← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Rio de Janeiro · Admissão ao 1º ano do Ensino Médio 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 39 com gabarito Gabarito disponível Na 2ª estrofe, "devia" e "melhor" mostram que a vida tem dificuldades e deveria ser melhor. O verbo "devia" (modalizador de obrigação ou expectativa) e o adjetivo comparativo "melhor" revelam que a vida real não está como deveria. Implicitamente, a estrofe admite conjunturas difíceis e desafios. A) errada: "E será!" é frase exclamativa de esperança, não imprecativa (imprecação é praga ou maldição). B) errada: "eu sei" afirma o conhecimento de que a vida devia ser melhor, não a certeza de uma melhora constante. C) errada: o texto não entrega desejos a Deus, e "Ah, meu Deus!" é só exclamação. E) errada: a expressão não atribui a Deus o dever de dar uma vida melhor. Referência: Efeitos de sentido e modalização. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A conjunção "e" em "Viver e não ter a vergonha" tem valor adversativo. Em "Viver e não ter a vergonha de ser feliz", o "e" liga duas ações em oposição: viver apesar de, sem sentir vergonha de ser feliz. Por isso equivale a "mas" e exprime adversidade. A) errada: assunto não é valor semântico de "e". B) errada: ressalva é noção de conjunções como "exceto", "senão", que não é o caso. C) errada: a finalidade seria expressa por "para" ou "a fim de". D) errada: a retificação seria expressa por "ou melhor" ou "isto é", que não é o caso. Referência: Conjunções coordenativas e valor semântico do "e". Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível A 4ª estrofe termina com a interjeição "Êh! Ôh!", que expressa lástima. O último verso da estrofe, "Êh! Ôh!", é formado por interjeições. A interjeição é a classe gramatical que traduz emoções de forma direta. No contexto, ela exprime lamento e lástima diante das incertezas da vida. A) errada: não há conjunção no verso final, e o sentimento não é alívio. B) errada: não há preposição, e o sentimento não é animação. C) errada: não há pronome, e o chamamento não é o que se expressa. D) errada: não há advérbio, e o sentimento não é arrependimento. Referência: Interjeição e seu valor expressivo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível As três primeiras estrofes ensinam a viver e aprender com a vida, a reconhecer que ela poderia ser melhor e a afirmar sua beleza apesar disso. Na 1ª estrofe, "não ter a vergonha de ser feliz" e ser "eterno aprendiz" indicam deixar a vida acontecer e aprender com ela. Na 2ª, o eu lírico reconhece que a vida "devia ser bem melhor", ou seja, que tem percalços. Na 3ª, ele repete que ela é bonita apesar disso. B) errada: "de ser feliz" é complemento nominal, e o eu lírico não expressa desagrado crônico. C) errada: "doce ilusão" está na 5ª estrofe, e não há conformismo nas primeiras estrofes. D) errada: o vocativo "meu irmão" aparece na estrofe seguinte, e não há admissão de vazio existencial. E) errada: o eu lírico não sente vergonha, e a canção não é de conformismo. Referência: Interpretação de texto poético. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O verbo predominante é "ser", usado para caracterizar a vida com traços contraditórios. Ao longo da canção o verbo mais frequente é "ser" ("é bonita", "é uma doce ilusão", "é maravilha ou é sofrimento", "é um nada"). Ele aparece mesmo quando o assunto é o ato de viver, e liga a vida a predicativos opostos (bonita/alegria e sofrimento/lamento). Isso mostra a visão contraditória da vida. A) errada: não se fala de uma vida plenamente realizada, e "irmão" e "efêmero" não são características do sujeito lírico. B) errada: a repetição de "cantar" não indica que o texto trate de pensamento e inconsciente. C) errada: o verbo "ter" aparece uma única vez, e o verbo predominante não é o primeiro mencionado, "viver". E) errada: o texto não trata de rotina, e a vida não se encerra como "nada", pois esse é apenas o que alguns dizem. Referência: Interpretação de texto poético e emprego dos verbos de ligação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível "Diga" é imperativo afirmativo de "dizer", com sujeito oculto (você/tu) e "meu irmão" como vocativo. "Diga" é a forma do imperativo afirmativo de "dizer". O sujeito não está escrito no verso, mas se deduz pela terminação verbal (você), por isso é oculto ou elíptico. "Meu irmão" indica a quem a fala se dirige, ou seja, é vocativo. B) errada: "meu irmão" é vocativo, termo isolado da oração que não é sujeito, e o sujeito não é indeterminado. C) errada: o predicado é verbal, pois "dizer" é verbo de ação, e "irmão" não é o sujeito. D) errada: "lá" funciona como partícula expletiva ou de reforço no imperativo, com sentido de "vamos, conte", e não indica lugar distante. E) errada: há um único eu lírico, que se dirige a um interlocutor. Referência: Sintaxe: sujeito oculto, vocativo e modo imperativo (gramática normativa). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Uma gota, um tempo que nem dá um segundo' indica vida efêmera. A vida é comparada a uma gota e a um tempo que 'nem dá um segundo', imagens de brevidade. Ser pequena como uma gota leva a durar pouco, logo a vida é efêmera. A) Os versos sugerem brevidade, não duração. B) Não falam em estabilidade. D) Não há sentido concessivo nem resistência. E) 'Gota' não indica grandeza, e 'tempo' não indica infinitude. Referência: Gonzaguinha, 'O que é? O que é?'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível No 1º parágrafo, as perguntas aproximam a autora do leitor. O parágrafo abre com 'Já pensou em algo que você deseja muito...?' e termina com 'que diz a ciência sobre isso?'. As frases interrogativas e o uso de 'você' criam proximidade e engajam o interlocutor. A) O 'aí' não está no 1º parágrafo. B) O pronome 'muitos' não é a estratégia principal. D) A 1ª pessoa do plural aproxima o leitor e não é 'etiqueta formal'. E) O texto é uma reportagem e não um artigo científico, e a frase final é uma pergunta. Referência: Estratégias argumentativas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Os 'mas' introduzem novos argumentos e tópicos no texto. Além de adversativo, o 'mas' funciona como articulador textual. No 1º parágrafo, abre a pergunta sobre o que diz a ciência. No 3º, introduz o ponto central de que o pensamento positivo pode mediar a busca do que se quer. Nos dois casos, traz argumentos e tópicos novos. A) O 'mas' não confirma, e sim contrapõe. B) Não se limita a levantar questionamentos do senso comum. D) O texto não ratifica a importância absoluta do pensamento positivo. E) Não há abdicação do componente objetivo. Referência: Conjunções e articulação textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'O pensamento positivo é como um sonho' é uma comparação. A frase aproxima dois elementos por meio do conectivo comparativo 'como', o que caracteriza a comparação (símile). A) Anacoluto é uma quebra da estrutura sintática. B) Sinestesia mistura sensações, o que não ocorre. C) Perífrase é uma expressão que substitui um nome. E) A metáfora não teria o conectivo 'como'. Referência: Figuras de linguagem: comparação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Voz passiva sintética: verbo + se, concordando com o sujeito paciente. 'O indivíduo cria expectativas' passa para a passiva pronominal como 'Criam-se expectativas exageradas sobre si'. O verbo concorda com o sujeito paciente 'expectativas' (plural) e o agente é omitido, como exige essa construção. A) Traz agente da passiva e o verbo 'Cria-se' no singular, errado com sujeito plural. C) 'Tem sido criadas' erra a concordância e não é pronominal. D) 'tem' deveria ser 'têm', e a construção é analítica. E) É passiva analítica, não pronominal. Referência: Vozes verbais; concordância na passiva sintética. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Em 'Cedo-te o lugar', o pronome 'te' é objeto indireto. Ceder é verbo transitivo direto e indireto: cede-se algo (o lugar, OD) a alguém (te, OI). Logo, 'te' tem função de objeto indireto. A) 'me' é OD de estimar. B) 'te' é OD de esperar. C) 'nos' é OD de convidar. D) 'se' é objeto direto reflexivo de ferir. Referência: Pronomes oblíquos e transitividade verbal. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível As duas últimas estrofes respondem 'que direi?' dando voz à natureza (águas, vento). O eu lírico diz preferir o som das águas à sua voz e que o vento passe por sua cabeça em lugar de um pensamento. Assim, a resposta é dar voz a elementos da natureza no lugar de manifestações subjetivas. A) Os pensamentos não são revelados, e a natureza não é 'guardiã'. B) Não há elementos pragmáticos. C) O eu lírico renuncia a falar de si e não promete vida sem conflitos. D) Não há pragmatismo no poema. Referência: Dante Milano, 'Sombra no ar'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível 'Prefiro à minha voz o som das águas': objeto indireto antecipado ao direto. Na ordem direta seria 'Prefiro o som das águas à minha voz'. O poeta antepõe o objeto indireto ('à minha voz') ao direto, o que é inversão (hipérbato), com efeito expressivo. B) Não há omissão de termo (elipse). C) Não há concordância ideológica (silepse). D) Não há desordem sintática severa (sínquise). E) Não há exagero. Referência: Figuras de sintaxe: hipérbato/inversão. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível O narrador aconselha ter alegria mesmo em meio à tristeza, por coragem. O trecho diz que o que Deus quer é ver a gente 'ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza'. O conselho é viver com mais contentamento mesmo diante dos tormentos, o que a alternativa D resume. A) O texto não fala em habilidades pragmáticas. B) Não há conselho de repouso ou distração. C) Não há menção a prever o futuro. E) O conselho é a coragem de ser alegre, não a inquietação. Referência: Rosa, Grande Sertão: Veredas, interpretação textual. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Transposição de sentido de uma palavra para outro figurado = metáfora. Na sequência 'esquenta e esfria, aperta e afrouxa', verbos de sentido concreto são usados em sentido figurado para caracterizar a vida. Essa transposição de sentido sem conectivo comparativo é a metáfora. A) A comparação exige um conectivo (como, tal qual), que não aparece. B) Não há exagero, logo não é hipérbole. D) A sínquise é uma desordem sintática extrema, o que não ocorre. E) O hipérbato é a inversão da ordem sintática, o que também não ocorre. Referência: Figuras de linguagem: metáfora. Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar do Rio de Janeiro — Processo Seletivo ao 1º Ano do Ensino Médio 2024/2025 — Exame Intelectual (Matemática e Língua Portuguesa)
Texto I
O QUE É? O QUE É?
Por Gonzaguinha
Viver e não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor
E será!
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(...)
E a vida, e a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo (...)
(Disponível em: www.letras.mus.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Reconhecer os efeitos de sentido construídos por meio de escolhas lexicais é função do leitor competente. Nessa perspectiva, a 2ª estrofe do texto I associa o substantivo "vida" a outras classes gramaticais/frases, indicando implicitamente queResolução comentada
Análise das alternativas
Texto I
O QUE É? O QUE É?
Por Gonzaguinha
Viver e não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor
E será!
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(...)
E a vida, e a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo (...)
(Disponível em: www.letras.mus.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Ao abordar os diferentes significados sobre a vida, o eu lírico tem – nos primeiros versos "Viver e não ter a vergonha/ De ser feliz" – a síntese desejada para a sua canção. Para ratificar essa intenção comunicativa, utiliza-se da conjunção "e", cuja apresentação de sentido é deResolução comentada
Análise das alternativas
Texto I
O QUE É? O QUE É?
Por Gonzaguinha
Viver e não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor
E será!
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(...)
E a vida, e a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo (...)
(Disponível em: www.letras.mus.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
A 4ª estrofe encerra-se com a representação dos sentimentos de um eu lírico que, registra no último verso dessa estrofe, a finalização desse sentimento. A classe gramatical empregada para tal fim e o sentimento expresso por meio dela sãoResolução comentada
Análise das alternativas
Texto I
O QUE É? O QUE É?
Por Gonzaguinha
Viver e não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor
E será!
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(...)
E a vida, e a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo (...)
(Disponível em: www.letras.mus.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Das 06 (seis) estrofes que compõem o texto I, é possível afirmar que os aprendizados obtidos pelo eu lírico nas 03 (três) primeiras, respectivamente, sãoResolução comentada
Análise das alternativas
Texto I
O QUE É? O QUE É?
Por Gonzaguinha
Viver e não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor
E será!
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(...)
E a vida, e a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo (...)
(Disponível em: www.letras.mus.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Levando-se em consideração o tema principal do texto I e os verbos empregados em sua construção, é correto afirmar que o (a)Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto I
O QUE É? O QUE É?
Por Gonzaguinha
Viver e não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor
E será!
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(...)
E a vida, e a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo (...)
(Disponível em: www.letras.mus.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Sobre os aspectos morfológicos, sintáticos e semânticos que circundam o verso "Diga lá, meu irmão", é correto afirmar que o (a)Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto I
O QUE É? O QUE É?
Por Gonzaguinha
Viver e não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor
E será!
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(...)
E a vida, e a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo (...)
(Disponível em: www.letras.mus.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Ao finalizar sua canção cogitando que a vida "É uma gota, é um tempo/ Que nem dá um segundo", o eu lírico aponta para a possibilidade de a vida serResolução comentada
Análise das alternativas
Texto II
PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas [→ Ocorrência nº 1], que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas [→ Ocorrência nº 2] o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
O texto II caracteriza-se pela articulação entre sequências ora expositivas, ora argumentativas. Nessa perspectiva, é correto afirmar que a principal estratégia argumentativa empregada no 1º parágrafo do texto de Úrsula Neves foi o (a)Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto II
PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas [→ Ocorrência nº 1], que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas [→ Ocorrência nº 2] o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Muitas partículas não possuem classificação única, imutável, devendo, portanto, ser classificadas de acordo com o papel exercido em relação a outros termos. Desse modo, os termos 1, 2 e 3 em destaque a seguir são classificados, respectivamente, quanto à morfologia, como:
"Muitos dizem por aí que [1] é só pensar no que [2] desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas, que [3] diz a ciência sobre isso?" (1º parágrafo)
Reprodução do trecho com os destaques originais:
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Texto II
PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas [→ Ocorrência nº 1], que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas [→ Ocorrência nº 2] o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
A conjunção "mas" é tradicionalmente categorizada como coordenativa adversativa. Nas duas primeiras ocorrências dessa conjunção, destacadas nos 1º e 2º parágrafos do texto II, elas possuem outro importante papel no texto, que é a deResolução comentada
Análise das alternativas
Texto II
PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas [→ Ocorrência nº 1], que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas [→ Ocorrência nº 2] o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Ao definir o pensamento positivo no fragmento "O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado", a autora põe em confronto traços comuns entre a teoria e o substantivo abstrato "sonho", utilizando-se para tal da seguinte figura de palavra (ou tropos):Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto II
PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas [→ Ocorrência nº 1], que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas [→ Ocorrência nº 2] o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Sobre o pensamento positivo também ter aspectos negativos, a autora afirma que um dos problemas é quando "(...) o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si", apresentando assim um sujeito agente de suas ações e uma oração, portanto, na voz ativa. A reescrita correta, quanto à norma-padrão, do período em destaque na voz passiva pronominal é a seguinte:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto II
PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas [→ Ocorrência nº 1], que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas [→ Ocorrência nº 2] o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Com base no trecho a seguir, responda às questões 33 e 34.
"A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca." (3º parágrafo)
Reprodução do trecho com os destaques originais:
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Considerado pela gramática tradicional como termo essencial da oração, os verbos (com exceção da categoria impessoal) geram a posição sintática de sujeito. No primeiro verbo do trecho acima, o núcleo do sujeito desse verbo é:
Texto II
PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas [→ Ocorrência nº 1], que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas [→ Ocorrência nº 2] o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
Com base no trecho a seguir, responda às questões 33 e 34.
"A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca." (3º parágrafo)
Reprodução do trecho com os destaques originais:
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Já a partícula QUE destacada no trecho acima exerce o papel sintático de:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto II
PENSAMENTO POSITIVO É BENÉFICO QUANDO USADO DA FORMA CERTA.
Por Úrsula Neves
Já pensou em algo que você deseja muito que aconteça? Pode ser a casa dos seus sonhos, uma viagem para uma praia paradisíaca ou um trabalho melhor ganhando mais. Muitos dizem por aí que é só pensar no que desejamos para conquistarmos, que o sonho vai virar realidade. Que dinheiro, amor e saúde estão ao nosso alcance, basta pensarmos positivo. Mas [→ Ocorrência nº 1], que diz a ciência sobre isso?
Em primeiro lugar, vale ressaltarmos que o ato de pensar positivamente, por si só, não é capaz de fazer nada acontecer. De acordo com o psicólogo Christian Dunker, professor de Psicologia Clínica na USP (Universidade de São Paulo), não podemos associar que o pensamento muda o mundo, pois não há ação direta sobre isso.
Mas [→ Ocorrência nº 2] o grande ponto é que ele pode ser uma mediação para reencontrarmos o que "queremos" que aconteça. E, se agirmos em conformidade com isso, podemos mudar a realidade ao nosso redor e nos mudarmos. O pensamento positivo é como um sonho, só que acordado. Ele nos ajuda a sabermos para onde queremos ir, mas para andarmos têm que ser com as próprias pernas, como afirma Cristian Dunker, psicólogo.
Uma mistura de emoções e atitudes
A neurocientista Carla Tieppo, professora da FCMSC-SP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), explica que o pensamento positivo começa a trazer mudanças a depender do sentimento que ele provoca. "Essas reações geram determinadas construções químicas no nosso cérebro, como liberações de hormônios, manipulação de neurotransmissores, que produzirão efeitos fisiológicos, ligados ao sistema endócrino, e que, por isso mesmo, são poderosos no ponto de vista da minha qualidade de vida, daquilo que eu estou usufruindo", esclarece a neurocientista.
Tieppo complementa explicando que é por isso que as pessoas costumam dizer que o pensamento positivo é muito poderoso porque, se usado da forma certa, conseguimos encontrar uma dinâmica mental que, em vez de nos empurrar para o pessimismo, a perda, o medo, a ansiedade, consegue nos levar para um lugar de oportunidades.
A partir daí, é importante transformar eles em ações: o psiquiatra Diogo Lara, professor titular de Psiquiatria da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), explica que existe um tipo de pensamento positivo que se traduz em uma oportunidade para o crescimento. "Nele se leva em conta de que maneira o meu empenho pode mudar essa situação, com que pessoas posso contar, o que posso aprender com essa situação, que são pensamentos que realmente levam ao crescimento", ressalta o especialista. Isso, a longo prazo, resultará em uma evolução.
Mas existe pensamento positivo ruim?
Lara também ressalta que existe um pensamento positivo que é menos producente. "Nele a pessoa fica se enganando, se puxando para cima, se elogiando". Para o especialista, esse modelo é mais vazio, e sua motivação dura pouco. Dunker complementa, lembrando da crença que alguns "coaches" e psicólogos disseminam que o pensamento positivo por si só protege, transforma o futuro, criando reações na realidade, o que causa um impacto bastante negativo em quem o encara dessa forma. "É igual a quem se convence de que é incrível, especial, com super poderes. E na hora que enfrenta a realidade, se machuca muito, pois o indivíduo cria expectativas exageradas sobre si, criando um excesso narcísico muito doloroso quando encontrar a realidade, exemplifica o especialista. Quando isso ocorre, a pessoa pode se tornar arrogante e ter dificuldade em aceitar críticas. "Vai se transformar em um indivíduo que, diante dos obstáculos, aumenta a sua fé, mas não aumenta a sua capacidade de agir no mundo ou de se transformar", enfatiza Dunker.
Será que pensar negativo faz mal?
A resposta é depende. Existem momentos em que devemos nos preparar mentalmente para os riscos. Por exemplo, quando vamos prestar um concurso, somente pensar positivo pode nos fazer relaxar demais e estudar de menos. Neste caos, um pouco de pessimismo pode fazer uma diferença bem positiva. Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação. "Por isso, costumo dizer que não podemos julgar que o pensamento negativo é sempre ruim. Ele nos prepara para as tomadas de decisão em casos de emergência. Então, quando olhamos para o futuro de maneira negativa, com um cenário ruim que pode acontecer, chamamos isso de cautela e prudência, que também são qualidades preciosas", aponta Lara. (...)
(Adaptado de: NEVES, Úrsula. www.sites.usp.br/ Acesso em: 05 ago. 2024)
No fragmento extraído do último parágrafo (texto II) – "Lara ressalta que, apesar de o otimismo poder ajudar, ele também pode causar uma cegueira para os problemas e limitações de uma situação." – o período em destaque fornece ao restante do trecho a circunstância de:
Reprodução do trecho com o destaque original:
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Texto III
SOMBRA NO AR
Um resto azul de sono ainda me ilude.
Mais visível se torna o meu fantasma
Turvo, entre a névoa da metamorfose.
Respiro o ar leve que sustenta o mundo.
A vida, nada mais que esse respiro.
Meu olhar, nada mais que essa procura.
Este o mundo a que vim, de pedra e sonho.
Penso: Por que me cerca este cenário?
Quem sou eu para ser digno da vida?
Que farei neste mundo, que direi?
Prefiro à minha voz o som das águas,
E a um pensamento, por maior, prefiro
Que por minha cabeça passe o vento.
Arde a nuvem na luz que além se acende.
Ao longe, o fundo da existência. Sempre
O céu presente, do alto presidindo.
(MILANO, Dante. Poesias. Rio de Janeiro: editora Sabiá, 1971, p. 107)
Na 4ª estrofe, há um último questionamento no 10º verso "Que farei neste mundo, que direi?". Como resposta, seguem as 02 (duas) últimas estrofes, das quais se conclui que o eu lírico opta porResolução comentada
Análise das alternativas
Texto III
SOMBRA NO AR
Um resto azul de sono ainda me ilude.
Mais visível se torna o meu fantasma
Turvo, entre a névoa da metamorfose.
Respiro o ar leve que sustenta o mundo.
A vida, nada mais que esse respiro.
Meu olhar, nada mais que essa procura.
Este o mundo a que vim, de pedra e sonho.
Penso: Por que me cerca este cenário?
Quem sou eu para ser digno da vida?
Que farei neste mundo, que direi?
Prefiro à minha voz o som das águas,
E a um pensamento, por maior, prefiro
Que por minha cabeça passe o vento.
Arde a nuvem na luz que além se acende.
Ao longe, o fundo da existência. Sempre
O céu presente, do alto presidindo.
(MILANO, Dante. Poesias. Rio de Janeiro: editora Sabiá, 1971, p. 107)
A regência do verbo "preferir" é a de verbo transitivo direto e indireto, exigindo-se a preposição "a". No 11º verso, para além da aplicação dos princípios gramaticais, há o emprego de um discurso conotativo, contendo a seguinte figura de linguagem:Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto IV
"Sentimento que não espairo; pois eu mesmo nem acerto com o mote disso — o que queria e o que não queria, estória sem final. O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito — por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava. Ao clarear do dia."
(ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Companhia das Letras: 2019, p.293)
O fragmento de Grande Sertão: Veredas aponta algumas "veredas" de seu entendimento sobre a vida enquanto ciclo, que ora aperta, ora afrouxa. Para lidar com esses "mandos" e "desmandos" da vida, o narrador roseano aconselha o leitor aResolução comentada
Análise das alternativas
Texto IV
"Sentimento que não espairo; pois eu mesmo nem acerto com o mote disso — o que queria e o que não queria, estória sem final. O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito — por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava. Ao clarear do dia."
(ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Companhia das Letras: 2019, p.293)
O fragmento "(...) a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa (...)" é composto por uma sequência enumerativa, cuja finalidade é a de caracterizar a vida como um ciclo de constantes recomeços. Para tal, o narrador emprega um recurso estilístico que consiste na transposição do sentido de uma palavra a um outro figurado, processo conhecido comoResolução comentada
Análise das alternativas
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O uso dos pronomes pessoais do caso oblíquos varia conforme a transitividade dos verbos. Um desses exemplos é o uso dos pronomes pessoais oblíquos, ora como objetos diretos, ora como indiretos, conforme a transitividade do verbo em questão. Assinale a alternativa abaixo cujo pronome oblíquo exerce a função sintática de objeto indireto:
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