mas disse que não era necessário.
O rei ficou aborrecido com a recusa do sábio, daí, pela primeira vez, olhou seu anel e leu a frase mágica: "Isto também passará."; e logo seu aborrecimento passou e ele ficou em paz consigo mesmo.
Entretanto, o rei estava intrigado; então mandou selar seu belo cavalo e foi ter com o sábio nas montanhas.
Chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos.
- Vejo que sua casa é muito simples – disse o rei. – Como pode alguém recusar riquezas, vivendo com tão pouco?
O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes; ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza. Às vezes aceitava uma moeda de alguém agradecido que vinha consultá-lo, quando ele percebia que aquele pagamento era dado de coração.
- De que mais um homem pode necessitar, majestade? – perguntou o sábio.
Conta-se que depois daquele encontro, e por usar o anel, o rei nunca mais foi o mesmo; e viveu uma vida longa e feliz. [...]
Porque quem tem sabedoria tem tudo.
SANTOS, Walther Moreira. Um presente para o rei. In: GOMES, Lenice: MORAES, Fabiana (Org.). Histórias de quem conta histórias. São Paulo: Cortez, 2010. P. 113-117.
A partir do texto, considere as alternativas a seguir.
I. O rei possuía riquezas que somente o dinheiro compra, como o respeito de seus súditos.
II. O protagonista da história é o sábio, pois a narrativa acontece em torno dele.
III. O rei é caracterizado no início do texto.
IV. Para o narrador, a primavera era motivo de alegria.
V. O trecho "Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa" comprova que o rei é o narrador da história.
Deve-se concluir que está correto o que se afirma em:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 21 a 29.
Texto 1
UM PRESENTE PARA O REI
Era uma vez um rei muito temperamental e insatisfeito. Mesmo nos dias mais ensolarados de verão, o rei se quedava triste, ou aborrecido.
Às vezes, coisas tolas como uma nuvem escura no céu ou um grito um pouco mais estridente de uma ave o irritavam.
Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa, que o amava de verdade, mas mesmo assim o rei não se via contente.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
Artistas de todas as partes do mundo eram convidados para entretê-lo: mímicos, palhaços, dançarinos, poetas declamavam os mais belos poemas já escritos e atores representavam todos os tipos de dramas e comédias... e nada disso o satisfazia.
Ninguém no reino sabia o que fazer para agradá-lo.
Era muito raro, mas também acontecia: algumas manhãs ele acordava se sentindo bem, disposto e alegre, mas logo esse estado de ânimo desaparecia, e o rei voltava a cair na mais profunda melancolia. Mesmo que fosse primavera e a janela do palácio estivesse aberta para os campos plenos de belas flores e uma brisa fresca e amiga lhe soprasse os cabelos, num beijo de bom-dia.
O que ele mais desejava era algo que o fizesse feliz ou em paz para sempre. [...]
O rei então juntou seus três conselheiros e lhes ordenou que pensassem em um presente que o fizesse feliz para sempre. E deu o prazo de sete dias para que os conselheiros chegassem a uma solução.
Não era fácil. Porque o soberano tinha não só tudo o que o dinheiro pode comprar, como também era abençoado por coisas que o dinheiro não compra, como o amor de sua esposa e o respeito de seus súditos.
[...]
Mas eles estavam desesperados, por isso, secretamente, foram até a casa simples do sábio, nas montanhas.
- A solução é muito fácil – sorriu o sábio.
Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei. Deveria ser um anel comum, sem pedraria ou qualquer outro ornamento, exceto uma frase gravada: "Isto também passará.".
O rei deveria usá-lo sempre. E olharia para o anel, na alegria ou na dor. O rei ficou tão comovido com o seu presente, que mandou chamar o sábio à sua presença, a fim de recompensá-lo. Queria cobrir o homem de ouro e joias.
Um mensageiro foi enviado até o sábio.
O sábio agradeceu, mas disse que não era necessário.
O rei ficou aborrecido com a recusa do sábio, daí, pela primeira vez, olhou seu anel e leu a frase mágica: "Isto também passará."; e logo seu aborrecimento passou e ele ficou em paz consigo mesmo.
Entretanto, o rei estava intrigado; então mandou selar seu belo cavalo e foi ter com o sábio nas montanhas.
Chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos.
- Vejo que sua casa é muito simples – disse o rei. – Como pode alguém recusar riquezas, vivendo com tão pouco?
O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes; ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza. Às vezes aceitava uma moeda de alguém agradecido que vinha consultá-lo, quando ele percebia que aquele pagamento era dado de coração.
- De que mais um homem pode necessitar, majestade? – perguntou o sábio.
Conta-se que depois daquele encontro, e por usar o anel, o rei nunca mais foi o mesmo; e viveu uma vida longa e feliz. [...]
Porque quem tem sabedoria tem tudo.
SANTOS, Walther Moreira. Um presente para o rei. In: GOMES, Lenice: MORAES, Fabiana (Org.). Histórias de quem conta histórias. São Paulo: Cortez, 2010. P. 113-117.
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sinônima de:
Leia o texto 1 e responda às questões de 21 a 29.
Texto 1
UM PRESENTE PARA O REI
Era uma vez um rei muito temperamental e insatisfeito. Mesmo nos dias mais ensolarados de verão, o rei se quedava triste, ou aborrecido.
Às vezes, coisas tolas como uma nuvem escura no céu ou um grito um pouco mais estridente de uma ave o irritavam.
Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa, que o amava de verdade, mas mesmo assim o rei não se via contente.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
Artistas de todas as partes do mundo eram convidados para entretê-lo: mímicos, palhaços, dançarinos, poetas declamavam os mais belos poemas já escritos e atores representavam todos os tipos de dramas e comédias... e nada disso o satisfazia.
Ninguém no reino sabia o que fazer para agradá-lo.
Era muito raro, mas também acontecia: algumas manhãs ele acordava se sentindo bem, disposto e alegre, mas logo esse estado de ânimo desaparecia, e o rei voltava a cair na mais profunda melancolia. Mesmo que fosse primavera e a janela do palácio estivesse aberta para os campos plenos de belas flores e uma brisa fresca e amiga lhe soprasse os cabelos, num beijo de bom-dia.
O que ele mais desejava era algo que o fizesse feliz ou em paz para sempre. [...]
O rei então juntou seus três conselheiros e lhes ordenou que pensassem em um presente que o fizesse feliz para sempre. E deu o prazo de sete dias para que os conselheiros chegassem a uma solução.
Não era fácil. Porque o soberano tinha não só tudo o que o dinheiro pode comprar, como também era abençoado por coisas que o dinheiro não compra, como o amor de sua esposa e o respeito de seus súditos.
[...]
Mas eles estavam desesperados, por isso, secretamente, foram até a casa simples do sábio, nas montanhas.
- A solução é muito fácil – sorriu o sábio.
Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei. Deveria ser um anel comum, sem pedraria ou qualquer outro ornamento, exceto uma frase gravada: "Isto também passará.".
O rei deveria usá-lo sempre. E olharia para o anel, na alegria ou na dor. O rei ficou tão comovido com o seu presente, que mandou chamar o sábio à sua presença, a fim de recompensá-lo. Queria cobrir o homem de ouro e joias.
Um mensageiro foi enviado até o sábio.
O sábio agradeceu, mas disse que não era necessário.
O rei ficou aborrecido com a recusa do sábio, daí, pela primeira vez, olhou seu anel e leu a frase mágica: "Isto também passará."; e logo seu aborrecimento passou e ele ficou em paz consigo mesmo.
Entretanto, o rei estava intrigado; então mandou selar seu belo cavalo e foi ter com o sábio nas montanhas.
Chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos.
- Vejo que sua casa é muito simples – disse o rei. – Como pode alguém recusar riquezas, vivendo com tão pouco?
O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes; ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza. Às vezes aceitava uma moeda de alguém agradecido que vinha consultá-lo, quando ele percebia que aquele pagamento era dado de coração.
- De que mais um homem pode necessitar, majestade? – perguntou o sábio.
Conta-se que depois daquele encontro, e por usar o anel, o rei nunca mais foi o mesmo; e viveu uma vida longa e feliz. [...]
Porque quem tem sabedoria tem tudo.
SANTOS, Walther Moreira. Um presente para o rei. In: GOMES, Lenice: MORAES, Fabiana (Org.). Histórias de quem conta histórias. São Paulo: Cortez, 2010. P. 113-117.
Releia este trecho.
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As palavras destacadas foram utilizadas para evitar a repetição do termo:
Leia o texto 1 e responda às questões de 21 a 29.
Texto 1
UM PRESENTE PARA O REI
Era uma vez um rei muito temperamental e insatisfeito. Mesmo nos dias mais ensolarados de verão, o rei se quedava triste, ou aborrecido.
Às vezes, coisas tolas como uma nuvem escura no céu ou um grito um pouco mais estridente de uma ave o irritavam.
Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa, que o amava de verdade, mas mesmo assim o rei não se via contente.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
Artistas de todas as partes do mundo eram convidados para entretê-lo: mímicos, palhaços, dançarinos, poetas declamavam os mais belos poemas já escritos e atores representavam todos os tipos de dramas e comédias... e nada disso o satisfazia.
Ninguém no reino sabia o que fazer para agradá-lo.
Era muito raro, mas também acontecia: algumas manhãs ele acordava se sentindo bem, disposto e alegre, mas logo esse estado de ânimo desaparecia, e o rei voltava a cair na mais profunda melancolia. Mesmo que fosse primavera e a janela do palácio estivesse aberta para os campos plenos de belas flores e uma brisa fresca e amiga lhe soprasse os cabelos, num beijo de bom-dia.
O que ele mais desejava era algo que o fizesse feliz ou em paz para sempre. [...]
O rei então juntou seus três conselheiros e lhes ordenou que pensassem em um presente que o fizesse feliz para sempre. E deu o prazo de sete dias para que os conselheiros chegassem a uma solução.
Não era fácil. Porque o soberano tinha não só tudo o que o dinheiro pode comprar, como também era abençoado por coisas que o dinheiro não compra, como o amor de sua esposa e o respeito de seus súditos.
[...]
Mas eles estavam desesperados, por isso, secretamente, foram até a casa simples do sábio, nas montanhas.
- A solução é muito fácil – sorriu o sábio.
Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei. Deveria ser um anel comum, sem pedraria ou qualquer outro ornamento, exceto uma frase gravada: "Isto também passará.".
O rei deveria usá-lo sempre. E olharia para o anel, na alegria ou na dor. O rei ficou tão comovido com o seu presente, que mandou chamar o sábio à sua presença, a fim de recompensá-lo. Queria cobrir o homem de ouro e joias.
Um mensageiro foi enviado até o sábio.
O sábio agradeceu, mas disse que não era necessário.
O rei ficou aborrecido com a recusa do sábio, daí, pela primeira vez, olhou seu anel e leu a frase mágica: "Isto também passará."; e logo seu aborrecimento passou e ele ficou em paz consigo mesmo.
Entretanto, o rei estava intrigado; então mandou selar seu belo cavalo e foi ter com o sábio nas montanhas.
Chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos.
- Vejo que sua casa é muito simples – disse o rei. – Como pode alguém recusar riquezas, vivendo com tão pouco?
O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes; ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza. Às vezes aceitava uma moeda de alguém agradecido que vinha consultá-lo, quando ele percebia que aquele pagamento era dado de coração.
- De que mais um homem pode necessitar, majestade? – perguntou o sábio.
Conta-se que depois daquele encontro, e por usar o anel, o rei nunca mais foi o mesmo; e viveu uma vida longa e feliz. [...]
Porque quem tem sabedoria tem tudo.
SANTOS, Walther Moreira. Um presente para o rei. In: GOMES, Lenice: MORAES, Fabiana (Org.). Histórias de quem conta histórias. São Paulo: Cortez, 2010. P. 113-117.
Leia o seguinte trecho e responda à questão.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
O efeito de sentido decorrente do uso dos dois-pontos é:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 21 a 29.
Texto 1
UM PRESENTE PARA O REI
Era uma vez um rei muito temperamental e insatisfeito. Mesmo nos dias mais ensolarados de verão, o rei se quedava triste, ou aborrecido.
Às vezes, coisas tolas como uma nuvem escura no céu ou um grito um pouco mais estridente de uma ave o irritavam.
Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa, que o amava de verdade, mas mesmo assim o rei não se via contente.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
Artistas de todas as partes do mundo eram convidados para entretê-lo: mímicos, palhaços, dançarinos, poetas declamavam os mais belos poemas já escritos e atores representavam todos os tipos de dramas e comédias... e nada disso o satisfazia.
Ninguém no reino sabia o que fazer para agradá-lo.
Era muito raro, mas também acontecia: algumas manhãs ele acordava se sentindo bem, disposto e alegre, mas logo esse estado de ânimo desaparecia, e o rei voltava a cair na mais profunda melancolia. Mesmo que fosse primavera e a janela do palácio estivesse aberta para os campos plenos de belas flores e uma brisa fresca e amiga lhe soprasse os cabelos, num beijo de bom-dia.
O que ele mais desejava era algo que o fizesse feliz ou em paz para sempre. [...]
O rei então juntou seus três conselheiros e lhes ordenou que pensassem em um presente que o fizesse feliz para sempre. E deu o prazo de sete dias para que os conselheiros chegassem a uma solução.
Não era fácil. Porque o soberano tinha não só tudo o que o dinheiro pode comprar, como também era abençoado por coisas que o dinheiro não compra, como o amor de sua esposa e o respeito de seus súditos.
[...]
Mas eles estavam desesperados, por isso, secretamente, foram até a casa simples do sábio, nas montanhas.
- A solução é muito fácil – sorriu o sábio.
Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei. Deveria ser um anel comum, sem pedraria ou qualquer outro ornamento, exceto uma frase gravada: "Isto também passará.".
O rei deveria usá-lo sempre. E olharia para o anel, na alegria ou na dor. O rei ficou tão comovido com o seu presente, que mandou chamar o sábio à sua presença, a fim de recompensá-lo. Queria cobrir o homem de ouro e joias.
Um mensageiro foi enviado até o sábio.
O sábio agradeceu, mas disse que não era necessário.
O rei ficou aborrecido com a recusa do sábio, daí, pela primeira vez, olhou seu anel e leu a frase mágica: "Isto também passará."; e logo seu aborrecimento passou e ele ficou em paz consigo mesmo.
Entretanto, o rei estava intrigado; então mandou selar seu belo cavalo e foi ter com o sábio nas montanhas.
Chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos.
- Vejo que sua casa é muito simples – disse o rei. – Como pode alguém recusar riquezas, vivendo com tão pouco?
O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes; ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza. Às vezes aceitava uma moeda de alguém agradecido que vinha consultá-lo, quando ele percebia que aquele pagamento era dado de coração.
- De que mais um homem pode necessitar, majestade? – perguntou o sábio.
Conta-se que depois daquele encontro, e por usar o anel, o rei nunca mais foi o mesmo; e viveu uma vida longa e feliz. [...]
Porque quem tem sabedoria tem tudo.
SANTOS, Walther Moreira. Um presente para o rei. In: GOMES, Lenice: MORAES, Fabiana (Org.). Histórias de quem conta histórias. São Paulo: Cortez, 2010. P. 113-117.
No texto, a repetição da expressão destacada em "nada disso o alegrava" e "nada disso o satisfazia" (4º e 5º parágrafos respectivamente) tem o efeito de:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 21 a 29.
Texto 1
UM PRESENTE PARA O REI
Era uma vez um rei muito temperamental e insatisfeito. Mesmo nos dias mais ensolarados de verão, o rei se quedava triste, ou aborrecido.
Às vezes, coisas tolas como uma nuvem escura no céu ou um grito um pouco mais estridente de uma ave o irritavam.
Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa, que o amava de verdade, mas mesmo assim o rei não se via contente.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
Artistas de todas as partes do mundo eram convidados para entretê-lo: mímicos, palhaços, dançarinos, poetas declamavam os mais belos poemas já escritos e atores representavam todos os tipos de dramas e comédias... e nada disso o satisfazia.
Ninguém no reino sabia o que fazer para agradá-lo.
Era muito raro, mas também acontecia: algumas manhãs ele acordava se sentindo bem, disposto e alegre, mas logo esse estado de ânimo desaparecia, e o rei voltava a cair na mais profunda melancolia. Mesmo que fosse primavera e a janela do palácio estivesse aberta para os campos plenos de belas flores e uma brisa fresca e amiga lhe soprasse os cabelos, num beijo de bom-dia.
O que ele mais desejava era algo que o fizesse feliz ou em paz para sempre. [...]
O rei então juntou seus três conselheiros e lhes ordenou que pensassem em um presente que o fizesse feliz para sempre. E deu o prazo de sete dias para que os conselheiros chegassem a uma solução.
Não era fácil. Porque o soberano tinha não só tudo o que o dinheiro pode comprar, como também era abençoado por coisas que o dinheiro não compra, como o amor de sua esposa e o respeito de seus súditos.
[...]
Mas eles estavam desesperados, por isso, secretamente, foram até a casa simples do sábio, nas montanhas.
- A solução é muito fácil – sorriu o sábio.
Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei. Deveria ser um anel comum, sem pedraria ou qualquer outro ornamento, exceto uma frase gravada: "Isto também passará.".
O rei deveria usá-lo sempre. E olharia para o anel, na alegria ou na dor. O rei ficou tão comovido com o seu presente, que mandou chamar o sábio à sua presença, a fim de recompensá-lo. Queria cobrir o homem de ouro e joias.
Um mensageiro foi enviado até o sábio.
O sábio agradeceu, mas disse que não era necessário.
O rei ficou aborrecido com a recusa do sábio, daí, pela primeira vez, olhou seu anel e leu a frase mágica: "Isto também passará."; e logo seu aborrecimento passou e ele ficou em paz consigo mesmo.
Entretanto, o rei estava intrigado; então mandou selar seu belo cavalo e foi ter com o sábio nas montanhas.
Chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos.
- Vejo que sua casa é muito simples – disse o rei. – Como pode alguém recusar riquezas, vivendo com tão pouco?
O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes; ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza. Às vezes aceitava uma moeda de alguém agradecido que vinha consultá-lo, quando ele percebia que aquele pagamento era dado de coração.
- De que mais um homem pode necessitar, majestade? – perguntou o sábio.
Conta-se que depois daquele encontro, e por usar o anel, o rei nunca mais foi o mesmo; e viveu uma vida longa e feliz. [...]
Porque quem tem sabedoria tem tudo.
SANTOS, Walther Moreira. Um presente para o rei. In: GOMES, Lenice: MORAES, Fabiana (Org.). Histórias de quem conta histórias. São Paulo: Cortez, 2010. P. 113-117.
O trecho "Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei" poderia ser reescrito da seguinte forma, sem alteração do sentido original:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 21 a 29.
Texto 1
UM PRESENTE PARA O REI
Era uma vez um rei muito temperamental e insatisfeito. Mesmo nos dias mais ensolarados de verão, o rei se quedava triste, ou aborrecido.
Às vezes, coisas tolas como uma nuvem escura no céu ou um grito um pouco mais estridente de uma ave o irritavam.
Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa, que o amava de verdade, mas mesmo assim o rei não se via contente.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
Artistas de todas as partes do mundo eram convidados para entretê-lo: mímicos, palhaços, dançarinos, poetas declamavam os mais belos poemas já escritos e atores representavam todos os tipos de dramas e comédias... e nada disso o satisfazia.
Ninguém no reino sabia o que fazer para agradá-lo.
Era muito raro, mas também acontecia: algumas manhãs ele acordava se sentindo bem, disposto e alegre, mas logo esse estado de ânimo desaparecia, e o rei voltava a cair na mais profunda melancolia. Mesmo que fosse primavera e a janela do palácio estivesse aberta para os campos plenos de belas flores e uma brisa fresca e amiga lhe soprasse os cabelos, num beijo de bom-dia.
O que ele mais desejava era algo que o fizesse feliz ou em paz para sempre. [...]
O rei então juntou seus três conselheiros e lhes ordenou que pensassem em um presente que o fizesse feliz para sempre. E deu o prazo de sete dias para que os conselheiros chegassem a uma solução.
Não era fácil. Porque o soberano tinha não só tudo o que o dinheiro pode comprar, como também era abençoado por coisas que o dinheiro não compra, como o amor de sua esposa e o respeito de seus súditos.
[...]
Mas eles estavam desesperados, por isso, secretamente, foram até a casa simples do sábio, nas montanhas.
- A solução é muito fácil – sorriu o sábio.
Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei. Deveria ser um anel comum, sem pedraria ou qualquer outro ornamento, exceto uma frase gravada: "Isto também passará.".
O rei deveria usá-lo sempre. E olharia para o anel, na alegria ou na dor. O rei ficou tão comovido com o seu presente, que mandou chamar o sábio à sua presença, a fim de recompensá-lo. Queria cobrir o homem de ouro e joias.
Um mensageiro foi enviado até o sábio.
O sábio agradeceu, mas disse que não era necessário.
O rei ficou aborrecido com a recusa do sábio, daí, pela primeira vez, olhou seu anel e leu a frase mágica: "Isto também passará."; e logo seu aborrecimento passou e ele ficou em paz consigo mesmo.
Entretanto, o rei estava intrigado; então mandou selar seu belo cavalo e foi ter com o sábio nas montanhas.
Chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos.
- Vejo que sua casa é muito simples – disse o rei. – Como pode alguém recusar riquezas, vivendo com tão pouco?
O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes; ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza. Às vezes aceitava uma moeda de alguém agradecido que vinha consultá-lo, quando ele percebia que aquele pagamento era dado de coração.
- De que mais um homem pode necessitar, majestade? – perguntou o sábio.
Conta-se que depois daquele encontro, e por usar o anel, o rei nunca mais foi o mesmo; e viveu uma vida longa e feliz. [...]
Porque quem tem sabedoria tem tudo.
SANTOS, Walther Moreira. Um presente para o rei. In: GOMES, Lenice: MORAES, Fabiana (Org.). Histórias de quem conta histórias. São Paulo: Cortez, 2010. P. 113-117.
A partir do trecho: "[...] chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos. [...]", depreende-se que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 1 e responda às questões de 21 a 29.
Texto 1
UM PRESENTE PARA O REI
Era uma vez um rei muito temperamental e insatisfeito. Mesmo nos dias mais ensolarados de verão, o rei se quedava triste, ou aborrecido.
Às vezes, coisas tolas como uma nuvem escura no céu ou um grito um pouco mais estridente de uma ave o irritavam.
Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa, que o amava de verdade, mas mesmo assim o rei não se via contente.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
Artistas de todas as partes do mundo eram convidados para entretê-lo: mímicos, palhaços, dançarinos, poetas declamavam os mais belos poemas já escritos e atores representavam todos os tipos de dramas e comédias... e nada disso o satisfazia.
Ninguém no reino sabia o que fazer para agradá-lo.
Era muito raro, mas também acontecia: algumas manhãs ele acordava se sentindo bem, disposto e alegre, mas logo esse estado de ânimo desaparecia, e o rei voltava a cair na mais profunda melancolia. Mesmo que fosse primavera e a janela do palácio estivesse aberta para os campos plenos de belas flores e uma brisa fresca e amiga lhe soprasse os cabelos, num beijo de bom-dia.
O que ele mais desejava era algo que o fizesse feliz ou em paz para sempre. [...]
O rei então juntou seus três conselheiros e lhes ordenou que pensassem em um presente que o fizesse feliz para sempre. E deu o prazo de sete dias para que os conselheiros chegassem a uma solução.
Não era fácil. Porque o soberano tinha não só tudo o que o dinheiro pode comprar, como também era abençoado por coisas que o dinheiro não compra, como o amor de sua esposa e o respeito de seus súditos.
[...]
Mas eles estavam desesperados, por isso, secretamente, foram até a casa simples do sábio, nas montanhas.
- A solução é muito fácil – sorriu o sábio.
Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei. Deveria ser um anel comum, sem pedraria ou qualquer outro ornamento, exceto uma frase gravada: "Isto também passará.".
O rei deveria usá-lo sempre. E olharia para o anel, na alegria ou na dor. O rei ficou tão comovido com o seu presente, que mandou chamar o sábio à sua presença, a fim de recompensá-lo. Queria cobrir o homem de ouro e joias.
Um mensageiro foi enviado até o sábio.
O sábio agradeceu, mas disse que não era necessário.
O rei ficou aborrecido com a recusa do sábio, daí, pela primeira vez, olhou seu anel e leu a frase mágica: "Isto também passará."; e logo seu aborrecimento passou e ele ficou em paz consigo mesmo.
Entretanto, o rei estava intrigado; então mandou selar seu belo cavalo e foi ter com o sábio nas montanhas.
Chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos.
- Vejo que sua casa é muito simples – disse o rei. – Como pode alguém recusar riquezas, vivendo com tão pouco?
O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes; ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza. Às vezes aceitava uma moeda de alguém agradecido que vinha consultá-lo, quando ele percebia que aquele pagamento era dado de coração.
- De que mais um homem pode necessitar, majestade? – perguntou o sábio.
Conta-se que depois daquele encontro, e por usar o anel, o rei nunca mais foi o mesmo; e viveu uma vida longa e feliz. [...]
Porque quem tem sabedoria tem tudo.
SANTOS, Walther Moreira. Um presente para o rei. In: GOMES, Lenice: MORAES, Fabiana (Org.). Histórias de quem conta histórias. São Paulo: Cortez, 2010. P. 113-117.
Identifique o trecho em que o termo destacado estabelece a relação de causa e consequência entre os elementos do texto.
Leia o texto 1 e responda às questões de 21 a 29.
Texto 1
UM PRESENTE PARA O REI
Era uma vez um rei muito temperamental e insatisfeito. Mesmo nos dias mais ensolarados de verão, o rei se quedava triste, ou aborrecido.
Às vezes, coisas tolas como uma nuvem escura no céu ou um grito um pouco mais estridente de uma ave o irritavam.
Ele possuía muitas riquezas e tinha como rainha uma bela esposa, que o amava de verdade, mas mesmo assim o rei não se via contente.
Os mais belos presentes eram trazidos de terras distantes, no intuito de satisfazê-lo: lindas orquídeas da Amazônia, pérolas do mar do Japão, diamantes das minas africanas, tapetes tecidos com fios de ouro trazidos do Irã, arcas cravejadas com joias feitas pelos maiores artesãos do Egito... nada disso o alegrava.
Artistas de todas as partes do mundo eram convidados para entretê-lo: mímicos, palhaços, dançarinos, poetas declamavam os mais belos poemas já escritos e atores representavam todos os tipos de dramas e comédias... e nada disso o satisfazia.
Ninguém no reino sabia o que fazer para agradá-lo.
Era muito raro, mas também acontecia: algumas manhãs ele acordava se sentindo bem, disposto e alegre, mas logo esse estado de ânimo desaparecia, e o rei voltava a cair na mais profunda melancolia. Mesmo que fosse primavera e a janela do palácio estivesse aberta para os campos plenos de belas flores e uma brisa fresca e amiga lhe soprasse os cabelos, num beijo de bom-dia.
O que ele mais desejava era algo que o fizesse feliz ou em paz para sempre. [...]
O rei então juntou seus três conselheiros e lhes ordenou que pensassem em um presente que o fizesse feliz para sempre. E deu o prazo de sete dias para que os conselheiros chegassem a uma solução.
Não era fácil. Porque o soberano tinha não só tudo o que o dinheiro pode comprar, como também era abençoado por coisas que o dinheiro não compra, como o amor de sua esposa e o respeito de seus súditos.
[...]
Mas eles estavam desesperados, por isso, secretamente, foram até a casa simples do sábio, nas montanhas.
- A solução é muito fácil – sorriu o sábio.
Então ele sugeriu que fosse feito um anel para o rei. Deveria ser um anel comum, sem pedraria ou qualquer outro ornamento, exceto uma frase gravada: "Isto também passará.".
O rei deveria usá-lo sempre. E olharia para o anel, na alegria ou na dor. O rei ficou tão comovido com o seu presente, que mandou chamar o sábio à sua presença, a fim de recompensá-lo. Queria cobrir o homem de ouro e joias.
Um mensageiro foi enviado até o sábio.
O sábio agradeceu, mas disse que não era necessário.
O rei ficou aborrecido com a recusa do sábio, daí, pela primeira vez, olhou seu anel e leu a frase mágica: "Isto também passará."; e logo seu aborrecimento passou e ele ficou em paz consigo mesmo.
Entretanto, o rei estava intrigado; então mandou selar seu belo cavalo e foi ter com o sábio nas montanhas.
Chegando lá, o rei foi recebido com a mesma alegria com a qual o sábio recebia reis ou mendigos.
- Vejo que sua casa é muito simples – disse o rei. – Como pode alguém recusar riquezas, vivendo com tão pouco?
O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes; ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza. Às vezes aceitava uma moeda de alguém agradecido que vinha consultá-lo, quando ele percebia que aquele pagamento era dado de coração.
- De que mais um homem pode necessitar, majestade? – perguntou o sábio.
Conta-se que depois daquele encontro, e por usar o anel, o rei nunca mais foi o mesmo; e viveu uma vida longa e feliz. [...]
Porque quem tem sabedoria tem tudo.
SANTOS, Walther Moreira. Um presente para o rei. In: GOMES, Lenice: MORAES, Fabiana (Org.). Histórias de quem conta histórias. São Paulo: Cortez, 2010. P. 113-117.
Segundo o trecho "O sábio sorriu. E explicou ao rei que a montanha e o riacho aos pés dela lhe davam tudo aquilo de que ele necessitava: silêncio, água, peixes: ele plantava o próprio alimento e vivia em paz com a natureza", pode-se depreender que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 2 para responder às questões 30 e 31.
Texto 2
![]()
Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/?locale=pt_BR. Acesso em: 20 set. 2023.
A partir da tirinha, pode-se depreender que:
Leia o texto 2 para responder às questões 30 e 31.
Texto 2
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Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/?locale=pt_BR. Acesso em: 20 set. 2023.
Que relação pode ser evidenciada entre os elementos do trecho "Ontem acabou a luz lá em casa! Acendemos uma vela..."?
Leia o texto 3 para responder às questões 32 e 33.
Texto 3
Atenção! Compro gavetas,
compro armários,
cômodas e baús.
Preciso guardar minha infância,
os jogos de amarelinha,
os segredos que me contaram
lá no fundo do quintal.
Preciso guardar minhas lembranças,
as viagens que não fiz,
ciranda, cirandinha
e o gosto de aventura
que havia nas manhãs.
Preciso guardar meus talismãs
o anel que tu me deste,
o amor que tu me tinhas
e as histórias que eu vivi.
Roseana Murrauy. Classificados poéticos. São Paulo, 2010. P .9.
A partir do texto 3, considere as afirmativas a seguir.
I. Em "Compro gavetas, compro armários, cômodas e baús", a palavra destacada expressa adição entre os termos.
II. No verso "Preciso guardar minha infância", indica que o eu lírico mantém um desejo.
III. Em "e o gosto de aventura que havia nas manhãs", há referência a algo do passado do eu lírico.
IV. No verso "Preciso guardar meus talismãs", a palavra em destaque poderia ser substituída por Dispenso, sem prejuízo de sentido.
V. O eu lírico pretende guardar não só os jogos de amarelinha, mas também as viagens realizadas.
Deve-se concluir que está correto o que se afirma em:
Leia o texto 3 para responder às questões 32 e 33.
Texto 3
Atenção! Compro gavetas,
compro armários,
cômodas e baús.
Preciso guardar minha infância,
os jogos de amarelinha,
os segredos que me contaram
lá no fundo do quintal.
Preciso guardar minhas lembranças,
as viagens que não fiz,
ciranda, cirandinha
e o gosto de aventura
que havia nas manhãs.
Preciso guardar meus talismãs
o anel que tu me deste,
o amor que tu me tinhas
e as histórias que eu vivi.
Roseana Murrauy. Classificados poéticos. São Paulo, 2010. P .9.
O verso "Preciso guardar minha infância", expressa um (a):Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 4 para responder às questões 34 e 35.
Texto 4
![]()
Sobre o texto 4, é correto afirmar que:
Leia o texto 4 para responder às questões 34 e 35.
Texto 4
![]()
Concernente ao texto 4, em que alternativa há uso de palavras de sentidos opostos?
Texto 4
![]()
Leia o texto 5 para responder à questão 36.
Texto 5
![]()
SCHULZ, Charles. Minduim. Peanuts. [S. l.: s. n.], 1995.
Comparando os textos 4 e 5, é correto afirmar quanto ao sentido do vocábulo "FILOSOFIA" que:
Leia o texto 5 para responder à questão 37.
Texto 6
Cavaquinho
O cavaquinho é um instrumento musical originário de Braga, na região do Minho, no norte de Portugal. [...] Trata-se de um instrumento de quatro cordas, no formato de um violão, mas menor, e de som mais agudo que o dele. É tocado de forma "rasgada", na qual o músico apenas acompanha a melodia, "rasgando" as cordas com o polegar e o indicador da mão direita em posição rígida, ou de forma "ponteada", em que o músico sola a melodia.
BRITANNICA ESCOLA. Cavaquinho. Disponível em: https://escola.britanica.com.br/artigo/cavaquinho/487826. Acesso em: 20 set. 2023.
Considerando o texto Cavaquinho, identifique a sua finalidade.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 6 para responder às questões de 38 a 40.
Texto 7
Bolo de fubá
Ingredientes
• 1 xícara (chá) farinha de trigo
• 1 xícara (chá) fubá
• 1 xícara (chá) açúcar mascavo
• 1 xícara (chá) leite
• 3 ovos
• 6 colheres (sopa) óleo
• 1 pitada de sal
• 1 colher (sopa) fermento em pó
• essência de baunilha a gosto (opcional)
Modo de preparo
• Preaqueça o forno a 200°C.
• Separe o fermento.
• Na batedeira, bata os demais ingredientes por aproximadamente 7 minutos.
• Retire a tigela da batedeira, junte o fermento e misture cuidadosamente com uma colher.
• Despeje a massa do bolo em uma forma untada.
• Leve ao forno por aproximadamente 20 minutos ou até que, ao espetar um palito, ele saia limpo.
Tempo de preparo: 50 minutos.
Rendimento: 10 porções.
Hülle, Cristina Tibiriçá. Panoramas língua portuguesa 6: caderno de atividades /Cristina Tibiriçá Hülle, Angélica Alves Prado Demasi. – 1 ed. – São Paulo: FTD, 2019. p.17 . Adaptado.
Quanto ao texto Bolo de fubá, pode-se afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 6 para responder às questões de 38 a 40.
Texto 7
Bolo de fubá
Ingredientes
• 1 xícara (chá) farinha de trigo
• 1 xícara (chá) fubá
• 1 xícara (chá) açúcar mascavo
• 1 xícara (chá) leite
• 3 ovos
• 6 colheres (sopa) óleo
• 1 pitada de sal
• 1 colher (sopa) fermento em pó
• essência de baunilha a gosto (opcional)
Modo de preparo
• Preaqueça o forno a 200°C.
• Separe o fermento.
• Na batedeira, bata os demais ingredientes por aproximadamente 7 minutos.
• Retire a tigela da batedeira, junte o fermento e misture cuidadosamente com uma colher.
• Despeje a massa do bolo em uma forma untada.
• Leve ao forno por aproximadamente 20 minutos ou até que, ao espetar um palito, ele saia limpo.
Tempo de preparo: 50 minutos.
Rendimento: 10 porções.
Hülle, Cristina Tibiriçá. Panoramas língua portuguesa 6: caderno de atividades /Cristina Tibiriçá Hülle, Angélica Alves Prado Demasi. – 1 ed. – São Paulo: FTD, 2019. p.17 . Adaptado.
Na seção Modo de preparo, a palavra destacada no trecho "ele saia limpo" substitui:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto 6 para responder às questões de 38 a 40.
Texto 7
Bolo de fubá
Ingredientes
• 1 xícara (chá) farinha de trigo
• 1 xícara (chá) fubá
• 1 xícara (chá) açúcar mascavo
• 1 xícara (chá) leite
• 3 ovos
• 6 colheres (sopa) óleo
• 1 pitada de sal
• 1 colher (sopa) fermento em pó
• essência de baunilha a gosto (opcional)
Modo de preparo
• Preaqueça o forno a 200°C.
• Separe o fermento.
• Na batedeira, bata os demais ingredientes por aproximadamente 7 minutos.
• Retire a tigela da batedeira, junte o fermento e misture cuidadosamente com uma colher.
• Despeje a massa do bolo em uma forma untada.
• Leve ao forno por aproximadamente 20 minutos ou até que, ao espetar um palito, ele saia limpo.
Tempo de preparo: 50 minutos.
Rendimento: 10 porções.
Hülle, Cristina Tibiriçá. Panoramas língua portuguesa 6: caderno de atividades /Cristina Tibiriçá Hülle, Angélica Alves Prado Demasi. – 1 ed. – São Paulo: FTD, 2019. p.17 . Adaptado.
O fragmento "bata os demais ingredientes" refere-se a todos os demais ingredientes citados anteriormente, exceto:Resolução comentada
Análise das alternativas
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