← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Juiz de Fora (CMJF) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito Gabarito disponível O texto busca mostrar a importância da empatia nas atitudes. O conto e as falas do professor mostram, em dois episódios, como a empatia muda o julgamento sobre os outros. O objetivo principal é evidenciar sua importância e relevância nas atitudes. B) Errada: os casos de falta de empatia são o meio, não o objetivo. C) Errada: a manifestação empática dos alunos não é o foco principal. D) Errada: o texto ensina e não condena. E) Errada: os óculos são apenas um recurso simbólico. Referência: Interpretação de texto: objetivo do texto Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O professor foi à casa do aluno por preocupação com os atrasos e as notas. O 6º parágrafo diz que, preocupado com os atrasos e a queda no rendimento, o professor foi falar com os pais do menino. É o que afirma a alternativa D. A) Errada: as acusações foram feitas sem prova, e os verdadeiros ladrões não foram identificados. B) Errada: o professor pediu atenção para ver se a situação se repetia, não 'como' se repetia. C) Errada: a descoberta da cadela veio depois, as crianças seguiram o animal para investigar. E) Errada: os óculos são uma metáfora criada pelas crianças, que não demonstram ações empáticas. Referência: Interpretação de texto (Paulo Costa, 'Os óculos mágicos da empatia') Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O enredo guia as ações dos personagens e explora a empatia. O texto é um conto com enredo (desaparecimento das lancheiras, atrasos do aluno, os óculos), que conduz as ações dos personagens e desenvolve o tema da empatia. A) Errada: o narrador está em 3ª pessoa e não é personagem. B) Errada: o narrador apenas relata, sem comentários opinativos constantes. C) Errada: o espaço não dialoga com marcas temporais na caracterização dos personagens. D) Errada: não há advérbios de tempo em todos os parágrafos. Referência: Elementos da narrativa Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Só a afirmação II está correta. II está correta: 'cadela' é retomada por 'o animal' e 'ela', e 'cãezinhos' é retomado por 'os' (alimentá-los) e 'filhotinhos'. I está errada: 'lhes' se refere aos meninos e 'os' (em 'punham-nos') se refere aos óculos. III está errada: 'consigo' retoma 'cada pessoa', não 'outro'. A, C, D e E) Erradas, pois incluem I ou III, que são falsas. Referência: Coesão textual: referenciação e pronomes Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Oposto da empatia: 'pimenta nos olhos dos outros é refresco'. A passagem mostra troca e compartilhamento entre o mar e a boneca, o que é empatia. O ditado 'Pimenta nos olhos dos outros é refresco' expressa indiferença ao sofrimento alheio, o contrário da empatia. É o que a questão pede ao falar de relação 'de modo oposto'. A) Fala do passado que não volta, sem relação de oposição. B) Fala da alternância de sorte. D) Fala de acúmulo gradual, o que se aproxima da ideia de dar um pouco. E) Fala de persistência. Referência: Linguagem figurada: ditados populares Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Só o par I aproxima as duas abordagens da empatia. No par I, 'encoste em mim' propõe aproximar-se do outro para compreendê-lo, o que se aproxima de 'colocar-se no lugar do outro, sentir empatia'. Nos pares II e III não há essa correspondência. II) A troca mútua do mar e da boneca não se relaciona com a esperança de um novo amanhecer. III) A ansiedade e o medo da boneca não se relacionam com os laços de ternura como diferença. Por isso só o par I vale (alternativa A). Referência: Comparação entre textos: tema da empatia Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Amanhecer' e 'coração' são oxítonas. Em 'amanhecer' a sílaba tônica é 'cer', e em 'coração' é 'ção'. As duas têm a tônica na última sílaba, logo são oxítonas. A) Errada: 'máximo' tem tônica na antepenúltima sílaba, mas a justificativa da alternativa (penúltima) está incorreta. B) Errada: 'conheceria' e 'empatia' são ambas paroxítonas. C) Errada: 'frente' e 'entende' são paroxítonas. E) Errada: 'alguém' é oxítona, mas 'é' é monossílabo tônico e não se classifica como oxítona nem pelo critério dado. Referência: Fonologia: tonicidade das palavras Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Os dois-pontos introduzem uma conclusão, equivalente a 'portanto'. O primeiro enunciado (interferimos na vida alheia a cada gesto) é a razão da exortação seguinte (sejamos mais empáticos). A relação é de conclusão, expressa por 'portanto'. A, C, D e E) Erradas: 'entretanto', 'todavia' e 'contudo' são adversativas, e 'não obstante' tem valor concessivo ou adversativo. Todas criam oposição que o trecho original não tem. Referência: Conjunções e relações de sentido; uso dos dois-pontos Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Nada impede?' antecipa uma ressalva explicada logo depois. A pergunta retoma a afirmação anterior ('nada impede') e a autora logo se corrige: 'foi força de expressão', pois o narcisismo impede a empatia. Ela anuncia, assim, uma ressalva que é esclarecida em seguida. B) Errada: é uma pergunta retórica, que a própria autora responde, e não o leitor. C) Errada: ela não nega a ideia, apenas a restringe com exceções. D) Errada: não há consentimento, há uma ressalva. E) Errada: a autora não condena a ideia, ela a qualifica. Referência: Interpretação de texto: função de perguntas retóricas Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Em 'amorzinho' o diminutivo é afetivo, não depreciativo. Em 'coisinhas', o diminutivo minimiza e diminui o valor das atitudes, com valor depreciativo ou irônico. Em A, B, C e D o sufixo também tem sentido pejorativo ou de desvalorização. Em E, 'amorzinho' é carinhoso, um uso afetivo diferente do de 'coisinhas'. A) 'aulinha' tem valor de menosprezo. B) 'assuntozinho' reforça o desprezo ('sem importância'). C) 'empregadinha' é depreciativo. D) 'franguinho' é usado de forma pejorativa, para quem tem físico franzino. Todas mantêm o sentido de 'coisinhas', então não são a resposta. Referência: Morfologia: grau do substantivo, valor semântico do diminutivo Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Polidez e cortesia são sinônimos. Polidez é o trato educado e gentil, o que equivale a cortesia. Por isso a relação de sinonímia em E é possível. A) Errada: empatia é compreensão do outro, e desprezo é o oposto. B) Errada: ignorância é falta de conhecimento, e percepção é o ato de perceber. C) Errada: barbárie é selvageria, e transformação é mudança. D) Errada: narcisismo é adoração de si mesmo, e empolgação é entusiasmo. Referência: Semântica: sinonímia Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Interesses próprios acima do bem público caracterizam o mau-caratismo. No 5º parágrafo, a autora define o mau-caratismo como a atitude de quem, tendo o dever de pensar no bem público, coloca os próprios interesses acima dos de todos. A alternativa C reproduz essa ideia: priorizar o interesse próprio em detrimento do bem público legitima a postura de mau-caráter. A) Errada: o texto contrapõe simpatia e empatia, e uma não é motivo da outra. B) Errada: o texto diz que interferimos na vida alheia a cada gesto, mas não restringe a interferência a isso. D) Errada: compreender o comportamento do outro é empatia, e o texto diz que ela é possível mesmo sem sintonia. E) Errada: a estreiteza da existência decorre de não abrir horizontes, o oposto de ampliá-los. Referência: Interpretação de texto (Martha Medeiros, 'Empatia', 5º parágrafo) Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelColégio Militar de Juiz de Fora — Processo Seletivo 2024/2025 — 6º ano do Ensino Fundamental — Matemática e Língua Portuguesa — Prova 1
Leia o Texto 1, para responder às questões de 21 a 25.
Texto 1
Os óculos mágicos da empatia
Paulo Costa
Era uma vez, um velho professor que dava aulas numa aldeia perdida entre as
montanhas. Havia formado várias gerações daquela região e andava amargurado por se dar
conta de que as crianças daqueles últimos anos pareciam mais egoístas, menos simpáticas,
brincando cada vez mais sozinhas ou em pequenos grupos.
05 Um dia, algumas crianças perceberam que as suas lancheiras tinham desaparecido.
Rapidamente, começaram a acusar-se mutuamente e a identificar potenciais ladrões entre
os colegas que consideravam menos confiáveis ou mais travessos. Ao ver a confusão geral
e o mau ambiente instalado, o professor apelou à calma e pediu que todos estivessem
atentos nos dias seguintes, para averiguar se a situação se repetia.
10 A verdade é que, logo no dia seguinte, as crianças se deram conta de que uma cadela
entrava sorrateiramente na escola e levava algumas merendeiras. Então, duas delas foram
atrás do animal e descobriram que ela havia parido seis cãezinhos na floresta e estava a
alimentá-los. Quando as crianças da escola souberam da verdade, ficaram todas
enternecidas e arrependidas por terem julgado os colegas e decidiram levar, todos os dias,
15 comida para os filhotinhos. Então, o velho professor disse:
— Muito bem, meninos. Por vezes, nós nos apressamos a tirar conclusões sobre os
outros, sem saber o que está por trás das suas atitudes. Temos de proceder de forma
diferente, e a isso se chama empatia. Ela acontece quando conseguimos deixar de ser
egoístas e nos esforçamos para sentir como nosso o que o outro sente. A sociedade seria
20 bem melhor se cada pessoa fosse capaz de se colocar no lugar do outro e se perguntasse
como seria a situação se fosse consigo. Quando há empatia no nosso coração, sentimos um
desejo enorme de acabar com o sofrimento dos demais. A empatia, a compaixão e o amor
são as dimensões essenciais da vida que precisamos trabalhar para nos tornarmos
verdadeiramente humanos. Estou muito satisfeito com a atitude de vocês.
25 Nas semanas seguintes, uma das crianças chegava atrasada todos os dias, e os seus
resultados estavam baixando significativamente. Os colegas não demoraram a comentar que
era a consequência de ser um aluno pouco responsável e pouco empenhado.
Preocupado com os atrasos e a diminuição do rendimento do aluno, o professor foi à
casa do menino para conversar com seus pais. Para seu espanto, ficou sabendo que a mãe
30 estava muito doente, e, por isso, a criança andava triste. Ainda, como tinha que colaborar
nas lidas da casa e cuidar da irmãzinha mais pequenina, não conseguia chegar às aulas na
hora. Então, no dia seguinte, o professor pôs a turma a par de toda a situação do colega, e
todos ficaram muito sensibilizados e comovidos. Depois, disse às crianças:
— Voltamos a pensar de forma injusta. Mais do que sentir o que o outro sente, a
35 empatia tem a ver com estar ao lado dele, mesmo que seja sem dizer absolutamente nada.
Para compreender os demais, o desafio mais importante é tentar escutar o que dizem,
mesmo que nunca venham a dizê-lo com palavras. Quem não for capaz de tentar
compreender um olhar e um silêncio também não conseguirá entender uma explicação, por
mais elaborada que seja. Vamos fazer a nossa parte, para que o nosso amigo ultrapasse
40 esta fase difícil, melhore as notas e a sua mãe recupere a saúde.
Depois de todas as crianças se comprometerem a serem melhores umas com as
outras, a mais novinha disse que poderiam construir os óculos mágicos da empatia. Assim,
quando tivessem que falar de alguém, punham-nos para serem capazes de ver com os olhos
do outro e não terem a visão das próprias ideias refletidas nos próprios olhos.
45 Todos adoraram a interessante e criativa ideia da colega e puseram mãos à obra.
Então, o professor, envaidecido com os seus meninos, disse-lhes:
— Estou orgulhoso de vocês. A empatia é um dos mais belos sentimentos e mais
nobres qualidades do ser humano. O mundo seria um lugar bem melhor se superássemos
os preconceitos e praticássemos a empatia e o respeito pelos outros. A empatia é tentar
50 perceber os outros nas suas circunstâncias, ver o mundo com os seus olhos e apreciar os
seus pontos de vista. Então, vamos todos colocar os óculos mágicos da empatia!
Disponível em: https://www.imissio.net/artigos/57/4995/conto-os-oculos-magicos-da-empatia/. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
O objetivo principal do Texto 1 éResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 1, para responder às questões de 21 a 25.
Texto 1
Os óculos mágicos da empatia
Paulo Costa
Era uma vez, um velho professor que dava aulas numa aldeia perdida entre as
montanhas. Havia formado várias gerações daquela região e andava amargurado por se dar
conta de que as crianças daqueles últimos anos pareciam mais egoístas, menos simpáticas,
brincando cada vez mais sozinhas ou em pequenos grupos.
05 Um dia, algumas crianças perceberam que as suas lancheiras tinham desaparecido.
Rapidamente, começaram a acusar-se mutuamente e a identificar potenciais ladrões entre
os colegas que consideravam menos confiáveis ou mais travessos. Ao ver a confusão geral
e o mau ambiente instalado, o professor apelou à calma e pediu que todos estivessem
atentos nos dias seguintes, para averiguar se a situação se repetia.
10 A verdade é que, logo no dia seguinte, as crianças se deram conta de que uma cadela
entrava sorrateiramente na escola e levava algumas merendeiras. Então, duas delas foram
atrás do animal e descobriram que ela havia parido seis cãezinhos na floresta e estava a
alimentá-los. Quando as crianças da escola souberam da verdade, ficaram todas
enternecidas e arrependidas por terem julgado os colegas e decidiram levar, todos os dias,
15 comida para os filhotinhos. Então, o velho professor disse:
— Muito bem, meninos. Por vezes, nós nos apressamos a tirar conclusões sobre os
outros, sem saber o que está por trás das suas atitudes. Temos de proceder de forma
diferente, e a isso se chama empatia. Ela acontece quando conseguimos deixar de ser
egoístas e nos esforçamos para sentir como nosso o que o outro sente. A sociedade seria
20 bem melhor se cada pessoa fosse capaz de se colocar no lugar do outro e se perguntasse
como seria a situação se fosse consigo. Quando há empatia no nosso coração, sentimos um
desejo enorme de acabar com o sofrimento dos demais. A empatia, a compaixão e o amor
são as dimensões essenciais da vida que precisamos trabalhar para nos tornarmos
verdadeiramente humanos. Estou muito satisfeito com a atitude de vocês.
25 Nas semanas seguintes, uma das crianças chegava atrasada todos os dias, e os seus
resultados estavam baixando significativamente. Os colegas não demoraram a comentar que
era a consequência de ser um aluno pouco responsável e pouco empenhado.
Preocupado com os atrasos e a diminuição do rendimento do aluno, o professor foi à
casa do menino para conversar com seus pais. Para seu espanto, ficou sabendo que a mãe
30 estava muito doente, e, por isso, a criança andava triste. Ainda, como tinha que colaborar
nas lidas da casa e cuidar da irmãzinha mais pequenina, não conseguia chegar às aulas na
hora. Então, no dia seguinte, o professor pôs a turma a par de toda a situação do colega, e
todos ficaram muito sensibilizados e comovidos. Depois, disse às crianças:
— Voltamos a pensar de forma injusta. Mais do que sentir o que o outro sente, a
35 empatia tem a ver com estar ao lado dele, mesmo que seja sem dizer absolutamente nada.
Para compreender os demais, o desafio mais importante é tentar escutar o que dizem,
mesmo que nunca venham a dizê-lo com palavras. Quem não for capaz de tentar
compreender um olhar e um silêncio também não conseguirá entender uma explicação, por
mais elaborada que seja. Vamos fazer a nossa parte, para que o nosso amigo ultrapasse
40 esta fase difícil, melhore as notas e a sua mãe recupere a saúde.
Depois de todas as crianças se comprometerem a serem melhores umas com as
outras, a mais novinha disse que poderiam construir os óculos mágicos da empatia. Assim,
quando tivessem que falar de alguém, punham-nos para serem capazes de ver com os olhos
do outro e não terem a visão das próprias ideias refletidas nos próprios olhos.
45 Todos adoraram a interessante e criativa ideia da colega e puseram mãos à obra.
Então, o professor, envaidecido com os seus meninos, disse-lhes:
— Estou orgulhoso de vocês. A empatia é um dos mais belos sentimentos e mais
nobres qualidades do ser humano. O mundo seria um lugar bem melhor se superássemos
os preconceitos e praticássemos a empatia e o respeito pelos outros. A empatia é tentar
50 perceber os outros nas suas circunstâncias, ver o mundo com os seus olhos e apreciar os
seus pontos de vista. Então, vamos todos colocar os óculos mágicos da empatia!
Disponível em: https://www.imissio.net/artigos/57/4995/conto-os-oculos-magicos-da-empatia/. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
De acordo com o Texto 1,Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 1, para responder às questões de 21 a 25.
Texto 1
Os óculos mágicos da empatia
Paulo Costa
Era uma vez, um velho professor que dava aulas numa aldeia perdida entre as
montanhas. Havia formado várias gerações daquela região e andava amargurado por se dar
conta de que as crianças daqueles últimos anos pareciam mais egoístas, menos simpáticas,
brincando cada vez mais sozinhas ou em pequenos grupos.
05 Um dia, algumas crianças perceberam que as suas lancheiras tinham desaparecido.
Rapidamente, começaram a acusar-se mutuamente e a identificar potenciais ladrões entre
os colegas que consideravam menos confiáveis ou mais travessos. Ao ver a confusão geral
e o mau ambiente instalado, o professor apelou à calma e pediu que todos estivessem
atentos nos dias seguintes, para averiguar se a situação se repetia.
10 A verdade é que, logo no dia seguinte, as crianças se deram conta de que uma cadela
entrava sorrateiramente na escola e levava algumas merendeiras. Então, duas delas foram
atrás do animal e descobriram que ela havia parido seis cãezinhos na floresta e estava a
alimentá-los. Quando as crianças da escola souberam da verdade, ficaram todas
enternecidas e arrependidas por terem julgado os colegas e decidiram levar, todos os dias,
15 comida para os filhotinhos. Então, o velho professor disse:
— Muito bem, meninos. Por vezes, nós nos apressamos a tirar conclusões sobre os
outros, sem saber o que está por trás das suas atitudes. Temos de proceder de forma
diferente, e a isso se chama empatia. Ela acontece quando conseguimos deixar de ser
egoístas e nos esforçamos para sentir como nosso o que o outro sente. A sociedade seria
20 bem melhor se cada pessoa fosse capaz de se colocar no lugar do outro e se perguntasse
como seria a situação se fosse consigo. Quando há empatia no nosso coração, sentimos um
desejo enorme de acabar com o sofrimento dos demais. A empatia, a compaixão e o amor
são as dimensões essenciais da vida que precisamos trabalhar para nos tornarmos
verdadeiramente humanos. Estou muito satisfeito com a atitude de vocês.
25 Nas semanas seguintes, uma das crianças chegava atrasada todos os dias, e os seus
resultados estavam baixando significativamente. Os colegas não demoraram a comentar que
era a consequência de ser um aluno pouco responsável e pouco empenhado.
Preocupado com os atrasos e a diminuição do rendimento do aluno, o professor foi à
casa do menino para conversar com seus pais. Para seu espanto, ficou sabendo que a mãe
30 estava muito doente, e, por isso, a criança andava triste. Ainda, como tinha que colaborar
nas lidas da casa e cuidar da irmãzinha mais pequenina, não conseguia chegar às aulas na
hora. Então, no dia seguinte, o professor pôs a turma a par de toda a situação do colega, e
todos ficaram muito sensibilizados e comovidos. Depois, disse às crianças:
— Voltamos a pensar de forma injusta. Mais do que sentir o que o outro sente, a
35 empatia tem a ver com estar ao lado dele, mesmo que seja sem dizer absolutamente nada.
Para compreender os demais, o desafio mais importante é tentar escutar o que dizem,
mesmo que nunca venham a dizê-lo com palavras. Quem não for capaz de tentar
compreender um olhar e um silêncio também não conseguirá entender uma explicação, por
mais elaborada que seja. Vamos fazer a nossa parte, para que o nosso amigo ultrapasse
40 esta fase difícil, melhore as notas e a sua mãe recupere a saúde.
Depois de todas as crianças se comprometerem a serem melhores umas com as
outras, a mais novinha disse que poderiam construir os óculos mágicos da empatia. Assim,
quando tivessem que falar de alguém, punham-nos para serem capazes de ver com os olhos
do outro e não terem a visão das próprias ideias refletidas nos próprios olhos.
45 Todos adoraram a interessante e criativa ideia da colega e puseram mãos à obra.
Então, o professor, envaidecido com os seus meninos, disse-lhes:
— Estou orgulhoso de vocês. A empatia é um dos mais belos sentimentos e mais
nobres qualidades do ser humano. O mundo seria um lugar bem melhor se superássemos
os preconceitos e praticássemos a empatia e o respeito pelos outros. A empatia é tentar
50 perceber os outros nas suas circunstâncias, ver o mundo com os seus olhos e apreciar os
seus pontos de vista. Então, vamos todos colocar os óculos mágicos da empatia!
Disponível em: https://www.imissio.net/artigos/57/4995/conto-os-oculos-magicos-da-empatia/. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
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Leia o Texto 1, para responder às questões de 21 a 25.
Texto 1
Os óculos mágicos da empatia
Paulo Costa
Era uma vez, um velho professor que dava aulas numa aldeia perdida entre as
montanhas. Havia formado várias gerações daquela região e andava amargurado por se dar
conta de que as crianças daqueles últimos anos pareciam mais egoístas, menos simpáticas,
brincando cada vez mais sozinhas ou em pequenos grupos.
05 Um dia, algumas crianças perceberam que as suas lancheiras tinham desaparecido.
Rapidamente, começaram a acusar-se mutuamente e a identificar potenciais ladrões entre
os colegas que consideravam menos confiáveis ou mais travessos. Ao ver a confusão geral
e o mau ambiente instalado, o professor apelou à calma e pediu que todos estivessem
atentos nos dias seguintes, para averiguar se a situação se repetia.
10 A verdade é que, logo no dia seguinte, as crianças se deram conta de que uma cadela
entrava sorrateiramente na escola e levava algumas merendeiras. Então, duas delas foram
atrás do animal e descobriram que ela havia parido seis cãezinhos na floresta e estava a
alimentá-los. Quando as crianças da escola souberam da verdade, ficaram todas
enternecidas e arrependidas por terem julgado os colegas e decidiram levar, todos os dias,
15 comida para os filhotinhos. Então, o velho professor disse:
— Muito bem, meninos. Por vezes, nós nos apressamos a tirar conclusões sobre os
outros, sem saber o que está por trás das suas atitudes. Temos de proceder de forma
diferente, e a isso se chama empatia. Ela acontece quando conseguimos deixar de ser
egoístas e nos esforçamos para sentir como nosso o que o outro sente. A sociedade seria
20 bem melhor se cada pessoa fosse capaz de se colocar no lugar do outro e se perguntasse
como seria a situação se fosse consigo. Quando há empatia no nosso coração, sentimos um
desejo enorme de acabar com o sofrimento dos demais. A empatia, a compaixão e o amor
são as dimensões essenciais da vida que precisamos trabalhar para nos tornarmos
verdadeiramente humanos. Estou muito satisfeito com a atitude de vocês.
25 Nas semanas seguintes, uma das crianças chegava atrasada todos os dias, e os seus
resultados estavam baixando significativamente. Os colegas não demoraram a comentar que
era a consequência de ser um aluno pouco responsável e pouco empenhado.
Preocupado com os atrasos e a diminuição do rendimento do aluno, o professor foi à
casa do menino para conversar com seus pais. Para seu espanto, ficou sabendo que a mãe
30 estava muito doente, e, por isso, a criança andava triste. Ainda, como tinha que colaborar
nas lidas da casa e cuidar da irmãzinha mais pequenina, não conseguia chegar às aulas na
hora. Então, no dia seguinte, o professor pôs a turma a par de toda a situação do colega, e
todos ficaram muito sensibilizados e comovidos. Depois, disse às crianças:
— Voltamos a pensar de forma injusta. Mais do que sentir o que o outro sente, a
35 empatia tem a ver com estar ao lado dele, mesmo que seja sem dizer absolutamente nada.
Para compreender os demais, o desafio mais importante é tentar escutar o que dizem,
mesmo que nunca venham a dizê-lo com palavras. Quem não for capaz de tentar
compreender um olhar e um silêncio também não conseguirá entender uma explicação, por
mais elaborada que seja. Vamos fazer a nossa parte, para que o nosso amigo ultrapasse
40 esta fase difícil, melhore as notas e a sua mãe recupere a saúde.
Depois de todas as crianças se comprometerem a serem melhores umas com as
outras, a mais novinha disse que poderiam construir os óculos mágicos da empatia. Assim,
quando tivessem que falar de alguém, punham-nos para serem capazes de ver com os olhos
do outro e não terem a visão das próprias ideias refletidas nos próprios olhos.
45 Todos adoraram a interessante e criativa ideia da colega e puseram mãos à obra.
Então, o professor, envaidecido com os seus meninos, disse-lhes:
— Estou orgulhoso de vocês. A empatia é um dos mais belos sentimentos e mais
nobres qualidades do ser humano. O mundo seria um lugar bem melhor se superássemos
os preconceitos e praticássemos a empatia e o respeito pelos outros. A empatia é tentar
50 perceber os outros nas suas circunstâncias, ver o mundo com os seus olhos e apreciar os
seus pontos de vista. Então, vamos todos colocar os óculos mágicos da empatia!
Disponível em: https://www.imissio.net/artigos/57/4995/conto-os-oculos-magicos-da-empatia/. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
No que diz respeito aos elementos essenciais da narrativa, no Texto 1, háResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 1, para responder às questões de 21 a 25.
Texto 1
Os óculos mágicos da empatia
Paulo Costa
Era uma vez, um velho professor que dava aulas numa aldeia perdida entre as
montanhas. Havia formado várias gerações daquela região e andava amargurado por se dar
conta de que as crianças daqueles últimos anos pareciam mais egoístas, menos simpáticas,
brincando cada vez mais sozinhas ou em pequenos grupos.
05 Um dia, algumas crianças perceberam que as suas lancheiras tinham desaparecido.
Rapidamente, começaram a acusar-se mutuamente e a identificar potenciais ladrões entre
os colegas que consideravam menos confiáveis ou mais travessos. Ao ver a confusão geral
e o mau ambiente instalado, o professor apelou à calma e pediu que todos estivessem
atentos nos dias seguintes, para averiguar se a situação se repetia.
10 A verdade é que, logo no dia seguinte, as crianças se deram conta de que uma cadela
entrava sorrateiramente na escola e levava algumas merendeiras. Então, duas delas foram
atrás do animal e descobriram que ela havia parido seis cãezinhos na floresta e estava a
alimentá-los. Quando as crianças da escola souberam da verdade, ficaram todas
enternecidas e arrependidas por terem julgado os colegas e decidiram levar, todos os dias,
15 comida para os filhotinhos. Então, o velho professor disse:
— Muito bem, meninos. Por vezes, nós nos apressamos a tirar conclusões sobre os
outros, sem saber o que está por trás das suas atitudes. Temos de proceder de forma
diferente, e a isso se chama empatia. Ela acontece quando conseguimos deixar de ser
egoístas e nos esforçamos para sentir como nosso o que o outro sente. A sociedade seria
20 bem melhor se cada pessoa fosse capaz de se colocar no lugar do outro e se perguntasse
como seria a situação se fosse consigo. Quando há empatia no nosso coração, sentimos um
desejo enorme de acabar com o sofrimento dos demais. A empatia, a compaixão e o amor
são as dimensões essenciais da vida que precisamos trabalhar para nos tornarmos
verdadeiramente humanos. Estou muito satisfeito com a atitude de vocês.
25 Nas semanas seguintes, uma das crianças chegava atrasada todos os dias, e os seus
resultados estavam baixando significativamente. Os colegas não demoraram a comentar que
era a consequência de ser um aluno pouco responsável e pouco empenhado.
Preocupado com os atrasos e a diminuição do rendimento do aluno, o professor foi à
casa do menino para conversar com seus pais. Para seu espanto, ficou sabendo que a mãe
30 estava muito doente, e, por isso, a criança andava triste. Ainda, como tinha que colaborar
nas lidas da casa e cuidar da irmãzinha mais pequenina, não conseguia chegar às aulas na
hora. Então, no dia seguinte, o professor pôs a turma a par de toda a situação do colega, e
todos ficaram muito sensibilizados e comovidos. Depois, disse às crianças:
— Voltamos a pensar de forma injusta. Mais do que sentir o que o outro sente, a
35 empatia tem a ver com estar ao lado dele, mesmo que seja sem dizer absolutamente nada.
Para compreender os demais, o desafio mais importante é tentar escutar o que dizem,
mesmo que nunca venham a dizê-lo com palavras. Quem não for capaz de tentar
compreender um olhar e um silêncio também não conseguirá entender uma explicação, por
mais elaborada que seja. Vamos fazer a nossa parte, para que o nosso amigo ultrapasse
40 esta fase difícil, melhore as notas e a sua mãe recupere a saúde.
Depois de todas as crianças se comprometerem a serem melhores umas com as
outras, a mais novinha disse que poderiam construir os óculos mágicos da empatia. Assim,
quando tivessem que falar de alguém, punham-nos para serem capazes de ver com os olhos
do outro e não terem a visão das próprias ideias refletidas nos próprios olhos.
45 Todos adoraram a interessante e criativa ideia da colega e puseram mãos à obra.
Então, o professor, envaidecido com os seus meninos, disse-lhes:
— Estou orgulhoso de vocês. A empatia é um dos mais belos sentimentos e mais
nobres qualidades do ser humano. O mundo seria um lugar bem melhor se superássemos
os preconceitos e praticássemos a empatia e o respeito pelos outros. A empatia é tentar
50 perceber os outros nas suas circunstâncias, ver o mundo com os seus olhos e apreciar os
seus pontos de vista. Então, vamos todos colocar os óculos mágicos da empatia!
Disponível em: https://www.imissio.net/artigos/57/4995/conto-os-oculos-magicos-da-empatia/. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
A respeito dos recursos de coesão presentes no Texto 1, julgue as afirmações seguintes.
I. O pronome lhes (em “o professor, envaidecido com os seus meninos, disse-lhes” – l. 46) e o pronome os (em “punham-nos para serem capazes de ver as coisas com os olhos do outro” – l. 43) possuem, no texto, os mesmos elementos como referentes.
II. A palavra cadela (l. 10) foi substituída por dois vocábulos posteriormente, da mesma forma que a palavra cãezinhos (l. 12).
III. O pronome consigo (em “e se perguntasse como seria a situação se fosse consigo” – l. 21) retoma o termo outro (l. 20).
Está(ão) correta(s)Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 2, para responder às questões 26 e 27.
Texto 2
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Disponível em: https://www.facebook.com/AmigosdaAngel/photos/a.631794213593476/1619893644783523/?type=3&locale=pt_BR. Acesso em 30/7/2024.
A respeito do uso dos sinais de pontuação na tirinha, é correto afirmar que
Leia o Texto 2, para responder às questões 26 e 27.
Texto 2
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Disponível em: https://www.facebook.com/AmigosdaAngel/photos/a.631794213593476/1619893644783523/?type=3&locale=pt_BR. Acesso em 30/7/2024.
Com base no segundo quadrinho da tirinha, no qual não aparece o personagem Armandinho, objetivou-se
Leia o Texto 3, para responder às questões de 28 e 29.
Texto 3
A boneca de sal
Carl Rogers
Era uma vez, uma boneca de sal. Após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar
e não conseguiu compreendê-lo. Perguntou ao mar: “Quem é você?”.
Então, o mar respondeu: “Sou o mar.”.
“Mas o que é o mar?”.
05 E o mar respondeu: “O mar sou eu.”.
“Não entendo”, disse a boneca de sal, “mas gostaria muito de entender. Como faço?”.
O mar respondeu: “Encoste em mim.”.
Logo, a boneca de sal timidamente encostou no mar com as pontas dos dedos do pé.
Não só sentiu que começava a entender, mas também sentiu que acabara de perder o pé,
10 dissolvido na água.
“Mar, o que você fez?”.
E o mar respondeu: “Eu te dei um pouco de entendimento, e você me deu um pouco
de você. Para entender tudo, é necessário dar tudo.”.
Ansiosa pelo conhecimento, mas também com medo, a boneca de sal começou a
15 entrar no mar. Quanto mais entrava e quanto mais se dissolvia, mais compreendia a
enormidade do mar e da natureza, mas ainda faltava algo: “Afinal, o que é o mar?”.
Então, foi coberta por uma onda. Em seu último momento de consciência individual,
antes de diluir-se completamente na água, a boneca ainda conseguiu dizer: “O mar… o mar
sou eu!”
Disponível em: https://www.eusemfronteiras.com.br/o-conto-da-boneca-de-sal-e-empatia-em-nossa-vida/. Acesso em 30/7//2024. (Adaptado).
Observe a passagem do Texto 3 que pode ser interpretada como uma expressão de empatia.
“Eu te dei um pouco de entendimento, e você me deu um pouco de você.” (l. 12 e l. 13)
Levando-se em consideração que ditados populares indicam sentidos figurados, a passagem transcrita anteriormente pode ser relacionada, de modo oposto, ao ditado popularResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 3, para responder às questões de 28 e 29.
Texto 3
A boneca de sal
Carl Rogers
Era uma vez, uma boneca de sal. Após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar
e não conseguiu compreendê-lo. Perguntou ao mar: “Quem é você?”.
Então, o mar respondeu: “Sou o mar.”.
“Mas o que é o mar?”.
05 E o mar respondeu: “O mar sou eu.”.
“Não entendo”, disse a boneca de sal, “mas gostaria muito de entender. Como faço?”.
O mar respondeu: “Encoste em mim.”.
Logo, a boneca de sal timidamente encostou no mar com as pontas dos dedos do pé.
Não só sentiu que começava a entender, mas também sentiu que acabara de perder o pé,
10 dissolvido na água.
“Mar, o que você fez?”.
E o mar respondeu: “Eu te dei um pouco de entendimento, e você me deu um pouco
de você. Para entender tudo, é necessário dar tudo.”.
Ansiosa pelo conhecimento, mas também com medo, a boneca de sal começou a
15 entrar no mar. Quanto mais entrava e quanto mais se dissolvia, mais compreendia a
enormidade do mar e da natureza, mas ainda faltava algo: “Afinal, o que é o mar?”.
Então, foi coberta por uma onda. Em seu último momento de consciência individual,
antes de diluir-se completamente na água, a boneca ainda conseguiu dizer: “O mar… o mar
sou eu!”
Disponível em: https://www.eusemfronteiras.com.br/o-conto-da-boneca-de-sal-e-empatia-em-nossa-vida/. Acesso em 30/7//2024. (Adaptado).
Sobre os elementos linguísticos que compõem o Texto 3, julgue as afirmações.
I. Em “Logo, a boneca de sal timidamente encostou no mar...” (l. 8), o vocábulo logo apresentaria emprego similar se fosse deslocado, nessa frase, para depois de encostou.
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III. Em “Após peregrinar por terras áridas...” (l. 1) e ”... antes de diluir-se completamente na água...’” (l. 18), os vocábulos após e antes delimitam valores semânticos de tempo.
Está(ão) correta(s)
Leia o Texto 3, para responder às questões de 28 e 29.
Texto 3
A boneca de sal
Carl Rogers
Era uma vez, uma boneca de sal. Após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar
e não conseguiu compreendê-lo. Perguntou ao mar: “Quem é você?”.
Então, o mar respondeu: “Sou o mar.”.
“Mas o que é o mar?”.
05 E o mar respondeu: “O mar sou eu.”.
“Não entendo”, disse a boneca de sal, “mas gostaria muito de entender. Como faço?”.
O mar respondeu: “Encoste em mim.”.
Logo, a boneca de sal timidamente encostou no mar com as pontas dos dedos do pé.
Não só sentiu que começava a entender, mas também sentiu que acabara de perder o pé,
10 dissolvido na água.
“Mar, o que você fez?”.
E o mar respondeu: “Eu te dei um pouco de entendimento, e você me deu um pouco
de você. Para entender tudo, é necessário dar tudo.”.
Ansiosa pelo conhecimento, mas também com medo, a boneca de sal começou a
15 entrar no mar. Quanto mais entrava e quanto mais se dissolvia, mais compreendia a
enormidade do mar e da natureza, mas ainda faltava algo: “Afinal, o que é o mar?”.
Então, foi coberta por uma onda. Em seu último momento de consciência individual,
antes de diluir-se completamente na água, a boneca ainda conseguiu dizer: “O mar… o mar
sou eu!”
Disponível em: https://www.eusemfronteiras.com.br/o-conto-da-boneca-de-sal-e-empatia-em-nossa-vida/. Acesso em 30/7//2024. (Adaptado).
Leia o Texto 4, para responder às questões 30 e 31.
Texto 4
Laços
Nando Reis
Quem cuida com carinho de outra pessoa
Se importa com alguém que nem conheceria
Quem abre o coração e ama de verdade
Se doa simplesmente por humanidade
Se coloca no lugar do outro, sente empatia
Você que vai à luta e segue sempre em frente
Enfrenta os desafios que o destino traz
A vida é preciosa, todo mundo sente
Afeto e compaixão a gente sempre entende
Máximo respeito a você que faz
Laços de ternura e aliança
Hão de ser a diferença
O impossível pode acontecer
Só amor é capaz de dar a vida
E encontrar uma saída
Pra esperança vir de novo a cada novo amanhecer
Disponível em: https://www.letras.mus.br/nando-reis/lacos-part-ana-vilela/. Acesso em 30/7/2024.
Nos textos 3 e 4, é possível perceber a abordagem do tema “empatia” em determinados momentos. Leia o quadro abaixo, com pares de frases retiradas desses textos.
PAR | TEXTO 3 | TEXTO 4
I | O mar respondeu: “Encoste em mim.” (l. 6 e l. 7) | Se coloca no lugar do outro, sente empatia (v. 5)
II | Eu te dei um pouco de entendimento e você me deu um pouco de você. (l. 11 e l. 12) | Pra esperança vir de novo a cada novo amanhecer (v. 16)
III | Ansiosa pelo conhecimento, mas também com medo, (l. 14) | Laços de ternura e aliança / Hão de ser a diferença (v. 11 e v. 12)
O(s) par(es) em que há semelhança na abordagem do tema “empatia” é(são)Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 4, para responder às questões 30 e 31.
Texto 4
Laços
Nando Reis
Quem cuida com carinho de outra pessoa
Se importa com alguém que nem conheceria
Quem abre o coração e ama de verdade
Se doa simplesmente por humanidade
Se coloca no lugar do outro, sente empatia
Você que vai à luta e segue sempre em frente
Enfrenta os desafios que o destino traz
A vida é preciosa, todo mundo sente
Afeto e compaixão a gente sempre entende
Máximo respeito a você que faz
Laços de ternura e aliança
Hão de ser a diferença
O impossível pode acontecer
Só amor é capaz de dar a vida
E encontrar uma saída
Pra esperança vir de novo a cada novo amanhecer
Disponível em: https://www.letras.mus.br/nando-reis/lacos-part-ana-vilela/. Acesso em 30/7/2024.
Quanto à tonicidade das palavras retiradas do Texto 4, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 5, para responder às questões de 32 a 34.
Texto 5
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Disponível em: https://www.nube.com.br/tv-nube/2021/05/13/tv-nube-o-que-e-empatia. Acesso em 30/7/2024.
Sobre as ilustrações presentes no Texto 5, pode-se afirmar que
Leia o Texto 5, para responder às questões de 32 a 34.
Texto 5
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Disponível em: https://www.nube.com.br/tv-nube/2021/05/13/tv-nube-o-que-e-empatia. Acesso em 30/7/2024.
Ainda sobre as ilustrações presentes no Texto 5, julgue os itens.
I. O martelo (dica 1) representa, de modo mais direto, a palavra “pré-conceitos” (dica 1).
II. O muro (dica 1), grafado com a palavra “pré-conceitos”, representa um empecilho que vai de encontro à proposição principal do texto.
III. O aperto de mãos (dica 2) se vincula, mais especificamente, à palavra “conexões” (dica 2).
IV. A noção de desaprovação (dica 5) é representada, exclusivamente, por um elemento não verbal – a imagem do menino cortado por um “X”.
Estão corretas
Leia o Texto 5, para responder às questões de 32 a 34.
Texto 5
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Disponível em: https://www.nube.com.br/tv-nube/2021/05/13/tv-nube-o-que-e-empatia. Acesso em 30/7/2024.
A respeito dos elementos relacionados à linguagem do Texto 5, é fato que
Leia o Texto 6, para responder às questões de 35 a 39.
Texto 6
Empatia
Martha Medeiros
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser
empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a
capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito
além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que
05 entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer,
os direitos que ele tem.
Nada impede?
Desculpe, foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A
pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o
10 resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar.
Ele se alimenta de aplausos, elogios e concordâncias e, assim, vai erguendo uma
parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu
pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem
no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.
15 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas
que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que
não abrem seus horizontes se tornam preconceituosas e se mantêm na estreiteza da sua
existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de
respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.
20 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo
o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos. Aí
os exemplos se empilham: empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação,
pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas
através de condutas legais. Além disso, não se pode esquecer das atitudes prosaicas, como
25 furar fila, estacionar em vaga para pessoas com deficiência, terminar namoros pelo
Facebook, faltar compromissos sem avisar antes; enfim, aquelas “coisinhas” que são feitas
no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir
prejudicado ou magoado.
É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar
30 uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair basta. Sim,
somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez, e é o que
realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada
decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia: sejamos mais empáticos que
simpáticos.
35 Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que
tenhamos consciência de que, só desenvolvendo a empatia, cria-se uma corrente de acertos
e de responsabilidade. Colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz,
é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de
fato.
Disponível em: https://egov.df.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/Empatia.pdf. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
Narcisismo: adoração de si mesmo.
Observe a passagem, extraída do Texto 6.
“A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia: sejamos mais empáticos que simpáticos.” – l. 32, l. 33 e l. 34
Na passagem anterior, é possível notar uma relação semântica (de sentido) entre os enunciados, separados por dois-pontos. Reescrevendo a frase, a única alternativa abaixo que mantém o sentido presente no trecho é:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 6, para responder às questões de 35 a 39.
Texto 6
Empatia
Martha Medeiros
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser
empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a
capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito
além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que
05 entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer,
os direitos que ele tem.
Nada impede?
Desculpe, foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A
pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o
10 resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar.
Ele se alimenta de aplausos, elogios e concordâncias e, assim, vai erguendo uma
parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu
pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem
no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.
15 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas
que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que
não abrem seus horizontes se tornam preconceituosas e se mantêm na estreiteza da sua
existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de
respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.
20 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo
o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos. Aí
os exemplos se empilham: empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação,
pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas
através de condutas legais. Além disso, não se pode esquecer das atitudes prosaicas, como
25 furar fila, estacionar em vaga para pessoas com deficiência, terminar namoros pelo
Facebook, faltar compromissos sem avisar antes; enfim, aquelas “coisinhas” que são feitas
no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir
prejudicado ou magoado.
É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar
30 uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair basta. Sim,
somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez, e é o que
realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada
decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia: sejamos mais empáticos que
simpáticos.
35 Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que
tenhamos consciência de que, só desenvolvendo a empatia, cria-se uma corrente de acertos
e de responsabilidade. Colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz,
é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de
fato.
Disponível em: https://egov.df.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/Empatia.pdf. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
Narcisismo: adoração de si mesmo.
No segundo parágrafo do Texto 6, o questionamento “Nada impede?” cumpre a função deResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 6, para responder às questões de 35 a 39.
Texto 6
Empatia
Martha Medeiros
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser
empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a
capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito
além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que
05 entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer,
os direitos que ele tem.
Nada impede?
Desculpe, foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A
pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o
10 resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar.
Ele se alimenta de aplausos, elogios e concordâncias e, assim, vai erguendo uma
parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu
pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem
no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.
15 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas
que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que
não abrem seus horizontes se tornam preconceituosas e se mantêm na estreiteza da sua
existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de
respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.
20 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo
o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos. Aí
os exemplos se empilham: empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação,
pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas
através de condutas legais. Além disso, não se pode esquecer das atitudes prosaicas, como
25 furar fila, estacionar em vaga para pessoas com deficiência, terminar namoros pelo
Facebook, faltar compromissos sem avisar antes; enfim, aquelas “coisinhas” que são feitas
no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir
prejudicado ou magoado.
É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar
30 uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair basta. Sim,
somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez, e é o que
realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada
decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia: sejamos mais empáticos que
simpáticos.
35 Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que
tenhamos consciência de que, só desenvolvendo a empatia, cria-se uma corrente de acertos
e de responsabilidade. Colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz,
é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de
fato.
Disponível em: https://egov.df.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/Empatia.pdf. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
Narcisismo: adoração de si mesmo.
Observe o trecho destacado do Texto 6.
“... enfim, aquelas ‘coisinhas’ que são feitas no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.” – l. 26 e l. 27
No trecho, percebe-se o uso do diminutivo na palavra “coisinhas”, com determinado sentido. Porém, não se nota o mesmo tipo de emprego semântico em:Resolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 6, para responder às questões de 35 a 39.
Texto 6
Empatia
Martha Medeiros
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser
empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a
capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito
além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que
05 entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer,
os direitos que ele tem.
Nada impede?
Desculpe, foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A
pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o
10 resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar.
Ele se alimenta de aplausos, elogios e concordâncias e, assim, vai erguendo uma
parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu
pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem
no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.
15 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas
que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que
não abrem seus horizontes se tornam preconceituosas e se mantêm na estreiteza da sua
existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de
respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.
20 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo
o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos. Aí
os exemplos se empilham: empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação,
pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas
através de condutas legais. Além disso, não se pode esquecer das atitudes prosaicas, como
25 furar fila, estacionar em vaga para pessoas com deficiência, terminar namoros pelo
Facebook, faltar compromissos sem avisar antes; enfim, aquelas “coisinhas” que são feitas
no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir
prejudicado ou magoado.
É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar
30 uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair basta. Sim,
somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez, e é o que
realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada
decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia: sejamos mais empáticos que
simpáticos.
35 Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que
tenhamos consciência de que, só desenvolvendo a empatia, cria-se uma corrente de acertos
e de responsabilidade. Colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz,
é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de
fato.
Disponível em: https://egov.df.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/Empatia.pdf. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
Narcisismo: adoração de si mesmo.
Sinônimos são vocábulos de significado similar. De posse dessa informação, considerando os sentidos das palavras extraídas do Texto 6, a única alternativa que apresenta uma relação de sinonímia possível éResolução comentada
Análise das alternativas
Leia o Texto 6, para responder às questões de 35 a 39.
Texto 6
Empatia
Martha Medeiros
As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser
empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a
capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito
além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que
05 entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer,
os direitos que ele tem.
Nada impede?
Desculpe, foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A
pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o
10 resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar.
Ele se alimenta de aplausos, elogios e concordâncias e, assim, vai erguendo uma
parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu
pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem
no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.
15 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas
que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que
não abrem seus horizontes se tornam preconceituosas e se mantêm na estreiteza da sua
existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de
respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.
20 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo
o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos. Aí
os exemplos se empilham: empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação,
pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas
através de condutas legais. Além disso, não se pode esquecer das atitudes prosaicas, como
25 furar fila, estacionar em vaga para pessoas com deficiência, terminar namoros pelo
Facebook, faltar compromissos sem avisar antes; enfim, aquelas “coisinhas” que são feitas
no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir
prejudicado ou magoado.
É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar
30 uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair basta. Sim,
somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez, e é o que
realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada
decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia: sejamos mais empáticos que
simpáticos.
35 Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que
tenhamos consciência de que, só desenvolvendo a empatia, cria-se uma corrente de acertos
e de responsabilidade. Colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz,
é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de
fato.
Disponível em: https://egov.df.gov.br/wp-content/uploads/2021/10/Empatia.pdf. Acesso em 30/7/2024. (Adaptado).
Narcisismo: adoração de si mesmo.
Levando-se em consideração informações explícitas e implícitas presentes no Texto 6, é correto afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
Leia os textos 7 e 8, para responder à questão 40.
Texto 7
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Disponível em: https://www.sindjus-al.org.br/2019/11/dica-de-leitura-o-endereco-mais-dificil-do-mundo-o-lugar-do-outro/. Acesso em 30/7/2024.
Texto 8
mun.do sm. 1. A Terra e os astros considerados como um todo organizado; o Universo. 2. Qualquer corpo celeste. 3. O globo terrestre; a Terra. (...)
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio: o minidicionário da língua portuguesa. 8ª Edição. Curitiba: Positivo, 2010.
Depois de ler os textos da questão, julgue as afirmações a seguir, a respeito das linguagens verbais e não verbais do Texto 7.
I. As palavras “endereço”, “mundo” e “lugar” foram selecionadas pelo autor do texto para representar um mesmo campo semântico (significativo).
II. Há, no Texto 7, dois elementos visuais que estabelecem relação com a palavra “mundo”.
III. O vocábulo “lugar” teve seu sentido ampliado ao ser especificado por “do outro”.
IV. Pelo fato de os personagens do Texto 7 estarem ajoelhados, há a simbologia da devoção religiosa – essencial para a composição de sentido textual.
Estão corretas
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