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Colégio Militar de Fortaleza — Processo Seletivo 2025/2026 — Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Exame Intelectual — Matemática, Língua Portuguesa e Pro…

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza2025Fundamental

41 questões nesta prova · página 2 de 3 · 40 com gabarito

Língua Portuguesa Elementos da Narrativa — Tempo

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O dono da bola
Ruth Rocha
Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha,
vocês não podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô.

E tinha bicicleta, com farol e buzina, e tinha tenda de índio, carrinhos de todos os
tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só não tinha amigos. Porque ele
5 brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os brinquedos dele. Mas
futebol ele tinha que jogar com a gente, porque futebol não se pode jogar sozinho.

O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol.
Só bola de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas,
toda vez que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer
10 falta do Caloca que ele gritava logo:

— Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!

— Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...

— Espírito esportivo, nada! — berrava Caloca — E não me chame de Caloca, meu
nome é Carlos Alberto!

15 E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.

A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do
bairro. A gente precisava treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.

Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto, quando não se fazia o que ele
queria, levava a bola embora e adeus, treino.

20 Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:

— Esta reunião é pra resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga,
carrega a bola e acaba com o treino.

Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:

— A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!

25 — Pois é isso mesmo! — disse o Beto, zangado. — É por isso que nós não vamos ganhar
campeonato nenhum!

— Pois azar de vocês, eu não jogo mais nesse time, que nem bola tem!

E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.

[...]

30 Um dia, nós ouvimos dizer que o Carlos Alberto estava jogando no time Faz-de-Conta,
que é um time lá da rua de cima. Mas foi por pouco tempo. A primeira vez que ele quis
carregar a bola no melhor do jogo, como fazia conosco, se deu muito mal... O time inteiro
do Faz-de-Conta correu atrás dele e ele só não apanhou porque se escondeu na casa do
Batata.

35 Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e via.
Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu
acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido. Porque, depois de três dias, o
Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.

— Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.

40 — Nós não queremos sua bola, não.

— Ué, por quê?

— Você sabe muito bem. No melhor do jogo você sempre dá um jeito de levar a bola
embora.

— Eu não, só quando vocês me amolam.

45 — Pois é por isso mesmo que nós não queremos, só se você der a bola para o time
de uma vez.

— Ah, essa não! Está pensando que eu sou bobo?

E Carlos Alberto continuou sozinho. Mas eu acho que ele já não estava gostando de
estar sempre sozinho. No domingo, ele convidou o Xereta para brincar com o trem elétrico.
50 Na segunda, levou o Beto para ver os peixes na casa dele. Na terça, me chamou para brincar
de índio. E, na quarta, mais ou menos no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do
braço.

— Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?

Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a
55 torcer.

— Olha, Carlos Alberto, você apareça em outra hora. Agora, nós precisamos treinar
— disse Catapimba.

Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!

Nós todos estávamos espantados:

60 — E você nunca mais pode levar embora?

— E o que é que você quer em troca?

— Eu só quero jogar com vocês...

Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e
nós precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho
65 e não criava caso com ninguém.

E quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou.

A gente gritava:

— Viva o Estrela-d’Álva Futebol Clube!

— Viva!

70 — Viva o Catapimba!

— Viva!

— Viva o Carlos Alberto!

— Viva!

Então, o Carlos Alberto gritou:

75 — Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
ROCHA, Ruth. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. São Paulo: Salamandra, 2011 (adaptado).

Em relação ao tempo narrativo, pode-se afirmar que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A narrativa segue ordem cronológica.

Os fatos aparecem em sequência temporal: as brigas por causa da bola, a reunião, a saída de Caloca, o time Faz-de-Conta, a solidão, o retorno, o campeonato e o desfecho. Há marcadores como 'um dia', 'depois de três dias', 'no domingo', 'na segunda' e 'na quarta'. O tempo é, portanto, cronológico.

Análise das alternativas

A) Não há alternância entre passado e presente. C) Há indicações claras de antes e depois. D) O narrador conta fatos e ações, não apenas emoções. E) Não há saltos que confundam a linearidade.

Referência: Elementos da narrativa: tempo cronológico

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Linguagem Figurada

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O dono da bola
Ruth Rocha
Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha,
vocês não podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô.

E tinha bicicleta, com farol e buzina, e tinha tenda de índio, carrinhos de todos os
tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só não tinha amigos. Porque ele
5 brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os brinquedos dele. Mas
futebol ele tinha que jogar com a gente, porque futebol não se pode jogar sozinho.

O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol.
Só bola de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas,
toda vez que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer
10 falta do Caloca que ele gritava logo:

— Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!

— Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...

— Espírito esportivo, nada! — berrava Caloca — E não me chame de Caloca, meu
nome é Carlos Alberto!

15 E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.

A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do
bairro. A gente precisava treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.

Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto, quando não se fazia o que ele
queria, levava a bola embora e adeus, treino.

20 Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:

— Esta reunião é pra resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga,
carrega a bola e acaba com o treino.

Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:

— A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!

25 — Pois é isso mesmo! — disse o Beto, zangado. — É por isso que nós não vamos ganhar
campeonato nenhum!

— Pois azar de vocês, eu não jogo mais nesse time, que nem bola tem!

E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.

[...]

30 Um dia, nós ouvimos dizer que o Carlos Alberto estava jogando no time Faz-de-Conta,
que é um time lá da rua de cima. Mas foi por pouco tempo. A primeira vez que ele quis
carregar a bola no melhor do jogo, como fazia conosco, se deu muito mal... O time inteiro
do Faz-de-Conta correu atrás dele e ele só não apanhou porque se escondeu na casa do
Batata.

35 Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e via.
Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu
acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido. Porque, depois de três dias, o
Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.

— Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.

40 — Nós não queremos sua bola, não.

— Ué, por quê?

— Você sabe muito bem. No melhor do jogo você sempre dá um jeito de levar a bola
embora.

— Eu não, só quando vocês me amolam.

45 — Pois é por isso mesmo que nós não queremos, só se você der a bola para o time
de uma vez.

— Ah, essa não! Está pensando que eu sou bobo?

E Carlos Alberto continuou sozinho. Mas eu acho que ele já não estava gostando de
estar sempre sozinho. No domingo, ele convidou o Xereta para brincar com o trem elétrico.
50 Na segunda, levou o Beto para ver os peixes na casa dele. Na terça, me chamou para brincar
de índio. E, na quarta, mais ou menos no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do
braço.

— Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?

Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a
55 torcer.

— Olha, Carlos Alberto, você apareça em outra hora. Agora, nós precisamos treinar
— disse Catapimba.

Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!

Nós todos estávamos espantados:

60 — E você nunca mais pode levar embora?

— E o que é que você quer em troca?

— Eu só quero jogar com vocês...

Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e
nós precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho
65 e não criava caso com ninguém.

E quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou.

A gente gritava:

— Viva o Estrela-d’Álva Futebol Clube!

— Viva!

70 — Viva o Catapimba!

— Viva!

— Viva o Carlos Alberto!

— Viva!

Então, o Carlos Alberto gritou:

75 — Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
ROCHA, Ruth. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. São Paulo: Salamandra, 2011 (adaptado).

Em “Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha” (linha 36), qual é a função do substantivo “parede” nesse trecho?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Parede' como único amigo simboliza a solidão de Caloca.

Ao dizer que a parede era o único amigo de Caloca, o narrador usa uma figura de linguagem com carga expressiva. Ela evidencia o isolamento do menino, que não tinha com quem jogar por causa de seu comportamento.

Análise das alternativas

B) Não tem a ver com formalidade; a linguagem é coloquial. C) 'Parede' não é termo técnico de esporte. D) A substituição dos amigos é figurada e carrega ironia e crítica. E) Não é mera referência espacial; tem valor expressivo.

Referência: Linguagem figurada (metáfora e ironia)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Ironia

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O dono da bola
Ruth Rocha
Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha,
vocês não podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô.

E tinha bicicleta, com farol e buzina, e tinha tenda de índio, carrinhos de todos os
tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só não tinha amigos. Porque ele
5 brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os brinquedos dele. Mas
futebol ele tinha que jogar com a gente, porque futebol não se pode jogar sozinho.

O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol.
Só bola de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas,
toda vez que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer
10 falta do Caloca que ele gritava logo:

— Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!

— Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...

— Espírito esportivo, nada! — berrava Caloca — E não me chame de Caloca, meu
nome é Carlos Alberto!

15 E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.

A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do
bairro. A gente precisava treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.

Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto, quando não se fazia o que ele
queria, levava a bola embora e adeus, treino.

20 Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:

— Esta reunião é pra resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga,
carrega a bola e acaba com o treino.

Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:

— A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!

25 — Pois é isso mesmo! — disse o Beto, zangado. — É por isso que nós não vamos ganhar
campeonato nenhum!

— Pois azar de vocês, eu não jogo mais nesse time, que nem bola tem!

E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.

[...]

30 Um dia, nós ouvimos dizer que o Carlos Alberto estava jogando no time Faz-de-Conta,
que é um time lá da rua de cima. Mas foi por pouco tempo. A primeira vez que ele quis
carregar a bola no melhor do jogo, como fazia conosco, se deu muito mal... O time inteiro
do Faz-de-Conta correu atrás dele e ele só não apanhou porque se escondeu na casa do
Batata.

35 Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e via.
Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu
acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido. Porque, depois de três dias, o
Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.

— Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.

40 — Nós não queremos sua bola, não.

— Ué, por quê?

— Você sabe muito bem. No melhor do jogo você sempre dá um jeito de levar a bola
embora.

— Eu não, só quando vocês me amolam.

45 — Pois é por isso mesmo que nós não queremos, só se você der a bola para o time
de uma vez.

— Ah, essa não! Está pensando que eu sou bobo?

E Carlos Alberto continuou sozinho. Mas eu acho que ele já não estava gostando de
estar sempre sozinho. No domingo, ele convidou o Xereta para brincar com o trem elétrico.
50 Na segunda, levou o Beto para ver os peixes na casa dele. Na terça, me chamou para brincar
de índio. E, na quarta, mais ou menos no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do
braço.

— Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?

Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a
55 torcer.

— Olha, Carlos Alberto, você apareça em outra hora. Agora, nós precisamos treinar
— disse Catapimba.

Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!

Nós todos estávamos espantados:

60 — E você nunca mais pode levar embora?

— E o que é que você quer em troca?

— Eu só quero jogar com vocês...

Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e
nós precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho
65 e não criava caso com ninguém.

E quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou.

A gente gritava:

— Viva o Estrela-d’Álva Futebol Clube!

— Viva!

70 — Viva o Catapimba!

— Viva!

— Viva o Carlos Alberto!

— Viva!

Então, o Carlos Alberto gritou:

75 — Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
ROCHA, Ruth. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. São Paulo: Salamandra, 2011 (adaptado).

A ironia presente no desfecho da narrativa está relacionada ao comportamento de Carlos Alberto. Qual das alternativas esclarece esse efeito?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A ironia está em exigir ser chamado de Carlos Alberto e, no fim, pedir o apelido Caloca.

No início, Caloca se irrita com o apelido e exige ser chamado de Carlos Alberto. No final, já integrado ao grupo, pede que o chamem de Caloca. A inversão de atitude mostra que ele passou a aceitar a intimidade dos amigos, e é isso que cria a ironia do desfecho.

Análise das alternativas

A) Nada no texto diz que ele convence Catapimba a ser capitão no lugar de Beto. B) O time vence o campeonato junto, não ele sozinho. C) O texto não menciona treino de madrugada. D) Jogar com a parede não é divertido, e por isso ele volta ao grupo.

Referência: Ruth Rocha, 'O dono da bola' (ironia)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Inferência

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O dono da bola
Ruth Rocha
Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha,
vocês não podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô.

E tinha bicicleta, com farol e buzina, e tinha tenda de índio, carrinhos de todos os
tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só não tinha amigos. Porque ele
5 brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os brinquedos dele. Mas
futebol ele tinha que jogar com a gente, porque futebol não se pode jogar sozinho.

O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol.
Só bola de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas,
toda vez que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer
10 falta do Caloca que ele gritava logo:

— Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!

— Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...

— Espírito esportivo, nada! — berrava Caloca — E não me chame de Caloca, meu
nome é Carlos Alberto!

15 E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.

A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do
bairro. A gente precisava treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.

Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto, quando não se fazia o que ele
queria, levava a bola embora e adeus, treino.

20 Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:

— Esta reunião é pra resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga,
carrega a bola e acaba com o treino.

Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:

— A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!

25 — Pois é isso mesmo! — disse o Beto, zangado. — É por isso que nós não vamos ganhar
campeonato nenhum!

— Pois azar de vocês, eu não jogo mais nesse time, que nem bola tem!

E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.

[...]

30 Um dia, nós ouvimos dizer que o Carlos Alberto estava jogando no time Faz-de-Conta,
que é um time lá da rua de cima. Mas foi por pouco tempo. A primeira vez que ele quis
carregar a bola no melhor do jogo, como fazia conosco, se deu muito mal... O time inteiro
do Faz-de-Conta correu atrás dele e ele só não apanhou porque se escondeu na casa do
Batata.

35 Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e via.
Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu
acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido. Porque, depois de três dias, o
Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.

— Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.

40 — Nós não queremos sua bola, não.

— Ué, por quê?

— Você sabe muito bem. No melhor do jogo você sempre dá um jeito de levar a bola
embora.

— Eu não, só quando vocês me amolam.

45 — Pois é por isso mesmo que nós não queremos, só se você der a bola para o time
de uma vez.

— Ah, essa não! Está pensando que eu sou bobo?

E Carlos Alberto continuou sozinho. Mas eu acho que ele já não estava gostando de
estar sempre sozinho. No domingo, ele convidou o Xereta para brincar com o trem elétrico.
50 Na segunda, levou o Beto para ver os peixes na casa dele. Na terça, me chamou para brincar
de índio. E, na quarta, mais ou menos no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do
braço.

— Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?

Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a
55 torcer.

— Olha, Carlos Alberto, você apareça em outra hora. Agora, nós precisamos treinar
— disse Catapimba.

Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!

Nós todos estávamos espantados:

60 — E você nunca mais pode levar embora?

— E o que é que você quer em troca?

— Eu só quero jogar com vocês...

Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e
nós precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho
65 e não criava caso com ninguém.

E quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou.

A gente gritava:

— Viva o Estrela-d’Álva Futebol Clube!

— Viva!

70 — Viva o Catapimba!

— Viva!

— Viva o Carlos Alberto!

— Viva!

Então, o Carlos Alberto gritou:

75 — Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
ROCHA, Ruth. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. São Paulo: Salamandra, 2011 (adaptado).

A narrativa de Ruth Rocha, embora simples, carrega uma crítica implícita. Essa crítica está relacionada
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A crítica implícita é ao individualismo e à dificuldade de conviver em grupo.

Caloca, dono da bola, leva-a embora sempre que contrariado, o que acaba com os jogos e o deixa sem amigos. Ele só é aceito de volta quando abre mão do controle e passa a jogar em equipe. A narrativa critica, portanto, o individualismo e a dificuldade de trabalhar em grupo.

Análise das alternativas

A) O problema não é a falta de regras, mas o comportamento de Caloca. B) Não se trata de incentivo ao esporte em escolas públicas. C) A diferença de posses aparece, mas não é o foco da crítica. E) Não há adultos impondo autoridade; o conflito é entre crianças.

Referência: Ruth Rocha, 'O dono da bola' (inferência)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Verbos — Tempos e Modos

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
O dono da bola
Ruth Rocha
Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha,
vocês não podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô.

E tinha bicicleta, com farol e buzina, e tinha tenda de índio, carrinhos de todos os
tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só não tinha amigos. Porque ele
5 brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os brinquedos dele. Mas
futebol ele tinha que jogar com a gente, porque futebol não se pode jogar sozinho.

O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol.
Só bola de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas,
toda vez que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer
10 falta do Caloca que ele gritava logo:

— Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!

— Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...

— Espírito esportivo, nada! — berrava Caloca — E não me chame de Caloca, meu
nome é Carlos Alberto!

15 E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.

A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do
bairro. A gente precisava treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.

Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto, quando não se fazia o que ele
queria, levava a bola embora e adeus, treino.

20 Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:

— Esta reunião é pra resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga,
carrega a bola e acaba com o treino.

Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:

— A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!

25 — Pois é isso mesmo! — disse o Beto, zangado. — É por isso que nós não vamos ganhar
campeonato nenhum!

— Pois azar de vocês, eu não jogo mais nesse time, que nem bola tem!

E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.

[...]

30 Um dia, nós ouvimos dizer que o Carlos Alberto estava jogando no time Faz-de-Conta,
que é um time lá da rua de cima. Mas foi por pouco tempo. A primeira vez que ele quis
carregar a bola no melhor do jogo, como fazia conosco, se deu muito mal... O time inteiro
do Faz-de-Conta correu atrás dele e ele só não apanhou porque se escondeu na casa do
Batata.

35 Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e via.
Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu
acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido. Porque, depois de três dias, o
Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.

— Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.

40 — Nós não queremos sua bola, não.

— Ué, por quê?

— Você sabe muito bem. No melhor do jogo você sempre dá um jeito de levar a bola
embora.

— Eu não, só quando vocês me amolam.

45 — Pois é por isso mesmo que nós não queremos, só se você der a bola para o time
de uma vez.

— Ah, essa não! Está pensando que eu sou bobo?

E Carlos Alberto continuou sozinho. Mas eu acho que ele já não estava gostando de
estar sempre sozinho. No domingo, ele convidou o Xereta para brincar com o trem elétrico.
50 Na segunda, levou o Beto para ver os peixes na casa dele. Na terça, me chamou para brincar
de índio. E, na quarta, mais ou menos no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do
braço.

— Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?

Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a
55 torcer.

— Olha, Carlos Alberto, você apareça em outra hora. Agora, nós precisamos treinar
— disse Catapimba.

Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!

Nós todos estávamos espantados:

60 — E você nunca mais pode levar embora?

— E o que é que você quer em troca?

— Eu só quero jogar com vocês...

Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e
nós precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho
65 e não criava caso com ninguém.

E quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou.

A gente gritava:

— Viva o Estrela-d’Álva Futebol Clube!

— Viva!

70 — Viva o Catapimba!

— Viva!

— Viva o Carlos Alberto!

— Viva!

Então, o Carlos Alberto gritou:

75 — Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
ROCHA, Ruth. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. São Paulo: Salamandra, 2011 (adaptado).

Na frase Trecho “... acontecia a mesma coisa.”, em itálico, com a palavra “acontecia” sublinhada. (linha 9), a palavra sublinhada é um verbo. A alternativa em que o verbo sublinhado encontra-se no mesmo tempo e modo do termo acima é:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Notícia e Finalidade do Texto

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
XVI Jogos da Amizade reúnem 2.500 alunos de 15 Colégios Militares na AMAN
Evento segue até 19 de julho e celebra a juventude, o esporte e a cultura com competições e apresentações artísticas
Os XVI Jogos da Amizade estão movimentando a cidade de Resende (RJ) desde o último
domingo (14). A competição, sediada pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN),
reúne cerca de 2.500 alunos dos 15 Colégios Militares do Brasil.

Promovido pelo Exército Brasileiro, por meio do Departamento de Educação e Cultura
5 do Exército (DECEx) e da Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial (DEPA), o evento
é considerado um dos maiores encontros estudantis do país.

Participam estudantes de 13 cidades brasileiras: Manaus, Belém, Campo Grande,
Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Santa
Maria e Porto Alegre.

10 Durante seis dias, os jovens disputam 11 modalidades esportivas, como futebol, vôlei,
basquete, handebol, natação, atletismo, hipismo, xadrez, judô, orientação e o exigente
pentatlo moderno — esse combina corrida, natação, esgrima, pista de obstáculos e tiro a
laser.

O Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) é destaque nas modalidades de orientação
15 e pentatlo moderno, reconhecido por revelar talentos com potencial competitivo
internacional.

Além das competições, alunos das bandas de música dos colégios militares contribuem
com talento e energia, abrilhantando a programação do evento com suas apresentações.

Na quinta-feira (18), o Teatro da AMAN recebe a tradicional mostra cultural
20 ZumZaravoice, com espetáculos de dança, teatro e música apresentados pelos próprios
alunos e avaliados por jurados convidados do meio artístico.

Outro destaque é a cobertura feita pelos próprios estudantes. Durante os Jogos, eles
atuam como repórteres e criadores de conteúdo, com vídeos, entrevistas e reportagens para
as redes sociais do evento.

25 Os Jogos da Amizade são abertos ao público e representam uma oportunidade única
de conhecer a formação integral promovida pelos Colégios Militares: disciplina, espírito de
equipe, criatividade e talento reunidos em um só lugar.
Disponível em: https://www.portalr3.com.br/2025/07/16/xvi-jogos-da-amizade-reunem-2-500-alunos-de-15-colegios-militares-na-aman. Acesso em: 13 de agosto de 2025 (adaptado).

O TEXTO II tem como finalidade principal
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto noticia e valoriza um evento estudantil de esporte e cultura.

Trata-se de uma notícia que informa sobre os XVI Jogos da Amizade. O texto destaca a integração entre esporte, cultura e juventude e valoriza a formação integral dos alunos dos Colégios Militares.

Análise das alternativas

A) Não há críticas, e sim valorização. B) O evento é pontual e reúne alunos de vários colégios; não retrata a rotina de alunos da AMAN. C) Os alunos são de Colégios Militares, não de escolas municipais, e o evento não é só cultural. E) O texto não pretende convencer ninguém a se inscrever; apenas informa e divulga.

Referência: Gêneros textuais: notícia e finalidade comunicativa

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Textual — Referenciação Pronominal

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
XVI Jogos da Amizade reúnem 2.500 alunos de 15 Colégios Militares na AMAN
Evento segue até 19 de julho e celebra a juventude, o esporte e a cultura com competições e apresentações artísticas
Os XVI Jogos da Amizade estão movimentando a cidade de Resende (RJ) desde o último
domingo (14). A competição, sediada pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN),
reúne cerca de 2.500 alunos dos 15 Colégios Militares do Brasil.

Promovido pelo Exército Brasileiro, por meio do Departamento de Educação e Cultura
5 do Exército (DECEx) e da Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial (DEPA), o evento
é considerado um dos maiores encontros estudantis do país.

Participam estudantes de 13 cidades brasileiras: Manaus, Belém, Campo Grande,
Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Santa
Maria e Porto Alegre.

10 Durante seis dias, os jovens disputam 11 modalidades esportivas, como futebol, vôlei,
basquete, handebol, natação, atletismo, hipismo, xadrez, judô, orientação e o exigente
pentatlo moderno — esse combina corrida, natação, esgrima, pista de obstáculos e tiro a
laser.

O Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) é destaque nas modalidades de orientação
15 e pentatlo moderno, reconhecido por revelar talentos com potencial competitivo
internacional.

Além das competições, alunos das bandas de música dos colégios militares contribuem
com talento e energia, abrilhantando a programação do evento com suas apresentações.

Na quinta-feira (18), o Teatro da AMAN recebe a tradicional mostra cultural
20 ZumZaravoice, com espetáculos de dança, teatro e música apresentados pelos próprios
alunos e avaliados por jurados convidados do meio artístico.

Outro destaque é a cobertura feita pelos próprios estudantes. Durante os Jogos, eles
atuam como repórteres e criadores de conteúdo, com vídeos, entrevistas e reportagens para
as redes sociais do evento.

25 Os Jogos da Amizade são abertos ao público e representam uma oportunidade única
de conhecer a formação integral promovida pelos Colégios Militares: disciplina, espírito de
equipe, criatividade e talento reunidos em um só lugar.
Disponível em: https://www.portalr3.com.br/2025/07/16/xvi-jogos-da-amizade-reunem-2-500-alunos-de-15-colegios-militares-na-aman. Acesso em: 13 de agosto de 2025 (adaptado).

No parágrafo “Durante seis dias, os jovens disputam 11 modalidades esportivas, como futebol, vôlei, basquete, handebol, natação, atletismo, hipismo, xadrez, judô, orientação e o exigente pentatlo moderno — esse combina corrida, natação, esgrima, pista de obstáculos e tiro a laser.”, o pronome “esse” contribui para a articulação entre as partes do texto, porque faz referência
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

'Esse' retoma o 'pentatlo moderno', citado imediatamente antes.

O pronome demonstrativo 'esse' é um elemento de coesão referencial. Ele retoma o termo mais próximo, 'pentatlo moderno', e introduz a explicação de que a modalidade combina corrida, natação, esgrima, pista de obstáculos e tiro a laser.

Análise das alternativas

A) A corrida faz parte da descrição, não é o termo retomado. B) O basquete está longe no trecho e não tem relação com a explicação. C) O hipismo também não é o termo imediatamente anterior. E) 'Modalidades esportivas' é plural; 'esse' é singular e refere-se ao termo mais próximo.

Referência: Coesão referencial: pronomes demonstrativos

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Classes de Palavras — Adjetivo

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
XVI Jogos da Amizade reúnem 2.500 alunos de 15 Colégios Militares na AMAN
Evento segue até 19 de julho e celebra a juventude, o esporte e a cultura com competições e apresentações artísticas
Os XVI Jogos da Amizade estão movimentando a cidade de Resende (RJ) desde o último
domingo (14). A competição, sediada pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN),
reúne cerca de 2.500 alunos dos 15 Colégios Militares do Brasil.

Promovido pelo Exército Brasileiro, por meio do Departamento de Educação e Cultura
5 do Exército (DECEx) e da Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial (DEPA), o evento
é considerado um dos maiores encontros estudantis do país.

Participam estudantes de 13 cidades brasileiras: Manaus, Belém, Campo Grande,
Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Santa
Maria e Porto Alegre.

10 Durante seis dias, os jovens disputam 11 modalidades esportivas, como futebol, vôlei,
basquete, handebol, natação, atletismo, hipismo, xadrez, judô, orientação e o exigente
pentatlo moderno — esse combina corrida, natação, esgrima, pista de obstáculos e tiro a
laser.

O Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) é destaque nas modalidades de orientação
15 e pentatlo moderno, reconhecido por revelar talentos com potencial competitivo
internacional.

Além das competições, alunos das bandas de música dos colégios militares contribuem
com talento e energia, abrilhantando a programação do evento com suas apresentações.

Na quinta-feira (18), o Teatro da AMAN recebe a tradicional mostra cultural
20 ZumZaravoice, com espetáculos de dança, teatro e música apresentados pelos próprios
alunos e avaliados por jurados convidados do meio artístico.

Outro destaque é a cobertura feita pelos próprios estudantes. Durante os Jogos, eles
atuam como repórteres e criadores de conteúdo, com vídeos, entrevistas e reportagens para
as redes sociais do evento.

25 Os Jogos da Amizade são abertos ao público e representam uma oportunidade única
de conhecer a formação integral promovida pelos Colégios Militares: disciplina, espírito de
equipe, criatividade e talento reunidos em um só lugar.
Disponível em: https://www.portalr3.com.br/2025/07/16/xvi-jogos-da-amizade-reunem-2-500-alunos-de-15-colegios-militares-na-aman. Acesso em: 13 de agosto de 2025 (adaptado).

No segmento “Outro destaque é a cobertura feita pelos próprios estudantes” (linha 22), a palavra “próprios” exerce o papel de
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Resolução comentada

'Próprios' é adjetivo que caracteriza 'estudantes'.

Em 'os próprios estudantes', a palavra acompanha o substantivo 'estudantes' e concorda com ele em gênero e número. Ela o caracteriza, enfatizando que os alunos mesmos fazem a cobertura, e por isso é um adjetivo.

Análise das alternativas

A) Não é verbo; não indica ação. C) Não nomeia seres nem substitui um substantivo. D) Não é pronome possessivo e não substitui termo antecedente. E) Não modifica verbo, adjetivo ou advérbio; acompanha um substantivo.

Referência: Classes de palavras: adjetivo

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Acentuação Gráfica — Classificação Quanto à Sílaba Tônica (Oxítonas)

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO III
Tirinha em três quadrinhos. 1º: um menino de cabelo preto, ao lado de um sapo, diz: “Remo, judô e canoagem? Salto ornamental, vela e levantamento de peso? Tênis, ciclismo e natação?”. 2º: apenas as pernas de um adulto aparecem; uma voz diz “Tantos esportes, e você só falava em futebol?!” e outra pergunta “Com quem o Dinho está discutindo?”. 3º: as pernas de dois adultos; falas: “Com a tevê...” e “Futebol, futebol e futebol?!”.
Disponível em: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1014196418625664&id=488356901209621&set=a.488361671209144&locale=pt_BR. Acesso em: 13 de agosto de 2025.

Dos nomes dos esportes descritos na tirinha, marque a alternativa que contém somente os oxítonos.
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Língua Portuguesa Pontuação — Interrogação e Exclamação

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO III
Tirinha em três quadrinhos. 1º: um menino de cabelo preto, ao lado de um sapo, diz: “Remo, judô e canoagem? Salto ornamental, vela e levantamento de peso? Tênis, ciclismo e natação?”. 2º: apenas as pernas de um adulto aparecem; uma voz diz “Tantos esportes, e você só falava em futebol?!” e outra pergunta “Com quem o Dinho está discutindo?”. 3º: as pernas de dois adultos; falas: “Com a tevê...” e “Futebol, futebol e futebol?!”.
Disponível em: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1014196418625664&id=488356901209621&set=a.488361671209144&locale=pt_BR. Acesso em: 13 de agosto de 2025.

Observe a frase presente no segundo quadrinho:
“Tantos esportes, e você só falava em futebol?!”
Perceba que nela aparecem dois sinais juntos: o ponto de interrogação e o ponto de exclamação. Esse uso combinado indica que
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Língua Portuguesa Interpretação de Infográfico

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

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Texto-base:
TEXTO IV
Infográfico “Paris 2024 — 1/3 dos atletas brasileiros em Paris são militares”, representantes de Aeronáutica, Exército e Marinha disputarão 21 modalidades. 277 atletas na delegação brasileira: 179 civis e 98 militares. Atletas por divisão das Forças Armadas: 24 Aeronáutica, 31 Exército, 43 Marinha. Medalhas conquistadas por militares (total de medalhas × conquistadas por militares): 2012 — 17 e 5 (29%); 2016 — 19 e 13 (68%); 2020 — 21 e 8 (38%). Logotipos dos Jogos de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020. Fonte: Ministério da Defesa. Poder360, 27 jul. 2024.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-sportsmkt/1-3-dos-atletas-brasileiros-nas-olimpiadas-de-paris-sao-militares/. Acesso em: 13 de agosto de 2025.

A partir da leitura do infográfico (TEXTO IV), é possível afirmar que
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Língua Portuguesa Adjetivos — Flexão de Gênero e Número

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Texto-base:
TEXTO IV
Infográfico “Paris 2024 — 1/3 dos atletas brasileiros em Paris são militares”, representantes de Aeronáutica, Exército e Marinha disputarão 21 modalidades. 277 atletas na delegação brasileira: 179 civis e 98 militares. Atletas por divisão das Forças Armadas: 24 Aeronáutica, 31 Exército, 43 Marinha. Medalhas conquistadas por militares (total de medalhas × conquistadas por militares): 2012 — 17 e 5 (29%); 2016 — 19 e 13 (68%); 2020 — 21 e 8 (38%). Logotipos dos Jogos de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020. Fonte: Ministério da Defesa. Poder360, 27 jul. 2024.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-sportsmkt/1-3-dos-atletas-brasileiros-nas-olimpiadas-de-paris-sao-militares/. Acesso em: 13 de agosto de 2025.

Com base nas palavras extraídas do TEXTO IV, assinale a opção que apresenta um adjetivo cuja flexão se dá no plural masculino.
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Linguagem Figurada

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Texto-base:
TEXTO V
Peça publicitária dos Jogos Rio 2016: atleta de basquete em cadeira de rodas, com camisa “Brasil 13”, arremessando a bola. Título: “Meu sonho tá na mão.”. Em um quadro branco, o texto reproduzido abaixo da imagem, para o qual aponta uma seta. Rodapé: “Leandro de Miranda - Basquete em cadeira de rodas”, “#somostodosbrasil”, logotipos Rio 2016, Ministério do Esporte e Governo Federal.
Disponível em: https://www.camilaperoli.com.br/olimpiadas. Acesso em: 28 de agosto de 2025.

Foi sobre duas rodas que eu perdi uma perna. Hoje, outras duas rodas me fazem correr atrás do que eu quero pra minha vida. De um jeito ou de outro, todo brasileiro tem calo nas mãos. Os meus me dão confiança pra levar meu corpo e meu país pro pódio.

No TEXTO V, o enunciado “todo brasileiro tem calo nas mãos” foi utilizado pelo autor para transmitir uma ideia que vai além do sentido literal. Assim, pode-se afirmar que essa frase sugere que
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Inferência

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Texto-base:
TEXTO V
Peça publicitária dos Jogos Rio 2016: atleta de basquete em cadeira de rodas, com camisa “Brasil 13”, arremessando a bola. Título: “Meu sonho tá na mão.”. Em um quadro branco, o texto reproduzido abaixo da imagem, para o qual aponta uma seta. Rodapé: “Leandro de Miranda - Basquete em cadeira de rodas”, “#somostodosbrasil”, logotipos Rio 2016, Ministério do Esporte e Governo Federal.
Disponível em: https://www.camilaperoli.com.br/olimpiadas. Acesso em: 28 de agosto de 2025.

Foi sobre duas rodas que eu perdi uma perna. Hoje, outras duas rodas me fazem correr atrás do que eu quero pra minha vida. De um jeito ou de outro, todo brasileiro tem calo nas mãos. Os meus me dão confiança pra levar meu corpo e meu país pro pódio.

No TEXTO V, ao relacionar as “duas rodas” com o acidente e depois com a cadeira de rodas, o narrador constrói um discurso marcado por
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto Poético

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Texto-base:
TEXTO VI
Futebol
Carlos Drummond de Andrade
Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
futebol se joga na rua,
futebol se joga na alma.
A bola é a mesma: forma sacra
para craques e pernas de pau.
Mesma a volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
ou no árido espaço do morro.
São voos de estátuas súbitas,
desenhos feéricos, bailados
de pés e troncos entrançados.
Instantes lúdicos: flutua
o jogador, gravado no ar
— afinal, o corpo triunfante
da triste lei da gravidade.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Quando é dia de futebol. Companhia das Letras. 2014.

No verso “A bola é a mesma: forma sacra”, a palavra “sacra” sugere que a bola
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Resolução comentada

O adjetivo 'sacra' sugere a bola como objeto de veneração.

'Sacra' significa sagrada. Ao chamar a bola de 'forma sacra', o eu lírico a valoriza como se fosse um objeto religioso, digno de veneração por todos os que jogam. Isso combina com o tom de exaltação do futebol no poema.

Análise das alternativas

B) 'Sacra' indica justamente valor especial, não simplicidade. C) O verso diz que a bola é a mesma para craques e pernas de pau, não só para craques. D) Não há ideia de proibição. E) Não há menção a poderes mágicos nem ao destino; o sentido é de valorização simbólica.

Referência: Drummond, 'Futebol' (sentido figurado)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto Poético

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Texto-base:
TEXTO VI
Futebol
Carlos Drummond de Andrade
Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
futebol se joga na rua,
futebol se joga na alma.
A bola é a mesma: forma sacra
para craques e pernas de pau.
Mesma a volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
ou no árido espaço do morro.
São voos de estátuas súbitas,
desenhos feéricos, bailados
de pés e troncos entrançados.
Instantes lúdicos: flutua
o jogador, gravado no ar
— afinal, o corpo triunfante
da triste lei da gravidade.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Quando é dia de futebol. Companhia das Letras. 2014.

Ao afirmar que a bola é a mesma “para craques e pernas de pau”, Drummond cria um efeito de
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Resolução comentada

Efeito criado pela equiparação entre craques e pernas de pau diante da mesma bola.

Ao dizer que a bola é a mesma para craques e pernas de pau, o poeta iguala jogadores habilidosos e desajeitados. O tom leve e descontraído do contraste produz humor e reforça a ideia de que o futebol pertence a todos.

Análise das alternativas

B) Não há amargura nem ironia: o tom é afetuoso e celebra o futebol. C) O efeito é intencional, não involuntário. D) O verso afirma exatamente o oposto: a bola é a mesma. E) Não há ridicularização de ninguém, e sim valorização do futebol popular.

Referência: Drummond, 'Futebol' (interpretação de texto poético)

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Inferência

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Texto-base:
TEXTO VII
A BOLA
Luis Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar
a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais
de couro, era de plástico. Mas era uma bola.

O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos
5 dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois
começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

— Como é que liga? — perguntou.

— Como, como é que liga? Não se liga.

O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

10 Não tem manual de instrução?

O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos
são decididamente outros.

— Não precisa de manual de instrução.

— O que é que ela faz?

15 — Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

— O quê?

— Controla, chuta...

— Ah, então é uma bola.

— Claro que é uma bola.

20 — Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

— Você pensou que fosse o quê?

— Nada, não.

O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na
frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo
25 chamado “Monster Ball”, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola
em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir
mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava
ganhando da máquina.

O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a
30 bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

— Filho, olha.

O garoto disse "Legal", mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com
as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola
cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em
35 inglês, para a garotada se interessar.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-bola-luis-fernando-verissimo/. Acesso em: 18 de agosto de 2025.

A oração “Os tempos são decididamente outros” (linhas 11 e 12), empregada pelo narrador, indica que o pai
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Resolução comentada

Sentido de 'Os tempos são decididamente outros'.

Ao ver o filho procurar como 'ligar' a bola e o manual de instrução, o pai nota que a infância do filho é diferente da sua. A frase reconhece essa diferença entre gerações, sem expressar aprovação ou reprovação total.

Análise das alternativas

A está errada: a frase não é ironia sobre 'nada ter mudado', pois afirma o oposto. C está errada: o pai não culpa o presente. D está errada: não há reprovação nem desejo de volta ao passado. E está errada: ele 'começou a desanimar', então não aceita com naturalidade.

Referência: Interpretação de texto: inferência e posicionamento do narrador.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Efeito de Sentido da Repetição

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO VII
A BOLA
Luis Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar
a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais
de couro, era de plástico. Mas era uma bola.

O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos
5 dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois
começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

— Como é que liga? — perguntou.

— Como, como é que liga? Não se liga.

O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

10 Não tem manual de instrução?

O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos
são decididamente outros.

— Não precisa de manual de instrução.

— O que é que ela faz?

15 — Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

— O quê?

— Controla, chuta...

— Ah, então é uma bola.

— Claro que é uma bola.

20 — Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

— Você pensou que fosse o quê?

— Nada, não.

O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na
frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo
25 chamado “Monster Ball”, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola
em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir
mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava
ganhando da máquina.

O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a
30 bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

— Filho, olha.

O garoto disse "Legal", mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com
as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola
cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em
35 inglês, para a garotada se interessar.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-bola-luis-fernando-verissimo/. Acesso em: 18 de agosto de 2025.

Observe o trecho:
“— Ah, então é uma bola.
— Claro que é uma bola.
— Uma bola, bola. Uma bola mesmo.”

O efeito produzido pela repetição da palavra bola é:
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Resolução comentada

Efeito da repetição da palavra 'bola' no diálogo.

Ao repetir 'bola' ('Uma bola, bola. Uma bola mesmo'), o garoto mostra que esperava algo a mais, como um brinquedo eletrônico, e fica decepcionado ao descobrir que é só uma bola. A repetição enfatiza a frustração de expectativa.

Análise das alternativas

A está errada: o pai não tenta provar utilidade, só afirma o óbvio. B está errada: não há entusiasmo. C está errada: a crítica à bola de plástico não está na fala do narrador. D está errada: o garoto não aceita o presente, tanto que volta ao videogame.

Referência: Efeitos de sentido da repetição.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pronomes Pessoais — Caso Oblíquo

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

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Texto-base:
TEXTO VII
A BOLA
Luis Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar
a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais
de couro, era de plástico. Mas era uma bola.

O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos
5 dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois
começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

— Como é que liga? — perguntou.

— Como, como é que liga? Não se liga.

O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

10 Não tem manual de instrução?

O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos
são decididamente outros.

— Não precisa de manual de instrução.

— O que é que ela faz?

15 — Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

— O quê?

— Controla, chuta...

— Ah, então é uma bola.

— Claro que é uma bola.

20 — Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

— Você pensou que fosse o quê?

— Nada, não.

O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na
frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo
25 chamado “Monster Ball”, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola
em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir
mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava
ganhando da máquina.

O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a
30 bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

— Filho, olha.

O garoto disse "Legal", mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com
as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola
cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em
35 inglês, para a garotada se interessar.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-bola-luis-fernando-verissimo/. Acesso em: 18 de agosto de 2025.

Marque a alternativa em que se pode identificar um pronome pessoal oblíquo no texto:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Identificar o pronome pessoal oblíquo no texto.

Em 'e a cheirou', o 'a' é pronome oblíquo átono (complemento direto) e substitui 'a bola'. É o único pronome pessoal oblíquo entre as opções.

Análise das alternativas

A traz 'sua', pronome possessivo. B traz 'o', artigo (em 'o velho'), e 'que', pronome relativo. C traz 'a', artigo, e 'alguma', pronome indefinido. D traz 'a pensar', preposição, e 'que', conjunção. Nenhum é pronome pessoal oblíquo.

Referência: Pronomes pessoais do caso oblíquo (me, te, o, a, lhe, se, nos, vos, os, as, lhes).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação — Emprego da Vírgula

Colégio Militar de Fortaleza 2025 Fundamental

Colégio Militar de Fortaleza (Exército Brasileiro – DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO VII
A BOLA
Luis Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar
a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais
de couro, era de plástico. Mas era uma bola.

O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos
5 dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois
começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

— Como é que liga? — perguntou.

— Como, como é que liga? Não se liga.

O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

10 Não tem manual de instrução?

O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos
são decididamente outros.

— Não precisa de manual de instrução.

— O que é que ela faz?

15 — Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

— O quê?

— Controla, chuta...

— Ah, então é uma bola.

— Claro que é uma bola.

20 — Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

— Você pensou que fosse o quê?

— Nada, não.

O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na
frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo
25 chamado “Monster Ball”, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola
em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir
mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava
ganhando da máquina.

O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a
30 bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

— Filho, olha.

O garoto disse "Legal", mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com
as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola
cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em
35 inglês, para a garotada se interessar.
Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-bola-luis-fernando-verissimo/. Acesso em: 18 de agosto de 2025.

No trecho “— Controla, chuta...” (linha 17), o efeito de sentido decorrente do uso da vírgula é
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Resolução comentada

Efeito de sentido da vírgula em 'Controla, chuta...'.

A vírgula separa verbos que enumeram ações possíveis com a bola, e as reticências indicam que a lista poderia continuar. O pai responde à pergunta 'O que é que ela faz?' dizendo o que se pode fazer com a bola.

Análise das alternativas

A, B, C e D atribuem à vírgula uma função que ela não tem (impor, questionar, deduzir ou retificar). A pontuação apenas enumera ações, e a alternativa E descreve isso.

Referência: Emprego da vírgula: separação de elementos de uma enumeração.

Resolução comentada do VaiConcursos.