← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Belém · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito Gabarito disponível O texto é um conto: narrativa curta, poucos personagens e reflexão de vida. O texto narra uma história curta, com poucos personagens (menino/poeta e estrela) e conversa alegórica, que leva a uma reflexão sobre sonhos e vocação. Essas características são do gênero conto. A) Não há animais personificados nem moral explícita (fábula). C) Não é crônica de fato cotidiano com crítica irônica. D) Não é lenda, pois não mistura fato histórico com sobrenatural. E) Não é relato nem diário de viagem. Referência: Gêneros textuais narrativos: conto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Protagonista é o menino; narrador onisciente em 3ª pessoa; o velho poeta é o mesmo menino. I é verdadeira: o personagem principal é o menino. II é verdadeira: o narrador conhece sonhos e sentimentos do personagem (onisciente). III é falsa: o foco é em 3ª pessoa. IV é falsa: o velho poeta é o próprio menino já crescido, ou seja, o protagonista, não um personagem secundário. Sequência V–V–F–F. A, B e C tomam como verdadeira a 3ª afirmativa (1ª pessoa) ou a 4ª. E considera falsas I e II, que são verdadeiras. Referência: Elementos da narrativa: personagem, narrador e foco narrativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O travessão introduz a fala de um personagem. No trecho, o travessão abre a fala da estrela (discurso direto), após os dois-pontos que anunciam a fala. É o uso típico do travessão em narrativas. A) Não há realce de curiosidade. B) Não se trata de citação de algo. C) Não indica pergunta. D) Não isola expressão intercalada, pois há um único travessão, no início da fala. Referência: Pontuação: travessão no discurso direto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Ser canoeiro era metáfora: viajar pelos caminhos da poesia. A estrela explica que a poesia é a canoa do poeta e que ele é o 'canoeiro da palavra', levando sonhos pelos 'mares do mundo' por meio da poesia. Portanto, o ofício de canoeiro se relaciona ao fato de ele viajar pelos caminhos da poesia. A) Ter sonhos com estrelas não é o ofício. B) Os barquinhos de mututi são memória e imagem, não o sentido do ofício. D) A navegação é figurada, não literal. E) Seguir o rastro luminoso é só o fim do sonho. Referência: Interpretação de texto; sentido figurado e metáfora. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O humor vem da polissemia de 'manga' e 'mamão' (mão). No Texto IV, 'manga' é ao mesmo tempo a fruta e a manga do casaco. No Texto V, 'mamão' remete à fruta e à brincadeira com 'mão' em 'se a mão mamão não pega'. O humor decorre dessa ambiguidade de sentidos. 'Rosado', 'maduro', 'pedaço', 'inteiro', 'pedacinho', 'passarinho', 'bagaço' e 'colheita' são usados em sentido único e não criam o duplo sentido que gera o humor. Referência: Polissemia e ambiguidade como recurso humorístico. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Presente do subjuntivo de 'estragar', 3ª pessoa do singular: 'que ela se estrague'. O presente do subjuntivo de verbos em -ar usa a terminação -e: que eu estrague, que ela estrague. Logo a forma correta é 'que ela inteira se estrague'. A) 'estragasse' é pretérito imperfeito do subjuntivo. B) 'teria estragado' é futuro do pretérito composto do indicativo. D) 'tinha estragado' é pretérito mais-que-perfeito composto. E) 'estragara' é pretérito mais-que-perfeito do indicativo. Referência: Conjugação verbal: presente do modo subjuntivo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A vírgula isola a oração adverbial temporal deslocada para o início. Em 'Bem antes que alguém avance, Passarinho come inteiro', a oração de tempo ('Bem antes que alguém avance') foi deslocada para antes da oração principal. A vírgula marca esse deslocamento do adjunto/oração adverbial de tempo. A) Não há omissão de verbo (zeugma). B) Não há enumeração. C) Não há expressão de surpresa. E) Não há indicação de endereço ou local. Referência: Uso da vírgula: adjunto adverbial deslocado. Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar de Belém — Processo Seletivo ao 6º ano do Ensino Fundamental (2024/2025) — Matemática e Língua Portuguesa
TEXTO I
0 O MENINO QUE QUERIA SER CANOEIRO
1 Era uma vez um menino que ouvia estrelas... Pois digo mais: além de ouvir estrelas o menino
2 queria-porque-queria ser canoeiro. [...]
3 À noite, ele e seus irmãos deitavam no trapiche estendido sobre o rio e ficavam olhando o
4 céu estrelado. Sempre que uma estrela riscava o azul, cada qual fazia um pedido. E foi assim que
5 numa noite em que se achava sozinho fitando o infinito, viu uma estrela correr e então, com toda a
6 força de sua alma, pediu a ela que queria ser canoeiro. Então, como num passe de mágica, o céu
7 se ajoelhou e o menino ouviu, pálido de espanto, a estrela luminosa e retumbante:
8 — Tu hás de ser canoeiro para transportar teus sonhos e os sonhos de teus irmãos através
9 dos mares do mundo!
10 O menino só não desmaiou porque o desmaio ainda não tinha sido inventado, mas passou
11 o resto da noite em claro tentando entender o sonho mágico.
12 Mas como ninguém consegue se eternizar criança, o menino cresceu. E o danado do sonho
13 cresceu com ele, grudado feito carrapato em barriga de boi.
14 Na escolinha caiada, debruçada sobre o rio, aprendeu a ler e a escrever. Em casa, descobriu
15 a literatura nos almanaques e nos folhetos de cordel que lia para parentes e vizinhos. Na leitura,
16 descobriu o poder mágico das palavras para aproximar pessoas e tornar mais leve e colorido o
17 fardo dos dias. Então, ao lado do sonho antigo, outro sonho surgiu, fincou raízes e espalhou ramos
18 no seu coração: queria, também, ser poeta para cantar as coisas do seu povo e do seu chão. Unir
19 os dois sonhos: um poeta-canoeiro pilotando sua canoa carregada de poesia. [...]
20 Mudou-se para a cidade onde exerceu várias profissões, menos a de canoeiro. E se
21 descobriu poeta, fazendo amigos por toda parte através das cartas que mandava e recebia. [...]
22 De quando em vez, viajava pelas águas do Norte revivendo emoções. Mas sua felicidade,
23 além de clandestina, era incompleta: nem canoa nem carga eram suas. E o tempo, verdugo
24 implacável, punha pegadas em seu rosto e neve em seus cabelos. E o sonho ali feito lesma grudada
25 na parede de sua alma. E seus barquinhos de mututi velejando faceiros nas águas de sua memória
26 anciã. Até que certa noite, ao dormir, sonhou que estava no céu rodeado de astros. Reconheceu,
27 entre eles, a grande estrela, que, em menino, fizera o pedido para ser canoeiro. Dela aproximou-se
28 e, com delicadeza, cobrou-lhe a antiga promessa.
29 Depois de ouvi-lo novamente, a estrela respondeu-lhe com seu verbo prenhe de amor e luz:
30 - Oh!, meu caro poeta, então você não percebeu que se tornou canoeiro há muito tempo?!
31 Que você já viaja pelos mares do mundo levando seus sonhos e os sonhos de seus irmãos como
32 eu havia prometido?! Veja: a sua canoa é resistente como a esperança, veloz como a luz e
33 indestrutível como o pensamento, como os seus barquinhos de mututi a singrar as águas de sua
34 fantasia. [...] A Poesia, meu caro e eterno menino, é a sua canoa e você é o canoeiro da palavra.
35 Solte as amarras do verbo, aproveite a maré e o vento a favor e siga em frente. Vá levar sua carga
36 de sonhos a quem dela careça; vá iluminar caminhos, semear esperanças e ensinar seu ofício de
37 canoeiro a tantos outros meninos.
38 Nesse instante, o velho poeta acordou. Sentou-se na cama ainda assustado, mas
39 imensamente feliz com a lembrança do sonho mágico. Correu à janela e ainda deu pra ver o rastro
40 luminoso da grande estrela cadente esvaindo-se no cetim azul do céu.
SIQUEIRA, Antonio Juraci. O Devorador de Metáforas e outras histórias. Belém, 2014. (Adaptado)
O texto I, ao narrar a história de um menino que sonhava em ser canoeiro, evidencia o gêneroResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
0 O MENINO QUE QUERIA SER CANOEIRO
1 Era uma vez um menino que ouvia estrelas... Pois digo mais: além de ouvir estrelas o menino
2 queria-porque-queria ser canoeiro. [...]
3 À noite, ele e seus irmãos deitavam no trapiche estendido sobre o rio e ficavam olhando o
4 céu estrelado. Sempre que uma estrela riscava o azul, cada qual fazia um pedido. E foi assim que
5 numa noite em que se achava sozinho fitando o infinito, viu uma estrela correr e então, com toda a
6 força de sua alma, pediu a ela que queria ser canoeiro. Então, como num passe de mágica, o céu
7 se ajoelhou e o menino ouviu, pálido de espanto, a estrela luminosa e retumbante:
8 — Tu hás de ser canoeiro para transportar teus sonhos e os sonhos de teus irmãos através
9 dos mares do mundo!
10 O menino só não desmaiou porque o desmaio ainda não tinha sido inventado, mas passou
11 o resto da noite em claro tentando entender o sonho mágico.
12 Mas como ninguém consegue se eternizar criança, o menino cresceu. E o danado do sonho
13 cresceu com ele, grudado feito carrapato em barriga de boi.
14 Na escolinha caiada, debruçada sobre o rio, aprendeu a ler e a escrever. Em casa, descobriu
15 a literatura nos almanaques e nos folhetos de cordel que lia para parentes e vizinhos. Na leitura,
16 descobriu o poder mágico das palavras para aproximar pessoas e tornar mais leve e colorido o
17 fardo dos dias. Então, ao lado do sonho antigo, outro sonho surgiu, fincou raízes e espalhou ramos
18 no seu coração: queria, também, ser poeta para cantar as coisas do seu povo e do seu chão. Unir
19 os dois sonhos: um poeta-canoeiro pilotando sua canoa carregada de poesia. [...]
20 Mudou-se para a cidade onde exerceu várias profissões, menos a de canoeiro. E se
21 descobriu poeta, fazendo amigos por toda parte através das cartas que mandava e recebia. [...]
22 De quando em vez, viajava pelas águas do Norte revivendo emoções. Mas sua felicidade,
23 além de clandestina, era incompleta: nem canoa nem carga eram suas. E o tempo, verdugo
24 implacável, punha pegadas em seu rosto e neve em seus cabelos. E o sonho ali feito lesma grudada
25 na parede de sua alma. E seus barquinhos de mututi velejando faceiros nas águas de sua memória
26 anciã. Até que certa noite, ao dormir, sonhou que estava no céu rodeado de astros. Reconheceu,
27 entre eles, a grande estrela, que, em menino, fizera o pedido para ser canoeiro. Dela aproximou-se
28 e, com delicadeza, cobrou-lhe a antiga promessa.
29 Depois de ouvi-lo novamente, a estrela respondeu-lhe com seu verbo prenhe de amor e luz:
30 - Oh!, meu caro poeta, então você não percebeu que se tornou canoeiro há muito tempo?!
31 Que você já viaja pelos mares do mundo levando seus sonhos e os sonhos de seus irmãos como
32 eu havia prometido?! Veja: a sua canoa é resistente como a esperança, veloz como a luz e
33 indestrutível como o pensamento, como os seus barquinhos de mututi a singrar as águas de sua
34 fantasia. [...] A Poesia, meu caro e eterno menino, é a sua canoa e você é o canoeiro da palavra.
35 Solte as amarras do verbo, aproveite a maré e o vento a favor e siga em frente. Vá levar sua carga
36 de sonhos a quem dela careça; vá iluminar caminhos, semear esperanças e ensinar seu ofício de
37 canoeiro a tantos outros meninos.
38 Nesse instante, o velho poeta acordou. Sentou-se na cama ainda assustado, mas
39 imensamente feliz com a lembrança do sonho mágico. Correu à janela e ainda deu pra ver o rastro
40 luminoso da grande estrela cadente esvaindo-se no cetim azul do céu.
SIQUEIRA, Antonio Juraci. O Devorador de Metáforas e outras histórias. Belém, 2014. (Adaptado)
Quanto aos elementos da narrativa, presentes no texto I, analise as afirmativas a seguir e, em seguida, assinale a alternativa na qual há a sequência correspondente à veracidade das informações, sendo V para “verdadeiro” e F para “falso”.
I – O personagem principal é um menino.
II – Apresenta-se um narrador onisciente.
III – O foco narrativo está em 1ª pessoa.
IV – Há um velho poeta como personagem secundário.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
0 O MENINO QUE QUERIA SER CANOEIRO
1 Era uma vez um menino que ouvia estrelas... Pois digo mais: além de ouvir estrelas o menino
2 queria-porque-queria ser canoeiro. [...]
3 À noite, ele e seus irmãos deitavam no trapiche estendido sobre o rio e ficavam olhando o
4 céu estrelado. Sempre que uma estrela riscava o azul, cada qual fazia um pedido. E foi assim que
5 numa noite em que se achava sozinho fitando o infinito, viu uma estrela correr e então, com toda a
6 força de sua alma, pediu a ela que queria ser canoeiro. Então, como num passe de mágica, o céu
7 se ajoelhou e o menino ouviu, pálido de espanto, a estrela luminosa e retumbante:
8 — Tu hás de ser canoeiro para transportar teus sonhos e os sonhos de teus irmãos através
9 dos mares do mundo!
10 O menino só não desmaiou porque o desmaio ainda não tinha sido inventado, mas passou
11 o resto da noite em claro tentando entender o sonho mágico.
12 Mas como ninguém consegue se eternizar criança, o menino cresceu. E o danado do sonho
13 cresceu com ele, grudado feito carrapato em barriga de boi.
14 Na escolinha caiada, debruçada sobre o rio, aprendeu a ler e a escrever. Em casa, descobriu
15 a literatura nos almanaques e nos folhetos de cordel que lia para parentes e vizinhos. Na leitura,
16 descobriu o poder mágico das palavras para aproximar pessoas e tornar mais leve e colorido o
17 fardo dos dias. Então, ao lado do sonho antigo, outro sonho surgiu, fincou raízes e espalhou ramos
18 no seu coração: queria, também, ser poeta para cantar as coisas do seu povo e do seu chão. Unir
19 os dois sonhos: um poeta-canoeiro pilotando sua canoa carregada de poesia. [...]
20 Mudou-se para a cidade onde exerceu várias profissões, menos a de canoeiro. E se
21 descobriu poeta, fazendo amigos por toda parte através das cartas que mandava e recebia. [...]
22 De quando em vez, viajava pelas águas do Norte revivendo emoções. Mas sua felicidade,
23 além de clandestina, era incompleta: nem canoa nem carga eram suas. E o tempo, verdugo
24 implacável, punha pegadas em seu rosto e neve em seus cabelos. E o sonho ali feito lesma grudada
25 na parede de sua alma. E seus barquinhos de mututi velejando faceiros nas águas de sua memória
26 anciã. Até que certa noite, ao dormir, sonhou que estava no céu rodeado de astros. Reconheceu,
27 entre eles, a grande estrela, que, em menino, fizera o pedido para ser canoeiro. Dela aproximou-se
28 e, com delicadeza, cobrou-lhe a antiga promessa.
29 Depois de ouvi-lo novamente, a estrela respondeu-lhe com seu verbo prenhe de amor e luz:
30 - Oh!, meu caro poeta, então você não percebeu que se tornou canoeiro há muito tempo?!
31 Que você já viaja pelos mares do mundo levando seus sonhos e os sonhos de seus irmãos como
32 eu havia prometido?! Veja: a sua canoa é resistente como a esperança, veloz como a luz e
33 indestrutível como o pensamento, como os seus barquinhos de mututi a singrar as águas de sua
34 fantasia. [...] A Poesia, meu caro e eterno menino, é a sua canoa e você é o canoeiro da palavra.
35 Solte as amarras do verbo, aproveite a maré e o vento a favor e siga em frente. Vá levar sua carga
36 de sonhos a quem dela careça; vá iluminar caminhos, semear esperanças e ensinar seu ofício de
37 canoeiro a tantos outros meninos.
38 Nesse instante, o velho poeta acordou. Sentou-se na cama ainda assustado, mas
39 imensamente feliz com a lembrança do sonho mágico. Correu à janela e ainda deu pra ver o rastro
40 luminoso da grande estrela cadente esvaindo-se no cetim azul do céu.
SIQUEIRA, Antonio Juraci. O Devorador de Metáforas e outras histórias. Belém, 2014. (Adaptado)
Releia o trecho:
“— Tu hás de ser canoeiro para transportar teus sonhos e os sonhos de teus irmãos através dos mares do mundo!” (Linhas 8 e 9)
No que se refere ao uso dos sinais de pontuação, observa-se a presença do travessão paraResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
0 O MENINO QUE QUERIA SER CANOEIRO
1 Era uma vez um menino que ouvia estrelas... Pois digo mais: além de ouvir estrelas o menino
2 queria-porque-queria ser canoeiro. [...]
3 À noite, ele e seus irmãos deitavam no trapiche estendido sobre o rio e ficavam olhando o
4 céu estrelado. Sempre que uma estrela riscava o azul, cada qual fazia um pedido. E foi assim que
5 numa noite em que se achava sozinho fitando o infinito, viu uma estrela correr e então, com toda a
6 força de sua alma, pediu a ela que queria ser canoeiro. Então, como num passe de mágica, o céu
7 se ajoelhou e o menino ouviu, pálido de espanto, a estrela luminosa e retumbante:
8 — Tu hás de ser canoeiro para transportar teus sonhos e os sonhos de teus irmãos através
9 dos mares do mundo!
10 O menino só não desmaiou porque o desmaio ainda não tinha sido inventado, mas passou
11 o resto da noite em claro tentando entender o sonho mágico.
12 Mas como ninguém consegue se eternizar criança, o menino cresceu. E o danado do sonho
13 cresceu com ele, grudado feito carrapato em barriga de boi.
14 Na escolinha caiada, debruçada sobre o rio, aprendeu a ler e a escrever. Em casa, descobriu
15 a literatura nos almanaques e nos folhetos de cordel que lia para parentes e vizinhos. Na leitura,
16 descobriu o poder mágico das palavras para aproximar pessoas e tornar mais leve e colorido o
17 fardo dos dias. Então, ao lado do sonho antigo, outro sonho surgiu, fincou raízes e espalhou ramos
18 no seu coração: queria, também, ser poeta para cantar as coisas do seu povo e do seu chão. Unir
19 os dois sonhos: um poeta-canoeiro pilotando sua canoa carregada de poesia. [...]
20 Mudou-se para a cidade onde exerceu várias profissões, menos a de canoeiro. E se
21 descobriu poeta, fazendo amigos por toda parte através das cartas que mandava e recebia. [...]
22 De quando em vez, viajava pelas águas do Norte revivendo emoções. Mas sua felicidade,
23 além de clandestina, era incompleta: nem canoa nem carga eram suas. E o tempo, verdugo
24 implacável, punha pegadas em seu rosto e neve em seus cabelos. E o sonho ali feito lesma grudada
25 na parede de sua alma. E seus barquinhos de mututi velejando faceiros nas águas de sua memória
26 anciã. Até que certa noite, ao dormir, sonhou que estava no céu rodeado de astros. Reconheceu,
27 entre eles, a grande estrela, que, em menino, fizera o pedido para ser canoeiro. Dela aproximou-se
28 e, com delicadeza, cobrou-lhe a antiga promessa.
29 Depois de ouvi-lo novamente, a estrela respondeu-lhe com seu verbo prenhe de amor e luz:
30 - Oh!, meu caro poeta, então você não percebeu que se tornou canoeiro há muito tempo?!
31 Que você já viaja pelos mares do mundo levando seus sonhos e os sonhos de seus irmãos como
32 eu havia prometido?! Veja: a sua canoa é resistente como a esperança, veloz como a luz e
33 indestrutível como o pensamento, como os seus barquinhos de mututi a singrar as águas de sua
34 fantasia. [...] A Poesia, meu caro e eterno menino, é a sua canoa e você é o canoeiro da palavra.
35 Solte as amarras do verbo, aproveite a maré e o vento a favor e siga em frente. Vá levar sua carga
36 de sonhos a quem dela careça; vá iluminar caminhos, semear esperanças e ensinar seu ofício de
37 canoeiro a tantos outros meninos.
38 Nesse instante, o velho poeta acordou. Sentou-se na cama ainda assustado, mas
39 imensamente feliz com a lembrança do sonho mágico. Correu à janela e ainda deu pra ver o rastro
40 luminoso da grande estrela cadente esvaindo-se no cetim azul do céu.
SIQUEIRA, Antonio Juraci. O Devorador de Metáforas e outras histórias. Belém, 2014. (Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada e em negrito faz referência ao termo entre parênteses, considerando sua aplicação no texto I.
TEXTO I
0 O MENINO QUE QUERIA SER CANOEIRO
1 Era uma vez um menino que ouvia estrelas... Pois digo mais: além de ouvir estrelas o menino
2 queria-porque-queria ser canoeiro. [...]
3 À noite, ele e seus irmãos deitavam no trapiche estendido sobre o rio e ficavam olhando o
4 céu estrelado. Sempre que uma estrela riscava o azul, cada qual fazia um pedido. E foi assim que
5 numa noite em que se achava sozinho fitando o infinito, viu uma estrela correr e então, com toda a
6 força de sua alma, pediu a ela que queria ser canoeiro. Então, como num passe de mágica, o céu
7 se ajoelhou e o menino ouviu, pálido de espanto, a estrela luminosa e retumbante:
8 — Tu hás de ser canoeiro para transportar teus sonhos e os sonhos de teus irmãos através
9 dos mares do mundo!
10 O menino só não desmaiou porque o desmaio ainda não tinha sido inventado, mas passou
11 o resto da noite em claro tentando entender o sonho mágico.
12 Mas como ninguém consegue se eternizar criança, o menino cresceu. E o danado do sonho
13 cresceu com ele, grudado feito carrapato em barriga de boi.
14 Na escolinha caiada, debruçada sobre o rio, aprendeu a ler e a escrever. Em casa, descobriu
15 a literatura nos almanaques e nos folhetos de cordel que lia para parentes e vizinhos. Na leitura,
16 descobriu o poder mágico das palavras para aproximar pessoas e tornar mais leve e colorido o
17 fardo dos dias. Então, ao lado do sonho antigo, outro sonho surgiu, fincou raízes e espalhou ramos
18 no seu coração: queria, também, ser poeta para cantar as coisas do seu povo e do seu chão. Unir
19 os dois sonhos: um poeta-canoeiro pilotando sua canoa carregada de poesia. [...]
20 Mudou-se para a cidade onde exerceu várias profissões, menos a de canoeiro. E se
21 descobriu poeta, fazendo amigos por toda parte através das cartas que mandava e recebia. [...]
22 De quando em vez, viajava pelas águas do Norte revivendo emoções. Mas sua felicidade,
23 além de clandestina, era incompleta: nem canoa nem carga eram suas. E o tempo, verdugo
24 implacável, punha pegadas em seu rosto e neve em seus cabelos. E o sonho ali feito lesma grudada
25 na parede de sua alma. E seus barquinhos de mututi velejando faceiros nas águas de sua memória
26 anciã. Até que certa noite, ao dormir, sonhou que estava no céu rodeado de astros. Reconheceu,
27 entre eles, a grande estrela, que, em menino, fizera o pedido para ser canoeiro. Dela aproximou-se
28 e, com delicadeza, cobrou-lhe a antiga promessa.
29 Depois de ouvi-lo novamente, a estrela respondeu-lhe com seu verbo prenhe de amor e luz:
30 - Oh!, meu caro poeta, então você não percebeu que se tornou canoeiro há muito tempo?!
31 Que você já viaja pelos mares do mundo levando seus sonhos e os sonhos de seus irmãos como
32 eu havia prometido?! Veja: a sua canoa é resistente como a esperança, veloz como a luz e
33 indestrutível como o pensamento, como os seus barquinhos de mututi a singrar as águas de sua
34 fantasia. [...] A Poesia, meu caro e eterno menino, é a sua canoa e você é o canoeiro da palavra.
35 Solte as amarras do verbo, aproveite a maré e o vento a favor e siga em frente. Vá levar sua carga
36 de sonhos a quem dela careça; vá iluminar caminhos, semear esperanças e ensinar seu ofício de
37 canoeiro a tantos outros meninos.
38 Nesse instante, o velho poeta acordou. Sentou-se na cama ainda assustado, mas
39 imensamente feliz com a lembrança do sonho mágico. Correu à janela e ainda deu pra ver o rastro
40 luminoso da grande estrela cadente esvaindo-se no cetim azul do céu.
SIQUEIRA, Antonio Juraci. O Devorador de Metáforas e outras histórias. Belém, 2014. (Adaptado)
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TEXTO I
0 O MENINO QUE QUERIA SER CANOEIRO
1 Era uma vez um menino que ouvia estrelas... Pois digo mais: além de ouvir estrelas o menino
2 queria-porque-queria ser canoeiro. [...]
3 À noite, ele e seus irmãos deitavam no trapiche estendido sobre o rio e ficavam olhando o
4 céu estrelado. Sempre que uma estrela riscava o azul, cada qual fazia um pedido. E foi assim que
5 numa noite em que se achava sozinho fitando o infinito, viu uma estrela correr e então, com toda a
6 força de sua alma, pediu a ela que queria ser canoeiro. Então, como num passe de mágica, o céu
7 se ajoelhou e o menino ouviu, pálido de espanto, a estrela luminosa e retumbante:
8 — Tu hás de ser canoeiro para transportar teus sonhos e os sonhos de teus irmãos através
9 dos mares do mundo!
10 O menino só não desmaiou porque o desmaio ainda não tinha sido inventado, mas passou
11 o resto da noite em claro tentando entender o sonho mágico.
12 Mas como ninguém consegue se eternizar criança, o menino cresceu. E o danado do sonho
13 cresceu com ele, grudado feito carrapato em barriga de boi.
14 Na escolinha caiada, debruçada sobre o rio, aprendeu a ler e a escrever. Em casa, descobriu
15 a literatura nos almanaques e nos folhetos de cordel que lia para parentes e vizinhos. Na leitura,
16 descobriu o poder mágico das palavras para aproximar pessoas e tornar mais leve e colorido o
17 fardo dos dias. Então, ao lado do sonho antigo, outro sonho surgiu, fincou raízes e espalhou ramos
18 no seu coração: queria, também, ser poeta para cantar as coisas do seu povo e do seu chão. Unir
19 os dois sonhos: um poeta-canoeiro pilotando sua canoa carregada de poesia. [...]
20 Mudou-se para a cidade onde exerceu várias profissões, menos a de canoeiro. E se
21 descobriu poeta, fazendo amigos por toda parte através das cartas que mandava e recebia. [...]
22 De quando em vez, viajava pelas águas do Norte revivendo emoções. Mas sua felicidade,
23 além de clandestina, era incompleta: nem canoa nem carga eram suas. E o tempo, verdugo
24 implacável, punha pegadas em seu rosto e neve em seus cabelos. E o sonho ali feito lesma grudada
25 na parede de sua alma. E seus barquinhos de mututi velejando faceiros nas águas de sua memória
26 anciã. Até que certa noite, ao dormir, sonhou que estava no céu rodeado de astros. Reconheceu,
27 entre eles, a grande estrela, que, em menino, fizera o pedido para ser canoeiro. Dela aproximou-se
28 e, com delicadeza, cobrou-lhe a antiga promessa.
29 Depois de ouvi-lo novamente, a estrela respondeu-lhe com seu verbo prenhe de amor e luz:
30 - Oh!, meu caro poeta, então você não percebeu que se tornou canoeiro há muito tempo?!
31 Que você já viaja pelos mares do mundo levando seus sonhos e os sonhos de seus irmãos como
32 eu havia prometido?! Veja: a sua canoa é resistente como a esperança, veloz como a luz e
33 indestrutível como o pensamento, como os seus barquinhos de mututi a singrar as águas de sua
34 fantasia. [...] A Poesia, meu caro e eterno menino, é a sua canoa e você é o canoeiro da palavra.
35 Solte as amarras do verbo, aproveite a maré e o vento a favor e siga em frente. Vá levar sua carga
36 de sonhos a quem dela careça; vá iluminar caminhos, semear esperanças e ensinar seu ofício de
37 canoeiro a tantos outros meninos.
38 Nesse instante, o velho poeta acordou. Sentou-se na cama ainda assustado, mas
39 imensamente feliz com a lembrança do sonho mágico. Correu à janela e ainda deu pra ver o rastro
40 luminoso da grande estrela cadente esvaindo-se no cetim azul do céu.
SIQUEIRA, Antonio Juraci. O Devorador de Metáforas e outras histórias. Belém, 2014. (Adaptado)
No penúltimo parágrafo do texto, a estrela, ao ser cobrada pelo menino sobre a antiga promessa, responde da seguinte forma:
“- Oh!, meu caro poeta, então você não percebeu que se tornou canoeiro há muito tempo?! Que você já viaja pelos mares do mundo levando seus sonhos e os sonhos de seus irmãos como eu havia prometido?! Veja: a sua canoa é resistente como a esperança, veloz como a luz e indestrutível como o pensamento.” (Linhas 31 e 33)
Pode-se concluir, assim, que ele já havia se tornado canoeiro, como pedido, isto porque o ofício de canoeiro, relacionava-se ao fato deleResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
0 O MENINO QUE QUERIA SER CANOEIRO
1 Era uma vez um menino que ouvia estrelas... Pois digo mais: além de ouvir estrelas o menino
2 queria-porque-queria ser canoeiro. [...]
3 À noite, ele e seus irmãos deitavam no trapiche estendido sobre o rio e ficavam olhando o
4 céu estrelado. Sempre que uma estrela riscava o azul, cada qual fazia um pedido. E foi assim que
5 numa noite em que se achava sozinho fitando o infinito, viu uma estrela correr e então, com toda a
6 força de sua alma, pediu a ela que queria ser canoeiro. Então, como num passe de mágica, o céu
7 se ajoelhou e o menino ouviu, pálido de espanto, a estrela luminosa e retumbante:
8 — Tu hás de ser canoeiro para transportar teus sonhos e os sonhos de teus irmãos através
9 dos mares do mundo!
10 O menino só não desmaiou porque o desmaio ainda não tinha sido inventado, mas passou
11 o resto da noite em claro tentando entender o sonho mágico.
12 Mas como ninguém consegue se eternizar criança, o menino cresceu. E o danado do sonho
13 cresceu com ele, grudado feito carrapato em barriga de boi.
14 Na escolinha caiada, debruçada sobre o rio, aprendeu a ler e a escrever. Em casa, descobriu
15 a literatura nos almanaques e nos folhetos de cordel que lia para parentes e vizinhos. Na leitura,
16 descobriu o poder mágico das palavras para aproximar pessoas e tornar mais leve e colorido o
17 fardo dos dias. Então, ao lado do sonho antigo, outro sonho surgiu, fincou raízes e espalhou ramos
18 no seu coração: queria, também, ser poeta para cantar as coisas do seu povo e do seu chão. Unir
19 os dois sonhos: um poeta-canoeiro pilotando sua canoa carregada de poesia. [...]
20 Mudou-se para a cidade onde exerceu várias profissões, menos a de canoeiro. E se
21 descobriu poeta, fazendo amigos por toda parte através das cartas que mandava e recebia. [...]
22 De quando em vez, viajava pelas águas do Norte revivendo emoções. Mas sua felicidade,
23 além de clandestina, era incompleta: nem canoa nem carga eram suas. E o tempo, verdugo
24 implacável, punha pegadas em seu rosto e neve em seus cabelos. E o sonho ali feito lesma grudada
25 na parede de sua alma. E seus barquinhos de mututi velejando faceiros nas águas de sua memória
26 anciã. Até que certa noite, ao dormir, sonhou que estava no céu rodeado de astros. Reconheceu,
27 entre eles, a grande estrela, que, em menino, fizera o pedido para ser canoeiro. Dela aproximou-se
28 e, com delicadeza, cobrou-lhe a antiga promessa.
29 Depois de ouvi-lo novamente, a estrela respondeu-lhe com seu verbo prenhe de amor e luz:
30 - Oh!, meu caro poeta, então você não percebeu que se tornou canoeiro há muito tempo?!
31 Que você já viaja pelos mares do mundo levando seus sonhos e os sonhos de seus irmãos como
32 eu havia prometido?! Veja: a sua canoa é resistente como a esperança, veloz como a luz e
33 indestrutível como o pensamento, como os seus barquinhos de mututi a singrar as águas de sua
34 fantasia. [...] A Poesia, meu caro e eterno menino, é a sua canoa e você é o canoeiro da palavra.
35 Solte as amarras do verbo, aproveite a maré e o vento a favor e siga em frente. Vá levar sua carga
36 de sonhos a quem dela careça; vá iluminar caminhos, semear esperanças e ensinar seu ofício de
37 canoeiro a tantos outros meninos.
38 Nesse instante, o velho poeta acordou. Sentou-se na cama ainda assustado, mas
39 imensamente feliz com a lembrança do sonho mágico. Correu à janela e ainda deu pra ver o rastro
40 luminoso da grande estrela cadente esvaindo-se no cetim azul do céu.
SIQUEIRA, Antonio Juraci. O Devorador de Metáforas e outras histórias. Belém, 2014. (Adaptado)
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TEXTO II
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Fonte: Revista Recrutinha. Disponível em: <www.eb.mil.br>. Acesso em: 13 AGO 2024.
OBSERVAÇÃO: a ordem dos quadrinhos está marcada nos cantos superiores de cada um deles, de modo que, para situar o candidato, referencia-se, ao longo das questões, como ‘Q1’ para “Quadrinho 1’ e, assim, sucessivamente, até o sétimo quadrinho (Q7).
O texto II remete-se ao dia 19 de novembro, quando comemoramos o Dia da Bandeira. Nesse sentido, essa História em Quadrinho apresenta como temática central
TEXTO II
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Fonte: Revista Recrutinha. Disponível em: <www.eb.mil.br>. Acesso em: 13 AGO 2024.
OBSERVAÇÃO: a ordem dos quadrinhos está marcada nos cantos superiores de cada um deles, de modo que, para situar o candidato, referencia-se, ao longo das questões, como ‘Q1’ para “Quadrinho 1’ e, assim, sucessivamente, até o sétimo quadrinho (Q7).
Ao longo da história, o autor utiliza-se da sinonímia para a construção do sentido textual, o que pode ser constatado no trecho:
TEXTO II
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Fonte: Revista Recrutinha. Disponível em: <www.eb.mil.br>. Acesso em: 13 AGO 2024.
OBSERVAÇÃO: a ordem dos quadrinhos está marcada nos cantos superiores de cada um deles, de modo que, para situar o candidato, referencia-se, ao longo das questões, como ‘Q1’ para “Quadrinho 1’ e, assim, sucessivamente, até o sétimo quadrinho (Q7).
Quanto à tonicidade, assinale a alternativa correta, referente às palavras a seguir, retiradas do texto II:
TEXTO II
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Fonte: Revista Recrutinha. Disponível em: <www.eb.mil.br>. Acesso em: 13 AGO 2024.
OBSERVAÇÃO: a ordem dos quadrinhos está marcada nos cantos superiores de cada um deles, de modo que, para situar o candidato, referencia-se, ao longo das questões, como ‘Q1’ para “Quadrinho 1’ e, assim, sucessivamente, até o sétimo quadrinho (Q7).
No trecho "eu me lembro de uma vez que a bandeira da escola estava no meio do mastro" (Q3), observa-se a utilização da palavra:
TEXTO II
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Fonte: Revista Recrutinha. Disponível em: <www.eb.mil.br>. Acesso em: 13 AGO 2024.
OBSERVAÇÃO: a ordem dos quadrinhos está marcada nos cantos superiores de cada um deles, de modo que, para situar o candidato, referencia-se, ao longo das questões, como ‘Q1’ para “Quadrinho 1’ e, assim, sucessivamente, até o sétimo quadrinho (Q7).
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TEXTO III
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Fonte: SILLAS, Lucas. Disponível em: <www.https://images.app.goo.gl>. Acesso em: 30 AGO 2024.
A informação principal contida no cartaz reflete sobre como
TEXTO III
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Fonte: SILLAS, Lucas. Disponível em: <www.https://images.app.goo.gl>. Acesso em: 30 AGO 2024.
A mensagem transmitida pelo cartaz, a partir do uso da imagem de uma cápsula de remédio recheada de celulares, é
TEXTO III
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Fonte: SILLAS, Lucas. Disponível em: <www.https://images.app.goo.gl>. Acesso em: 30 AGO 2024.
No trecho “pode ser benéfico ou fatal”, a palavra sublinhada e em negrito apresenta o morfema [-fico] que é um
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Fonte: SILLAS, Lucas. Disponível em: <www.https://images.app.goo.gl>. Acesso em: 30 AGO 2024.
A frase "O uso do celular na sala de aula é como tomar remédio" indica, de maneira geral, um(a)
TEXTO IV
MANGA
Eu tenho manga rosada,
Mas não dou nenhum pedaço.
Um pedacinho que eu tire
Vai me causar embaraço,
Pois ela inteira se estraga,
Só me sobrando o bagaço.
A manga, à qual me refiro,
Embora tenha esse nome,
Da mangueira não se tira,
Não dá pra matar a fome,
Pois ela é do meu casaco,
É manga que não se come.
TEXTO V
MAMÃO
O mamão está maduro
No alto do mamoeiro.
E um mamão num pé tão alto
Passarinho vê primeiro. [...]
Bem antes que alguém avance,
Passarinho come inteiro.
No pé, um mamão espera
Que a colheita seja feita.
Mas, se a mão mamão não pega
E o mamão no pé se apega,
Passarinho se aproveita.
MEDEIROS, Maria Augusta de. O riso da melancia. 1ª ed. São Paulo: FTD, 2013 (Adaptado).
O que caracteriza o teor humorístico dos textos IV e V, de maneira geral, são os usos das palavrasResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
MANGA
Eu tenho manga rosada,
Mas não dou nenhum pedaço.
Um pedacinho que eu tire
Vai me causar embaraço,
Pois ela inteira se estraga,
Só me sobrando o bagaço.
A manga, à qual me refiro,
Embora tenha esse nome,
Da mangueira não se tira,
Não dá pra matar a fome,
Pois ela é do meu casaco,
É manga que não se come.
TEXTO V
MAMÃO
O mamão está maduro
No alto do mamoeiro.
E um mamão num pé tão alto
Passarinho vê primeiro. [...]
Bem antes que alguém avance,
Passarinho come inteiro.
No pé, um mamão espera
Que a colheita seja feita.
Mas, se a mão mamão não pega
E o mamão no pé se apega,
Passarinho se aproveita.
MEDEIROS, Maria Augusta de. O riso da melancia. 1ª ed. São Paulo: FTD, 2013 (Adaptado).
É sabido que o modo subjuntivo é usado para expressar o desejo ou a possibilidade de que alguma coisa aconteça. Assinale a forma correta do verbo "estragar", retirado da frase “Pois ela inteira se estraga”, no modo subjuntivo, tempo presente, para a terceira pessoa do singular.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
MANGA
Eu tenho manga rosada,
Mas não dou nenhum pedaço.
Um pedacinho que eu tire
Vai me causar embaraço,
Pois ela inteira se estraga,
Só me sobrando o bagaço.
A manga, à qual me refiro,
Embora tenha esse nome,
Da mangueira não se tira,
Não dá pra matar a fome,
Pois ela é do meu casaco,
É manga que não se come.
TEXTO V
MAMÃO
O mamão está maduro
No alto do mamoeiro.
E um mamão num pé tão alto
Passarinho vê primeiro. [...]
Bem antes que alguém avance,
Passarinho come inteiro.
No pé, um mamão espera
Que a colheita seja feita.
Mas, se a mão mamão não pega
E o mamão no pé se apega,
Passarinho se aproveita.
MEDEIROS, Maria Augusta de. O riso da melancia. 1ª ed. São Paulo: FTD, 2013 (Adaptado).
Dos excertos a seguir, extraídos dos textos IV e V, assinale a alternativa em que o termo destacado pertence à classe dos substantivos.
TEXTO IV
MANGA
Eu tenho manga rosada,
Mas não dou nenhum pedaço.
Um pedacinho que eu tire
Vai me causar embaraço,
Pois ela inteira se estraga,
Só me sobrando o bagaço.
A manga, à qual me refiro,
Embora tenha esse nome,
Da mangueira não se tira,
Não dá pra matar a fome,
Pois ela é do meu casaco,
É manga que não se come.
TEXTO V
MAMÃO
O mamão está maduro
No alto do mamoeiro.
E um mamão num pé tão alto
Passarinho vê primeiro. [...]
Bem antes que alguém avance,
Passarinho come inteiro.
No pé, um mamão espera
Que a colheita seja feita.
Mas, se a mão mamão não pega
E o mamão no pé se apega,
Passarinho se aproveita.
MEDEIROS, Maria Augusta de. O riso da melancia. 1ª ed. São Paulo: FTD, 2013 (Adaptado).
Considere o trecho abaixo extraído do texto V:
“Bem antes que alguém avance,
Passarinho come inteiro”
Neste caso, pode-se afirmar que a vírgula foi empregada paraResolução comentada
Análise das alternativas
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