← Voltar para a lista de provas Comando da Aeronáutica · Exame de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2025 65 questões nesta prova · página 1 de 4 · 60 com gabarito Gabarito disponível Inferência do texto I: a busca por uma imagem perfeita nas redes aprisiona o indivíduo. O texto descreve uma sociedade em que a aprovação define a posição social, o que obriga as pessoas a manter uma imagem perfeita. Essa pressão é uma forma de escravidão ('não há maior escravidão do que um mundo desumanizado'), e a queda de Lacie é uma libertação. A alternativa B sintetiza essa inferência. A) Fala de 'desafios diários' de forma vaga, sem a ideia de aprisionamento pela imagem. C) O texto critica a conexão por aprovação, e não busca 'experiências singulares'. D) O texto mostra a falsidade dessas realidades idealizadas, que não são alcançadas dominando códigos sociais. Referência: Interpretação e inferência de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Trecho literário que sintetiza as ideias do texto I (identidade, máscaras e perda da essência). O texto I trata de pessoas que encenam uma imagem agradável e perdem o contato com quem realmente são, até que Lacie, à margem, 'pode ser ela mesma'. O poema de Pessoa expressa a fragmentação e o estranhamento do eu ('continuamente me estranho. Nunca me vi nem achei'), o que se aproxima da ideia de identidade perdida. A) Fala de lembranças, que não é o tema. C) Fala dos defeitos e da fragilidade de quem tenta se 'aperfeiçoar'; é uma relação apenas parcial e não sintetiza o texto. D) Trata de crítica e protesto, sem a questão da identidade e da performance social. Referência: Intertextualidade; literatura e tema da identidade. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Análise sintática do primeiro período do texto I; a exceção é a alternativa C. No sentido de 'informar/advertir', 'lembrar' é bitransitivo: lembrar algo a alguém. Em 'nos lembra da invasão', 'nos' é objeto indireto e 'da invasão' é complemento preposicionado. Portanto, afirmar que ele é apenas transitivo direto é incorreto, e a alternativa C é a exceção. A) Correta: o período mistura coordenação ('e') e subordinação (orações adjetiva e substantiva). B) Correta: 'Queda Livre' é o sujeito de 'lembra'. D) Correta: 'lembrar-se de algo' é pronominal e seu complemento é um objeto indireto. Referência: Regência e predicação verbal do verbo 'lembrar'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Ideia do texto II: o discurso da positividade contradiz a realidade de insatisfação. O texto mostra que há uma 'tirania da positividade' nas redes, em que se precisa parecer feliz. Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que 58% dos brasileiros estão insatisfeitos e que muitos se sentem pior ao ver a vida alheia. Isso evidencia a contradição entre o discurso positivo e a realidade vivida. A) O texto não diz que a negação ajuda a lidar com obstáculos; diz que a obrigação de parecer feliz agrava angústias. B) O dado é que oito em cada dez não realizam seus projetos, e o texto não conclui que 'não existe felicidade além das redes'. C) O texto fala de produtos que se oferecem como soluções rápidas, e não que curem as dores existenciais. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Julgar afirmações sobre a pontuação do texto II; estão corretas I, II e III. I está correta: a oração adjetiva explicativa ('que é liderado pelo antropólogo...') continua entre vírgulas. II está correta: o travessão duplo isola um aposto/enumeração e pode ser trocado por vírgulas ou parênteses. III está correta: há vírgulas para expressão interpositiva ou deslocada e para separar orações de sujeitos diferentes. IV está errada: o dois-pontos da linha 13 ('pesquisados: 58%...') introduz um esclarecimento e não uma enumeração, e a linha 13 não está no segundo parágrafo. Logo, três afirmativas corretas. A) Errada, porque IV é falsa. B e C) Erradas, porque subestimam o número de corretas: I, II e III são verdadeiras. D) Correta: três afirmativas. Referência: Pontuação: vírgula, travessão e dois-pontos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Identificar o gênero/tipo textual do texto II. O texto relata fatos recentes (a divulgação do estudo 'Economia do mal-estar' pelo Grupo Consumoteca), com dados e fala do antropólogo, em linguagem jornalística e impessoal. Essas são características de notícia, em que há verbos que registram o fato e organizam o relato. Por isso, de acordo com o gabarito, a notícia é o gênero indicado. A) Crônica é um texto mais subjetivo e opinativo, sobre o cotidiano; escrever em 3ª pessoa e ter um tema não a caracterizam. B) Ensaio traz tese, argumentos e conclusão autorais; o texto relata uma pesquisa de terceiros e não tem essa estrutura. D) Dissertação defende uma tese; os dados estatísticos aqui informam o fato noticiado e não bastam para defini-la. Referência: Gêneros textuais: notícia. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Processo de formação de 'infomar' e 'infomaré'. 'Infomar' e 'infomaré' resultam da junção de 'info' (de 'informação'), que perde parte de sua forma, com 'mar' e 'maré'. Quando uma palavra se junta a outra e perde elementos fonéticos, o processo é composição por aglutinação. A) Redução vocabular é o encurtamento de uma palavra sozinha (ex.: 'foto'); aqui há união de dois radicais. B) Derivação parassintética exige prefixo e sufixo simultâneos, o que não ocorre. D) Na justaposição os elementos mantêm sua forma, sem perda fonética (ex.: guarda-chuva), e aqui há redução do primeiro elemento. Referência: Formação de palavras: composição por aglutinação e neologismo. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Julgar três afirmações sobre o texto III, 'Pela Internet', de Gilberto Gil. O título é um adjunto adverbial de lugar, com verbo elíptico que pode ser 'navegar'; portanto, o primeiro item é V. A letra não é 'internetês' (abreviações e gírias da escrita digital): mistura termos técnicos (gigabytes, hot-link, e-mail), neologismos poéticos e referências culturais (oriki, orixá). O segundo item é F. O terceiro item é V: o eu-lírico combina o vocabulário digital e o cotidiano (jangada, barco, porto) para representar relações e papéis sociais na hipermodernidade. B e D estão erradas porque tomam o segundo item como verdadeiro; não há predomínio de 'internetês', e a linguagem é poética e híbrida. C está errada porque tomaria o primeiro item como falso, e o título realmente é um adjunto adverbial com verbo subentendido. Referência: Interpretação de texto poético; linguagem e sentido. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Identificar o fragmento que não dialoga com a temática dos textos I, II e III (a questão pede a exceção). Os textos tratam de aparência e felicidade fabricada, de busca por audiência e aprovação, de autocentração e de papéis sociais na vida digital. As alternativas A, B e C expressam essas ideias: hipernarcisismo, mudança nos papéis autor/leitor e audiência como capital social. A alternativa D fala só dos prejuízos do uso excessivo de telas (sociais, biológicos e cognitivos). Esse é um tema mais amplo, que não se liga à performance social e à felicidade nas redes, e por isso é a exceção. A) Corresponde ao narcisismo e à autocentração de Black Mirror e da tirania da positividade. B) Corresponde ao texto III, em que o eu-lírico quer entrar na rede e interagir, e à ideia de papéis sociais na hipermodernidade. C) Corresponde à audiência/likes como capital social, presente nos textos I e II. D) Trata de efeitos gerais do uso de telas, sem relação direta com a performance social. É a exceção pedida. Referência: Interpretação e intertextualidade; relação temática entre textos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Questão anulada Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O termo médio tem coeficiente 17920, e há 42 pares de cinco algarismos distintos. Com 8 termos, o termo médio é T5 = C(8,4)·α⁴·(−4/α²)⁴, de coeficiente 70·256 = 17920. Os algarismos são 1, 7, 9, 2, 0. Terminados em 0: 4! = 24. Terminados em 2 (0 não pode ser o primeiro): 3·3·2·1 = 18. Total: 24 + 18 = 42. A) 72, B) 48 e D) 36 vêm de contar mal os casos (por exemplo, esquecer que o 0 não pode iniciar o número ou contar duas vezes o final 2). Só 42 fecha a contagem. Referência: Binômio de Newton (termo geral) e análise combinatória (arranjos com restrição). Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Pelo menos um cadete acertou em 40 repetições. Acertos: I = 28, II = 50 − 25 = 25, III = 50 − 27 = 23. Regiões: só I = 7, I∩III sem II = 8, os três = 4, II∩III sem I = 11. De I: 7 + 8 + 4 + a = 28, então I∩II sem III = 9. De II: 9 + 4 + 11 + b = 25, então só II = 1. De III: 8 + 4 + 11 + c = 23, então só III = 0. Total: 7+8+4+11+9+1+0 = 40. A) Errada: 36 subestima. C) e D) Errada: 44 e 48 resultam de tratar "errou 25" e "errou 27" como acertos. Referência: Teoria dos conjuntos: diagrama de Venn com três conjuntos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponívelComando da Aeronáutica — Exames de Admissão aos CFOAV, CFOINT e CFOINF 2025 — Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa, Física e Redação — Versão A
TEXTO I
Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
“Queda Livre” nos lembra da invasão das redes sociais
que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem
ser perigosas e irreais.
[...]
5 Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema
em que as pessoas são julgadas de acordo com sua
popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às
avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível
obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter
10 um grande número de benefícios.
Black Mirror – “Queda Livre” por trás da perfeição
“Queda Livre” significa mover os códigos de nossas
15 redes sociais para o mundo real, onde não apenas
agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor
face, mas esses gostos que recebemos serviriam para
determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta
20 umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda
porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas
não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria
imagem.
25 Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de
máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é
pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na
30 realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser
feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma
libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a
35 sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar,
pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie “perdeu a cabeça”, quando
percebe que não tem mais seu celular, é uma cena
libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a
40 própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo
desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
A partir da leitura do texto I, pode-se inferir que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
“Queda Livre” nos lembra da invasão das redes sociais
que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem
ser perigosas e irreais.
[...]
5 Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema
em que as pessoas são julgadas de acordo com sua
popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às
avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível
obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter
10 um grande número de benefícios.
Black Mirror – “Queda Livre” por trás da perfeição
“Queda Livre” significa mover os códigos de nossas
15 redes sociais para o mundo real, onde não apenas
agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor
face, mas esses gostos que recebemos serviriam para
determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta
20 umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda
porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas
não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria
imagem.
25 Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de
máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é
pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na
30 realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser
feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma
libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a
35 sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar,
pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie “perdeu a cabeça”, quando
percebe que não tem mais seu celular, é uma cena
libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a
40 própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo
desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
Dentre os trechos literários a seguir, assinale aquele que pode ser entendido como uma síntese das ideias apresentadas no texto I.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
“Queda Livre” nos lembra da invasão das redes sociais
que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem
ser perigosas e irreais.
[...]
5 Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema
em que as pessoas são julgadas de acordo com sua
popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às
avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível
obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter
10 um grande número de benefícios.
Black Mirror – “Queda Livre” por trás da perfeição
“Queda Livre” significa mover os códigos de nossas
15 redes sociais para o mundo real, onde não apenas
agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor
face, mas esses gostos que recebemos serviriam para
determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta
20 umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda
porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas
não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria
imagem.
25 Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de
máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é
pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na
30 realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser
feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma
libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a
35 sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar,
pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie “perdeu a cabeça”, quando
percebe que não tem mais seu celular, é uma cena
libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a
40 própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo
desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
Analise do ponto de vista sintático-semântico o primeiro enunciado do texto I:
“‘Queda Livre’ nos lembra da invasão das redes sociais que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem ser perigosas e irreais.” (ℓ. 1 a 3)
Pode-se afirmar que todas as alternativas estão corretas, EXCETO:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo
Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do
estudo “Economia do mal-estar”, no qual avaliou a
metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como
5 isso acaba gerando produtos que se oferecem como
soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas
por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz.
Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe
felicidade além das redes ou se todos estão realmente
10 presos ao padrão do mundo digital de provar com
audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países
pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida
atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter
15 projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham
que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade
e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando
acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho
20 razoavelmente claro para a felicidade – trabalho,
casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em
questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que
o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história
25 de “plantar e colher” foi substituída pelo postar, numa
espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a
sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo
atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
De acordo com o texto II, é possível afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo
Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do
estudo “Economia do mal-estar”, no qual avaliou a
metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como
5 isso acaba gerando produtos que se oferecem como
soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas
por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz.
Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe
felicidade além das redes ou se todos estão realmente
10 presos ao padrão do mundo digital de provar com
audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países
pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida
atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter
15 projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham
que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade
e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando
acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho
20 razoavelmente claro para a felicidade – trabalho,
casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em
questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que
o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história
25 de “plantar e colher” foi substituída pelo postar, numa
espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a
sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo
atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
Em relação à pontuação do texto II, analise as afirmativas abaixo.
I. A reescrita das linhas 1 e 2: O Grupo Consumoteca, que é liderado pelo antropólogo Michel Alcoforado, não desobriga o uso das vírgulas.
II. Em “Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho razoavelmente claro para a felicidade – trabalho, casamento e filhos –” (ℓ. 19 a 21), o duplo travessão pode ser substituído por vírgulas ou parênteses.
III. No segundo parágrafo, as vírgulas foram empregadas para separar uma expressão interpositiva e orações com sujeitos diferentes.
IV. O uso dos dois pontos marca uma suspensão de voz em frase ainda não concluída, principalmente, antes ou depois de uma enumeração. Tal afirmação é ratificada no segundo parágrafo, linha 13.
Assinale a alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo
Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do
estudo “Economia do mal-estar”, no qual avaliou a
metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como
5 isso acaba gerando produtos que se oferecem como
soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas
por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz.
Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe
felicidade além das redes ou se todos estão realmente
10 presos ao padrão do mundo digital de provar com
audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países
pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida
atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter
15 projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham
que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade
e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando
acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho
20 razoavelmente claro para a felicidade – trabalho,
casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em
questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que
o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história
25 de “plantar e colher” foi substituída pelo postar, numa
espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a
sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo
atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
No que se refere às características de estilo, composição e tema do texto II, pode-se afirmar que:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
Pela Internet
Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
5 Um barco que veleje
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
10 Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
15 Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
20 Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
25 Eu quero entrar na rede
Promover um debate
(Gilberto Gil. Pela Internet. Quanta: 1997. Disponível em: www.gilbertogil.com.br/noticias/producoes/detalhes/quanta Acesso em: 15 de abr. de 2024).
Os vocábulos “infomar” e “infomaré” são neologismos construídos por um mesmo processo de formação de palavras denominado deResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
Pela Internet
Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
5 Um barco que veleje
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
10 Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
15 Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
20 Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
25 Eu quero entrar na rede
Promover um debate
(Gilberto Gil. Pela Internet. Quanta: 1997. Disponível em: www.gilbertogil.com.br/noticias/producoes/detalhes/quanta Acesso em: 15 de abr. de 2024).
Em relação ao texto III, julgue (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) O enunciado do título apresenta apenas um adjunto adverbial de lugar ‘pela internet’; subentendendo um termo que poderia ser preenchido pelo verbo ‘navegar’.
( ) No que se refere à construção vocabular da canção, podemos afirmar que predomina o uso de uma linguagem coloquial, vulgarmente denominada de “internetês”, para denunciar esses usos.
( ) O eu-lírico estabelece uma relação plurivalente de termos e enunciados utilizados na linguagem digital e na linguagem cotidiana, para representar as relações e os papéis sociais desempenhados pelo indivíduo, na hipermodernidade.
Marque alternativa correta.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO I
Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
“Queda Livre” nos lembra da invasão das redes sociais
que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem
ser perigosas e irreais.
[...]
5 Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema
em que as pessoas são julgadas de acordo com sua
popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às
avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível
obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter
10 um grande número de benefícios.
Black Mirror – “Queda Livre” por trás da perfeição
“Queda Livre” significa mover os códigos de nossas
15 redes sociais para o mundo real, onde não apenas
agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor
face, mas esses gostos que recebemos serviriam para
determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta
20 umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda
porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas
não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria
imagem.
25 Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de
máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é
pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na
30 realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser
feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma
libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a
35 sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar,
pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie “perdeu a cabeça”, quando
percebe que não tem mais seu celular, é uma cena
libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a
40 própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo
desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo
Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do
estudo “Economia do mal-estar”, no qual avaliou a
metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como
5 isso acaba gerando produtos que se oferecem como
soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas
por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz.
Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe
felicidade além das redes ou se todos estão realmente
10 presos ao padrão do mundo digital de provar com
audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países
pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida
atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter
15 projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham
que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade
e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando
acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho
20 razoavelmente claro para a felicidade – trabalho,
casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em
questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que
o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história
25 de “plantar e colher” foi substituída pelo postar, numa
espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a
sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo
atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
TEXTO III
Pela Internet
Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
5 Um barco que veleje
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
10 Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
15 Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
20 Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
25 Eu quero entrar na rede
Promover um debate
(Gilberto Gil. Pela Internet. Quanta: 1997. Disponível em: www.gilbertogil.com.br/noticias/producoes/detalhes/quanta Acesso em: 15 de abr. de 2024).
Considerando que há uma correlação temática entre os textos I, II e III, é possível relacioná-los, também, com fragmentos retirados dos textos “Amnésia digital prejudica armazenamento natural das memórias” e “Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos”. Dessa forma, pode-se afirmar que todas as alternativas estão corretas, EXCETO:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
![]()
(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024.
O emprego do vocábulo “coisas”, presente no enunciado do terceiro quadrinho do texto IV, apresenta coesão de ordem
TEXTO IV
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(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024.
Observe a ocorrência do vocábulo “que” no texto IV e analise as alternativas abaixo. Em seguida, marque a opção correta.
TEXTO IV
![]()
(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024.
Relacionando os aspectos verbais e não verbais do texto IV, observa-se a presença de
TEXTO V
O Espelho
O Espelho deu vida ao personagem Jacobina, descrito
como um homem calado, "[...] entre quarenta e cinquenta
anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem
instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico", que
5 rotineiramente se reunia com outros quatro homens em uma
casa no morro de Santa Teresa a fim de discutir grandes
questões da natureza humana. O dia a que temos acesso
pelo conto é atípico, pois Jacobina decide sair de seu
silêncio a fim de provar um argumento contrário ao dos seus
10 companheiros. Para ele, todos possuem duas almas, ao
invés de apenas uma, sendo uma interior e outra exterior,
esta última, possível de se alterar, e sua ideia se sustenta
por um relato pessoal.
"Está claro que o ofício dessa segunda alma é
15 transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o
homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem
perde uma das metades, perde naturalmente metade da
existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma
exterior implica a da existência inteira".
20 Jacobina conta que, aos 25 anos, após ser nomeado
alferes da Guarda Nacional, obteve tratamento diferenciado
diante daqueles que o conheciam, e que inclusive, exigiam
que ele fosse apresentado como alguém com maior
importância. Um dia, devido ao tratamento único, foi
25 colocado em seu quarto um espelho, antigo e herdado por
gerações. A combinação de todos esses atos, segundo o
dono do relato, tornou-o apenas uma de suas almas.
"O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias as
duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a
30 primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de
humanidade. Aconteceu então que a alma exterior, que era
dantes o sol, o ar, o campo, os olhos das moças, "Cada
criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de
dentro para fora, outra que olha de fora para dentro..."
35 Com o passar do tempo, as dores de seus conhecidos
não despertavam nele empatia, e a ele tudo o que importava
era seu próprio cargo de alferes. Um dia, deixado sozinho
na casa, os escravos aproveitaram para organizar uma
fuga, e a solidão o tomou. Lidar consigo mesmo era,
40 naquele momento, o pior que poderia ter acontecido. Com o
passar dos dias e as tentativas de escapar de sua própria
companhia, Jacobina decidiu pela primeira vez desde o
ocorrido, se olhar no espelho, e a imagem que viu ali
refletida era apenas uma sombra. Quando por fim, decidiu
45 vestir-se com seu uniforme, foi capaz de ver seu reflexo
completo.
"Cada dia, a uma certa hora, vestia-me de alferes, e
sentava-me diante do espelho, lendo, olhando, meditando;
no fim de duas, três horas, despia-me outra vez. Com este
50 regime pude atravessar mais seis dias de solidão sem os
sentir..."
![]()
Figura 1 - Disponível em: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/resumos-de-livros/analise-de-o-espelho-de-machado-de-assis.htm Acesso em: 18 de março de 2024
De acordo com o pesquisador Alfredo Bosi, da
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
Universidade de São Paulo, a divisão da alma citada por
55 Jacobina "[...] passa a ser não mais uma entidade espiritual,
una e indivisível, mas tão só um polo dominado por objetos
de interesse que atraem o eu como poderosos ímãs,
estímulos de vida, numa palavra, desejos. A alma interior
se entrega à imagem do objeto querido".
60 O Espelho usa da teoria das duas almas para
simbolizar o poder que as aparências exercem na
sociedade, sendo o indivíduo, muitas vezes, menosprezado
se não possuir um cargo alto e de destaque. Em linhas
gerais, Jacobina é Narciso recriado por Machado de Assis.
65 Mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os rapapés
da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me
falava do homem. A única parte do cidadão que ficou
comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente;
a outra dispersou-se no ar e no passado."
(QUERIDO CLÁSSICO. O Espelho. Disponível em: https://www.queridoclassico.com/2020/08/o-espelho-por-machado-de-assis.html Acesso em: 18 de março de 2024).
De acordo com o texto V, pode-se afirmar que:
TEXTO I
Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
“Queda Livre” nos lembra da invasão das redes sociais
que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem
ser perigosas e irreais.
[...]
5 Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema
em que as pessoas são julgadas de acordo com sua
popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às
avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível
obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter
10 um grande número de benefícios.
Black Mirror – “Queda Livre” por trás da perfeição
“Queda Livre” significa mover os códigos de nossas
15 redes sociais para o mundo real, onde não apenas
agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor
face, mas esses gostos que recebemos serviriam para
determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta
20 umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda
porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas
não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria
imagem.
25 Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de
máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é
pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na
30 realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser
feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma
libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a
35 sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar,
pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie “perdeu a cabeça”, quando
percebe que não tem mais seu celular, é uma cena
libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a
40 própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo
desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo
Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do
estudo “Economia do mal-estar”, no qual avaliou a
metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como
5 isso acaba gerando produtos que se oferecem como
soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas
por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz.
Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe
felicidade além das redes ou se todos estão realmente
10 presos ao padrão do mundo digital de provar com
audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países
pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida
atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter
15 projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham
que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade
e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando
acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho
20 razoavelmente claro para a felicidade – trabalho,
casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em
questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que
o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história
25 de “plantar e colher” foi substituída pelo postar, numa
espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a
sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo
atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
TEXTO III
Pela Internet
Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
5 Um barco que veleje
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
10 Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
15 Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
20 Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
25 Eu quero entrar na rede
Promover um debate
(Gilberto Gil. Pela Internet. Quanta: 1997. Disponível em: www.gilbertogil.com.br/noticias/producoes/detalhes/quanta Acesso em: 15 de abr. de 2024).
TEXTO IV
![]()
(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024.
TEXTO V
O Espelho
O Espelho deu vida ao personagem Jacobina, descrito
como um homem calado, "[...] entre quarenta e cinquenta
anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem
instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico", que
5 rotineiramente se reunia com outros quatro homens em uma
casa no morro de Santa Teresa a fim de discutir grandes
questões da natureza humana. O dia a que temos acesso
pelo conto é atípico, pois Jacobina decide sair de seu
silêncio a fim de provar um argumento contrário ao dos seus
10 companheiros. Para ele, todos possuem duas almas, ao
invés de apenas uma, sendo uma interior e outra exterior,
esta última, possível de se alterar, e sua ideia se sustenta
por um relato pessoal.
"Está claro que o ofício dessa segunda alma é
15 transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o
homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem
perde uma das metades, perde naturalmente metade da
existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma
exterior implica a da existência inteira".
20 Jacobina conta que, aos 25 anos, após ser nomeado
alferes da Guarda Nacional, obteve tratamento diferenciado
diante daqueles que o conheciam, e que inclusive, exigiam
que ele fosse apresentado como alguém com maior
importância. Um dia, devido ao tratamento único, foi
25 colocado em seu quarto um espelho, antigo e herdado por
gerações. A combinação de todos esses atos, segundo o
dono do relato, tornou-o apenas uma de suas almas.
"O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias as
duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a
30 primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de
humanidade. Aconteceu então que a alma exterior, que era
dantes o sol, o ar, o campo, os olhos das moças, "Cada
criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de
dentro para fora, outra que olha de fora para dentro..."
35 Com o passar do tempo, as dores de seus conhecidos
não despertavam nele empatia, e a ele tudo o que importava
era seu próprio cargo de alferes. Um dia, deixado sozinho
na casa, os escravos aproveitaram para organizar uma
fuga, e a solidão o tomou. Lidar consigo mesmo era,
40 naquele momento, o pior que poderia ter acontecido. Com o
passar dos dias e as tentativas de escapar de sua própria
companhia, Jacobina decidiu pela primeira vez desde o
ocorrido, se olhar no espelho, e a imagem que viu ali
refletida era apenas uma sombra. Quando por fim, decidiu
45 vestir-se com seu uniforme, foi capaz de ver seu reflexo
completo.
"Cada dia, a uma certa hora, vestia-me de alferes, e
sentava-me diante do espelho, lendo, olhando, meditando;
no fim de duas, três horas, despia-me outra vez. Com este
50 regime pude atravessar mais seis dias de solidão sem os
sentir..."
![]()
Figura 1 - Disponível em: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/resumos-de-livros/analise-de-o-espelho-de-machado-de-assis.htm Acesso em: 18 de março de 2024
De acordo com o pesquisador Alfredo Bosi, da
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
Universidade de São Paulo, a divisão da alma citada por
55 Jacobina "[...] passa a ser não mais uma entidade espiritual,
una e indivisível, mas tão só um polo dominado por objetos
de interesse que atraem o eu como poderosos ímãs,
estímulos de vida, numa palavra, desejos. A alma interior
se entrega à imagem do objeto querido".
60 O Espelho usa da teoria das duas almas para
simbolizar o poder que as aparências exercem na
sociedade, sendo o indivíduo, muitas vezes, menosprezado
se não possuir um cargo alto e de destaque. Em linhas
gerais, Jacobina é Narciso recriado por Machado de Assis.
65 Mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os rapapés
da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me
falava do homem. A única parte do cidadão que ficou
comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente;
a outra dispersou-se no ar e no passado."
(QUERIDO CLÁSSICO. O Espelho. Disponível em: https://www.queridoclassico.com/2020/08/o-espelho-por-machado-de-assis.html Acesso em: 18 de março de 2024).
Considerando o texto V e sua relação com os demais textos presentes nesta prova, assinale a assertiva correta.
TEXTO V
O Espelho
O Espelho deu vida ao personagem Jacobina, descrito
como um homem calado, "[...] entre quarenta e cinquenta
anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem
instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico", que
5 rotineiramente se reunia com outros quatro homens em uma
casa no morro de Santa Teresa a fim de discutir grandes
questões da natureza humana. O dia a que temos acesso
pelo conto é atípico, pois Jacobina decide sair de seu
silêncio a fim de provar um argumento contrário ao dos seus
10 companheiros. Para ele, todos possuem duas almas, ao
invés de apenas uma, sendo uma interior e outra exterior,
esta última, possível de se alterar, e sua ideia se sustenta
por um relato pessoal.
"Está claro que o ofício dessa segunda alma é
15 transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o
homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem
perde uma das metades, perde naturalmente metade da
existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma
exterior implica a da existência inteira".
20 Jacobina conta que, aos 25 anos, após ser nomeado
alferes da Guarda Nacional, obteve tratamento diferenciado
diante daqueles que o conheciam, e que inclusive, exigiam
que ele fosse apresentado como alguém com maior
importância. Um dia, devido ao tratamento único, foi
25 colocado em seu quarto um espelho, antigo e herdado por
gerações. A combinação de todos esses atos, segundo o
dono do relato, tornou-o apenas uma de suas almas.
"O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias as
duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a
30 primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de
humanidade. Aconteceu então que a alma exterior, que era
dantes o sol, o ar, o campo, os olhos das moças, "Cada
criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de
dentro para fora, outra que olha de fora para dentro..."
35 Com o passar do tempo, as dores de seus conhecidos
não despertavam nele empatia, e a ele tudo o que importava
era seu próprio cargo de alferes. Um dia, deixado sozinho
na casa, os escravos aproveitaram para organizar uma
fuga, e a solidão o tomou. Lidar consigo mesmo era,
40 naquele momento, o pior que poderia ter acontecido. Com o
passar dos dias e as tentativas de escapar de sua própria
companhia, Jacobina decidiu pela primeira vez desde o
ocorrido, se olhar no espelho, e a imagem que viu ali
refletida era apenas uma sombra. Quando por fim, decidiu
45 vestir-se com seu uniforme, foi capaz de ver seu reflexo
completo.
"Cada dia, a uma certa hora, vestia-me de alferes, e
sentava-me diante do espelho, lendo, olhando, meditando;
no fim de duas, três horas, despia-me outra vez. Com este
50 regime pude atravessar mais seis dias de solidão sem os
sentir..."
![]()
Figura 1 - Disponível em: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/resumos-de-livros/analise-de-o-espelho-de-machado-de-assis.htm Acesso em: 18 de março de 2024
De acordo com o pesquisador Alfredo Bosi, da
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
Universidade de São Paulo, a divisão da alma citada por
55 Jacobina "[...] passa a ser não mais uma entidade espiritual,
una e indivisível, mas tão só um polo dominado por objetos
de interesse que atraem o eu como poderosos ímãs,
estímulos de vida, numa palavra, desejos. A alma interior
se entrega à imagem do objeto querido".
60 O Espelho usa da teoria das duas almas para
simbolizar o poder que as aparências exercem na
sociedade, sendo o indivíduo, muitas vezes, menosprezado
se não possuir um cargo alto e de destaque. Em linhas
gerais, Jacobina é Narciso recriado por Machado de Assis.
65 Mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os rapapés
da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me
falava do homem. A única parte do cidadão que ficou
comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente;
a outra dispersou-se no ar e no passado."
(QUERIDO CLÁSSICO. O Espelho. Disponível em: https://www.queridoclassico.com/2020/08/o-espelho-por-machado-de-assis.html Acesso em: 18 de março de 2024).
Observe o trecho abaixo, extraído do texto V:
“Quando por fim, decidiu vestir-se com seu uniforme, foi capaz de ver seu reflexo completo.” (ℓ. 44 a 46).
Julgue as afirmativas abaixo em relação à colocação pronominal.
I. O trecho não poderia ser reescrito como “Quando por fim, decidiu se vestir com seu uniforme, foi capaz de ver seu reflexo completo”, pois incorreria em erro gramatical.
II. O trecho poderia ser reescrito como “Quando por fim, decidiu-se vestir com seu uniforme, foi capaz de ver seu reflexo completo” sem incorrer em erro gramatical.
III. O trecho poderia ser reescrito como “Quando por fim, se decidiu vestir com seu uniforme, foi capaz de ver seu reflexo completo” sem incorrer em erro gramatical.”
A partir da análise das afirmativas, assinale a alternativa correta.
TEXTO I
Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
“Queda Livre” nos lembra da invasão das redes sociais
que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem
ser perigosas e irreais.
[...]
5 Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema
em que as pessoas são julgadas de acordo com sua
popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às
avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível
obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter
10 um grande número de benefícios.
Black Mirror – “Queda Livre” por trás da perfeição
“Queda Livre” significa mover os códigos de nossas
15 redes sociais para o mundo real, onde não apenas
agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor
face, mas esses gostos que recebemos serviriam para
determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta
20 umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda
porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas
não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria
imagem.
25 Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de
máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é
pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na
30 realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser
feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma
libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a
35 sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar,
pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie “perdeu a cabeça”, quando
percebe que não tem mais seu celular, é uma cena
libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a
40 própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo
desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: “Queda livre”, a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo
Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do
estudo “Economia do mal-estar”, no qual avaliou a
metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como
5 isso acaba gerando produtos que se oferecem como
soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas
por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz.
Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe
felicidade além das redes ou se todos estão realmente
10 presos ao padrão do mundo digital de provar com
audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países
pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida
atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter
15 projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham
que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade
e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando
acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho
20 razoavelmente claro para a felicidade – trabalho,
casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em
questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que
o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história
25 de “plantar e colher” foi substituída pelo postar, numa
espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a
sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo
atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
TEXTO III
Pela Internet
Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
5 Um barco que veleje
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
10 Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
15 Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
20 Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
25 Eu quero entrar na rede
Promover um debate
(Gilberto Gil. Pela Internet. Quanta: 1997. Disponível em: www.gilbertogil.com.br/noticias/producoes/detalhes/quanta Acesso em: 15 de abr. de 2024).
TEXTO IV
![]()
(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024.
Analise as afirmativas abaixo.
I. No texto I, pode-se afirmar que Lacie realmente foi feliz quando estava liberta da tecnologia e das redes sociais, conectando-se a si mesma e desconstruindo o papel das redes na vida das pessoas.
II. No texto II, pode-se afimar que, apesar de as redes sociais apresentarem um mundo de felicidades, parte dos brasileiros são insatisfeitos com suas vidas, quando as comparam com a vida dos outros.
III. No texto III, pode-se afirmar que há uma valorização da tecnologia, visto que, a partir dessa interação tecnológica, é que há uma conexão do eu-lírico e do mundo.
IV. No texto IV, pode-se afirmar que há uma crítica quanto às postagens nas redes sociais, que nem sempre são condizentes com a realidade, mas antes buscam impressionar quem os acompanha.
Em relação às afirmativas, assinale a opção correta:Resolução comentada
Análise das alternativas
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Dessas 50 repetições, temos o seguinte resultado:
- O cadete I acertou o alvo 28 vezes.
- O cadete II errou o alvo 25 vezes.
- O cadete III errou o alvo 27 vezes.
- Em 8 repetições, os cadetes I e III acertaram o alvo, enquanto o cadete II errou o alvo.
- Em 7 repetições, os cadetes II e III erraram o alvo, enquanto o cadete I acertou o alvo.
- Em 4 repetições, os três cadetes acertaram o alvo.
- Em 11 repetições, os cadetes II e III acertaram o alvo, enquanto o cadete I errou o alvo.
Terminada a instrução, quantos tiros, pelo menos um cadete, acertou o alvo?Resolução comentada
Análise das alternativas
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Sabe-se que o recipiente se encontrava com água até a metade de sua altura. Krewanjovi, então, coloca a esfera dentro do recipiente sem derramar uma gota sequer. A esfera fica totalmente submersa e o nível da água sobe para 3/4 da altura do cone.
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Considerando π = 3 , podemos afirmar que o volume do cone, em cm³, é um número divisível por
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
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Texto-base:
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Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
A quantidade de números pares de cinco algarismos distintos que podem ser formados usando-se os algarismos do coeficiente do termo médio no desenvolvimento de (α − 4/α²)⁸, segundo as potências de expoentes decrescentes de α é:
Considere o ponto A (10,6) no plano cartesiano. O ponto B é obtido ao girar o ponto A em 60º no sentido anti-horário, conforme figura abaixo. Então, as coordenadas do ponto médio de A̅B̅ é igual a
Em uma instrução de tiro, realizada na Academia da Força Aérea, três cadetes, cada um com uma pistola 9 mm, deram tiros simultâneos, sendo que essa operação foi repetida 50 vezes. O resultado de cada operação só poderia ser: acertar ou errar o alvo.
Em um circo, para uma das atrações, o elefante Krewanjovi coloca uma esfera de raio 19 cm em um recipiente no formato cônico, conforme ilustrado abaixo.