← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito Gabarito disponível Principal evidência do declínio da saúde mental dos adolescentes no Texto 1. O autor abre o texto com estatísticas: as taxas de depressão e ansiedade subiram mais de 50% entre 2010 e 2019, e o problema se repetiu em vários países (Canadá, Reino Unido, Austrália etc.). É a evidência central do declínio da saúde mental. A) O texto não traz o maior uso de dispositivos como evidência do declínio. B) O texto não menciona aumento de violência nem evasão escolar. C) Não há menção a mudanças em políticas sociais e educacionais. D) Não se fala em diminuição de atividades físicas. Referência: Interpretação de texto: identificação de argumentos e evidências. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Classificar o "que" como conjunção subordinativa adverbial. Em "menos interesse em ter filhos do que as gerações anteriores", o "que" faz parte de "do que" e introduz o segundo termo de uma comparação. Por isso é conjunção subordinativa adverbial comparativa. A) "que vivam": conjunção subordinativa integrante (oração subjetiva). B) "mostra que o declínio...": conjunção integrante (objetiva direta). D) "dizem que é mais difícil": conjunção integrante (objetiva direta). E) "sinais de que algo deu errado": conjunção integrante (completiva nominal). Referência: Morfologia e sintaxe: classificação do "que"; orações subordinadas adverbiais comparativas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Identificar a afirmação verdadeira segundo o Texto 3. O texto diz que as plataformas "fornecem um fluxo constante e imprevisível de feedback social" (curtidas, comentários, notificações), e que isso influencia como os jovens reagem às situações sociais na vida real. É exatamente o que afirma a alternativa D. A) Falsa: o texto diz que as redes estão "longe de ser uma moda passageira". B) Falsa: o texto também trata de usuários com vício em geral (estudo com vinte usuários), não só de adolescentes. C) Falsa: eles ficam mais sensíveis às recompensas e punições sociais. E) Falsa: a mudança na massa cinzenta foi achado do estudo da Universidade da Califórnia do Sul, não da Carolina do Norte. Referência: Interpretação de texto: compreensão de informações explícitas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Tipologia do texto de divulgação científica sobre redes sociais e cérebro. O gabarito oficial é argumentativo. O texto trata dos efeitos nocivos do uso excessivo das redes sociais e sustenta essa ideia com estudos e resultados, para convencer o leitor de que o uso abusivo altera o cérebro. Isso aparece na tese inicial e na conclusão ("o uso abusivo de redes sociais causa alterações anatômicas no cérebro"). A) Errada: não há narração de história fictícia. B) Errada: o texto não dá ordens nem instruções ao leitor. D) Errada: não predomina a descrição de pessoas ou cenas, e sim a apresentação de estudos e conclusões. E) Errada: o texto relata pesquisas já feitas e não faz previsões. Referência: Tipologia textual: dissertativo-argumentativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os dois textos permitem concluir que é importante investigar melhor a relação entre redes sociais e saúde mental. O Texto 1 aponta aumento de problemas de saúde mental entre adolescentes a partir de 2010. O Texto 3 mostra estudos sobre efeitos das redes no cérebro. Juntos, sugerem relação que merece investigação mais profunda, sem afirmações absolutas. A) Generaliza e não é concluído por ambos. B) Contraria o Texto 1, que fala de consequências profundas. C) Proibição não é defendida. D) Atribui culpa única à tecnologia, o que os textos não afirmam. Referência: Inferência a partir da leitura comparada de textos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O argumento central é que bloquear alguém funciona simbolicamente como uma morte, um afastamento social. Carrasco diz que, nas redes, 'uma pessoa existe ou não existe'. Bloquear ou excluir alguém equivale simbolicamente a um assassinato, ou seja, a um afastamento social que as pessoas excluídas sentem. A) O texto não faz essa afirmação central. B) O texto mostra que o impacto é grande. D) Ele afirma o contrário: hoje é mais fácil sumir com alguém. E) O autor diz acreditar nas relações de carne e osso. Referência: Interpretação de texto argumentativo (crônica de Walcyr Carrasco). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível A tese é que a busca por aceitação social nas redes pode levar à superexposição e a riscos. A tese está no 1º parágrafo: a necessidade de aceitação social leva à dependência das redes, e as pessoas ficam vulneráveis a riscos devido à superexposição. A conclusão retoma a ideia de evitar a superexposição. A) As crianças são só um exemplo secundário. B) Perfis falsos não são tratados. C) A origem militar dos computadores é só um argumento. D) O texto critica a superexposição, não defende as redes como indispensáveis. Referência: Identificação da tese em texto dissertativo-argumentativo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O segundo parágrafo usa argumento histórico. O parágrafo recorre ao passado dos computadores, criados para fins militares e usados para espionar países, e liga isso à espionagem pessoal atual. Isso caracteriza o argumento histórico, que usa fatos do passado para sustentar a ideia. B) A autoridade (Polícia Militar) aparece no 3º parágrafo. C) Não há comparação central. D) Não há dados ou pesquisas comprovando. E) A relação causa e consequência aparece no 1º parágrafo. Referência: Tipos de argumento no texto dissertativo-argumentativo. Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar de Fortaleza — Processo Seletivo 2024/2025 — Admissão ao 1º ano do Ensino Médio — Exame Intelectual — Matemática e Língua Portuguesa
TEXTO 1
Os terríveis custos de uma infância baseada no telefone¹ ²
Jonathan Haidt
Algo repentino e terrivelmente errado aconteceu com os adolescentes no início da década de
2010. Alguém provavelmente já viu as estatísticas: as taxas de depressão e ansiedade nos Estados
Unidos – bastante estáveis na década de 2000 – aumentaram mais de 50% em muitos estudos de 2010
a 2019. A taxa de suicídio aumentou 48% entre adolescentes de 10 a 19 anos. Para meninas de 10 a 14
5 anos, cresceu 131%.
O problema não se limitou aos EUA: padrões semelhantes surgiram na mesma época no Canadá,
no Reino Unido, na Austrália, na Nova Zelândia, nos países nórdicos e noutros países. De acordo com
uma variedade de medidas e em vários países, os membros da Geração Z (nascidos em e após 1996)
sofrem de ansiedade, depressão, automutilação e distúrbios relacionados em níveis mais elevados do
10 que qualquer outra geração para a qual temos dados.
O declínio da saúde mental é apenas um dos muitos sinais de que algo deu errado. A solidão e
a falta de amigos entre os adolescentes americanos começaram a aumentar por volta de 2012. O
desempenho acadêmico também diminuiu. De acordo com o The Nation’s Report Card, as pontuações
em leitura e matemática começaram a diminuir para os estudantes norte-americanos depois de 2012,
15 revertendo décadas de aumento lento, mas geralmente constante. O PISA, a principal medida
internacional de tendências educativas, mostra que o declínio na matemática, na leitura e nas ciências
ocorreu a nível mundial, também a partir do início da década de 2010.
À medida que os membros mais velhos da Geração Z chegam aos 20 anos, seus problemas são
transferidos para a idade adulta. Os jovens adultos demonstram menos interesse em ter filhos do que
20 as gerações anteriores. É mais provável que vivam com os pais. Eles são menos propensos a conseguir
empregos na adolescência, e os gestores dizem que é mais difícil trabalhar com eles. Muitas dessas
tendências começaram com as gerações anteriores, mas a maioria delas acelerou com a Geração Z.
Pesquisas mostram que os membros da Geração Z também são mais tímidos e mais avessos ao
risco do que as gerações anteriores, e a aversão ao risco pode torná-los menos ambiciosos. Em uma
25 entrevista em maio passado, o cofundador da OpenAI, Sam Altman, e o cofundador da Stripe, Patrick
Collison, observaram que, pela primeira vez desde a década de 1970, nenhum dos empreendedores
proeminentes do Vale do Silício tem menos de 30 anos. Em uma indústria notoriamente jovem, eles
ficaram perplexos com a ausência repentina de grandes fundadores na casa dos 20 anos.
As gerações não são monolíticas, é claro. Muitos jovens são brilhantes, prósperos. No entanto,
30 como um todo, a Geração Z apresenta problemas de saúde mental e está atrás das gerações anteriores
em muitos parâmetros importantes. E se uma geração tiver um desempenho fraco – se estiver mais
ansiosa e deprimida e estiver iniciando famílias, carreiras e empresas importantes a um ritmo
substancialmente inferior ao das gerações anteriores – então as consequências sociológicas e
econômicas serão profundas para toda a sociedade.
35 [...]
¹ Este artigo foi adaptado do próximo livro de Jonathan Haidt, The anxious generation: how the great rewiring of childhood is causing an epidemic of mental illness. Jonathan Haidt é psicólogo social na Stern School of Business da NYU e escreve no After Babel Substack. Ele também é coautor de The coddling of the american mind.
² Artigo traduzido e formatado para fins didáticos por João Carlos Rodrigues da Silva, acadêmico de Psicologia no Centro Universitário Ateneu e professor de Língua Portuguesa/Redação do Colégio Militar de Fortaleza.
Segundo o TEXTO 1, qual a principal evidência apresentada para sustentar a afirmação de que houve um declínio significativo na saúde mental de adolescentes a partir da década de 2010?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
Os terríveis custos de uma infância baseada no telefone¹ ²
Jonathan Haidt
Algo repentino e terrivelmente errado aconteceu com os adolescentes no início da década de
2010. Alguém provavelmente já viu as estatísticas: as taxas de depressão e ansiedade nos Estados
Unidos – bastante estáveis na década de 2000 – aumentaram mais de 50% em muitos estudos de 2010
a 2019. A taxa de suicídio aumentou 48% entre adolescentes de 10 a 19 anos. Para meninas de 10 a 14
5 anos, cresceu 131%.
O problema não se limitou aos EUA: padrões semelhantes surgiram na mesma época no Canadá,
no Reino Unido, na Austrália, na Nova Zelândia, nos países nórdicos e noutros países. De acordo com
uma variedade de medidas e em vários países, os membros da Geração Z (nascidos em e após 1996)
sofrem de ansiedade, depressão, automutilação e distúrbios relacionados em níveis mais elevados do
10 que qualquer outra geração para a qual temos dados.
O declínio da saúde mental é apenas um dos muitos sinais de que algo deu errado. A solidão e
a falta de amigos entre os adolescentes americanos começaram a aumentar por volta de 2012. O
desempenho acadêmico também diminuiu. De acordo com o The Nation’s Report Card, as pontuações
em leitura e matemática começaram a diminuir para os estudantes norte-americanos depois de 2012,
15 revertendo décadas de aumento lento, mas geralmente constante. O PISA, a principal medida
internacional de tendências educativas, mostra que o declínio na matemática, na leitura e nas ciências
ocorreu a nível mundial, também a partir do início da década de 2010.
À medida que os membros mais velhos da Geração Z chegam aos 20 anos, seus problemas são
transferidos para a idade adulta. Os jovens adultos demonstram menos interesse em ter filhos do que
20 as gerações anteriores. É mais provável que vivam com os pais. Eles são menos propensos a conseguir
empregos na adolescência, e os gestores dizem que é mais difícil trabalhar com eles. Muitas dessas
tendências começaram com as gerações anteriores, mas a maioria delas acelerou com a Geração Z.
Pesquisas mostram que os membros da Geração Z também são mais tímidos e mais avessos ao
risco do que as gerações anteriores, e a aversão ao risco pode torná-los menos ambiciosos. Em uma
25 entrevista em maio passado, o cofundador da OpenAI, Sam Altman, e o cofundador da Stripe, Patrick
Collison, observaram que, pela primeira vez desde a década de 1970, nenhum dos empreendedores
proeminentes do Vale do Silício tem menos de 30 anos. Em uma indústria notoriamente jovem, eles
ficaram perplexos com a ausência repentina de grandes fundadores na casa dos 20 anos.
As gerações não são monolíticas, é claro. Muitos jovens são brilhantes, prósperos. No entanto,
30 como um todo, a Geração Z apresenta problemas de saúde mental e está atrás das gerações anteriores
em muitos parâmetros importantes. E se uma geração tiver um desempenho fraco – se estiver mais
ansiosa e deprimida e estiver iniciando famílias, carreiras e empresas importantes a um ritmo
substancialmente inferior ao das gerações anteriores – então as consequências sociológicas e
econômicas serão profundas para toda a sociedade.
35 [...]
¹ Este artigo foi adaptado do próximo livro de Jonathan Haidt, The anxious generation: how the great rewiring of childhood is causing an epidemic of mental illness. Jonathan Haidt é psicólogo social na Stern School of Business da NYU e escreve no After Babel Substack. Ele também é coautor de The coddling of the american mind.
² Artigo traduzido e formatado para fins didáticos por João Carlos Rodrigues da Silva, acadêmico de Psicologia no Centro Universitário Ateneu e professor de Língua Portuguesa/Redação do Colégio Militar de Fortaleza.
Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, a palavra QUE é classificada como conjunção subordinativa adverbial.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
Os terríveis custos de uma infância baseada no telefone¹ ²
Jonathan Haidt
Algo repentino e terrivelmente errado aconteceu com os adolescentes no início da década de
2010. Alguém provavelmente já viu as estatísticas: as taxas de depressão e ansiedade nos Estados
Unidos – bastante estáveis na década de 2000 – aumentaram mais de 50% em muitos estudos de 2010
a 2019. A taxa de suicídio aumentou 48% entre adolescentes de 10 a 19 anos. Para meninas de 10 a 14
5 anos, cresceu 131%.
O problema não se limitou aos EUA: padrões semelhantes surgiram na mesma época no Canadá,
no Reino Unido, na Austrália, na Nova Zelândia, nos países nórdicos e noutros países. De acordo com
uma variedade de medidas e em vários países, os membros da Geração Z (nascidos em e após 1996)
sofrem de ansiedade, depressão, automutilação e distúrbios relacionados em níveis mais elevados do
10 que qualquer outra geração para a qual temos dados.
O declínio da saúde mental é apenas um dos muitos sinais de que algo deu errado. A solidão e
a falta de amigos entre os adolescentes americanos começaram a aumentar por volta de 2012. O
desempenho acadêmico também diminuiu. De acordo com o The Nation’s Report Card, as pontuações
em leitura e matemática começaram a diminuir para os estudantes norte-americanos depois de 2012,
15 revertendo décadas de aumento lento, mas geralmente constante. O PISA, a principal medida
internacional de tendências educativas, mostra que o declínio na matemática, na leitura e nas ciências
ocorreu a nível mundial, também a partir do início da década de 2010.
À medida que os membros mais velhos da Geração Z chegam aos 20 anos, seus problemas são
transferidos para a idade adulta. Os jovens adultos demonstram menos interesse em ter filhos do que
20 as gerações anteriores. É mais provável que vivam com os pais. Eles são menos propensos a conseguir
empregos na adolescência, e os gestores dizem que é mais difícil trabalhar com eles. Muitas dessas
tendências começaram com as gerações anteriores, mas a maioria delas acelerou com a Geração Z.
Pesquisas mostram que os membros da Geração Z também são mais tímidos e mais avessos ao
risco do que as gerações anteriores, e a aversão ao risco pode torná-los menos ambiciosos. Em uma
25 entrevista em maio passado, o cofundador da OpenAI, Sam Altman, e o cofundador da Stripe, Patrick
Collison, observaram que, pela primeira vez desde a década de 1970, nenhum dos empreendedores
proeminentes do Vale do Silício tem menos de 30 anos. Em uma indústria notoriamente jovem, eles
ficaram perplexos com a ausência repentina de grandes fundadores na casa dos 20 anos.
As gerações não são monolíticas, é claro. Muitos jovens são brilhantes, prósperos. No entanto,
30 como um todo, a Geração Z apresenta problemas de saúde mental e está atrás das gerações anteriores
em muitos parâmetros importantes. E se uma geração tiver um desempenho fraco – se estiver mais
ansiosa e deprimida e estiver iniciando famílias, carreiras e empresas importantes a um ritmo
substancialmente inferior ao das gerações anteriores – então as consequências sociológicas e
econômicas serão profundas para toda a sociedade.
35 [...]
¹ Este artigo foi adaptado do próximo livro de Jonathan Haidt, The anxious generation: how the great rewiring of childhood is causing an epidemic of mental illness. Jonathan Haidt é psicólogo social na Stern School of Business da NYU e escreve no After Babel Substack. Ele também é coautor de The coddling of the american mind.
² Artigo traduzido e formatado para fins didáticos por João Carlos Rodrigues da Silva, acadêmico de Psicologia no Centro Universitário Ateneu e professor de Língua Portuguesa/Redação do Colégio Militar de Fortaleza.
No trecho “As gerações não são monolíticas, é claro. Muitos jovens são brilhantes, prósperos.” (l. 29), o vocábulo em destaque pode ser substituído, sem alterar o sentido, por:
Reprodução do trecho com o destaque original:
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TEXTO 2
Origem e história das redes sociais
As redes sociais são fruto do avanço da internet, cujo boom aconteceu no início do milênio. Veja no quadro abaixo como esse percurso aconteceu.
Ano | Acontecimento
1994 | Foi lançado o GeoCities, a primeira comunidade que se assemelha a uma rede social. O GeoCities que, no entanto, não existe mais, orientava as pessoas para que elas próprias criassem suas páginas na internet.
1995 | Surgiu o The Globe, que dava aos internautas a oportunidade de interagir com um grupo de pessoas. Ainda nesse ano também surgiu uma plataforma que permitia a interação com antigos colegas da escola, o Classmates.
2000 | Surgiu o Fotolog, uma plataforma que, desta vez, tinha como foco a publicação de fotografias.
2002 | Surgiu o que é considerada a primeira verdadeira rede social, o Friendster. No mesmo ano foi lançado o LinkedIn, a maior rede social de caráter profissional do mundo.
2004 | Foram criadas as redes sociais mais populares, o Orkut, o Flickr e o Facebook.
• O Flickr é uma rede social voltada para aqueles que gostam de compartilhar fotografias.
• O Orkut foi o mais popular dentre os brasileiros durante aproximadamente 7 anos, quando perdeu esse título para o Facebook em 2011.
• O Facebook é atualmente a rede social mais popular no mundo.
2006 | Ano de criação do Twitter, atualmente chamado de X, um microblog que se popularizou por permitir publicações com limite de 140 caracteres.
2010 | Foi neste ano que o aplicativo Instagram foi considerado uma rede social, pois permitia que os usuários curtissem e comentassem as fotos postadas.
2011 | Foi criado o Google+, pertencente aos serviços da Google e que vinculava seus usuários a esta rede. Ele não se popularizou e suas atividades foram encerradas no final de 2018. Também foi neste ano que surgiu o Snapchat, um aplicativo que permite aos usuários tirar fotos e gravar vídeos de forma personalizada, inserindo textos e desenhos. A principal característica desta rede social é que seus vídeos têm um limite de 10 segundos.
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/redes-sociais/. Acesso em: 16 set. 2024 (adaptado).
No trecho “Surgiu o The Globe, que dava aos internautas a oportunidade de interagir com um grupo de pessoas.” (1995), é correto afirmar que o termo em destaque exerce a função sintática de:
Reprodução do trecho com o destaque original:
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TEXTO 2
Origem e história das redes sociais
As redes sociais são fruto do avanço da internet, cujo boom aconteceu no início do milênio. Veja no quadro abaixo como esse percurso aconteceu.
Ano | Acontecimento
1994 | Foi lançado o GeoCities, a primeira comunidade que se assemelha a uma rede social. O GeoCities que, no entanto, não existe mais, orientava as pessoas para que elas próprias criassem suas páginas na internet.
1995 | Surgiu o The Globe, que dava aos internautas a oportunidade de interagir com um grupo de pessoas. Ainda nesse ano também surgiu uma plataforma que permitia a interação com antigos colegas da escola, o Classmates.
2000 | Surgiu o Fotolog, uma plataforma que, desta vez, tinha como foco a publicação de fotografias.
2002 | Surgiu o que é considerada a primeira verdadeira rede social, o Friendster. No mesmo ano foi lançado o LinkedIn, a maior rede social de caráter profissional do mundo.
2004 | Foram criadas as redes sociais mais populares, o Orkut, o Flickr e o Facebook.
• O Flickr é uma rede social voltada para aqueles que gostam de compartilhar fotografias.
• O Orkut foi o mais popular dentre os brasileiros durante aproximadamente 7 anos, quando perdeu esse título para o Facebook em 2011.
• O Facebook é atualmente a rede social mais popular no mundo.
2006 | Ano de criação do Twitter, atualmente chamado de X, um microblog que se popularizou por permitir publicações com limite de 140 caracteres.
2010 | Foi neste ano que o aplicativo Instagram foi considerado uma rede social, pois permitia que os usuários curtissem e comentassem as fotos postadas.
2011 | Foi criado o Google+, pertencente aos serviços da Google e que vinculava seus usuários a esta rede. Ele não se popularizou e suas atividades foram encerradas no final de 2018. Também foi neste ano que surgiu o Snapchat, um aplicativo que permite aos usuários tirar fotos e gravar vídeos de forma personalizada, inserindo textos e desenhos. A principal característica desta rede social é que seus vídeos têm um limite de 10 segundos.
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/redes-sociais/. Acesso em: 16 set. 2024 (adaptado).
No trecho “Ele não se popularizou e suas atividades foram encerradas no final de 2018”, a conjunção destacada e sublinhada pode ser substituída, sem alteração semântica, por:
Reprodução do trecho com o destaque original:
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TEXTO 3
Como o uso das redes sociais pode afetar o cérebro
A mídia social pode ter consequências importantes e duradouras para o desenvolvimento neural e comportamental das pessoas.
Por Redação National Geographic
Publicado em 2 de março de 2023, 16:47 BRT
As redes sociais estão longe de ser uma moda passageira e é importante conhecer quais
impactos que o seu uso diário pode ter na saúde. Algumas investigações científicas, por
exemplo, já identificam o que o excesso de redes sociais pode causar ao cérebro.
Em um estudo de longo prazo sobre o desenvolvimento neural de adolescentes e o uso
5 de tecnologia, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos,
relatam que a checagem habitual das mídias sociais está ligada a mudanças no cérebro
dos jovens e como eles respondem ao mundo ao seu redor.
A publicação de janeiro de 2023 – disponível na revista científica especializada em saúde
JAMA Pediatrics – sugere que crianças e adolescentes que crescem checando as mídias
10 sociais a todo momento estão ficando com cérebros hipersensíveis a repostas sociais.
Como as redes sociais podem afetar o cérebro
Segundo o estudo, as plataformas de redes sociais fornecem um fluxo constante e
imprevisível de feedback social na forma de curtidas, comentários, notificações e
mensagens, e isso influencia em como os jovens reagem às situações sociais na vida
15 real.
Os resultados da pesquisa, que acompanhou 169 jovens de 13 a 17 anos ao longo de três
anos, indicaram que os cérebros dos adolescentes que verificavam as redes sociais com
frequência (mais de 15 vezes por dia) tornaram-se mais sensíveis neurologicamente às
recompensas e punições sociais.
20 Uso excessivo de redes sociais pode alterar a anatomia do cérebro
Já um estudo de pesquisadores ligados à Universidade da Califórnia do Sul, também nos
Estados Unidos, identificou mudanças anatômicas no cérebro relacionadas ao vício em
redes sociais.
A pesquisa, que examinou vinte usuários de redes sociais com diferentes níveis de
25 dependência, identificou alterações nos volumes de massa cinzenta, ou seja, na
morfologia cerebral, de regiões específicas do cérebro que estão associadas ao vício.
Em conclusão, o estudo mostrou que o uso abusivo de redes sociais causa alterações
anatômicas no cérebro similares às relacionadas a outros vícios, como em substâncias e
jogos de azar.
Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/02/como-o-uso-das-redes-sociais-pode-afetar-o-cerebro. Acesso em: 17 ago. 2024 (adaptado).
Qual das seguintes afirmações sobre o TEXTO 3 é verdadeira?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 3
Como o uso das redes sociais pode afetar o cérebro
A mídia social pode ter consequências importantes e duradouras para o desenvolvimento neural e comportamental das pessoas.
Por Redação National Geographic
Publicado em 2 de março de 2023, 16:47 BRT
As redes sociais estão longe de ser uma moda passageira e é importante conhecer quais
impactos que o seu uso diário pode ter na saúde. Algumas investigações científicas, por
exemplo, já identificam o que o excesso de redes sociais pode causar ao cérebro.
Em um estudo de longo prazo sobre o desenvolvimento neural de adolescentes e o uso
5 de tecnologia, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos,
relatam que a checagem habitual das mídias sociais está ligada a mudanças no cérebro
dos jovens e como eles respondem ao mundo ao seu redor.
A publicação de janeiro de 2023 – disponível na revista científica especializada em saúde
JAMA Pediatrics – sugere que crianças e adolescentes que crescem checando as mídias
10 sociais a todo momento estão ficando com cérebros hipersensíveis a repostas sociais.
Como as redes sociais podem afetar o cérebro
Segundo o estudo, as plataformas de redes sociais fornecem um fluxo constante e
imprevisível de feedback social na forma de curtidas, comentários, notificações e
mensagens, e isso influencia em como os jovens reagem às situações sociais na vida
15 real.
Os resultados da pesquisa, que acompanhou 169 jovens de 13 a 17 anos ao longo de três
anos, indicaram que os cérebros dos adolescentes que verificavam as redes sociais com
frequência (mais de 15 vezes por dia) tornaram-se mais sensíveis neurologicamente às
recompensas e punições sociais.
20 Uso excessivo de redes sociais pode alterar a anatomia do cérebro
Já um estudo de pesquisadores ligados à Universidade da Califórnia do Sul, também nos
Estados Unidos, identificou mudanças anatômicas no cérebro relacionadas ao vício em
redes sociais.
A pesquisa, que examinou vinte usuários de redes sociais com diferentes níveis de
25 dependência, identificou alterações nos volumes de massa cinzenta, ou seja, na
morfologia cerebral, de regiões específicas do cérebro que estão associadas ao vício.
Em conclusão, o estudo mostrou que o uso abusivo de redes sociais causa alterações
anatômicas no cérebro similares às relacionadas a outros vícios, como em substâncias e
jogos de azar.
Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/02/como-o-uso-das-redes-sociais-pode-afetar-o-cerebro. Acesso em: 17 ago. 2024 (adaptado).
Observe os seguintes fragmentos de texto abaixo, retirados do TEXTO 3:
I – “...conhecer quais impactos que o seu uso diário pode ter na saúde.” (l. 1 e 2) – Neste fragmento de texto a oração sublinhada classifica-se como oração subordinada adjetiva explicativa.
II – “...relatam que a checagem habitual das mídias sócias está ligada...” (l. 6) – Neste fragmento de texto a oração sublinhada classifica-se como oração subordinada substantiva objetiva direta.
III – “...mudanças no cérebro dos jovens e como eles respondem ao mundo ao seu redor...” (l. 6 e 7) – Neste fragmento de texto a oração sublinhada classifica-se como oração coordenada assindética.
IV – “O resultado da pesquisa, que acompanhou 169 jovens de 13 a 17 anos ao longo de três anos...” (l. 16 e 17) – Neste fragmento de texto a oração sublinhada classifica-se como oração subordinada adjetiva explicativa.
Reprodução dos fragmentos com os sublinhados originais:
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Em quais fragmentos de texto as orações sublinhadas estão corretamente classificadas?
TEXTO 3
Como o uso das redes sociais pode afetar o cérebro
A mídia social pode ter consequências importantes e duradouras para o desenvolvimento neural e comportamental das pessoas.
Por Redação National Geographic
Publicado em 2 de março de 2023, 16:47 BRT
As redes sociais estão longe de ser uma moda passageira e é importante conhecer quais
impactos que o seu uso diário pode ter na saúde. Algumas investigações científicas, por
exemplo, já identificam o que o excesso de redes sociais pode causar ao cérebro.
Em um estudo de longo prazo sobre o desenvolvimento neural de adolescentes e o uso
5 de tecnologia, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos,
relatam que a checagem habitual das mídias sociais está ligada a mudanças no cérebro
dos jovens e como eles respondem ao mundo ao seu redor.
A publicação de janeiro de 2023 – disponível na revista científica especializada em saúde
JAMA Pediatrics – sugere que crianças e adolescentes que crescem checando as mídias
10 sociais a todo momento estão ficando com cérebros hipersensíveis a repostas sociais.
Como as redes sociais podem afetar o cérebro
Segundo o estudo, as plataformas de redes sociais fornecem um fluxo constante e
imprevisível de feedback social na forma de curtidas, comentários, notificações e
mensagens, e isso influencia em como os jovens reagem às situações sociais na vida
15 real.
Os resultados da pesquisa, que acompanhou 169 jovens de 13 a 17 anos ao longo de três
anos, indicaram que os cérebros dos adolescentes que verificavam as redes sociais com
frequência (mais de 15 vezes por dia) tornaram-se mais sensíveis neurologicamente às
recompensas e punições sociais.
20 Uso excessivo de redes sociais pode alterar a anatomia do cérebro
Já um estudo de pesquisadores ligados à Universidade da Califórnia do Sul, também nos
Estados Unidos, identificou mudanças anatômicas no cérebro relacionadas ao vício em
redes sociais.
A pesquisa, que examinou vinte usuários de redes sociais com diferentes níveis de
25 dependência, identificou alterações nos volumes de massa cinzenta, ou seja, na
morfologia cerebral, de regiões específicas do cérebro que estão associadas ao vício.
Em conclusão, o estudo mostrou que o uso abusivo de redes sociais causa alterações
anatômicas no cérebro similares às relacionadas a outros vícios, como em substâncias e
jogos de azar.
Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/02/como-o-uso-das-redes-sociais-pode-afetar-o-cerebro. Acesso em: 17 ago. 2024 (adaptado).
Quanto à tipologia textual, é correto afirmar que o TEXTO 3 é:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1
Os terríveis custos de uma infância baseada no telefone¹ ²
Jonathan Haidt
Algo repentino e terrivelmente errado aconteceu com os adolescentes no início da década de
2010. Alguém provavelmente já viu as estatísticas: as taxas de depressão e ansiedade nos Estados
Unidos – bastante estáveis na década de 2000 – aumentaram mais de 50% em muitos estudos de 2010
a 2019. A taxa de suicídio aumentou 48% entre adolescentes de 10 a 19 anos. Para meninas de 10 a 14
5 anos, cresceu 131%.
O problema não se limitou aos EUA: padrões semelhantes surgiram na mesma época no Canadá,
no Reino Unido, na Austrália, na Nova Zelândia, nos países nórdicos e noutros países. De acordo com
uma variedade de medidas e em vários países, os membros da Geração Z (nascidos em e após 1996)
sofrem de ansiedade, depressão, automutilação e distúrbios relacionados em níveis mais elevados do
10 que qualquer outra geração para a qual temos dados.
O declínio da saúde mental é apenas um dos muitos sinais de que algo deu errado. A solidão e
a falta de amigos entre os adolescentes americanos começaram a aumentar por volta de 2012. O
desempenho acadêmico também diminuiu. De acordo com o The Nation’s Report Card, as pontuações
em leitura e matemática começaram a diminuir para os estudantes norte-americanos depois de 2012,
15 revertendo décadas de aumento lento, mas geralmente constante. O PISA, a principal medida
internacional de tendências educativas, mostra que o declínio na matemática, na leitura e nas ciências
ocorreu a nível mundial, também a partir do início da década de 2010.
À medida que os membros mais velhos da Geração Z chegam aos 20 anos, seus problemas são
transferidos para a idade adulta. Os jovens adultos demonstram menos interesse em ter filhos do que
20 as gerações anteriores. É mais provável que vivam com os pais. Eles são menos propensos a conseguir
empregos na adolescência, e os gestores dizem que é mais difícil trabalhar com eles. Muitas dessas
tendências começaram com as gerações anteriores, mas a maioria delas acelerou com a Geração Z.
Pesquisas mostram que os membros da Geração Z também são mais tímidos e mais avessos ao
risco do que as gerações anteriores, e a aversão ao risco pode torná-los menos ambiciosos. Em uma
25 entrevista em maio passado, o cofundador da OpenAI, Sam Altman, e o cofundador da Stripe, Patrick
Collison, observaram que, pela primeira vez desde a década de 1970, nenhum dos empreendedores
proeminentes do Vale do Silício tem menos de 30 anos. Em uma indústria notoriamente jovem, eles
ficaram perplexos com a ausência repentina de grandes fundadores na casa dos 20 anos.
As gerações não são monolíticas, é claro. Muitos jovens são brilhantes, prósperos. No entanto,
30 como um todo, a Geração Z apresenta problemas de saúde mental e está atrás das gerações anteriores
em muitos parâmetros importantes. E se uma geração tiver um desempenho fraco – se estiver mais
ansiosa e deprimida e estiver iniciando famílias, carreiras e empresas importantes a um ritmo
substancialmente inferior ao das gerações anteriores – então as consequências sociológicas e
econômicas serão profundas para toda a sociedade.
35 [...]
¹ Este artigo foi adaptado do próximo livro de Jonathan Haidt, The anxious generation: how the great rewiring of childhood is causing an epidemic of mental illness. Jonathan Haidt é psicólogo social na Stern School of Business da NYU e escreve no After Babel Substack. Ele também é coautor de The coddling of the american mind.
² Artigo traduzido e formatado para fins didáticos por João Carlos Rodrigues da Silva, acadêmico de Psicologia no Centro Universitário Ateneu e professor de Língua Portuguesa/Redação do Colégio Militar de Fortaleza.
Texto-base:
TEXTO 3
Como o uso das redes sociais pode afetar o cérebro
A mídia social pode ter consequências importantes e duradouras para o desenvolvimento neural e comportamental das pessoas.
Por Redação National Geographic
Publicado em 2 de março de 2023, 16:47 BRT
As redes sociais estão longe de ser uma moda passageira e é importante conhecer quais
impactos que o seu uso diário pode ter na saúde. Algumas investigações científicas, por
exemplo, já identificam o que o excesso de redes sociais pode causar ao cérebro.
Em um estudo de longo prazo sobre o desenvolvimento neural de adolescentes e o uso
5 de tecnologia, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos,
relatam que a checagem habitual das mídias sociais está ligada a mudanças no cérebro
dos jovens e como eles respondem ao mundo ao seu redor.
A publicação de janeiro de 2023 – disponível na revista científica especializada em saúde
JAMA Pediatrics – sugere que crianças e adolescentes que crescem checando as mídias
10 sociais a todo momento estão ficando com cérebros hipersensíveis a repostas sociais.
Como as redes sociais podem afetar o cérebro
Segundo o estudo, as plataformas de redes sociais fornecem um fluxo constante e
imprevisível de feedback social na forma de curtidas, comentários, notificações e
mensagens, e isso influencia em como os jovens reagem às situações sociais na vida
15 real.
Os resultados da pesquisa, que acompanhou 169 jovens de 13 a 17 anos ao longo de três
anos, indicaram que os cérebros dos adolescentes que verificavam as redes sociais com
frequência (mais de 15 vezes por dia) tornaram-se mais sensíveis neurologicamente às
recompensas e punições sociais.
20 Uso excessivo de redes sociais pode alterar a anatomia do cérebro
Já um estudo de pesquisadores ligados à Universidade da Califórnia do Sul, também nos
Estados Unidos, identificou mudanças anatômicas no cérebro relacionadas ao vício em
redes sociais.
A pesquisa, que examinou vinte usuários de redes sociais com diferentes níveis de
25 dependência, identificou alterações nos volumes de massa cinzenta, ou seja, na
morfologia cerebral, de regiões específicas do cérebro que estão associadas ao vício.
Em conclusão, o estudo mostrou que o uso abusivo de redes sociais causa alterações
anatômicas no cérebro similares às relacionadas a outros vícios, como em substâncias e
jogos de azar.
Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/02/como-o-uso-das-redes-sociais-pode-afetar-o-cerebro. Acesso em: 17 ago. 2024 (adaptado).
Após a leitura do TEXTO 1 e do TEXTO 3, qual das seguintes alternativas apresenta uma conclusão que pode ser inferida a partir da leitura dos dois textos?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 3
Como o uso das redes sociais pode afetar o cérebro
A mídia social pode ter consequências importantes e duradouras para o desenvolvimento neural e comportamental das pessoas.
Por Redação National Geographic
Publicado em 2 de março de 2023, 16:47 BRT
As redes sociais estão longe de ser uma moda passageira e é importante conhecer quais
impactos que o seu uso diário pode ter na saúde. Algumas investigações científicas, por
exemplo, já identificam o que o excesso de redes sociais pode causar ao cérebro.
Em um estudo de longo prazo sobre o desenvolvimento neural de adolescentes e o uso
5 de tecnologia, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos,
relatam que a checagem habitual das mídias sociais está ligada a mudanças no cérebro
dos jovens e como eles respondem ao mundo ao seu redor.
A publicação de janeiro de 2023 – disponível na revista científica especializada em saúde
JAMA Pediatrics – sugere que crianças e adolescentes que crescem checando as mídias
10 sociais a todo momento estão ficando com cérebros hipersensíveis a repostas sociais.
Como as redes sociais podem afetar o cérebro
Segundo o estudo, as plataformas de redes sociais fornecem um fluxo constante e
imprevisível de feedback social na forma de curtidas, comentários, notificações e
mensagens, e isso influencia em como os jovens reagem às situações sociais na vida
15 real.
Os resultados da pesquisa, que acompanhou 169 jovens de 13 a 17 anos ao longo de três
anos, indicaram que os cérebros dos adolescentes que verificavam as redes sociais com
frequência (mais de 15 vezes por dia) tornaram-se mais sensíveis neurologicamente às
recompensas e punições sociais.
20 Uso excessivo de redes sociais pode alterar a anatomia do cérebro
Já um estudo de pesquisadores ligados à Universidade da Califórnia do Sul, também nos
Estados Unidos, identificou mudanças anatômicas no cérebro relacionadas ao vício em
redes sociais.
A pesquisa, que examinou vinte usuários de redes sociais com diferentes níveis de
25 dependência, identificou alterações nos volumes de massa cinzenta, ou seja, na
morfologia cerebral, de regiões específicas do cérebro que estão associadas ao vício.
Em conclusão, o estudo mostrou que o uso abusivo de redes sociais causa alterações
anatômicas no cérebro similares às relacionadas a outros vícios, como em substâncias e
jogos de azar.
Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/02/como-o-uso-das-redes-sociais-pode-afetar-o-cerebro. Acesso em: 17 ago. 2024 (adaptado).
Releia o seguinte trecho do TEXTO 3:
“...sugere que crianças e adolescentes que crescem checando as mídias sociais a todo momento...” (l. 9 e 10).
Reprodução do trecho com o destaque original:
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Assinale a alternativa que apresenta a justificativa da palavra em destaque quanto à concordância verbal.
TEXTO 4
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Disponível em: https://miriam-aline-arte-educacao-intermediatica-digital.webnode.page/charge/. Acesso em: 18 ago. 2024.
Sobre o TEXTO 4, assinale a opção correta a respeito da classificação sintática dos vocábulos.
TEXTO 4
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Disponível em: https://miriam-aline-arte-educacao-intermediatica-digital.webnode.page/charge/. Acesso em: 18 ago. 2024.
Na fala “Mãe, na Internet dizem que estamos sendo manipulados.”, a oração em destaque exerce o papel de:
Reprodução do trecho com o destaque original:
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TEXTO 4
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Disponível em: https://miriam-aline-arte-educacao-intermediatica-digital.webnode.page/charge/. Acesso em: 18 ago. 2024.
Observando as falas dos personagens do TEXTO 4, verifica-se que o comportamento do menino sugere:
TEXTO 5
Assassinato digital
Walcyr Carrasco
Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de
dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um
dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da
turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua
5 ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em
qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os
canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. A gente só
sabe que conhece, mas ela pode cair em um nicho de internet e desaparecer de vez.
Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais
10 digital que física em um número imenso de casos.
Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que
tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu
dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me
bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar
15 na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha
vida. Portanto, ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for
deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas
inevitável: morre.
Só observo as pessoas com quem tenho relacionamento real. Mas são muitas as
20 que conferem, e sabem exatamente quando e se saí de suas redes. “Por quê?”, perguntam.
Tento ser gentil e explicar que a gente não se falava mais. São palavras mal recebidas.
Parece que estar na rede de mais e mais pessoas conta socialmente. Não estou falando de
influencers, mas de pessoas que querem entrelaçar suas histórias com as minhas, existir no
meu universo. Sem falar naquelas que um dia conheci rapidamente, mas sem nenhuma
25 interação. Fica difícil explicar por que bloqueei alguém: se já nem conversava, era apenas
um nome na minha lista. Fica difícil também entender por que alguém faz questão de estar
presente em listagens de pessoas que nem respondem. Mas excluir ou bloquear alguém
corresponde a uma morte, mesmo que eu jamais fale com a pessoa. Recebo inúmeras
reclamações: “Por que me excluiu?”.
30 Simbolicamente, excluir alguém de uma rede social ou de um aplicativo de bate-
papo equivale a um assassinato. Não que eu me sinta assim, não quero matar ninguém.
Estou falando da reação das pessoas excluídas. A pessoa sai não só de minhas redes
sociais, mas de minha vida. Deixa de me acompanhar, mesmo digitalmente, e não existe
mais para mim, também digitalmente.
35 Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos
e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço
impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/assassinato-digital/. Acesso em: 26 ago. 2024.
No TEXTO 5, qual é o principal argumento do autor em relação à facilidade de "dar fim a uma pessoa" (l. 2) nos dias atuais?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 5
Assassinato digital
Walcyr Carrasco
Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de
dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um
dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da
turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua
5 ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em
qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os
canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. A gente só
sabe que conhece, mas ela pode cair em um nicho de internet e desaparecer de vez.
Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais
10 digital que física em um número imenso de casos.
Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que
tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu
dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me
bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar
15 na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha
vida. Portanto, ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for
deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas
inevitável: morre.
Só observo as pessoas com quem tenho relacionamento real. Mas são muitas as
20 que conferem, e sabem exatamente quando e se saí de suas redes. “Por quê?”, perguntam.
Tento ser gentil e explicar que a gente não se falava mais. São palavras mal recebidas.
Parece que estar na rede de mais e mais pessoas conta socialmente. Não estou falando de
influencers, mas de pessoas que querem entrelaçar suas histórias com as minhas, existir no
meu universo. Sem falar naquelas que um dia conheci rapidamente, mas sem nenhuma
25 interação. Fica difícil explicar por que bloqueei alguém: se já nem conversava, era apenas
um nome na minha lista. Fica difícil também entender por que alguém faz questão de estar
presente em listagens de pessoas que nem respondem. Mas excluir ou bloquear alguém
corresponde a uma morte, mesmo que eu jamais fale com a pessoa. Recebo inúmeras
reclamações: “Por que me excluiu?”.
30 Simbolicamente, excluir alguém de uma rede social ou de um aplicativo de bate-
papo equivale a um assassinato. Não que eu me sinta assim, não quero matar ninguém.
Estou falando da reação das pessoas excluídas. A pessoa sai não só de minhas redes
sociais, mas de minha vida. Deixa de me acompanhar, mesmo digitalmente, e não existe
mais para mim, também digitalmente.
35 Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos
e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço
impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/assassinato-digital/. Acesso em: 26 ago. 2024.
Observe o trecho, retirado do TEXTO 5: “Houve um tempo em que eu me admirava...” (l. 11). Na forma verbal em destaque, o pronome “me” proporciona ao verbo apresentar-se na voz:
Reprodução do trecho com o destaque original:
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TEXTO 5
Assassinato digital
Walcyr Carrasco
Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de
dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um
dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da
turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua
5 ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em
qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os
canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. A gente só
sabe que conhece, mas ela pode cair em um nicho de internet e desaparecer de vez.
Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais
10 digital que física em um número imenso de casos.
Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que
tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu
dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me
bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar
15 na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha
vida. Portanto, ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for
deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas
inevitável: morre.
Só observo as pessoas com quem tenho relacionamento real. Mas são muitas as
20 que conferem, e sabem exatamente quando e se saí de suas redes. “Por quê?”, perguntam.
Tento ser gentil e explicar que a gente não se falava mais. São palavras mal recebidas.
Parece que estar na rede de mais e mais pessoas conta socialmente. Não estou falando de
influencers, mas de pessoas que querem entrelaçar suas histórias com as minhas, existir no
meu universo. Sem falar naquelas que um dia conheci rapidamente, mas sem nenhuma
25 interação. Fica difícil explicar por que bloqueei alguém: se já nem conversava, era apenas
um nome na minha lista. Fica difícil também entender por que alguém faz questão de estar
presente em listagens de pessoas que nem respondem. Mas excluir ou bloquear alguém
corresponde a uma morte, mesmo que eu jamais fale com a pessoa. Recebo inúmeras
reclamações: “Por que me excluiu?”.
30 Simbolicamente, excluir alguém de uma rede social ou de um aplicativo de bate-
papo equivale a um assassinato. Não que eu me sinta assim, não quero matar ninguém.
Estou falando da reação das pessoas excluídas. A pessoa sai não só de minhas redes
sociais, mas de minha vida. Deixa de me acompanhar, mesmo digitalmente, e não existe
mais para mim, também digitalmente.
35 Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos
e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço
impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/assassinato-digital/. Acesso em: 26 ago. 2024.
Na Língua Portuguesa, há verbos que, por conta da regência que lhes é própria, admitem ou não voz passiva. Assinale, então, a opção na qual a forma verbal em destaque admite voz passiva no contexto em que foi utilizada.
TEXTO 6
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Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/ah-as-redes-sociais/. Acesso em: 26 ago. 2024.
Analise as afirmativas abaixo relativas ao TEXTO 6 e, em seguida, marque a alternativa correta:
I – A crítica implícita da tirinha em relação ao uso das redes sociais é que isso consiste em um vício difícil de ser controlado.
II – O último quadrinho, na construção do humor da tirinha, faz um elogio à superficialidade das publicações nas redes sociais.
III – A figura de linguagem predominante na tirinha para gerar o efeito de humor é a hipérbole.
IV – A figura de linguagem predominante no segundo quadrinho da tirinha é o hipérbato.
TEXTO 6
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Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/ah-as-redes-sociais/. Acesso em: 26 ago. 2024.
No trecho “De repente, paro pra refletir... Acho que perco tempo demais na Internet e...” (3º quadrinho), a locução em destaque expressa ideia de:
Reprodução do trecho com o destaque original:
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TEXTO 7
O uso das redes sociais para mostrar detalhes sobre a vida pessoal e
profissional tem se intensificado no século XXI. A necessidade de aceitação
social causa dependência de instrumentos de rede usados para criar uma
pseudoimagem para a sociedade. Nesse cenário, muitas pessoas tornam-se
5 vulneráveis a vários riscos devido à superexposição.
Os computadores, que foram criados para fins militares, eram usados para
espionar países. Essa estratégia continua sendo usada, não somente para esse
fim, mas também para a espionagem pessoal, na qual pessoas ficam sujeitas ao
mostrarem suas vidas pessoais, detalhando seu dia a dia e supervalorizando seus
10 bens materiais.
De acordo com a Polícia Militar, deve-se evitar a publicação de fotos que
mostram o local da pessoa, ou que demostram ostentações, que podem chamar
a atenção de eventuais criminosos, que ficam à espreita dessas para praticarem
assaltos, sequestros, entre outros crimes. Da mesma maneira, a midiatização tem
15 alcançado crianças, que no ato de criar blogs, expõem suas atividades
diariamente. Esse fato é preocupante não somente pelos conteúdos publicados,
mas também devido ao fato de uma criança não ter condições de administrar
uma vida virtual, na qual facilmente poderá deslocá-la ao vício.
Concluindo, as redes sociais foram criadas para gerar bons
20 relacionamentos, contudo deve-se evitar a superexposição para prevenir
possíveis danos. Os usuários devem evitar publicações de natureza íntima ou de
qualquer natureza que possa despertar a atenção de forma negativa dos
expectadores. Os adultos e as crianças devem prezar por relacionamentos
pessoais, além dos virtuais, que são mais seguros e saudáveis evitando ficar à
25 margem de crimes e possíveis vícios cibernéticos.
Disponível em: https://www.imaginie.com.br/enem/exemplo-de-redacao/superexposicao-nas-redes-sociais/432919. Acesso em: 5 set. 2024.
Com base nas características de um texto dissertativo-argumentativo, qual é a tese defendida pelo autor no TEXTO 7?Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 7
O uso das redes sociais para mostrar detalhes sobre a vida pessoal e
profissional tem se intensificado no século XXI. A necessidade de aceitação
social causa dependência de instrumentos de rede usados para criar uma
pseudoimagem para a sociedade. Nesse cenário, muitas pessoas tornam-se
5 vulneráveis a vários riscos devido à superexposição.
Os computadores, que foram criados para fins militares, eram usados para
espionar países. Essa estratégia continua sendo usada, não somente para esse
fim, mas também para a espionagem pessoal, na qual pessoas ficam sujeitas ao
mostrarem suas vidas pessoais, detalhando seu dia a dia e supervalorizando seus
10 bens materiais.
De acordo com a Polícia Militar, deve-se evitar a publicação de fotos que
mostram o local da pessoa, ou que demostram ostentações, que podem chamar
a atenção de eventuais criminosos, que ficam à espreita dessas para praticarem
assaltos, sequestros, entre outros crimes. Da mesma maneira, a midiatização tem
15 alcançado crianças, que no ato de criar blogs, expõem suas atividades
diariamente. Esse fato é preocupante não somente pelos conteúdos publicados,
mas também devido ao fato de uma criança não ter condições de administrar
uma vida virtual, na qual facilmente poderá deslocá-la ao vício.
Concluindo, as redes sociais foram criadas para gerar bons
20 relacionamentos, contudo deve-se evitar a superexposição para prevenir
possíveis danos. Os usuários devem evitar publicações de natureza íntima ou de
qualquer natureza que possa despertar a atenção de forma negativa dos
expectadores. Os adultos e as crianças devem prezar por relacionamentos
pessoais, além dos virtuais, que são mais seguros e saudáveis evitando ficar à
25 margem de crimes e possíveis vícios cibernéticos.
Disponível em: https://www.imaginie.com.br/enem/exemplo-de-redacao/superexposicao-nas-redes-sociais/432919. Acesso em: 5 set. 2024.
Considerando a estrutura de um texto dissertativo-argumentativo, que tipo de argumento foi empregado pelo autor no segundo parágrafo do TEXTO 7?Resolução comentada
Análise das alternativas
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