← Voltar para a lista de provas Exército Brasileiro — Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (ESFCEx) · Oficial do Quadro Complementar do Exército 60 questões nesta prova · página 2 de 3 · 60 com gabarito Gabarito disponível Soares: behaviorista (anos 60-70), cognitivista (80), sociocultural (90). Segundo Soares, o paradigma behaviorista dominou os anos 1960-70 e foi substituído nos anos 1980 pelo cognitivista (construtivismo). Nos anos 1990 avançou para o sociocultural, visto como aprimoramento do paradigma cognitivista, e não ruptura radical. A) Fonético e social-interacionista não correspondem à periodização da autora. C) Conservador, libertário e crítico-social não são os paradigmas citados. D) Teórico, prático e práxis não o são. E) Funcional, crítico e pós-crítico também não. Referência: Soares (2004), Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Indisciplina como sintoma de escola pensada para um tipo de sujeito e ocupada por outros. Na leitura sócio-histórica de Aquino, a democratização trouxe à escola novos alunos, diferentes do aluno idealizado. A indisciplina aparece como sintoma desse descompasso entre a escola concebida para um sujeito e ocupada por outros. A) Trata como fenômeno pontual, causado por família ou distúrbios, o que o enfoque sócio-histórico rejeita. B) Afirma que a exclusão foi eliminada e a cultura reestruturada, o que não procede. C) Associa a indisciplina à harmonia e cooperação, o oposto do sentido. E) Põe a gênese só no aluno, enquanto a perspectiva é relacional e institucional. Referência: Aquino (1996), indisciplina escolar. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Princípio da civilidade, com marca de fidalguia/distinção aristocrática no Brasil e em Portugal. Boto trata a liturgia escolar como parte do processo civilizador, em que a civilidade estrutura a socialização. No contexto luso-brasileiro, essa civilidade traz a marca da fidalguia, isto é, da distinção aristocrática e das hierarquias sociais, como mostra o excerto sobre pessoas superiores e inferiores. A) Cidadania passiva não é o princípio estrutural apontado. B) Heterogeneidade e miscigenação não correspondem à ideia de hierarquias naturalizadas. D) Cultura personalista e igualdade político-legal não descrevem o texto. E) Colonialismo e homem cordial não são as categorias usadas pela autora nesse ponto. Referência: Boto (2014), liturgia escolar e civilidade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Examinar consequências sociais das mídias (segurança, privacidade) é a alfabetização responsável. Na obra de Coll e Monereo, a dimensão que envolve avaliar as consequências sociais dos meios de comunicação, como segurança e privacidade, é a alfabetização responsável, ligada ao uso ético e consciente das tecnologias. B) Midiática: relaciona-se à compreensão e análise crítica das mensagens dos meios. C) Tecnológica: refere-se ao domínio técnico das ferramentas. D) Global: refere-se à compreensão do contexto mundial da informação. E) Informacional: trata de buscar, avaliar e usar informação. Referência: Coll e Monereo (orgs.), 2010, dimensões da alfabetização digital. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Perspectiva da cultura escolar evita simplesmente transpor o modelo presencial para o remoto. Ao tratar permanências e mudanças como processos que coexistem, a autora ajuda a ir além da tentação de apenas transferir o modelo presencial para a distância. É preciso repensar a cultura escolar e desnaturalizar seus processos, sem rejeitar nem adotar acriticamente a tecnologia. A) Defende a cultura tradicional, o que contraria a perspectiva não antagônica. B) Afirma a presença obrigatória em qualquer cenário, posição que o texto não sustenta. D) Rotula escolas e professores como avessos à mudança, justamente o antagonismo que a autora rejeita. E) Priorizar o síncrono em detrimento do assíncrono não decorre do texto. Referência: Alcântara (2022), cultura escolar; permanências e mudanças. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Mudança docente depende do saber da experiência, subjetivo e dotado de sentido. A autora afirma que a mudança depende da elaboração que os professores fazem do que lhes acontece na experiência inclusiva vivida. Isso corresponde ao saber da experiência (Larrosa): subjetivo, pessoal, relativo, adquirido ao se atribuir sentido ao que se passa. A) Foca no estudo de livros e autores, não na elaboração da vivência. B) O empirismo e a observação científica não são o foco do trecho. C) Tempo de magistério e repetição não geram, por si, experiência no sentido da elaboração. D) Processo utilitário e instrumental contraria a ideia de experiência como atribuição de sentido. Referência: Ropoli (2010); conceito de experiência em Larrosa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Discurso interior: linguagem internalizada, abreviada, com predomínio do sentido sobre o significado. Para Vygotsky, o discurso interior (fala interna) é a linguagem internalizada, fragmentada e abreviada, compreensível só ao próprio sujeito. Nele predomina o sentido (dimensão afetiva e contextual) sobre o significado (dimensão compartilhada), exatamente como descreve o excerto. A) Estado de consciência objetivo não corresponde à descrição, que é de natureza subjetiva. C) Balbucio é manifestação pré-intelectual da fala do bebê, não discurso abreviado e saturado de sentido. D) Pensamento artístico não é o conceito descrito. E) 'Enunciado egocêntrico' não define a descrição; a fala egocêntrica é etapa que precede e origina o discurso interior, mas o excerto trata do discurso interior em si. Referência: Vygotsky, Pensamento e Linguagem; Oliveira (in La Taille, Oliveira e Dantas, 1992). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A gestão democrática prevê participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. O art. 14 da LDB estabelece como princípios da gestão democrática a participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. B) A LDB não prevê votação entre pais e mestres para composição de direção. C) Define participação na elaboração do projeto pedagógico, não nas políticas públicas. D) Prevê gestão financeira descentralizada, não centralizada. E) A LDB prevê normas dos sistemas de ensino segundo suas peculiaridades, não centralização nacional. Referência: Lei nº 9.394/96 (LDB), art. 14. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Segundo a Resolução CNE/CEB 4/2010, o que caracteriza um sistema é a atividade intencional e organicamente concebida, voltada às mesmas finalidades. O § 2º do art. 7º define que o que caracteriza um sistema é a atividade intencional e organicamente concebida, que se justifica pela realização de atividades voltadas para as mesmas finalidades ou para a concretização dos mesmos objetivos. A) Descreve a educação como direito, e não o sistema. B) Descreve a escola como espaço de cultura. D) Trata de padrões mínimos de qualidade e avaliação. E) Trata da inseparabilidade de educar e cuidar. Referência: Resolução CNE/CEB nº 4/2010, art. 7º, § 2º. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O título é redimensionado pela intensidade da reação do eu lírico, expressa no neologismo 'cúmice'. O título 'Neurolinguística' ganha novo sentido ao ser associado ao efeito físico e emocional que a fala provoca. A criação de 'cúmice' (cume + ápice) expressa a intensidade da reação do eu lírico, o que redimensiona o sentido do título. A) Não há contraste de temática com o título. B) 'Ápice' é figurado, não literal. C) 'Casta viuvez' não resgata sentido figurado dos versos. E) Os versos têm vínculo com o título, pois tratam do efeito da fala. Referência: Interpretação de poema: relação título e texto; neologismo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O eu lírico recebe o galanteio com alento e espera que se repita. Ao dizer que 'segurou o desmaio' e quer estar 'bem acordada, caso ele fale outra vez', o eu lírico mostra que o elogio a renovou e que deseja que se repita. A) Não há susto com consequências. C) Não há constrangimento. D) Não há determinação de reagir negativamente; a viuvez é só um dado. E) Não se trata de espanto nem de fuga da situação. Referência: Interpretação de poema (Adélia Prado). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Segundo Schneuwly e Dolz, o texto é do agrupamento do relatar e corresponde ao gênero crônica. No quadro dos agrupamentos de gêneros, 'relatar' envolve a representação pelo discurso de experiências vividas, situadas no tempo, e a crônica se insere nesse grupo. O texto de Rubem Braga é narrativa de experiência cotidiana do narrador. B) Não há tese argumentativa. C) Não se trata de expor saberes. D) O texto não descreve ações para orientar procedimentos. E) O texto não é narrativa de ficção com intriga; 'testemunho' não é o gênero correspondente. Referência: Schneuwly e Dolz: agrupamentos de gêneros (relatar, narrar, argumentar, expor, descrever ações). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O narrador associa sons a sua reflexão sobre vidas desarmônicas e dolorosas. A partir dos sons do piano e do realejo, o narrador conclui que muitas vidas se parecem com uma lição de piano que nunca forma melodia, ou seja, marcadas por monotonia, falta de ritmo e tristeza. A associação leva à conclusão de pungência e desarmonia. A) Não há memórias longínquas nem comportamento lúgubre. B) O velho do realejo não inspira por longevidade e vigor. C) O narrador pede pouco de felicidade e riqueza, não defende plenitude. D) Não há resgate de vidas de desconhecidos marcadas por experiências musicais. Referência: Interpretação de texto: crônica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Anáfora ancorada em relações semânticas: 'anos de vida, riqueza, poder' e 'ancião poderoso, feliz e rico'. Os termos 'ancião, poderoso, feliz, rico' retomam semanticamente, sem repetição literal, o que fora garantido no papelucho (idade, riqueza, poder e felicidade). Trata-se de anáfora ancorada em relações semânticas entre os elementos. B) Há retomada pronominal ('ele') e relação aleatória com 'pobreza'. C) Não há retomada referencial entre os trechos. D) 'Esses sons' retoma parcialmente, mas sem a relação semântica de ancoragem, e o trecho é de outro contexto. E) Os trechos não se relacionam por anáfora. Referência: Coesão textual: progressão referencial e anáfora associativa. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O ponto e vírgula destaca o contraste da oração adversativa; as vírgulas separam orações coordenadas com 'e' repetido. O ponto e vírgula antecede 'mas', conjunção adversativa, ressaltando o contraste. As vírgulas separam 'se detém', 'volta', 'se perde', orações coordenadas com 'e' reiterado (polissíndeto). A) Os sujeitos são os mesmos, e não há apenas enumeração. B) Não há elipse de verbo nem aposto. D) Não há oração conclusiva nem sentido consecutivo. E) As orações não são subordinadas explicativas. Referência: Pontuação: ponto e vírgula e vírgula em orações coordenadas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A colocação pronominal adequada é a de E, com ênclise ao verbo no início da oração. Em E, 'aterrorizam-me' tem ênclise correta, pois a oração começa pelo verbo e não há palavra atrativa. Isso está de acordo com o padrão culto. A) 'nunca harmoniza-se' é inadequado: 'nunca' atrai o pronome (nunca se harmoniza). B) 'tendo ouvido-a' deveria ser 'tendo-a ouvido'. C) 'silenciaria-o' deveria ser 'o silenciaria' ou 'silenciá-lo-ia': futuro do pretérito não admite ênclise. D) 'mal ouço-o' deveria ser 'mal o ouço': 'mal' atrai o pronome. Referência: Colocação pronominal: próclise, ênclise e mesóclise. Resolução comentada do VaiConcursos.EsFCEx — Concurso de Admissão 2023 — Curso de Formação de Oficiais do Quadro Complementar — Área: Magistério em Português — 014. Prova Objetiva — Versão A
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, os termos do excerto adaptado de Soares (2004).Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
A partir do que discute Boto (2014) a respeito da liturgia na escola, identifique correta e respectivamente o princípio estrutural do processo de socialização escolar e a marca que nele aparece no contexto brasileiro e português.Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
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Considere a tabela para assinalar a alternativa que identifica correta e respectivamente a que se referem as colunas 2 e 3, de acordo com Hernández e Ventura (2017).Resolução comentada
Análise das alternativas
A que conceito de Vygotsky se refere o excerto, adaptado de Oliveira (in: La Taille, Oliveira e Dantas, 1992)?Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o poema a seguir para responder às questões de números 31 a 33.
Neurolinguística
Quando ele me disse
ô linda
pareces uma rainha,
fui ao cúmice do ápice
mas segurei meu desmaio.
Aos sessenta anos de idade,
vinte de casta viuvez,
quero estar bem acordada,
caso ele fale outra vez.
(Adélia Prado, Reunião de poesia)
É correta a afirmação de que a relação entre os versos e o título do poema sugereResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o poema a seguir para responder às questões de números 31 a 33.
Neurolinguística
Quando ele me disse
ô linda
pareces uma rainha,
fui ao cúmice do ápice
mas segurei meu desmaio.
Aos sessenta anos de idade,
vinte de casta viuvez,
quero estar bem acordada,
caso ele fale outra vez.
(Adélia Prado, Reunião de poesia)
É correto afirmar que, diante da fala – ô linda / pareces uma rainha – o eu lírico expressaResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o poema a seguir para responder às questões de números 31 a 33.
Neurolinguística
Quando ele me disse
ô linda
pareces uma rainha,
fui ao cúmice do ápice
mas segurei meu desmaio.
Aos sessenta anos de idade,
vinte de casta viuvez,
quero estar bem acordada,
caso ele fale outra vez.
(Adélia Prado, Reunião de poesia)
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Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Em um piano distante alguém estuda uma lição lenta, em notas graves. De muito longe, de outra esquina, vem também o som de um realejo. Conheço o velho que o toca, ele anda sempre pelo meu bairro; já fez o periquito tirar para mim um papelucho em que me são garantidos 93 anos de vida, muita riqueza, poder e felicidade.
Ora, não preciso de tanto. Nem de tanta vida nem de tanta coisa mais. Dinheiro apenas para não ter as aflições da pobreza; poder somente para mandar um pouco, pelo menos, em meu nariz; e da felicidade um salário mínimo: tristezas que possa aguentar, remorsos que não doam mais, renúncias que não façam de mim um velho amargo.
Joguei uma prata da janela, e o periquito do realejo me fez um ancião poderoso, feliz e rico. De rebarba me concedeu 14 filhos, tarefa e honra que me assustam um pouco. Mas os periquitos são muito exagerados, e o costume de ouvir o dia inteiro trechos de ópera não deve lhes fazer bem à cabeça. Os papagaios são mais objetivos e prudentes, e só se animam a afirmar uma coisa depois que a ouvem repetidas vezes.
Agora não se ouve mais o realejo; o piano recomeça a tocar. Esses sons soltos, e indecisos, teimosos e tristes, de uma lição elementar qualquer, têm uma grave monotonia. Deus sabe por que acordei hoje com tendência a filosofia de bairro; mas agora me ocorre que a vida de muita gente parece um pouco essa lição de piano. Nunca chega a formar a linha de uma certa melodia. Começa a esboçar, com os pontos soltos de alguns sons, a curva de uma frase musical; mas logo se detém, e volta, e se perde numa incoerência monótona. Não tem ritmo nem cadência sensíveis. Para quem a vive, essa vida deve ser penosa e triste como o esforço dessa jovem pianista de bairro, que talvez preferisse ir à praia, mas tem de ficar no piano.
(Rubem Braga, O vassoureiro, em O homem rouco. Adaptado)
À vista do quadro apresentado por Schenewly e Dolz para o tratamento do ensino de gêneros, é correto afirmar que esse texto se identifica com a capacidade de linguagem consistente emResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Em um piano distante alguém estuda uma lição lenta, em notas graves. De muito longe, de outra esquina, vem também o som de um realejo. Conheço o velho que o toca, ele anda sempre pelo meu bairro; já fez o periquito tirar para mim um papelucho em que me são garantidos 93 anos de vida, muita riqueza, poder e felicidade.
Ora, não preciso de tanto. Nem de tanta vida nem de tanta coisa mais. Dinheiro apenas para não ter as aflições da pobreza; poder somente para mandar um pouco, pelo menos, em meu nariz; e da felicidade um salário mínimo: tristezas que possa aguentar, remorsos que não doam mais, renúncias que não façam de mim um velho amargo.
Joguei uma prata da janela, e o periquito do realejo me fez um ancião poderoso, feliz e rico. De rebarba me concedeu 14 filhos, tarefa e honra que me assustam um pouco. Mas os periquitos são muito exagerados, e o costume de ouvir o dia inteiro trechos de ópera não deve lhes fazer bem à cabeça. Os papagaios são mais objetivos e prudentes, e só se animam a afirmar uma coisa depois que a ouvem repetidas vezes.
Agora não se ouve mais o realejo; o piano recomeça a tocar. Esses sons soltos, e indecisos, teimosos e tristes, de uma lição elementar qualquer, têm uma grave monotonia. Deus sabe por que acordei hoje com tendência a filosofia de bairro; mas agora me ocorre que a vida de muita gente parece um pouco essa lição de piano. Nunca chega a formar a linha de uma certa melodia. Começa a esboçar, com os pontos soltos de alguns sons, a curva de uma frase musical; mas logo se detém, e volta, e se perde numa incoerência monótona. Não tem ritmo nem cadência sensíveis. Para quem a vive, essa vida deve ser penosa e triste como o esforço dessa jovem pianista de bairro, que talvez preferisse ir à praia, mas tem de ficar no piano.
(Rubem Braga, O vassoureiro, em O homem rouco. Adaptado)
É correto afirmar que o narrador enfatizaResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Em um piano distante alguém estuda uma lição lenta, em notas graves. De muito longe, de outra esquina, vem também o som de um realejo. Conheço o velho que o toca, ele anda sempre pelo meu bairro; já fez o periquito tirar para mim um papelucho em que me são garantidos 93 anos de vida, muita riqueza, poder e felicidade.
Ora, não preciso de tanto. Nem de tanta vida nem de tanta coisa mais. Dinheiro apenas para não ter as aflições da pobreza; poder somente para mandar um pouco, pelo menos, em meu nariz; e da felicidade um salário mínimo: tristezas que possa aguentar, remorsos que não doam mais, renúncias que não façam de mim um velho amargo.
Joguei uma prata da janela, e o periquito do realejo me fez um ancião poderoso, feliz e rico. De rebarba me concedeu 14 filhos, tarefa e honra que me assustam um pouco. Mas os periquitos são muito exagerados, e o costume de ouvir o dia inteiro trechos de ópera não deve lhes fazer bem à cabeça. Os papagaios são mais objetivos e prudentes, e só se animam a afirmar uma coisa depois que a ouvem repetidas vezes.
Agora não se ouve mais o realejo; o piano recomeça a tocar. Esses sons soltos, e indecisos, teimosos e tristes, de uma lição elementar qualquer, têm uma grave monotonia. Deus sabe por que acordei hoje com tendência a filosofia de bairro; mas agora me ocorre que a vida de muita gente parece um pouco essa lição de piano. Nunca chega a formar a linha de uma certa melodia. Começa a esboçar, com os pontos soltos de alguns sons, a curva de uma frase musical; mas logo se detém, e volta, e se perde numa incoerência monótona. Não tem ritmo nem cadência sensíveis. Para quem a vive, essa vida deve ser penosa e triste como o esforço dessa jovem pianista de bairro, que talvez preferisse ir à praia, mas tem de ficar no piano.
(Rubem Braga, O vassoureiro, em O homem rouco. Adaptado)
Observe as orações destacadas nos períodos:
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A percepção das relações de subordinação que caracterizam os dois períodos leva à conclusão de que
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Em um piano distante alguém estuda uma lição lenta, em notas graves. De muito longe, de outra esquina, vem também o som de um realejo. Conheço o velho que o toca, ele anda sempre pelo meu bairro; já fez o periquito tirar para mim um papelucho em que me são garantidos 93 anos de vida, muita riqueza, poder e felicidade.
Ora, não preciso de tanto. Nem de tanta vida nem de tanta coisa mais. Dinheiro apenas para não ter as aflições da pobreza; poder somente para mandar um pouco, pelo menos, em meu nariz; e da felicidade um salário mínimo: tristezas que possa aguentar, remorsos que não doam mais, renúncias que não façam de mim um velho amargo.
Joguei uma prata da janela, e o periquito do realejo me fez um ancião poderoso, feliz e rico. De rebarba me concedeu 14 filhos, tarefa e honra que me assustam um pouco. Mas os periquitos são muito exagerados, e o costume de ouvir o dia inteiro trechos de ópera não deve lhes fazer bem à cabeça. Os papagaios são mais objetivos e prudentes, e só se animam a afirmar uma coisa depois que a ouvem repetidas vezes.
Agora não se ouve mais o realejo; o piano recomeça a tocar. Esses sons soltos, e indecisos, teimosos e tristes, de uma lição elementar qualquer, têm uma grave monotonia. Deus sabe por que acordei hoje com tendência a filosofia de bairro; mas agora me ocorre que a vida de muita gente parece um pouco essa lição de piano. Nunca chega a formar a linha de uma certa melodia. Começa a esboçar, com os pontos soltos de alguns sons, a curva de uma frase musical; mas logo se detém, e volta, e se perde numa incoerência monótona. Não tem ritmo nem cadência sensíveis. Para quem a vive, essa vida deve ser penosa e triste como o esforço dessa jovem pianista de bairro, que talvez preferisse ir à praia, mas tem de ficar no piano.
(Rubem Braga, O vassoureiro, em O homem rouco. Adaptado)
Observe os trechos destacados nas passagens:
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Na atividade de leitura, a observação de estruturas morfossintáticas dos enunciados pode ser produtiva para ressaltar aspectos semânticos relacionados a termos gramaticais, caso, por exemplo, das preposições. À vista disso, será correto concluir que, nos contextos selecionados, a preposição “de” relaciona as palavras introduzindo as noções, respectivamente, de:
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Em um piano distante alguém estuda uma lição lenta, em notas graves. De muito longe, de outra esquina, vem também o som de um realejo. Conheço o velho que o toca, ele anda sempre pelo meu bairro; já fez o periquito tirar para mim um papelucho em que me são garantidos 93 anos de vida, muita riqueza, poder e felicidade.
Ora, não preciso de tanto. Nem de tanta vida nem de tanta coisa mais. Dinheiro apenas para não ter as aflições da pobreza; poder somente para mandar um pouco, pelo menos, em meu nariz; e da felicidade um salário mínimo: tristezas que possa aguentar, remorsos que não doam mais, renúncias que não façam de mim um velho amargo.
Joguei uma prata da janela, e o periquito do realejo me fez um ancião poderoso, feliz e rico. De rebarba me concedeu 14 filhos, tarefa e honra que me assustam um pouco. Mas os periquitos são muito exagerados, e o costume de ouvir o dia inteiro trechos de ópera não deve lhes fazer bem à cabeça. Os papagaios são mais objetivos e prudentes, e só se animam a afirmar uma coisa depois que a ouvem repetidas vezes.
Agora não se ouve mais o realejo; o piano recomeça a tocar. Esses sons soltos, e indecisos, teimosos e tristes, de uma lição elementar qualquer, têm uma grave monotonia. Deus sabe por que acordei hoje com tendência a filosofia de bairro; mas agora me ocorre que a vida de muita gente parece um pouco essa lição de piano. Nunca chega a formar a linha de uma certa melodia. Começa a esboçar, com os pontos soltos de alguns sons, a curva de uma frase musical; mas logo se detém, e volta, e se perde numa incoerência monótona. Não tem ritmo nem cadência sensíveis. Para quem a vive, essa vida deve ser penosa e triste como o esforço dessa jovem pianista de bairro, que talvez preferisse ir à praia, mas tem de ficar no piano.
(Rubem Braga, O vassoureiro, em O homem rouco. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se identifica a progressão referencial por anáforas ancoradas em relações semânticas.Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Em um piano distante alguém estuda uma lição lenta, em notas graves. De muito longe, de outra esquina, vem também o som de um realejo. Conheço o velho que o toca, ele anda sempre pelo meu bairro; já fez o periquito tirar para mim um papelucho em que me são garantidos 93 anos de vida, muita riqueza, poder e felicidade.
Ora, não preciso de tanto. Nem de tanta vida nem de tanta coisa mais. Dinheiro apenas para não ter as aflições da pobreza; poder somente para mandar um pouco, pelo menos, em meu nariz; e da felicidade um salário mínimo: tristezas que possa aguentar, remorsos que não doam mais, renúncias que não façam de mim um velho amargo.
Joguei uma prata da janela, e o periquito do realejo me fez um ancião poderoso, feliz e rico. De rebarba me concedeu 14 filhos, tarefa e honra que me assustam um pouco. Mas os periquitos são muito exagerados, e o costume de ouvir o dia inteiro trechos de ópera não deve lhes fazer bem à cabeça. Os papagaios são mais objetivos e prudentes, e só se animam a afirmar uma coisa depois que a ouvem repetidas vezes.
Agora não se ouve mais o realejo; o piano recomeça a tocar. Esses sons soltos, e indecisos, teimosos e tristes, de uma lição elementar qualquer, têm uma grave monotonia. Deus sabe por que acordei hoje com tendência a filosofia de bairro; mas agora me ocorre que a vida de muita gente parece um pouco essa lição de piano. Nunca chega a formar a linha de uma certa melodia. Começa a esboçar, com os pontos soltos de alguns sons, a curva de uma frase musical; mas logo se detém, e volta, e se perde numa incoerência monótona. Não tem ritmo nem cadência sensíveis. Para quem a vive, essa vida deve ser penosa e triste como o esforço dessa jovem pianista de bairro, que talvez preferisse ir à praia, mas tem de ficar no piano.
(Rubem Braga, O vassoureiro, em O homem rouco. Adaptado)
Observe o trecho da passagem do último parágrafo.
Começa a esboçar [...] a curva de uma frase musical; mas logo se detém, e volta, e se perde numa incoerência monótona.
É correto afirmar que, nele, o ponto e vírgula e a vírgula são empregados, respectivamente, para:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o texto, para responder às questões de números 34 a 42.
Em um piano distante alguém estuda uma lição lenta, em notas graves. De muito longe, de outra esquina, vem também o som de um realejo. Conheço o velho que o toca, ele anda sempre pelo meu bairro; já fez o periquito tirar para mim um papelucho em que me são garantidos 93 anos de vida, muita riqueza, poder e felicidade.
Ora, não preciso de tanto. Nem de tanta vida nem de tanta coisa mais. Dinheiro apenas para não ter as aflições da pobreza; poder somente para mandar um pouco, pelo menos, em meu nariz; e da felicidade um salário mínimo: tristezas que possa aguentar, remorsos que não doam mais, renúncias que não façam de mim um velho amargo.
Joguei uma prata da janela, e o periquito do realejo me fez um ancião poderoso, feliz e rico. De rebarba me concedeu 14 filhos, tarefa e honra que me assustam um pouco. Mas os periquitos são muito exagerados, e o costume de ouvir o dia inteiro trechos de ópera não deve lhes fazer bem à cabeça. Os papagaios são mais objetivos e prudentes, e só se animam a afirmar uma coisa depois que a ouvem repetidas vezes.
Agora não se ouve mais o realejo; o piano recomeça a tocar. Esses sons soltos, e indecisos, teimosos e tristes, de uma lição elementar qualquer, têm uma grave monotonia. Deus sabe por que acordei hoje com tendência a filosofia de bairro; mas agora me ocorre que a vida de muita gente parece um pouco essa lição de piano. Nunca chega a formar a linha de uma certa melodia. Começa a esboçar, com os pontos soltos de alguns sons, a curva de uma frase musical; mas logo se detém, e volta, e se perde numa incoerência monótona. Não tem ritmo nem cadência sensíveis. Para quem a vive, essa vida deve ser penosa e triste como o esforço dessa jovem pianista de bairro, que talvez preferisse ir à praia, mas tem de ficar no piano.
(Rubem Braga, O vassoureiro, em O homem rouco. Adaptado)
No processo de produção de texto escrito, o professor poderá abordar com os alunos a colocação dos pronomes átonos segundo a perspectiva fonético-sintática, caracterizando as estruturas do padrão culto do português do Brasil.
Nessa abordagem, será apontada como adequada a nova redação dada ao enunciado na alternativa:Resolução comentada
Análise das alternativas
As últimas três décadas assistiram a mudanças de paradigmas teóricos no campo da alfabetização que podem ser assim resumidas: um paradigma __________, dominante nos anos de 1960 e 1970, é substituído, nos anos de 1980, por um paradigma __________, que avança, nos anos de 1990, para um paradigma __________. Se a transição da teoria I para a teoria II representou realmente uma radical mudança de paradigma, a transição da teoria II para a perspectiva III pode ser interpretada antes como um aprimoramento do paradigma II do que propriamente como uma mudança paradigmática.
Aquino (1996) apresenta o olhar sócio-histórico sobre a indisciplina, destacando alterações geracionais trazidas pela democratização política do Brasil na década de 1980. Nesse contexto, um novo sujeito histórico, ou um novo aluno, emergiu. Dentro dessa perspectiva, a indisciplina
“O discurso veiculado [pelas revistas pedagógicas] proclama a existência de hierarquias e degraus, com pessoas superiores e outras inferiores no tabuleiro social – cada uma devendo ser tratada de acordo com sua posição na hierarquia previamente estabelecida. Evidentemente, a distância entre adultos e crianças é uma das fronteiras que estabelece relações de subordinação e dependência. Essa vem explícita, ao passo que as demais – fronteiras de classe, de raça, de etnia, de gênero, de condição social – não são exatamente mencionadas. E a criança – acreditando na existência de natural subordinação entre homens, mulheres e crianças, entre poderosos e fracos, entre ricos e pobres – será preparada para a sociedade que a espera”.
Dentre as dimensões da alfabetização digital, uma delas é descrita, na obra organizada por Coll e Monero (2010), como “a competência de examinar as consequências sociais dos meios de comunicação do ponto de vista da segurança, da privacidade e outros”. Essa competência é a alfabetização
Para Alcântara (2022), “mais do que um rígido antagonismo entre as propostas de inovação e as acusações de resistência da escola à mudança, é fértil refletir, na perspectiva da cultura escolar, sobre como se operam as permanências e mudanças na escola”. A autora entende que a escola caminha em ambos os sentidos, sendo importante desnaturalizar processos históricos e sociais. No contexto da escola pós-pandemia, essa compreensão ajuda a
Analise a tabela a seguir.
Ao discutir a construção do projeto político-pedagógico (PPP), Ropoli (2010) observa que as “mudanças não ocorrem pela mera adoção de práticas diferentes de ensinar. Elas dependem da elaboração dos professores sobre o que lhes acontece no decorrer da experiência educacional inclusiva que eles se propuseram a viver”. A autora se refere ao
É fragmentado, abreviado, contém quase só núcleos de significação, compreensível apenas pelo próprio sujeito. Nele, predomina o sentido sobre o significado das palavras: no plano intrapsicológico o indivíduo lida com a dimensão do significado que relaciona as palavras às vivências afetivas e contextuais muito mais que ao seu aspecto objetivo e compartilhado. Os sentidos de diferentes palavras fluem um dentro do outro e cada palavra está tão saturada de sentido que seriam necessárias muitas palavras para explicá-la.
Sobre a gestão democrática preconizada pelo artigo 14 da Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), é correto afirmar que ela tem como um de seus princípios a
A Resolução CNE/CEB nº 04/2010 trata do Sistema Nacional de Educação, em seu Título III. De acordo com o § 2º do artigo 7º, o que caracteriza um sistema é
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