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Colégio Militar de Brasília — Processo Seletivo de Admissão 2025/2026 — 1º Ano do Ensino Médio — Provas de Matemática, Língua Portuguesa e Produção Textual

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Colégio Militar de Brasília2025Fundamental

41 questões nesta prova · página 2 de 3 · 39 com gabarito

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Inferência

Colégio Militar de Brasília 2025 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO 1

O peso e a leveza de viver
A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas não cria vínculos; o sonho é o terreno da leveza, mas sua concretização exige o peso. É possível escolher entre o peso e a leveza?
Por Margot Cardoso, em 22/09/2021

Por conta de um seminário na margem sul do Tejo, cruzei a Praça do Comércio durante toda a semana. Saía do barco, atravessava a praça e avançava sob o arco da rua Augusta, oficialmente a porta de entrada da cidade. O mesmo trajeto que, durante séculos, fizeram aqueles que chegavam a Lisboa por mar. Apesar da repetição, o trajeto nunca foi monótono. Houve dias em que senti uma leveza extrema: a belíssima arquitetura tingida de amarelo com suas torres e esculturas que abraça o campo de visão; o histórico café Martinho da Arcada, frequentado por Fernando Pessoa (...); o clima de festa no rosto dos turistas...
Em outros dias, fui soterrada pelo peso da história da praça. Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de estado (...). Esse mesmo cenário foi transformado em escombros pelo terremoto de 1755. O Palácio Real e sua biblioteca de 70 mil volumes, documentos históricos e centenas de obras de arte – entre as quais pinturas de Ticiano e Rubens – foram completamente destruídos. Nessa mesma praça, em 1908, foram assassinados o rei D. Carlos e o seu filho.
A mesma praça, dois estados: peso e leveza. As duas faces da vida na visão do filósofo grego Parmênides, que via o mundo como pares opostos: o ser e o não ser, o quente e o frio, o peso e a leveza. Apesar da pertinência, Parmênides tinha preferência pela leveza, porque ela tinha mais chances de trazer a liberdade.
Desde a descoberta dessa condição, a disputa entre o peso e a leveza tem sido acirrada. (...) Porém, hoje, muito mais do que em qualquer outra época, a leveza tem alcançado a importância máxima. Nunca a leveza criou tantas expectativas, desejos e obsessões. Nunca fez comprar e vender tanto. Ela tornou-se um valor, um ideal a ser perseguido, quase uma virtude.
A demanda é ser leve, viver de forma solta, sem o peso de amarras. A recomendação é simplificar a vida, viajar com pouca bagagem e eliminar tudo que nos aproxime da terra firme. Todos clamam pela leveza e suas variações. No campo pessoal, há o elogio à magreza, às dietas detox, à desaceleração, à busca do zen, do mindfullness, do minimalismo. (...) Por todos os lados, a ordem é desmaterializar. Mais do que dinheiro e felicidade, a escolha do corpo e do espírito é pela mala menos pesada. E exige-se do outro que ele “pegue leve”. Nietzche identificou a preferência: “o que é bom é leve, tudo o que é divino corre sobre pés delicados”.
E qual é o problema? A ironia. Apesar de todo esse arsenal de leveza, a cada dia a vida parece mais pesada e difícil de suportar. Dizendo melhor: a busca da leveza é pesada e estamos caminhando em círculos: buscamos a leveza, encontramos o peso e, por isso, aumentamos ainda mais a nossa sede pela leveza. (...) E por que é assim? Porque não existe nada leve ou pesado. Não há como experimentar a leveza doce do amor por um filho, sem o peso do dever de educá-lo. A existência etérea da borboleta carrega o peso da memória da lagarta. Eles não são contraditórios, são faces da mesma moeda, se alternam e se encontram. São parte da diversidade necessária para o equilíbrio da vida.
E mesmo que fosse possível escolher. Qual dos dois é o melhor? A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas também traz a insignificância e a dispersão. Ela não carrega malas, mas também não cria vínculos. O peso vem quando nos relacionamos, mas só nos relacionamos quando a leveza permite que sejamos tocados. O peso nos puxa para a terra, diminui a nossa agilidade, mas é esse mesmo peso que pavimenta o caminho da leveza de se rever e de se perder naqueles que amamos. A leveza traz a capacidade para o sonho, mas é no peso que encontramos o sentido da vida.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-peso-e-a-leveza-de-viver/. Acesso em: 21 mai 2025.

Sobre o Texto 1, é correto inferir que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A bivalência peso/leveza permite enxergar a essência da vida.

O texto afirma que o amor pelo filho só é pleno com o peso do dever, e que 'é no peso que encontramos o sentido da vida'. Isso leva à inferência de que a coexistência dos dois valores revela a essência da vida.

Análise das alternativas

A) Errada: o texto menciona a polaridade desde Parmênides. B) Errada: a autora diz que não há um sem o outro, mas não que a dualidade não faça sentido. C) Errada: a ironia é que a vida parece mais pesada apesar da busca de leveza. E) Errada: o minimalismo é citado como parte da busca pela leveza, não como prova de que ela foi atingida.

Referência: Interpretação de texto: inferência.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Objetivo do Autor

Colégio Militar de Brasília 2025 Fundamental

Colégio Militar de Brasília · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

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Texto-base:
TEXTO 1

O peso e a leveza de viver
A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas não cria vínculos; o sonho é o terreno da leveza, mas sua concretização exige o peso. É possível escolher entre o peso e a leveza?
Por Margot Cardoso, em 22/09/2021

Por conta de um seminário na margem sul do Tejo, cruzei a Praça do Comércio durante toda a semana. Saía do barco, atravessava a praça e avançava sob o arco da rua Augusta, oficialmente a porta de entrada da cidade. O mesmo trajeto que, durante séculos, fizeram aqueles que chegavam a Lisboa por mar. Apesar da repetição, o trajeto nunca foi monótono. Houve dias em que senti uma leveza extrema: a belíssima arquitetura tingida de amarelo com suas torres e esculturas que abraça o campo de visão; o histórico café Martinho da Arcada, frequentado por Fernando Pessoa (...); o clima de festa no rosto dos turistas...
Em outros dias, fui soterrada pelo peso da história da praça. Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de estado (...). Esse mesmo cenário foi transformado em escombros pelo terremoto de 1755. O Palácio Real e sua biblioteca de 70 mil volumes, documentos históricos e centenas de obras de arte – entre as quais pinturas de Ticiano e Rubens – foram completamente destruídos. Nessa mesma praça, em 1908, foram assassinados o rei D. Carlos e o seu filho.
A mesma praça, dois estados: peso e leveza. As duas faces da vida na visão do filósofo grego Parmênides, que via o mundo como pares opostos: o ser e o não ser, o quente e o frio, o peso e a leveza. Apesar da pertinência, Parmênides tinha preferência pela leveza, porque ela tinha mais chances de trazer a liberdade.
Desde a descoberta dessa condição, a disputa entre o peso e a leveza tem sido acirrada. (...) Porém, hoje, muito mais do que em qualquer outra época, a leveza tem alcançado a importância máxima. Nunca a leveza criou tantas expectativas, desejos e obsessões. Nunca fez comprar e vender tanto. Ela tornou-se um valor, um ideal a ser perseguido, quase uma virtude.
A demanda é ser leve, viver de forma solta, sem o peso de amarras. A recomendação é simplificar a vida, viajar com pouca bagagem e eliminar tudo que nos aproxime da terra firme. Todos clamam pela leveza e suas variações. No campo pessoal, há o elogio à magreza, às dietas detox, à desaceleração, à busca do zen, do mindfullness, do minimalismo. (...) Por todos os lados, a ordem é desmaterializar. Mais do que dinheiro e felicidade, a escolha do corpo e do espírito é pela mala menos pesada. E exige-se do outro que ele “pegue leve”. Nietzche identificou a preferência: “o que é bom é leve, tudo o que é divino corre sobre pés delicados”.
E qual é o problema? A ironia. Apesar de todo esse arsenal de leveza, a cada dia a vida parece mais pesada e difícil de suportar. Dizendo melhor: a busca da leveza é pesada e estamos caminhando em círculos: buscamos a leveza, encontramos o peso e, por isso, aumentamos ainda mais a nossa sede pela leveza. (...) E por que é assim? Porque não existe nada leve ou pesado. Não há como experimentar a leveza doce do amor por um filho, sem o peso do dever de educá-lo. A existência etérea da borboleta carrega o peso da memória da lagarta. Eles não são contraditórios, são faces da mesma moeda, se alternam e se encontram. São parte da diversidade necessária para o equilíbrio da vida.
E mesmo que fosse possível escolher. Qual dos dois é o melhor? A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas também traz a insignificância e a dispersão. Ela não carrega malas, mas também não cria vínculos. O peso vem quando nos relacionamos, mas só nos relacionamos quando a leveza permite que sejamos tocados. O peso nos puxa para a terra, diminui a nossa agilidade, mas é esse mesmo peso que pavimenta o caminho da leveza de se rever e de se perder naqueles que amamos. A leveza traz a capacidade para o sonho, mas é no peso que encontramos o sentido da vida.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-peso-e-a-leveza-de-viver/. Acesso em: 21 mai 2025.

Sobre o Texto 1, é correto afirmar que o objetivo principal da autora é
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Resolução comentada

O objetivo é refletir sobre a existência, em que peso e leveza se complementam.

A autora parte de uma experiência pessoal para refletir sobre a dualidade. Ela conclui que peso e leveza 'não são contraditórios, são faces da mesma moeda' e que se complementam.

Análise das alternativas

A) Errada: a narrativa pessoal é só o ponto de partida, e o texto não exalta apenas a leveza. B) Errada: a autora critica a busca excessiva da leveza e não propõe eliminar o peso. D) Errada: a história da praça é exemplo e não objetivo. E) Errada: não há proposta de trocar a leveza por intensidade.

Referência: Interpretação de texto: tese e objetivo do autor.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Conjunções — Relações de Sentido

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Texto-base:
TEXTO 1

O peso e a leveza de viver
A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas não cria vínculos; o sonho é o terreno da leveza, mas sua concretização exige o peso. É possível escolher entre o peso e a leveza?
Por Margot Cardoso, em 22/09/2021

Por conta de um seminário na margem sul do Tejo, cruzei a Praça do Comércio durante toda a semana. Saía do barco, atravessava a praça e avançava sob o arco da rua Augusta, oficialmente a porta de entrada da cidade. O mesmo trajeto que, durante séculos, fizeram aqueles que chegavam a Lisboa por mar. Apesar da repetição, o trajeto nunca foi monótono. Houve dias em que senti uma leveza extrema: a belíssima arquitetura tingida de amarelo com suas torres e esculturas que abraça o campo de visão; o histórico café Martinho da Arcada, frequentado por Fernando Pessoa (...); o clima de festa no rosto dos turistas...
Em outros dias, fui soterrada pelo peso da história da praça. Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de estado (...). Esse mesmo cenário foi transformado em escombros pelo terremoto de 1755. O Palácio Real e sua biblioteca de 70 mil volumes, documentos históricos e centenas de obras de arte – entre as quais pinturas de Ticiano e Rubens – foram completamente destruídos. Nessa mesma praça, em 1908, foram assassinados o rei D. Carlos e o seu filho.
A mesma praça, dois estados: peso e leveza. As duas faces da vida na visão do filósofo grego Parmênides, que via o mundo como pares opostos: o ser e o não ser, o quente e o frio, o peso e a leveza. Apesar da pertinência, Parmênides tinha preferência pela leveza, porque ela tinha mais chances de trazer a liberdade.
Desde a descoberta dessa condição, a disputa entre o peso e a leveza tem sido acirrada. (...) Porém, hoje, muito mais do que em qualquer outra época, a leveza tem alcançado a importância máxima. Nunca a leveza criou tantas expectativas, desejos e obsessões. Nunca fez comprar e vender tanto. Ela tornou-se um valor, um ideal a ser perseguido, quase uma virtude.
A demanda é ser leve, viver de forma solta, sem o peso de amarras. A recomendação é simplificar a vida, viajar com pouca bagagem e eliminar tudo que nos aproxime da terra firme. Todos clamam pela leveza e suas variações. No campo pessoal, há o elogio à magreza, às dietas detox, à desaceleração, à busca do zen, do mindfullness, do minimalismo. (...) Por todos os lados, a ordem é desmaterializar. Mais do que dinheiro e felicidade, a escolha do corpo e do espírito é pela mala menos pesada. E exige-se do outro que ele “pegue leve”. Nietzche identificou a preferência: “o que é bom é leve, tudo o que é divino corre sobre pés delicados”.
E qual é o problema? A ironia. Apesar de todo esse arsenal de leveza, a cada dia a vida parece mais pesada e difícil de suportar. Dizendo melhor: a busca da leveza é pesada e estamos caminhando em círculos: buscamos a leveza, encontramos o peso e, por isso, aumentamos ainda mais a nossa sede pela leveza. (...) E por que é assim? Porque não existe nada leve ou pesado. Não há como experimentar a leveza doce do amor por um filho, sem o peso do dever de educá-lo. A existência etérea da borboleta carrega o peso da memória da lagarta. Eles não são contraditórios, são faces da mesma moeda, se alternam e se encontram. São parte da diversidade necessária para o equilíbrio da vida.
E mesmo que fosse possível escolher. Qual dos dois é o melhor? A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas também traz a insignificância e a dispersão. Ela não carrega malas, mas também não cria vínculos. O peso vem quando nos relacionamos, mas só nos relacionamos quando a leveza permite que sejamos tocados. O peso nos puxa para a terra, diminui a nossa agilidade, mas é esse mesmo peso que pavimenta o caminho da leveza de se rever e de se perder naqueles que amamos. A leveza traz a capacidade para o sonho, mas é no peso que encontramos o sentido da vida.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-peso-e-a-leveza-de-viver/. Acesso em: 21 mai 2025.

No último parágrafo do Texto 1, que reproduzimos parcialmente a seguir, a autora utiliza-se da repetição de estruturas frasais a fim de retomar e reforçar a tese defendida em sua argumentação. Considerando os efeitos de sentido produzidos pelos conectores em destaque, assinale a alternativa correta quanto ao tipo de relação que eles estabelecem.

A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas também¹ traz a insignificância e a dispersão. Ela não carrega malas, mas também¹ não cria vínculos. O peso vem quando nos relacionamos, mas² só nos relacionamos quando a leveza permite que sejamos tocados. O peso nos puxa para a terra, diminui a nossa agilidade, mas² é esse mesmo peso que pavimenta o caminho da leveza de se rever e de se perder naqueles que amamos. A leveza traz a capacidade para o sonho, mas² é no peso que encontramos o sentido da vida.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Mas também' soma ideias; o 'mas' isolado opõe ideias.

Em 1, 'mas também' acrescenta uma informação à anterior ('traz a insignificância', 'não cria vínculos'), numa adição ou sequenciamento. Em 2, 'mas' introduz uma ressalva ou contraste com a oração anterior.

Análise das alternativas

B) Errada: em 1 não há contraposição, e sim adição. C) Errada: em 2 não há causa e efeito, e sim oposição. D) Errada: inverte a relação de 1 e 2. E) Errada: em 2 a relação é de oposição.

Referência: Conjunções adversativas e aditivas; locução 'mas também'.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Concordância Verbal

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Texto-base:
TEXTO 1

O peso e a leveza de viver
A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas não cria vínculos; o sonho é o terreno da leveza, mas sua concretização exige o peso. É possível escolher entre o peso e a leveza?
Por Margot Cardoso, em 22/09/2021

Por conta de um seminário na margem sul do Tejo, cruzei a Praça do Comércio durante toda a semana. Saía do barco, atravessava a praça e avançava sob o arco da rua Augusta, oficialmente a porta de entrada da cidade. O mesmo trajeto que, durante séculos, fizeram aqueles que chegavam a Lisboa por mar. Apesar da repetição, o trajeto nunca foi monótono. Houve dias em que senti uma leveza extrema: a belíssima arquitetura tingida de amarelo com suas torres e esculturas que abraça o campo de visão; o histórico café Martinho da Arcada, frequentado por Fernando Pessoa (...); o clima de festa no rosto dos turistas...
Em outros dias, fui soterrada pelo peso da história da praça. Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de estado (...). Esse mesmo cenário foi transformado em escombros pelo terremoto de 1755. O Palácio Real e sua biblioteca de 70 mil volumes, documentos históricos e centenas de obras de arte – entre as quais pinturas de Ticiano e Rubens – foram completamente destruídos. Nessa mesma praça, em 1908, foram assassinados o rei D. Carlos e o seu filho.
A mesma praça, dois estados: peso e leveza. As duas faces da vida na visão do filósofo grego Parmênides, que via o mundo como pares opostos: o ser e o não ser, o quente e o frio, o peso e a leveza. Apesar da pertinência, Parmênides tinha preferência pela leveza, porque ela tinha mais chances de trazer a liberdade.
Desde a descoberta dessa condição, a disputa entre o peso e a leveza tem sido acirrada. (...) Porém, hoje, muito mais do que em qualquer outra época, a leveza tem alcançado a importância máxima. Nunca a leveza criou tantas expectativas, desejos e obsessões. Nunca fez comprar e vender tanto. Ela tornou-se um valor, um ideal a ser perseguido, quase uma virtude.
A demanda é ser leve, viver de forma solta, sem o peso de amarras. A recomendação é simplificar a vida, viajar com pouca bagagem e eliminar tudo que nos aproxime da terra firme. Todos clamam pela leveza e suas variações. No campo pessoal, há o elogio à magreza, às dietas detox, à desaceleração, à busca do zen, do mindfullness, do minimalismo. (...) Por todos os lados, a ordem é desmaterializar. Mais do que dinheiro e felicidade, a escolha do corpo e do espírito é pela mala menos pesada. E exige-se do outro que ele “pegue leve”. Nietzche identificou a preferência: “o que é bom é leve, tudo o que é divino corre sobre pés delicados”.
E qual é o problema? A ironia. Apesar de todo esse arsenal de leveza, a cada dia a vida parece mais pesada e difícil de suportar. Dizendo melhor: a busca da leveza é pesada e estamos caminhando em círculos: buscamos a leveza, encontramos o peso e, por isso, aumentamos ainda mais a nossa sede pela leveza. (...) E por que é assim? Porque não existe nada leve ou pesado. Não há como experimentar a leveza doce do amor por um filho, sem o peso do dever de educá-lo. A existência etérea da borboleta carrega o peso da memória da lagarta. Eles não são contraditórios, são faces da mesma moeda, se alternam e se encontram. São parte da diversidade necessária para o equilíbrio da vida.
E mesmo que fosse possível escolher. Qual dos dois é o melhor? A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas também traz a insignificância e a dispersão. Ela não carrega malas, mas também não cria vínculos. O peso vem quando nos relacionamos, mas só nos relacionamos quando a leveza permite que sejamos tocados. O peso nos puxa para a terra, diminui a nossa agilidade, mas é esse mesmo peso que pavimenta o caminho da leveza de se rever e de se perder naqueles que amamos. A leveza traz a capacidade para o sonho, mas é no peso que encontramos o sentido da vida.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-peso-e-a-leveza-de-viver/. Acesso em: 21 mai 2025.

Acerca das relações de concordância dos verbos em destaque, é correto afirmar que
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Resolução comentada

Com sujeito composto posposto, a concordância pode ser feita com o núcleo mais próximo.

Em 'foram assassinados o rei D. Carlos e o seu filho', o sujeito composto vem depois do verbo. Nesse caso, a concordância com o núcleo mais próximo ('foi assassinado o rei...') é permitida.

Análise das alternativas

A) Errada: 'se registrou' tem 'se' apassivador e sujeito 'o fim', e não sujeito indeterminado. C) Errada: o 'que' é objeto direto e o sujeito é 'aqueles', que exige o plural 'fizeram'. D) Errada: o núcleo do sujeito é 'escolha', singular, e 'do corpo e do espírito' é adjunto adnominal. E) Errada: 'haver' no sentido de existir é impessoal e fica no singular.

Referência: Concordância verbal: sujeito composto posposto e verbo haver impessoal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Vozes Verbais

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Texto-base:
TEXTO 1

O peso e a leveza de viver
A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas não cria vínculos; o sonho é o terreno da leveza, mas sua concretização exige o peso. É possível escolher entre o peso e a leveza?
Por Margot Cardoso, em 22/09/2021

Por conta de um seminário na margem sul do Tejo, cruzei a Praça do Comércio durante toda a semana. Saía do barco, atravessava a praça e avançava sob o arco da rua Augusta, oficialmente a porta de entrada da cidade. O mesmo trajeto que, durante séculos, fizeram aqueles que chegavam a Lisboa por mar. Apesar da repetição, o trajeto nunca foi monótono. Houve dias em que senti uma leveza extrema: a belíssima arquitetura tingida de amarelo com suas torres e esculturas que abraça o campo de visão; o histórico café Martinho da Arcada, frequentado por Fernando Pessoa (...); o clima de festa no rosto dos turistas...
Em outros dias, fui soterrada pelo peso da história da praça. Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de estado (...). Esse mesmo cenário foi transformado em escombros pelo terremoto de 1755. O Palácio Real e sua biblioteca de 70 mil volumes, documentos históricos e centenas de obras de arte – entre as quais pinturas de Ticiano e Rubens – foram completamente destruídos. Nessa mesma praça, em 1908, foram assassinados o rei D. Carlos e o seu filho.
A mesma praça, dois estados: peso e leveza. As duas faces da vida na visão do filósofo grego Parmênides, que via o mundo como pares opostos: o ser e o não ser, o quente e o frio, o peso e a leveza. Apesar da pertinência, Parmênides tinha preferência pela leveza, porque ela tinha mais chances de trazer a liberdade.
Desde a descoberta dessa condição, a disputa entre o peso e a leveza tem sido acirrada. (...) Porém, hoje, muito mais do que em qualquer outra época, a leveza tem alcançado a importância máxima. Nunca a leveza criou tantas expectativas, desejos e obsessões. Nunca fez comprar e vender tanto. Ela tornou-se um valor, um ideal a ser perseguido, quase uma virtude.
A demanda é ser leve, viver de forma solta, sem o peso de amarras. A recomendação é simplificar a vida, viajar com pouca bagagem e eliminar tudo que nos aproxime da terra firme. Todos clamam pela leveza e suas variações. No campo pessoal, há o elogio à magreza, às dietas detox, à desaceleração, à busca do zen, do mindfullness, do minimalismo. (...) Por todos os lados, a ordem é desmaterializar. Mais do que dinheiro e felicidade, a escolha do corpo e do espírito é pela mala menos pesada. E exige-se do outro que ele “pegue leve”. Nietzche identificou a preferência: “o que é bom é leve, tudo o que é divino corre sobre pés delicados”.
E qual é o problema? A ironia. Apesar de todo esse arsenal de leveza, a cada dia a vida parece mais pesada e difícil de suportar. Dizendo melhor: a busca da leveza é pesada e estamos caminhando em círculos: buscamos a leveza, encontramos o peso e, por isso, aumentamos ainda mais a nossa sede pela leveza. (...) E por que é assim? Porque não existe nada leve ou pesado. Não há como experimentar a leveza doce do amor por um filho, sem o peso do dever de educá-lo. A existência etérea da borboleta carrega o peso da memória da lagarta. Eles não são contraditórios, são faces da mesma moeda, se alternam e se encontram. São parte da diversidade necessária para o equilíbrio da vida.
E mesmo que fosse possível escolher. Qual dos dois é o melhor? A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas também traz a insignificância e a dispersão. Ela não carrega malas, mas também não cria vínculos. O peso vem quando nos relacionamos, mas só nos relacionamos quando a leveza permite que sejamos tocados. O peso nos puxa para a terra, diminui a nossa agilidade, mas é esse mesmo peso que pavimenta o caminho da leveza de se rever e de se perder naqueles que amamos. A leveza traz a capacidade para o sonho, mas é no peso que encontramos o sentido da vida.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-peso-e-a-leveza-de-viver/. Acesso em: 21 mai 2025.

Voz ativa e voz passiva são recursos linguísticos que permitem colocar em primeiro plano o agente ou o paciente da ação verbal. Assinale a única alternativa em que há voz ativa.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'A leveza tem alcançado' está na voz ativa; as demais frases estão na voz passiva.

Em 'a leveza tem alcançado a importância máxima', o sujeito 'a leveza' pratica a ação, o que caracteriza a voz ativa. As outras alternativas trazem o sujeito paciente.

Análise das alternativas

A) Passiva analítica ('fui soterrada pelo peso'). B) Passiva sintética ('se registrou o fim', com 'se' apassivador). C) Passiva analítica ('foi transformado em escombros'). D) Passiva analítica ('foram assassinados o rei e o filho').

Referência: Vozes verbais: ativa, passiva analítica e passiva sintética.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pragmática — Intencionalidade Discursiva

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Texto-base:
TEXTO 2

Desejo que desejes
Martha Medeiros, em 6 de janeiro de 2002

Eu desejo que desejes ser feliz de um modo possível e rápido, desejo que desejes uma via expressa rumo a realizações não utópicas, mas viáveis, que desejes coisas simples como um suco gelado depois de correr ou um abraço ao chegar em casa, desejo que desejes com discernimento e com alvos bem mirados.
Mas desejo também que desejes com audácia, que desejes uns sonhos descabidos e que ao sabê-los impossíveis não os leve em grande consideração, mas os mantenha acesos, livres de frustração, desejes com fantasia e atrevimento, estando alerta para as casualidades e os milagres, para o imponderável da vida, onde os desejos secretos são atendidos. [...]
Desejo que desejes alguma mudança, uma mudança que seja necessária e que ela não te pese na alma, mudanças são temidas, mas não há outro combustível para essa travessia. Desejo que desejes um ano inteiro de muitos meses bem fechados, que nada fique por fazer, e desejo, principalmente, que desejes desejar, que te permitas desejar, pois o desejo é vigoroso e gratuito, o desejo é inocente, não reprima teus pedidos ocultos, desejo que desejes vitórias, romances, diagnósticos favoráveis, mais dinheiro e sentimentos vários, mas desejo, antes de tudo, que desejes, simplesmente.

MEDEIROS, Martha. Felicidade Crônica. 1. ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2014.

Considerando que todo ato de comunicação é determinado por uma intencionalidade explícita ou implícita, é possível concluir que o emprego do verbo “desejar” e da subordinação na estrutura “(Eu) desejo que desejes” sinaliza uma atitude de
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Desejo que desejes' cria a expectativa de que o leitor compartilhe a visão de mundo da autora.

O verbo 'desejar', com a subordinação 'que desejes', expressa um voto dirigido ao leitor. A autora espera que ele partilhe a visão de que desejar é valioso, e isso revela a intenção de aproximação e adesão.

Análise das alternativas

A) Errada: a estrutura não expressa dúvida. C) Errada: não há defesa moral de garantir a realização dos desejos. D) Errada: o texto não tem caráter de instrução nem de poder mágico. E) Errada: desejar expressa esperança e não certeza de realização.

Referência: Pragmática: intencionalidade discursiva e modo subjuntivo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Inferência

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Texto-base:
TEXTO 2

Desejo que desejes
Martha Medeiros, em 6 de janeiro de 2002

Eu desejo que desejes ser feliz de um modo possível e rápido, desejo que desejes uma via expressa rumo a realizações não utópicas, mas viáveis, que desejes coisas simples como um suco gelado depois de correr ou um abraço ao chegar em casa, desejo que desejes com discernimento e com alvos bem mirados.
Mas desejo também que desejes com audácia, que desejes uns sonhos descabidos e que ao sabê-los impossíveis não os leve em grande consideração, mas os mantenha acesos, livres de frustração, desejes com fantasia e atrevimento, estando alerta para as casualidades e os milagres, para o imponderável da vida, onde os desejos secretos são atendidos. [...]
Desejo que desejes alguma mudança, uma mudança que seja necessária e que ela não te pese na alma, mudanças são temidas, mas não há outro combustível para essa travessia. Desejo que desejes um ano inteiro de muitos meses bem fechados, que nada fique por fazer, e desejo, principalmente, que desejes desejar, que te permitas desejar, pois o desejo é vigoroso e gratuito, o desejo é inocente, não reprima teus pedidos ocultos, desejo que desejes vitórias, romances, diagnósticos favoráveis, mais dinheiro e sentimentos vários, mas desejo, antes de tudo, que desejes, simplesmente.

MEDEIROS, Martha. Felicidade Crônica. 1. ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2014.

No Texto 2, a autora afirma “Desejo que desejes alguma mudança, uma mudança que seja necessária e que ela não te pese na alma [...]”. Infere-se dessa passagem que a autora
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Para a autora, a mudança faz parte do crescimento pessoal.

A autora deseja uma mudança necessária e que não pese na alma, e diz que 'não há outro combustível para essa travessia'. Isso mostra que ela vê a mudança como parte do percurso de crescimento, mesmo sendo temida.

Análise das alternativas

A) Errada: ela reconhece que a mudança é temida, mas não diz que deve ser evitada. C) Errada: não há defesa de que só mudanças planejadas sejam verdadeiras. D) Errada: a mudança não é descrita como racional ou prudente. E) Errada: a mudança não é tratada como capricho de poucos resultados, e sim como necessária.

Referência: Interpretação de texto: inferência.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Intertextualidade — Comparação entre Textos

Colégio Militar de Brasília 2025 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO 1

O peso e a leveza de viver
A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas não cria vínculos; o sonho é o terreno da leveza, mas sua concretização exige o peso. É possível escolher entre o peso e a leveza?
Por Margot Cardoso, em 22/09/2021

Por conta de um seminário na margem sul do Tejo, cruzei a Praça do Comércio durante toda a semana. Saía do barco, atravessava a praça e avançava sob o arco da rua Augusta, oficialmente a porta de entrada da cidade. O mesmo trajeto que, durante séculos, fizeram aqueles que chegavam a Lisboa por mar. Apesar da repetição, o trajeto nunca foi monótono. Houve dias em que senti uma leveza extrema: a belíssima arquitetura tingida de amarelo com suas torres e esculturas que abraça o campo de visão; o histórico café Martinho da Arcada, frequentado por Fernando Pessoa (...); o clima de festa no rosto dos turistas...
Em outros dias, fui soterrada pelo peso da história da praça. Foi nela que se registrou, em 1640, o fim do domínio espanhol, assinalado com a morte do secretário de estado (...). Esse mesmo cenário foi transformado em escombros pelo terremoto de 1755. O Palácio Real e sua biblioteca de 70 mil volumes, documentos históricos e centenas de obras de arte – entre as quais pinturas de Ticiano e Rubens – foram completamente destruídos. Nessa mesma praça, em 1908, foram assassinados o rei D. Carlos e o seu filho.
A mesma praça, dois estados: peso e leveza. As duas faces da vida na visão do filósofo grego Parmênides, que via o mundo como pares opostos: o ser e o não ser, o quente e o frio, o peso e a leveza. Apesar da pertinência, Parmênides tinha preferência pela leveza, porque ela tinha mais chances de trazer a liberdade.
Desde a descoberta dessa condição, a disputa entre o peso e a leveza tem sido acirrada. (...) Porém, hoje, muito mais do que em qualquer outra época, a leveza tem alcançado a importância máxima. Nunca a leveza criou tantas expectativas, desejos e obsessões. Nunca fez comprar e vender tanto. Ela tornou-se um valor, um ideal a ser perseguido, quase uma virtude.
A demanda é ser leve, viver de forma solta, sem o peso de amarras. A recomendação é simplificar a vida, viajar com pouca bagagem e eliminar tudo que nos aproxime da terra firme. Todos clamam pela leveza e suas variações. No campo pessoal, há o elogio à magreza, às dietas detox, à desaceleração, à busca do zen, do mindfullness, do minimalismo. (...) Por todos os lados, a ordem é desmaterializar. Mais do que dinheiro e felicidade, a escolha do corpo e do espírito é pela mala menos pesada. E exige-se do outro que ele “pegue leve”. Nietzche identificou a preferência: “o que é bom é leve, tudo o que é divino corre sobre pés delicados”.
E qual é o problema? A ironia. Apesar de todo esse arsenal de leveza, a cada dia a vida parece mais pesada e difícil de suportar. Dizendo melhor: a busca da leveza é pesada e estamos caminhando em círculos: buscamos a leveza, encontramos o peso e, por isso, aumentamos ainda mais a nossa sede pela leveza. (...) E por que é assim? Porque não existe nada leve ou pesado. Não há como experimentar a leveza doce do amor por um filho, sem o peso do dever de educá-lo. A existência etérea da borboleta carrega o peso da memória da lagarta. Eles não são contraditórios, são faces da mesma moeda, se alternam e se encontram. São parte da diversidade necessária para o equilíbrio da vida.
E mesmo que fosse possível escolher. Qual dos dois é o melhor? A leveza intensifica a sensação de liberdade, mas também traz a insignificância e a dispersão. Ela não carrega malas, mas também não cria vínculos. O peso vem quando nos relacionamos, mas só nos relacionamos quando a leveza permite que sejamos tocados. O peso nos puxa para a terra, diminui a nossa agilidade, mas é esse mesmo peso que pavimenta o caminho da leveza de se rever e de se perder naqueles que amamos. A leveza traz a capacidade para o sonho, mas é no peso que encontramos o sentido da vida.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-peso-e-a-leveza-de-viver/. Acesso em: 21 mai 2025.

TEXTO 2

Desejo que desejes
Martha Medeiros, em 6 de janeiro de 2002

Eu desejo que desejes ser feliz de um modo possível e rápido, desejo que desejes uma via expressa rumo a realizações não utópicas, mas viáveis, que desejes coisas simples como um suco gelado depois de correr ou um abraço ao chegar em casa, desejo que desejes com discernimento e com alvos bem mirados.
Mas desejo também que desejes com audácia, que desejes uns sonhos descabidos e que ao sabê-los impossíveis não os leve em grande consideração, mas os mantenha acesos, livres de frustração, desejes com fantasia e atrevimento, estando alerta para as casualidades e os milagres, para o imponderável da vida, onde os desejos secretos são atendidos. [...]
Desejo que desejes alguma mudança, uma mudança que seja necessária e que ela não te pese na alma, mudanças são temidas, mas não há outro combustível para essa travessia. Desejo que desejes um ano inteiro de muitos meses bem fechados, que nada fique por fazer, e desejo, principalmente, que desejes desejar, que te permitas desejar, pois o desejo é vigoroso e gratuito, o desejo é inocente, não reprima teus pedidos ocultos, desejo que desejes vitórias, romances, diagnósticos favoráveis, mais dinheiro e sentimentos vários, mas desejo, antes de tudo, que desejes, simplesmente.

MEDEIROS, Martha. Felicidade Crônica. 1. ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2014.

Considere os Textos 1 e 2. Ambos abordam temas existenciais, mas com perspectivas distintas. Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma diferença na forma de tratar o tema.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Martha Medeiros trata de desejos cotidianos; Margot Cardoso trata da dualidade peso/leveza.

O Texto 2 foca nos desejos, dos simples (suco gelado, abraço) aos audaciosos. O Texto 1 discute os pares opostos peso e leveza. Essa é uma diferença real de abordagem.

Análise das alternativas

B) Errada: só o Texto 1 trata da leveza, e não a considera ilusória nem a manda evitar. C) Errada: Margot não critica a busca pela felicidade, e Martha não defende conformismo, mas desejo com audácia. D) Errada: nenhum dos textos usa linguagem técnica, e Martha escreve de modo poético e não oral. E) Errada: o Texto 2 não cita teorias, e o Texto 1 cita filósofos, não teorias científicas.

Referência: Comparação entre textos e intertextualidade.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Canção

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Texto-base:
TEXTO 3

Rindo à toa
Falamansa

Tô numa boa, tô aqui de novo
Daqui não saio, daqui não me movo
Tenho certeza, esse é o meu lugar
Aha-aha
Tô numa boa, tô ficando esperto
Já não pergunto se isso tudo é certo
Uso esse tempo pra recomeçar
Aha-aha
Doeu, doeu, agora não dói
Não dói, não dói
Chorei, chorei
Agora não choro mais
Toda mágoa que passei
É motivo pra comemorar
Pois se não sofresse assim
Não tinha razões pra cantar
Ha-ha-ha-ha-ha
Mas eu tô rindo à toa
Não que a vida esteja assim tão boa
Mas um sorriso ajuda a melhorar
Aha-aha
E cantando assim parece que o tempo voa
Quanto mais triste, mais bonito soa
Eu agradeço por poder cantar
Lalaiá-laiá-laiá-iê (...)

Disponível em: https://www.letras.mus.br/falamansa/14351/. Acesso em: 21 maio 2025.

A partir da leitura do Texto 3, assinale a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A letra e o ritmo transmitem a superação das dores.

A canção afirma que a dor passou ('Doeu, agora não dói') e que a mágoa virou motivo para comemorar. O ritmo leve e as risadas reforçam essa ideia de superação dos momentos difíceis.

Análise das alternativas

A) Errada: a canção não pretende instruir sobre saúde mental. B) Errada: o texto não denuncia problemas sociais, e o tema é pessoal. C) Errada: não há crítica à superficialidade das relações humanas. D) Errada: não há promoção de consumo nem recursos visuais com esse fim.

Referência: Interpretação de texto: tema e intenção do gênero canção.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Recursos Expressivos e Efeitos de Sentido

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Texto-base:
TEXTO 3

Rindo à toa
Falamansa

Tô numa boa, tô aqui de novo
Daqui não saio, daqui não me movo
Tenho certeza, esse é o meu lugar
Aha-aha
Tô numa boa, tô ficando esperto
Já não pergunto se isso tudo é certo
Uso esse tempo pra recomeçar
Aha-aha
Doeu, doeu, agora não dói
Não dói, não dói
Chorei, chorei
Agora não choro mais
Toda mágoa que passei
É motivo pra comemorar
Pois se não sofresse assim
Não tinha razões pra cantar
Ha-ha-ha-ha-ha
Mas eu tô rindo à toa
Não que a vida esteja assim tão boa
Mas um sorriso ajuda a melhorar
Aha-aha
E cantando assim parece que o tempo voa
Quanto mais triste, mais bonito soa
Eu agradeço por poder cantar
Lalaiá-laiá-laiá-iê (...)

Disponível em: https://www.letras.mus.br/falamansa/14351/. Acesso em: 21 maio 2025.

A respeito do emprego dos recursos de linguagem e dos efeitos de sentido no Texto 3, é correto afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

As onomatopeias da risada ampliam a expressividade e dão autenticidade ao texto.

'Ha-ha-ha-ha-ha' reproduz o som da risada, uma onomatopeia. Esse recurso cria efeito sensorial e aproxima a canção da fala real, o que a torna mais expressiva e autêntica.

Análise das alternativas

B) Errada: não há incoerência. A negação introduz uma concessão ('não que a vida esteja boa, mas um sorriso ajuda'). C) Errada: 'aqui' e 'daqui' são dêiticos e não têm referente explícito no texto. D) Errada: o contraste entre pretérito e presente marca superação do sofrimento passado, e não ações rotineiras que continuam. E) Errada: 'tô' e 'pra' são marcas de oralidade, mas não reproduzem uma 'identidade histórica' do personagem.

Referência: Funções da linguagem e figuras de som (onomatopeia).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Regência Verbal

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Texto-base:
TEXTO 3

Rindo à toa
Falamansa

Tô numa boa, tô aqui de novo
Daqui não saio, daqui não me movo
Tenho certeza, esse é o meu lugar
Aha-aha
Tô numa boa, tô ficando esperto
Já não pergunto se isso tudo é certo
Uso esse tempo pra recomeçar
Aha-aha
Doeu, doeu, agora não dói
Não dói, não dói
Chorei, chorei
Agora não choro mais
Toda mágoa que passei
É motivo pra comemorar
Pois se não sofresse assim
Não tinha razões pra cantar
Ha-ha-ha-ha-ha
Mas eu tô rindo à toa
Não que a vida esteja assim tão boa
Mas um sorriso ajuda a melhorar
Aha-aha
E cantando assim parece que o tempo voa
Quanto mais triste, mais bonito soa
Eu agradeço por poder cantar
Lalaiá-laiá-laiá-iê (...)

Disponível em: https://www.letras.mus.br/falamansa/14351/. Acesso em: 21 maio 2025.

Após analisar as relações de regência no Texto 3, é correto concluir que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Doer, chorar e sofrer são verbos intransitivos, de predicação completa.

Em 'Doeu', 'Chorei' e 'não sofresse', os verbos têm sentido completo e não pedem complemento. São intransitivos, portanto de predicação completa, e isso torna a alternativa C correta.

Análise das alternativas

A) Errada: 'tinha' é transitivo direto, com um só complemento ('razões'). 'Pra cantar' completa o sentido de 'razões' e não é complemento do verbo. B) Errada: 'se isso tudo é certo' é oração subordinada substantiva objetiva direta, sem preposição. D) Errada: 'mágoa que passei' equivale a 'passei a mágoa'. O 'que' é objeto direto e não exige 'em'. E) Errada: 'esse tempo' é objeto direto, então a substituição correta seria 'o' ('uso-o'), e não 'lhe'.

Referência: Regência verbal e transitividade verbal (gramática normativa).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Classificação da Palavra “Se”

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Texto-base:
TEXTO 3

Rindo à toa
Falamansa

Tô numa boa, tô aqui de novo
Daqui não saio, daqui não me movo
Tenho certeza, esse é o meu lugar
Aha-aha
Tô numa boa, tô ficando esperto
Já não pergunto se isso tudo é certo
Uso esse tempo pra recomeçar
Aha-aha
Doeu, doeu, agora não dói
Não dói, não dói
Chorei, chorei
Agora não choro mais
Toda mágoa que passei
É motivo pra comemorar
Pois se não sofresse assim
Não tinha razões pra cantar
Ha-ha-ha-ha-ha
Mas eu tô rindo à toa
Não que a vida esteja assim tão boa
Mas um sorriso ajuda a melhorar
Aha-aha
E cantando assim parece que o tempo voa
Quanto mais triste, mais bonito soa
Eu agradeço por poder cantar
Lalaiá-laiá-laiá-iê (...)

Disponível em: https://www.letras.mus.br/falamansa/14351/. Acesso em: 21 maio 2025.

Com base na estrutura do período “Já não pergunto se isso tudo é certo.”, o termo “se” deve ser classificado como
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Resolução comentada

"Se" é conjunção subordinativa integrante.

Em "Já não pergunto se isso tudo é certo", o "se" introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta, que completa o sentido de "pergunto". É conjunção subordinativa integrante.

Análise das alternativas

A) Errada: não indica condição. B) Errada: não é advérbio. C) Errada: não é pronome apassivador. E) Errada: não é pronome reflexivo.

Referência: Classificação do "se"; orações subordinadas substantivas.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Verbete e Efeitos de Sentido

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Texto-base:
TEXTO 4

Riso (s.m.)
o seu é frouxo, o meu é torto, mas juntos se
abraçam no ar e viram uma gargalhada só.
é quando o corpo vira maestro e faz da gente
instrumento para expressar alegria. seu riso para
mim é sinfonia. é melhor do que música. o seu
riso para mim é cura.

esperto é o Falamansa, que aprendeu a rir à toa.

DOEDERLEIN, João. O livro dos ressignificados. 1ª ed. São Paulo: Paralela, 2017.

Considerando as relações de sentido estabelecidas pelos usos da linguagem no Texto 4, assinale a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A intertextualidade com o Falamansa amplia o sentido de riso.

A referência final à canção "Rindo à toa" dialoga com o texto e desloca sentidos entre eles. Isso amplia a definição de "riso".

Análise das alternativas

A) Errada: o verbete aqui é subjetivo e poético, sem tecnicidade. B) Errada: o verbo "ser" expressa identidade, não transitoriedade. C) Errada: as metáforas dão sentido figurado, não literal. D) Errada: verbos de ligação indicam estado, não movimento.

Referência: Intertextualidade e gêneros textuais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Classes de Palavras — Denotação e Conotação

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Texto-base:
TEXTO 4

Riso (s.m.)
o seu é frouxo, o meu é torto, mas juntos se
abraçam no ar e viram uma gargalhada só.
é quando o corpo vira maestro e faz da gente
instrumento para expressar alegria. seu riso para
mim é sinfonia. é melhor do que música. o seu
riso para mim é cura.

esperto é o Falamansa, que aprendeu a rir à toa.

DOEDERLEIN, João. O livro dos ressignificados. 1ª ed. São Paulo: Paralela, 2017.

Assinale a alternativa que associa corretamente uma palavra do Texto 4 à sua classe gramatical e ao modo como ela é utilizada no texto.
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Resolução comentada

"Frouxo" é adjetivo em sentido conotativo.

Em "o seu é frouxo", "frouxo" qualifica o riso e é adjetivo. Está em sentido figurado (conotativo), sugerindo um riso solto, sem controle.

Análise das alternativas

B) Errada: "maestro" é substantivo, em sentido figurado. C) Errada: "sinfonia" está em sentido conotativo, não denotativo. D) Errada: "instrumento" é substantivo. E) Errada: "música" é substantivo comum, não próprio.

Referência: Classes de palavras e denotação/conotação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Escolha Lexical — Efeitos de Sentido

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Texto-base:
TEXTO 4

Riso (s.m.)
o seu é frouxo, o meu é torto, mas juntos se
abraçam no ar e viram uma gargalhada só.
é quando o corpo vira maestro e faz da gente
instrumento para expressar alegria. seu riso para
mim é sinfonia. é melhor do que música. o seu
riso para mim é cura.

esperto é o Falamansa, que aprendeu a rir à toa.

DOEDERLEIN, João. O livro dos ressignificados. 1ª ed. São Paulo: Paralela, 2017.

No Texto 4, a escolha lexical de palavras como “sinfonia”, “cura” e “maestro” colabora para a construção de um sentido
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

As palavras constroem um sentido emocional.

"Sinfonia", "cura" e "maestro" associam o riso a harmonia, bem-estar e alegria. Isso valoriza o riso como conexão e expressão emocional.

Análise das alternativas

A) Errada: o tom é de alegria, não trágico. B) Errada: não há visão científica nem mecânica. D) Errada: "cura" não faz do riso um fenômeno divino. E) Errada: não há narração de fatos passados.

Referência: Escolha lexical e efeitos de sentido.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Figuras de Linguagem

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Texto-base:
TEXTO 4

Riso (s.m.)
o seu é frouxo, o meu é torto, mas juntos se
abraçam no ar e viram uma gargalhada só.
é quando o corpo vira maestro e faz da gente
instrumento para expressar alegria. seu riso para
mim é sinfonia. é melhor do que música. o seu
riso para mim é cura.

esperto é o Falamansa, que aprendeu a rir à toa.

DOEDERLEIN, João. O livro dos ressignificados. 1ª ed. São Paulo: Paralela, 2017.

Considerando as figuras de linguagem presentes no Texto 4, assinale a alternativa que apresenta corretamente um recurso expressivo aliado ao sentido construído no texto.
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Resolução comentada

Prosopopeia em "juntos se abraçam".

Os risos, seres inanimados, praticam a ação humana de se abraçar. Isso é prosopopeia (personificação).

Análise das alternativas

A) Errada: "sinfonia" é metáfora. B) Errada: "o corpo vira maestro" também é metáfora, não metonímia. C) Errada: "frouxo" e "torto" não são opostos. D) Errada: "gargalhada" tem emprego próprio, não é catacrese.

Referência: Figuras de linguagem.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Multimodalidade — Infográfico

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Texto-base:
TEXTO 05

Infográfico “A importância do riso em pessoas idosas”: ao centro, ilustração de uma senhora sorridente de cabelos brancos, com o texto circular “São imensos os benefícios comprovados do riso,” e a faixa “nomeadamente por:”; ao redor, dez itens numerados: 1 Reduzir a tensão; 2 Promover a cooperação; 3 Ganhar confiança; 4 Inspirar uma perspetiva positiva; 5 Renovar barreiras entre as pessoas; 6 Aumentar a motivação; 7 Melhorar a memória; 8 Melhorar o sistema imunológico; 9 Contribuir para a pressão arterial baixa; 10 Melhorar o estado de alerta e a criatividade. Fundo em tons de bege e rosa claro.

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/831899362422204660/. Acesso em: 21 maio 2025.

Sobre os aspectos multimodais do Texto 5, é correto afirmar que
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Língua Portuguesa Intertextualidade — Comparação entre Textos

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Texto-base:
TEXTO 4

Riso (s.m.)
o seu é frouxo, o meu é torto, mas juntos se
abraçam no ar e viram uma gargalhada só.
é quando o corpo vira maestro e faz da gente
instrumento para expressar alegria. seu riso para
mim é sinfonia. é melhor do que música. o seu
riso para mim é cura.

esperto é o Falamansa, que aprendeu a rir à toa.

DOEDERLEIN, João. O livro dos ressignificados. 1ª ed. São Paulo: Paralela, 2017.

TEXTO 05

Infográfico “A importância do riso em pessoas idosas”: ao centro, ilustração de uma senhora sorridente de cabelos brancos, com o texto circular “São imensos os benefícios comprovados do riso,” e a faixa “nomeadamente por:”; ao redor, dez itens numerados: 1 Reduzir a tensão; 2 Promover a cooperação; 3 Ganhar confiança; 4 Inspirar uma perspetiva positiva; 5 Renovar barreiras entre as pessoas; 6 Aumentar a motivação; 7 Melhorar a memória; 8 Melhorar o sistema imunológico; 9 Contribuir para a pressão arterial baixa; 10 Melhorar o estado de alerta e a criatividade. Fundo em tons de bege e rosa claro.

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/831899362422204660/. Acesso em: 21 maio 2025.

Analise o uso do substantivo “riso” nos Textos 4 e 5 em seus contextos e marque a alternativa correta.
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Inferência

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Texto-base:
TEXTO 6

Humor

O Humor (do latim humore, "líquido") é o estado de espírito de um indivíduo. Stricto sensu, é um determinado estado de ânimo cuja intensidade representa o grau de disposição e de bem-estar psicológico e emocional de um indivíduo.
O humor (no sentido estrito) é uma das chaves para a compreensão de culturas, religiões e costumes das sociedades, sendo elemento vital da condição humana. Através dos tempos, a maneira humana de sorrir modifica-se, acompanhando os costumes e correntes de pensamento. Em cada época da história humana, a forma de pensar cria e derruba paradigmas, e o humor acompanha essa tendência sociocultural. Expressões culturais do humor podem representar retratos fiéis de uma época, como é o caso, por exemplo, das comédias gregas de Plauto e das comédias de costumes do brasileiro Martins Pena.
Para a psicologia e a neurociência afetiva, o humor é um estado afetivo, assim como as emoções. Diferentemente das emoções (que são reações intensas, breves e direcionadas a um estímulo), os humores são considerados mais difusos, menos intensos e independem de um objeto, pessoa ou evento desencadeador. Ou seja, as emoções são reações agudas, como a raiva, a tristeza, o medo e a alegria, enquanto a ansiedade, a depressão, a irritação (ou “mau humor”) e a felicidade poderiam ser classificados como humores.

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Humor#:~:text=A%20palavra%20humor%20surgiu%20na,sa%C3%BAde%20f%C3%ADsica%20e%20emocional%20humana. Acesso em: 13 maio 2025.

A respeito da definição de humor apresentada no Texto 6, infere-se que
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Resolução comentada

O humor tem aspectos individuais e sociais e muda com o tempo.

O texto define humor como estado de espírito individual. Diz também que ele ajuda a compreender culturas e acompanha a sociedade ao longo das épocas. Portanto, tem dimensão individual e social e se modifica no tempo.

Análise das alternativas

A) Errada: o humor independe de uma causa específica. B) Errada: as emoções intensas e breves não são apresentadas como fundamentais para interpretar a sociedade. D) Errada: o texto os diferencia. E) Errada: não há hierarquia de relevância entre emoções.

Referência: Inferência textual.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Vozes Verbais

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Texto-base:
TEXTO 6

Humor

O Humor (do latim humore, "líquido") é o estado de espírito de um indivíduo. Stricto sensu, é um determinado estado de ânimo cuja intensidade representa o grau de disposição e de bem-estar psicológico e emocional de um indivíduo.
O humor (no sentido estrito) é uma das chaves para a compreensão de culturas, religiões e costumes das sociedades, sendo elemento vital da condição humana. Através dos tempos, a maneira humana de sorrir modifica-se, acompanhando os costumes e correntes de pensamento. Em cada época da história humana, a forma de pensar cria e derruba paradigmas, e o humor acompanha essa tendência sociocultural. Expressões culturais do humor podem representar retratos fiéis de uma época, como é o caso, por exemplo, das comédias gregas de Plauto e das comédias de costumes do brasileiro Martins Pena.
Para a psicologia e a neurociência afetiva, o humor é um estado afetivo, assim como as emoções. Diferentemente das emoções (que são reações intensas, breves e direcionadas a um estímulo), os humores são considerados mais difusos, menos intensos e independem de um objeto, pessoa ou evento desencadeador. Ou seja, as emoções são reações agudas, como a raiva, a tristeza, o medo e a alegria, enquanto a ansiedade, a depressão, a irritação (ou “mau humor”) e a felicidade poderiam ser classificados como humores.

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Humor#:~:text=A%20palavra%20humor%20surgiu%20na,sa%C3%BAde%20f%C3%ADsica%20e%20emocional%20humana. Acesso em: 13 maio 2025.

Sobre a oração “Expressões culturais do humor podem representar retratos fiéis de uma época.”, é correto afirmar que
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Resolução comentada

Passiva analítica correta com locução verbal.

Na passiva, o objeto direto vira sujeito e o sujeito vira agente da passiva. Em locução verbal, só o verbo principal vai para o particípio: "Retratos fiéis de uma época podem ser representados pelas expressões culturais do humor."

Análise das alternativas

A) Errada: o sujeito é determinado ("Expressões culturais"). B) Errada: "representar" é transitivo direto, não pronominal. D) Errada: o agente é expresso e não prejudica a coesão. E) Errada: a oração original está na voz ativa.

Referência: Vozes verbais.

Resolução comentada do VaiConcursos.