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CMC — Processo Seletivo 2024/2025 — Exame Intelectual — 1º ano do Ensino Médio — Matemática e Língua Portuguesa

Colégio Militar de Curitiba · Aluno — 1º ano do Ensino Médio

Colégio Militar de Curitiba (DECEx – DEPA)2024Fundamental

40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Conto de Ficção Científica

Colégio Militar de Curitiba (DECEx – DEPA) 2024 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba · Aluno — 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

O TEXTO I é um trecho do conto “Razão”, de Isaac Asimov. Com relação a esse texto, assinale a alternativa correta:

I. Apresenta, como característica essencial, enredo com assunto que alia ciência e ficção.
II. Apresenta linguagem predominantemente conotativa com foco narrativo em primeira pessoa.
III. Apresenta narrativa curta e personagens com características físicas e psicológicas.
IV. Apresenta acontecimento real, com linguagem clara, formal e objetiva.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Características do conto de ficção científica: I e III são corretas.

I está correta: o enredo une ciência (robótica) e ficção. III está correta: é narrativa curta, com personagens caracterizados física e psicologicamente. II é falsa: a linguagem é predominantemente denotativa e o narrador está em terceira pessoa. IV é falsa: o acontecimento é fictício, não real.

Análise das alternativas

A) Omite a III. B) e D) incluem a II, que é falsa. E) inclui a IV, que é falsa.

Referência: Gêneros textuais: conto de ficção científica.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de Curitiba (DECEx – DEPA) 2024 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba · Aluno — 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

Em relação ao conto apresentado no TEXTO I, assinale a alternativa correta:

I. Powell, Donovan e o Robô QT-1 foram enviados à Estação Solar Cinco para verificar o funcionamento de robôs experimentais.
II. O Robô demonstra intuitivamente não acreditar ter sido criado por Powell e Donavan.
III. O Robô recém-criado era o primeiro exemplar de uma linha nova de robôs e não era igual a um robô comum.
IV. Powell acreditava que o Robô recém-criado era o primeiro que poderia compreender o mundo exterior.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Compreensão do conto: I é falsa; II, III e IV são verdadeiras.

I é falsa: Powell e Donovan foram à estação, mas o QT-1 foi montado por eles lá, e não enviado para verificação. II é verdadeira: Cutie acha improvável ter sido feito por eles, 'por intuição'. III é verdadeira: os modelos QT eram os primeiros do tipo, e este era o primeiro entre eles, diferente de um robô comum. IV é verdadeira: Powell diz que Cutie é o primeiro com inteligência bastante para compreender o mundo exterior.

Análise das alternativas

A), B) e E) tomam I como verdadeira. C) omite a IV, que é verdadeira.

Referência: Interpretação de texto narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Semântica — Significação de Palavras

Colégio Militar de Curitiba (DECEx – DEPA) 2024 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba · Aluno — 1º ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

No excerto “[...] um inescrutável cérebro positrônico [...]”, linha 04, a palavra destacada tem o mesmo sentido de:

Comando da questão 23 com a palavra “inescrutável” em negrito e sublinhada no excerto “[...] um inescrutável cérebro positrônico [...]”.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Termos da Oração — Complemento Nominal e Adjunto Adnominal

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Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

No excerto “[...] os gênios manipuladores de réguas de cálculo [...]”, linhas 04 e 05, o termo destacado está exercendo função sintática de:

Comando da questão 24 com o termo “de réguas” em negrito e sublinhado no excerto “[...] os gênios manipuladores de réguas de cálculo [...]”.
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Língua Portuguesa Período Composto — Valores e Funções do “Que”

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Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

No excerto “Qualquer que fosse o meio ambiente, encontravam-se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado”, linhas 03 a 05, assinale a alternativa correta com relação às palavras em destaque:
I. O primeiro que é um pronome relativo que exerce a função de predicativo do sujeito.
II. O segundo que introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva.
III. O terceiro que é uma conjunção integrante que introduz uma oração subordinada substantiva.
IV. Todos os que são pronomes relativos e exercem funções sintáticas diferentes.

Comando e afirmativas da questão 25: as três ocorrências de “que” do excerto (“Qualquer que”, “positrônico, que os gênios” e “afirmavam que”) e as ocorrências de “que” nas afirmativas I a IV estão em negrito e sublinhadas.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Conjunções Coordenativas Adversativas

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Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

No fragmento, “Todavia, pretendo raciocinar e resolver o problema.”, linhas 32 e 33, a palavra em destaque pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:

Comando da questão 26 com a palavra “Todavia” em negrito e sublinhada no fragmento “Todavia, pretendo raciocinar e resolver o problema.”.
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Língua Portuguesa Morfossintaxe — Classes de Palavras e Funções Sintáticas

Colégio Militar de Curitiba (DECEx – DEPA) 2024 Fundamental

Colégio Militar de Curitiba · Aluno — 1º ano do Ensino Médio

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Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

Leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I. No trecho “Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis.”, linha 16, o vocábulo em destaque está sendo empregado como verbo intransitivo.

II. No trecho “Estes robôs possuíam cérebros peculiares”, linha 15, os vocábulos em destaque exercem a mesma função sintática, apesar de pertencerem a classes gramaticais diferentes.

III. Nos trechos “Meio ano mais tarde [...]”, linha 01, e “[...] possui inteligência bastante para compreender [...]”, linha 42, os vocábulos em destaque exercem a mesma função sintática e pertencem a mesma classe gramatical.

IV. No trecho “Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante... modelos QT [...]”, linha 18, os vocábulos em destaque pertencem a mesma classe gramatical e transmitem o mesmo sentido.

Afirmativas I a IV da questão 27 com os destaques em negrito e sublinhado: I – “permaneciam”; II – “Estes” e “peculiares”; III – “Meio” e “bastante”; IV – “Portanto” e “Não obstante”.
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Língua Portuguesa Termos da Oração — Predicativo do Sujeito

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Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

No excerto “O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado.”, linha 12, o vocábulo destacado está exercendo função sintática de:

Comando da questão 28 com a palavra “sentado” em negrito e sublinhada no excerto “O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado.”.
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Língua Portuguesa Termos da Oração — Complemento Nominal

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Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

No excerto “as variações externas pouco significaram no trabalho de verificar o funcionamento de robôs experimentais.”, linhas 02 e 03, o termo em destaque exerce uma função sintática específica.

Comando da questão 29 com o trecho “de verificar o funcionamento de robôs experimentais” em negrito e sublinhado.

Assinale a alternativa em que se destaca um termo exercendo a mesma função sintática.
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Língua Portuguesa Análise Sintática — Transitividade Verbal, Sujeito e Coesão

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Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

Com base no excerto “Todos os membros da U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.”, linhas 16 e 17, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta:
I. O verbo “insistir” está sendo empregado como verbo transitivo indireto.
II. A expressão “Todos os membros da U. S. Robôs” é um exemplo de sujeito simples.
III. O vocábulo “nisso” é uma contração e funciona como elemento de coesão anafórico.
IV. O vocábulo “próprio” é um pronome demonstrativo que exerce função de complemento nominal.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Análise de 'insistiam nisso' e do trecho 'Todos os membros... insistiam nisso'.

I: 'insistir em algo' é verbo transitivo indireto. II: 'Todos os membros da U. S. Robôs' é sujeito simples (um só núcleo, 'membros'). III: 'nisso' = 'em' + 'isso', e retoma anaforicamente o que foi dito antes (as Leis da Robótica imutáveis). IV: 'próprio' em 'o próprio Robertson' é palavra de reforço (adjetivo/pronome enfático), não um pronome demonstrativo com função de complemento nominal. Estão corretas I, II e III.

Análise das alternativas

A) Omite III. C), D) e E) incluem a IV, que é falsa.

Referência: Transitividade verbal, sujeito e coesão referencial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Análise Sintática — Termos da Oração

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Texto-base:
Língua Portuguesa – questões 21 a 40

Leia o TEXTO I e responda às questões 21 a 31.

TEXTO I

01 Meio ano mais tarde, os rapazes haviam mudado de opinião. O calor intenso de um Sol gigantesco
02 cedera lugar à suave escuridão do espaço, mas as variações externas pouco significaram no trabalho de
03 verificar o funcionamento de robôs experimentais. Qualquer que fosse o meio ambiente,
04 encontravam- se sempre diante de um inescrutável cérebro positrônico, que os gênios manipuladores de
05 réguas de cálculo afirmavam que deveriam funcionar assim ou assado.
06 Só que não funcionavam. Powell e Donovan deram-se conta do fato antes mesmo de duas semanas
07 de estada na Estação Espacial. Gregory Powell falou pausadamente, dando ênfase a cada sílaba:
08 – Donovan e eu montamos você há uma semana.
09 Tinha a testa franzida e puxava a ponta do bigode com ar de dúvida.
10 O interior do salão de oficiais da Estação Solar Cinco estava silencioso, exceto pelo suave zumbido
11 do potente Diretor de Raios, situado em algum ponto das profundezas da Estação.
12 O Robô QT-1 permanecia imóvel, sentado. As placas polidas de seu corpo brilhavam sob as
13 Luxitas e o vermelho profundo e ardente de células fotoelétricas que lhe serviam de olhos estava fixado
14 no homem sentado ao outro lado da mesa.
15 Powell conseguiu reprimir um súbito ataque de nervos. Estes robôs possuíam cérebros peculiares.
16 Oh! as três Leis da Robótica permaneciam imutáveis. Tinham de permanecer. Todos os membros da
17 U. S. Robôs, desde o próprio Robertson até o mais novo faxineiro, insistiam nisso.
18 Portanto, o QT-1 era garantido! Não obstante… os modelos QT eram os primeiros de seu tipo e
19 este era o primeiro dentre eles. Nem sempre símbolos matemáticos rabiscados num papel são a proteção
20 mais reconfortante contra a realidade robótica.
21 Afinal, o robô falou. Sua voz tinha o timbre frio, característico de um diafragma metálico.
22 – Está consciente da gravidade de tal declaração, Powell?
23 – Algo fez você, Cutie – argumentou Powell.
24 – Você mesmo admite que sua memória parece ter surgido subitamente, já em completo estado de
25 formação, há uma semana; antes disso, apenas um vácuo. Estou dando a explicação do fato. Donovan e
26 eu montamos você, utilizando as peças que nos foram enviadas da Terra.
27 Olhou para seus dedos longos e delgados, numa atitude de mistificação estranhamente humana.
28 – Creio que deve haver explicação mais satisfatória do que essa. Parece-me improvável que vocês
29 tenham feito a mim!
30 O homem riu repentinamente.
31 – Oras! Por que motivo?
32 – Pode chamar de intuição. É tudo, pelo menos até o momento. Todavia, pretendo raciocinar e
33 resolver o problema. Uma cadeia de raciocínio válido só pode levar ao estabelecimento da verdade e
34 insistirei até chegar a ela.
35 Powell ergueu-se da cadeira e sentou-se na beira da mesa, perto do robô. Subitamente, sentia
36 simpatia por aquela estranha máquina. Não era absolutamente igual a um robô comum, que se entregasse
37 à sua tarefa especializada na Estação Solar com a intensidade provocada por um circuito positrônico
38 profundamente imbuído.
39 Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.
40 – Cutie – disse ele. – Vou tentar explicar-lhe algo.
41 Você é o primeiro robô que jamais mostrou qualquer curiosidade a respeito de sua própria
42 existência e creio que é o primeiro robô que realmente possui inteligência bastante para compreender o
43 mundo exterior. Venha comigo.

ASIMOV, Isaac. Razão. In.: Eu, robô. 1969. Disponível em https://durasletras.com/conto-razao-de-isaac-asimov/. Acesso em 19 Jun 2024. Adaptado

Com base no excerto “Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio de encontro a ela.”, linha 39, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta:
I. A expressão “Pousou a mão no ombro de Cutie” possui um sujeito elíptico.
II. A expressão “sentindo o metal duro e frio” é um adjunto adverbial de modo.
III. O termo “no ombro” exerce a função sintática de adjunto adverbial de lugar.
IV. O termo “a mão” exerce a função sintática de objeto direto.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Análise sintática de 'Pousou a mão no ombro de Cutie, sentindo o metal duro e frio...'.

I: o sujeito de 'Pousou' (Powell) está oculto, ou seja, é elíptico. II: 'sentindo...' é oração reduzida de gerúndio com valor adverbial de modo, concomitante à ação principal. III: 'no ombro de Cutie' indica o lugar e é adjunto adverbial de lugar. IV: 'a mão' completa o verbo transitivo direto 'pousou', logo é objeto direto. Todas estão corretas.

Análise das alternativas

A, B, D e E excluem ao menos uma afirmativa correta. Todas as quatro são verdadeiras.

Referência: Análise sintática: sujeito, objeto direto, adjuntos adverbiais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Tese do Editorial

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Texto-base:
Leia o editorial (TEXTO II) e responda às questões 32 e 33.

TEXTO II

Meio Ambiente

01 O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste 5 de junho, foi instituído há 45 anos, durante a
02 Conferência de Estocolmo, um marco no modo de ver e tratar as questões ambientais. Apesar das
03 discussões, dos avanços das legislações e até dos tratados internacionais, o embate entre ambientalistas,
04 Poder Público e poder econômico continua presente. O desmatamento da Mata Atlântica nos dá uma ideia
05 do quanto ainda é frágil a política ambiental no Brasil. Os dados do Atlas da Mata Atlântica referentes a
06 período anteriores mostram desmatamento de 29.075 hectares (ha), ou 290 km², nos 17 estados do bioma
07 Mata Atlântica – representando aumento de 57,7% em relação ao período anterior.
08 A preocupação com o ambiente deveria estar mais presente nos debates políticos, nas campanhas
09 eleitorais e na educação. A consciência de cada um é fundamental, sem dúvida, mas depende do
10 engajamento do poder público. O cuidado com a água, o tratamento do esgoto, a poluição do ar e o destino
11 correto do lixo são atribuições da administração pública. Da mesma forma a ocupação correta do solo, a
12 preservação da natureza, da fauna e da flora. Há inúmeros projetos de uso sustentável dos recursos,
13 experiência de sucesso com energias renováveis, técnicas de plantio ecológicas. Cidades como
14 Florianópolis que vivem da exploração da beleza natural não podem estar dissociadas de políticas
15 intensivas de cuidado com o ambiente e a qualidade de vida.
16 Não se trata de deixar tudo como está apenas para ser contemplado e sim de permitir que todos possam
17 usufruir deste meio ambiente de forma sustentável. É possível ter marinas, navegar pelas baías, ter
18 empreendimentos de turismo em áreas de preservação sem destruir. O que não é admissível é que não
19 tenhamos 100% de esgoto tratado e os rios sejam poluídos. Impossível admitir a ocupação irregular de áreas
20 de preservação e de risco, com moradias precárias. Há centenas de bons exemplos em meio ao descaso
21 histórico com o destino correto do lixo, com as áreas verdes e com as praias. Meio ambiente saudável é
22 absolutamente compatível com desenvolvimento econômico.

Disponível em https://ndmais.com.br/opiniao/editorial/meio-ambiente/. Acesso em: 27 Ago 2024.

Assinale a alternativa que melhor reflete o argumento principal do TEXTO II:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Argumento central do editorial: o poder público é essencial para avanços ambientais.

O editorial reconhece a importância da consciência individual, mas afirma que ela depende do engajamento do poder público. Aponta o cuidado com água, esgoto, ar, lixo e solo como atribuições da administração pública. O argumento central é que a participação do poder público é essencial para progredir na questão ambiental.

Análise das alternativas

A) A consciência individual é apenas um ponto, e não o central. B) A remoção de moradias é um detalhe, não o argumento principal. C) O texto diz o contrário: meio ambiente saudável é compatível com desenvolvimento econômico. D) O texto não hierarquiza esgoto sobre conservação.

Referência: Interpretação de texto: tese/argumento principal de editorial.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções Coordenativas Adversativas

Colégio Militar de Curitiba (DECEx – DEPA) 2024 Fundamental

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Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o editorial (TEXTO II) e responda às questões 32 e 33.

TEXTO II

Meio Ambiente

01 O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste 5 de junho, foi instituído há 45 anos, durante a
02 Conferência de Estocolmo, um marco no modo de ver e tratar as questões ambientais. Apesar das
03 discussões, dos avanços das legislações e até dos tratados internacionais, o embate entre ambientalistas,
04 Poder Público e poder econômico continua presente. O desmatamento da Mata Atlântica nos dá uma ideia
05 do quanto ainda é frágil a política ambiental no Brasil. Os dados do Atlas da Mata Atlântica referentes a
06 período anteriores mostram desmatamento de 29.075 hectares (ha), ou 290 km², nos 17 estados do bioma
07 Mata Atlântica – representando aumento de 57,7% em relação ao período anterior.
08 A preocupação com o ambiente deveria estar mais presente nos debates políticos, nas campanhas
09 eleitorais e na educação. A consciência de cada um é fundamental, sem dúvida, mas depende do
10 engajamento do poder público. O cuidado com a água, o tratamento do esgoto, a poluição do ar e o destino
11 correto do lixo são atribuições da administração pública. Da mesma forma a ocupação correta do solo, a
12 preservação da natureza, da fauna e da flora. Há inúmeros projetos de uso sustentável dos recursos,
13 experiência de sucesso com energias renováveis, técnicas de plantio ecológicas. Cidades como
14 Florianópolis que vivem da exploração da beleza natural não podem estar dissociadas de políticas
15 intensivas de cuidado com o ambiente e a qualidade de vida.
16 Não se trata de deixar tudo como está apenas para ser contemplado e sim de permitir que todos possam
17 usufruir deste meio ambiente de forma sustentável. É possível ter marinas, navegar pelas baías, ter
18 empreendimentos de turismo em áreas de preservação sem destruir. O que não é admissível é que não
19 tenhamos 100% de esgoto tratado e os rios sejam poluídos. Impossível admitir a ocupação irregular de áreas
20 de preservação e de risco, com moradias precárias. Há centenas de bons exemplos em meio ao descaso
21 histórico com o destino correto do lixo, com as áreas verdes e com as praias. Meio ambiente saudável é
22 absolutamente compatível com desenvolvimento econômico.

Disponível em https://ndmais.com.br/opiniao/editorial/meio-ambiente/. Acesso em: 27 Ago 2024.

Leia o período a seguir, retirado do editorial, e observe a conjunção em destaque: "A consciência de cada um é fundamental, sem dúvida, mas depende do engajamento do Poder Público.", linhas 09 e 10. Qual é o valor semântico da conjunção destacada?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Mas' é conjunção adversativa (adversidade).

O período opõe duas ideias: a consciência individual é fundamental, mas depende do engajamento do poder público. O 'mas' expressa contraste, portanto adversidade.

Análise das alternativas

A) Alternância seria 'ou... ou'. B) Conclusão seria 'logo' ou 'portanto'. D) Explicação seria 'pois' ou 'porque'. E) Adição seria 'e'.

Referência: Conjunções coordenativas adversativas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tirinha — Linguagem Verbal e Não Verbal e Funções da Linguagem

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Colégio Militar de Curitiba · Aluno — 1º ano do Ensino Médio

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Texto-base:
Leia o TEXTO III e responda às questões 34 a 36.

TEXTO III

Tirinha em quatro quadrinhos. 1: o menino pergunta à mãe, que rega plantas: “Mãe, o que é esse tal de efeito estufa?”. 2: a mãe responde: “Dizem que os poluentes que lançamos no ar irão reter o calor do Sol e derreter as calotas polares!”. 3: o menino, de boca aberta e braços abertos, grita: “Claro que você já vai ter batido as botas, mas eu não. Que belo planeta vocês estão deixando para mim, hein?”. 4: a mãe pensa “Isso vindo de um moleque que quer ir de carro a qualquer lugar mais longe que um quarteirão.” e diz: “Ei, não me falaram nada sobre as calotas polares, tá?”.
Disponível em https://ecokidsecoteens.mpba.mp.br/noticias/sobre-hq-diversificando-quadrinhos-e-vinhetas.Acesso em 01 Set 2024.

Com relação à tirinha, TEXTO III, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta:
I. A presença de expressões coloquiais nos diálogos aproxima os interlocutores do contexto comunicativo.
II. As informações não verbais do texto são meramente ilustrativas e servem somente para representar a realidade.
III. No primeiro quadrinho, temos a presença de um vocativo, “mãe”, característico da função fática da linguagem.
IV. No primeiro quadrinho, a fisionomia do personagem demonstra certa mansidão, o que fica explícito, na fala, pelo uso da expressão “tal de”.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Período Composto — Orações Subordinadas e Coordenadas

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Texto-base:
Leia o TEXTO III e responda às questões 34 a 36.

TEXTO III

Tirinha em quatro quadrinhos. 1: o menino pergunta à mãe, que rega plantas: “Mãe, o que é esse tal de efeito estufa?”. 2: a mãe responde: “Dizem que os poluentes que lançamos no ar irão reter o calor do Sol e derreter as calotas polares!”. 3: o menino, de boca aberta e braços abertos, grita: “Claro que você já vai ter batido as botas, mas eu não. Que belo planeta vocês estão deixando para mim, hein?”. 4: a mãe pensa “Isso vindo de um moleque que quer ir de carro a qualquer lugar mais longe que um quarteirão.” e diz: “Ei, não me falaram nada sobre as calotas polares, tá?”.
Disponível em https://ecokidsecoteens.mpba.mp.br/noticias/sobre-hq-diversificando-quadrinhos-e-vinhetas.Acesso em 01 Set 2024.

Com relação à tirinha, TEXTO III, é correto afirmar que no segundo quadrinho:

I. “Dizem” é o elemento verbal cujo sujeito classificamos como indefinido.
II. “que os poluentes irão reter o calor do Sol” é uma oração subordinada substantiva subjetiva.
III. “do Sol” e “que lançamos no ar” exercem funções semelhantes que de atribuir uma característica.
IV. “[...] e derreter as calotas polares!” é classificada como uma oração coordenada sindética aditiva.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Tirinha — Interpretação de Elementos Verbais e Não Verbais

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Texto-base:
Leia o TEXTO III e responda às questões 34 a 36.

TEXTO III

Tirinha em quatro quadrinhos. 1: o menino pergunta à mãe, que rega plantas: “Mãe, o que é esse tal de efeito estufa?”. 2: a mãe responde: “Dizem que os poluentes que lançamos no ar irão reter o calor do Sol e derreter as calotas polares!”. 3: o menino, de boca aberta e braços abertos, grita: “Claro que você já vai ter batido as botas, mas eu não. Que belo planeta vocês estão deixando para mim, hein?”. 4: a mãe pensa “Isso vindo de um moleque que quer ir de carro a qualquer lugar mais longe que um quarteirão.” e diz: “Ei, não me falaram nada sobre as calotas polares, tá?”.
Disponível em https://ecokidsecoteens.mpba.mp.br/noticias/sobre-hq-diversificando-quadrinhos-e-vinhetas.Acesso em 01 Set 2024.

No terceiro quadrinho, os elementos verbais e não verbais indicam:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Orações Subordinadas Substantivas Reduzidas de Infinitivo

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Texto-base:
Leia o TEXTO IV e responda à questão 37.

TEXTO IV

Tirinha em três quadrinhos com um menino, uma menina de óculos e um sapo no chão. 1: o menino diz: “Não precisa ter vergonha de usar óculos, Ana...”. 2: “Existem problemas de visão muito piores...”. 3: “Muita gente não consegue enxergar além das aparências!”.
Disponível: https://br.pinterest.com/pin/4292562129962589/ Acesso em 01 Set 24.

Com base na tirinha, TEXTO IV, é correto afirmar que:
I. “Ter vergonha” é uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo.
II. “de usar óculos” é uma oração subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo.
III. “enxergar além das aparências” é uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo.
IV. em “existem problemas de visão muito piores”, temos a presença de um sujeito simples.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Semântica — Sentido de Nomes Próprios

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Texto-base:
Leia o TEXTO V e responda à questão 38 a 40.

TEXTO V
O aluno computador

01 Era uma vez um jovem casal muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com grande ansiedade o
02 filho que nasceria.
03 Transcorridos os nove meses de gravidez, ela deu à luz um lindo computador! Que felicidade ter um
04 computador como filho! Era o filho que desejavam! Por isso eles haviam rezado muito, durante toda a
05 gravidez. O batizado foi uma festança. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam que uma
06 memória perfeita é o essencial para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória
07 perfeita vão bem na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
08 E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo o que os professores ensinavam. E não
09 reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que lhes eram ensinadas não faziam
10 sentido. Não aprendiam. Tiravam notas ruins. Ficavam de recuperação, o que não acontecia com
11 Memorioso.
12 Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair raiz quadrada, reações químicas, fórmulas
13 de física, acidentes geográficos, datas de eventos históricos, regras de gramática, livros inteiros. A memória
14 de Memorioso era perfeita.
15 Ele só tirava dez. E isso era motivo de grande orgulho para os seus pais. Os outros casais, pais e mães
16 dos colegas de Memorioso, morriam de inveja. Quando seus filhos chegavam em casa trazendo boletins
17 com notas vermelhas, eles gritavam: “Por que você não é como o Memorioso?”.
18 Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
19 outdoors. Apareceu na televisão como exemplo a ser seguido por todos os jovens. Na universidade, foi a
20 mesma coisa. Só tirava dez. Chegou, finalmente, o dia tão esperado: a formatura. Memorioso foi o grande
21 herói, elogiado pelos professores. Ganhou medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no Instituto de
22 Tecnologia de Massachusetts. Depois da cerimônia acadêmica, estavam todos felizes no jantar. Até que
23 uma linda moça se aproximou de Memorioso: “Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta”, disse a jovem.
24 “Pode fazer”, respondeu Memorioso, confiante.
25 Ele sabia todas as respostas. Aí ela fez a pergunta: “De tudo o que você tem memorizado, o que mais te
26 comove?”.
27 Memorioso ficou em silêncio. Aquela pergunta nunca lhe havia sido feita. Os circuitos de sua memória
28 funcionavam com a velocidade da luz procurando a resposta. Mas ela não estava registrada em sua
29 memória. Onde poderia estar? Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
30 repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua cabeça,
31 enquanto a fumaça saía por suas orelhas.
32 Memorioso primeiro travou. Deixou de responder a estímulos. Depois apagou, entrou em coma. Levado
33 às pressas para o hospital de computadores, verificaram que o seu disco rígido estava irreparavelmente
34 danificado. Há perguntas para as quais a memória perfeita não consegue responder. É preciso coração.
ALVES, Rubem. O aluno computador. Revista Educação, 2011. Disponível em http://www.revistaeducacao.com.br/o-aluno-computador/. Acesso em 07 Mai 2018. Adaptado.

O nome dado à criança, “Memorioso”, sugere o sentido de:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O nome 'Memorioso' sugere perfeição.

O nome vem de 'memória' e foi dado porque os pais julgavam que uma memória perfeita é essencial para a boa educação. Ele sugere a ideia de perfeição, do filho ideal que nunca erra e só tira dez.

Análise das alternativas

A) Mutação: o personagem não muda. B) Afetividade: o nome remete à memória, e o texto critica justamente a falta de emoção. D) Depreciação: os pais o valorizavam. E) Intolerância: não há relação com o nome.

Referência: Semântica e interpretação de texto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Período Composto — Orações Coordenadas e Subordinadas Adjetivas

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Texto-base:
Leia o TEXTO V e responda à questão 38 a 40.

TEXTO V
O aluno computador

01 Era uma vez um jovem casal muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com grande ansiedade o
02 filho que nasceria.
03 Transcorridos os nove meses de gravidez, ela deu à luz um lindo computador! Que felicidade ter um
04 computador como filho! Era o filho que desejavam! Por isso eles haviam rezado muito, durante toda a
05 gravidez. O batizado foi uma festança. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam que uma
06 memória perfeita é o essencial para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória
07 perfeita vão bem na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
08 E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo o que os professores ensinavam. E não
09 reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que lhes eram ensinadas não faziam
10 sentido. Não aprendiam. Tiravam notas ruins. Ficavam de recuperação, o que não acontecia com
11 Memorioso.
12 Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair raiz quadrada, reações químicas, fórmulas
13 de física, acidentes geográficos, datas de eventos históricos, regras de gramática, livros inteiros. A memória
14 de Memorioso era perfeita.
15 Ele só tirava dez. E isso era motivo de grande orgulho para os seus pais. Os outros casais, pais e mães
16 dos colegas de Memorioso, morriam de inveja. Quando seus filhos chegavam em casa trazendo boletins
17 com notas vermelhas, eles gritavam: “Por que você não é como o Memorioso?”.
18 Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
19 outdoors. Apareceu na televisão como exemplo a ser seguido por todos os jovens. Na universidade, foi a
20 mesma coisa. Só tirava dez. Chegou, finalmente, o dia tão esperado: a formatura. Memorioso foi o grande
21 herói, elogiado pelos professores. Ganhou medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no Instituto de
22 Tecnologia de Massachusetts. Depois da cerimônia acadêmica, estavam todos felizes no jantar. Até que
23 uma linda moça se aproximou de Memorioso: “Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta”, disse a jovem.
24 “Pode fazer”, respondeu Memorioso, confiante.
25 Ele sabia todas as respostas. Aí ela fez a pergunta: “De tudo o que você tem memorizado, o que mais te
26 comove?”.
27 Memorioso ficou em silêncio. Aquela pergunta nunca lhe havia sido feita. Os circuitos de sua memória
28 funcionavam com a velocidade da luz procurando a resposta. Mas ela não estava registrada em sua
29 memória. Onde poderia estar? Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
30 repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua cabeça,
31 enquanto a fumaça saía por suas orelhas.
32 Memorioso primeiro travou. Deixou de responder a estímulos. Depois apagou, entrou em coma. Levado
33 às pressas para o hospital de computadores, verificaram que o seu disco rígido estava irreparavelmente
34 danificado. Há perguntas para as quais a memória perfeita não consegue responder. É preciso coração.
ALVES, Rubem. O aluno computador. Revista Educação, 2011. Disponível em http://www.revistaeducacao.com.br/o-aluno-computador/. Acesso em 07 Mai 2018. Adaptado.

No período “Ela estava grávida e eles esperavam com grande ansiedade o filho que nasceria”, linhas 01 e 02, é correto afirmar que temos:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Classificação das orações de 'Ela estava grávida e eles esperavam... o filho que nasceria'.

'Ela estava grávida' é coordenada assindética (a primeira do período). 'e eles esperavam...' é coordenada sindética aditiva. 'que nasceria' é subordinada adjetiva restritiva, pois restringe 'o filho' (aquele que nasceria).

Análise das alternativas

A) e D) Não há explicação ('e' é aditivo) e a adjetiva não é explicativa. B) A sindética não é explicativa. C) Não há conclusiva, e a adjetiva é restritiva.

Referência: Período composto por coordenação e orações subordinadas adjetivas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Período Composto — Orações Subordinadas Adverbiais e Substantivas

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Leia o TEXTO V e responda à questão 38 a 40.

TEXTO V
O aluno computador

01 Era uma vez um jovem casal muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com grande ansiedade o
02 filho que nasceria.
03 Transcorridos os nove meses de gravidez, ela deu à luz um lindo computador! Que felicidade ter um
04 computador como filho! Era o filho que desejavam! Por isso eles haviam rezado muito, durante toda a
05 gravidez. O batizado foi uma festança. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam que uma
06 memória perfeita é o essencial para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória
07 perfeita vão bem na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
08 E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo o que os professores ensinavam. E não
09 reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que lhes eram ensinadas não faziam
10 sentido. Não aprendiam. Tiravam notas ruins. Ficavam de recuperação, o que não acontecia com
11 Memorioso.
12 Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair raiz quadrada, reações químicas, fórmulas
13 de física, acidentes geográficos, datas de eventos históricos, regras de gramática, livros inteiros. A memória
14 de Memorioso era perfeita.
15 Ele só tirava dez. E isso era motivo de grande orgulho para os seus pais. Os outros casais, pais e mães
16 dos colegas de Memorioso, morriam de inveja. Quando seus filhos chegavam em casa trazendo boletins
17 com notas vermelhas, eles gritavam: “Por que você não é como o Memorioso?”.
18 Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
19 outdoors. Apareceu na televisão como exemplo a ser seguido por todos os jovens. Na universidade, foi a
20 mesma coisa. Só tirava dez. Chegou, finalmente, o dia tão esperado: a formatura. Memorioso foi o grande
21 herói, elogiado pelos professores. Ganhou medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no Instituto de
22 Tecnologia de Massachusetts. Depois da cerimônia acadêmica, estavam todos felizes no jantar. Até que
23 uma linda moça se aproximou de Memorioso: “Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta”, disse a jovem.
24 “Pode fazer”, respondeu Memorioso, confiante.
25 Ele sabia todas as respostas. Aí ela fez a pergunta: “De tudo o que você tem memorizado, o que mais te
26 comove?”.
27 Memorioso ficou em silêncio. Aquela pergunta nunca lhe havia sido feita. Os circuitos de sua memória
28 funcionavam com a velocidade da luz procurando a resposta. Mas ela não estava registrada em sua
29 memória. Onde poderia estar? Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
30 repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua cabeça,
31 enquanto a fumaça saía por suas orelhas.
32 Memorioso primeiro travou. Deixou de responder a estímulos. Depois apagou, entrou em coma. Levado
33 às pressas para o hospital de computadores, verificaram que o seu disco rígido estava irreparavelmente
34 danificado. Há perguntas para as quais a memória perfeita não consegue responder. É preciso coração.
ALVES, Rubem. O aluno computador. Revista Educação, 2011. Disponível em http://www.revistaeducacao.com.br/o-aluno-computador/. Acesso em 07 Mai 2018. Adaptado.

Observe o excerto: “Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial para uma boa educação.”, linhas 05 e 06. É correto afirmar que temos um período composto por:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Análise do período: principal + causal + subordinada substantiva objetiva direta.

'Deram-lhe o nome de Memorioso' é a oração principal. 'porque julgavam' é adverbial causal. 'que uma memória perfeita é o essencial...' completa o verbo transitivo direto 'julgavam' e é substantiva objetiva direta.

Análise das alternativas

B) Não há predicativo: a oração não completa um verbo de ligação. C) A ordem e a classificação estão erradas, pois a principal vem primeiro e não há sujeito oracional. D) e E) Não há ideia de condição ('porque' é causal).

Referência: Período composto por subordinação: adverbiais e substantivas.

Resolução comentada do VaiConcursos.