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Colégio Militar de Salvador — Concurso de Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 2023/2024 — Matemática e Língua Portuguesa

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Salvador2023Fundamental

40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Salvador 2023 Fundamental

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1 (refere-se às questões 21 e 22)

Sonho de criança

1 Criança tem cada uma. Dizem que certa vez, durante uma aula, um professor perguntou para
2 uma criança:
3 – Alberto, qual o seu sonho?
4 A criança, sem hesitar, prontamente respondeu:
5 – Meu sonho é voar.
6 A sala inteira caiu na gargalhada. Desde então, Alberto passou a ser motivo de piada, o
7 centro das gozações. Até o Pedrinho, que viera do sítio e era o mais tímido dos meninos, passou a
8 sorrir dele com frequência. Como se não bastasse, quase todos os coleguinhas passavam por ele
9 abanando os braços para cima e para baixo, imitando um pássaro. Pobre Alberto…
10 Também não era para menos. Qualquer menino daquela sala geralmente desejava ser
11 bombeiro, policial, quando muito advogado, aqui e acolá aparecia um candidato a médico. O
12 sonho de qualquer menina da turma era casar, ser dona de casa, aprender o ofício de costureira,
13 aqui e acolá aparecia uma mais liberal querendo ser professora. Mas, sinceramente, voar era algo
14 que ainda não passara pela imaginação fértil de nenhuma criança daquela sala. Nem mesmo pela
15 cabeça do Eugênio, o mais inteligente da turma. Daí o motivo de tanta algazarra.
16 Mas a cabeça do Alberto era uma caixa-preta. Blindada. As brincadeiras pareciam não
17 atingi-lo. Alheio às gozações, ele seguia firme em seu propósito de desbravar o espaço sideral,
18 como se nada estivesse acontecendo ao seu redor. Volta e meia era flagrado desenhando uma
19 máquina voadora em pleno intervalo das aulas. Sabia o nome de todos os planetas, antes mesmo
20 de ter aulas de Geografia. Aguardava com ansiedade as aulas de Educação Artística, onde
21 literalmente dava asas à sua imaginação.
22 Nas aulas de Educação Física, enquanto todos brigavam para jogar futebol, ele preferia
23 soltar pipa. Vai entender a cabeça de uma criança. E quase sempre fazia isso sozinho, isolado em
24 seu universo particular. Ao ver a pipa subindo, tremulando ao vento, seus olhinhos brilhavam,
25 deslumbrados, a boca esboçava um sorriso tímido, denunciando um ar de contentamento, como se
26 ele estivesse alçando voo no lugar da pipa.
27 Enfim, o tempo passou. E, de fato, como sonhado um dia, muitas crianças daquela sala
28 tornaram-se bombeiros, policiais, advogados, médicos, donas de casa, costureiras, professoras…
29 Agora todos eram adultos felizes, pois conseguiram, com algum esforço, concretizar exatamente
30 aquilo que sonharam quando crianças. Bem dizem que você é do tamanho do seu sonho.
31 O final dessa história todo mundo já conhece. O Alberto continuou com a sua persistência e,
32 mesmo depois de adulto, seguiu afirmando até para as paredes que queria voar. As pessoas,
33 lógico, continuaram sorrindo dele. E ele continuava ignorando. Perseguindo incansavelmente seu
34 sonho de criança, viajou para a França, onde se tornou mundialmente conhecido como Alberto
35 Santos Dumont, o homem que inventou o avião. E ninguém mais teve vontade de sorrir dele, ao
36 contrário, o mundo inteiro agora o admira.

SILVA, Ernaldo Francisco da. Sonho de criança. Disponível em: <http://blog.platao.com.br/sonho-de-crianca-uma-historia-que-ensina-o-poder-da-persistencia/>. Acesso em: 10 jul 2023. Adaptado

O texto 1 conta a história de Alberto e como todos riram dele ao dizer qual era o seu sonho. Assinale a alternativa abaixo, na qual é indicado o motivo pelo qual todos riam e zombavam do sonho do menino:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Motivo da zombaria contra Alberto.

O texto diz que voar "ainda não passara pela imaginação de nenhuma criança" da sala. Ninguém via como aquele sonho poderia ser realizado, daí as gargalhadas.

Análise das alternativas

A) Nem todos sonhavam as mesmas coisas, pois havia sonhos variados. B) Ser irrealizável é a visão dos colegas, não o motivo apresentado. C) Ele queria voar, não ser um pássaro. E) A timidez era de Pedrinho, e o motivo da zombaria foi o sonho de Alberto.

Referência: Interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

Colégio Militar de Salvador 2023 Fundamental

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1 (refere-se às questões 21 e 22)

Sonho de criança

1 Criança tem cada uma. Dizem que certa vez, durante uma aula, um professor perguntou para
2 uma criança:
3 – Alberto, qual o seu sonho?
4 A criança, sem hesitar, prontamente respondeu:
5 – Meu sonho é voar.
6 A sala inteira caiu na gargalhada. Desde então, Alberto passou a ser motivo de piada, o
7 centro das gozações. Até o Pedrinho, que viera do sítio e era o mais tímido dos meninos, passou a
8 sorrir dele com frequência. Como se não bastasse, quase todos os coleguinhas passavam por ele
9 abanando os braços para cima e para baixo, imitando um pássaro. Pobre Alberto…
10 Também não era para menos. Qualquer menino daquela sala geralmente desejava ser
11 bombeiro, policial, quando muito advogado, aqui e acolá aparecia um candidato a médico. O
12 sonho de qualquer menina da turma era casar, ser dona de casa, aprender o ofício de costureira,
13 aqui e acolá aparecia uma mais liberal querendo ser professora. Mas, sinceramente, voar era algo
14 que ainda não passara pela imaginação fértil de nenhuma criança daquela sala. Nem mesmo pela
15 cabeça do Eugênio, o mais inteligente da turma. Daí o motivo de tanta algazarra.
16 Mas a cabeça do Alberto era uma caixa-preta. Blindada. As brincadeiras pareciam não
17 atingi-lo. Alheio às gozações, ele seguia firme em seu propósito de desbravar o espaço sideral,
18 como se nada estivesse acontecendo ao seu redor. Volta e meia era flagrado desenhando uma
19 máquina voadora em pleno intervalo das aulas. Sabia o nome de todos os planetas, antes mesmo
20 de ter aulas de Geografia. Aguardava com ansiedade as aulas de Educação Artística, onde
21 literalmente dava asas à sua imaginação.
22 Nas aulas de Educação Física, enquanto todos brigavam para jogar futebol, ele preferia
23 soltar pipa. Vai entender a cabeça de uma criança. E quase sempre fazia isso sozinho, isolado em
24 seu universo particular. Ao ver a pipa subindo, tremulando ao vento, seus olhinhos brilhavam,
25 deslumbrados, a boca esboçava um sorriso tímido, denunciando um ar de contentamento, como se
26 ele estivesse alçando voo no lugar da pipa.
27 Enfim, o tempo passou. E, de fato, como sonhado um dia, muitas crianças daquela sala
28 tornaram-se bombeiros, policiais, advogados, médicos, donas de casa, costureiras, professoras…
29 Agora todos eram adultos felizes, pois conseguiram, com algum esforço, concretizar exatamente
30 aquilo que sonharam quando crianças. Bem dizem que você é do tamanho do seu sonho.
31 O final dessa história todo mundo já conhece. O Alberto continuou com a sua persistência e,
32 mesmo depois de adulto, seguiu afirmando até para as paredes que queria voar. As pessoas,
33 lógico, continuaram sorrindo dele. E ele continuava ignorando. Perseguindo incansavelmente seu
34 sonho de criança, viajou para a França, onde se tornou mundialmente conhecido como Alberto
35 Santos Dumont, o homem que inventou o avião. E ninguém mais teve vontade de sorrir dele, ao
36 contrário, o mundo inteiro agora o admira.

SILVA, Ernaldo Francisco da. Sonho de criança. Disponível em: <http://blog.platao.com.br/sonho-de-crianca-uma-historia-que-ensina-o-poder-da-persistencia/>. Acesso em: 10 jul 2023. Adaptado

Leia atentamente o trecho abaixo e assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada foi substituída por outra que não altera seu significado, fazendo com que a frase destacada do texto transmita a mesma mensagem:

“Daí o motivo de tanta algazarra.” (linha 15)
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sinônimo de "algazarra".

"Algazarra" é barulho, confusão e gritaria de muita gente junta. "Tumulto" mantém esse sentido no contexto da turma rindo de Alberto.

Análise das alternativas

A) incompreensão, C) desconfiança e E) exclusão não indicam barulho nem agitação. B) "Perturbação" é mais genérica e não expressa a confusão coletiva ruidosa.

Referência: Semântica: sinonímia contextual.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tipologia Textual — Elementos da Narrativa

Colégio Militar de Salvador 2023 Fundamental

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2(refere-se às questões 23 e 24)

A casa feita de sonho

Ricardo Alberty

1 Leve como uma pluma,
2 alta como uma torre,
3 quente como um ninho
4 e doce como o mel,
5 assim imaginei
6 desde pequeno
7 a minha casa…

8 Mais tarde, quando me encontrei só no mundo, como não tinha dinheiro, resolvi construí-la
9 com as próprias mãos.
10 Fiz primeiro a minha casa de papel, que é um material barato.E assim que ficou pronta,
11 vieram todos os ventos da Terra e levaram a minha casa de papel, leve como uma pluma…
12 Fiquei sem casa, mas não desisti. E fiz a minha casa à beira-mar, com areia da praia, que é
13 um material barato.Mal estava pronta, vieram todas as marés do mundo e levaram a minha casa
14 de areia, alta como uma torre…
15 Deu-me vontade de desistir, mas eu precisava de uma casa e, sobretudo, não podia
16 abandonar o meu sonho.E resolvi fazer a minha casa de madeira, que é um material barato.
17 Cortei-a dos bosques, com as próprias mãos! Ficou linda!… Escondida entre a folhagem…Mas
18 ainda mal a tinha acabado, vieram todos os fogos do céu e queimaram a minha casa de madeira,
19 quente como um ninho… Chorei sobre as cinzas, como se chora uma pessoa querida que morreu.
20 Mas, mesmo assim, não desisti. E resolvi fazer a minha casa de açúcar…Mas o açúcar não
21 é um material barato! Pois não… Mas eu precisava de uma casa e, sobretudo, não podia
22 abandonar o meu sonho.
23 Trabalhei, lutei, passei fome, para juntar o açúcar suficiente…E quando a minha casa
24 estava pronta — eram de açúcar as paredes, o chão, o teto, os móveis, as portas e as janelas —
25 vieram todos os bichos da Terra e devoraram a minha casa de açúcar, doce como o mel…
26 Fiquei sem casa. E desisti de construí-la com as próprias mãos…
27 Perguntam-me onde moro… Onde moro eu? Sei lá!… Vou pelo mundo, aqui, além, no
28 bosque, à beira-mar… Perguntam-me se não tenho casa… Tenho, sim! Eu podia lá abandonar o
29 meu sonho!…
30 Resolvi imaginá-la. Num sítio aonde não chega o vento, nem o mar, nem o fogo, nem os
31 bichos da Terra.
32 Fiz a minha casa com o meu próprio sonho. Ficou linda!
33 Leve como uma pluma, alta como uma torre, quente como um ninho e doce como o mel…
(ALBERTY, R. A casa feita de sonho. Disponível em:<https://historiasparaosmaispequeninos.wordpress.com/2007/07/23/a-casa-feita-de-sonho/>. Acesso em 24Jul 2023. Adaptado.)

Após a leitura do texto 2, é possível perceber que ele é do tipo narrativo. A partir dos seus conhecimentos sobre esse gênero textual, julgue as afirmativas abaixo e, a seguir, marque a alternativa correta:

I. O texto é narrado em primeira pessoa.
II. O espaço em que a história ocorre é uma sucessão de espaços físicos tais como a beira-mar.
III. A história possui, além do próprio narrador, outros personagens como as marés, os ventos da Terra etc.
IV. A história relata algo que aconteceu predominantemente no passado.

Estão CORRETAS apenas as alternativas:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Elementos da narrativa em "A casa feita de sonho".

I é verdadeira: o narrador é protagonista ("minha casa", "fiz"). IV também: o relato é predominantemente em pretérito. O gabarito considera que apenas I e IV estão corretas.

Análise das alternativas

II) Considerada incorreta pela banca. Os lugares citados (beira-mar, bosque) aparecem como locais onde a casa é construída, e o desfecho se passa no espaço imaginado, no sonho. III) Ventos, marés, fogo e bichos são forças da natureza que destroem as casas, não personagens com participação própria.

Referência: Gênero narrativo: narrador, personagens, espaço e tempo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

Colégio Militar de Salvador 2023 Fundamental

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 2(refere-se às questões 23 e 24)

A casa feita de sonho

Ricardo Alberty

1 Leve como uma pluma,
2 alta como uma torre,
3 quente como um ninho
4 e doce como o mel,
5 assim imaginei
6 desde pequeno
7 a minha casa…

8 Mais tarde, quando me encontrei só no mundo, como não tinha dinheiro, resolvi construí-la
9 com as próprias mãos.
10 Fiz primeiro a minha casa de papel, que é um material barato.E assim que ficou pronta,
11 vieram todos os ventos da Terra e levaram a minha casa de papel, leve como uma pluma…
12 Fiquei sem casa, mas não desisti. E fiz a minha casa à beira-mar, com areia da praia, que é
13 um material barato.Mal estava pronta, vieram todas as marés do mundo e levaram a minha casa
14 de areia, alta como uma torre…
15 Deu-me vontade de desistir, mas eu precisava de uma casa e, sobretudo, não podia
16 abandonar o meu sonho.E resolvi fazer a minha casa de madeira, que é um material barato.
17 Cortei-a dos bosques, com as próprias mãos! Ficou linda!… Escondida entre a folhagem…Mas
18 ainda mal a tinha acabado, vieram todos os fogos do céu e queimaram a minha casa de madeira,
19 quente como um ninho… Chorei sobre as cinzas, como se chora uma pessoa querida que morreu.
20 Mas, mesmo assim, não desisti. E resolvi fazer a minha casa de açúcar…Mas o açúcar não
21 é um material barato! Pois não… Mas eu precisava de uma casa e, sobretudo, não podia
22 abandonar o meu sonho.
23 Trabalhei, lutei, passei fome, para juntar o açúcar suficiente…E quando a minha casa
24 estava pronta — eram de açúcar as paredes, o chão, o teto, os móveis, as portas e as janelas —
25 vieram todos os bichos da Terra e devoraram a minha casa de açúcar, doce como o mel…
26 Fiquei sem casa. E desisti de construí-la com as próprias mãos…
27 Perguntam-me onde moro… Onde moro eu? Sei lá!… Vou pelo mundo, aqui, além, no
28 bosque, à beira-mar… Perguntam-me se não tenho casa… Tenho, sim! Eu podia lá abandonar o
29 meu sonho!…
30 Resolvi imaginá-la. Num sítio aonde não chega o vento, nem o mar, nem o fogo, nem os
31 bichos da Terra.
32 Fiz a minha casa com o meu próprio sonho. Ficou linda!
33 Leve como uma pluma, alta como uma torre, quente como um ninho e doce como o mel…
(ALBERTY, R. A casa feita de sonho. Disponível em:<https://historiasparaosmaispequeninos.wordpress.com/2007/07/23/a-casa-feita-de-sonho/>. Acesso em 24Jul 2023. Adaptado.)

No trecho:

Trecho em quadro: “Deu-me vontade de desistir, mas eu precisava de uma casa e, sobretudo, não podia abandonar o meu sonho.E resolvi fazer a minha casa de madeira, que é um material barato. Cortei-a dos bosques, com as própriasmãos!Ficou linda!… Escondida entre a folhagem…Mas ainda mal a tinha acabado, vieram todos os fogos do céu e queimaram a minha casa de madeira, quente como um ninho… Chorei sobre as cinzas, como se chora uma pessoa querida que morreu.” (linhas 15 a 19). A palavra “sobretudo” está em negrito.

O vocábulo destacado pode ser substituído, sem alteração do sentido original da frase, por:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Tirinhas

Colégio Militar de Salvador 2023 Fundamental

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 3(refere-se à questão 25)

Tirinha da Turma da Mônica em três quadros, sem falas. 1) O pai de Cascão entra em casa carregando uma grande caixa de papelão com a inscrição “TV”; Cascão, sentado no chão, olha sorrindo. 2) O pai tira da caixa uma televisão azul; Cascão, ao lado da caixa aberta, sorri animado. 3) Cascão brinca feliz dentro da caixa de papelão “TV”, de braços erguidos, sobre um fundo rosado com nuvens, onde aparece também a figura de Cascão voando.
(Disponível em: https://miro.medium.com/max/520/1*n1rXle5_US2BHR0MypKc1w.jpeg. Acesso em: 12 AGO 2023)

A tirinha acima apresenta dois personagens da Turma da Mônica, Cascão e seu pai. Assinale a alternativa correta que melhor retrata o que ocorre na história:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Poema

Colégio Militar de Salvador 2023 Fundamental

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4 (refere-se às questões 26, 27 e 28)

MEUS OITO ANOS

Casimiro de Abreu

1 Oh! Que saudades que tenho
2 Da aurora da minha vida,
3 Da minha infância querida
4 Que os anos não trazem mais!
5 Que amor, que sonhos, que flores,
6 Naquelas tardes fagueiras
7 À sombra das bananeiras,
8 Debaixo dos laranjais!

9 Como são belos os dias
10 Do despontar da existência!
11 - Respira a alma inocência
12 Como perfumes a flor;
13 O mar é - lago sereno,
14 O céu - um manto azulado,
15 O mundo - um sonho dourado,
16 A vida - um hino d'amor!

17 Que auroras, que sol, que vida,
18 Que noites de melodia
19 Naquela doce alegria,
20 Naquele ingênuo folgar!
21 O céu bordado d’estrelas,
22 A terra de aromas cheia,
23 As ondas beijando a areia
24 E a lua beijando o mar!

25 Oh! dias da minha infância!
26 Oh! meu céu de primavera!
27 Que doce a vida não era
28 Nessa risonha manhã.
29 Em vez das mágoas de agora,
30 Eu tinha nessas delícias
31 De minha mãe as carícias
32 E beijos de minha irmã!

33 Livre filho das montanhas,
34 Eu ia bem satisfeito,
35 De camisa aberto ao peito,
36 - Pés descalços, braços nus -
37 Correndo pelas campinas
38 À roda das cachoeiras,
39 Atrás das asas ligeiras
40 Das borboletas azuis!

41 Naqueles tempos ditosos
42 Ia colher as pitangas,
43 Trepava a tirar as mangas,
44 Brincava à beira do mar;
45 Rezava às Ave-Marias,
46 Achava o céu sempre lindo,
47 Adormecia sorrindo
48 E despertava a cantar!

49 Oh! Que saudades que tenho
50 Da aurora da minha vida,
51 Da minha infância querida
52 Que os anos não trazem mais!
53 Que amor, que sonhos, que flores,
54 Naquelas tardes fagueiras
55 À sombra das bananeiras,
56 Debaixo dos laranjais!

(ABREU, C. A. Meus oito anos. Disponível em: <https://www.academia.org.br/academicos/casimiro-de-abreu/textos-escolhidos>. Acesso em 15 Ago 2023)

A partir da leitura atenta do poema, é possível dizer que o eu lírico é uma pessoa adulta que fala sobre sua infância, e, em determinado ponto do texto, ele traça um paralelo entre sua vida quando criança e sua vida atualmente. Sobre essa comparação, marque a alternativa CORRETA:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Comparação entre infância e vida adulta no poema.

Nos versos 29 a 32, o eu lírico diz que a infância era doce e traz carícias da mãe e beijos da irmã. Ele contrapõe isso às "mágoas de agora", ou seja, ressentimentos da vida adulta.

Análise das alternativas

A) Ele não considera a vida adulta melhor. B) Ele afirma que a vida era doce na infância. D) O poema não fala de falta de tempo. E) O poema não menciona cidade nem obrigações.

Referência: Interpretação de poema romântico (Casimiro de Abreu).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Sinonímia

Colégio Militar de Salvador 2023 Fundamental

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4 (refere-se às questões 26, 27 e 28)

MEUS OITO ANOS

Casimiro de Abreu

1 Oh! Que saudades que tenho
2 Da aurora da minha vida,
3 Da minha infância querida
4 Que os anos não trazem mais!
5 Que amor, que sonhos, que flores,
6 Naquelas tardes fagueiras
7 À sombra das bananeiras,
8 Debaixo dos laranjais!

9 Como são belos os dias
10 Do despontar da existência!
11 - Respira a alma inocência
12 Como perfumes a flor;
13 O mar é - lago sereno,
14 O céu - um manto azulado,
15 O mundo - um sonho dourado,
16 A vida - um hino d'amor!

17 Que auroras, que sol, que vida,
18 Que noites de melodia
19 Naquela doce alegria,
20 Naquele ingênuo folgar!
21 O céu bordado d’estrelas,
22 A terra de aromas cheia,
23 As ondas beijando a areia
24 E a lua beijando o mar!

25 Oh! dias da minha infância!
26 Oh! meu céu de primavera!
27 Que doce a vida não era
28 Nessa risonha manhã.
29 Em vez das mágoas de agora,
30 Eu tinha nessas delícias
31 De minha mãe as carícias
32 E beijos de minha irmã!

33 Livre filho das montanhas,
34 Eu ia bem satisfeito,
35 De camisa aberto ao peito,
36 - Pés descalços, braços nus -
37 Correndo pelas campinas
38 À roda das cachoeiras,
39 Atrás das asas ligeiras
40 Das borboletas azuis!

41 Naqueles tempos ditosos
42 Ia colher as pitangas,
43 Trepava a tirar as mangas,
44 Brincava à beira do mar;
45 Rezava às Ave-Marias,
46 Achava o céu sempre lindo,
47 Adormecia sorrindo
48 E despertava a cantar!

49 Oh! Que saudades que tenho
50 Da aurora da minha vida,
51 Da minha infância querida
52 Que os anos não trazem mais!
53 Que amor, que sonhos, que flores,
54 Naquelas tardes fagueiras
55 À sombra das bananeiras,
56 Debaixo dos laranjais!

(ABREU, C. A. Meus oito anos. Disponível em: <https://www.academia.org.br/academicos/casimiro-de-abreu/textos-escolhidos>. Acesso em 15 Ago 2023)

Leia atentamente o trecho abaixo e assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada foi reescrita de modo a possuir o mesmo valor semântico do verso original:

“Como são belos os dias
Do despontar da existência!” (versos 9 e 10)
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sinônimo de "despontar".

"Despontar" significa surgir, nascer, como a aurora. "Raiar" tem o mesmo valor semântico, de começo e surgimento da existência.

Análise das alternativas

A) esquecer-se, C) escapar, D) relaxar e E) sentir não têm relação de sentido com o nascer, o princípio da existência.

Referência: Semântica: sinonímia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Vírgula

Colégio Militar de Salvador 2023 Fundamental

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 4 (refere-se às questões 26, 27 e 28)

MEUS OITO ANOS

Casimiro de Abreu

1 Oh! Que saudades que tenho
2 Da aurora da minha vida,
3 Da minha infância querida
4 Que os anos não trazem mais!
5 Que amor, que sonhos, que flores,
6 Naquelas tardes fagueiras
7 À sombra das bananeiras,
8 Debaixo dos laranjais!

9 Como são belos os dias
10 Do despontar da existência!
11 - Respira a alma inocência
12 Como perfumes a flor;
13 O mar é - lago sereno,
14 O céu - um manto azulado,
15 O mundo - um sonho dourado,
16 A vida - um hino d'amor!

17 Que auroras, que sol, que vida,
18 Que noites de melodia
19 Naquela doce alegria,
20 Naquele ingênuo folgar!
21 O céu bordado d’estrelas,
22 A terra de aromas cheia,
23 As ondas beijando a areia
24 E a lua beijando o mar!

25 Oh! dias da minha infância!
26 Oh! meu céu de primavera!
27 Que doce a vida não era
28 Nessa risonha manhã.
29 Em vez das mágoas de agora,
30 Eu tinha nessas delícias
31 De minha mãe as carícias
32 E beijos de minha irmã!

33 Livre filho das montanhas,
34 Eu ia bem satisfeito,
35 De camisa aberto ao peito,
36 - Pés descalços, braços nus -
37 Correndo pelas campinas
38 À roda das cachoeiras,
39 Atrás das asas ligeiras
40 Das borboletas azuis!

41 Naqueles tempos ditosos
42 Ia colher as pitangas,
43 Trepava a tirar as mangas,
44 Brincava à beira do mar;
45 Rezava às Ave-Marias,
46 Achava o céu sempre lindo,
47 Adormecia sorrindo
48 E despertava a cantar!

49 Oh! Que saudades que tenho
50 Da aurora da minha vida,
51 Da minha infância querida
52 Que os anos não trazem mais!
53 Que amor, que sonhos, que flores,
54 Naquelas tardes fagueiras
55 À sombra das bananeiras,
56 Debaixo dos laranjais!

(ABREU, C. A. Meus oito anos. Disponível em: <https://www.academia.org.br/academicos/casimiro-de-abreu/textos-escolhidos>. Acesso em 15 Ago 2023)

No verso “Que amor, que sonhos, que flores...” (verso 5), o uso das vírgulas se justifica por:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Função das vírgulas em "Que amor, que sonhos, que flores".

As vírgulas separam termos de mesma função sintática em sequência, o que caracteriza uma enumeração.

Análise das alternativas

A) Não há aposto nem explicação. B) e E) Não há termos isolados ou intercalados interrompendo o fluxo. C) A vírgula não está evitando ambiguidade.

Referência: Uso da vírgula: enumeração.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Tirinhas

Colégio Militar de Salvador 2023 Fundamental

Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 5(refere-se à questão 29)

Tirinha de Armandinho em três quadros; do pai aparecem apenas as pernas e há um sapo no chão. 1) Armandinho: “QUANDO CRESCER, QUERO AJUDAR A HUMANIDADE...”. 2) Armandinho, de braço estendido: “...PROTEGER RIOS, DAR ALIMENTO E ABRIGO AOS ANIMAIS!”. 3) Armandinho: “QUANDO CRESCER, QUERO SER UMA ÁRVORE!”.
Disponível em: <https://estrategia-prod-questoes.s3.amazonaws.com/images/9ACCFEA1-BE4B-EA57-A8D7-11CD245E883B/9ACCFEA1-BE4B-EA57-A8D7-11CD245E883B-400.png>. Acesso em: 25 ago 2023

Algumas histórias em quadrinhos possuem a presença de um recurso conhecido como “humor”. Na tirinha acima, Armandinho conversa com seu pai. Podemos dizer que o seu humor está presente no fato de:
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Língua Portuguesa Interpretação de Tirinhas

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Texto-base:
TEXTO 6(refere-se à questão 30)

Tirinha em quatro quadros com dois cachorros, um pequeno e um grande com manchas. 1) O cachorro grande pergunta: “MEU MAIOR SONHO?”. 2) O cachorro pequeno, sorrindo: “TER O MEU PRÓPRIO CARRO.”. 3) O cachorro grande, abraçando o pequeno: “NÃO DESISTA. CORRA ATRÁS DOS SEUS SONHOS.”. 4) Numa rua escura, o cachorro pequeno corre atrás de um carro.
Disponível em: https://www.chavalzada.com/2018/03/tirinhas-de-segunda_25.html. Acesso em: 26 ago 2023

Na tirinha acima, é possível ver dois cachorros conversando. Sendo assim, podemos dizer que ela possui uma ironia presente quando:
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Língua Portuguesa Pontuação

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TEXTO 7 (refere-se às questões 31 e 32)

1 - Passarinho voa?
2 - Sim.
3 - Cachorro voa?
4 - Não.
5 - Gato voa?
6 - Não.
7 - Homem voa?
8 - Sim!
9 Alberto Santos Dumont é o único que responde “sim” na brincadeira das crianças na
10 fazenda da sua família em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Isso há bem mais de cem
11 anos, quando muitas das coisas que conhecemos hoje ainda não existiam. Nem luz elétrica,
12 nem geladeira, nem televisão, nem avião.
13 Mesmo que ninguém tenha visto uma pessoa voar por ali ou por qualquer lugar do mundo,
14 Alberto não aceita pagar a prenda: levar de cada amigo um tapa forte na mão pela resposta
15 errada. Ele é irredutível. Quanto mais zombam dele, mais certeza ele tem de que todos estão
16 errados e de que isso é possível.
17 - Homem voa! Vocês nunca leram um livro do Júlio Verne?
18 Alberto leu todos os livros de Júlio Verne, um escritor francês que imaginou coisas que
19 pareciam impossíveis de existir na sua época, por isso o menino tem certeza de que é possível,
20 sim, o homem voar e ir além daquilo que se pode ver – basta imaginar e inventar!
21 Nos livros “Cinco semanas em um balão” e “A volta ao mundo em 80 dias”, transportado
22 por submarinos, balões e transatlânticos, ele havia ido a lugares nunca antes imaginados... Com
23 o Capitão Nemo e seus convidados, no Náutilus, ele tinha explorado as profundezas do oceano.
24 Com PhileasFogg, deu a volta ao mundo em 80 dias! Em Ilha de Hélie, se encantou com o
25 automóvel, que acabava de ser inventado na Europa. Com Heitor Servadac, navegou pelo
26 espaço em um foguete.
27 O mais incrível disso tudo é que, anos mais tarde, no início do século XX, Alberto Santos
28 Dumont seria reconhecido pelo próprio escritor Júlio Verne como um inventor que deu vida ao
29 mundo imaginado por ele em seus romances. O avião, o dirigível e os balões de Santos
30 Dumont maravilharam a cidade de Paris, na França, terra de Júlio Verne.

CIAVATTA, Estêvão. Mais leve que o ar: A infância de Alberto Santos Dumont. Matrix. São Paulo, 2019, p. 8-10.

Sobre a estrutura e os aspectos gramaticais do texto, é correto afirmar que:
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Resolução comentada

Uso dos dois pontos introduzindo explicação de "prenda".

Os dois pontos introduzem o esclarecimento do que é a prenda: "levar de cada amigo um tapa forte na mão". É uma explicação do termo.

Análise das alternativas

A) O início é diálogo em discurso direto, com travessões. B) "Há" indica tempo decorrido, não lugar. C) A vírgula na enumeração com "nem" separa elementos, sem oposição. E) A vírgula isola oração adjetiva explicativa, e retirá-la a transformaria em restritiva, alterando o sentido.

Referência: Pontuação: dois pontos; vírgula.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
TEXTO 7 (refere-se às questões 31 e 32)

1 - Passarinho voa?
2 - Sim.
3 - Cachorro voa?
4 - Não.
5 - Gato voa?
6 - Não.
7 - Homem voa?
8 - Sim!
9 Alberto Santos Dumont é o único que responde “sim” na brincadeira das crianças na
10 fazenda da sua família em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Isso há bem mais de cem
11 anos, quando muitas das coisas que conhecemos hoje ainda não existiam. Nem luz elétrica,
12 nem geladeira, nem televisão, nem avião.
13 Mesmo que ninguém tenha visto uma pessoa voar por ali ou por qualquer lugar do mundo,
14 Alberto não aceita pagar a prenda: levar de cada amigo um tapa forte na mão pela resposta
15 errada. Ele é irredutível. Quanto mais zombam dele, mais certeza ele tem de que todos estão
16 errados e de que isso é possível.
17 - Homem voa! Vocês nunca leram um livro do Júlio Verne?
18 Alberto leu todos os livros de Júlio Verne, um escritor francês que imaginou coisas que
19 pareciam impossíveis de existir na sua época, por isso o menino tem certeza de que é possível,
20 sim, o homem voar e ir além daquilo que se pode ver – basta imaginar e inventar!
21 Nos livros “Cinco semanas em um balão” e “A volta ao mundo em 80 dias”, transportado
22 por submarinos, balões e transatlânticos, ele havia ido a lugares nunca antes imaginados... Com
23 o Capitão Nemo e seus convidados, no Náutilus, ele tinha explorado as profundezas do oceano.
24 Com PhileasFogg, deu a volta ao mundo em 80 dias! Em Ilha de Hélie, se encantou com o
25 automóvel, que acabava de ser inventado na Europa. Com Heitor Servadac, navegou pelo
26 espaço em um foguete.
27 O mais incrível disso tudo é que, anos mais tarde, no início do século XX, Alberto Santos
28 Dumont seria reconhecido pelo próprio escritor Júlio Verne como um inventor que deu vida ao
29 mundo imaginado por ele em seus romances. O avião, o dirigível e os balões de Santos
30 Dumont maravilharam a cidade de Paris, na França, terra de Júlio Verne.

CIAVATTA, Estêvão. Mais leve que o ar: A infância de Alberto Santos Dumont. Matrix. São Paulo, 2019, p. 8-10.

A partir das ideias que permeiam o texto, depreende-se que:
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Resolução comentada

Sentido de "deu vida" no texto sobre Santos Dumont.

"Deu vida" está em sentido figurado (conotativo). Santos Dumont tornou realidade, ou seja, concretizou, os engenhos que Verne só imaginara nos romances.

Análise das alternativas

A) Verne imaginou as invenções nos livros, mas não foi seu inventor oficial. B) É o contrário: Nemo e Fogg são personagens criados por Verne. C) O Náutilus é o submarino do Capitão Nemo, não invenção de Dumont. E) Dumont já era irredutível na infância, e o texto não diz que descobriu isso depois.

Referência: Linguagem denotativa e conotativa; interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Tirinhas

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Texto-base:
TEXTO 8 (refere-se à questão33)

Tirinha em seis quadros. 1) Um balão vindo de fora do quadro pergunta: “O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER?”; um menino pequeno responde, de braços erguidos: “UM LEÃO!”. 2) a 5) O menino vai crescendo e, gradualmente, ganha cauda, juba e aparência de leão. 6) Já leão adulto, sentado e pensativo, com a mão no queixo, ele diz: “NA VERDADE, EU QUERIA SER UM URSO.”.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/quadri/qa21060801.htm>. Acesso em 10 AGO 23.

No último quadrinho, a expressão “na verdade”
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Língua Portuguesa Interpretação de Tirinhas

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Texto-base:
TEXTO 9 (refere-se à questão34)

Tirinha em três quadros com uma menina e um menino de óculos. 1) A menina: “VOCÊ JÁ REPAROU QUE NÃO EXISTE NOME PARA UM SONHO BOM?”; o menino: “HEIN?”. 2) A menina: “UM SONHO RUIM SE CHAMA PESADELO! E UM SONHO BOM?”; o menino, pensativo: “HUM...”. 3) A menina, deitada na cama, sorrindo: “HOJE ESPERO TER UM LEVEDELO!”.
Disponível em: <https://www.sofiaeotto.com.br/quadrinhos>. Acesso em 08 AGO 23.

A efeito de humor da tirinha se constrói porque a menina
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Língua Portuguesa Interpretação de Tirinhas

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Texto-base:
TEXTO 10 (refere-se à questão 35)

Tirinha de Mafalda em quatro quadros. 1) Mafalda pergunta a Miguelito: “QUAIS SÃO SEUS PLANOS PARA ESTA PRIMAVERA, MIGUELITO?”. 2) Miguelito responde: “VIVER”. 3) Os dois ficam em silêncio, frente a frente. 4) Mafalda, sozinha, pensa: “TÃO PEQUENO... E JÁ TÃO ORGANIZADO!”.
Disponível em: <https://www.pepitoatividades.com/2018/08/tirinhas-diversas-para-o-projeto.html>. Acesso em 25 jul 23.

Sobre as ideias e as relações coesivas presentes no texto, pode-se inferir que:
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Língua Portuguesa Coesão — Conectivos e Relações Lógico-Discursivas

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Texto-base:
TEXTO 11 (refere-se à questão 36)

Nada sobrou

1 As pessoas sem imaginação
2 podem ter tido as mais
3 imprevistas aventuras, podem
4 ter visitado as terras mais
5 estranhas. Nada lhes ficou. Nada
6 lhes sobrou. Uma vida não basta
7 apenas ser vivida: também
8 precisa ser sonhada.

QUINTANA, Mario. Caderno H. São Paulo: Globo, 2006, p. 365.

As ideias presentes no enunciado “As pessoas sem imaginação podem ter tido as mais imprevistas aventuras (...). Nada lhes ficou” (linhas 1-5) estabelecem a mesma relação lógico-semântica que em:
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Resolução comentada

Relação lógico-semântica entre as orações de Quintana: adversidade/concessão.

No trecho, ter vivido grandes aventuras contrasta com o fato de nada ter ficado, o que é uma relação de oposição. "Contudo" expressa essa oposição, como a justaposição original.

Análise das alternativas

B) "Por isso" indica conclusão. C) "Logo" indica conclusão e ainda altera o sentido. D) "Caso" indica condição. E) "Já que" indica causa/explicação.

Referência: Coesão: conectivos adversativos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Poema

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TEXTO 12 (refere-se à questão 37)

Menina do sonho

1 Hoje a menina do sonho não veio me acordar
2 Quem sabe até tenha vindo e eu não soube sonhar
3 Quem sabe até tenha tentado me descobrir
4 Em meio ao sono pesado a dormir, a dormir

5 Quem sabe até tenha vindo visitar meu sono
6 E quem sabe era só o abandono da alma dormida na vida
7 O que havia no fundo de mim pra se ver
8 Que ela, menina do sonho, ficou comovida
9 E não fez nada mais que sorrir

10 Partindo logo em seguida a buscar por aí
11 Outra morada pro sonho, por ser ela fada
12 Fadada a viver, com seu corpo no nada
13 O instante, o espaço, o abraço real da ilusão de existir

14 Quem terá tido essa noite
15 O sonhar visitado por ela ou por um querubim
16 Já que a menina do sonho não veio pra mim?

GIL, Gilberto. Menina do sonho. In. Um banda um. Rio de Janeiro: Warner, 1982.

Sobre as ideias presentes no texto, bem como os efeitos de sentido provocados pelos termos nele presentes, analise as afirmativas abaixo.

I. O termo “fadada” (linha 12) significa “transformada em fada”.
II. Em “Soube sonhar” (linha 2) e “o sonhar” (linha 15), os termos sublinhados têm o mesmo sentido. (Sublinhada, nas duas citações, apenas a palavra “sonhar”.)
III. A dúvida que permeia o eu lírico envolve a identidade da menina do sonho, ou seja, o eu lírico questiona quem ela é.
IV. “a buscar” (linha 10) e “a dormir” (linha 4) podem ser substituídos por “buscando” e “dormindo” sem prejuízo semântico.
V. O eu lírico supõe que a menina do sonho teria sorrido ao ver seu sonho.

São verdadeiras:
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Língua Portuguesa Interpretação de Anúncio Publicitário

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Texto-base:
TEXTO 13 (refere-se à questão 38)

Cartaz publicitário em fundo vermelho natalino: “Natal SHOPPING CENTER 3” (com gorro de Papai Noel) e “VIAGEM DOS SONHOS”. Ao centro, uma mala de viagem cheia de adesivos de cidades, da qual saem monumentos como o Big Ben, a Estátua da Liberdade, a Torre de Pisa e a Torre Eiffel. Numa árvore de Natal estilizada: “A CADA R$ 400 EM COMPRAS CONCORRA A UM VALE DE R$30.000,00 PARA MONTAR SUA VIAGEM”. Abaixo, à esquerda, o logotipo “SHOPPING CENTER 3 — plural como são paulo” e endereços de redes sociais.
Disponível em: <https://grandesnomesdapropaganda.com.br/anunciantes/shopping-center-3-lanca-campanha-e-promocao-viagem-dos-sonhos/>. Acesso em 09 ago 23.

Considerando as ideias presentes no anúncio publicitário, pode-se inferir que os clientes
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Língua Portuguesa Interpretação de Anúncio Publicitário

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TEXTO 14 (refere-se à questão 39)

Peça publicitária em fundo rosa: à esquerda, um homem de camisa listrada e chapéu; à direita, uma mulher de vestido preto; os dois em postura de dança, um voltado para o outro, separados por duas linhas tracejadas. No alto, um bombom Sonho de Valsa aparece partido, metade de cada lado. No centro: “Nunca desista do seu sonho... Mesmo que ele seja um simples SONHO DE VALSA” — Davi D' Lunardi, e um código QR. No rodapé: logotipo Sonho de Valsa, “Divida uma valsa” e “com quem você ama!”.

O texto acima é parte de uma propaganda do dia dos namorados. O efeito de humor no texto dá-se pela (o):
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Língua Portuguesa Coesão — Conectivos e Relações Lógico-Discursivas

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TEXTO 15 (refere-se à questão 40)

Tirinha de Peanuts em quatro quadros; Lucy está debruçada sobre um piano de brinquedo. 1) Charlie Brown: “EU NÃO CASARIA CONTIGO A MENOS QUE VOCÊ FOSSE A ÚLTIMA GAROTA NA TERRA!”. 2) Lucy: “VOCÊ DISSE ‘SE’ OU ‘A MENOS QUE’?”. 3) Charlie Brown: “EU DISSE ‘A MENOS QUE’”. 4) Lucy, sorridente, exclama “ESPERANÇA!” enquanto Charlie Brown cai para trás.

O uso da expressão “a menos que” por Charlie Brown, no primeiro quadrinho, possibilita o efeito de humor da tirinha. Caso o garoto tivesse usado a palavra “se”, a reação de Lucy teria sido diferente. A substituição da expressão “a menos que” pelo vocábulo “se” tem o mesmo sentido que em
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