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CMPA — Concurso de Admissão 2025/2026 — 1º Ano do Ensino Médio — Matemática, Língua Portuguesa e Redação

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)2025Fundamental

41 questões nesta prova · página 2 de 3 · 40 com gabarito

Língua Portuguesa Coesão Textual — Expressões de Comparação

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1

Trecho da reportagem “500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império”, escrita por Ricardo Westin e publicada no Portal Senado Notícias em 01 de outubro de 2021. Leia-o para responder às questões 21 a 25.

500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império
Ricardo Westin
Publicado em 1/10/2021

01 Em 1877, quando chegou o dia 19 de março e nenhuma gota de água caiu do céu, os
02 sertanejos anteviram a desgraça. Esse é o Dia de São José, padroeiro do Ceará e das chuvas.
03 Até hoje, quando não chove nessa data, eles já sabem que terão pela frente um ano inteiro
04 de seca.
05 Naquele dia, porém, os sertanejos do Império não podiam imaginar que a estiagem que
06 apenas começava seria tão violenta e prolongada e provocaria, em termos relativos, a maior
07 catástrofe da história do Brasil.
08 A chamada Grande Seca se arrastou por três anos e provocou 500 mil mortes em oito
09 províncias, tanto por sede e fome quanto por doenças. O número representa 5% da
10 população do Império, que na época rondava os 10 milhões de habitantes.
11 Nenhuma outra calamidade matou uma parcela tão grande da população do país.
12 Como comparação, a atual pandemia de covid-19 tirou a vida de 0,3% da população até o
13 momento. Dos 213 milhões de brasileiros, 600 mil morreram em razão do coronavírus.
14 Proporcionalmente, a Grande Seca foi 17 vezes mais mortífera que a pandemia.
15 O primeiro parlamentar a levar a tragédia ao conhecimento do Senado foi Figueira de
16 Melo (CE). Um mês depois daquele Dia de São José, o senador discursou:
17 — As notícias que acabam de nos chegar da província do Ceará, pelo último paquete,
18 não podem deixar de contristar todos os corações brasileiros. As catadupas do céu parecem
19 ter-se fechado. Um sol ardente dardeja seus raios sobre o país. As árvores e tudo quanto tem
20 vida desaparecem. A horrorosa seca inutilizou todas as esperanças de que a Providência
21 Divina mandasse em tempo chuvas suficientes para a alimentação do gado e as plantações.
22 Meses mais tarde, o senador Visconde de Jaguaribe (CE) apresentou um retrato ainda
23 mais dramático. Num pronunciamento, ele pediu que uma eleição que se realizaria em sua
24 província fosse cancelada:
25 — A província do Ceará é hoje um vasto cemitério. Em vez de população que vote, se
26 hão de encontrar cadáveres e sombras.

Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/500-mil-mortes-doenca-fome-desvio-de-verbas-e-pedido-de-cpi-o-retrato-da-grande-seca-do-imperio. Acesso em: 12 ago. 2025.

Ao longo desse trecho de reportagem, o autor Ricardo Westin faz menção à pandemia de covid-19. Qual das expressões abaixo estabelece um elo entre a Grande Seca do Império e a pandemia?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A expressão "Como comparação" introduz o paralelo entre a Grande Seca e a covid-19.

No trecho, "Como comparação" (l. 12) abre o parágrafo em que o autor confronta a mortalidade da Grande Seca (5% da população) com a da pandemia (0,3%). É essa expressão que estabelece o elo entre os dois eventos, e o parágrafo conclui que a seca foi 17 vezes mais mortífera.

Análise das alternativas

A) "nessa data" retoma o Dia de São José e não se relaciona à pandemia. B) "em termos relativos" indica proporção, mas refere-se à seca e não faz o elo com a pandemia. C) "na época" situa a população do Império no tempo. E) "Meses mais tarde" é marcador temporal do discurso do senador.

Referência: Coesão textual: expressões de comparação e articuladores.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Intencionalidade Discursiva

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1

Trecho da reportagem “500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império”, escrita por Ricardo Westin e publicada no Portal Senado Notícias em 01 de outubro de 2021. Leia-o para responder às questões 21 a 25.

500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império
Ricardo Westin
Publicado em 1/10/2021

01 Em 1877, quando chegou o dia 19 de março e nenhuma gota de água caiu do céu, os
02 sertanejos anteviram a desgraça. Esse é o Dia de São José, padroeiro do Ceará e das chuvas.
03 Até hoje, quando não chove nessa data, eles já sabem que terão pela frente um ano inteiro
04 de seca.
05 Naquele dia, porém, os sertanejos do Império não podiam imaginar que a estiagem que
06 apenas começava seria tão violenta e prolongada e provocaria, em termos relativos, a maior
07 catástrofe da história do Brasil.
08 A chamada Grande Seca se arrastou por três anos e provocou 500 mil mortes em oito
09 províncias, tanto por sede e fome quanto por doenças. O número representa 5% da
10 população do Império, que na época rondava os 10 milhões de habitantes.
11 Nenhuma outra calamidade matou uma parcela tão grande da população do país.
12 Como comparação, a atual pandemia de covid-19 tirou a vida de 0,3% da população até o
13 momento. Dos 213 milhões de brasileiros, 600 mil morreram em razão do coronavírus.
14 Proporcionalmente, a Grande Seca foi 17 vezes mais mortífera que a pandemia.
15 O primeiro parlamentar a levar a tragédia ao conhecimento do Senado foi Figueira de
16 Melo (CE). Um mês depois daquele Dia de São José, o senador discursou:
17 — As notícias que acabam de nos chegar da província do Ceará, pelo último paquete,
18 não podem deixar de contristar todos os corações brasileiros. As catadupas do céu parecem
19 ter-se fechado. Um sol ardente dardeja seus raios sobre o país. As árvores e tudo quanto tem
20 vida desaparecem. A horrorosa seca inutilizou todas as esperanças de que a Providência
21 Divina mandasse em tempo chuvas suficientes para a alimentação do gado e as plantações.
22 Meses mais tarde, o senador Visconde de Jaguaribe (CE) apresentou um retrato ainda
23 mais dramático. Num pronunciamento, ele pediu que uma eleição que se realizaria em sua
24 província fosse cancelada:
25 — A província do Ceará é hoje um vasto cemitério. Em vez de população que vote, se
26 hão de encontrar cadáveres e sombras.

Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/500-mil-mortes-doenca-fome-desvio-de-verbas-e-pedido-de-cpi-o-retrato-da-grande-seca-do-imperio. Acesso em: 12 ago. 2025.

Nenhum texto é escrito sem uma motivação que o ampare. Considerando a data de publicação dessa reportagem, o que norteia as escolhas temáticas e argumentativas de Ricardo Westin?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Motivação da reportagem publicada em 2021.

A reportagem foi publicada em outubro de 2021, em plena pandemia de covid-19. Ao comparar a Grande Seca com a pandemia, o autor situa a pandemia em uma série histórica de calamidades, com a Grande Seca como marco inicial.

Análise das alternativas

A: o texto não diz que foi a única calamidade. B: não há foco em exaltar a força dos sertanejos. C: o texto não acusa demagogia. E: o texto não lança dúvida sobre a pandemia.

Referência: Interpretação de texto; intencionalidade.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão Referencial

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1

Trecho da reportagem “500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império”, escrita por Ricardo Westin e publicada no Portal Senado Notícias em 01 de outubro de 2021. Leia-o para responder às questões 21 a 25.

500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império
Ricardo Westin
Publicado em 1/10/2021

01 Em 1877, quando chegou o dia 19 de março e nenhuma gota de água caiu do céu, os
02 sertanejos anteviram a desgraça. Esse é o Dia de São José, padroeiro do Ceará e das chuvas.
03 Até hoje, quando não chove nessa data, eles já sabem que terão pela frente um ano inteiro
04 de seca.
05 Naquele dia, porém, os sertanejos do Império não podiam imaginar que a estiagem que
06 apenas começava seria tão violenta e prolongada e provocaria, em termos relativos, a maior
07 catástrofe da história do Brasil.
08 A chamada Grande Seca se arrastou por três anos e provocou 500 mil mortes em oito
09 províncias, tanto por sede e fome quanto por doenças. O número representa 5% da
10 população do Império, que na época rondava os 10 milhões de habitantes.
11 Nenhuma outra calamidade matou uma parcela tão grande da população do país.
12 Como comparação, a atual pandemia de covid-19 tirou a vida de 0,3% da população até o
13 momento. Dos 213 milhões de brasileiros, 600 mil morreram em razão do coronavírus.
14 Proporcionalmente, a Grande Seca foi 17 vezes mais mortífera que a pandemia.
15 O primeiro parlamentar a levar a tragédia ao conhecimento do Senado foi Figueira de
16 Melo (CE). Um mês depois daquele Dia de São José, o senador discursou:
17 — As notícias que acabam de nos chegar da província do Ceará, pelo último paquete,
18 não podem deixar de contristar todos os corações brasileiros. As catadupas do céu parecem
19 ter-se fechado. Um sol ardente dardeja seus raios sobre o país. As árvores e tudo quanto tem
20 vida desaparecem. A horrorosa seca inutilizou todas as esperanças de que a Providência
21 Divina mandasse em tempo chuvas suficientes para a alimentação do gado e as plantações.
22 Meses mais tarde, o senador Visconde de Jaguaribe (CE) apresentou um retrato ainda
23 mais dramático. Num pronunciamento, ele pediu que uma eleição que se realizaria em sua
24 província fosse cancelada:
25 — A província do Ceará é hoje um vasto cemitério. Em vez de população que vote, se
26 hão de encontrar cadáveres e sombras.

Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/500-mil-mortes-doenca-fome-desvio-de-verbas-e-pedido-de-cpi-o-retrato-da-grande-seca-do-imperio. Acesso em: 12 ago. 2025.

Na tessitura de um texto, as palavras vão e vêm, num verdadeiro entrecruzar do dito e do ainda a ser dito. Tendo em vista esse conhecimento elementar, mas essencial da arquitetura do texto, marque a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Coesão referencial por expressões de tempo.

O parágrafo anterior fala do dia 19 de março, Dia de São José, padroeiro do Ceará. "Naquele dia" (l. 05) retoma esse dia do padroeiro.

Análise das alternativas

A: "Meses mais tarde" é posterior ao discurso de Figueira de Melo. B: "até o momento" se refere ao momento da reportagem. D: "Num pronunciamento" introduz um novo discurso, o de Visconde de Jaguaribe. E: "na época" se refere ao Império.

Referência: Coesão textual.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Significado de Palavras — Sinonímia

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 1

Trecho da reportagem “500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império”, escrita por Ricardo Westin e publicada no Portal Senado Notícias em 01 de outubro de 2021. Leia-o para responder às questões 21 a 25.

500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império
Ricardo Westin
Publicado em 1/10/2021

01 Em 1877, quando chegou o dia 19 de março e nenhuma gota de água caiu do céu, os
02 sertanejos anteviram a desgraça. Esse é o Dia de São José, padroeiro do Ceará e das chuvas.
03 Até hoje, quando não chove nessa data, eles já sabem que terão pela frente um ano inteiro
04 de seca.
05 Naquele dia, porém, os sertanejos do Império não podiam imaginar que a estiagem que
06 apenas começava seria tão violenta e prolongada e provocaria, em termos relativos, a maior
07 catástrofe da história do Brasil.
08 A chamada Grande Seca se arrastou por três anos e provocou 500 mil mortes em oito
09 províncias, tanto por sede e fome quanto por doenças. O número representa 5% da
10 população do Império, que na época rondava os 10 milhões de habitantes.
11 Nenhuma outra calamidade matou uma parcela tão grande da população do país.
12 Como comparação, a atual pandemia de covid-19 tirou a vida de 0,3% da população até o
13 momento. Dos 213 milhões de brasileiros, 600 mil morreram em razão do coronavírus.
14 Proporcionalmente, a Grande Seca foi 17 vezes mais mortífera que a pandemia.
15 O primeiro parlamentar a levar a tragédia ao conhecimento do Senado foi Figueira de
16 Melo (CE). Um mês depois daquele Dia de São José, o senador discursou:
17 — As notícias que acabam de nos chegar da província do Ceará, pelo último paquete,
18 não podem deixar de contristar todos os corações brasileiros. As catadupas do céu parecem
19 ter-se fechado. Um sol ardente dardeja seus raios sobre o país. As árvores e tudo quanto tem
20 vida desaparecem. A horrorosa seca inutilizou todas as esperanças de que a Providência
21 Divina mandasse em tempo chuvas suficientes para a alimentação do gado e as plantações.
22 Meses mais tarde, o senador Visconde de Jaguaribe (CE) apresentou um retrato ainda
23 mais dramático. Num pronunciamento, ele pediu que uma eleição que se realizaria em sua
24 província fosse cancelada:
25 — A província do Ceará é hoje um vasto cemitério. Em vez de população que vote, se
26 hão de encontrar cadáveres e sombras.

Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/500-mil-mortes-doenca-fome-desvio-de-verbas-e-pedido-de-cpi-o-retrato-da-grande-seca-do-imperio. Acesso em: 12 ago. 2025.

Sem que haja prejuízo semântico tampouco gramatical para o texto, marque a alternativa que substitui adequada e respectivamente as palavras “contristar” (linha 18) e “catadupas” (linha 18).
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sinônimos de "contristar" e "catadupas".

"Contristar" significa causar tristeza, aflição, e "catadupas" são quedas-d'água volumosas, cataratas. "Afligir, cataratas" mantém o sentido e a gramática da frase.

Análise das alternativas

A: unir e enchentes alteram o sentido. B: estradas não é sinônimo. C: enaltecer é inadequado. D: endurecer e comportas não correspondem.

Referência: Vocabulário; sinonímia.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tempos e Modos Verbais

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

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Texto-base:
Texto 1

Trecho da reportagem “500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império”, escrita por Ricardo Westin e publicada no Portal Senado Notícias em 01 de outubro de 2021. Leia-o para responder às questões 21 a 25.

500 mil mortes, doença, fome, desvio de verbas e pedido de CPI: o retrato da Grande Seca do Império
Ricardo Westin
Publicado em 1/10/2021

01 Em 1877, quando chegou o dia 19 de março e nenhuma gota de água caiu do céu, os
02 sertanejos anteviram a desgraça. Esse é o Dia de São José, padroeiro do Ceará e das chuvas.
03 Até hoje, quando não chove nessa data, eles já sabem que terão pela frente um ano inteiro
04 de seca.
05 Naquele dia, porém, os sertanejos do Império não podiam imaginar que a estiagem que
06 apenas começava seria tão violenta e prolongada e provocaria, em termos relativos, a maior
07 catástrofe da história do Brasil.
08 A chamada Grande Seca se arrastou por três anos e provocou 500 mil mortes em oito
09 províncias, tanto por sede e fome quanto por doenças. O número representa 5% da
10 população do Império, que na época rondava os 10 milhões de habitantes.
11 Nenhuma outra calamidade matou uma parcela tão grande da população do país.
12 Como comparação, a atual pandemia de covid-19 tirou a vida de 0,3% da população até o
13 momento. Dos 213 milhões de brasileiros, 600 mil morreram em razão do coronavírus.
14 Proporcionalmente, a Grande Seca foi 17 vezes mais mortífera que a pandemia.
15 O primeiro parlamentar a levar a tragédia ao conhecimento do Senado foi Figueira de
16 Melo (CE). Um mês depois daquele Dia de São José, o senador discursou:
17 — As notícias que acabam de nos chegar da província do Ceará, pelo último paquete,
18 não podem deixar de contristar todos os corações brasileiros. As catadupas do céu parecem
19 ter-se fechado. Um sol ardente dardeja seus raios sobre o país. As árvores e tudo quanto tem
20 vida desaparecem. A horrorosa seca inutilizou todas as esperanças de que a Providência
21 Divina mandasse em tempo chuvas suficientes para a alimentação do gado e as plantações.
22 Meses mais tarde, o senador Visconde de Jaguaribe (CE) apresentou um retrato ainda
23 mais dramático. Num pronunciamento, ele pediu que uma eleição que se realizaria em sua
24 província fosse cancelada:
25 — A província do Ceará é hoje um vasto cemitério. Em vez de população que vote, se
26 hão de encontrar cadáveres e sombras.

Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/500-mil-mortes-doenca-fome-desvio-de-verbas-e-pedido-de-cpi-o-retrato-da-grande-seca-do-imperio. Acesso em: 12 ago. 2025.

A respeito dos empregos dos tempos e dos modos verbais no texto, marque a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Emprego de tempos e modos verbais na reportagem.

Em "seria tão violenta... e provocaria" (l. 06), o futuro do pretérito marca ações posteriores ao momento dos sertanejos, ou seja, que ainda estavam por acontecer na época. A alternativa A diz exatamente isso.

Análise das alternativas

B: o pretérito perfeito apenas informa os fatos, sem lançar dúvida. C: a pandemia, na data de publicação, ainda não havia terminado. D: nem todos os presentes do trecho são simultâneos ao discurso. E: "realizaria" e "fosse cancelada" referem-se a algo futuro e não realizado.

Referência: Tempos e modos verbais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Poema (Eu Lírico)

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2

Trecho do poema O Rio, escrito pelo poeta João Cabral de Melo Neto e publicado em 1953. Leia-o para responder às questões 26 a 30.

O Rio

01 Vou pensando no mar
02 que daqui ainda estou vendo;
03 em toda aquela gente
04 numa terra tão viva morrendo.
05 Através deste mar
06 vou chegando a São Lourenço,
07 que de longe é como ilha
08 no horizonte de cana aparecendo;
09 através deste mar,
10 como um barco na corrente,
11 mesmo sendo eu o rio,
12 que vou navegando parece.
13 Navegando este mar,
14 até o Recife irei,
15 que as ondas deste mar
16 somente lá se detêm.

17 Ao entrar no Recife,
18 não pensem que entro só.
19 Entra comigo a gente
20 que comigo baixou
21 por essa velha estrada
22 que vem do interior;
23 entram comigo rios
24 a quem o mar nos chamou,
25 entra comigo a gente
26 que com o mar sonhou,
27 e também retirantes
28 em quem só o suor não secou;
29 e entra essa gente triste,
30 a mais triste que já baixou,
31 a gente que a usina,
32 depois de mastigar, largou.

33 Entra a gente que a usina
34 depois de mastigar largou;
35 entra aquele usineiro
36 que outro maior devorou;
37 entra esse banguezeiro
38 reduzido a fornecedor;
39 entra detrás um destes,
40 que agora é um simples morador;
41 detrás, o morador
42 que nova safra já não fundou;
43 entra, como cassaco,
44 esse antigo morador;
45 entra enfim o cassaco,
46 que por todas aquelas bocas passou.
47 Detrás de cada boca,
48 ele vê que há uma boca maior.

NETO, J. C. D. M. Poesia completa. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2020. p.133-134.

Glossário
Retirante: aquele que, durante as grandes secas, migra isoladamente ou em grupo.
Banguezeiro: proprietário de banguê (engenho).
Cassaco: trabalhador em engenhos de cana-de-açúcar.

No poema O Rio, de João Cabral de Melo Neto, o eu lírico é o rio Capibaribe, que vai da sua nascente até o mar. Considerando a leitura desse trecho, qual é a perspectiva assumida por esse eu lírico em relação às pessoas com quem se depara em seu caminho até Recife?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Perspectiva do eu lírico (o rio) sobre as pessoas.

O rio acolhe os que o acompanham ("não pensem que entro só") e destaca o sofrimento dos retirantes, expulsos pela usina. A postura é de compaixão, com engajamento social.

Análise das alternativas

A, C e E atribuem ao rio desprezo, violência e ódio aos humanos, que o poema não mostra. B inventa um medo de desvio do curso do rio.

Referência: Interpretação de poema; eu lírico.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Poema

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

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Texto-base:
Texto 2

Trecho do poema O Rio, escrito pelo poeta João Cabral de Melo Neto e publicado em 1953. Leia-o para responder às questões 26 a 30.

O Rio

01 Vou pensando no mar
02 que daqui ainda estou vendo;
03 em toda aquela gente
04 numa terra tão viva morrendo.
05 Através deste mar
06 vou chegando a São Lourenço,
07 que de longe é como ilha
08 no horizonte de cana aparecendo;
09 através deste mar,
10 como um barco na corrente,
11 mesmo sendo eu o rio,
12 que vou navegando parece.
13 Navegando este mar,
14 até o Recife irei,
15 que as ondas deste mar
16 somente lá se detêm.

17 Ao entrar no Recife,
18 não pensem que entro só.
19 Entra comigo a gente
20 que comigo baixou
21 por essa velha estrada
22 que vem do interior;
23 entram comigo rios
24 a quem o mar nos chamou,
25 entra comigo a gente
26 que com o mar sonhou,
27 e também retirantes
28 em quem só o suor não secou;
29 e entra essa gente triste,
30 a mais triste que já baixou,
31 a gente que a usina,
32 depois de mastigar, largou.

33 Entra a gente que a usina
34 depois de mastigar largou;
35 entra aquele usineiro
36 que outro maior devorou;
37 entra esse banguezeiro
38 reduzido a fornecedor;
39 entra detrás um destes,
40 que agora é um simples morador;
41 detrás, o morador
42 que nova safra já não fundou;
43 entra, como cassaco,
44 esse antigo morador;
45 entra enfim o cassaco,
46 que por todas aquelas bocas passou.
47 Detrás de cada boca,
48 ele vê que há uma boca maior.

NETO, J. C. D. M. Poesia completa. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2020. p.133-134.

Glossário
Retirante: aquele que, durante as grandes secas, migra isoladamente ou em grupo.
Banguezeiro: proprietário de banguê (engenho).
Cassaco: trabalhador em engenhos de cana-de-açúcar.

Ao chegar a Recife, onde finalmente encontrará o mar, o eu lírico do poema chama atenção para quem o acompanha em sua trajetória. Sobre isso, marque a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Quem acompanha o rio até Recife.

Entram com o rio retirantes e gente marcada pela miséria e pela exploração ("em quem só o suor não secou", "gente triste"). Esses são os que sonharam com o mar e para quem o mar significa esperança.

Análise das alternativas

A: não há frota militar. B: quem acompanha são os pobres, não os ricos. C: os que vêm do interior estão chegando, não voltando. D: não há fuga para outro país.

Referência: Interpretação de poema.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Poema (Crítica Social)

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

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Texto-base:
Texto 2

Trecho do poema O Rio, escrito pelo poeta João Cabral de Melo Neto e publicado em 1953. Leia-o para responder às questões 26 a 30.

O Rio

01 Vou pensando no mar
02 que daqui ainda estou vendo;
03 em toda aquela gente
04 numa terra tão viva morrendo.
05 Através deste mar
06 vou chegando a São Lourenço,
07 que de longe é como ilha
08 no horizonte de cana aparecendo;
09 através deste mar,
10 como um barco na corrente,
11 mesmo sendo eu o rio,
12 que vou navegando parece.
13 Navegando este mar,
14 até o Recife irei,
15 que as ondas deste mar
16 somente lá se detêm.

17 Ao entrar no Recife,
18 não pensem que entro só.
19 Entra comigo a gente
20 que comigo baixou
21 por essa velha estrada
22 que vem do interior;
23 entram comigo rios
24 a quem o mar nos chamou,
25 entra comigo a gente
26 que com o mar sonhou,
27 e também retirantes
28 em quem só o suor não secou;
29 e entra essa gente triste,
30 a mais triste que já baixou,
31 a gente que a usina,
32 depois de mastigar, largou.

33 Entra a gente que a usina
34 depois de mastigar largou;
35 entra aquele usineiro
36 que outro maior devorou;
37 entra esse banguezeiro
38 reduzido a fornecedor;
39 entra detrás um destes,
40 que agora é um simples morador;
41 detrás, o morador
42 que nova safra já não fundou;
43 entra, como cassaco,
44 esse antigo morador;
45 entra enfim o cassaco,
46 que por todas aquelas bocas passou.
47 Detrás de cada boca,
48 ele vê que há uma boca maior.

NETO, J. C. D. M. Poesia completa. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2020. p.133-134.

Glossário
Retirante: aquele que, durante as grandes secas, migra isoladamente ou em grupo.
Banguezeiro: proprietário de banguê (engenho).
Cassaco: trabalhador em engenhos de cana-de-açúcar.

A considerar especialmente a terceira estrofe desse trecho (versos 33 a 48), é correto afirmar que o poema O Rio é marcado, entre outros aspectos, pelo interesse do poeta em
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Intenção do poeta na terceira estrofe.

A estrofe mostra a gente "que a usina, depois de mastigar, largou", o usineiro devorado por outro maior, o banguezeiro reduzido a fornecedor e o morador que virou cassaco. É a denúncia das consequências cruéis do sistema das usinas para os trabalhadores.

Análise das alternativas

A, C, D e E atribuem ao poema elogio aos usineiros, defesa dos patrões ou celebração de novas profissões. O texto mostra o oposto: degradação e exploração.

Referência: João Cabral de Melo Neto, O Rio.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Coesão — Pronomes e Advérbios Dêiticos

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2

Trecho do poema O Rio, escrito pelo poeta João Cabral de Melo Neto e publicado em 1953. Leia-o para responder às questões 26 a 30.

O Rio

01 Vou pensando no mar
02 que daqui ainda estou vendo;
03 em toda aquela gente
04 numa terra tão viva morrendo.
05 Através deste mar
06 vou chegando a São Lourenço,
07 que de longe é como ilha
08 no horizonte de cana aparecendo;
09 através deste mar,
10 como um barco na corrente,
11 mesmo sendo eu o rio,
12 que vou navegando parece.
13 Navegando este mar,
14 até o Recife irei,
15 que as ondas deste mar
16 somente lá se detêm.

17 Ao entrar no Recife,
18 não pensem que entro só.
19 Entra comigo a gente
20 que comigo baixou
21 por essa velha estrada
22 que vem do interior;
23 entram comigo rios
24 a quem o mar nos chamou,
25 entra comigo a gente
26 que com o mar sonhou,
27 e também retirantes
28 em quem só o suor não secou;
29 e entra essa gente triste,
30 a mais triste que já baixou,
31 a gente que a usina,
32 depois de mastigar, largou.

33 Entra a gente que a usina
34 depois de mastigar largou;
35 entra aquele usineiro
36 que outro maior devorou;
37 entra esse banguezeiro
38 reduzido a fornecedor;
39 entra detrás um destes,
40 que agora é um simples morador;
41 detrás, o morador
42 que nova safra já não fundou;
43 entra, como cassaco,
44 esse antigo morador;
45 entra enfim o cassaco,
46 que por todas aquelas bocas passou.
47 Detrás de cada boca,
48 ele vê que há uma boca maior.

NETO, J. C. D. M. Poesia completa. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2020. p.133-134.

Glossário
Retirante: aquele que, durante as grandes secas, migra isoladamente ou em grupo.
Banguezeiro: proprietário de banguê (engenho).
Cassaco: trabalhador em engenhos de cana-de-açúcar.

Na organização semântico-coesiva de um texto, duas classes de palavras costumam assumir um lugar de protagonismo: os pronomes e os advérbios. Nesse poema de João Cabral de Melo Neto, isso não é diferente. Sabendo disso, marque a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Valor dos dêiticos (pronomes e advérbios) no poema.

"Deste mar" (v. 05) indica o mar próximo ao eu lírico, que o atravessa a caminho de São Lourenço. O demonstrativo "este" marca proximidade, e a figura do rio-mar sustenta essa leitura.

Análise das alternativas

A: "daqui" marca o ponto de onde ele vê o mar, não uma mudança de rio para mar. B: "terra tão viva morrendo" fala de uma terra viva que está morrendo, não de uma terra sem vida. D: "este" não indica impossibilidade de aproximação. E: "lá" se refere a Recife, que ainda será alcançado.

Referência: Coesão referencial; dêiticos.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pronomes Relativos e Conjunções Integrantes

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 2

Trecho do poema O Rio, escrito pelo poeta João Cabral de Melo Neto e publicado em 1953. Leia-o para responder às questões 26 a 30.

O Rio

01 Vou pensando no mar
02 que daqui ainda estou vendo;
03 em toda aquela gente
04 numa terra tão viva morrendo.
05 Através deste mar
06 vou chegando a São Lourenço,
07 que de longe é como ilha
08 no horizonte de cana aparecendo;
09 através deste mar,
10 como um barco na corrente,
11 mesmo sendo eu o rio,
12 que vou navegando parece.
13 Navegando este mar,
14 até o Recife irei,
15 que as ondas deste mar
16 somente lá se detêm.

17 Ao entrar no Recife,
18 não pensem que entro só.
19 Entra comigo a gente
20 que comigo baixou
21 por essa velha estrada
22 que vem do interior;
23 entram comigo rios
24 a quem o mar nos chamou,
25 entra comigo a gente
26 que com o mar sonhou,
27 e também retirantes
28 em quem só o suor não secou;
29 e entra essa gente triste,
30 a mais triste que já baixou,
31 a gente que a usina,
32 depois de mastigar, largou.

33 Entra a gente que a usina
34 depois de mastigar largou;
35 entra aquele usineiro
36 que outro maior devorou;
37 entra esse banguezeiro
38 reduzido a fornecedor;
39 entra detrás um destes,
40 que agora é um simples morador;
41 detrás, o morador
42 que nova safra já não fundou;
43 entra, como cassaco,
44 esse antigo morador;
45 entra enfim o cassaco,
46 que por todas aquelas bocas passou.
47 Detrás de cada boca,
48 ele vê que há uma boca maior.

NETO, J. C. D. M. Poesia completa. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2020. p.133-134.

Glossário
Retirante: aquele que, durante as grandes secas, migra isoladamente ou em grupo.
Banguezeiro: proprietário de banguê (engenho).
Cassaco: trabalhador em engenhos de cana-de-açúcar.

Leia as afirmativas abaixo.
I. No verso 18, a palavra “que” é classificada como uma conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva ao verbo “pensem” (verso 18).
II. No verso 24, a palavra “quem” é classificada como um pronome relativo, pois acrescenta um conteúdo que restringe o substantivo “rios” (verso 23).
III. No verso 30, a palavra “que” é classificada como um pronome relativo cujo antecedente é o substantivo “gente” (verso 29).
É correto o que se afirma em:
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Classificação de "que" e "quem" no poema.

I está certa: "que entro só" completa "pensem", logo "que" é conjunção integrante. II está certa: "a quem o mar nos chamou" restringe "rios", e "quem" é pronome relativo. III está certa: em "a mais triste que já baixou", "que" retoma "gente" como pronome relativo. Todas corretas.

Análise das alternativas

As alternativas A a D deixam de fora pelo menos uma afirmativa verdadeira.

Referência: Pronomes relativos e conjunções integrantes.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Crase

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 3

Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder às questões 31 a 35.

O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial

12 dez. 2024 às 22h00

João Guilherme Sabino Ometto
Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)

01 A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
02 coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
03 problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
04 do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
05 indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
06 (IPCC), organismo das Nações Unidas.
07 Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
08 a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
09 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
10 como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
11 Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
12 semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
13 Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
14 Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
15 que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
16 da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
17 Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
18 especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
19 seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
20 estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
21 ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
22 Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
23 está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
24 seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
25 investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
26 adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
27 inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
28 retenção de água.
29 Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
30 demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
31 fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
32 interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
33 destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
34 Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
35 combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
36 Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
37 financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
38 Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
39 juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
40 ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
41 familiares nas áreas mais afetadas.
42 Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
43 desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
44 agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
45 problema.
46 Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
47 climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacao-no-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.

Observe alguns empregos do sinal grave, o qual indica, nas relações de regência verbal e nominal, a ocorrência de crase.
I. “A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),” (linha 01).
II. “(...) cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca (...)” (linhas 08 e 09).
III. “Outra medida relevante é o investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas adversas (...)” (linhas 24 a 26).
Considerando esses empregos, marque a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Uso da crase em substantivos e adjetivos que pedem preposição.

No emprego I, "adesão" pede "a" e "Aliança" aceita artigo, e "resiliência" também pede "a" antes de "Seca". Resultam duas crases, ambas em substantivos que exigem complemento preposicionado. A alternativa A descreve isso.

Análise das alternativas

B: em II, "vulneráveis à desertificação e à seca" tem duas crases, mas o fundamento é o adjetivo "vulneráveis" pedir preposição, e a alternativa se apoia em "dois adjetivos", o que é inexato. C: no singular, "adaptação à condição" também teria crase. D: as crases são amparadas pela gramática. E: as crases são exigidas pela regência, não são estilísticas.

Referência: Crase; regência nominal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Orações Subordinadas Adverbiais Finais — Argumentação

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

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Texto-base:
Texto 3

Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder às questões 31 a 35.

O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial

12 dez. 2024 às 22h00

João Guilherme Sabino Ometto
Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)

01 A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
02 coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
03 problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
04 do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
05 indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
06 (IPCC), organismo das Nações Unidas.
07 Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
08 a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
09 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
10 como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
11 Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
12 semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
13 Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
14 Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
15 que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
16 da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
17 Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
18 especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
19 seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
20 estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
21 ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
22 Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
23 está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
24 seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
25 investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
26 adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
27 inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
28 retenção de água.
29 Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
30 demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
31 fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
32 interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
33 destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
34 Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
35 combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
36 Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
37 financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
38 Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
39 juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
40 ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
41 familiares nas áreas mais afetadas.
42 Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
43 desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
44 agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
45 problema.
46 Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
47 climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacao-no-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.

Ao longo desse artigo de opinião, são empregadas cinco orações subordinadas adverbiais finais reduzidas de infinitivo. Sabendo disso, marque a alternativa que justifica corretamente essa quantidade expressiva.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Função argumentativa das orações finais reduzidas de infinitivo.

As finais ("para reverter", "para lidar", "para viabilizar", "para solucionar" etc.) expressam o propósito das ações. Isso mostra que o autor não só denuncia o problema, mas também propõe soluções. É o que diz a alternativa E.

Análise das alternativas

A, C e D atribuem ao autor intenções (medo, sensacionalismo, ideia de texto definitivo) que o texto não mostra. B é falsa: a forma reduzida não torna a linguagem informal, e a linguagem do artigo é formal.

Referência: Orações subordinadas adverbiais finais.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto — Artigo de Opinião

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 3

Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder às questões 31 a 35.

O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial

12 dez. 2024 às 22h00

João Guilherme Sabino Ometto
Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)

01 A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
02 coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
03 problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
04 do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
05 indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
06 (IPCC), organismo das Nações Unidas.
07 Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
08 a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
09 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
10 como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
11 Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
12 semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
13 Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
14 Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
15 que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
16 da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
17 Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
18 especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
19 seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
20 estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
21 ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
22 Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
23 está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
24 seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
25 investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
26 adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
27 inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
28 retenção de água.
29 Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
30 demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
31 fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
32 interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
33 destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
34 Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
35 combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
36 Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
37 financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
38 Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
39 juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
40 ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
41 familiares nas áreas mais afetadas.
42 Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
43 desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
44 agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
45 problema.
46 Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
47 climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacao-no-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.

Marque a alternativa que responde corretamente às duas perguntas abaixo:
Pergunta 01:
Por que o semiárido e a caatinga estão conhecendo dificuldades para além das já rotineiras?
Pergunta 02:
Como o autor avalia as taxas de juros relacionadas ao RenovAgro?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Causa das dificuldades do semiárido e avaliação dos juros do RenovAgro.

O texto atribui as secas mais intensas e as temperaturas mais altas às mudanças climáticas (l. 11-13). Sobre o RenovAgro, o autor reconhece que os juros são inferiores aos do mercado, mas diz que "ainda são elevadas" (l. 38-41). A alternativa C reúne as duas respostas.

Análise das alternativas

A: os diagnósticos não são o problema e o autor critica os juros. B: o autor não pede juros melhores para o governo. D: o autor não defende juros mais altos. E: ele faz juízo de valor ao considerar os juros ainda elevados.

Referência: Interpretação de artigo de opinião.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tempos Verbais — Aspecto Verbal

Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de Porto Alegre · Admissão ao 1º Ano do Ensino Médio

Gabarito disponível

Texto-base:
Texto 3

Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder às questões 31 a 35.

O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial

12 dez. 2024 às 22h00

João Guilherme Sabino Ometto
Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)

01 A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
02 coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
03 problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
04 do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
05 indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
06 (IPCC), organismo das Nações Unidas.
07 Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
08 a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
09 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
10 como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
11 Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
12 semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
13 Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
14 Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
15 que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
16 da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
17 Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
18 especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
19 seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
20 estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
21 ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
22 Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
23 está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
24 seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
25 investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
26 adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
27 inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
28 retenção de água.
29 Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
30 demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
31 fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
32 interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
33 destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
34 Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
35 combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
36 Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
37 financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
38 Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
39 juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
40 ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
41 familiares nas áreas mais afetadas.
42 Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
43 desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
44 agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
45 problema.
46 Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
47 climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacao-no-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.

Releia os trechos abaixo.
I. “(...) o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos.” (linhas 03 e 04).
II. “Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação (...)”. (linha 14).
III. “Outra medida relevante é o investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas adversas.” (linhas 24 a 26).
Considerando as formas verbais em destaque e o seu contexto de uso, marque a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Aspecto verbal de "tem provocado" e "tendem a agravar".

"Tem provocado" é pretérito perfeito composto, que indica ação iniciada no passado e que continua até o presente. "Tendem a agravar" expressa uma tendência futura, mas as condições já atuam hoje. A alternativa D descreve as duas formas assim.

Análise das alternativas

A: "tem provocado" não é pontual e "tendem a agravar" não é ação concluída. B: a ação de "tendem" já está em curso, e "promovam" (subjuntivo) não é momentâneo. C: "tem provocado" não é futuro. E: "tendem" não trata de limite temporal no presente, e "promovam" aponta para o que se espera que as práticas produzam.

Referência: Tempos e aspecto verbal.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Significado de Palavras — Vocabulário em Contexto

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Texto-base:
Texto 3

Artigo de opinião escrito pelo engenheiro João Guilherme Sabino Ometto e publicado em 12 de dezembro de 2024 no jornal Folha de São Paulo. Leia-o para responder às questões 31 a 35.

O urgente combate à desertificação no país
Cerca de 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, estão vulneráveis a processos de seca; gestão integrada dos recursos hídricos é essencial

12 dez. 2024 às 22h00

João Guilherme Sabino Ometto
Engenheiro formado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), é empresário do setor agrícola e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA)

01 A recente adesão do Brasil à Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (Idra),
02 coalizão que busca mobilizar capital político, técnico e financeiro para o enfrentamento do
03 problema, é muito oportuna, pois o semiárido de nosso país é apontado como uma das áreas
04 do planeta nas quais o aquecimento global tem provocado efeitos mais drásticos. É o que
05 indica o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
06 (IPCC), organismo das Nações Unidas.
07 Números atualizados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima confirmam
08 a necessidade de medidas urgentes e eficazes para reverter o preocupante cenário: cerca de
09 38 milhões de brasileiros, de 1.561 municípios, são vulneráveis à desertificação e à seca, assim
10 como 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras em 13 estados.
11 Os diagnósticos apontam que, por causa das mudanças climáticas, as regiões do
12 semiárido e da caatinga, englobando parte expressiva do Nordeste e do norte de Minas
13 Gerais, têm enfrentado secas mais intensas e temperaturas mais altas do que as habituais.
14 Tais condições, acrescidas do avanço do desmatamento, tendem a agravar a desertificação,
15 que, segundo o IPCC, já engloba áreas não contínuas, que, somadas, equivalem ao tamanho
16 da Inglaterra ou a três vezes o estado do Rio de Janeiro.
17 Há soluções viáveis para melhorar bastante esse cenário. Em concordância com
18 especialistas nesse tema, acredito que uma das principais estratégias para lidar com a seca
19 seja a gestão integrada dos recursos hídricos. Isso exige a articulação dos governos federal e
20 estaduais, prefeituras, comunidades e produtores rurais, inclusive da agricultura familiar. A
21 ideia é promover o uso sustentável e equitativo da água.
22 Também é fundamental concluir o projeto de transposição do rio São Francisco, que já
23 está praticamente pronto, e acelerar a distribuição da água para os estados abrangidos; ou
24 seja, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Outra medida relevante é o
25 investimento em tecnologias e práticas que promovam a adaptação às condições climáticas
26 adversas, como o cultivo de espécies vegetais resistentes à seca, sistemas de irrigação
27 inteligentes e a adoção de técnicas de manejo do solo que aumentem sua capacidade de
28 retenção de água.
29 Para viabilizar essas soluções é decisivo o engajamento dos produtores rurais, como
30 demonstra o êxito na proteção de extensas áreas e mananciais hídricos em numerosas
31 fazendas, sítios e até pequenas propriedades familiares do Brasil. Nesse sentido, seria
32 interessante que o Plano Safra, cuja edição 2024-25 foi lançada recentemente pelo governo,
33 destinasse mais recursos, com juros menores, ao combate à seca.
34 Do montante total anunciado, de R$ 400,59 bilhões, a única rubrica que se encaixa no
35 combate à desertificação refere-se ao Programa para Financiamento a Sistemas de Produção
36 Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com aporte de R$ 7,68 bilhões, que incorpora os
37 financiamentos destinados à adaptação à mudança do clima e à baixa emissão de carbono.
38 Porém, além do valor estar aquém das dimensões do desafio a ser enfrentado, as taxas de
39 juros, entre 7% e 8,5% ao ano, embora inferiores às do mercado financeiro convencional,
40 ainda são elevadas, principalmente se levarmos em conta o número expressivo de agricultores
41 familiares nas áreas mais afetadas.
42 Considerando a premência do combate às secas e da recuperação de áreas
43 desertificadas, cabe urgente mobilização do poder público, em articulação com o setor do
44 agronegócio, produtores rurais e organismos científicos, como a Embrapa, para solucionar o
45 problema.
46 Os ganhos serão muitos em termos de proteção ambiental, atenuação das mudanças
47 climáticas, aumento da produção agrícola sustentável e geração de emprego e renda.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/o-urgente-combate-a-desertificacao-no-pais.shtml. Acesso em: 12 ago. 2025.

Qual das alternativas abaixo é mais adequada para definir o substantivo “premência”, considerando o seu contexto de uso na linha 42?
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Sentido de "premência" no contexto.

"Premência" é a qualidade do que é urgente, do que pressiona. No texto, "a premência do combate às secas" justifica a "urgente mobilização" pedida no trecho seguinte.

Análise das alternativas

A: pendente é outra ideia. B: displicência é o oposto. C: frequência não tem relação. D: resiliente se refere à capacidade de resistir e se recuperar.

Referência: Vocabulário em contexto.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Leitura e Interpretação de Tabelas

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A tabela a seguir encontra-se no artigo “A seca plurianual de 2010-2017 no Nordeste e seus impactos”, escrito pelos pesquisadores Eduardo Sávio Passos Rodrigues Martins, Antonio Rocha Magalhães e Diógenes Fontenele, publicado na revista Parcerias Estratégicas em 2017. Leia-a para responder às questões 36 a 40.

Tabela 3. Variação percentual da produção acumulada de cereais, oleaginosas e leguminosas para o Nordeste brasileiro, no período de 2009 a 2017, tendo por base o ano úmido de 2011. Colunas: 2009, 2010, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017. NE: -21,0; -19,5; -18,3; -18,8; 5,9; 12,8; -35,3; 22,1. MA: -28,3; -17,7; -2,1; 15,6; 36,0; 30,2; -27,4; 59,9. PI: -29,7; -38,6; -0,8; -30,1; 23,4; 36,8; -40,0; 82,6. CE: -40,2; -74,2; -82,2; -81,6; -59,2; -82,6; -85,6; -75,1. RN: -14,2; -76,2; -92,9; -74,7; -72,7; -89,6; -89,2; -55,1. PB: 50,1; -71,0; -92,2; -53,3; -56,3; -82,6; -79,4; 7,4. PE: 33,1; -2,2; -72,9; -79,3; -56,5; -68,0; -85,4; -26,4. AL: 22,0; -12,2; -40,4; -48,4; -57,3; -43,1; -55,1; -16,7. SE: 54,6; 62,4; -36,5; 46,8; 58,6; 3,5; -65,6; 35,9. BA: -20,8; -9,4; -13,2; -19,0; 1,1; 22,6; -22,2; 7,6. Fonte: IBGE. Produção Agrícola Municipal; Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) realizado em dezembro (2013) e abril (2017).

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/59332/1/2017_art_esprmartin.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.

Leia as afirmativas a seguir:
I. A tabela conta com dados coletados pelos autores do artigo: Eduardo Sávio Passos Rodrigues Martins, Antonio Rocha Magalhães e Diógenes Fontenele.
II. A tabela apresenta a variação percentual de uma única produção de cereais, oleaginosas e leguminosas para o Nordeste brasileiro.
III. A variação percentual da tabela tem como base o ano úmido de 2011.
IV. A tabela apresenta dados relativos aos nove estados do Nordeste brasileiro e à cidade de Natal (capital do Rio Grande do Norte).
V. A fonte responsável pelos dados da tabela realizou um levantamento que ocorreu em dois anos distintos.
Após análise das afirmativas, assinale a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

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A tabela a seguir encontra-se no artigo “A seca plurianual de 2010-2017 no Nordeste e seus impactos”, escrito pelos pesquisadores Eduardo Sávio Passos Rodrigues Martins, Antonio Rocha Magalhães e Diógenes Fontenele, publicado na revista Parcerias Estratégicas em 2017. Leia-a para responder às questões 36 a 40.

Tabela 3. Variação percentual da produção acumulada de cereais, oleaginosas e leguminosas para o Nordeste brasileiro, no período de 2009 a 2017, tendo por base o ano úmido de 2011. Colunas: 2009, 2010, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017. NE: -21,0; -19,5; -18,3; -18,8; 5,9; 12,8; -35,3; 22,1. MA: -28,3; -17,7; -2,1; 15,6; 36,0; 30,2; -27,4; 59,9. PI: -29,7; -38,6; -0,8; -30,1; 23,4; 36,8; -40,0; 82,6. CE: -40,2; -74,2; -82,2; -81,6; -59,2; -82,6; -85,6; -75,1. RN: -14,2; -76,2; -92,9; -74,7; -72,7; -89,6; -89,2; -55,1. PB: 50,1; -71,0; -92,2; -53,3; -56,3; -82,6; -79,4; 7,4. PE: 33,1; -2,2; -72,9; -79,3; -56,5; -68,0; -85,4; -26,4. AL: 22,0; -12,2; -40,4; -48,4; -57,3; -43,1; -55,1; -16,7. SE: 54,6; 62,4; -36,5; 46,8; 58,6; 3,5; -65,6; 35,9. BA: -20,8; -9,4; -13,2; -19,0; 1,1; 22,6; -22,2; 7,6. Fonte: IBGE. Produção Agrícola Municipal; Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) realizado em dezembro (2013) e abril (2017).

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/59332/1/2017_art_esprmartin.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.

Considerando o ano de 2013, marque a alternativa correta.
Selecione uma alternativa

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A tabela a seguir encontra-se no artigo “A seca plurianual de 2010-2017 no Nordeste e seus impactos”, escrito pelos pesquisadores Eduardo Sávio Passos Rodrigues Martins, Antonio Rocha Magalhães e Diógenes Fontenele, publicado na revista Parcerias Estratégicas em 2017. Leia-a para responder às questões 36 a 40.

Tabela 3. Variação percentual da produção acumulada de cereais, oleaginosas e leguminosas para o Nordeste brasileiro, no período de 2009 a 2017, tendo por base o ano úmido de 2011. Colunas: 2009, 2010, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017. NE: -21,0; -19,5; -18,3; -18,8; 5,9; 12,8; -35,3; 22,1. MA: -28,3; -17,7; -2,1; 15,6; 36,0; 30,2; -27,4; 59,9. PI: -29,7; -38,6; -0,8; -30,1; 23,4; 36,8; -40,0; 82,6. CE: -40,2; -74,2; -82,2; -81,6; -59,2; -82,6; -85,6; -75,1. RN: -14,2; -76,2; -92,9; -74,7; -72,7; -89,6; -89,2; -55,1. PB: 50,1; -71,0; -92,2; -53,3; -56,3; -82,6; -79,4; 7,4. PE: 33,1; -2,2; -72,9; -79,3; -56,5; -68,0; -85,4; -26,4. AL: 22,0; -12,2; -40,4; -48,4; -57,3; -43,1; -55,1; -16,7. SE: 54,6; 62,4; -36,5; 46,8; 58,6; 3,5; -65,6; 35,9. BA: -20,8; -9,4; -13,2; -19,0; 1,1; 22,6; -22,2; 7,6. Fonte: IBGE. Produção Agrícola Municipal; Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) realizado em dezembro (2013) e abril (2017).

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/59332/1/2017_art_esprmartin.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.

Observe a linha correspondente às variações percentuais da produção do Ceará e marque a alternativa correta.
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Tabela 3. Variação percentual da produção acumulada de cereais, oleaginosas e leguminosas para o Nordeste brasileiro, no período de 2009 a 2017, tendo por base o ano úmido de 2011. Colunas: 2009, 2010, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017. NE: -21,0; -19,5; -18,3; -18,8; 5,9; 12,8; -35,3; 22,1. MA: -28,3; -17,7; -2,1; 15,6; 36,0; 30,2; -27,4; 59,9. PI: -29,7; -38,6; -0,8; -30,1; 23,4; 36,8; -40,0; 82,6. CE: -40,2; -74,2; -82,2; -81,6; -59,2; -82,6; -85,6; -75,1. RN: -14,2; -76,2; -92,9; -74,7; -72,7; -89,6; -89,2; -55,1. PB: 50,1; -71,0; -92,2; -53,3; -56,3; -82,6; -79,4; 7,4. PE: 33,1; -2,2; -72,9; -79,3; -56,5; -68,0; -85,4; -26,4. AL: 22,0; -12,2; -40,4; -48,4; -57,3; -43,1; -55,1; -16,7. SE: 54,6; 62,4; -36,5; 46,8; 58,6; 3,5; -65,6; 35,9. BA: -20,8; -9,4; -13,2; -19,0; 1,1; 22,6; -22,2; 7,6. Fonte: IBGE. Produção Agrícola Municipal; Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) realizado em dezembro (2013) e abril (2017).

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/59332/1/2017_art_esprmartin.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.

Considerando a coluna de 2015, qual estado teve a maior variação percentual positiva em relação ao ano-base?
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A tabela a seguir encontra-se no artigo “A seca plurianual de 2010-2017 no Nordeste e seus impactos”, escrito pelos pesquisadores Eduardo Sávio Passos Rodrigues Martins, Antonio Rocha Magalhães e Diógenes Fontenele, publicado na revista Parcerias Estratégicas em 2017. Leia-a para responder às questões 36 a 40.

Tabela 3. Variação percentual da produção acumulada de cereais, oleaginosas e leguminosas para o Nordeste brasileiro, no período de 2009 a 2017, tendo por base o ano úmido de 2011. Colunas: 2009, 2010, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017. NE: -21,0; -19,5; -18,3; -18,8; 5,9; 12,8; -35,3; 22,1. MA: -28,3; -17,7; -2,1; 15,6; 36,0; 30,2; -27,4; 59,9. PI: -29,7; -38,6; -0,8; -30,1; 23,4; 36,8; -40,0; 82,6. CE: -40,2; -74,2; -82,2; -81,6; -59,2; -82,6; -85,6; -75,1. RN: -14,2; -76,2; -92,9; -74,7; -72,7; -89,6; -89,2; -55,1. PB: 50,1; -71,0; -92,2; -53,3; -56,3; -82,6; -79,4; 7,4. PE: 33,1; -2,2; -72,9; -79,3; -56,5; -68,0; -85,4; -26,4. AL: 22,0; -12,2; -40,4; -48,4; -57,3; -43,1; -55,1; -16,7. SE: 54,6; 62,4; -36,5; 46,8; 58,6; 3,5; -65,6; 35,9. BA: -20,8; -9,4; -13,2; -19,0; 1,1; 22,6; -22,2; 7,6. Fonte: IBGE. Produção Agrícola Municipal; Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) realizado em dezembro (2013) e abril (2017).

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/59332/1/2017_art_esprmartin.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.

Entre os anos de 2010 a 2016, qual estado, em determinado ano, apresentou a maior variação percentual em relação ao ano-base?
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