← Voltar para a lista de provas Colégio Militar de Salvador (Exército Brasileiro) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito Gabarito disponível Características do gênero textual (narrativa) do texto 1. A narrativa segue uma ordem cronológica e é marcada no texto por referências temporais ("dias", "ano seguinte", "no dia da corrida"). Por isso o tempo é predominantemente cronológico. A) é falsa: o narrador está em terceira pessoa e não participa da história. C) é falsa: os fatos seguem uma sequência linear. D) é falsa: o protagonista é o coelho, e o Rei Leão é secundário. E) é falsa: há indícios de espaço, como a floresta, a pista e a mata. Referência: Elementos da narrativa: tempo, narrador, personagens e espaço. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Trecho que exemplifica a obstinação do coelho. A obstinação é a persistência e a determinação extremas em alcançar um objetivo. O coelho chegou cedo ao dia da corrida, cheio de aparatos especiais, e se preparou ao máximo para vencer. A alternativa B mostra essa dedicação e esse empenho voltados ao objetivo. A) mostra a ruminação e a angústia do coelho, não persistência. C) mostra a espera depois da vitória. D) mostra a reconciliação e a nova ideia. E) mostra a felicidade ao final, depois da mudança de perspectiva. Nenhuma delas exemplifica o empenho obstinado em alcançar a meta. Referência: Interpretação de texto; vocabulário: obstinação. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O que diferencia o poeta do poema "Aos atletas". O eu lírico diz que os poetas compunham odes para saudar atletas vencedores. Ele se apresenta como "poeta da derrota" e se levanta "para saudar os atletas vencidos". A diferença está em homenagear os derrotados, e não os vencedores como de costume. A), B) e C) tratam de forma, vocabulário ou rimas, o que o texto não aborda como diferença. D) afirma que os outros poetas não escrevem o que sentem, o que o poema não diz. O contraste está no destinatário da homenagem. Referência: Interpretação de poema; Aos atletas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Afirmação correta com base no texto "Símbolos olímpicos". O texto afirma que o Hino Olímpico é executado em todas as cerimônias olímpicas oficiais, enquanto a bandeira olímpica é hasteada. É o que diz a alternativa E. A) é falsa: a tocha foi criada para os Jogos de 1936, em Berlim. B) é falsa: a chama acende a Pira, que permanece acesa durante toda a competição. C) é falsa: Samara compôs a música, e a letra é de Palamas. D) é falsa: a cidade-sede pode criar sua própria tocha. Referência: Interpretação de texto: informações explícitas. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Função da vírgula em "azul, amarelo, preto, verde e vermelho". As vírgulas separam os elementos de uma enumeração de cores: azul, amarelo, preto, verde e vermelho. Nesse caso a vírgula separa termos de mesma função sintática, e o "e" antes do último dispensa a vírgula. A) não se aplica, pois não há interrupção de frase ou pensamento. B) não se aplica, pois não há citação. D) é falsa, pois as cores não indicam lugar. E) é falsa, pois as cores não indicam modo. Referência: Pontuação: emprego da vírgula em enumerações. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Tipo de narrador do texto "O dono da bola". O narrador usa a primeira pessoa ("nosso time", "a gente", "nós estávamos espantados") e participa da história como um dos meninos do time. É, portanto, um narrador-personagem. A) erra ao dizer que o narrador-personagem está em terceira pessoa. B) e E) descrevem narrador onisciente em terceira pessoa, o que não ocorre aqui. Além disso, ele diz "eu não tenho certeza, mas acho", o que mostra conhecimento limitado. C) descreve o narrador-observador em terceira pessoa, que também não é o caso. Referência: Foco narrativo: narrador-personagem, observador e onisciente. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Caracterização de Carlos Alberto no conto. Carlos Alberto era enjoado e egoísta: não deixava ninguém brincar com seus brinquedos e levava a bola embora quando contrariado. Ao final, ele muda, oferece a bola ao time e pede só para jogar com os colegas. Isso mostra que se redimiu e emprestou a bola. A) é falsa, pois ele não dividia seus brinquedos. B) é falsa, pois ele não tinha amigos. C) é falsa, pois ele nunca teve amigos e brigava com todos. E) é falsa, pois o texto não diz que ele não sabia jogar. Depois da mudança, ele joga direitinho. Referência: Ruth Rocha, "O dono da bola"; interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Foco central do texto sobre as Olimpíadas. O texto apresenta as Olimpíadas como o maior evento esportivo do mundo. Depois trata de seus objetivos e de sua origem na Antiguidade em Olímpia, com a trégua e as diferenças entre as edições. O foco central é, portanto, a origem e o desenvolvimento dos Jogos. A) é falsa: o texto não diz que as Paralimpíadas têm todas as modalidades, apenas que atletas com deficiência as disputam. B) é um detalhe pontual, não o foco. C) contradiz o texto, que fala em dois meses de trégua, não três. E) é falsa: os jogos antigos ocorriam sempre na mesma cidade, Olímpia. Referência: Interpretação de texto: ideia central. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelColégio Militar de Salvador — Processo Seletivo de Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 2024/2025 — Matemática e Língua Portuguesa
TEXTO 1 (refere-se às questões 21 e 22)
O coelho e a tartaruga
Adaptado de Dani Lourenço
1 Depois do fatídico dia no qual o coelho perdeu a corrida para a tartaruga, ele não teve mais paz.
2 Andava pela floresta achando que todos estavam comentando sobre seu fracasso. Rememorava cada
3 detalhe daquele dia e não se perdoava por ter ido cochilar. Não se perdoava por ter sido tão tolo e
4 subestimado a tartaruga.
5 Passou dias assim, nesta ruminação mental até que resolveu agir. É assim mesmo… Uma hora é
6 preciso secar as lágrimas, levantar do chão e começar a caminhar de novo…
7 Retomou seus planos de ação de começo de carreira e estabeleceu metas de treinamento árduas
8 para si mesmo. O objetivo? Vencer a corrida do ano seguinte, claro!
9 A expressão “obstinação” era uma brisa perto do tornado que existia dentro dele! Todos os dias o
10 sol e lua o encontravam na pista de corrida. Parava apenas para dormir poucas horas e alimentar-se.
11 O tempo passou voando.
12 No dia da corrida, o coelho chegou cedo, cheio de aparatos especiais. Dizia a si mesmo: “-Hoje
13 nada pode dar errado!”. Pouco tempo depois chegou a tartaruga, com seu passo lento, sendo
14 ovacionada por todos.
15 Posicionados na saída, ouviram o pio da coruja que autorizava a largada. O coelho saiu correndo
16 tão velozmente, que chegou a levantar poeira na estrada! A tartaruga ainda acenou a todos e saiu
17 caminhando, na maior serenidade do mundo! Em inacreditáveis 5 minutos, o coelho cruzou a linha
18 de chegada. Seu tempo havia sido tão rápido, que muitos dos que acompanharam a saída não tinham
19 chegado a tempo de acompanhar o final da prova. Os sons das maritacas que ecoavam pela mata
20 anunciavam o grande vencedor. E foram os únicos sons que se ouviram naquele momento. Esperou
21 por duas horas, até a chegada da tartaruga, que foi acompanhada de grande festa.
22 Na entrega de medalhas, o silêncio se fez. Rei Leão discursou lindamente e agradeceu aos dois
23 concorrentes pela competição limpa e honesta. Ambos foram devidamente condecorados e o grande
24 evento se findou.
25 Ao chegar à casa com sua medalha, o coelho percebeu que algo faltava. Os dias seguintes foram
26 misteriosamente tristes; ele não tinha mais disposição para treinar, não queria nem sair de casa e
27 aquela medalha na parede parecia cada vez menos valiosa. Ele conseguiu atingir seu grande
28 objetivo, mas se sentia vazio. Refletiu bastante e percebeu que esse vazio era causado pelo fato de
29 que não tinha com quem compartilhar sua vitória, então ela não tinha sentido.
30 Após essa descoberta, teve uma ideia e resolveu procurar a tartaruga. Conversaram
31 longamente, riram muito e se descobriram “almas gêmeas”! Sócios, montaram uma academia de
32 corrida que respeitava o ritmo e as características individuais de cada aluno! Foi um ano intenso de
33 muita atividade e conexões!
34 No ano seguinte, propuseram um formato diferente de evento. Transformaram a corrida do
35 ano em uma festa da família! Teve piquenique na mata, brinquedos ao ar livre para os filhotes, feira
36 de produtos locais, música nativa e, claro, a corrida.
37 Diferentemente dos outros anos, havia centenas de corredores! Aquele burburinho tão gostoso
38 e tão pleno que aquece o coração da gente! Ao som da coruja, todos saíram correndo. Exceto o
39 coelho e a tartaruga. Eles ficaram acompanhando até que o último aluno saísse.
40 Ao cruzarem a linha de chegada, foram recebidos com cartazes e muita festa! O coelho
41 abraçado à tartaruga olhou, demoradamente, a sua volta. Foi o último a chegar naquele dia, mas
42 nunca havia se sentido mais feliz e pleno em sua vida!
43 Novamente o Rei Leão subiu ao pódio para entregar as medalhas. Depois declarou:
44 – Hoje, excepcionalmente, premiaremos os últimos colocados também! Pode parecer que
45 são os últimos, mas estes competidores participaram de uma outra corrida! Uma corrida única!
46 Venceram o ego, venceram as diferenças e compartilharam as alegrias que hoje vemos aqui:
47 Coelho e Tartaruga!
48 O barulho que se fez foi proporcional à felicidade vivida pelo coelho naquele momento!
49 Nunca um pódio teve tanto valor e sentido! E ele entendeu que vencer é uma questão de foco,
50 perspectiva e companhia!
(LOURENÇO, Dani. O coelho e a tartaruga. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/palpite-de-alice/o-coelho-e-tartaruga/>. Acesso em: 10 mai 2024. Adaptado.)
O texto acima faz referência a um outro texto chamado “A Lebre e a Tartaruga”, uma fábula de Esopo muito famosa. Nele, lebre e tartaruga participam de uma corrida, mas, consciente de que é mais rápida, a lebre subestima sua oponente e resolve parar para cochilar no meio da competição, sendo ultrapassada e perdendo o primeiro lugar.
Observando as características do gênero textual, ao qual o texto 01 pertence, assinale a alternativa correta:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 1 (refere-se às questões 21 e 22)
O coelho e a tartaruga
Adaptado de Dani Lourenço
1 Depois do fatídico dia no qual o coelho perdeu a corrida para a tartaruga, ele não teve mais paz.
2 Andava pela floresta achando que todos estavam comentando sobre seu fracasso. Rememorava cada
3 detalhe daquele dia e não se perdoava por ter ido cochilar. Não se perdoava por ter sido tão tolo e
4 subestimado a tartaruga.
5 Passou dias assim, nesta ruminação mental até que resolveu agir. É assim mesmo… Uma hora é
6 preciso secar as lágrimas, levantar do chão e começar a caminhar de novo…
7 Retomou seus planos de ação de começo de carreira e estabeleceu metas de treinamento árduas
8 para si mesmo. O objetivo? Vencer a corrida do ano seguinte, claro!
9 A expressão “obstinação” era uma brisa perto do tornado que existia dentro dele! Todos os dias o
10 sol e lua o encontravam na pista de corrida. Parava apenas para dormir poucas horas e alimentar-se.
11 O tempo passou voando.
12 No dia da corrida, o coelho chegou cedo, cheio de aparatos especiais. Dizia a si mesmo: “-Hoje
13 nada pode dar errado!”. Pouco tempo depois chegou a tartaruga, com seu passo lento, sendo
14 ovacionada por todos.
15 Posicionados na saída, ouviram o pio da coruja que autorizava a largada. O coelho saiu correndo
16 tão velozmente, que chegou a levantar poeira na estrada! A tartaruga ainda acenou a todos e saiu
17 caminhando, na maior serenidade do mundo! Em inacreditáveis 5 minutos, o coelho cruzou a linha
18 de chegada. Seu tempo havia sido tão rápido, que muitos dos que acompanharam a saída não tinham
19 chegado a tempo de acompanhar o final da prova. Os sons das maritacas que ecoavam pela mata
20 anunciavam o grande vencedor. E foram os únicos sons que se ouviram naquele momento. Esperou
21 por duas horas, até a chegada da tartaruga, que foi acompanhada de grande festa.
22 Na entrega de medalhas, o silêncio se fez. Rei Leão discursou lindamente e agradeceu aos dois
23 concorrentes pela competição limpa e honesta. Ambos foram devidamente condecorados e o grande
24 evento se findou.
25 Ao chegar à casa com sua medalha, o coelho percebeu que algo faltava. Os dias seguintes foram
26 misteriosamente tristes; ele não tinha mais disposição para treinar, não queria nem sair de casa e
27 aquela medalha na parede parecia cada vez menos valiosa. Ele conseguiu atingir seu grande
28 objetivo, mas se sentia vazio. Refletiu bastante e percebeu que esse vazio era causado pelo fato de
29 que não tinha com quem compartilhar sua vitória, então ela não tinha sentido.
30 Após essa descoberta, teve uma ideia e resolveu procurar a tartaruga. Conversaram
31 longamente, riram muito e se descobriram “almas gêmeas”! Sócios, montaram uma academia de
32 corrida que respeitava o ritmo e as características individuais de cada aluno! Foi um ano intenso de
33 muita atividade e conexões!
34 No ano seguinte, propuseram um formato diferente de evento. Transformaram a corrida do
35 ano em uma festa da família! Teve piquenique na mata, brinquedos ao ar livre para os filhotes, feira
36 de produtos locais, música nativa e, claro, a corrida.
37 Diferentemente dos outros anos, havia centenas de corredores! Aquele burburinho tão gostoso
38 e tão pleno que aquece o coração da gente! Ao som da coruja, todos saíram correndo. Exceto o
39 coelho e a tartaruga. Eles ficaram acompanhando até que o último aluno saísse.
40 Ao cruzarem a linha de chegada, foram recebidos com cartazes e muita festa! O coelho
41 abraçado à tartaruga olhou, demoradamente, a sua volta. Foi o último a chegar naquele dia, mas
42 nunca havia se sentido mais feliz e pleno em sua vida!
43 Novamente o Rei Leão subiu ao pódio para entregar as medalhas. Depois declarou:
44 – Hoje, excepcionalmente, premiaremos os últimos colocados também! Pode parecer que
45 são os últimos, mas estes competidores participaram de uma outra corrida! Uma corrida única!
46 Venceram o ego, venceram as diferenças e compartilharam as alegrias que hoje vemos aqui:
47 Coelho e Tartaruga!
48 O barulho que se fez foi proporcional à felicidade vivida pelo coelho naquele momento!
49 Nunca um pódio teve tanto valor e sentido! E ele entendeu que vencer é uma questão de foco,
50 perspectiva e companhia!
(LOURENÇO, Dani. O coelho e a tartaruga. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/palpite-de-alice/o-coelho-e-tartaruga/>. Acesso em: 10 mai 2024. Adaptado.)
Em determinado momento do texto 01, o narrador afirma que “A expressão ‘obstinação’ era uma brisa perto do tornado que existia dentro dele!” (linha 9). Assinale a afirmativa que apresenta um trecho do texto 01 que retrata e exemplifica a obstinação à qual o autor se refere nessa frase:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 2 (refere-se à questão 23)
![]()
Disponível em: https://2.bp.blogspot.com/_I-dYUG1GKo0/TTb4xrvP0DI/AAAAAAAAATg/pp2xd6lvzTg/s1600/tirinha-cooper-sorvete.jpg. Acesso em: 10 mai 2024.)
Após observar a linguagem verbal e não-verbal que contribuem para construir o significado da tirinha acima, assinale a alternativa que demonstra o fato no qual o efeito de humor reside:
TEXTO 3 (refere-se à questão 24)
![]()
(Disponível em: < https://www.robertomoraes.com.br/2008/08/ns-humanos-nas-olimpiadas-na-viso-do.html>. Acesso em 12 mai 2024.)
Após a leitura atenta da charge acima, bem como após observar seus elementos verbais e não verbais, é possível dizer que ela traz uma crítica à(s)/ao(s):
TEXTO 4 (refere-se às questões 25 e 26)
Aos atletas
1 Os poetas haviam composto suas odes
2 para saudar atletas vencedores.
3 A conquista brilhava entre dois toques.
4 Era frágil e grácil
5 fazer da glória ancila de nós todos.
6 Hoje,
7 manuscritos picados em soluço
8 chovem do terraço chuvas de irrisão.
9 Mas eu, poeta da derrota, me levanto
10 sem revolta e sem pranto
11 para saudar os atletas vencidos.
12 Que importa hajam perdido?
13 Que importa o não-ter-sido?
14 Que me importa uma taça por três vezes,
15 se duas a provei para sentir,
16 coleante, no fundo, o malicioso
17 mercúrio de sua perda no futuro?
18 É preciso xingar o Gordo e o Magro?
19 E o médico e o treinador e o massagista?
20 Que vil tristeza, essa
21 a espalhar-se em rancor, e não em canto
22 ao capricho dos deuses e da bola
23 que brinca no gramado
24 em contínua promessa
25 e fez um anjo e faz um ogre de Feola?
(Disponível em: https://www.companhiadasletras.com.br/blogDaCompanhia/Post/6085/poesia-na-companhia-olimpiadas. Acesso em: 19 mai 2024.)
Após a leitura atenta do poema acima, é possível perceber que o seu autor é um poeta diferente. De acordo com o texto, essa diferença se daria pelo fato de o poeta:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 4 (refere-se às questões 25 e 26)
Aos atletas
1 Os poetas haviam composto suas odes
2 para saudar atletas vencedores.
3 A conquista brilhava entre dois toques.
4 Era frágil e grácil
5 fazer da glória ancila de nós todos.
6 Hoje,
7 manuscritos picados em soluço
8 chovem do terraço chuvas de irrisão.
9 Mas eu, poeta da derrota, me levanto
10 sem revolta e sem pranto
11 para saudar os atletas vencidos.
12 Que importa hajam perdido?
13 Que importa o não-ter-sido?
14 Que me importa uma taça por três vezes,
15 se duas a provei para sentir,
16 coleante, no fundo, o malicioso
17 mercúrio de sua perda no futuro?
18 É preciso xingar o Gordo e o Magro?
19 E o médico e o treinador e o massagista?
20 Que vil tristeza, essa
21 a espalhar-se em rancor, e não em canto
22 ao capricho dos deuses e da bola
23 que brinca no gramado
24 em contínua promessa
25 e fez um anjo e faz um ogre de Feola?
(Disponível em: https://www.companhiadasletras.com.br/blogDaCompanhia/Post/6085/poesia-na-companhia-olimpiadas. Acesso em: 19 mai 2024.)
Observe o trecho abaixo e assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada foi substituída por outro termo e não houve alteração no sentido da frase:
“Hoje,
manuscritos picados em soluço
chovem do terraço chuvas de irrisão.”
(versos 6 a 8)
Reprodução do trecho com o destaque original:
![]()
TEXTO 5 (refere-se à questão 27)
![]()
(Disponívelem:<https://64.media.tumblr.com/d662df1c96599370719063c4e06d2082/tumblr_nrxuldmk371uaijyko1_1280.png>. Acesso em 15 mai 2024.)
Os sinais de pontuação são utilizados para trazer efeitos diversos aos textos. No trecho “futebol, futebol e futebol?!” (terceiro quadrinho), a vírgula é utilizada para:
TEXTO 6 (refere-se à questão 28)
Após a leitura atenta da tirinha abaixo, observe as afirmativas abaixo e assinale a correta de acordo com a seguinte pergunta:
As reticências presentes nos trechos “O Estopa está prestes a quebrar mais um...” (1º quadrinho) e “ÉÉÉ... não deixa de ser!” (2º quadrinho) são utilizadas para indicar ?
![]()
(Disponível em: https://iguinho.com.br/tirinhas/tirinha_gui-estopa_75.png. Acesso em: 19 mai 2024.)
TEXTO 7 (refere-se à questão 29)
A bola de futebol
1 A primeira vez que meu dono me pôs no chão e me deu um pontapé, supus que eu havia
2 cometido uma falta grave e que estava zangado comigo. “Que bruto” – pensei – “veja se isso é
3 modo de ensinar!”. Mas eu estava enganada. O que fazia o meu dono era brincar comigo.
4 Obrigava-me a correr e vinha atrás de mim para me alcançar.
5 Certos dias, levava-me para o campo. Muitos meninos me esperavam ali, ansiosos por
6 jogar comigo, correndo pela grama. Brincavam de fazer-me entrar numa rede como se eu fos-
7 se um peixe. Quando entrava, eles gritavam: “goool”, e me pegavam e me acariciavam.
8 Aconteceu-me, certa vez, uma desgraça. Um amigo de meu dono pôs-me no meio do
9 quintal e deu-me um pontapé. Por mais que eu quisesse, não pude evitar... Quebrei o vidro da
10 janela, entrei na cozinha e caí na frigideira com azeite fervendo.
11 A cozinheira gritou assustada, depois ficou furiosa; mas salvou-me de morte certa. Ape-
12 sar de não ter tido culpa, passei muitos dias e muitas noites de castigo, num canto escuro, com
13 baratas e camundongos como únicos companheiros.
(Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/974677544329966013/. Acesso em: 09 jun 2024. Adaptado.)
Observe o trecho abaixo e assinale a alternativa que possui a opção que melhor substituiria a expressão sublinhada, de modo que não haja prejuízo de sentido:
Apesar de não ter tido culpa, passei muitos dias e muitas noites de castigo, num canto escuro, com baratas e camundongos por únicos companheiros. (linhas 11 a 13)
Reprodução do trecho com o destaque original:
![]()
TEXTO 8 (refere-se às questões 30, 31 e 32)
Símbolos olímpicos
1 Os aros: Nas cores azul, amarelo, preto, verde e vermelho, interligados sobre um fundo
2 branco, os aros olímpicos foram idealizados em 1914, pelo barão Pierre de Coubertin. Os aros
3 representam a união dos cinco continentes e pelo menos uma de suas cinco cores está presente na
4 bandeira de cada um dos Comitês Olímpicos Nacionais vinculados ao COI. É a principal
5 representação gráfica dos Jogos Olímpicos e a marca do próprio Comitê Olímpico Internacional
6 (COI). O símbolo do Comitê Olímpico Brasileiro une os aros olímpicos a uma representação da
7 Bandeira Nacional do Brasil.
8 A tocha: Nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, a Tocha Olímpica é transportada por
9 atletas e cidadãos comuns até o local da Cerimônia de Abertura. A chama anuncia a próxima
10 celebração dos Jogos Olímpicos e carrega uma mensagem de paz e amizade. Na Cerimônia de
11 Abertura, a chama acende a Pira Olímpica, que permanece acesa durante toda a competição e é
12 apagada ao final da Cerimônia de Encerramento. Desde que foi criada, para os Jogos Olímpicos
13 de 1936 (Berlim), seu ritual se transformou em um dos momentos mais emblemáticos dos Jogos
14 Olímpicos.
15 A Tocha Olímpica ganha novos desenhos e formas a cada edição dos Jogos Olímpicos, já
16 que a cidade-sede da competição pode criar sua própria tocha.
17 O hino: Hino é um canto ou poema de alegria ou entusiasmo, criado para celebrar alguém
18 ou algo. O Hino Olímpico foi composto em 1896 pelo grego Spirou Samara, com letra do
19 músico grego Cositis Palamas, e adotado pelo COI em 1958. O Hino Olímpico é executado em
20 todas as cerimônias olímpicas oficiais, enquanto a bandeira olímpica é hasteada.
Disponível em: https://www.cob.org.br/pt/cob/movimento-olimpico/simbolos-olimpicos Acesso em 22 Abr 24.
Leia atentamente o texto “Símbolos olímpicos” e responda qual das seguintes afirmações está correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 8 (refere-se às questões 30, 31 e 32)
Símbolos olímpicos
1 Os aros: Nas cores azul, amarelo, preto, verde e vermelho, interligados sobre um fundo
2 branco, os aros olímpicos foram idealizados em 1914, pelo barão Pierre de Coubertin. Os aros
3 representam a união dos cinco continentes e pelo menos uma de suas cinco cores está presente na
4 bandeira de cada um dos Comitês Olímpicos Nacionais vinculados ao COI. É a principal
5 representação gráfica dos Jogos Olímpicos e a marca do próprio Comitê Olímpico Internacional
6 (COI). O símbolo do Comitê Olímpico Brasileiro une os aros olímpicos a uma representação da
7 Bandeira Nacional do Brasil.
8 A tocha: Nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, a Tocha Olímpica é transportada por
9 atletas e cidadãos comuns até o local da Cerimônia de Abertura. A chama anuncia a próxima
10 celebração dos Jogos Olímpicos e carrega uma mensagem de paz e amizade. Na Cerimônia de
11 Abertura, a chama acende a Pira Olímpica, que permanece acesa durante toda a competição e é
12 apagada ao final da Cerimônia de Encerramento. Desde que foi criada, para os Jogos Olímpicos
13 de 1936 (Berlim), seu ritual se transformou em um dos momentos mais emblemáticos dos Jogos
14 Olímpicos.
15 A Tocha Olímpica ganha novos desenhos e formas a cada edição dos Jogos Olímpicos, já
16 que a cidade-sede da competição pode criar sua própria tocha.
17 O hino: Hino é um canto ou poema de alegria ou entusiasmo, criado para celebrar alguém
18 ou algo. O Hino Olímpico foi composto em 1896 pelo grego Spirou Samara, com letra do
19 músico grego Cositis Palamas, e adotado pelo COI em 1958. O Hino Olímpico é executado em
20 todas as cerimônias olímpicas oficiais, enquanto a bandeira olímpica é hasteada.
Disponível em: https://www.cob.org.br/pt/cob/movimento-olimpico/simbolos-olimpicos Acesso em 22 Abr 24.
O sistema de pontuação é fundamental para a organização dos diferentes tipos de texto, contribuindo para a coesão, coerência e clareza daquilo que se escreve. Neste sentido, assinale a alternativa correta com relação ao emprego da vírgula no seguinte trecho: “Os aros: Nas cores azul, amarelo, preto, verde e vermelho (…)” (linha 1)Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 8 (refere-se às questões 30, 31 e 32)
Símbolos olímpicos
1 Os aros: Nas cores azul, amarelo, preto, verde e vermelho, interligados sobre um fundo
2 branco, os aros olímpicos foram idealizados em 1914, pelo barão Pierre de Coubertin. Os aros
3 representam a união dos cinco continentes e pelo menos uma de suas cinco cores está presente na
4 bandeira de cada um dos Comitês Olímpicos Nacionais vinculados ao COI. É a principal
5 representação gráfica dos Jogos Olímpicos e a marca do próprio Comitê Olímpico Internacional
6 (COI). O símbolo do Comitê Olímpico Brasileiro une os aros olímpicos a uma representação da
7 Bandeira Nacional do Brasil.
8 A tocha: Nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, a Tocha Olímpica é transportada por
9 atletas e cidadãos comuns até o local da Cerimônia de Abertura. A chama anuncia a próxima
10 celebração dos Jogos Olímpicos e carrega uma mensagem de paz e amizade. Na Cerimônia de
11 Abertura, a chama acende a Pira Olímpica, que permanece acesa durante toda a competição e é
12 apagada ao final da Cerimônia de Encerramento. Desde que foi criada, para os Jogos Olímpicos
13 de 1936 (Berlim), seu ritual se transformou em um dos momentos mais emblemáticos dos Jogos
14 Olímpicos.
15 A Tocha Olímpica ganha novos desenhos e formas a cada edição dos Jogos Olímpicos, já
16 que a cidade-sede da competição pode criar sua própria tocha.
17 O hino: Hino é um canto ou poema de alegria ou entusiasmo, criado para celebrar alguém
18 ou algo. O Hino Olímpico foi composto em 1896 pelo grego Spirou Samara, com letra do
19 músico grego Cositis Palamas, e adotado pelo COI em 1958. O Hino Olímpico é executado em
20 todas as cerimônias olímpicas oficiais, enquanto a bandeira olímpica é hasteada.
Disponível em: https://www.cob.org.br/pt/cob/movimento-olimpico/simbolos-olimpicos Acesso em 22 Abr 24.
Os elementos coesivos são marcas linguísticas que efetivam a conexão do texto. Em outros termos, eles conectam e estabelecem uma ligação entre as partes textuais. De acordo com os seus conhecimentos sobre os elementos coesivos, assinale a alternativa que indica o sentido correto do termo sublinhado no trecho abaixo:
(...) Desde que foi criada, para os Jogos Olímpicos de 1936 (Berlim), seu ritual se transformou em um dos momentos mais emblemáticos dos Jogos Olímpicos.
Disponível em: https://www.cob.org.br/pt/cob/movimento-olimpico/simbolos-olimpicos Acesso em 22 Abr 24.
Reprodução do trecho com o destaque original:
![]()
TEXTO 9 (refere-se à questão 33)
A ironia é um recurso estilístico utilizado por alguns autores em seus textos. Após a leitura da tirinha abaixo assinale a alternativa correta, na qual é possível dizer que a ironia presente nela se encontra:
![]()
(Disponível em: <https://estrategia-prod-questoes.s3.amazonaws.com/images/F703B8F0-51E0-E0DF-BB0F-CCA67CB9041A/F703B8F0-51E0-E0DF-BB0F-CCA67CB9041A-1600.png>. Acesso em 09 jun 2024.)
TEXTO 10 (refere-se à questão 34)
![]()
(Disponível em: <https://projetocolabora.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ouro-5.jpg. Acesso em 15 jun 2024.)
O quadro acima mostra os 15 países com a maior quantidade de medalhas nos jogos olímpicos, bem como os países com os maiores PIB, população e IDH. Sabendo que PIB é o Produto Interno Bruto de um país, ou seja, é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país; e que o IDH é o Índice de Desenvolvimento Humano, ou seja, uma comparação dos indicadores de países nos itens riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros, com o intuito de avaliar o bem-estar de uma população, especialmente das crianças. Após a observação atenta das informações dadas, é correto afirmar que:
TEXTO 11 (refere-se às questões 35, 36, 37 e 38)
O dono da bola
1 Este é o Caloca. Ele é um amigo legal. Mas ele não foi sempre assim, não. Antigamente ele
2 era o menino mais enjoado de toda a rua. E não se chamava Caloca. O nome dele era Carlos
3 Alberto. E sabem por que ele era assim enjoado? Eu não tenho certeza, mas acho que é porque ele
4 era o dono da bola. Mas me deixem contar a história, do começo.
5 Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha, vocês não
6 podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô. E tinha bicicleta, com farol e buzina, e
7 tinha tenda de índio, carrinho de todos os tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só
8 não tinha amigos. Porque ele brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os
9 brinquedos dele. Mas futebol ele tinha que jogar com a gente, porque não se pode jogar sozinho.
10 O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol. Só bola
11 de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas, toda vez
12 que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer falta do
13 Caloca que ele gritava logo:
14 — Assim eu não brinco mais! Dá aqui a bola!
15 E, assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo. A coisa começou a complicar
16 mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. A gente precisava treinar com
17 bola de verdade para não estranhar na hora do jogo. Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos
18 Alberto estava sempre procurando encrenca:
19 — Se Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
20 — Se eu não for o capitão do time, vou embora!
21 — Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
22 E quando não se fazia o que ele queria, já se sabe, levava a bola embora e adeus, treino. Toda
23 vez que o Carlos Alberto fazia isso, ele acabava voltando e dando um jeito de entrar no time de
24 novo. Mas, daquela vez, nós estávamos por aqui com ele. A primeira vez que ele veio ver os treinos,
25 ninguém ligou. Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e
26 via. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho
27 que ele já não estava gostando de estar sempre sozinho.
28 Na quarta, no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do braço.
29 — Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?
30 Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a torcer.
31 — Olha, Carlos Alberto, você apareça outra hora. Agora, nós precisamos treinar — disse
32 Catapimba.
33 — Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!
34 Nós todos estávamos espantados:
35 — E você nunca mais pode levar embora?
36 — E o que é que você quer em troca?
37 — Eu só quero jogar com vocês...
38 Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e nós
39 precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava
40 caso com ninguém.
41 E, quando nós ganhamos o campeonato, todo mundo se abraçou.
Adaptado: Ruth Rocha. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. (Adaptado) São Paulo, Salamandra, 1999.
O foco narrativo designa o olhar daquele que narra a história, sendo o narrador quem determina o foco, isto é, o ponto de vista. Neste sentido, o tipo de narrador presente no texto “O dono da bola” é:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 11 (refere-se às questões 35, 36, 37 e 38)
O dono da bola
1 Este é o Caloca. Ele é um amigo legal. Mas ele não foi sempre assim, não. Antigamente ele
2 era o menino mais enjoado de toda a rua. E não se chamava Caloca. O nome dele era Carlos
3 Alberto. E sabem por que ele era assim enjoado? Eu não tenho certeza, mas acho que é porque ele
4 era o dono da bola. Mas me deixem contar a história, do começo.
5 Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha, vocês não
6 podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô. E tinha bicicleta, com farol e buzina, e
7 tinha tenda de índio, carrinho de todos os tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só
8 não tinha amigos. Porque ele brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os
9 brinquedos dele. Mas futebol ele tinha que jogar com a gente, porque não se pode jogar sozinho.
10 O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol. Só bola
11 de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas, toda vez
12 que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer falta do
13 Caloca que ele gritava logo:
14 — Assim eu não brinco mais! Dá aqui a bola!
15 E, assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo. A coisa começou a complicar
16 mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. A gente precisava treinar com
17 bola de verdade para não estranhar na hora do jogo. Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos
18 Alberto estava sempre procurando encrenca:
19 — Se Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
20 — Se eu não for o capitão do time, vou embora!
21 — Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
22 E quando não se fazia o que ele queria, já se sabe, levava a bola embora e adeus, treino. Toda
23 vez que o Carlos Alberto fazia isso, ele acabava voltando e dando um jeito de entrar no time de
24 novo. Mas, daquela vez, nós estávamos por aqui com ele. A primeira vez que ele veio ver os treinos,
25 ninguém ligou. Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e
26 via. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho
27 que ele já não estava gostando de estar sempre sozinho.
28 Na quarta, no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do braço.
29 — Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?
30 Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a torcer.
31 — Olha, Carlos Alberto, você apareça outra hora. Agora, nós precisamos treinar — disse
32 Catapimba.
33 — Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!
34 Nós todos estávamos espantados:
35 — E você nunca mais pode levar embora?
36 — E o que é que você quer em troca?
37 — Eu só quero jogar com vocês...
38 Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e nós
39 precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava
40 caso com ninguém.
41 E, quando nós ganhamos o campeonato, todo mundo se abraçou.
Adaptado: Ruth Rocha. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. (Adaptado) São Paulo, Salamandra, 1999.
A palavra que substitui, sem alteração de sentido, o termo sublinhado em “Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade? Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a torcer.” (linhas 29 e 30) é:
Reprodução do trecho com o destaque original:
![]()
TEXTO 11 (refere-se às questões 35, 36, 37 e 38)
O dono da bola
1 Este é o Caloca. Ele é um amigo legal. Mas ele não foi sempre assim, não. Antigamente ele
2 era o menino mais enjoado de toda a rua. E não se chamava Caloca. O nome dele era Carlos
3 Alberto. E sabem por que ele era assim enjoado? Eu não tenho certeza, mas acho que é porque ele
4 era o dono da bola. Mas me deixem contar a história, do começo.
5 Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha, vocês não
6 podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô. E tinha bicicleta, com farol e buzina, e
7 tinha tenda de índio, carrinho de todos os tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só
8 não tinha amigos. Porque ele brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os
9 brinquedos dele. Mas futebol ele tinha que jogar com a gente, porque não se pode jogar sozinho.
10 O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol. Só bola
11 de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas, toda vez
12 que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer falta do
13 Caloca que ele gritava logo:
14 — Assim eu não brinco mais! Dá aqui a bola!
15 E, assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo. A coisa começou a complicar
16 mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. A gente precisava treinar com
17 bola de verdade para não estranhar na hora do jogo. Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos
18 Alberto estava sempre procurando encrenca:
19 — Se Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
20 — Se eu não for o capitão do time, vou embora!
21 — Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
22 E quando não se fazia o que ele queria, já se sabe, levava a bola embora e adeus, treino. Toda
23 vez que o Carlos Alberto fazia isso, ele acabava voltando e dando um jeito de entrar no time de
24 novo. Mas, daquela vez, nós estávamos por aqui com ele. A primeira vez que ele veio ver os treinos,
25 ninguém ligou. Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e
26 via. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho
27 que ele já não estava gostando de estar sempre sozinho.
28 Na quarta, no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do braço.
29 — Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?
30 Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a torcer.
31 — Olha, Carlos Alberto, você apareça outra hora. Agora, nós precisamos treinar — disse
32 Catapimba.
33 — Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!
34 Nós todos estávamos espantados:
35 — E você nunca mais pode levar embora?
36 — E o que é que você quer em troca?
37 — Eu só quero jogar com vocês...
38 Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e nós
39 precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava
40 caso com ninguém.
41 E, quando nós ganhamos o campeonato, todo mundo se abraçou.
Adaptado: Ruth Rocha. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. (Adaptado) São Paulo, Salamandra, 1999.
Os elementos coesivos, também chamados de elementos de coesão, têm como função fazer uma ligação lógica entre palavras e/ou frases de um texto, ou de evitar que determinadas palavras que já foram mencionadas sejam repetidas. Sendo assim, marque a alternativa correta que o termo sublinhado na frase do quadro abaixo retoma:
“Mas futebol ele tinha que jogar com a gente, porque não se pode jogar sozinho.” (linhas 08 e 09)
Reprodução do trecho com o destaque original:
![]()
TEXTO 11 (refere-se às questões 35, 36, 37 e 38)
O dono da bola
1 Este é o Caloca. Ele é um amigo legal. Mas ele não foi sempre assim, não. Antigamente ele
2 era o menino mais enjoado de toda a rua. E não se chamava Caloca. O nome dele era Carlos
3 Alberto. E sabem por que ele era assim enjoado? Eu não tenho certeza, mas acho que é porque ele
4 era o dono da bola. Mas me deixem contar a história, do começo.
5 Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha, vocês não
6 podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô. E tinha bicicleta, com farol e buzina, e
7 tinha tenda de índio, carrinho de todos os tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só
8 não tinha amigos. Porque ele brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os
9 brinquedos dele. Mas futebol ele tinha que jogar com a gente, porque não se pode jogar sozinho.
10 O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol. Só bola
11 de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas, toda vez
12 que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer falta do
13 Caloca que ele gritava logo:
14 — Assim eu não brinco mais! Dá aqui a bola!
15 E, assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo. A coisa começou a complicar
16 mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. A gente precisava treinar com
17 bola de verdade para não estranhar na hora do jogo. Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos
18 Alberto estava sempre procurando encrenca:
19 — Se Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
20 — Se eu não for o capitão do time, vou embora!
21 — Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
22 E quando não se fazia o que ele queria, já se sabe, levava a bola embora e adeus, treino. Toda
23 vez que o Carlos Alberto fazia isso, ele acabava voltando e dando um jeito de entrar no time de
24 novo. Mas, daquela vez, nós estávamos por aqui com ele. A primeira vez que ele veio ver os treinos,
25 ninguém ligou. Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e
26 via. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho
27 que ele já não estava gostando de estar sempre sozinho.
28 Na quarta, no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do braço.
29 — Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?
30 Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a torcer.
31 — Olha, Carlos Alberto, você apareça outra hora. Agora, nós precisamos treinar — disse
32 Catapimba.
33 — Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!
34 Nós todos estávamos espantados:
35 — E você nunca mais pode levar embora?
36 — E o que é que você quer em troca?
37 — Eu só quero jogar com vocês...
38 Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e nós
39 precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava
40 caso com ninguém.
41 E, quando nós ganhamos o campeonato, todo mundo se abraçou.
Adaptado: Ruth Rocha. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. (Adaptado) São Paulo, Salamandra, 1999.
Com base no texto “O dono da bola” é possível afirmar que Carlos Alberto:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 12 (refere-se às questões 39 e 40)
Olimpíadas
1 As Olimpíadas são o maior evento esportivo do mundo, no qual países dos cinco continentes
2 se reúnem para competir em diversas modalidades. Acontecem a cada quatro anos e são divididos
3 entre as edições de verão e de inverno. Atletas com deficiência disputam as chamadas Paralimpía-
4 das.
5 A promoção da paz, a integração e a união entre os países compõem um dos aspectos dos Jo-
6 gos Olímpicos. De acordo com o Estatuto Olímpico, a intenção é garantir o desenvolvimento harmo-
7 nioso da humanidade por meio da prática esportiva.
8 As Olimpíadas na Antiguidade surgiram por volta de 776 a. C., conforme registros históricos.
9 Entretanto, não há consenso entre os pesquisadores sobre um fato exato que tenha marcado o início
10 dos jogos. Na Antiguidade, os jogos estavam associados a rituais religiosos. Nesse sentido, os gre-
11 gos homenageavam Zeus, rei dos deuses na mitologia grega.
12 Os jogos recebem esse nome, pois começaram na cidade grega de Olímpia, situada no sudoes-
13 te da Grécia. As competições aconteciam nos momentos de trégua, porque naquela época eram co-
14 muns conflitos entre as cidades-estado gregas. A situação de trégua era decretada dois meses antes
15 dos jogos, que ocorriam também de quatro em quatro anos, só que sempre em uma mesma cidade,
16 Olímpia.
17 O anúncio do evento era dado por mensageiros em diferentes regiões, para que as pessoas pu-
18 dessem viajar para Olímpia em segurança, já que os conflitos estariam interrompidos durante a com-
19 petição.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/olimpiadas.htm. Acesso 24ABRIL24.
Glossário:
Paralimpíadas - evento esportivo realizado a cada quatro anos para atletas com diferentes graus de deficiência.
Leia atentamente o texto 12 “Olimpíadas” e assinale a alternativa correta que expressa explicitamente o foco central do texto.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO 12 (refere-se às questões 39 e 40)
Olimpíadas
1 As Olimpíadas são o maior evento esportivo do mundo, no qual países dos cinco continentes
2 se reúnem para competir em diversas modalidades. Acontecem a cada quatro anos e são divididos
3 entre as edições de verão e de inverno. Atletas com deficiência disputam as chamadas Paralimpía-
4 das.
5 A promoção da paz, a integração e a união entre os países compõem um dos aspectos dos Jo-
6 gos Olímpicos. De acordo com o Estatuto Olímpico, a intenção é garantir o desenvolvimento harmo-
7 nioso da humanidade por meio da prática esportiva.
8 As Olimpíadas na Antiguidade surgiram por volta de 776 a. C., conforme registros históricos.
9 Entretanto, não há consenso entre os pesquisadores sobre um fato exato que tenha marcado o início
10 dos jogos. Na Antiguidade, os jogos estavam associados a rituais religiosos. Nesse sentido, os gre-
11 gos homenageavam Zeus, rei dos deuses na mitologia grega.
12 Os jogos recebem esse nome, pois começaram na cidade grega de Olímpia, situada no sudoes-
13 te da Grécia. As competições aconteciam nos momentos de trégua, porque naquela época eram co-
14 muns conflitos entre as cidades-estado gregas. A situação de trégua era decretada dois meses antes
15 dos jogos, que ocorriam também de quatro em quatro anos, só que sempre em uma mesma cidade,
16 Olímpia.
17 O anúncio do evento era dado por mensageiros em diferentes regiões, para que as pessoas pu-
18 dessem viajar para Olímpia em segurança, já que os conflitos estariam interrompidos durante a com-
19 petição.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/olimpiadas.htm. Acesso 24ABRIL24.
Glossário:
Paralimpíadas - evento esportivo realizado a cada quatro anos para atletas com diferentes graus de deficiência.
Assinale a alternativa correta que indica o sentido do termo sublinhado no trecho abaixo.
As competições aconteciam nos momentos de trégua, porque naquela época eram comuns conflitos entre as cidades-estado gregas. (linhas 13 e 14)
Reprodução do trecho com o destaque original:
![]()
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base: