← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito Gabarito disponível Finalidade do texto: informar sobre os prejuízos do celular e as políticas de alguns países. O texto expõe os efeitos negativos do celular na aprendizagem (memória, compreensão, distração) e relata países que proíbem ou regulam o uso. É um texto informativo, com essas duas partes. A atribui a proibição ao despreparo dos professores, o que o texto não diz. B distorce o dado: 46% é a parcela de países que identificaram habilidades digitais. D defende o uso pedagógico como conclusão, mas essa não é a finalidade do texto. E está errada porque o Brasil não proíbe o uso. Referência: Interpretação de texto: finalidade e gênero Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O pronome 'isso' retoma a proibição do celular. No título, 'quais países já proíbem' introduz a ideia de proibição, e 'como isso afeta a aprendizagem' retoma essa proibição. Segundo o título, o que se pergunta é como a proibição afeta a aprendizagem. B, C e E trazem ideias que não aparecem no título. D contradiz o título, que fala dos países que proíbem. Referência: Coesão referencial: pronome demonstrativo Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Reiterar' é formada por prefixação: re- + iterar. 'Reiterar' vem do verbo 'iterar' (repetir) com o prefixo 're-', que indica repetição ou reforço. É, portanto, derivação prefixal. B e D erram ao dizer que '-ar' é sufixo derivacional, pois é só a terminação verbal. C está errada porque não há prefixo e sufixo simultâneos nem 'raridade'. E está errada porque 're' não é palavra autônoma, então não se trata de composição. Referência: Morfologia: processos de formação de palavras Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível 'Construção' do cérebro, no contexto, equivale a processo de formação. A frase fala da 'construção do cérebro' como algo gradual, que se desenvolve com os estímulos. O sentido mais próximo é 'processo' de formação. 'Invenção' sugere criar algo novo, o que não cabe no desenvolvimento cerebral. 'Obstrução' tem sentido oposto. 'Manutenção' é conservar o que já existe. 'Erguimento' é o levantar de uma estrutura física e não cabe no contexto. Referência: Semântica: sentido contextual Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As aspas em 'estável' e 'finais' marcam sentido especial, ligado à plasticidade do cérebro. Ao dizer que o cérebro não é 'estável', o entrevistado afirma que ele muda conforme as experiências e os estímulos ao longo da vida. As características 'finais' também dependem dessa experiência, ou seja, não são definitivas. A está errada porque 'estável' não tem a ver com mover o cérebro voluntariamente. B está errada porque 'finais' não se refere à morte. D está errada porque as aspas indicam sentido especial, não linguagem coloquial. E está errada porque retirar as aspas enfraquece a ideia de que essas características não são definitivas, e elas não retomam termos anteriores. Referência: Uso de aspas: efeitos de sentido Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Distinguir fato de opinião: o adjetivo valorativo 'mais enriquecedoras' revela juízo de valor. Em 'outras atividades mais enriquecedoras', o comparativo 'mais enriquecedoras' é um julgamento subjetivo sobre o valor dessas atividades. Por isso o trecho traz opinião, e não só um fato. A e E trazem afirmações sobre o funcionamento do cérebro, apresentadas como fatos científicos. B afirma um efeito dos estudos sobre o QI, apresentado como dado. C diz que as causas estão identificadas, o que é uma constatação do entrevistado e não um julgamento de valor. Referência: Interpretação de texto: fato x opinião Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelColégio Militar de Brasília — Concurso de Admissão 2024/2025 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Matemática e Língua Portuguesa
Texto 1
Celular em sala de aula afeta a aprendizagem de diversas formas, diz estudo
Países como Finlândia e Holanda proíbem o uso de celular em sala de aula
O uso do celular na sala de aula pode afetar a memória e compreensão dos assuntos, bem como distrair os alunos e levá-los a se envolver em atividades não relacionadas à escola, aponta o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023 da Unesco. Depois de usar o celular, os alunos podem levar até 20 minutos para se concentrar novamente na aula. Por esses motivos, o uso do celular na sala de aula é proibido em alguns países.
Atualmente, um em cada quatro países do mundo já proíbe ou tem políticas sobre o uso do celular em sala de aula, segundo estudo da Unesco divulgado nesta quarta-feira (26).
Quais países proíbem o celular na sala de aula?
Países como Finlândia e Holanda anunciaram a proibição do uso de celular na sala de aula. Os smartphones foram banidos total ou parcialmente em México, Portugal, Espanha, Suíça, Estados Unidos Letônia, Escócia e em províncias do Canadá.
Países asiáticos e africanos são os que mais têm leis sobre o assunto, como Uzbequistão, Guiné e Burkina Fasso. Em Bangladesh, nem os professores podem usar o aparelho em sala. Na França, apesar da proibição, o celular pode ser usado por certos grupos de alunos, como os que têm deficiências ou quando está claro o uso pedagógico.
No Brasil, ainda não há lei que proíba o uso de celulares na sala de aula, mas algumas escolas têm regras próprias sobre o uso do aparelho e permitem ou não o uso de acordo com o objetivo e a idade do aluno.
Estratégias de aprendizagem
Para a Unesco, os sistemas de ensino devem capacitar as pessoas a usarem as tecnologias digitais "com confiança para agregar valor às suas vidas pessoais e profissionais, para tratar o conteúdo de forma crítica, para se proteger de riscos e para agir com responsabilidade online para não prejudicar outros".
De acordo com o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023, cerca de 46% dos países já identificaram o que seriam as habilidades digitais para alunos, com planos e estratégias para a aprendizagem.
Na Dinamarca, algumas cidades baniram o uso do Google Workspace for Education e dos Chromebooks. Na Alemanha, produtos da Microsoft foram proibidos em alguns estados e instituições de ensino nos Estados Unidos passaram a restringir o acesso ao TikTok e outras plataformas.
Disponível em: <https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/escolas/celular-em-sala-da-aula-afeta-a-aprendizagem-de-diversas-formas-diz-estudo>. Acesso em 12 jun 2024. (Adaptado)
Levando em conta a leitura do Texto 1, pode-se concluir que a sua finalidade éResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1
Celular em sala de aula afeta a aprendizagem de diversas formas, diz estudo
Países como Finlândia e Holanda proíbem o uso de celular em sala de aula
O uso do celular na sala de aula pode afetar a memória e compreensão dos assuntos, bem como distrair os alunos e levá-los a se envolver em atividades não relacionadas à escola, aponta o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023 da Unesco. Depois de usar o celular, os alunos podem levar até 20 minutos para se concentrar novamente na aula. Por esses motivos, o uso do celular na sala de aula é proibido em alguns países.
Atualmente, um em cada quatro países do mundo já proíbe ou tem políticas sobre o uso do celular em sala de aula, segundo estudo da Unesco divulgado nesta quarta-feira (26).
Quais países proíbem o celular na sala de aula?
Países como Finlândia e Holanda anunciaram a proibição do uso de celular na sala de aula. Os smartphones foram banidos total ou parcialmente em México, Portugal, Espanha, Suíça, Estados Unidos Letônia, Escócia e em províncias do Canadá.
Países asiáticos e africanos são os que mais têm leis sobre o assunto, como Uzbequistão, Guiné e Burkina Fasso. Em Bangladesh, nem os professores podem usar o aparelho em sala. Na França, apesar da proibição, o celular pode ser usado por certos grupos de alunos, como os que têm deficiências ou quando está claro o uso pedagógico.
No Brasil, ainda não há lei que proíba o uso de celulares na sala de aula, mas algumas escolas têm regras próprias sobre o uso do aparelho e permitem ou não o uso de acordo com o objetivo e a idade do aluno.
Estratégias de aprendizagem
Para a Unesco, os sistemas de ensino devem capacitar as pessoas a usarem as tecnologias digitais "com confiança para agregar valor às suas vidas pessoais e profissionais, para tratar o conteúdo de forma crítica, para se proteger de riscos e para agir com responsabilidade online para não prejudicar outros".
De acordo com o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023, cerca de 46% dos países já identificaram o que seriam as habilidades digitais para alunos, com planos e estratégias para a aprendizagem.
Na Dinamarca, algumas cidades baniram o uso do Google Workspace for Education e dos Chromebooks. Na Alemanha, produtos da Microsoft foram proibidos em alguns estados e instituições de ensino nos Estados Unidos passaram a restringir o acesso ao TikTok e outras plataformas.
Disponível em: <https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/escolas/celular-em-sala-da-aula-afeta-a-aprendizagem-de-diversas-formas-diz-estudo>. Acesso em 12 jun 2024. (Adaptado)
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Texto 1
Celular em sala de aula afeta a aprendizagem de diversas formas, diz estudo
Países como Finlândia e Holanda proíbem o uso de celular em sala de aula
O uso do celular na sala de aula pode afetar a memória e compreensão dos assuntos, bem como distrair os alunos e levá-los a se envolver em atividades não relacionadas à escola, aponta o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023 da Unesco. Depois de usar o celular, os alunos podem levar até 20 minutos para se concentrar novamente na aula. Por esses motivos, o uso do celular na sala de aula é proibido em alguns países.
Atualmente, um em cada quatro países do mundo já proíbe ou tem políticas sobre o uso do celular em sala de aula, segundo estudo da Unesco divulgado nesta quarta-feira (26).
Quais países proíbem o celular na sala de aula?
Países como Finlândia e Holanda anunciaram a proibição do uso de celular na sala de aula. Os smartphones foram banidos total ou parcialmente em México, Portugal, Espanha, Suíça, Estados Unidos Letônia, Escócia e em províncias do Canadá.
Países asiáticos e africanos são os que mais têm leis sobre o assunto, como Uzbequistão, Guiné e Burkina Fasso. Em Bangladesh, nem os professores podem usar o aparelho em sala. Na França, apesar da proibição, o celular pode ser usado por certos grupos de alunos, como os que têm deficiências ou quando está claro o uso pedagógico.
No Brasil, ainda não há lei que proíba o uso de celulares na sala de aula, mas algumas escolas têm regras próprias sobre o uso do aparelho e permitem ou não o uso de acordo com o objetivo e a idade do aluno.
Estratégias de aprendizagem
Para a Unesco, os sistemas de ensino devem capacitar as pessoas a usarem as tecnologias digitais "com confiança para agregar valor às suas vidas pessoais e profissionais, para tratar o conteúdo de forma crítica, para se proteger de riscos e para agir com responsabilidade online para não prejudicar outros".
De acordo com o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023, cerca de 46% dos países já identificaram o que seriam as habilidades digitais para alunos, com planos e estratégias para a aprendizagem.
Na Dinamarca, algumas cidades baniram o uso do Google Workspace for Education e dos Chromebooks. Na Alemanha, produtos da Microsoft foram proibidos em alguns estados e instituições de ensino nos Estados Unidos passaram a restringir o acesso ao TikTok e outras plataformas.
Disponível em: <https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/escolas/celular-em-sala-da-aula-afeta-a-aprendizagem-de-diversas-formas-diz-estudo>. Acesso em 12 jun 2024. (Adaptado)
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Texto 1
Celular em sala de aula afeta a aprendizagem de diversas formas, diz estudo
Países como Finlândia e Holanda proíbem o uso de celular em sala de aula
O uso do celular na sala de aula pode afetar a memória e compreensão dos assuntos, bem como distrair os alunos e levá-los a se envolver em atividades não relacionadas à escola, aponta o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023 da Unesco. Depois de usar o celular, os alunos podem levar até 20 minutos para se concentrar novamente na aula. Por esses motivos, o uso do celular na sala de aula é proibido em alguns países.
Atualmente, um em cada quatro países do mundo já proíbe ou tem políticas sobre o uso do celular em sala de aula, segundo estudo da Unesco divulgado nesta quarta-feira (26).
Quais países proíbem o celular na sala de aula?
Países como Finlândia e Holanda anunciaram a proibição do uso de celular na sala de aula. Os smartphones foram banidos total ou parcialmente em México, Portugal, Espanha, Suíça, Estados Unidos Letônia, Escócia e em províncias do Canadá.
Países asiáticos e africanos são os que mais têm leis sobre o assunto, como Uzbequistão, Guiné e Burkina Fasso. Em Bangladesh, nem os professores podem usar o aparelho em sala. Na França, apesar da proibição, o celular pode ser usado por certos grupos de alunos, como os que têm deficiências ou quando está claro o uso pedagógico.
No Brasil, ainda não há lei que proíba o uso de celulares na sala de aula, mas algumas escolas têm regras próprias sobre o uso do aparelho e permitem ou não o uso de acordo com o objetivo e a idade do aluno.
Estratégias de aprendizagem
Para a Unesco, os sistemas de ensino devem capacitar as pessoas a usarem as tecnologias digitais "com confiança para agregar valor às suas vidas pessoais e profissionais, para tratar o conteúdo de forma crítica, para se proteger de riscos e para agir com responsabilidade online para não prejudicar outros".
De acordo com o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023, cerca de 46% dos países já identificaram o que seriam as habilidades digitais para alunos, com planos e estratégias para a aprendizagem.
Na Dinamarca, algumas cidades baniram o uso do Google Workspace for Education e dos Chromebooks. Na Alemanha, produtos da Microsoft foram proibidos em alguns estados e instituições de ensino nos Estados Unidos passaram a restringir o acesso ao TikTok e outras plataformas.
Disponível em: <https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/escolas/celular-em-sala-da-aula-afeta-a-aprendizagem-de-diversas-formas-diz-estudo>. Acesso em 12 jun 2024. (Adaptado)
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Texto 2
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Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/24689-tirinhas-26-4>. Acesso em: 12 jun 2024.
Nas alternativas abaixo, referentes ao Texto 2, os verbos que estão flexionados no pretérito perfeito do indicativo são:
Texto 2
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Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/24689-tirinhas-26-4>. Acesso em: 12 jun 2024.
Levando em conta a leitura na íntegra da tirinha (Texto 2), conclui-se que o humor ocorre devido à
Texto 2
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Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/24689-tirinhas-26-4>. Acesso em: 12 jun 2024.
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Texto 3
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Disponível em : <https://vestibulares.estrategia.com/public/questoes/Disponivel-http-www3012eb8f6e/>. Acesso em: 12 jun 2024.
Observando a linguagem verbal e não verbal do Texto 3, a ironia é evidenciada pela
Texto 3
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Disponível em : <https://vestibulares.estrategia.com/public/questoes/Disponivel-http-www3012eb8f6e/>. Acesso em: 12 jun 2024.
No Texto 3, a expressão “EU E SUA MÃE” poderia ser substituída, mantendo as relações semânticas e gramaticais, por um pronome
Texto 4
Celular em sala de aula: quais países já proíbem e como isso afeta a aprendizagem
Relatório da Unesco aponta que um em cada quatro países do mundo tem políticas sobre o tema
Um em cada quatro países do mundo proíbe ou tem políticas sobre o uso do celular em sala de aula, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (26) pela Unesco. Entre os que recentemente anunciaram a proibição estão Finlândia e Holanda. Estudos mostram impactos do smartphone na aprendizagem e na concentração dos estudantes, principalmente porque os distrai durante a aula.
"As notificações recebidas ou a mera proximidade do celular podem ser uma distração, fazendo com que os alunos percam a atenção da tarefa. O uso de smartphones nas salas de aula leva os alunos a se envolverem em atividades não relacionadas à escola, o que afeta a memória e a compreensão", diz o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023 da Unesco.
O documento, que reúne evidências de pesquisas do mundo todo, expõe os benefícios da tecnologia na educação, mas faz também uma leitura crítica do uso não regulado e não moderado por educadores. Segundo o texto, os smartphones foram banidos total ou parcialmente no México, Portugal, Espanha, Suíça, Estados Unidos, Letônia, Escócia e em províncias do Canadá.
No Brasil, não há lei que proíba o uso de celulares. Escolas particulares têm regras próprias sobre o uso do aparelho, permitindo ou não de acordo com o uso e a idade do aluno. Um projeto de 2015, ainda em análise na Câmara dos Deputados, proíbe "o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares e tablets, nas salas de aula da educação básica e superior de todo o país". De autoria do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), ele prevê que os aparelhos só serão permitidos "se integrarem as atividades didático pedagógicas e forem autorizados pelos professores".
No texto de apresentação, a diretora geral da Unesco, Audrey Azoulay, diz que a pandemia fez com se valorizasse uma tendência de "ver as soluções tecnológicas como uma ferramenta universal, adequada para todas as situações, uma forma inevitável de progresso", mas que é preciso lembrar dos desafios e dos riscos. "Vale reiterar o óbvio: nenhuma tela jamais substituirá a humanidade de um professor. (...) A relação entre professores e tecnologia deve ser de complementaridade - nunca de substituibilidade", afirma. A Unesco recomenda que as políticas devem ser claras a todos alunos e professores e que as decisões devem ser apoiadas por evidências sólidas.
Cyberbullying e proteção de dados de crianças
Segundo o relatório, 16% dos países têm alguma legislação contra o cyberbullying, que pode acontecer por meio de publicação de fotos ou vídeos de indivíduos sem o consentimento, exclusão de grupos, violência verbal, insultos e ameaças. O relatório cita estudos que mostram que, nos Estados Unidos, crianças de 11 a 14 anos passam nove horas por dia expostas a telas. "O uso da tecnologia envolve períodos prolongados de tempo gasto no manuseio de dispositivos e exposição às telas.", diz o texto.
[...]
Na Dinamarca, algumas cidades baniram o uso do Google Workspace for Education e dos Chromebooks. Na Alemanha, segundo a Unesco, produtos da Microsoft foram proibidos em alguns estados. E muitas escolas e universidades nos Estados Unidos também passaram a colocar restrições ao TikTok e outras plataformas.
Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao/noticia/2023/07/celular-em-sala-de-aula-quais-paises-ja-proibem-e-como-isso-afeta-a-aprendizagem-clkjo9rgi009l01hrayy2zmoq.html> Acesso em: 23 jun de 2024.(Adaptado)
Em relação ao sentido das palavras no Texto 4, assinale a alternativa correta, na qual uma palavra poderia ser substituída por outra sem prejuízo de sentido.
Texto 4
Celular em sala de aula: quais países já proíbem e como isso afeta a aprendizagem
Relatório da Unesco aponta que um em cada quatro países do mundo tem políticas sobre o tema
Um em cada quatro países do mundo proíbe ou tem políticas sobre o uso do celular em sala de aula, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (26) pela Unesco. Entre os que recentemente anunciaram a proibição estão Finlândia e Holanda. Estudos mostram impactos do smartphone na aprendizagem e na concentração dos estudantes, principalmente porque os distrai durante a aula.
"As notificações recebidas ou a mera proximidade do celular podem ser uma distração, fazendo com que os alunos percam a atenção da tarefa. O uso de smartphones nas salas de aula leva os alunos a se envolverem em atividades não relacionadas à escola, o que afeta a memória e a compreensão", diz o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023 da Unesco.
O documento, que reúne evidências de pesquisas do mundo todo, expõe os benefícios da tecnologia na educação, mas faz também uma leitura crítica do uso não regulado e não moderado por educadores. Segundo o texto, os smartphones foram banidos total ou parcialmente no México, Portugal, Espanha, Suíça, Estados Unidos, Letônia, Escócia e em províncias do Canadá.
No Brasil, não há lei que proíba o uso de celulares. Escolas particulares têm regras próprias sobre o uso do aparelho, permitindo ou não de acordo com o uso e a idade do aluno. Um projeto de 2015, ainda em análise na Câmara dos Deputados, proíbe "o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares e tablets, nas salas de aula da educação básica e superior de todo o país". De autoria do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), ele prevê que os aparelhos só serão permitidos "se integrarem as atividades didático pedagógicas e forem autorizados pelos professores".
No texto de apresentação, a diretora geral da Unesco, Audrey Azoulay, diz que a pandemia fez com se valorizasse uma tendência de "ver as soluções tecnológicas como uma ferramenta universal, adequada para todas as situações, uma forma inevitável de progresso", mas que é preciso lembrar dos desafios e dos riscos. "Vale reiterar o óbvio: nenhuma tela jamais substituirá a humanidade de um professor. (...) A relação entre professores e tecnologia deve ser de complementaridade - nunca de substituibilidade", afirma. A Unesco recomenda que as políticas devem ser claras a todos alunos e professores e que as decisões devem ser apoiadas por evidências sólidas.
Cyberbullying e proteção de dados de crianças
Segundo o relatório, 16% dos países têm alguma legislação contra o cyberbullying, que pode acontecer por meio de publicação de fotos ou vídeos de indivíduos sem o consentimento, exclusão de grupos, violência verbal, insultos e ameaças. O relatório cita estudos que mostram que, nos Estados Unidos, crianças de 11 a 14 anos passam nove horas por dia expostas a telas. "O uso da tecnologia envolve períodos prolongados de tempo gasto no manuseio de dispositivos e exposição às telas.", diz o texto.
[...]
Na Dinamarca, algumas cidades baniram o uso do Google Workspace for Education e dos Chromebooks. Na Alemanha, segundo a Unesco, produtos da Microsoft foram proibidos em alguns estados. E muitas escolas e universidades nos Estados Unidos também passaram a colocar restrições ao TikTok e outras plataformas.
Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao/noticia/2023/07/celular-em-sala-de-aula-quais-paises-ja-proibem-e-como-isso-afeta-a-aprendizagem-clkjo9rgi009l01hrayy2zmoq.html> Acesso em: 23 jun de 2024.(Adaptado)
No título do Texto 4, “Celular em sala de aula: quais países já proíbem e como isso afeta a aprendizagem”, há a utilização do pronome "isso". Considerando apenas o título, o pronome "isso" se refere diretamenteResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 4
Celular em sala de aula: quais países já proíbem e como isso afeta a aprendizagem
Relatório da Unesco aponta que um em cada quatro países do mundo tem políticas sobre o tema
Um em cada quatro países do mundo proíbe ou tem políticas sobre o uso do celular em sala de aula, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (26) pela Unesco. Entre os que recentemente anunciaram a proibição estão Finlândia e Holanda. Estudos mostram impactos do smartphone na aprendizagem e na concentração dos estudantes, principalmente porque os distrai durante a aula.
"As notificações recebidas ou a mera proximidade do celular podem ser uma distração, fazendo com que os alunos percam a atenção da tarefa. O uso de smartphones nas salas de aula leva os alunos a se envolverem em atividades não relacionadas à escola, o que afeta a memória e a compreensão", diz o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023 da Unesco.
O documento, que reúne evidências de pesquisas do mundo todo, expõe os benefícios da tecnologia na educação, mas faz também uma leitura crítica do uso não regulado e não moderado por educadores. Segundo o texto, os smartphones foram banidos total ou parcialmente no México, Portugal, Espanha, Suíça, Estados Unidos, Letônia, Escócia e em províncias do Canadá.
No Brasil, não há lei que proíba o uso de celulares. Escolas particulares têm regras próprias sobre o uso do aparelho, permitindo ou não de acordo com o uso e a idade do aluno. Um projeto de 2015, ainda em análise na Câmara dos Deputados, proíbe "o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares e tablets, nas salas de aula da educação básica e superior de todo o país". De autoria do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), ele prevê que os aparelhos só serão permitidos "se integrarem as atividades didático pedagógicas e forem autorizados pelos professores".
No texto de apresentação, a diretora geral da Unesco, Audrey Azoulay, diz que a pandemia fez com se valorizasse uma tendência de "ver as soluções tecnológicas como uma ferramenta universal, adequada para todas as situações, uma forma inevitável de progresso", mas que é preciso lembrar dos desafios e dos riscos. "Vale reiterar o óbvio: nenhuma tela jamais substituirá a humanidade de um professor. (...) A relação entre professores e tecnologia deve ser de complementaridade - nunca de substituibilidade", afirma. A Unesco recomenda que as políticas devem ser claras a todos alunos e professores e que as decisões devem ser apoiadas por evidências sólidas.
Cyberbullying e proteção de dados de crianças
Segundo o relatório, 16% dos países têm alguma legislação contra o cyberbullying, que pode acontecer por meio de publicação de fotos ou vídeos de indivíduos sem o consentimento, exclusão de grupos, violência verbal, insultos e ameaças. O relatório cita estudos que mostram que, nos Estados Unidos, crianças de 11 a 14 anos passam nove horas por dia expostas a telas. "O uso da tecnologia envolve períodos prolongados de tempo gasto no manuseio de dispositivos e exposição às telas.", diz o texto.
[...]
Na Dinamarca, algumas cidades baniram o uso do Google Workspace for Education e dos Chromebooks. Na Alemanha, segundo a Unesco, produtos da Microsoft foram proibidos em alguns estados. E muitas escolas e universidades nos Estados Unidos também passaram a colocar restrições ao TikTok e outras plataformas.
Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao/noticia/2023/07/celular-em-sala-de-aula-quais-paises-ja-proibem-e-como-isso-afeta-a-aprendizagem-clkjo9rgi009l01hrayy2zmoq.html> Acesso em: 23 jun de 2024.(Adaptado)
No fragmento “Vale reiterar o óbvio” (Texto 4), é correto afirmar sobre a palavra “reiterar” que ela é um exemplo de processo de derivação:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 5
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Disponível em: <http://www.rnnrenascenca.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=231>. Acesso em: 27 maio de 2024.
Na construção da fala do aluno, apresentada no Texto 5, há a ausência de uma vírgula, tomando como base as normas que regem o emprego desse sinal, o que está precisamente descrito em:
Texto 6
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Transcrição do texto do infográfico:
FIQUE ATENTO
Uso de telas por crianças
Principais problemas nos olhos que o excesso de telas pode gerar
- Pontos secos
- Ardência
- Lacrimejamento
- Vermelhidão
- Miopia
70% das crianças e jovens fazem uso da internet ao menos uma vez por dia
20% das crianças em idade escolar apresentam algum problema de visão
50 milhões de brasileiros apresentam distúrbios de visão
DICAS
Fazer a criança realizar atividades em ambientes externos diariamente
Não aproximar demais os olhos dos celulares, tablets e computadores
Manter a tela do celular a 60 cm da face, no mínimo
A cada 1 hora tirar o olhar das telas e focalizar objetos distantes
Uso de tablets e celulares por crianças de 2 a 5 anos não deve ultrapassar 1 hora por dia
Fontes: Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Organização Mundial da Saúde, Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, Ivan Idalgo de Oliveira e Luis Eduardo Rebouças Carvalho (oftalmologistas)
Folha Arte
Disponível em: <https://www.folhadelondrina.com.br/saude/celular-ou-computador-prejudica-a-visao-das-criancas-1011005.html?d=1>. Acesso em: 23 maio 2024.
Na frase “50 milhões de brasileiros apresentam distúrbios de visão” (Texto 6), a palavra “distúrbios”
Texto 6
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Transcrição do texto do infográfico:
FIQUE ATENTO
Uso de telas por crianças
Principais problemas nos olhos que o excesso de telas pode gerar
- Pontos secos
- Ardência
- Lacrimejamento
- Vermelhidão
- Miopia
70% das crianças e jovens fazem uso da internet ao menos uma vez por dia
20% das crianças em idade escolar apresentam algum problema de visão
50 milhões de brasileiros apresentam distúrbios de visão
DICAS
Fazer a criança realizar atividades em ambientes externos diariamente
Não aproximar demais os olhos dos celulares, tablets e computadores
Manter a tela do celular a 60 cm da face, no mínimo
A cada 1 hora tirar o olhar das telas e focalizar objetos distantes
Uso de tablets e celulares por crianças de 2 a 5 anos não deve ultrapassar 1 hora por dia
Fontes: Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Organização Mundial da Saúde, Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, Ivan Idalgo de Oliveira e Luis Eduardo Rebouças Carvalho (oftalmologistas)
Folha Arte
Disponível em: <https://www.folhadelondrina.com.br/saude/celular-ou-computador-prejudica-a-visao-das-criancas-1011005.html?d=1>. Acesso em: 23 maio 2024.
Identifique qual das alternativas abaixo mantém sentido mais próximo ao do fragmento: “tirar o olhar das telas e focalizar objetos distantes” (Texto 6).
Texto 6
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Transcrição do texto do infográfico:
FIQUE ATENTO
Uso de telas por crianças
Principais problemas nos olhos que o excesso de telas pode gerar
- Pontos secos
- Ardência
- Lacrimejamento
- Vermelhidão
- Miopia
70% das crianças e jovens fazem uso da internet ao menos uma vez por dia
20% das crianças em idade escolar apresentam algum problema de visão
50 milhões de brasileiros apresentam distúrbios de visão
DICAS
Fazer a criança realizar atividades em ambientes externos diariamente
Não aproximar demais os olhos dos celulares, tablets e computadores
Manter a tela do celular a 60 cm da face, no mínimo
A cada 1 hora tirar o olhar das telas e focalizar objetos distantes
Uso de tablets e celulares por crianças de 2 a 5 anos não deve ultrapassar 1 hora por dia
Fontes: Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Organização Mundial da Saúde, Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, Ivan Idalgo de Oliveira e Luis Eduardo Rebouças Carvalho (oftalmologistas)
Folha Arte
Disponível em: <https://www.folhadelondrina.com.br/saude/celular-ou-computador-prejudica-a-visao-das-criancas-1011005.html?d=1>. Acesso em: 23 maio 2024.
Considerando o propósito do gênero textual infográfico (Texto 6) e suas características, qual das opções abaixo descreve corretamente sua principal finalidade?
Texto 7
“Geração digital”: por que, pela 1ª vez, filhos têm QI inferior ao dos pais?
Especialista analisa como as ferramentas tecnológicas têm influenciado negativamente no QI das crianças
1 “A Fábrica de Cretinos Digitais”: este é o título do último livro do neurocientista francês Michel
Desmurget, Diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, em que apresenta, com dados
concretos e de forma conclusiva, como os dispositivos digitais estão afetando seriamente — e para o mal
— o desenvolvimento neural de crianças e jovens.
5 [...]
BBC News Mundo: E o que está causando essa diminuição no QI?
Desmurget: Infelizmente, ainda não é possível determinar o papel específico de cada fator, incluindo
por exemplo a poluição (especialmente a exposição precoce a pesticidas) ou a exposição a telas. O que
sabemos com certeza é que, mesmo que o tempo de tela de uma criança não seja o único culpado, isso
10 tem um efeito significativo em seu QI. Vários estudos têm mostrado que, quando o uso de televisão ou
videogame aumenta, o QI e o desenvolvimento cognitivo diminuem.
Os principais alicerces da nossa inteligência são afetados: linguagem, concentração, memória, cultura
(definida como um corpo de conhecimento que nos ajuda a organizar e compreender o mundo). Em
última análise, esses impactos levam a uma queda significativa no desempenho acadêmico.
15 BBC News Mundo: E por que o uso de dispositivos digitais causa tudo isso?
Desmurget: As causas também são claramente identificadas: diminuição da qualidade e quantidade das
interações intrafamiliares, essenciais para o desenvolvimento da linguagem e do emocional; diminuição
do tempo dedicado a outras atividades mais enriquecedoras (lição de casa, música, arte, leitura, etc);
perturbação do sono, que é quantitativamente reduzida e qualitativamente degradada; superestimulação
20 da atenção, levando a distúrbios de concentração, aprendizagem e impulsividade; subestimulação
intelectual, que impede o cérebro de desenvolver todo o seu potencial; e o sedentarismo excessivo que,
além do desenvolvimento corporal, influencia a maturação cerebral.
BBC News Mundo: Que dano exatamente as telas causam ao sistema neurológico?
Desmurget: O cérebro não é um órgão "estável". Suas características “finais” dependem da nossa
25 experiência. O mundo em que vivemos, os desafios que enfrentamos, modificam tanto a estrutura quanto
o seu funcionamento, e algumas regiões do cérebro se especializam, algumas redes são criadas e
fortalecidas, outras se perdem, algumas se tornam mais densas e outras mais finas.
Observou-se que o tempo gasto em frente a uma tela para fins recreativos atrasa a maturação anatômica
e funcional do cérebro em várias redes cognitivas relacionadas à linguagem e à atenção.
30 Deve-se ressaltar que nem todas as atividades alimentam a construção do cérebro com a mesma
eficiência.
Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/geral-54736513.amp.>. Acesso em: 27 jun 2024. (Adaptado)
Tendo em vista o contexto em que foi empregada a palavra “construção” (linha 30 do Texto 7), marque a alternativa que apresenta o sentido mais próximo para uma possível substituição, fazendo os devidos ajustes gramaticais, se for o caso.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 7
“Geração digital”: por que, pela 1ª vez, filhos têm QI inferior ao dos pais?
Especialista analisa como as ferramentas tecnológicas têm influenciado negativamente no QI das crianças
1 “A Fábrica de Cretinos Digitais”: este é o título do último livro do neurocientista francês Michel
Desmurget, Diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, em que apresenta, com dados
concretos e de forma conclusiva, como os dispositivos digitais estão afetando seriamente — e para o mal
— o desenvolvimento neural de crianças e jovens.
5 [...]
BBC News Mundo: E o que está causando essa diminuição no QI?
Desmurget: Infelizmente, ainda não é possível determinar o papel específico de cada fator, incluindo
por exemplo a poluição (especialmente a exposição precoce a pesticidas) ou a exposição a telas. O que
sabemos com certeza é que, mesmo que o tempo de tela de uma criança não seja o único culpado, isso
10 tem um efeito significativo em seu QI. Vários estudos têm mostrado que, quando o uso de televisão ou
videogame aumenta, o QI e o desenvolvimento cognitivo diminuem.
Os principais alicerces da nossa inteligência são afetados: linguagem, concentração, memória, cultura
(definida como um corpo de conhecimento que nos ajuda a organizar e compreender o mundo). Em
última análise, esses impactos levam a uma queda significativa no desempenho acadêmico.
15 BBC News Mundo: E por que o uso de dispositivos digitais causa tudo isso?
Desmurget: As causas também são claramente identificadas: diminuição da qualidade e quantidade das
interações intrafamiliares, essenciais para o desenvolvimento da linguagem e do emocional; diminuição
do tempo dedicado a outras atividades mais enriquecedoras (lição de casa, música, arte, leitura, etc);
perturbação do sono, que é quantitativamente reduzida e qualitativamente degradada; superestimulação
20 da atenção, levando a distúrbios de concentração, aprendizagem e impulsividade; subestimulação
intelectual, que impede o cérebro de desenvolver todo o seu potencial; e o sedentarismo excessivo que,
além do desenvolvimento corporal, influencia a maturação cerebral.
BBC News Mundo: Que dano exatamente as telas causam ao sistema neurológico?
Desmurget: O cérebro não é um órgão "estável". Suas características “finais” dependem da nossa
25 experiência. O mundo em que vivemos, os desafios que enfrentamos, modificam tanto a estrutura quanto
o seu funcionamento, e algumas regiões do cérebro se especializam, algumas redes são criadas e
fortalecidas, outras se perdem, algumas se tornam mais densas e outras mais finas.
Observou-se que o tempo gasto em frente a uma tela para fins recreativos atrasa a maturação anatômica
e funcional do cérebro em várias redes cognitivas relacionadas à linguagem e à atenção.
30 Deve-se ressaltar que nem todas as atividades alimentam a construção do cérebro com a mesma
eficiência.
Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/geral-54736513.amp.>. Acesso em: 27 jun 2024. (Adaptado)
Na resposta da terceira pergunta (Texto 7), duas expressões da fala de Desmurget são colocadas entre aspas: “estável” e “finais”. Sobre o emprego dessas palavras no contexto da entrevista, marque a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 7
“Geração digital”: por que, pela 1ª vez, filhos têm QI inferior ao dos pais?
Especialista analisa como as ferramentas tecnológicas têm influenciado negativamente no QI das crianças
1 “A Fábrica de Cretinos Digitais”: este é o título do último livro do neurocientista francês Michel
Desmurget, Diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, em que apresenta, com dados
concretos e de forma conclusiva, como os dispositivos digitais estão afetando seriamente — e para o mal
— o desenvolvimento neural de crianças e jovens.
5 [...]
BBC News Mundo: E o que está causando essa diminuição no QI?
Desmurget: Infelizmente, ainda não é possível determinar o papel específico de cada fator, incluindo
por exemplo a poluição (especialmente a exposição precoce a pesticidas) ou a exposição a telas. O que
sabemos com certeza é que, mesmo que o tempo de tela de uma criança não seja o único culpado, isso
10 tem um efeito significativo em seu QI. Vários estudos têm mostrado que, quando o uso de televisão ou
videogame aumenta, o QI e o desenvolvimento cognitivo diminuem.
Os principais alicerces da nossa inteligência são afetados: linguagem, concentração, memória, cultura
(definida como um corpo de conhecimento que nos ajuda a organizar e compreender o mundo). Em
última análise, esses impactos levam a uma queda significativa no desempenho acadêmico.
15 BBC News Mundo: E por que o uso de dispositivos digitais causa tudo isso?
Desmurget: As causas também são claramente identificadas: diminuição da qualidade e quantidade das
interações intrafamiliares, essenciais para o desenvolvimento da linguagem e do emocional; diminuição
do tempo dedicado a outras atividades mais enriquecedoras (lição de casa, música, arte, leitura, etc);
perturbação do sono, que é quantitativamente reduzida e qualitativamente degradada; superestimulação
20 da atenção, levando a distúrbios de concentração, aprendizagem e impulsividade; subestimulação
intelectual, que impede o cérebro de desenvolver todo o seu potencial; e o sedentarismo excessivo que,
além do desenvolvimento corporal, influencia a maturação cerebral.
BBC News Mundo: Que dano exatamente as telas causam ao sistema neurológico?
Desmurget: O cérebro não é um órgão "estável". Suas características “finais” dependem da nossa
25 experiência. O mundo em que vivemos, os desafios que enfrentamos, modificam tanto a estrutura quanto
o seu funcionamento, e algumas regiões do cérebro se especializam, algumas redes são criadas e
fortalecidas, outras se perdem, algumas se tornam mais densas e outras mais finas.
Observou-se que o tempo gasto em frente a uma tela para fins recreativos atrasa a maturação anatômica
e funcional do cérebro em várias redes cognitivas relacionadas à linguagem e à atenção.
30 Deve-se ressaltar que nem todas as atividades alimentam a construção do cérebro com a mesma
eficiência.
Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/geral-54736513.amp.>. Acesso em: 27 jun 2024. (Adaptado)
Nas alternativas abaixo, há ideias que foram retiradas do Texto 7. Marque aquela que apresente uma ideia que, para além de um simples fato, tenha uma opinião.Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto 8
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Disponível em: <https://brainly.com.br/tarefa/35979053 >. Acesso em: 23 maio 2024.
Marque a alternativa que apresenta de forma plausível o tema do Texto 8, levando em conta, para tanto, todos os elementos da linguagem verbal e não verbal.
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