← Voltar para a lista de provas Colégio Militar do Rio de Janeiro (Exército Brasileiro — DECEx/DEPA) · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental 41 questões nesta prova · página 2 de 3 · 40 com gabarito Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível O poema mostra medos de coisas reais e de coisas imaginárias. O poema reúne medos concretos (trovão, injeção, piolho, cachorro, avião) e medos de seres imaginários (vampiro, lobisomem). Isso mostra que o medo pode vir de coisas reais ou imaginadas. B) Há também medos imaginários, como vampiro e lobisomem. C) O humor existe, mas o texto não diz que os medos foram inventados só para isso. D) O poema afirma que "ter medo não é vergonha". E) Não há crítica a lendas populares, pois o lobisomem é só mais um medo citado. Referência: Interpretação de texto poético Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível As reticências sugerem hesitação, suspense ou fala não concluída. Nos versos citados, as reticências criam suspense e hesitação. Elas deixam a ideia em aberto ou prolongada, como em "Até me arrepia a espinha..." ou "de aparecer lobisomem...". É um recurso expressivo de fala ainda não completa. A) As pausas não são aleatórias: têm função expressiva. B) O poema não está incompleto; as reticências são recurso de sentido. C) Não substituem vírgulas, pois indicam suspensão e suspense. D) Não indicam esquecimento do autor, e sim uma escolha intencional. Referência: Pontuação: reticências Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível A contraposição entre as vozes mostra que todos têm medo de algo. Uma voz diz não temer o que apavora a outra, mas logo confessa medos por outras razões. O contraste mostra que os medos variam de pessoa para pessoa, mas todos sentem algum. Isso é dito no verso "Todo mundo tem um medo" (v. 65), que generaliza a ideia. A) "Não tenho medo de nada!" é a bravata de uma das vozes, que depois se contradiz. B) "Mas apesar de valente" introduz a confissão de medo, mas é só parte do contraste, não a conclusão que ele revela. C) "eu não tenho medo, não!" é uma negação pontual, ligada ao avião. D) "Pelo que vemos, pessoal," é só a expressão que introduz a conclusão, sem trazer a ideia em si. Referência: Interpretação de texto poético; ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Par de palavras com a sílaba tônica na mesma posição. 'Medo' (ME-do) e 'segredo' (se-GRE-do) são paroxítonas, com a tônica na penúltima sílaba, então têm a mesma posição da sílaba tônica. A: 'injeção' é oxítona e 'detesto' é paroxítona. C: 'até' é oxítona e 'acho' é paroxítona. D: 'só' é monossílabo tônico e 'uma' é paroxítona. E: 'me' é monossílabo átono e 'só' é monossílabo tônico. Referência: Fonologia: classificação quanto à posição da sílaba tônica. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Trecho que mostra que o filme trata um tema denso com leveza. Em 'Através de personagens lúdicos, observamos o funcionamento cerebral de Riley', o tema complexo (o cérebro) é apresentado por meio de personagens lúdicos. Isso ratifica a ideia de tratar um assunto denso com leveza e diversão. A: só apresenta o filme e a protagonista. B: fala da adaptação de Riley, sem tratar da leveza. D: trata dos prêmios. E: trata da conclusão sobre os sentimentos, sem destacar a abordagem lúdica. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Vírgulas que isolam um comentário que caracteriza o termo anterior. Em 'A Tristeza tem um contorno de gota, como uma lágrima, e é azul', a expressão 'como uma lágrima' está entre vírgulas e caracteriza o termo anterior ('contorno de gota'), funcionando como uma explicação por comparação. A e B: 'por exemplo' e 'por sua vez' são expressões de ligação (conectivos), não caracterizam o termo anterior. D e E: as vírgulas separam orações ou adjuntos adverbiais antepostos, sem caracterizar termo anterior. Referência: Pontuação: vírgula para isolar termos explicativos. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Conclusão a que o espectador de Divertida Mente chega, segundo o texto III. O texto afirma que não existem sentimentos bons e ruins e que todos são necessários ao desenvolvimento. Ele destaca a importância da tristeza, do nojo e do medo, e de aceitar as experiências negativas. Logo, os sentimentos negativos também são importantes. A: contraria o texto, que valoriza todos os sentimentos. B: o texto não fala contra a resiliência. C: o texto não hierarquiza os sentimentos. E: o texto não diz que a alegria deixa vulnerável. Referência: Interpretação de texto. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Gabarito disponível Trecho do texto IV que ilustra a inteligência emocional descrita no texto III. O texto III fala de entender os próprios conflitos emocionais e de respeitar as limitações internas, podendo desafiá-las. Ao dizer 'Talvez, se eu tivesse coração, não fosse covarde', o Leão reflete sobre sua covardia e começa a pensar em superá-la, o que mostra autoconsciência emocional. A: descreve um ataque, não reflexão. B: expressa surpresa com o fato, não autoconhecimento. D: é fala do Espantalho sobre si. E: é fala de Dorothy sobre seu desejo, não sobre o Leão. Referência: Relação entre textos; inteligência emocional. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Gabarito disponível O que a reação dos bichos diante do Leão revela. Os animais fogem do rugido do Leão e o julgam valente, mas ele é covarde. Isso mostra que a aparência (ser grande, rugir, ser rei) nem sempre revela a essência da pessoa. B: o texto não diz que os bichos são soberbos. C: não há ideia de felicidade presumida; o Leão é infeliz. D: os bichos fogem de medo, não por empatia. E: gratidão e alegria não são o tema do trecho. Referência: Interpretação de texto: aparência versus essência. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Valor do segundo 'onde' em 'Onde já se viu...?'. No primeiro trecho, 'onde' é pronome relativo e retoma a cidade. No segundo, faz parte da expressão interrogativa 'Onde já se viu...?', que não pergunta por lugar e serve para expressar indignação com a atitude do Leão. A: não se refere a lugar nenhum. B: Dorothy destaca a diferença de tamanho, não a minimiza. D: ela está indignada, não indiferente. E: a fala critica o Leão em vez de suavizar sua postura. Referência: Semântica e uso expressivo de 'onde'. Resolução comentada do VaiConcursos. Gabarito disponível Fato que gera a reação impulsiva de Dorothy e a conclusão a que ela chega. O texto diz que Totó correu em direção à fera e que o leão abriu a bocarra para devorá-lo. Esse fato levou Dorothy a concluir que o amigo estava em perigo, e por isso avançou e bateu no leão sem avaliar o risco. A: a covardia do Leão só é revelada depois da reação. C: Dorothy bateu no Leão como consequência, não como causa. D: o medo do Leão não é a base do raciocínio de Dorothy. E: Totó não fugiu, ele correu na direção do Leão. Referência: Interpretação de texto: causa e consequência na narrativa (l. 12-14). Resolução comentada do VaiConcursos.Colégio Militar do Rio de Janeiro — Processo Seletivo de Admissão ao 6º Ano do Ensino Fundamental 2025/2026 — Exame Intelectual (Matemática, Língua Portuguesa…
TEXTO I
![]()
Assinale a opção que contém a correlação adequada entre a expressão destacada e seu efeito de sentido na tirinha acima.
TEXTO I
![]()
A expressão "tipo", usada no primeiro quadrinho, poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por
TEXTO I
![]()
No texto I, as respostas fornecidas por Caramelo contêm um ponto de exclamação.
Tal sinal de pontuação, nesse contexto, indica
TEXTO II
Quem tem medo de quê?
1 Eu vou contar pra você
o que é meu maior segredo.
Há uma coisa no mundo
que me mete muito medo!
5 Não tenho medo de pai,
nem de mãe e nem de irmão.
Mas eu tenho muito medo
do barulho do trovão.
Do trovão? Mas que bobagem!
10 Que medo mais infantil!
Quando o trovão faz barulho
o raio até já caiu... (...)
Sabe do que eu tenho medo?
Que me dói o coração?
15 Até me arrepia a espinha...
Tenho medo de injeção!
Ah, injeção eu não gosto,
mas não fico apavorada.
Existe só uma coisa
20 que me deixa até gelada...
Do que eu tenho muito medo,
que me deixa num apuro...
É uma coisa meio besta:
é ter de ficar no escuro...
25 Que medo mais bobo o seu!
É verdade, eu asseguro,
que é só acender a luz
e pronto! Acabou-se o escuro!
O medo maior que eu tenho,
30 o que me causa pavor,
é de pensar em vampiro.
Vampiro me causa horror!
Vampiro não me dá medo...
Acho que nunca senti...
35 Tenho medo do que existe,
e não do que nunca vi.
Mas existe uma coisinha...
Eu de medo até me encolho!
Eu tenho um medo danado
40 mas é de pegar piolho.
Piolho é um bichinho à-toa...
Não complica nossa vida.
É coisa que a gente cura
com sabão e inseticida!
45 Agora, mais perigoso
pra mim, até que leão,
tenho medo é de cachorro,
cachorrinho ou cachorrão!
Cachorro eu até que gosto.
50 Na minha casa tem três.
Agora, o que eu tenho medo
eu vou contar de uma vez.
Não tenho medo de nada! (...)
Mas apesar de valente
55 tenho medo de avião!
É mais pesado que o ar
e tem motor de explosão...
Mas apesar disso tudo,
eu não tenho medo, não!
60 Mas (...), pato, galinha, (...)
tudo que é bicho de pena
me põe de cabelo em pé!
Pelo que vemos, pessoal,
ter medo não é vergonha.
65 Todo mundo tem um medo,
que a gente nem mesmo sonha.
Mas eu vou andando agora.
Não temo bicho, nem homem!
É que está chegando a hora
70 de aparecer lobisomem...
(ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)
No poema, personagens diferentes revelam seus medos de trovão, de injeção, de escuro, de vampiro, de piolho, de avião, entre outros.
Sobre esses medos e a forma como são apresentados no poema, é possível afirmar queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
Quem tem medo de quê?
1 Eu vou contar pra você
o que é meu maior segredo.
Há uma coisa no mundo
que me mete muito medo!
5 Não tenho medo de pai,
nem de mãe e nem de irmão.
Mas eu tenho muito medo
do barulho do trovão.
Do trovão? Mas que bobagem!
10 Que medo mais infantil!
Quando o trovão faz barulho
o raio até já caiu... (...)
Sabe do que eu tenho medo?
Que me dói o coração?
15 Até me arrepia a espinha...
Tenho medo de injeção!
Ah, injeção eu não gosto,
mas não fico apavorada.
Existe só uma coisa
20 que me deixa até gelada...
Do que eu tenho muito medo,
que me deixa num apuro...
É uma coisa meio besta:
é ter de ficar no escuro...
25 Que medo mais bobo o seu!
É verdade, eu asseguro,
que é só acender a luz
e pronto! Acabou-se o escuro!
O medo maior que eu tenho,
30 o que me causa pavor,
é de pensar em vampiro.
Vampiro me causa horror!
Vampiro não me dá medo...
Acho que nunca senti...
35 Tenho medo do que existe,
e não do que nunca vi.
Mas existe uma coisinha...
Eu de medo até me encolho!
Eu tenho um medo danado
40 mas é de pegar piolho.
Piolho é um bichinho à-toa...
Não complica nossa vida.
É coisa que a gente cura
com sabão e inseticida!
45 Agora, mais perigoso
pra mim, até que leão,
tenho medo é de cachorro,
cachorrinho ou cachorrão!
Cachorro eu até que gosto.
50 Na minha casa tem três.
Agora, o que eu tenho medo
eu vou contar de uma vez.
Não tenho medo de nada! (...)
Mas apesar de valente
55 tenho medo de avião!
É mais pesado que o ar
e tem motor de explosão...
Mas apesar disso tudo,
eu não tenho medo, não!
60 Mas (...), pato, galinha, (...)
tudo que é bicho de pena
me põe de cabelo em pé!
Pelo que vemos, pessoal,
ter medo não é vergonha.
65 Todo mundo tem um medo,
que a gente nem mesmo sonha.
Mas eu vou andando agora.
Não temo bicho, nem homem!
É que está chegando a hora
70 de aparecer lobisomem...
(ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)
Releia os versos do texto II a seguir e responda à questão proposta:
![]()
Nos versos acima, a repetição das expressões destacadas produzem um efeito que
TEXTO II
Quem tem medo de quê?
1 Eu vou contar pra você
o que é meu maior segredo.
Há uma coisa no mundo
que me mete muito medo!
5 Não tenho medo de pai,
nem de mãe e nem de irmão.
Mas eu tenho muito medo
do barulho do trovão.
Do trovão? Mas que bobagem!
10 Que medo mais infantil!
Quando o trovão faz barulho
o raio até já caiu... (...)
Sabe do que eu tenho medo?
Que me dói o coração?
15 Até me arrepia a espinha...
Tenho medo de injeção!
Ah, injeção eu não gosto,
mas não fico apavorada.
Existe só uma coisa
20 que me deixa até gelada...
Do que eu tenho muito medo,
que me deixa num apuro...
É uma coisa meio besta:
é ter de ficar no escuro...
25 Que medo mais bobo o seu!
É verdade, eu asseguro,
que é só acender a luz
e pronto! Acabou-se o escuro!
O medo maior que eu tenho,
30 o que me causa pavor,
é de pensar em vampiro.
Vampiro me causa horror!
Vampiro não me dá medo...
Acho que nunca senti...
35 Tenho medo do que existe,
e não do que nunca vi.
Mas existe uma coisinha...
Eu de medo até me encolho!
Eu tenho um medo danado
40 mas é de pegar piolho.
Piolho é um bichinho à-toa...
Não complica nossa vida.
É coisa que a gente cura
com sabão e inseticida!
45 Agora, mais perigoso
pra mim, até que leão,
tenho medo é de cachorro,
cachorrinho ou cachorrão!
Cachorro eu até que gosto.
50 Na minha casa tem três.
Agora, o que eu tenho medo
eu vou contar de uma vez.
Não tenho medo de nada! (...)
Mas apesar de valente
55 tenho medo de avião!
É mais pesado que o ar
e tem motor de explosão...
Mas apesar disso tudo,
eu não tenho medo, não!
60 Mas (...), pato, galinha, (...)
tudo que é bicho de pena
me põe de cabelo em pé!
Pelo que vemos, pessoal,
ter medo não é vergonha.
65 Todo mundo tem um medo,
que a gente nem mesmo sonha.
Mas eu vou andando agora.
Não temo bicho, nem homem!
É que está chegando a hora
70 de aparecer lobisomem...
(ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)
Releia os versos do texto II a seguir e responda à questão proposta:
"Até me arrepia a espinha... / Tenho medo de injeção!" (v. 15 e 16)
"Do que eu tenho muito medo, / que me deixa num apuro..." (v. 21 e 22)
"Mas existe uma coisinha... / Eu de medo até me encolho!" (v. 37 e 38)
"É que está chegando a hora / de aparecer lobisomem..." (v. 69 e 70)
No poema, as reticências aparecem várias vezes em diferentes contextos.
Sobre o uso de reticências nos versos acima, é correto afirmar que são empregadas paraResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
Quem tem medo de quê?
1 Eu vou contar pra você
o que é meu maior segredo.
Há uma coisa no mundo
que me mete muito medo!
5 Não tenho medo de pai,
nem de mãe e nem de irmão.
Mas eu tenho muito medo
do barulho do trovão.
Do trovão? Mas que bobagem!
10 Que medo mais infantil!
Quando o trovão faz barulho
o raio até já caiu... (...)
Sabe do que eu tenho medo?
Que me dói o coração?
15 Até me arrepia a espinha...
Tenho medo de injeção!
Ah, injeção eu não gosto,
mas não fico apavorada.
Existe só uma coisa
20 que me deixa até gelada...
Do que eu tenho muito medo,
que me deixa num apuro...
É uma coisa meio besta:
é ter de ficar no escuro...
25 Que medo mais bobo o seu!
É verdade, eu asseguro,
que é só acender a luz
e pronto! Acabou-se o escuro!
O medo maior que eu tenho,
30 o que me causa pavor,
é de pensar em vampiro.
Vampiro me causa horror!
Vampiro não me dá medo...
Acho que nunca senti...
35 Tenho medo do que existe,
e não do que nunca vi.
Mas existe uma coisinha...
Eu de medo até me encolho!
Eu tenho um medo danado
40 mas é de pegar piolho.
Piolho é um bichinho à-toa...
Não complica nossa vida.
É coisa que a gente cura
com sabão e inseticida!
45 Agora, mais perigoso
pra mim, até que leão,
tenho medo é de cachorro,
cachorrinho ou cachorrão!
Cachorro eu até que gosto.
50 Na minha casa tem três.
Agora, o que eu tenho medo
eu vou contar de uma vez.
Não tenho medo de nada! (...)
Mas apesar de valente
55 tenho medo de avião!
É mais pesado que o ar
e tem motor de explosão...
Mas apesar disso tudo,
eu não tenho medo, não!
60 Mas (...), pato, galinha, (...)
tudo que é bicho de pena
me põe de cabelo em pé!
Pelo que vemos, pessoal,
ter medo não é vergonha.
65 Todo mundo tem um medo,
que a gente nem mesmo sonha.
Mas eu vou andando agora.
Não temo bicho, nem homem!
É que está chegando a hora
70 de aparecer lobisomem...
(ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)
![]()
enfatiza a ideia de
TEXTO II
Quem tem medo de quê?
1 Eu vou contar pra você
o que é meu maior segredo.
Há uma coisa no mundo
que me mete muito medo!
5 Não tenho medo de pai,
nem de mãe e nem de irmão.
Mas eu tenho muito medo
do barulho do trovão.
Do trovão? Mas que bobagem!
10 Que medo mais infantil!
Quando o trovão faz barulho
o raio até já caiu... (...)
Sabe do que eu tenho medo?
Que me dói o coração?
15 Até me arrepia a espinha...
Tenho medo de injeção!
Ah, injeção eu não gosto,
mas não fico apavorada.
Existe só uma coisa
20 que me deixa até gelada...
Do que eu tenho muito medo,
que me deixa num apuro...
É uma coisa meio besta:
é ter de ficar no escuro...
25 Que medo mais bobo o seu!
É verdade, eu asseguro,
que é só acender a luz
e pronto! Acabou-se o escuro!
O medo maior que eu tenho,
30 o que me causa pavor,
é de pensar em vampiro.
Vampiro me causa horror!
Vampiro não me dá medo...
Acho que nunca senti...
35 Tenho medo do que existe,
e não do que nunca vi.
Mas existe uma coisinha...
Eu de medo até me encolho!
Eu tenho um medo danado
40 mas é de pegar piolho.
Piolho é um bichinho à-toa...
Não complica nossa vida.
É coisa que a gente cura
com sabão e inseticida!
45 Agora, mais perigoso
pra mim, até que leão,
tenho medo é de cachorro,
cachorrinho ou cachorrão!
Cachorro eu até que gosto.
50 Na minha casa tem três.
Agora, o que eu tenho medo
eu vou contar de uma vez.
Não tenho medo de nada! (...)
Mas apesar de valente
55 tenho medo de avião!
É mais pesado que o ar
e tem motor de explosão...
Mas apesar disso tudo,
eu não tenho medo, não!
60 Mas (...), pato, galinha, (...)
tudo que é bicho de pena
me põe de cabelo em pé!
Pelo que vemos, pessoal,
ter medo não é vergonha.
65 Todo mundo tem um medo,
que a gente nem mesmo sonha.
Mas eu vou andando agora.
Não temo bicho, nem homem!
É que está chegando a hora
70 de aparecer lobisomem...
(ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)
No texto II, há vozes que dialogam sobre o medo: uma delas comenta por que não se assusta diante daquilo que faz a outra tremer para, logo em seguida, confessar seu medo motivado por outras razões.
O verso que exprime o que essa contraposição revela éResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO II
Quem tem medo de quê?
1 Eu vou contar pra você
o que é meu maior segredo.
Há uma coisa no mundo
que me mete muito medo!
5 Não tenho medo de pai,
nem de mãe e nem de irmão.
Mas eu tenho muito medo
do barulho do trovão.
Do trovão? Mas que bobagem!
10 Que medo mais infantil!
Quando o trovão faz barulho
o raio até já caiu... (...)
Sabe do que eu tenho medo?
Que me dói o coração?
15 Até me arrepia a espinha...
Tenho medo de injeção!
Ah, injeção eu não gosto,
mas não fico apavorada.
Existe só uma coisa
20 que me deixa até gelada...
Do que eu tenho muito medo,
que me deixa num apuro...
É uma coisa meio besta:
é ter de ficar no escuro...
25 Que medo mais bobo o seu!
É verdade, eu asseguro,
que é só acender a luz
e pronto! Acabou-se o escuro!
O medo maior que eu tenho,
30 o que me causa pavor,
é de pensar em vampiro.
Vampiro me causa horror!
Vampiro não me dá medo...
Acho que nunca senti...
35 Tenho medo do que existe,
e não do que nunca vi.
Mas existe uma coisinha...
Eu de medo até me encolho!
Eu tenho um medo danado
40 mas é de pegar piolho.
Piolho é um bichinho à-toa...
Não complica nossa vida.
É coisa que a gente cura
com sabão e inseticida!
45 Agora, mais perigoso
pra mim, até que leão,
tenho medo é de cachorro,
cachorrinho ou cachorrão!
Cachorro eu até que gosto.
50 Na minha casa tem três.
Agora, o que eu tenho medo
eu vou contar de uma vez.
Não tenho medo de nada! (...)
Mas apesar de valente
55 tenho medo de avião!
É mais pesado que o ar
e tem motor de explosão...
Mas apesar disso tudo,
eu não tenho medo, não!
60 Mas (...), pato, galinha, (...)
tudo que é bicho de pena
me põe de cabelo em pé!
Pelo que vemos, pessoal,
ter medo não é vergonha.
65 Todo mundo tem um medo,
que a gente nem mesmo sonha.
Mas eu vou andando agora.
Não temo bicho, nem homem!
É que está chegando a hora
70 de aparecer lobisomem...
(ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)
No poema, a tonicidade das palavras contribui bastante para a musicalidade do texto. Não só a presença de sílabas tônicas e átonas, como também a posição de cada uma delas podem conferir esse efeito.
Assinale a opção cujo par de vocábulos apresenta a mesma posição da sílaba tônica.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
1 Lançada em 2015, a animação Divertida Mente tem como protagonista a menina Riley, que se
vê obrigada a mudar de cidade com os pais. Acompanhamos o seu processo de adaptação na vida nova
e assistimos como as cinco emoções (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho) regem seu
comportamento. Através de personagens lúdicos, observamos o funcionamento cerebral de Riley e
5 como ela se comporta socialmente. Divertida Mente trata de um tema complexo (a máquina do nosso
pensamento) a partir de uma abordagem singela e didática. Não por acaso, o longa-metragem recebeu
os mais importantes prêmios de melhor filme de animação (Oscar, BAFTA e Globo de Ouro).
Cada emoção essencial de Divertida Mente possui um desenho específico que se relaciona
diretamente com o sentimento que representa. A Alegria, por exemplo, tem um formato corporal que
10 nos lembra uma estrela. O Medo, por sua vez, tem contornos de um nervo e é roxo. Nojinho é
inteiramente verde e nos recorda um brócolis (comida que Riley não aprecia). A Raiva é como um tijolo:
retangular, vermelho e pesado. A Tristeza tem um contorno de gota, como uma lágrima, e é azul. Após
assistirmos à animação, notamos como não existem sentimentos bons e ruins, todos os sentimentos
são necessários para o nosso desenvolvimento psíquico.
15 Ao contrário do que nos faz crer a sociedade contemporânea, a tristeza é essencial para a nossa
vida. O nojo também é importante, porque de certa forma nos protege. O medo também não deve ser
desprezado porque nos mantém em segurança.
Aprendemos, a partir da observação do cérebro de Riley, como acontecimentos externos
repercutem em nós internamente e como a nossa personalidade está intrinsecamente relacionada às
20 nossas memórias. Somos aquilo que vivemos e as memórias vão sendo armazenadas carregadas de
sentimentos.
O filme nos ajuda a entender o nosso funcionamento cerebral e faz com que sejamos capazes
de lidar melhor com os nossos sentimentos.
Divertida Mente chama a atenção para analisarmos de forma diferente as situações e estarmos
25 mais alerta para as conexões que fazemos. Não é raro, depois de assistirmos ao longa, refletirmos sobre
quem estará na sala de comando e quais serão os sentimentos envolvidos nas interações que temos.
Ao termos consciência de como o corpo processa o que foi vivido, entendemos melhor os nossos
conflitos emocionais e respeitamos as nossas limitações internas, ao mesmo tempo que podemos
escolher desafiá-las.
30 O filme também nos ensina a importância de aceitarmos as experiências negativas porque elas
são essenciais para a formação do nosso caráter.
(Adaptado de https://www.culturagenial.com/filme-divertida-mente. Acesso em 14/07/2025)
A propósito do texto III, é possível afirmar que o título do filme "Divertida Mente" contém um jogo de palavras que pode refletir tanto o modo (diversão, divertidamente) quanto o tipo de mente (mente divertida). De uma forma ou de outra, fica evidente a proposta de o filme abordar um tema denso com leveza.
Assinale a opção cujo trecho ratifica essa afirmativa.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
1 Lançada em 2015, a animação Divertida Mente tem como protagonista a menina Riley, que se
vê obrigada a mudar de cidade com os pais. Acompanhamos o seu processo de adaptação na vida nova
e assistimos como as cinco emoções (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho) regem seu
comportamento. Através de personagens lúdicos, observamos o funcionamento cerebral de Riley e
5 como ela se comporta socialmente. Divertida Mente trata de um tema complexo (a máquina do nosso
pensamento) a partir de uma abordagem singela e didática. Não por acaso, o longa-metragem recebeu
os mais importantes prêmios de melhor filme de animação (Oscar, BAFTA e Globo de Ouro).
Cada emoção essencial de Divertida Mente possui um desenho específico que se relaciona
diretamente com o sentimento que representa. A Alegria, por exemplo, tem um formato corporal que
10 nos lembra uma estrela. O Medo, por sua vez, tem contornos de um nervo e é roxo. Nojinho é
inteiramente verde e nos recorda um brócolis (comida que Riley não aprecia). A Raiva é como um tijolo:
retangular, vermelho e pesado. A Tristeza tem um contorno de gota, como uma lágrima, e é azul. Após
assistirmos à animação, notamos como não existem sentimentos bons e ruins, todos os sentimentos
são necessários para o nosso desenvolvimento psíquico.
15 Ao contrário do que nos faz crer a sociedade contemporânea, a tristeza é essencial para a nossa
vida. O nojo também é importante, porque de certa forma nos protege. O medo também não deve ser
desprezado porque nos mantém em segurança.
Aprendemos, a partir da observação do cérebro de Riley, como acontecimentos externos
repercutem em nós internamente e como a nossa personalidade está intrinsecamente relacionada às
20 nossas memórias. Somos aquilo que vivemos e as memórias vão sendo armazenadas carregadas de
sentimentos.
O filme nos ajuda a entender o nosso funcionamento cerebral e faz com que sejamos capazes
de lidar melhor com os nossos sentimentos.
Divertida Mente chama a atenção para analisarmos de forma diferente as situações e estarmos
25 mais alerta para as conexões que fazemos. Não é raro, depois de assistirmos ao longa, refletirmos sobre
quem estará na sala de comando e quais serão os sentimentos envolvidos nas interações que temos.
Ao termos consciência de como o corpo processa o que foi vivido, entendemos melhor os nossos
conflitos emocionais e respeitamos as nossas limitações internas, ao mesmo tempo que podemos
escolher desafiá-las.
30 O filme também nos ensina a importância de aceitarmos as experiências negativas porque elas
são essenciais para a formação do nosso caráter.
(Adaptado de https://www.culturagenial.com/filme-divertida-mente. Acesso em 14/07/2025)
No texto III, as vírgulas empregadas isolam expressões com diversos fins.
Assinale a opção cujos termos isolados por vírgulas contêm um comentário que caracteriza a expressão que lhe antecede.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
1 Lançada em 2015, a animação Divertida Mente tem como protagonista a menina Riley, que se
vê obrigada a mudar de cidade com os pais. Acompanhamos o seu processo de adaptação na vida nova
e assistimos como as cinco emoções (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho) regem seu
comportamento. Através de personagens lúdicos, observamos o funcionamento cerebral de Riley e
5 como ela se comporta socialmente. Divertida Mente trata de um tema complexo (a máquina do nosso
pensamento) a partir de uma abordagem singela e didática. Não por acaso, o longa-metragem recebeu
os mais importantes prêmios de melhor filme de animação (Oscar, BAFTA e Globo de Ouro).
Cada emoção essencial de Divertida Mente possui um desenho específico que se relaciona
diretamente com o sentimento que representa. A Alegria, por exemplo, tem um formato corporal que
10 nos lembra uma estrela. O Medo, por sua vez, tem contornos de um nervo e é roxo. Nojinho é
inteiramente verde e nos recorda um brócolis (comida que Riley não aprecia). A Raiva é como um tijolo:
retangular, vermelho e pesado. A Tristeza tem um contorno de gota, como uma lágrima, e é azul. Após
assistirmos à animação, notamos como não existem sentimentos bons e ruins, todos os sentimentos
são necessários para o nosso desenvolvimento psíquico.
15 Ao contrário do que nos faz crer a sociedade contemporânea, a tristeza é essencial para a nossa
vida. O nojo também é importante, porque de certa forma nos protege. O medo também não deve ser
desprezado porque nos mantém em segurança.
Aprendemos, a partir da observação do cérebro de Riley, como acontecimentos externos
repercutem em nós internamente e como a nossa personalidade está intrinsecamente relacionada às
20 nossas memórias. Somos aquilo que vivemos e as memórias vão sendo armazenadas carregadas de
sentimentos.
O filme nos ajuda a entender o nosso funcionamento cerebral e faz com que sejamos capazes
de lidar melhor com os nossos sentimentos.
Divertida Mente chama a atenção para analisarmos de forma diferente as situações e estarmos
25 mais alerta para as conexões que fazemos. Não é raro, depois de assistirmos ao longa, refletirmos sobre
quem estará na sala de comando e quais serão os sentimentos envolvidos nas interações que temos.
Ao termos consciência de como o corpo processa o que foi vivido, entendemos melhor os nossos
conflitos emocionais e respeitamos as nossas limitações internas, ao mesmo tempo que podemos
escolher desafiá-las.
30 O filme também nos ensina a importância de aceitarmos as experiências negativas porque elas
são essenciais para a formação do nosso caráter.
(Adaptado de https://www.culturagenial.com/filme-divertida-mente. Acesso em 14/07/2025)
De acordo com o texto III, o filme Divertida Mente permite que seu espectador chegue à seguinte conclusão:Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO III
1 Lançada em 2015, a animação Divertida Mente tem como protagonista a menina Riley, que se
vê obrigada a mudar de cidade com os pais. Acompanhamos o seu processo de adaptação na vida nova
e assistimos como as cinco emoções (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho) regem seu
comportamento. Através de personagens lúdicos, observamos o funcionamento cerebral de Riley e
5 como ela se comporta socialmente. Divertida Mente trata de um tema complexo (a máquina do nosso
pensamento) a partir de uma abordagem singela e didática. Não por acaso, o longa-metragem recebeu
os mais importantes prêmios de melhor filme de animação (Oscar, BAFTA e Globo de Ouro).
Cada emoção essencial de Divertida Mente possui um desenho específico que se relaciona
diretamente com o sentimento que representa. A Alegria, por exemplo, tem um formato corporal que
10 nos lembra uma estrela. O Medo, por sua vez, tem contornos de um nervo e é roxo. Nojinho é
inteiramente verde e nos recorda um brócolis (comida que Riley não aprecia). A Raiva é como um tijolo:
retangular, vermelho e pesado. A Tristeza tem um contorno de gota, como uma lágrima, e é azul. Após
assistirmos à animação, notamos como não existem sentimentos bons e ruins, todos os sentimentos
são necessários para o nosso desenvolvimento psíquico.
15 Ao contrário do que nos faz crer a sociedade contemporânea, a tristeza é essencial para a nossa
vida. O nojo também é importante, porque de certa forma nos protege. O medo também não deve ser
desprezado porque nos mantém em segurança.
Aprendemos, a partir da observação do cérebro de Riley, como acontecimentos externos
repercutem em nós internamente e como a nossa personalidade está intrinsecamente relacionada às
20 nossas memórias. Somos aquilo que vivemos e as memórias vão sendo armazenadas carregadas de
sentimentos.
O filme nos ajuda a entender o nosso funcionamento cerebral e faz com que sejamos capazes
de lidar melhor com os nossos sentimentos.
Divertida Mente chama a atenção para analisarmos de forma diferente as situações e estarmos
25 mais alerta para as conexões que fazemos. Não é raro, depois de assistirmos ao longa, refletirmos sobre
quem estará na sala de comando e quais serão os sentimentos envolvidos nas interações que temos.
Ao termos consciência de como o corpo processa o que foi vivido, entendemos melhor os nossos
conflitos emocionais e respeitamos as nossas limitações internas, ao mesmo tempo que podemos
escolher desafiá-las.
30 O filme também nos ensina a importância de aceitarmos as experiências negativas porque elas
são essenciais para a formação do nosso caráter.
(Adaptado de https://www.culturagenial.com/filme-divertida-mente. Acesso em 14/07/2025)
Releia o trecho do texto III a seguir e responda à questão proposta:
![]()
No texto III, o emprego do verbo no tempo presente é recorrente.
Se, em vez de apresentar os fatos no presente, o autor tivesse mencionado o que ainda acontecerá, a substituição dos verbos destacados no trecho acima, sem alterar o número e a pessoa, conforme as regras gramaticais vigentes, seria
TEXTO III
1 Lançada em 2015, a animação Divertida Mente tem como protagonista a menina Riley, que se
vê obrigada a mudar de cidade com os pais. Acompanhamos o seu processo de adaptação na vida nova
e assistimos como as cinco emoções (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho) regem seu
comportamento. Através de personagens lúdicos, observamos o funcionamento cerebral de Riley e
5 como ela se comporta socialmente. Divertida Mente trata de um tema complexo (a máquina do nosso
pensamento) a partir de uma abordagem singela e didática. Não por acaso, o longa-metragem recebeu
os mais importantes prêmios de melhor filme de animação (Oscar, BAFTA e Globo de Ouro).
Cada emoção essencial de Divertida Mente possui um desenho específico que se relaciona
diretamente com o sentimento que representa. A Alegria, por exemplo, tem um formato corporal que
10 nos lembra uma estrela. O Medo, por sua vez, tem contornos de um nervo e é roxo. Nojinho é
inteiramente verde e nos recorda um brócolis (comida que Riley não aprecia). A Raiva é como um tijolo:
retangular, vermelho e pesado. A Tristeza tem um contorno de gota, como uma lágrima, e é azul. Após
assistirmos à animação, notamos como não existem sentimentos bons e ruins, todos os sentimentos
são necessários para o nosso desenvolvimento psíquico.
15 Ao contrário do que nos faz crer a sociedade contemporânea, a tristeza é essencial para a nossa
vida. O nojo também é importante, porque de certa forma nos protege. O medo também não deve ser
desprezado porque nos mantém em segurança.
Aprendemos, a partir da observação do cérebro de Riley, como acontecimentos externos
repercutem em nós internamente e como a nossa personalidade está intrinsecamente relacionada às
20 nossas memórias. Somos aquilo que vivemos e as memórias vão sendo armazenadas carregadas de
sentimentos.
O filme nos ajuda a entender o nosso funcionamento cerebral e faz com que sejamos capazes
de lidar melhor com os nossos sentimentos.
Divertida Mente chama a atenção para analisarmos de forma diferente as situações e estarmos
25 mais alerta para as conexões que fazemos. Não é raro, depois de assistirmos ao longa, refletirmos sobre
quem estará na sala de comando e quais serão os sentimentos envolvidos nas interações que temos.
Ao termos consciência de como o corpo processa o que foi vivido, entendemos melhor os nossos
conflitos emocionais e respeitamos as nossas limitações internas, ao mesmo tempo que podemos
escolher desafiá-las.
30 O filme também nos ensina a importância de aceitarmos as experiências negativas porque elas
são essenciais para a formação do nosso caráter.
(Adaptado de https://www.culturagenial.com/filme-divertida-mente. Acesso em 14/07/2025)
Releia o trecho do texto III a seguir e responda à questão proposta:
![]()
O pronome "seu" em destaque refere-se à
TEXTO III
1 Lançada em 2015, a animação Divertida Mente tem como protagonista a menina Riley, que se
vê obrigada a mudar de cidade com os pais. Acompanhamos o seu processo de adaptação na vida nova
e assistimos como as cinco emoções (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho) regem seu
comportamento. Através de personagens lúdicos, observamos o funcionamento cerebral de Riley e
5 como ela se comporta socialmente. Divertida Mente trata de um tema complexo (a máquina do nosso
pensamento) a partir de uma abordagem singela e didática. Não por acaso, o longa-metragem recebeu
os mais importantes prêmios de melhor filme de animação (Oscar, BAFTA e Globo de Ouro).
Cada emoção essencial de Divertida Mente possui um desenho específico que se relaciona
diretamente com o sentimento que representa. A Alegria, por exemplo, tem um formato corporal que
10 nos lembra uma estrela. O Medo, por sua vez, tem contornos de um nervo e é roxo. Nojinho é
inteiramente verde e nos recorda um brócolis (comida que Riley não aprecia). A Raiva é como um tijolo:
retangular, vermelho e pesado. A Tristeza tem um contorno de gota, como uma lágrima, e é azul. Após
assistirmos à animação, notamos como não existem sentimentos bons e ruins, todos os sentimentos
são necessários para o nosso desenvolvimento psíquico.
15 Ao contrário do que nos faz crer a sociedade contemporânea, a tristeza é essencial para a nossa
vida. O nojo também é importante, porque de certa forma nos protege. O medo também não deve ser
desprezado porque nos mantém em segurança.
Aprendemos, a partir da observação do cérebro de Riley, como acontecimentos externos
repercutem em nós internamente e como a nossa personalidade está intrinsecamente relacionada às
20 nossas memórias. Somos aquilo que vivemos e as memórias vão sendo armazenadas carregadas de
sentimentos.
O filme nos ajuda a entender o nosso funcionamento cerebral e faz com que sejamos capazes
de lidar melhor com os nossos sentimentos.
Divertida Mente chama a atenção para analisarmos de forma diferente as situações e estarmos
25 mais alerta para as conexões que fazemos. Não é raro, depois de assistirmos ao longa, refletirmos sobre
quem estará na sala de comando e quais serão os sentimentos envolvidos nas interações que temos.
Ao termos consciência de como o corpo processa o que foi vivido, entendemos melhor os nossos
conflitos emocionais e respeitamos as nossas limitações internas, ao mesmo tempo que podemos
escolher desafiá-las.
30 O filme também nos ensina a importância de aceitarmos as experiências negativas porque elas
são essenciais para a formação do nosso caráter.
(Adaptado de https://www.culturagenial.com/filme-divertida-mente. Acesso em 14/07/2025)
Releia o trecho do texto III a seguir e responda à questão proposta:
![]()
As classes de palavras contribuem ativamente na organização do texto.
A alternativa que apresenta uma palavra da mesma classe gramatical, com papel semelhante que a destacada é
TEXTO III
1 Lançada em 2015, a animação Divertida Mente tem como protagonista a menina Riley, que se
vê obrigada a mudar de cidade com os pais. Acompanhamos o seu processo de adaptação na vida nova
e assistimos como as cinco emoções (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho) regem seu
comportamento. Através de personagens lúdicos, observamos o funcionamento cerebral de Riley e
5 como ela se comporta socialmente. Divertida Mente trata de um tema complexo (a máquina do nosso
pensamento) a partir de uma abordagem singela e didática. Não por acaso, o longa-metragem recebeu
os mais importantes prêmios de melhor filme de animação (Oscar, BAFTA e Globo de Ouro).
Cada emoção essencial de Divertida Mente possui um desenho específico que se relaciona
diretamente com o sentimento que representa. A Alegria, por exemplo, tem um formato corporal que
10 nos lembra uma estrela. O Medo, por sua vez, tem contornos de um nervo e é roxo. Nojinho é
inteiramente verde e nos recorda um brócolis (comida que Riley não aprecia). A Raiva é como um tijolo:
retangular, vermelho e pesado. A Tristeza tem um contorno de gota, como uma lágrima, e é azul. Após
assistirmos à animação, notamos como não existem sentimentos bons e ruins, todos os sentimentos
são necessários para o nosso desenvolvimento psíquico.
15 Ao contrário do que nos faz crer a sociedade contemporânea, a tristeza é essencial para a nossa
vida. O nojo também é importante, porque de certa forma nos protege. O medo também não deve ser
desprezado porque nos mantém em segurança.
Aprendemos, a partir da observação do cérebro de Riley, como acontecimentos externos
repercutem em nós internamente e como a nossa personalidade está intrinsecamente relacionada às
20 nossas memórias. Somos aquilo que vivemos e as memórias vão sendo armazenadas carregadas de
sentimentos.
O filme nos ajuda a entender o nosso funcionamento cerebral e faz com que sejamos capazes
de lidar melhor com os nossos sentimentos.
Divertida Mente chama a atenção para analisarmos de forma diferente as situações e estarmos
25 mais alerta para as conexões que fazemos. Não é raro, depois de assistirmos ao longa, refletirmos sobre
quem estará na sala de comando e quais serão os sentimentos envolvidos nas interações que temos.
Ao termos consciência de como o corpo processa o que foi vivido, entendemos melhor os nossos
conflitos emocionais e respeitamos as nossas limitações internas, ao mesmo tempo que podemos
escolher desafiá-las.
30 O filme também nos ensina a importância de aceitarmos as experiências negativas porque elas
são essenciais para a formação do nosso caráter.
(Adaptado de https://www.culturagenial.com/filme-divertida-mente. Acesso em 14/07/2025)
TEXTO IV
O Leão Covarde
Por todo esse tempo, Dorothy e os companheiros andaram em meio à densa floresta.
– Quanto tempo leva para sairmos da floresta? – perguntou ela ao Lenhador.
– Não sei, nunca fui à Cidade das Esmeraldas. Meu pai foi uma vez. Disse que a viagem é longa
e o percurso, perigoso, mas tudo fica bonito, próximo à cidade onde vive o Grande Oz. Não temos o
5 que temer. Trouxe a lata de óleo, o Espantalho não se machuca e você traz na testa a marca que a
protege de qualquer perigo.
– Mas, e Totó? O que vai protegê-lo?
– Nós o protegeremos, caso corra perigo – disse o Lenhador.
Nesse exato momento, ouviu-se terrível rugido e um leão enorme surgiu no meio do caminho.
10 Bastou erguer uma pata para o Espantalho voar para fora da estrada. Atacou o Lenhador de Lata com
garras afiadas.
O cachorrinho tinha, agora, um inimigo pela frente. Correu em direção à fera, e o leão abriu a
bocarra para devorá-lo. Dorothy, sentindo que poderia perder o amigo, sem avaliar o perigo, avançou
e deu um tapa no focinho do leão. Gritou:
15 – Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão
pequeno? Não tem vergonha, não?
– Mas eu não mordi – disse o Leão, esfregando a pata no focinho, onde a menina tinha batido.
– Não, mas tentou. Você não passa de um covarde.
– Eu sei disso – disse o Leão, baixando a cabeça, envergonhado. – Sou mesmo um covarde, o que
20 posso fazer?
– E eu é que vou saber? Imagine, atacar um homem de palha como o Espantalho!
– Ele é de palha, é? – perguntou o Leão, surpreso, ao ver Dorothy erguer o companheiro.
– É claro que é! – respondeu ela, ainda furiosa.
– Ah, então foi por isso que caiu fácil. Fiquei surpreso ao vê-lo sair voando. O outro também é
25 de palha?
– Não, é de lata. – enquanto falava, ajudava o Lenhador a ficar em pé.
– Então foi por isso que estraguei as unhas. Quando arranharam a lata, senti um frio na espinha.
E esse animal que você gosta tanto, o que é?
– É Totó, o meu cachorro.
30 – É de lata ou de palha?
– Nem de uma coisa nem de outra. É de carne.
– Como é estranho e pequenino, visto de perto. Ninguém atacaria um animalzinho desses, a não
ser um covarde como eu – disse, triste, o Leão.
– E por que você é covarde? – perguntou ela, admirada com a declaração.
35 –Ah, é um mistério. Acho que nasci assim. Os outros animais da floresta pensam que sou valente,
pois o leão é considerado o Rei dos animais. Disseram-me que, se rugir alto, deixo todos apavorados
e fogem do meu caminho. Mas, se encontro alguém à minha frente, quem fica em pânico sou eu. Se
um elefante, tigre ou urso resolvesse me enfrentar, eu sairia correndo. Sou um completo covarde. Sorte
minha os bichos fugirem, mal ouvem o meu rugido.
40 – Isso não está certo. O Rei dos Animais não pode ser um covarde. – disse o Espantalho.
– Sei disso – respondeu o Leão, enxugando uma lágrima com a ponta da cauda. – É o que me
deixa infeliz. Basta eu pressentir perigo que meu coração dispara.
– Talvez você tenha algum problema cardíaco – disse o Lenhador.
– É, pode ser – foi o comentário do Leão.
45 – Se for, sorte sua. Prova que tem coração. Eu, como não tenho, jamais vou sofrer de doença
cardíaca.
O Leão, pensativo, disse:
– Talvez, se eu tivesse coração, não fosse covarde.
– Você tem cérebro? – perguntou o Espantalho.
50 – Acho que sim. Nunca olhei para saber.
– Eu não tenho. Minha cabeça é cheia de palha. Por isso vou ao Grande Oz pedir que me dê um.
– E eu vou pedir um coração – disse o Lenhador.
– E eu, que me mande, com Totó, de volta para casa – acrescentou Dorothy.
– Posso ir com vocês? – perguntou o Leão. – A vida sem um pouco de coragem é insuportável.
55 – Vai ser bom – disse a menina. – Assim os animais selvagens vão se manter afastados.
Mais uma vez, o grupo se pôs a caminho.
(BAUM, L. Frank. O Mágico de Oz. Tradução e adaptação Ligia Cademartori. São Paulo: FTD, 2008. p. 25-27)
No texto III, o autor declara que "Ao termos consciência de como o corpo processa o que foi vivido, entendemos melhor os nossos conflitos emocionais e respeitamos as nossas limitações internas, ao mesmo tempo que podemos escolher desafiá-las." (l. 27-29)
Assinale a opção cujo fragmento do texto IV ilustra um momento dessa inteligência emocional do Leão.Resolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
O Leão Covarde
Por todo esse tempo, Dorothy e os companheiros andaram em meio à densa floresta.
– Quanto tempo leva para sairmos da floresta? – perguntou ela ao Lenhador.
– Não sei, nunca fui à Cidade das Esmeraldas. Meu pai foi uma vez. Disse que a viagem é longa
e o percurso, perigoso, mas tudo fica bonito, próximo à cidade onde vive o Grande Oz. Não temos o
5 que temer. Trouxe a lata de óleo, o Espantalho não se machuca e você traz na testa a marca que a
protege de qualquer perigo.
– Mas, e Totó? O que vai protegê-lo?
– Nós o protegeremos, caso corra perigo – disse o Lenhador.
Nesse exato momento, ouviu-se terrível rugido e um leão enorme surgiu no meio do caminho.
10 Bastou erguer uma pata para o Espantalho voar para fora da estrada. Atacou o Lenhador de Lata com
garras afiadas.
O cachorrinho tinha, agora, um inimigo pela frente. Correu em direção à fera, e o leão abriu a
bocarra para devorá-lo. Dorothy, sentindo que poderia perder o amigo, sem avaliar o perigo, avançou
e deu um tapa no focinho do leão. Gritou:
15 – Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão
pequeno? Não tem vergonha, não?
– Mas eu não mordi – disse o Leão, esfregando a pata no focinho, onde a menina tinha batido.
– Não, mas tentou. Você não passa de um covarde.
– Eu sei disso – disse o Leão, baixando a cabeça, envergonhado. – Sou mesmo um covarde, o que
20 posso fazer?
– E eu é que vou saber? Imagine, atacar um homem de palha como o Espantalho!
– Ele é de palha, é? – perguntou o Leão, surpreso, ao ver Dorothy erguer o companheiro.
– É claro que é! – respondeu ela, ainda furiosa.
– Ah, então foi por isso que caiu fácil. Fiquei surpreso ao vê-lo sair voando. O outro também é
25 de palha?
– Não, é de lata. – enquanto falava, ajudava o Lenhador a ficar em pé.
– Então foi por isso que estraguei as unhas. Quando arranharam a lata, senti um frio na espinha.
E esse animal que você gosta tanto, o que é?
– É Totó, o meu cachorro.
30 – É de lata ou de palha?
– Nem de uma coisa nem de outra. É de carne.
– Como é estranho e pequenino, visto de perto. Ninguém atacaria um animalzinho desses, a não
ser um covarde como eu – disse, triste, o Leão.
– E por que você é covarde? – perguntou ela, admirada com a declaração.
35 –Ah, é um mistério. Acho que nasci assim. Os outros animais da floresta pensam que sou valente,
pois o leão é considerado o Rei dos animais. Disseram-me que, se rugir alto, deixo todos apavorados
e fogem do meu caminho. Mas, se encontro alguém à minha frente, quem fica em pânico sou eu. Se
um elefante, tigre ou urso resolvesse me enfrentar, eu sairia correndo. Sou um completo covarde. Sorte
minha os bichos fugirem, mal ouvem o meu rugido.
40 – Isso não está certo. O Rei dos Animais não pode ser um covarde. – disse o Espantalho.
– Sei disso – respondeu o Leão, enxugando uma lágrima com a ponta da cauda. – É o que me
deixa infeliz. Basta eu pressentir perigo que meu coração dispara.
– Talvez você tenha algum problema cardíaco – disse o Lenhador.
– É, pode ser – foi o comentário do Leão.
45 – Se for, sorte sua. Prova que tem coração. Eu, como não tenho, jamais vou sofrer de doença
cardíaca.
O Leão, pensativo, disse:
– Talvez, se eu tivesse coração, não fosse covarde.
– Você tem cérebro? – perguntou o Espantalho.
50 – Acho que sim. Nunca olhei para saber.
– Eu não tenho. Minha cabeça é cheia de palha. Por isso vou ao Grande Oz pedir que me dê um.
– E eu vou pedir um coração – disse o Lenhador.
– E eu, que me mande, com Totó, de volta para casa – acrescentou Dorothy.
– Posso ir com vocês? – perguntou o Leão. – A vida sem um pouco de coragem é insuportável.
55 – Vai ser bom – disse a menina. – Assim os animais selvagens vão se manter afastados.
Mais uma vez, o grupo se pôs a caminho.
(BAUM, L. Frank. O Mágico de Oz. Tradução e adaptação Ligia Cademartori. São Paulo: FTD, 2008. p. 25-27)
Ao Leão falta a coragem, mas não a linguagem cuidada, típica de um "Rei dos Animais".
![]()
pode ser substituído, sem prejuízo gramatical ou de sentido, por
TEXTO IV
O Leão Covarde
Por todo esse tempo, Dorothy e os companheiros andaram em meio à densa floresta.
– Quanto tempo leva para sairmos da floresta? – perguntou ela ao Lenhador.
– Não sei, nunca fui à Cidade das Esmeraldas. Meu pai foi uma vez. Disse que a viagem é longa
e o percurso, perigoso, mas tudo fica bonito, próximo à cidade onde vive o Grande Oz. Não temos o
5 que temer. Trouxe a lata de óleo, o Espantalho não se machuca e você traz na testa a marca que a
protege de qualquer perigo.
– Mas, e Totó? O que vai protegê-lo?
– Nós o protegeremos, caso corra perigo – disse o Lenhador.
Nesse exato momento, ouviu-se terrível rugido e um leão enorme surgiu no meio do caminho.
10 Bastou erguer uma pata para o Espantalho voar para fora da estrada. Atacou o Lenhador de Lata com
garras afiadas.
O cachorrinho tinha, agora, um inimigo pela frente. Correu em direção à fera, e o leão abriu a
bocarra para devorá-lo. Dorothy, sentindo que poderia perder o amigo, sem avaliar o perigo, avançou
e deu um tapa no focinho do leão. Gritou:
15 – Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão
pequeno? Não tem vergonha, não?
– Mas eu não mordi – disse o Leão, esfregando a pata no focinho, onde a menina tinha batido.
– Não, mas tentou. Você não passa de um covarde.
– Eu sei disso – disse o Leão, baixando a cabeça, envergonhado. – Sou mesmo um covarde, o que
20 posso fazer?
– E eu é que vou saber? Imagine, atacar um homem de palha como o Espantalho!
– Ele é de palha, é? – perguntou o Leão, surpreso, ao ver Dorothy erguer o companheiro.
– É claro que é! – respondeu ela, ainda furiosa.
– Ah, então foi por isso que caiu fácil. Fiquei surpreso ao vê-lo sair voando. O outro também é
25 de palha?
– Não, é de lata. – enquanto falava, ajudava o Lenhador a ficar em pé.
– Então foi por isso que estraguei as unhas. Quando arranharam a lata, senti um frio na espinha.
E esse animal que você gosta tanto, o que é?
– É Totó, o meu cachorro.
30 – É de lata ou de palha?
– Nem de uma coisa nem de outra. É de carne.
– Como é estranho e pequenino, visto de perto. Ninguém atacaria um animalzinho desses, a não
ser um covarde como eu – disse, triste, o Leão.
– E por que você é covarde? – perguntou ela, admirada com a declaração.
35 –Ah, é um mistério. Acho que nasci assim. Os outros animais da floresta pensam que sou valente,
pois o leão é considerado o Rei dos animais. Disseram-me que, se rugir alto, deixo todos apavorados
e fogem do meu caminho. Mas, se encontro alguém à minha frente, quem fica em pânico sou eu. Se
um elefante, tigre ou urso resolvesse me enfrentar, eu sairia correndo. Sou um completo covarde. Sorte
minha os bichos fugirem, mal ouvem o meu rugido.
40 – Isso não está certo. O Rei dos Animais não pode ser um covarde. – disse o Espantalho.
– Sei disso – respondeu o Leão, enxugando uma lágrima com a ponta da cauda. – É o que me
deixa infeliz. Basta eu pressentir perigo que meu coração dispara.
– Talvez você tenha algum problema cardíaco – disse o Lenhador.
– É, pode ser – foi o comentário do Leão.
45 – Se for, sorte sua. Prova que tem coração. Eu, como não tenho, jamais vou sofrer de doença
cardíaca.
O Leão, pensativo, disse:
– Talvez, se eu tivesse coração, não fosse covarde.
– Você tem cérebro? – perguntou o Espantalho.
50 – Acho que sim. Nunca olhei para saber.
– Eu não tenho. Minha cabeça é cheia de palha. Por isso vou ao Grande Oz pedir que me dê um.
– E eu vou pedir um coração – disse o Lenhador.
– E eu, que me mande, com Totó, de volta para casa – acrescentou Dorothy.
– Posso ir com vocês? – perguntou o Leão. – A vida sem um pouco de coragem é insuportável.
55 – Vai ser bom – disse a menina. – Assim os animais selvagens vão se manter afastados.
Mais uma vez, o grupo se pôs a caminho.
(BAUM, L. Frank. O Mágico de Oz. Tradução e adaptação Ligia Cademartori. São Paulo: FTD, 2008. p. 25-27)
O personagem Leão afirma para Dorothy que tem sorte por seu rugido espantar os bichos, pois ele é quem fica em pânico quando encontra alguém à sua frente.
A respeito desse fato, a reação dos bichos revela queResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
O Leão Covarde
Por todo esse tempo, Dorothy e os companheiros andaram em meio à densa floresta.
– Quanto tempo leva para sairmos da floresta? – perguntou ela ao Lenhador.
– Não sei, nunca fui à Cidade das Esmeraldas. Meu pai foi uma vez. Disse que a viagem é longa
e o percurso, perigoso, mas tudo fica bonito, próximo à cidade onde vive o Grande Oz. Não temos o
5 que temer. Trouxe a lata de óleo, o Espantalho não se machuca e você traz na testa a marca que a
protege de qualquer perigo.
– Mas, e Totó? O que vai protegê-lo?
– Nós o protegeremos, caso corra perigo – disse o Lenhador.
Nesse exato momento, ouviu-se terrível rugido e um leão enorme surgiu no meio do caminho.
10 Bastou erguer uma pata para o Espantalho voar para fora da estrada. Atacou o Lenhador de Lata com
garras afiadas.
O cachorrinho tinha, agora, um inimigo pela frente. Correu em direção à fera, e o leão abriu a
bocarra para devorá-lo. Dorothy, sentindo que poderia perder o amigo, sem avaliar o perigo, avançou
e deu um tapa no focinho do leão. Gritou:
15 – Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão
pequeno? Não tem vergonha, não?
– Mas eu não mordi – disse o Leão, esfregando a pata no focinho, onde a menina tinha batido.
– Não, mas tentou. Você não passa de um covarde.
– Eu sei disso – disse o Leão, baixando a cabeça, envergonhado. – Sou mesmo um covarde, o que
20 posso fazer?
– E eu é que vou saber? Imagine, atacar um homem de palha como o Espantalho!
– Ele é de palha, é? – perguntou o Leão, surpreso, ao ver Dorothy erguer o companheiro.
– É claro que é! – respondeu ela, ainda furiosa.
– Ah, então foi por isso que caiu fácil. Fiquei surpreso ao vê-lo sair voando. O outro também é
25 de palha?
– Não, é de lata. – enquanto falava, ajudava o Lenhador a ficar em pé.
– Então foi por isso que estraguei as unhas. Quando arranharam a lata, senti um frio na espinha.
E esse animal que você gosta tanto, o que é?
– É Totó, o meu cachorro.
30 – É de lata ou de palha?
– Nem de uma coisa nem de outra. É de carne.
– Como é estranho e pequenino, visto de perto. Ninguém atacaria um animalzinho desses, a não
ser um covarde como eu – disse, triste, o Leão.
– E por que você é covarde? – perguntou ela, admirada com a declaração.
35 –Ah, é um mistério. Acho que nasci assim. Os outros animais da floresta pensam que sou valente,
pois o leão é considerado o Rei dos animais. Disseram-me que, se rugir alto, deixo todos apavorados
e fogem do meu caminho. Mas, se encontro alguém à minha frente, quem fica em pânico sou eu. Se
um elefante, tigre ou urso resolvesse me enfrentar, eu sairia correndo. Sou um completo covarde. Sorte
minha os bichos fugirem, mal ouvem o meu rugido.
40 – Isso não está certo. O Rei dos Animais não pode ser um covarde. – disse o Espantalho.
– Sei disso – respondeu o Leão, enxugando uma lágrima com a ponta da cauda. – É o que me
deixa infeliz. Basta eu pressentir perigo que meu coração dispara.
– Talvez você tenha algum problema cardíaco – disse o Lenhador.
– É, pode ser – foi o comentário do Leão.
45 – Se for, sorte sua. Prova que tem coração. Eu, como não tenho, jamais vou sofrer de doença
cardíaca.
O Leão, pensativo, disse:
– Talvez, se eu tivesse coração, não fosse covarde.
– Você tem cérebro? – perguntou o Espantalho.
50 – Acho que sim. Nunca olhei para saber.
– Eu não tenho. Minha cabeça é cheia de palha. Por isso vou ao Grande Oz pedir que me dê um.
– E eu vou pedir um coração – disse o Lenhador.
– E eu, que me mande, com Totó, de volta para casa – acrescentou Dorothy.
– Posso ir com vocês? – perguntou o Leão. – A vida sem um pouco de coragem é insuportável.
55 – Vai ser bom – disse a menina. – Assim os animais selvagens vão se manter afastados.
Mais uma vez, o grupo se pôs a caminho.
(BAUM, L. Frank. O Mágico de Oz. Tradução e adaptação Ligia Cademartori. São Paulo: FTD, 2008. p. 25-27)
Releia o trecho do texto IV a seguir e responda à questão proposta:
"Disse que a viagem é longa e o percurso, perigoso, mas tudo fica bonito, próximo à cidade onde vive o Grande Oz." (l. 3-4)
"– Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão pequeno?" (l. 15-16)
A palavra "onde" aparece nos trechos acima com finalidades diferentes.
O primeiro "onde" se refere à cidade do Grande Oz. O segundoResolução comentada
Análise das alternativas
TEXTO IV
O Leão Covarde
Por todo esse tempo, Dorothy e os companheiros andaram em meio à densa floresta.
– Quanto tempo leva para sairmos da floresta? – perguntou ela ao Lenhador.
– Não sei, nunca fui à Cidade das Esmeraldas. Meu pai foi uma vez. Disse que a viagem é longa
e o percurso, perigoso, mas tudo fica bonito, próximo à cidade onde vive o Grande Oz. Não temos o
5 que temer. Trouxe a lata de óleo, o Espantalho não se machuca e você traz na testa a marca que a
protege de qualquer perigo.
– Mas, e Totó? O que vai protegê-lo?
– Nós o protegeremos, caso corra perigo – disse o Lenhador.
Nesse exato momento, ouviu-se terrível rugido e um leão enorme surgiu no meio do caminho.
10 Bastou erguer uma pata para o Espantalho voar para fora da estrada. Atacou o Lenhador de Lata com
garras afiadas.
O cachorrinho tinha, agora, um inimigo pela frente. Correu em direção à fera, e o leão abriu a
bocarra para devorá-lo. Dorothy, sentindo que poderia perder o amigo, sem avaliar o perigo, avançou
e deu um tapa no focinho do leão. Gritou:
15 – Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão
pequeno? Não tem vergonha, não?
– Mas eu não mordi – disse o Leão, esfregando a pata no focinho, onde a menina tinha batido.
– Não, mas tentou. Você não passa de um covarde.
– Eu sei disso – disse o Leão, baixando a cabeça, envergonhado. – Sou mesmo um covarde, o que
20 posso fazer?
– E eu é que vou saber? Imagine, atacar um homem de palha como o Espantalho!
– Ele é de palha, é? – perguntou o Leão, surpreso, ao ver Dorothy erguer o companheiro.
– É claro que é! – respondeu ela, ainda furiosa.
– Ah, então foi por isso que caiu fácil. Fiquei surpreso ao vê-lo sair voando. O outro também é
25 de palha?
– Não, é de lata. – enquanto falava, ajudava o Lenhador a ficar em pé.
– Então foi por isso que estraguei as unhas. Quando arranharam a lata, senti um frio na espinha.
E esse animal que você gosta tanto, o que é?
– É Totó, o meu cachorro.
30 – É de lata ou de palha?
– Nem de uma coisa nem de outra. É de carne.
– Como é estranho e pequenino, visto de perto. Ninguém atacaria um animalzinho desses, a não
ser um covarde como eu – disse, triste, o Leão.
– E por que você é covarde? – perguntou ela, admirada com a declaração.
35 –Ah, é um mistério. Acho que nasci assim. Os outros animais da floresta pensam que sou valente,
pois o leão é considerado o Rei dos animais. Disseram-me que, se rugir alto, deixo todos apavorados
e fogem do meu caminho. Mas, se encontro alguém à minha frente, quem fica em pânico sou eu. Se
um elefante, tigre ou urso resolvesse me enfrentar, eu sairia correndo. Sou um completo covarde. Sorte
minha os bichos fugirem, mal ouvem o meu rugido.
40 – Isso não está certo. O Rei dos Animais não pode ser um covarde. – disse o Espantalho.
– Sei disso – respondeu o Leão, enxugando uma lágrima com a ponta da cauda. – É o que me
deixa infeliz. Basta eu pressentir perigo que meu coração dispara.
– Talvez você tenha algum problema cardíaco – disse o Lenhador.
– É, pode ser – foi o comentário do Leão.
45 – Se for, sorte sua. Prova que tem coração. Eu, como não tenho, jamais vou sofrer de doença
cardíaca.
O Leão, pensativo, disse:
– Talvez, se eu tivesse coração, não fosse covarde.
– Você tem cérebro? – perguntou o Espantalho.
50 – Acho que sim. Nunca olhei para saber.
– Eu não tenho. Minha cabeça é cheia de palha. Por isso vou ao Grande Oz pedir que me dê um.
– E eu vou pedir um coração – disse o Lenhador.
– E eu, que me mande, com Totó, de volta para casa – acrescentou Dorothy.
– Posso ir com vocês? – perguntou o Leão. – A vida sem um pouco de coragem é insuportável.
55 – Vai ser bom – disse a menina. – Assim os animais selvagens vão se manter afastados.
Mais uma vez, o grupo se pôs a caminho.
(BAUM, L. Frank. O Mágico de Oz. Tradução e adaptação Ligia Cademartori. São Paulo: FTD, 2008. p. 25-27)
Releia o trecho do texto IV a seguir:
"O cachorrinho tinha, agora, um inimigo pela frente. Correu em direção à fera, e o leão abriu a bocarra para devorá-lo. Dorothy, sentindo que poderia perder o amigo, sem avaliar o perigo, avançou e deu um tapa no focinho do leão. Gritou:
– Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão pequeno? Não tem vergonha, não?
– Mas eu não mordi – disse o Leão, esfregando a pata no focinho, onde a menina tinha batido." (l. 12-17)
A reação de Dorothy, no trecho acima, é gerada por um fato que a faz agir impulsivamente.
O fato e a conclusão a que Dorothy chega a partir dele são, respectivamente,Resolução comentada
Análise das alternativas
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base:
Texto-base: