← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito Gabarito disponível 'Seria não ter senso comum' expressa juízo de valor de Passepartout. Opinião é um julgamento pessoal e subjetivo. Ao dizer que a aposta 'seria não ter senso comum', Passepartout avalia a decisão de Mr. Fogg. As outras passagens apenas relatam fatos. A, B, D e E apenas informam acontecimentos objetivos: voltar do clube, fazer a volta ao mundo, gastar dinheiro, entrar a serviço. Referência: Distinção entre fato e opinião. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível As vírgulas separam informações de tempo e circunstância importantes para o diálogo. As vírgulas isolam adjuntos adverbiais deslocados ('Quarta-feira passada', 'às oito da noite', 'contra todos os seus hábitos'). Eles formam uma sucessão de informações sobre quando e como ocorreu a partida, o que é relevante para o contexto da conversa. A) Não se trata apenas de ações dos personagens. B) Não são caracterizações dos personagens. D) Não há suspense, nem três personagens envolvidos. E) Não são questionamentos. Referência: Emprego da vírgula: separação de adjuntos adverbiais deslocados. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O narrador atribui o sucesso da viagem ao amigo Capitão. O texto diz que a viagem foi bem-sucedida, 'o que devo à integridade e à honestidade do meu amigo Capitão'. Logo, o narrador atribui o sucesso ao Capitão e à amizade com ele. A) Errada: ele aprendeu as funções de marinheiro. B) Errada: o Capitão era seu amigo, não o narrador, e a viagem foi bem-sucedida. C) Errada: o Capitão se comprazia em ensinar. D) Errada: 'mergulho' não é citado. Referência: Interpretação de texto narrativo (Robinson Crusoé). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O trecho 'essa viagem fez de mim' mostra explicitamente o narrador em primeira pessoa (narrador-personagem). O narrador participa da história e a conta em primeira pessoa. A expressão 'de mim' marca isso explicitamente, e o 'meu amigo Capitão' e 'minha ruína' reforçam a leitura. É um narrador-personagem (protagonista). A) 'a partir de então' é uma expressão temporal. C) 'algum conhecimento competente' não contém marca de pessoa. D) 'à integridade e à honestidade' são substantivos abstratos. E) 'qualquer marinheiro deve saber' é uma generalização em terceira pessoa. Referência: Foco narrativo: narrador em primeira pessoa/personagem. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível 'Sigo o roteiro / Mais uma estação' indica que as viagens são uma rotina. 'Sigo o roteiro' sugere um percurso já conhecido e repetido. 'Mais uma estação' indica sequência contínua de paradas. Juntas, as expressões mostram que viajar é algo habitual para o viajante, ou seja, rotina. B) A alegria aparece em outro verso e não é o que 'roteiro' e 'estação' comprovam. C) Surpresa contraria a ideia de percurso seguido. D) A tristeza é associada à saudade, não a esses versos. E) Indiferença não é indicada pelo trecho. Referência: Interpretação de texto poético. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O verso que revela desejo de paz e estabilidade é 'Pra ver se um dia descanso feliz'. Apesar da vida de andarilho, o eu lírico espera 'um dia' poder descansar feliz. Isso expressa anseio por repouso, paz e estabilidade. Os demais versos tratam do movimento, das lembranças ou da rotina da viagem. A) 'Sigo o roteiro' indica continuidade da jornada, não descanso. B) 'Andando pelos sertões' reforça o deslocamento. C) 'E dos amigos que lá deixei' expressa saudade, não busca de estabilidade. E) 'Minha vida é andar por este país' afirma a condição nômade. Referência: Interpretação de texto poético (letra de música de Luiz Gonzaga). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Os pares de opostos expressam passagem do tempo e movimento do viajante. Mar/terra e inverno/verão são antônimos que marcam a variação de lugares e estações. Com isso, os versos sugerem o tempo passando e o deslocamento constante do viajante. A) A saudade é tratada em outros versos. B) Não há transformação de referências físicas em climáticas. C) Não há comparação entre Nordeste e Sudeste. E) Os versos não tratam de sentimentos incompatíveis com a realidade dos migrantes. Referência: Semântica: antonímia e efeito de sentido Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelColégio Militar de Fortaleza — Processo Seletivo 2024/2025 — Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Exame Intelectual — Matemática e Língua Portuguesa
A obra “A Volta ao Mundo em 80 dias”, de Júlio Verne, conta a história de Mr. Fogg, um personagem que faz a audaciosa aposta de dar a volta ao mundo em 80 dias acompanhado de seu fiel criado, Passepartout. Leia a seguir um diálogo entre os personagens Passepartout e Fix sobre essa ousada decisão.
TEXTO 1
A Volta ao Mundo em 80 dias
— Então deixaram Londres precipitadamente?
— Creio que sim! Quarta-feira passada, às oito da noite, contra todos os seus hábitos, Mr. Fogg voltou do seu clube, e três quartos de hora depois tínhamos partido.
— Mas para onde vai o seu patrão?
— Sempre em frente! Ele faz a volta ao mundo!
— A volta ao mundo?! – exclamou Fix.
— Sim, em oitenta dias! Uma aposta, diz ele, mas cá entre nós, não acredito.
Seria não ter senso comum. Há alguma coisa a mais.
— Ah! é um excêntrico, este Mr. Fogg?
— Creio que sim.
— É rico, então?
— Evidentemente, e carrega uma bela soma com ele, em bank-notes novinhas em folha! E não poupa dinheiro pelo caminho! Veja! Prometeu uma gratificação magnífica ao maquinista do Mongólia, se chegarmos a Bombaim com um bom avanço!
— E conhece há muito seu patrão?
— Eu! respondeu Passepartout, eu entrei para o seu serviço no mesmo dia de nossa partida. [...]
Verne, J. Volta ao mundo em 80 dias, 1874. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ph000439.pdf Adaptado. Acesso: 22/07/2024.
Considerando a decisão do personagem Mr. Fogg de dar a volta ao mundo em 80 dias, a passagem do TEXTO 1 que expressa uma opinião sobre esse fato é:Resolução comentada
Análise das alternativas
A obra “A Volta ao Mundo em 80 dias”, de Júlio Verne, conta a história de Mr. Fogg, um personagem que faz a audaciosa aposta de dar a volta ao mundo em 80 dias acompanhado de seu fiel criado, Passepartout. Leia a seguir um diálogo entre os personagens Passepartout e Fix sobre essa ousada decisão.
TEXTO 1
A Volta ao Mundo em 80 dias
— Então deixaram Londres precipitadamente?
— Creio que sim! Quarta-feira passada, às oito da noite, contra todos os seus hábitos, Mr. Fogg voltou do seu clube, e três quartos de hora depois tínhamos partido.
— Mas para onde vai o seu patrão?
— Sempre em frente! Ele faz a volta ao mundo!
— A volta ao mundo?! – exclamou Fix.
— Sim, em oitenta dias! Uma aposta, diz ele, mas cá entre nós, não acredito.
Seria não ter senso comum. Há alguma coisa a mais.
— Ah! é um excêntrico, este Mr. Fogg?
— Creio que sim.
— É rico, então?
— Evidentemente, e carrega uma bela soma com ele, em bank-notes novinhas em folha! E não poupa dinheiro pelo caminho! Veja! Prometeu uma gratificação magnífica ao maquinista do Mongólia, se chegarmos a Bombaim com um bom avanço!
— E conhece há muito seu patrão?
— Eu! respondeu Passepartout, eu entrei para o seu serviço no mesmo dia de nossa partida. [...]
Verne, J. Volta ao mundo em 80 dias, 1874. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ph000439.pdf Adaptado. Acesso: 22/07/2024.
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A obra “A Volta ao Mundo em 80 dias”, de Júlio Verne, conta a história de Mr. Fogg, um personagem que faz a audaciosa aposta de dar a volta ao mundo em 80 dias acompanhado de seu fiel criado, Passepartout. Leia a seguir um diálogo entre os personagens Passepartout e Fix sobre essa ousada decisão.
TEXTO 1
A Volta ao Mundo em 80 dias
— Então deixaram Londres precipitadamente?
— Creio que sim! Quarta-feira passada, às oito da noite, contra todos os seus hábitos, Mr. Fogg voltou do seu clube, e três quartos de hora depois tínhamos partido.
— Mas para onde vai o seu patrão?
— Sempre em frente! Ele faz a volta ao mundo!
— A volta ao mundo?! – exclamou Fix.
— Sim, em oitenta dias! Uma aposta, diz ele, mas cá entre nós, não acredito.
Seria não ter senso comum. Há alguma coisa a mais.
— Ah! é um excêntrico, este Mr. Fogg?
— Creio que sim.
— É rico, então?
— Evidentemente, e carrega uma bela soma com ele, em bank-notes novinhas em folha! E não poupa dinheiro pelo caminho! Veja! Prometeu uma gratificação magnífica ao maquinista do Mongólia, se chegarmos a Bombaim com um bom avanço!
— E conhece há muito seu patrão?
— Eu! respondeu Passepartout, eu entrei para o seu serviço no mesmo dia de nossa partida. [...]
Verne, J. Volta ao mundo em 80 dias, 1874. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ph000439.pdf Adaptado. Acesso: 22/07/2024.
Em “Quarta-feira passada, às oito da noite, contra todos os seus hábitos, Mr. Fogg voltou do seu clube, e três quartos de hora depois tínhamos partido”, o emprego das vírgulas indica:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 2
O Mar como porta para o mundo
Três irmãs, duas idades diferentes, três visões de mundo, todas no mesmo barco, de férias na Antártica. Neste livro, conhecemos o delicado equilíbrio do planeta e, de quebra, o divertido jeito de encarar o mundo das jovens Laura, Tamara e Marininha, filhas do navegador Amyr Klink e da fotógrafa Marina Bandeira Klink.
Nascidas em um mundo náutico e educadas para ver o mar não como uma limitação, mas como uma porta para o mundo, Laura, Tamara e Marininha pisaram no continente gelado muito cedo: a primeira viagem aconteceu em 2006, quando Laura e Tamara, que são gêmeas, contavam nove anos, e a caçula Marininha tinha apenas seis.
Como uma das viagens tomou um mês do período letivo, a escola onde elas estudam encontrou a seguinte solução: as três alunas deveriam anotar e fotografar tudo o que lhes chamasse a atenção, para depois dividir com os colegas em sala de aula. O sucesso da apresentação desses “diários de bordo” levou as irmãs Klink a apresentá-los muitas outras vezes, tornando-as experientes palestrantes de temas polares em diversas escolas da capital paulista.
As irmãs Klink abordam o ecossistema antártico e a necessidade da preservação das águas e das espécies, como também os problemas da poluição e do aquecimento global, com o olhar vigoroso das descobertas da infância. Outros temas também estão presentes nesta construção coletiva, entre eles as relações familiares, que ganham novos contornos em uma experiência tão singular como a vivida pela família Klink. [...]
Prefácio, por Amyr Klink
“Em fevereiro de 2006, concluímos a nossa primeira viagem antártica com as crianças a bordo. Experiência que surpreende: a de comandar filhos próprios e de terceiros num ambiente borbulhante, pouco previsível, onde se pode conhecer e aprender ininterruptamente. Imaginei que seria uma bela experiência para tão inquietas e curiosas criaturas. Foi. Não imaginei o quanto seria importante, para nós adultos, o ofício de, ao ensinar, aprender.
Vinte anos de viagens regulares ao continente antártico me ensinaram menos do que essas intensas, breves, semanas de andanças e convivência. Retornamos nas temporadas seguintes, em todas, pra descobrir que era muito pouco o que sabíamos, que havia tanto e tantos para ver. Tantas perguntas, luvas esquecidas, botas molhadas, espécies de nomes difíceis; tantos encontros, artistas, autores brilhantes, pesquisadores em dúvida, viajantes ousados. Tantos outros modos de ver o que eu supunha conhecer. Um desses modos é este pequeno livro que fiz questão de não abrir até que suas autoras o mostrassem já pronto. Para um pai viajante, calejado de surpresas, devorador de grandes e pequenos livros, foi uma grande surpresa. A maior que já tive.”
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Texto disponível em: https://www.editorapeiropolis.com.br/férias-na-antartica (Adaptado). Acesso: 22/07/2024
Considere o seguinte fragmento do TEXTO 2 para responder às questões 24 e 25.
“Outros temas também estão presentes nesta construção coletiva, entre eles as relações familiares, que ganham novos contornos em uma experiência tão singular como a vivida pela família Klink”.
O fragmento acima tem a finalidade de:
TEXTO 2
O Mar como porta para o mundo
Três irmãs, duas idades diferentes, três visões de mundo, todas no mesmo barco, de férias na Antártica. Neste livro, conhecemos o delicado equilíbrio do planeta e, de quebra, o divertido jeito de encarar o mundo das jovens Laura, Tamara e Marininha, filhas do navegador Amyr Klink e da fotógrafa Marina Bandeira Klink.
Nascidas em um mundo náutico e educadas para ver o mar não como uma limitação, mas como uma porta para o mundo, Laura, Tamara e Marininha pisaram no continente gelado muito cedo: a primeira viagem aconteceu em 2006, quando Laura e Tamara, que são gêmeas, contavam nove anos, e a caçula Marininha tinha apenas seis.
Como uma das viagens tomou um mês do período letivo, a escola onde elas estudam encontrou a seguinte solução: as três alunas deveriam anotar e fotografar tudo o que lhes chamasse a atenção, para depois dividir com os colegas em sala de aula. O sucesso da apresentação desses “diários de bordo” levou as irmãs Klink a apresentá-los muitas outras vezes, tornando-as experientes palestrantes de temas polares em diversas escolas da capital paulista.
As irmãs Klink abordam o ecossistema antártico e a necessidade da preservação das águas e das espécies, como também os problemas da poluição e do aquecimento global, com o olhar vigoroso das descobertas da infância. Outros temas também estão presentes nesta construção coletiva, entre eles as relações familiares, que ganham novos contornos em uma experiência tão singular como a vivida pela família Klink. [...]
Prefácio, por Amyr Klink
“Em fevereiro de 2006, concluímos a nossa primeira viagem antártica com as crianças a bordo. Experiência que surpreende: a de comandar filhos próprios e de terceiros num ambiente borbulhante, pouco previsível, onde se pode conhecer e aprender ininterruptamente. Imaginei que seria uma bela experiência para tão inquietas e curiosas criaturas. Foi. Não imaginei o quanto seria importante, para nós adultos, o ofício de, ao ensinar, aprender.
Vinte anos de viagens regulares ao continente antártico me ensinaram menos do que essas intensas, breves, semanas de andanças e convivência. Retornamos nas temporadas seguintes, em todas, pra descobrir que era muito pouco o que sabíamos, que havia tanto e tantos para ver. Tantas perguntas, luvas esquecidas, botas molhadas, espécies de nomes difíceis; tantos encontros, artistas, autores brilhantes, pesquisadores em dúvida, viajantes ousados. Tantos outros modos de ver o que eu supunha conhecer. Um desses modos é este pequeno livro que fiz questão de não abrir até que suas autoras o mostrassem já pronto. Para um pai viajante, calejado de surpresas, devorador de grandes e pequenos livros, foi uma grande surpresa. A maior que já tive.”
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Texto disponível em: https://www.editorapeiropolis.com.br/férias-na-antartica (Adaptado). Acesso: 22/07/2024
Considere o seguinte fragmento do TEXTO 2 para responder às questões 24 e 25.
“Outros temas também estão presentes nesta construção coletiva, entre eles as relações familiares, que ganham novos contornos em uma experiência tão singular como a vivida pela família Klink”.
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TEXTO 2
O Mar como porta para o mundo
Três irmãs, duas idades diferentes, três visões de mundo, todas no mesmo barco, de férias na Antártica. Neste livro, conhecemos o delicado equilíbrio do planeta e, de quebra, o divertido jeito de encarar o mundo das jovens Laura, Tamara e Marininha, filhas do navegador Amyr Klink e da fotógrafa Marina Bandeira Klink.
Nascidas em um mundo náutico e educadas para ver o mar não como uma limitação, mas como uma porta para o mundo, Laura, Tamara e Marininha pisaram no continente gelado muito cedo: a primeira viagem aconteceu em 2006, quando Laura e Tamara, que são gêmeas, contavam nove anos, e a caçula Marininha tinha apenas seis.
Como uma das viagens tomou um mês do período letivo, a escola onde elas estudam encontrou a seguinte solução: as três alunas deveriam anotar e fotografar tudo o que lhes chamasse a atenção, para depois dividir com os colegas em sala de aula. O sucesso da apresentação desses “diários de bordo” levou as irmãs Klink a apresentá-los muitas outras vezes, tornando-as experientes palestrantes de temas polares em diversas escolas da capital paulista.
As irmãs Klink abordam o ecossistema antártico e a necessidade da preservação das águas e das espécies, como também os problemas da poluição e do aquecimento global, com o olhar vigoroso das descobertas da infância. Outros temas também estão presentes nesta construção coletiva, entre eles as relações familiares, que ganham novos contornos em uma experiência tão singular como a vivida pela família Klink. [...]
Prefácio, por Amyr Klink
“Em fevereiro de 2006, concluímos a nossa primeira viagem antártica com as crianças a bordo. Experiência que surpreende: a de comandar filhos próprios e de terceiros num ambiente borbulhante, pouco previsível, onde se pode conhecer e aprender ininterruptamente. Imaginei que seria uma bela experiência para tão inquietas e curiosas criaturas. Foi. Não imaginei o quanto seria importante, para nós adultos, o ofício de, ao ensinar, aprender.
Vinte anos de viagens regulares ao continente antártico me ensinaram menos do que essas intensas, breves, semanas de andanças e convivência. Retornamos nas temporadas seguintes, em todas, pra descobrir que era muito pouco o que sabíamos, que havia tanto e tantos para ver. Tantas perguntas, luvas esquecidas, botas molhadas, espécies de nomes difíceis; tantos encontros, artistas, autores brilhantes, pesquisadores em dúvida, viajantes ousados. Tantos outros modos de ver o que eu supunha conhecer. Um desses modos é este pequeno livro que fiz questão de não abrir até que suas autoras o mostrassem já pronto. Para um pai viajante, calejado de surpresas, devorador de grandes e pequenos livros, foi uma grande surpresa. A maior que já tive.”
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Texto disponível em: https://www.editorapeiropolis.com.br/férias-na-antartica (Adaptado). Acesso: 22/07/2024
Releia o seguinte fragmento do TEXTO 2:
“Tantos outros modos de ver o que eu supunha conhecer. Um desses modos é este pequeno livro que fiz questão de não abrir até que suas autoras o mostrassem já pronto. Para um pai viajante, calejado de surpresas, devorador de grandes e pequenos livros, foi uma grande surpresa. A maior que já tive.”
Considerando o trecho acima, sobre o pai, é possível afirmar que:
TEXTO 2
O Mar como porta para o mundo
Três irmãs, duas idades diferentes, três visões de mundo, todas no mesmo barco, de férias na Antártica. Neste livro, conhecemos o delicado equilíbrio do planeta e, de quebra, o divertido jeito de encarar o mundo das jovens Laura, Tamara e Marininha, filhas do navegador Amyr Klink e da fotógrafa Marina Bandeira Klink.
Nascidas em um mundo náutico e educadas para ver o mar não como uma limitação, mas como uma porta para o mundo, Laura, Tamara e Marininha pisaram no continente gelado muito cedo: a primeira viagem aconteceu em 2006, quando Laura e Tamara, que são gêmeas, contavam nove anos, e a caçula Marininha tinha apenas seis.
Como uma das viagens tomou um mês do período letivo, a escola onde elas estudam encontrou a seguinte solução: as três alunas deveriam anotar e fotografar tudo o que lhes chamasse a atenção, para depois dividir com os colegas em sala de aula. O sucesso da apresentação desses “diários de bordo” levou as irmãs Klink a apresentá-los muitas outras vezes, tornando-as experientes palestrantes de temas polares em diversas escolas da capital paulista.
As irmãs Klink abordam o ecossistema antártico e a necessidade da preservação das águas e das espécies, como também os problemas da poluição e do aquecimento global, com o olhar vigoroso das descobertas da infância. Outros temas também estão presentes nesta construção coletiva, entre eles as relações familiares, que ganham novos contornos em uma experiência tão singular como a vivida pela família Klink. [...]
Prefácio, por Amyr Klink
“Em fevereiro de 2006, concluímos a nossa primeira viagem antártica com as crianças a bordo. Experiência que surpreende: a de comandar filhos próprios e de terceiros num ambiente borbulhante, pouco previsível, onde se pode conhecer e aprender ininterruptamente. Imaginei que seria uma bela experiência para tão inquietas e curiosas criaturas. Foi. Não imaginei o quanto seria importante, para nós adultos, o ofício de, ao ensinar, aprender.
Vinte anos de viagens regulares ao continente antártico me ensinaram menos do que essas intensas, breves, semanas de andanças e convivência. Retornamos nas temporadas seguintes, em todas, pra descobrir que era muito pouco o que sabíamos, que havia tanto e tantos para ver. Tantas perguntas, luvas esquecidas, botas molhadas, espécies de nomes difíceis; tantos encontros, artistas, autores brilhantes, pesquisadores em dúvida, viajantes ousados. Tantos outros modos de ver o que eu supunha conhecer. Um desses modos é este pequeno livro que fiz questão de não abrir até que suas autoras o mostrassem já pronto. Para um pai viajante, calejado de surpresas, devorador de grandes e pequenos livros, foi uma grande surpresa. A maior que já tive.”
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Texto disponível em: https://www.editorapeiropolis.com.br/férias-na-antartica (Adaptado). Acesso: 22/07/2024
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A obra “Robson Crusoé”, de Daniel Defoe, conta a história de um jovem inglês apaixonado por navegação que naufraga em uma ilha e enfrenta diversas aventuras. Leia a seguir um fragmento que apresenta algumas impressões do personagem sobre uma de suas aventuras marítimas.
TEXTO 3
Essa foi a única viagem que posso dar por bem-sucedida de todas as minhas aventuras, o que devo à integridade e à honestidade do meu amigo Capitão, com quem obtive ainda algum conhecimento competente da matemática e das regras da navegação, aprendi a manter um traçado da rota do navio, fazer observações e, em suma, compreender algumas coisas que qualquer marinheiro deve saber, pois, como ele se comprazia em me ensinar, eu sentia um verdadeiro deleite em aprender; e, numa palavra, essa viagem fez de mim tanto marinheiro quanto mercador, pois, em troca das minhas mercadorias, trouxe de volta para casa cinco libras e nove onças de peso em pó de ouro, que vendi ao voltar a Londres por quase trezentas libras esterlinas, o que me deixou tomado por ideias e aspirações que, a partir de então, arremataram minha ruína.
DEFOE, D. Robinson Crusoé. São Paulo: Peguin – Companhia das Letras, 2012, p.47.
Disponível em: https://www.matinaljornalismo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/robinson-crusoe-daniel-defoe.pdf
Adaptado. Acesso: 23/07/2024
Após a leitura do TEXTO 3, é possível concluir que:Resolução comentada
Análise das alternativas
A obra “Robson Crusoé”, de Daniel Defoe, conta a história de um jovem inglês apaixonado por navegação que naufraga em uma ilha e enfrenta diversas aventuras. Leia a seguir um fragmento que apresenta algumas impressões do personagem sobre uma de suas aventuras marítimas.
TEXTO 3
Essa foi a única viagem que posso dar por bem-sucedida de todas as minhas aventuras, o que devo à integridade e à honestidade do meu amigo Capitão, com quem obtive ainda algum conhecimento competente da matemática e das regras da navegação, aprendi a manter um traçado da rota do navio, fazer observações e, em suma, compreender algumas coisas que qualquer marinheiro deve saber, pois, como ele se comprazia em me ensinar, eu sentia um verdadeiro deleite em aprender; e, numa palavra, essa viagem fez de mim tanto marinheiro quanto mercador, pois, em troca das minhas mercadorias, trouxe de volta para casa cinco libras e nove onças de peso em pó de ouro, que vendi ao voltar a Londres por quase trezentas libras esterlinas, o que me deixou tomado por ideias e aspirações que, a partir de então, arremataram minha ruína.
DEFOE, D. Robinson Crusoé. São Paulo: Peguin – Companhia das Letras, 2012, p.47.
Disponível em: https://www.matinaljornalismo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/robinson-crusoe-daniel-defoe.pdf
Adaptado. Acesso: 23/07/2024
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A obra “Robson Crusoé”, de Daniel Defoe, conta a história de um jovem inglês apaixonado por navegação que naufraga em uma ilha e enfrenta diversas aventuras. Leia a seguir um fragmento que apresenta algumas impressões do personagem sobre uma de suas aventuras marítimas.
TEXTO 3
Essa foi a única viagem que posso dar por bem-sucedida de todas as minhas aventuras, o que devo à integridade e à honestidade do meu amigo Capitão, com quem obtive ainda algum conhecimento competente da matemática e das regras da navegação, aprendi a manter um traçado da rota do navio, fazer observações e, em suma, compreender algumas coisas que qualquer marinheiro deve saber, pois, como ele se comprazia em me ensinar, eu sentia um verdadeiro deleite em aprender; e, numa palavra, essa viagem fez de mim tanto marinheiro quanto mercador, pois, em troca das minhas mercadorias, trouxe de volta para casa cinco libras e nove onças de peso em pó de ouro, que vendi ao voltar a Londres por quase trezentas libras esterlinas, o que me deixou tomado por ideias e aspirações que, a partir de então, arremataram minha ruína.
DEFOE, D. Robinson Crusoé. São Paulo: Peguin – Companhia das Letras, 2012, p.47.
Disponível em: https://www.matinaljornalismo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/robinson-crusoe-daniel-defoe.pdf
Adaptado. Acesso: 23/07/2024
Assinale a alternativa que apresenta, explicitamente, o tipo de narrador do TEXTO 3:Resolução comentada
Análise das alternativas
A obra “Robson Crusoé”, de Daniel Defoe, conta a história de um jovem inglês apaixonado por navegação que naufraga em uma ilha e enfrenta diversas aventuras. Leia a seguir um fragmento que apresenta algumas impressões do personagem sobre uma de suas aventuras marítimas.
TEXTO 3
Essa foi a única viagem que posso dar por bem-sucedida de todas as minhas aventuras, o que devo à integridade e à honestidade do meu amigo Capitão, com quem obtive ainda algum conhecimento competente da matemática e das regras da navegação, aprendi a manter um traçado da rota do navio, fazer observações e, em suma, compreender algumas coisas que qualquer marinheiro deve saber, pois, como ele se comprazia em me ensinar, eu sentia um verdadeiro deleite em aprender; e, numa palavra, essa viagem fez de mim tanto marinheiro quanto mercador, pois, em troca das minhas mercadorias, trouxe de volta para casa cinco libras e nove onças de peso em pó de ouro, que vendi ao voltar a Londres por quase trezentas libras esterlinas, o que me deixou tomado por ideias e aspirações que, a partir de então, arremataram minha ruína.
DEFOE, D. Robinson Crusoé. São Paulo: Peguin – Companhia das Letras, 2012, p.47.
Disponível em: https://www.matinaljornalismo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/robinson-crusoe-daniel-defoe.pdf
Adaptado. Acesso: 23/07/2024
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TEXTO 4
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Disponível em: https://digofreitas.com/hq/minha-vida-de-cao-viajando-de-novo/Acesso: 24/07/2024
O efeito de humor na tirinha acima (TEXTO 4) se dá por meio:
TEXTO 4
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Disponível em: https://digofreitas.com/hq/minha-vida-de-cao-viajando-de-novo/Acesso: 24/07/2024
É uma palavra empregada na tirinha (TEXTO 4) que, por meio do processo de derivação, dá ênfase ao estado ânimo do personagem:
TEXTO 4
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Disponível em: https://digofreitas.com/hq/minha-vida-de-cao-viajando-de-novo/Acesso: 24/07/2024
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TEXTO 5
A Vida de Viajante
Luiz Gonzaga
Minha vida é andar por este país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei
Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E a alegria no coração
[...]
Mar e terra
Inverno e verão
Mostro o sorriso
Mostro a alegria
Mas eu mesmo não
E a saudade no coração
Disponível em: https://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/82381/. Acesso em 22/08/2024.
No TEXTO 5, a canção ‘A Vida do Viajante’ descreve a jornada incessante de um viajante que percorre o país, deixando amigos e memórias por onde passa. Nos versos “Sigo o roteiro / Mais uma estação”, comprova-se que essas viagens representam para o autor:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 5
A Vida de Viajante
Luiz Gonzaga
Minha vida é andar por este país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei
Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E a alegria no coração
[...]
Mar e terra
Inverno e verão
Mostro o sorriso
Mostro a alegria
Mas eu mesmo não
E a saudade no coração
Disponível em: https://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/82381/. Acesso em 22/08/2024.
Apesar da vida nômade do viajante, observa-se um anseio por paz e por estabilidade no seguinte verso:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 5
A Vida de Viajante
Luiz Gonzaga
Minha vida é andar por este país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei
Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E a alegria no coração
[...]
Mar e terra
Inverno e verão
Mostro o sorriso
Mostro a alegria
Mas eu mesmo não
E a saudade no coração
Disponível em: https://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/82381/. Acesso em 22/08/2024.
Observe os seguintes versos da canção A Vida de Viajante (TEXTO 5):
“Mar e terra
Inverno e verão”
Considerando o contexto da canção, nesses versos, os compositores recorrem a relações de antonímia para alcançar o efeito:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 6
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Disponível em: https://www.facebook.com/photo/?fbid=299628706807345&set=a.225100244260192&locale=pt_BR. Acesso em 23/08/2024.
No TEXTO 6, a companhia aérea Azul constrói o seu anúncio a partir de uma alteração introduzida na ortografia da Língua Portuguesa pelo Novo Acordo Ortográfico. Marque a alternativa em que a palavra segue a mesma regra de acentuação da palavra “voo”:
TEXTO 7
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Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho/112791566859/amanh%C3%A3-e-s%C3%A1bado-belo-horizonte-informa%C3%A7%C3%B5es-no . Acesso em 23/08/2024.
A pontuação é um recurso utilizado para marcar na escrita pausas, entonações e até gestos que teríamos na situação de fala. O uso das reticências, na tirinha (TEXTO 7), permite o seguinte efeito de sentido:
TEXTO 7
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Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho/112791566859/amanh%C3%A3-e-s%C3%A1bado-belo-horizonte-informa%C3%A7%C3%B5es-no . Acesso em 23/08/2024.
Na tirinha (TEXTO 7), a palavra que funciona como um modificador de um adjetivo é:
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