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Colégio Militar de Santa Maria — Processo Seletivo de Admissão 2024/2025 — 1º Ano do Ensino Médio — Prova de Matemática e Prova de Língua Portuguesa

Colégio Militar de Santa Maria · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Colégio Militar de Santa Maria2024Fundamental

40 questões nesta prova · página 2 de 2 · 40 com gabarito

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem — Metáfora

Colégio Militar de Santa Maria 2024 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o fragmento abaixo da crônica “Quem tem olhos”, de Marina Colasanti, para realizar os itens de 21 a 24.

Quem tem olhos
“Eu vinha andando na rua e vi a mulher na janela. Uma mulher como as de antigamente. De cabeça branca e braços pálidos apoiados no peitoril. Sentada, olhava para fora. (...) Era acima da entrada do prédio, acima da garagem, acima do playground. Era lá no alto. E diante daquela janela a única coisa que havia para se ver era, do lado oposto da rua, a parede cega de um edifício. Não havia árvores. Ou outras janelas. Somente a parede lisa e cinzenta, manchada de umidade. Alta, muito alta.
De onde estava, assim sentada, a mulher não podia ver a rua, o movimento da rua, as pessoas passando. Teria tido que debruçar-se para vê-los. E não se debruçava. Também não via o céu. Teria tido que esticar o pescoço e torcer a cabeça para vê-lo lá no alto, acima da parede cinzenta e do seu próprio edifício, faixa de céu estreita como uma passadeira. E a mulher mantinha-se composta, o olhar lançado para a frente. Serena, a mulher olhava a parede cinzenta. Não era como nas pequenas cidades onde ficar à janela é estar numa frisa ou camarote para ver e ser vista, é maneira astuciosa de estar na rua sem perder o recato da casa, de meter-se na vida alheia sem expor a própria.
(...)
Mas a mulher olhava a parede cinzenta. E parecia estar bem. E por um instante o bem-estar dela me doeu, porque acreditei que sorrisse em plena renúncia à vitalidade, que se mantivesse serena debaixo da canga de solidão e cimento que a cidade lhe impunha, tendo aberto mão de qualquer protesto. Desejei tirá-la dali ou dar-lhe uma vista. Depois, entendi.
A mulher olhava a parede cinzenta, mas diante dela não havia uma parede cinzenta. Havia um telão. Um telão imenso, imperturbável, onde histórias se passavam. Que ela própria projetava, mas das quais era devotada espectadora e eventual personagem. Suas fantasias, suas lembranças, seus desejos moviam-se sobre a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo, ao vivo e em cores. Só ela os via. Mas com que nitidez!
Bem diferente daquela cidadezinha da Dinamarca onde, em viagem, reparei que havia espelhos estrategicamente colocados nas janelas, permitindo que se visse a rua sem ter que abrir os vidros. Espelhos redondos, como retrovisores, onde às pessoas quase escondidas o mundo certamente aparecia pequeno e distorcido, enevoado pelos vidros e cortinas.
(...) E vendo-a tão entretida diante do nada, e do tudo, ocorreu-me que muitas pessoas olham televisão exatamente como ela olhava a parede. Sem ver, vendo outra coisa. A família reunida na sala, aquela luz azulada banhando todos no mesmo tom lunar, imagens na tela pequena, e alguém em meio à família projetando por cima das imagens criadas em estúdio outras imagens, mais vívidas, pessoais, criadas no laboratório dos desejos. Ninguém, na sala, suspeita da sua fuga, ninguém a sabe ausente. Olhando para o mesmo ponto acreditam estar vendo a mesma coisa. E se tranquilizam na falsa semelhança.
Olho da rua a mulher à janela e me alegro. Fechada num apartamento provavelmente pequeno, sem ninguém que lhe dê muita atenção, acima de uma rua estreita e sem árvores, diante de uma parede alta e cinzenta, ainda assim não está sozinha nem entediada. (...)”
Fonte: https://life-dying.tumblr.com. Acesso em 09 de julho 2024.

Glossário:
Canga - 1.peça de madeira usada para prender junta de bois a carro ou arado; jugo. 2. pau assentado nos ombros de carregadores e para transportar objetos pesados.
Frisa – área lateral de um camarote.

Com base na leitura do fragmento da crônica "Quem tem olhos", de Marina Colasanti, marque a alternativa correta em que há uma metáfora:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A parede é chamada de 'telão': metáfora sem conectivo comparativo.

Em 'Havia um telão', a parede cinzenta é identificada diretamente com um telão onde se projetam histórias, sem 'como' ou 'tal qual'. Isso é uma metáfora.

Análise das alternativas

A) Descrição literal da parede. B) Narração de fatos concretos. D) Descrição literal dos espelhos nas janelas. E) 'Falsa semelhança' e 'fuga' têm sentido figurado leve, mas não formam uma identificação metafórica nítida como a do telão.

Referência: Figuras de linguagem: metáfora.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Análise Sintática — Termos da Oração

Colégio Militar de Santa Maria 2024 Fundamental

Colégio Militar de Santa Maria · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Leia o fragmento abaixo da crônica “Quem tem olhos”, de Marina Colasanti, para realizar os itens de 21 a 24.

Quem tem olhos
“Eu vinha andando na rua e vi a mulher na janela. Uma mulher como as de antigamente. De cabeça branca e braços pálidos apoiados no peitoril. Sentada, olhava para fora. (...) Era acima da entrada do prédio, acima da garagem, acima do playground. Era lá no alto. E diante daquela janela a única coisa que havia para se ver era, do lado oposto da rua, a parede cega de um edifício. Não havia árvores. Ou outras janelas. Somente a parede lisa e cinzenta, manchada de umidade. Alta, muito alta.
De onde estava, assim sentada, a mulher não podia ver a rua, o movimento da rua, as pessoas passando. Teria tido que debruçar-se para vê-los. E não se debruçava. Também não via o céu. Teria tido que esticar o pescoço e torcer a cabeça para vê-lo lá no alto, acima da parede cinzenta e do seu próprio edifício, faixa de céu estreita como uma passadeira. E a mulher mantinha-se composta, o olhar lançado para a frente. Serena, a mulher olhava a parede cinzenta. Não era como nas pequenas cidades onde ficar à janela é estar numa frisa ou camarote para ver e ser vista, é maneira astuciosa de estar na rua sem perder o recato da casa, de meter-se na vida alheia sem expor a própria.
(...)
Mas a mulher olhava a parede cinzenta. E parecia estar bem. E por um instante o bem-estar dela me doeu, porque acreditei que sorrisse em plena renúncia à vitalidade, que se mantivesse serena debaixo da canga de solidão e cimento que a cidade lhe impunha, tendo aberto mão de qualquer protesto. Desejei tirá-la dali ou dar-lhe uma vista. Depois, entendi.
A mulher olhava a parede cinzenta, mas diante dela não havia uma parede cinzenta. Havia um telão. Um telão imenso, imperturbável, onde histórias se passavam. Que ela própria projetava, mas das quais era devotada espectadora e eventual personagem. Suas fantasias, suas lembranças, seus desejos moviam-se sobre a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo, ao vivo e em cores. Só ela os via. Mas com que nitidez!
Bem diferente daquela cidadezinha da Dinamarca onde, em viagem, reparei que havia espelhos estrategicamente colocados nas janelas, permitindo que se visse a rua sem ter que abrir os vidros. Espelhos redondos, como retrovisores, onde às pessoas quase escondidas o mundo certamente aparecia pequeno e distorcido, enevoado pelos vidros e cortinas.
(...) E vendo-a tão entretida diante do nada, e do tudo, ocorreu-me que muitas pessoas olham televisão exatamente como ela olhava a parede. Sem ver, vendo outra coisa. A família reunida na sala, aquela luz azulada banhando todos no mesmo tom lunar, imagens na tela pequena, e alguém em meio à família projetando por cima das imagens criadas em estúdio outras imagens, mais vívidas, pessoais, criadas no laboratório dos desejos. Ninguém, na sala, suspeita da sua fuga, ninguém a sabe ausente. Olhando para o mesmo ponto acreditam estar vendo a mesma coisa. E se tranquilizam na falsa semelhança.
Olho da rua a mulher à janela e me alegro. Fechada num apartamento provavelmente pequeno, sem ninguém que lhe dê muita atenção, acima de uma rua estreita e sem árvores, diante de uma parede alta e cinzenta, ainda assim não está sozinha nem entediada. (...)”
Fonte: https://life-dying.tumblr.com. Acesso em 09 de julho 2024.

Glossário:
Canga - 1.peça de madeira usada para prender junta de bois a carro ou arado; jugo. 2. pau assentado nos ombros de carregadores e para transportar objetos pesados.
Frisa – área lateral de um camarote.

Leia o trecho abaixo, para responder ao item 22.
Também não via o céu. Teria tido que esticar o pescoço e torcer a cabeça para vê-lo lá no alto, acima da parede cinzenta e do seu próprio edifício, faixa de céu estreita como uma passadeira. E a mulher mantinha-se composta, o olhar lançado para a frente. Serena, a mulher olhava a parede cinzenta.

Considere as seguintes afirmativas:
I. É correto afirmar que a forma pronominal -lo refere-se ao céu.
II. O termo da oração do seu próprio edifício é adjunto adnominal.
III. A parede cinzenta (que está grifada no trecho acima) é objeto indireto de olhar.
IV. Há dois predicativos do sujeito que caracterizam a mulher, composta e serena.

Marque a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Estão corretas I (-lo = o céu) e IV (composta e serena são predicativos).

I: em 'vê-lo', o pronome -lo retoma 'o céu'. IV: 'composta' (de 'mantinha-se') e 'serena' (de 'olhava') são predicativos do sujeito 'a mulher'. II é falsa: 'do seu próprio edifício' completa 'acima de' e integra o adjunto adverbial de lugar, não é adjunto adnominal. III é falsa: 'a parede cinzenta' é objeto direto de 'olhava', sem preposição.

Análise das alternativas

A, B, C e D incluem II ou III, que são falsas, ou omitem IV, que é verdadeira. Só a combinação I e IV (alternativa E) está correta.

Referência: Análise sintática: termos da oração (predicativo, objeto direto, adjuntos).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Classes de Palavras — Adjetivo

Colégio Militar de Santa Maria 2024 Fundamental

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Texto-base:
Leia o fragmento abaixo da crônica “Quem tem olhos”, de Marina Colasanti, para realizar os itens de 21 a 24.

Quem tem olhos
“Eu vinha andando na rua e vi a mulher na janela. Uma mulher como as de antigamente. De cabeça branca e braços pálidos apoiados no peitoril. Sentada, olhava para fora. (...) Era acima da entrada do prédio, acima da garagem, acima do playground. Era lá no alto. E diante daquela janela a única coisa que havia para se ver era, do lado oposto da rua, a parede cega de um edifício. Não havia árvores. Ou outras janelas. Somente a parede lisa e cinzenta, manchada de umidade. Alta, muito alta.
De onde estava, assim sentada, a mulher não podia ver a rua, o movimento da rua, as pessoas passando. Teria tido que debruçar-se para vê-los. E não se debruçava. Também não via o céu. Teria tido que esticar o pescoço e torcer a cabeça para vê-lo lá no alto, acima da parede cinzenta e do seu próprio edifício, faixa de céu estreita como uma passadeira. E a mulher mantinha-se composta, o olhar lançado para a frente. Serena, a mulher olhava a parede cinzenta. Não era como nas pequenas cidades onde ficar à janela é estar numa frisa ou camarote para ver e ser vista, é maneira astuciosa de estar na rua sem perder o recato da casa, de meter-se na vida alheia sem expor a própria.
(...)
Mas a mulher olhava a parede cinzenta. E parecia estar bem. E por um instante o bem-estar dela me doeu, porque acreditei que sorrisse em plena renúncia à vitalidade, que se mantivesse serena debaixo da canga de solidão e cimento que a cidade lhe impunha, tendo aberto mão de qualquer protesto. Desejei tirá-la dali ou dar-lhe uma vista. Depois, entendi.
A mulher olhava a parede cinzenta, mas diante dela não havia uma parede cinzenta. Havia um telão. Um telão imenso, imperturbável, onde histórias se passavam. Que ela própria projetava, mas das quais era devotada espectadora e eventual personagem. Suas fantasias, suas lembranças, seus desejos moviam-se sobre a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo, ao vivo e em cores. Só ela os via. Mas com que nitidez!
Bem diferente daquela cidadezinha da Dinamarca onde, em viagem, reparei que havia espelhos estrategicamente colocados nas janelas, permitindo que se visse a rua sem ter que abrir os vidros. Espelhos redondos, como retrovisores, onde às pessoas quase escondidas o mundo certamente aparecia pequeno e distorcido, enevoado pelos vidros e cortinas.
(...) E vendo-a tão entretida diante do nada, e do tudo, ocorreu-me que muitas pessoas olham televisão exatamente como ela olhava a parede. Sem ver, vendo outra coisa. A família reunida na sala, aquela luz azulada banhando todos no mesmo tom lunar, imagens na tela pequena, e alguém em meio à família projetando por cima das imagens criadas em estúdio outras imagens, mais vívidas, pessoais, criadas no laboratório dos desejos. Ninguém, na sala, suspeita da sua fuga, ninguém a sabe ausente. Olhando para o mesmo ponto acreditam estar vendo a mesma coisa. E se tranquilizam na falsa semelhança.
Olho da rua a mulher à janela e me alegro. Fechada num apartamento provavelmente pequeno, sem ninguém que lhe dê muita atenção, acima de uma rua estreita e sem árvores, diante de uma parede alta e cinzenta, ainda assim não está sozinha nem entediada. (...)”
Fonte: https://life-dying.tumblr.com. Acesso em 09 de julho 2024.

Glossário:
Canga - 1.peça de madeira usada para prender junta de bois a carro ou arado; jugo. 2. pau assentado nos ombros de carregadores e para transportar objetos pesados.
Frisa – área lateral de um camarote.

Leia o trecho abaixo, para responder ao item 23.
" ...a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo..." (4º§)
Reprodução com o destaque original:
Trecho “...a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo...” (4º§), com a expressão “o suporte do mundo” em negrito.

A expressão negritada apresenta uma característica contextual do vocábulo parede ser o sustentáculo do mundo, na visão do narrador.
Com base nessa afirmação, marque a alternativa em que a palavra sublinhada também apresenta uma caracterização:

Reprodução das alternativas com o destaque original:
Alternativas com a palavra destacada em negrito: (A) “andando”; (B) “protesto”; (C) “azulada”; (D) “me alegro”; (E) “televisão”.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Conjunções — Valor Semântico

Colégio Militar de Santa Maria 2024 Fundamental

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Texto-base:
Leia o fragmento abaixo da crônica “Quem tem olhos”, de Marina Colasanti, para realizar os itens de 21 a 24.

Quem tem olhos
“Eu vinha andando na rua e vi a mulher na janela. Uma mulher como as de antigamente. De cabeça branca e braços pálidos apoiados no peitoril. Sentada, olhava para fora. (...) Era acima da entrada do prédio, acima da garagem, acima do playground. Era lá no alto. E diante daquela janela a única coisa que havia para se ver era, do lado oposto da rua, a parede cega de um edifício. Não havia árvores. Ou outras janelas. Somente a parede lisa e cinzenta, manchada de umidade. Alta, muito alta.
De onde estava, assim sentada, a mulher não podia ver a rua, o movimento da rua, as pessoas passando. Teria tido que debruçar-se para vê-los. E não se debruçava. Também não via o céu. Teria tido que esticar o pescoço e torcer a cabeça para vê-lo lá no alto, acima da parede cinzenta e do seu próprio edifício, faixa de céu estreita como uma passadeira. E a mulher mantinha-se composta, o olhar lançado para a frente. Serena, a mulher olhava a parede cinzenta. Não era como nas pequenas cidades onde ficar à janela é estar numa frisa ou camarote para ver e ser vista, é maneira astuciosa de estar na rua sem perder o recato da casa, de meter-se na vida alheia sem expor a própria.
(...)
Mas a mulher olhava a parede cinzenta. E parecia estar bem. E por um instante o bem-estar dela me doeu, porque acreditei que sorrisse em plena renúncia à vitalidade, que se mantivesse serena debaixo da canga de solidão e cimento que a cidade lhe impunha, tendo aberto mão de qualquer protesto. Desejei tirá-la dali ou dar-lhe uma vista. Depois, entendi.
A mulher olhava a parede cinzenta, mas diante dela não havia uma parede cinzenta. Havia um telão. Um telão imenso, imperturbável, onde histórias se passavam. Que ela própria projetava, mas das quais era devotada espectadora e eventual personagem. Suas fantasias, suas lembranças, seus desejos moviam-se sobre a parede que já não era cinzenta, que era o suporte do mundo, ao vivo e em cores. Só ela os via. Mas com que nitidez!
Bem diferente daquela cidadezinha da Dinamarca onde, em viagem, reparei que havia espelhos estrategicamente colocados nas janelas, permitindo que se visse a rua sem ter que abrir os vidros. Espelhos redondos, como retrovisores, onde às pessoas quase escondidas o mundo certamente aparecia pequeno e distorcido, enevoado pelos vidros e cortinas.
(...) E vendo-a tão entretida diante do nada, e do tudo, ocorreu-me que muitas pessoas olham televisão exatamente como ela olhava a parede. Sem ver, vendo outra coisa. A família reunida na sala, aquela luz azulada banhando todos no mesmo tom lunar, imagens na tela pequena, e alguém em meio à família projetando por cima das imagens criadas em estúdio outras imagens, mais vívidas, pessoais, criadas no laboratório dos desejos. Ninguém, na sala, suspeita da sua fuga, ninguém a sabe ausente. Olhando para o mesmo ponto acreditam estar vendo a mesma coisa. E se tranquilizam na falsa semelhança.
Olho da rua a mulher à janela e me alegro. Fechada num apartamento provavelmente pequeno, sem ninguém que lhe dê muita atenção, acima de uma rua estreita e sem árvores, diante de uma parede alta e cinzenta, ainda assim não está sozinha nem entediada. (...)”
Fonte: https://life-dying.tumblr.com. Acesso em 09 de julho 2024.

Glossário:
Canga - 1.peça de madeira usada para prender junta de bois a carro ou arado; jugo. 2. pau assentado nos ombros de carregadores e para transportar objetos pesados.
Frisa – área lateral de um camarote.

Quanto ao marcador argumentativo grafado neste trecho: E por um instante o bem-estar dela me doeu, porque acreditei que sorrisse em plena renúncia à vitalidade, afirma-se que possui a mesma relação semântica da seguinte frase:

Reprodução com o destaque original:
Comando e alternativas da questão com os destaques originais: no trecho em itálico, “porque” aparece em negrito; nas alternativas estão sublinhados: (A) “Sem haver esforços”; (B) “deve voltar para casa”; (C) “mesmo considerando-se um contador de histórias.”; (D) “passou no concurso”; (E) “Praticando o bem”.
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Língua Portuguesa Denotação e Conotação — Humor em Tirinhas

Colégio Militar de Santa Maria 2024 Fundamental

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Texto-base:
Leia a tirinha abaixo, de Armandinho, para realizar os itens 25 a 27.

Tirinha de Armandinho em três quadrinhos. Uma menina de óculos, Ana, está de cabeça baixa à esquerda; Armandinho, de cabelo azul, fala com ela à direita; um sapinho entre os dois olha para eles. 1º quadrinho: “NÃO PRECISA TER VERGONHA DE USAR ÓCULOS, ANA...”. 2º quadrinho: “EXISTEM PROBLEMAS DE VISÃO MUITO PIORES...”. 3º quadrinho: “MUITA GENTE NÃO CONSEGUE ENXERGAR ALÉM DAS APARÊNCIAS!”.

Fonte: https://www.gauthmath.com. Acesso em 24/07/2024.

É correto afirmar que o humor na tirinha está:
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Língua Portuguesa Concordância Verbal — Verbos Haver e Existir

Colégio Militar de Santa Maria 2024 Fundamental

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Texto-base:
Leia a tirinha abaixo, de Armandinho, para realizar os itens 25 a 27.

Tirinha de Armandinho em três quadrinhos. Uma menina de óculos, Ana, está de cabeça baixa à esquerda; Armandinho, de cabelo azul, fala com ela à direita; um sapinho entre os dois olha para eles. 1º quadrinho: “NÃO PRECISA TER VERGONHA DE USAR ÓCULOS, ANA...”. 2º quadrinho: “EXISTEM PROBLEMAS DE VISÃO MUITO PIORES...”. 3º quadrinho: “MUITA GENTE NÃO CONSEGUE ENXERGAR ALÉM DAS APARÊNCIAS!”.

Fonte: https://www.gauthmath.com. Acesso em 24/07/2024.

A respeito da tirinha, pode-se considerar que:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Linguagem Verbal e Não Verbal

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Texto-base:
Leia a tirinha abaixo, de Armandinho, para realizar os itens 25 a 27.

Tirinha de Armandinho em três quadrinhos. Uma menina de óculos, Ana, está de cabeça baixa à esquerda; Armandinho, de cabelo azul, fala com ela à direita; um sapinho entre os dois olha para eles. 1º quadrinho: “NÃO PRECISA TER VERGONHA DE USAR ÓCULOS, ANA...”. 2º quadrinho: “EXISTEM PROBLEMAS DE VISÃO MUITO PIORES...”. 3º quadrinho: “MUITA GENTE NÃO CONSEGUE ENXERGAR ALÉM DAS APARÊNCIAS!”.

Fonte: https://www.gauthmath.com. Acesso em 24/07/2024.

Conforme a relação entre texto verbal e não-verbal, considere as afirmativas abaixo, para realizar o item 27.
I. Mediante a imagem das crianças, a fala de Armandinho atrai a atenção de Ana a partir do 2° quadrinho.
II. O fato dela estar cabisbaixa no primeiro quadrinho representa que ela está desanimada.
III. O movimento dos olhos do sapinho entre Ana e Armandinho demonstra que está atento às palavras do garoto para a menina.

Marque a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Denotação e Conotação

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Texto-base:
Leia o texto publicitário e o poema “Um olhar”, de Nando Kalim, para responder aos itens 28 e 29.

Anúncio da clínica DiagLaser: à esquerda, close de um olho feminino; à direita, em letras azuis, a frase “Nossos médicos tratam seus olhos com o coração.”, com traço laranja sob “com o coração.”; abaixo, “A mais avançada tecnologia para a cura da catarata, realizada por um corpo médico especialista no assunto você encontra na Diaglaser.”; no rodapé, nomes dos médicos, logotipo DiagLaser e endereço em Porto Alegre.
Fonte: https://br.pinterest.com. Acesso em 14/06/24.

Caso a frase, em letras azuis, tivesse uma nova redação no termo em destaque, qual seria a alternativa que condiz com o que se quer expressar:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
Leia o texto publicitário e o poema “Um olhar”, de Nando Kalim, para responder aos itens 28 e 29.

Anúncio da clínica DiagLaser: à esquerda, close de um olho feminino; à direita, em letras azuis, a frase “Nossos médicos tratam seus olhos com o coração.”, com traço laranja sob “com o coração.”; abaixo, “A mais avançada tecnologia para a cura da catarata, realizada por um corpo médico especialista no assunto você encontra na Diaglaser.”; no rodapé, nomes dos médicos, logotipo DiagLaser e endereço em Porto Alegre.
Fonte: https://br.pinterest.com. Acesso em 14/06/24.

Leia o poema “Um olhar”, de Nando Kalim, para responder aos itens 29 e 30.

Um olhar
Nos olhos das crianças a pureza
Na flor, a natureza mostrando que és bela
No rádio uma linda canção
No peito a emoção de ser tocado pelo amor
Minhas palavras são escritas com carinho
Sei, não estou sozinho
Pois sei que estás aqui
Guardada no meu coração
É maior do que paixão
Esse amor é pra você
Fonte: https://www.pensador.com/frase. Acesso em 15/06/24

Considere estas afirmativas:
I. É correto afirmar que o oitavo verso do poema "Um olhar", o vocábulo coração está usado no sentido conotativo assim como coração do texto publicitário visto anteriormente.
II. Pelo título do poema, sabemos que o eu-lírico está falando do olhar da mulher amada.
III. O texto acima tem por finalidade contar a história de um amor impossível.
IV. A voz verbal do quinto verso é passiva, pois evidencia aquilo que se escreve.

Marque a alternativa correta:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Análise Sintática — Termos da Oração

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Texto-base:
Leia o poema “Um olhar”, de Nando Kalim, para responder aos itens 29 e 30.

Um olhar
Nos olhos das crianças a pureza
Na flor, a natureza mostrando que és bela
No rádio uma linda canção
No peito a emoção de ser tocado pelo amor
Minhas palavras são escritas com carinho
Sei, não estou sozinho
Pois sei que estás aqui
Guardada no meu coração
É maior do que paixão
Esse amor é pra você
Fonte: https://www.pensador.com/frase. Acesso em 15/06/24

Quanto à parte sublinhada no verso É maior do que paixão, é possível compreender que tem:
Reprodução com o destaque original:
Comando com o verso “É maior do que paixão” em itálico e a parte “do que paixão” sublinhada.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto Literário

Colégio Militar de Santa Maria 2024 Fundamental

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Texto-base:
Os itens 31 a 33 referem-se ao fragmento do capítulo “Olhos de Ressaca” *, do romance Dom Casmurro.

Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada.” Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dante; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei-me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe, – para dizer alguma cousa, – que era capaz de os pentear, se quisesse.
(ASSIS, Machado. Dom Casmurro. Porto Alegre: L&PM Editores, 2006. Pgs 67-68.)
*O fragmento acima mantém a grafia da época da sua publicação.

Glossário
Dante – poeta italiano do Renascimento (movimento artístico do século XVI que iniciou na Itália).
Pêndulas – que é inclinado para baixo, que pende.
Ressaca – forte movimento das ondas sobre si mesmo, devido ao mar agitado.
Retórica – arte de bem argumentar, de bem dizer.
Suplício – sofrimento.
Vaga – onda.

Lendo o trecho acima, é correto afirmar que os olhos de Capitu eram...
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Os olhos de Capitu são enigmáticos e hipnotizantes, como uma ressaca.

O narrador compara os olhos a uma ressaca, com 'fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro'. Ele precisa se agarrar a outras partes do rosto para não ser 'tragado', o que mostra o efeito hipnotizante e enigmático do olhar.

Análise das alternativas

A) O texto não diz que Capitu tentava convencer o narrador de algo. B) Não se fala em olhos amendoados; são 'crescidos e sombrios' apenas no momento da contemplação. D) Não há indício de carência afetiva. E) Não se afirma que ela fosse calculista nem imune ao narrador.

Referência: Machado de Assis, Dom Casmurro, cap. 'Olhos de ressaca'.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Análise Sintática — Termos da Oração

Colégio Militar de Santa Maria 2024 Fundamental

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Gabarito disponível

Texto-base:
Os itens 31 a 33 referem-se ao fragmento do capítulo “Olhos de Ressaca” *, do romance Dom Casmurro.

Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada.” Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dante; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei-me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe, – para dizer alguma cousa, – que era capaz de os pentear, se quisesse.
(ASSIS, Machado. Dom Casmurro. Porto Alegre: L&PM Editores, 2006. Pgs 67-68.)
*O fragmento acima mantém a grafia da época da sua publicação.

Glossário
Dante – poeta italiano do Renascimento (movimento artístico do século XVI que iniciou na Itália).
Pêndulas – que é inclinado para baixo, que pende.
Ressaca – forte movimento das ondas sobre si mesmo, devido ao mar agitado.
Retórica – arte de bem argumentar, de bem dizer.
Suplício – sofrimento.
Vaga – onda.

Para responder ao item 32, considere as afirmativas abaixo.
I. A oração...como a vaga que se retira da praia... (2° parágrafo) é uma comparação com os olhos de ressaca.
II. Neste trecho... que saía delas vinha crescendo, cava e escura... (2° parágrafo), os vocábulos grafados são predicativos de vaga.
Reprodução com o destaque original:
Afirmativa II com os vocábulos “cava” e “escura” em negrito.
III. Na oração Não me acode imagem capaz... (2° parágrafo), o pronome oblíquo possui função sintática de objeto indireto.
IV. O termo pelos ombros (2° parágrafo) é agente da passiva de sua oração.

Em relação às sentenças acima, marque a alternativa correta:
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Língua Portuguesa Funções Morfológicas do “Que”

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Texto-base:
Os itens 31 a 33 referem-se ao fragmento do capítulo “Olhos de Ressaca” *, do romance Dom Casmurro.

Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada.” Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dante; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei-me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe, – para dizer alguma cousa, – que era capaz de os pentear, se quisesse.
(ASSIS, Machado. Dom Casmurro. Porto Alegre: L&PM Editores, 2006. Pgs 67-68.)
*O fragmento acima mantém a grafia da época da sua publicação.

Glossário
Dante – poeta italiano do Renascimento (movimento artístico do século XVI que iniciou na Itália).
Pêndulas – que é inclinado para baixo, que pende.
Ressaca – forte movimento das ondas sobre si mesmo, devido ao mar agitado.
Retórica – arte de bem argumentar, de bem dizer.
Suplício – sofrimento.
Vaga – onda.

Leia o período composto abaixo para responder ao item 33.
[...]Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei-me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos e disse-lhe, – para dizer alguma cousa, – que era capaz de os pentear, se quisesse”.
Reprodução com o destaque original:
Período em itálico com as partes sublinhadas: “Estou para contar que”, “agarrei-me definitivamente aos cabelos de Capitu” e “que era capaz de os pentear”.

Considerando a utilização do “que”, no período sublinhado, o conector pode ser classificado, respectivamente, como:
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Língua Portuguesa Semântica — Parônimos e Efeitos de Sentido

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Texto-base:
Leia o poema abaixo, de Roseana Murray, para realizar o item 34.

Receita de Olhar
nas primeiras horas da manhã
desamarre o olhar
deixe que se derrame
sobre todas as coisas belas
o mundo é sempre novo
e a terra dança e acorda
em acordes de sol
faça do seu olhar imensa caravela

Glossário:
Caravela - embarcação de velas latinas que servia nas primeiras expedições portuguesas.

Observe o trecho a seguir, também extraído do poema “Receita de Olhar”:
“e a terra dança e acorda
em acordes de sol”
Reprodução com o destaque original:
Trecho “e a terra dança e acorda / em acordes de sol”, com as palavras “acorda” e “acordes” em negrito.
Ao analisar as duas palavras grifada infere-se que:
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Língua Portuguesa Estratégias Argumentativas

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Texto-base:
Leia o fragmento abaixo, para responder aos itens 35 a 37.

Como os olhos revelam nossos pensamentos
Mo Costandi
Da BBC Future
Fotografia em close dos olhos claros de uma mulher.
O movimento dos olhos pode dar pistas sobre a tomada de decisões e a memória

Dizem que os olhos são as janelas da alma e revelam emoções profundas.
Apesar de a Ciência moderna não reconhecer a existência de uma alma, ela sugere que há um tanto de verdade nesse ditado: os olhos não só refletem o que está acontecendo no cérebro como também podem influenciar a maneira como nos lembramos das coisas e tomamos decisões.
Nossos olhos estão em constante movimento e, enquanto alguns destes são controlados, muitos ocorrem inconscientemente.
(...)
Há ainda as pequenas movimentações involuntárias que fazemos com os olhos quando caminhamos, para compensar o balanço da cabeça e estabilizar o olhar. Isso sem falar nos rapidíssimos movimentos durante o sono que dão nome à fase REM ("Rapid Eye Movement").
O que se sabe agora é que alguns dos movimentos oculares podem ser realmente reveladores do nosso processo de pensamento.
Indicadores para adivinhações
Pesquisa publicada em 2014 por cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, mostra que a dilatação das pupilas está ligada ao grau de incerteza de uma pessoa durante uma tomada de decisão: se alguém está menos seguro sobre sua escolha, acaba ficando mais agitado, e suas pupilas se dilatam.
Essa alteração nos olhos também pode revelar o que a pessoa que tomou uma decisão está prestes a dizer. O estudo descobriu, por exemplo, que observar a dilatação possibilita prever quando uma pessoa cautelosa que sempre responde "não" está à beira de anunciar que optou por um "sim".
Observar os olhos pode até mesmo ajudar a prever o número que uma pessoa tem em mente. Pesquisadores do departamento de Psicologia da Universidade de Zurique recrutaram 12 voluntários e descobriram que a direção e a amplitude dos movimentos dos olhos antecipavam com precisão se o número que eles estavam prestes a dizer era maior ou menor do que o anterior – e qual a diferença entre os dígitos.
O olhar de cada voluntário se deslocava para cima e para a direita antes que eles dissessem um número maior, e para baixo e para a esquerda antes de um menor. Quanto mais extrema a mudança de um lado para o outro, maior a diferença entre os números.
(...)
Em 2013, pesquisadores na Suécia publicaram provas de que a última hipótese é que vale: os movimentos dos olhos podem realmente facilitar a recuperação da memória.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/15. Acesso em 02/07/2024 (adaptado.)

O principal recurso argumentativo empregado no texto está em:
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
Leia o fragmento abaixo, para responder aos itens 35 a 37.

Como os olhos revelam nossos pensamentos
Mo Costandi
Da BBC Future
Fotografia em close dos olhos claros de uma mulher.
O movimento dos olhos pode dar pistas sobre a tomada de decisões e a memória

Dizem que os olhos são as janelas da alma e revelam emoções profundas.
Apesar de a Ciência moderna não reconhecer a existência de uma alma, ela sugere que há um tanto de verdade nesse ditado: os olhos não só refletem o que está acontecendo no cérebro como também podem influenciar a maneira como nos lembramos das coisas e tomamos decisões.
Nossos olhos estão em constante movimento e, enquanto alguns destes são controlados, muitos ocorrem inconscientemente.
(...)
Há ainda as pequenas movimentações involuntárias que fazemos com os olhos quando caminhamos, para compensar o balanço da cabeça e estabilizar o olhar. Isso sem falar nos rapidíssimos movimentos durante o sono que dão nome à fase REM ("Rapid Eye Movement").
O que se sabe agora é que alguns dos movimentos oculares podem ser realmente reveladores do nosso processo de pensamento.
Indicadores para adivinhações
Pesquisa publicada em 2014 por cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, mostra que a dilatação das pupilas está ligada ao grau de incerteza de uma pessoa durante uma tomada de decisão: se alguém está menos seguro sobre sua escolha, acaba ficando mais agitado, e suas pupilas se dilatam.
Essa alteração nos olhos também pode revelar o que a pessoa que tomou uma decisão está prestes a dizer. O estudo descobriu, por exemplo, que observar a dilatação possibilita prever quando uma pessoa cautelosa que sempre responde "não" está à beira de anunciar que optou por um "sim".
Observar os olhos pode até mesmo ajudar a prever o número que uma pessoa tem em mente. Pesquisadores do departamento de Psicologia da Universidade de Zurique recrutaram 12 voluntários e descobriram que a direção e a amplitude dos movimentos dos olhos antecipavam com precisão se o número que eles estavam prestes a dizer era maior ou menor do que o anterior – e qual a diferença entre os dígitos.
O olhar de cada voluntário se deslocava para cima e para a direita antes que eles dissessem um número maior, e para baixo e para a esquerda antes de um menor. Quanto mais extrema a mudança de um lado para o outro, maior a diferença entre os números.
(...)
Em 2013, pesquisadores na Suécia publicaram provas de que a última hipótese é que vale: os movimentos dos olhos podem realmente facilitar a recuperação da memória.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/15. Acesso em 02/07/2024 (adaptado.)

Sobre esse trecho, é correto afirmar que:
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Língua Portuguesa Funções Morfológicas do “Que” — Pronome Relativo

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Texto-base:
Leia o fragmento abaixo, para responder aos itens 35 a 37.

Como os olhos revelam nossos pensamentos
Mo Costandi
Da BBC Future
Fotografia em close dos olhos claros de uma mulher.
O movimento dos olhos pode dar pistas sobre a tomada de decisões e a memória

Dizem que os olhos são as janelas da alma e revelam emoções profundas.
Apesar de a Ciência moderna não reconhecer a existência de uma alma, ela sugere que há um tanto de verdade nesse ditado: os olhos não só refletem o que está acontecendo no cérebro como também podem influenciar a maneira como nos lembramos das coisas e tomamos decisões.
Nossos olhos estão em constante movimento e, enquanto alguns destes são controlados, muitos ocorrem inconscientemente.
(...)
Há ainda as pequenas movimentações involuntárias que fazemos com os olhos quando caminhamos, para compensar o balanço da cabeça e estabilizar o olhar. Isso sem falar nos rapidíssimos movimentos durante o sono que dão nome à fase REM ("Rapid Eye Movement").
O que se sabe agora é que alguns dos movimentos oculares podem ser realmente reveladores do nosso processo de pensamento.
Indicadores para adivinhações
Pesquisa publicada em 2014 por cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, mostra que a dilatação das pupilas está ligada ao grau de incerteza de uma pessoa durante uma tomada de decisão: se alguém está menos seguro sobre sua escolha, acaba ficando mais agitado, e suas pupilas se dilatam.
Essa alteração nos olhos também pode revelar o que a pessoa que tomou uma decisão está prestes a dizer. O estudo descobriu, por exemplo, que observar a dilatação possibilita prever quando uma pessoa cautelosa que sempre responde "não" está à beira de anunciar que optou por um "sim".
Observar os olhos pode até mesmo ajudar a prever o número que uma pessoa tem em mente. Pesquisadores do departamento de Psicologia da Universidade de Zurique recrutaram 12 voluntários e descobriram que a direção e a amplitude dos movimentos dos olhos antecipavam com precisão se o número que eles estavam prestes a dizer era maior ou menor do que o anterior – e qual a diferença entre os dígitos.
O olhar de cada voluntário se deslocava para cima e para a direita antes que eles dissessem um número maior, e para baixo e para a esquerda antes de um menor. Quanto mais extrema a mudança de um lado para o outro, maior a diferença entre os números.
(...)
Em 2013, pesquisadores na Suécia publicaram provas de que a última hipótese é que vale: os movimentos dos olhos podem realmente facilitar a recuperação da memória.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/15. Acesso em 02/07/2024 (adaptado.)

Assinale a alternativa cuja palavra destacada seja um pronome relativo.

Reprodução das alternativas com o destaque original:
Alternativas com a palavra “que” destacada em negrito; na alternativa D, apenas o segundo “que” (“é que alguns”) está em negrito.
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Língua Portuguesa Classes de Palavras — Classificação Morfológica

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Texto-base:
Leia o poema O Seu Olhar, de Arnaldo Antunes, para responder aos itens 38 e 39.

O Seu Olhar
O seu olhar lá fora,
O seu olhar no céu
O seu olhar demora
O seu olhar no meu...
O seu olhar seu olhar, melhora melhora o meu...
Onde a brasa mora
e devora o breu
Como a chuva molha
o que se escondeu
O seu olhar seu olhar melhora, melhora o meu...
O seu olhar agora, o seu olhar nasceu, o seu olhar me olha, o seu olhar é seu...
O seu olhar seu olhar, melhora melhora o meu...
Onde a brasa mora e devora o breu, como a chuva molha o que se escondeu...
O seu olhar, melhora o meu...
O seu olhar agora... o seu olhar nasceu o seu olhar é seu...
O seu olhar melhora, melhora.
Fonte: https://www.letras.mus.br/arnaldo-antunes. Acesso em 24/07/2024.

Conforme a letra da música “O seu olhar”, assinale a alternativa que tem a mesma classificação morfológica dos seguintes vocábulos respectivamente: brasa, agora, melhora.
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Resolução comentada

Brasa = substantivo; agora = advérbio; melhora = verbo.

No poema, 'brasa' é substantivo, 'agora' é advérbio de tempo e 'melhora' é verbo ("melhora o meu"). Na alternativa A, 'olhar' ("o seu olhar") é substantivo, 'lá' é advérbio e 'devora' é verbo, na mesma ordem.

Análise das alternativas

B) 'meu' é pronome e 'nasceu' é verbo, mas 'breu' é substantivo; o 'meu' não é advérbio. C) 'fora' é advérbio, mas 'olhar' ali é substantivo, não verbo. D) 'onde' é advérbio, não substantivo. E) 'seu' é pronome, não advérbio.

Referência: Classes de palavras (classificação morfológica).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Preposições — Valor Semântico

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Texto-base:
Leia o poema O Seu Olhar, de Arnaldo Antunes, para responder aos itens 38 e 39.

O Seu Olhar
O seu olhar lá fora,
O seu olhar no céu
O seu olhar demora
O seu olhar no meu...
O seu olhar seu olhar, melhora melhora o meu...
Onde a brasa mora
e devora o breu
Como a chuva molha
o que se escondeu
O seu olhar seu olhar melhora, melhora o meu...
O seu olhar agora, o seu olhar nasceu, o seu olhar me olha, o seu olhar é seu...
O seu olhar seu olhar, melhora melhora o meu...
Onde a brasa mora e devora o breu, como a chuva molha o que se escondeu...
O seu olhar, melhora o meu...
O seu olhar agora... o seu olhar nasceu o seu olhar é seu...
O seu olhar melhora, melhora.
Fonte: https://www.letras.mus.br/arnaldo-antunes. Acesso em 24/07/2024.

A relação expressa pela preposição destacada no texto “O seu olhar no céu”, é a mesma da palavra em destaque na alternativa...

Reprodução das alternativas com o destaque original:
Alternativas com a palavra destacada em negrito: (A) “de”; (B) “em”; (C) “de”; (D) “de”; (E) “de”.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Regência Verbal

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Texto-base:
Leia a tirinha do gato Garfield e responda ao item 40.

Tirinha do Garfield em três quadrinhos. Jon, apoiado na poltrona, pergunta a Garfield, que vê televisão: 1º “A QUE VOCÊ ESTÁ ASSISTINDO?” — Garfield pensa: “SEI LÁ!”; 2º “QUEM É O APRESENTADOR?” — Garfield pensa: “SEI LÁ!”; 3º “QUAL É O ENREDO?” — Garfield pensa: “ESTOU VENDO TELEVISÃO! PARE DE ME FAZER PENSAR!”.

Fonte:https://www.google.com/search. Acesso em 16/07/2024.

No primeiro quadrinho, John faz uma pergunta ao gato Garfield. Sabe-se que, na Língua Portuguesa, alguns verbos podem apresentar variação em sua regência conforme o contexto em que forem empregados. De posse dessa informação, escolha a alternativa em que o verbo possui a mesma regência:
Selecione uma alternativa