← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Ilusões sem alicerce desfeitas pelo mar. O castelo de areia, feito de areia e vento, simboliza as ilusões e os sonhos do eu lírico. Como não têm alicerce, são desmanchados pelo mar quando ele dorme, como castelos de areia. A) O castelo não representa sonhos 'sólidos'. B) O poema não diz que as pessoas nascem com suas dores e alegrias já conhecidas. C) A destruição é simbólica, não literal. D) Os elementos são usados de forma poética, não objetiva. Referência: Interpretação de texto poético Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O eu lírico encontra beleza no cotidiano. O poema transforma a pintura da casa em algo poético: a casa 'constantemente amanhecendo' dá ao fato corriqueiro um sentido de beleza e alegria. O eu lírico manifesta, assim, a capacidade de ver beleza e significado no cotidiano. A) Não há reflexão sobre a brevidade da vida. B) Refere-se a um passado do eu lírico, não 'recente dos leitores'. C) A memória não é triste. D) O poema não detalha o dia da pintura nem fala em estranhamento da família. Referência: Interpretação de texto poético Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Só o item I está correto. I: o gerúndio 'amanhecendo' indica ação em andamento e continuidade. II: o advérbio 'constantemente' modifica o gerúndio 'amanhecendo', não o substantivo 'casa'. III: a expressão sugere que a casa parecia estar sempre amanhecendo, e não apenas pela manhã. B, C, D e E) Todas incluem II ou III, que estão errados. Referência: Classes de palavras: advérbio e gerúndio Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Itens I e II corretos; III incorreto. I: as reticências sugerem pausa e busca na memória, como em uma lembrança. II: as exclamações acrescentam emoção ao relato. III: o travessão marca a fala do pai ('como ele mesmo dizia'), não do eu lírico, e não prova que o eu lírico concorda com ele. A e B) Cada uma deixa de fora um dos itens corretos (II e I, respectivamente). C) O item III está incorreto. E) O item III torna 'I, II e III' incorreta. Referência: Pontuação e efeitos de sentido Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponívelCMPA — Concurso de Admissão 2024/2025 — 6º Ano do Ensino Fundamental — Matemática e Língua Portuguesa
Texto 1
Uma ideia toda azul
![]()
01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
Considerando a leitura e a estrutura do texto 1, é correto afirmar que
Texto 1
Uma ideia toda azul
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01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
Acerca da leitura do texto 1, julgue as afirmações a seguir verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) A autora narra a trajetória de um rei que usufrui, inconformado e infeliz, o poder absoluto e de forma violenta em um país monárquico.
( ) Com o passar dos anos, o Rei envelheceu e, quando finalmente poderia usufruir de sua ideia, percebeu que não poderia mais viver a alegria daquele dia do passado com ela.
( ) A informação “chorou suas duas últimas lágrimas” (l. 33), no contexto, deixa claro que o Rei já chorara, sentado na beira daquela cama, em outras ocasiões.
( ) A linguagem empregada no texto remete ao universo da magia dos contos maravilhosos, por meio de expressões como Rei, coroa e castelo.
( ) A narrativa é voltada apenas para o público infantil, uma vez que permite às crianças compreenderem o mundo real, a partir do mundo da fantasia.
A opção que preenche os parênteses à esquerda corretamente, de cima para baixo, é
Texto 1
Uma ideia toda azul
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01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
Para a construção de uma narrativa, é importante usar palavras e/ou expressões que estabeleçam relações lógicas entre as diferentes partes do texto. Nesse sentido, a respeito da seleção vocabular do texto 1, é correto afirmar que
Texto 1
Uma ideia toda azul
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01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
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Texto 1
Uma ideia toda azul
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01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
A respeito do enredo do texto 1, é correto afirmar que
Texto 1
Uma ideia toda azul
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01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
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Uma ideia toda azul
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01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
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Uma ideia toda azul
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01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
A opção em que todas as palavras, respectivamente, têm a mesma classificação, quanto à tonicidade, que as palavras “maravilhado” (l. 01), “brincou” (l. 03), “até” (l. 05) e “árvore” (l. 05), retiradas do texto 1, é
Texto 1
Uma ideia toda azul
![]()
01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
Os textos poéticos (como as canções e os poemas), ao contrário dos textos narrativos, que têm um narrador, apresentam uma voz, que “fala” para os leitores o conteúdo do texto. Essa voz se chama eu lírico e não coincide, necessariamente, com a voz do/a poeta e/ou do/a compositor/a. Essa informação é importante para a leitura e para a compreensão dos textos 2 e 3.
Texto 2
Castelos de Areia
01 Construo com areia e vento,
02 Um pouco de sal do tempo,
03 Um castelo encantado
04 Onde sou rei.
05 Na minha cidade há casas
06 Para todos, e todas as tardes
07 As pessoas dançam na praça
08 A ciranda da paz.
09 O nome de cada um
10 É a chave da felicidade,
11 E ninguém tem pressa de partir.
12 Quando a noite chega,
13 Enquanto durmo,
14 O mar desmancha meu castelo.
MURRAY, Roseana. Pera, uva ou maçã? São Paulo: Scipione, 2015.
Relacionando os textos “Uma ideia toda azul” e “Castelos de Areia”, pode-se inferir que
Os textos poéticos (como as canções e os poemas), ao contrário dos textos narrativos, que têm um narrador, apresentam uma voz, que “fala” para os leitores o conteúdo do texto. Essa voz se chama eu lírico e não coincide, necessariamente, com a voz do/a poeta e/ou do/a compositor/a. Essa informação é importante para a leitura e para a compreensão dos textos 2 e 3.
Texto 2
Castelos de Areia
01 Construo com areia e vento,
02 Um pouco de sal do tempo,
03 Um castelo encantado
04 Onde sou rei.
05 Na minha cidade há casas
06 Para todos, e todas as tardes
07 As pessoas dançam na praça
08 A ciranda da paz.
09 O nome de cada um
10 É a chave da felicidade,
11 E ninguém tem pressa de partir.
12 Quando a noite chega,
13 Enquanto durmo,
14 O mar desmancha meu castelo.
MURRAY, Roseana. Pera, uva ou maçã? São Paulo: Scipione, 2015.
Sobre o texto 2, pode-se afirmar que, para o eu lírico,Resolução comentada
Análise das alternativas
Os textos poéticos (como as canções e os poemas), ao contrário dos textos narrativos, que têm um narrador, apresentam uma voz, que “fala” para os leitores o conteúdo do texto. Essa voz se chama eu lírico e não coincide, necessariamente, com a voz do/a poeta e/ou do/a compositor/a. Essa informação é importante para a leitura e para a compreensão dos textos 2 e 3.
Texto 3
Impressionismo
01 Uma ocasião,
02 meu pai pintou a casa toda
03 de alaranjado brilhante.
04 Por muito tempo moramos numa casa,
05 como ele mesmo dizia,
06 constantemente amanhecendo.
PRADO, Adelia. Bagagem. São Paulo: Siciliano. 1993.
A respeito do poema “Impressionismo”, pode-se afirmar que o eu líricoResolução comentada
Análise das alternativas
Os textos poéticos (como as canções e os poemas), ao contrário dos textos narrativos, que têm um narrador, apresentam uma voz, que “fala” para os leitores o conteúdo do texto. Essa voz se chama eu lírico e não coincide, necessariamente, com a voz do/a poeta e/ou do/a compositor/a. Essa informação é importante para a leitura e para a compreensão dos textos 2 e 3.
Texto 3
Impressionismo
01 Uma ocasião,
02 meu pai pintou a casa toda
03 de alaranjado brilhante.
04 Por muito tempo moramos numa casa,
05 como ele mesmo dizia,
06 constantemente amanhecendo.
PRADO, Adelia. Bagagem. São Paulo: Siciliano. 1993.
Julgue os itens, a seguir, referentes ao texto 3:
I – A forma verbal “amanhecendo” (v. 06) expressa ideia de continuidade, no contexto do poema.
II – O advérbio “constantemente” (v. 06) modifica o substantivo “casa” (v. 04), enfatizandoainda mais a ideia de uma residência vibrante e arejada.
III – A expressão “constantemente amanhecendo” (v. 06) significa que, na visão do pai do eu lírico, a cor da casa dava a ideia de que, apenas pela manhã, ela apresentava o tom brilhante da luz solar.
É correto o que se afirma emResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 1
Uma ideia toda azul
![]()
01 Um dia o Rei teve uma ideia. Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com
02 aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim,
03 correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos,
04 encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.
05 Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.
06 Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha
07 no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém.
08 Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia
09 que já tinha dono? Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo.
10 Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou
11 salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo.
12 Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher? Diante de cada porta o Rei parava,
13 pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.
14 Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se
15 embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre
16 igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou
17 a porta.
18 A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela. O tempo
19 correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em
20 governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais que mentiam a
21 verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade
22 de brincar nos jardins.
23 Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-
24 lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto. Posta a coroa sobre a almofada, o Rei
25 logo levou a mão à corrente. Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões
26 e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso
27 buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.
28 Abriu a porta, levantou o cortinado. Na cama de marfim, a ideia dormia azul como
29 naquele dia. Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma ideia menina. E linda. Mas o Rei não
30 era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo
31 todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não
32 queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.
33 Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha
34 guardado para a maior tristeza.
35 Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a
36 porta.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 1979.
Os textos poéticos (como as canções e os poemas), ao contrário dos textos narrativos, que têm um narrador, apresentam uma voz, que “fala” para os leitores o conteúdo do texto. Essa voz se chama eu lírico e não coincide, necessariamente, com a voz do/a poeta e/ou do/a compositor/a. Essa informação é importante para a leitura e para a compreensão dos textos 2 e 3.
Texto 3
Impressionismo
01 Uma ocasião,
02 meu pai pintou a casa toda
03 de alaranjado brilhante.
04 Por muito tempo moramos numa casa,
05 como ele mesmo dizia,
06 constantemente amanhecendo.
PRADO, Adelia. Bagagem. São Paulo: Siciliano. 1993.
Nos textos 1 e 3, as cores “azul” e “alaranjado”, respectivamente, configuram-se como importantes elementos, contribuindo para compor significados. Nesse sentido, pode-se inferir que
Os textos poéticos (como as canções e os poemas), ao contrário dos textos narrativos, que têm um narrador, apresentam uma voz, que “fala” para os leitores o conteúdo do texto. Essa voz se chama eu lírico e não coincide, necessariamente, com a voz do/a poeta e/ou do/a compositor/a. Essa informação é importante para a leitura e para a compreensão dos textos 2 e 3.
Texto 3
Impressionismo
01 Uma ocasião,
02 meu pai pintou a casa toda
03 de alaranjado brilhante.
04 Por muito tempo moramos numa casa,
05 como ele mesmo dizia,
06 constantemente amanhecendo.
PRADO, Adelia. Bagagem. São Paulo: Siciliano. 1993.
Considere a seguinte proposta de reescrita para o texto 3, atentando para a nova pontuação sugerida:
Uma ocasião,
meu pai pintou a casa toda...
de alaranjado brilhante!
Por muito tempo moramos numa casa,
como ele mesmo dizia:
— Constantemente amanhecendo!
A respeito do emprego da pontuação na proposta de reescrita, julgue os itens a seguir:
I – O uso das reticências pode denotar uma reflexão do eu lírico, que busca na memória o marcante acontecimento.
II – Os dois sinais de exclamação acrescidos somam envolvimento emocional ao conteúdo apresentado.
III – O emprego do travessão insere uma fala do eu lírico diretamente no texto, demonstrando que ele tem a mesma opinião que o pai sobre a casa.
É correto o que se afirma emResolução comentada
Análise das alternativas
Texto 4
Armandinho
![]()
Disponível em https://tirasarmandinho.tumblr.com/tagged/Armandinho. Acesso em: 01 ago. 2024
No texto 4, a menina Fê narra ao amigo Armandinho um determinado acontecimento. Em relação ao conteúdo da tira, levando-se em conta o contexto discursivo, é correto afirmar que
Texto 4
Armandinho
![]()
Disponível em https://tirasarmandinho.tumblr.com/tagged/Armandinho. Acesso em: 01 ago. 2024
A respeito da tirinha, é correto afirmar que
Texto 4
Armandinho
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Disponível em https://tirasarmandinho.tumblr.com/tagged/Armandinho. Acesso em: 01 ago. 2024
No trecho “Só perdeu dinheiro”, do último quadrinho, o termo destacado poderia, mantendoo mesmo sentido que está no texto 4, ser substituído por
Texto 5
Cartaz
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O cartaz foi produzido pelo escritório da Disney Pixar do Brasil para divulgar uma animação. Nele, o título do filme, estreado em junho de 2024, Divertida Mente 2, é bastante expressivo, aproximando duas palavras que, juntas, sonoramente podem constituir um terceiro vocábulo, com função distinta, observe:
(1) Divertida Mente (2) Divertidamente
Supondo a existência dos formatos (1) e (2) acima — e levando em consideração as diferentes classes de palavras — ter-se-ia, nesses dois formatos, respectivamente,
Texto 5
Cartaz
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Sobre a frase de impacto apresentada no alto do cartaz, “Libere o espaço para novas emoções”, é correto afirmar que
Texto 5
Cartaz
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O texto 5 tem por finalidade
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