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Colégio Militar de São Paulo — Processo Seletivo CMSP 2025/2026 — 6º ano — Exame Intelectual de Matemática, Língua Portuguesa e Redação

Colégio Militar de São Paulo · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Exame Intelectual de Matemática, Língua Portuguesa e Redação

Colégio Militar de São Paulo (DECEx – DEPA)2025Fundamental

41 questões nesta prova · página 2 de 3 · 40 com gabarito

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Finalidade

Colégio Militar de São Paulo (DECEx – DEPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de São Paulo · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Exame Intelectual de Matemática, Língua Portuguesa e Redação

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
“O Homem que Calculava”: o livro que vai te fazer gostar de matemática
Unindo ciência exata com ficção, este livro é capaz de apresentar a matemática de um ponto de vista instigante - e até prazeroso
POR KAROLINA MONTE
20 JUL 2022, 12H11

Escrito por Malba Tahan, “O Homem que Calculava” conta as aventuras de Beremiz Samir, um viajante persa com grande aptidão para os cálculos matemáticos. Durante suas andanças pelo Oriente Médio, o narrador do livro conta as aventuras matemáticas de Beremiz, que sempre se depara com situações cotidianas que, de alguma forma, envolvem algum tipo de cálculo matemático.
O livro infanto-juvenil é perfeito para quem deseja não apenas aprender os cálculos matemáticos, mas também suas aplicações práticas. A realidade de Beremiz até pode, a princípio, parecer distante de nossa realidade, mas no decorrer do livro o leitor percebe o quão fácil é transpor as situações para o próprio cotidiano.
É uma leitura recomendada tanto para quem ainda precisa da matemática nos estudos, como os vestibulandos, como também para aqueles que desejam ressignificar sua relação com a disciplina.
Os contos de “O Homem que Calculava” elevam a ciência exata que é a matemática ao patamar lúdico das histórias e contos para os mais jovens, ao inserir os cálculos de maneira leve e prazerosa, intrigando o leitor sobre as soluções que Beremiz realiza para as situações em que se encontra.
[...]
Além de todo o efeito lúdico-narrativo que aproxima o leitor da matemática, ao final do livro há um apêndice com todas as contas feitas por Beremiz de forma mais exata, explicando o passo a passo de seu raciocínio matemático.
Recomendado como leitura paradidática em muitas escolas, “O Homem que Calculava” foi publicado pela primeira vez no ano de 1938 e nunca deixou de ser reeditado desde então.
O fato de o livro estar presente em livrarias por todo o Brasil desde sua primeira publicação não é em vão: a linguagem narrativa simples e ficcional que acompanha as façanhas matemáticas de Beremiz consegue dialogar com as diferentes gerações que cresceram com a obra e que, em algum momento da vida, sentiram um leve dissabor com a matemática.
E este sucesso vai para além da língua portuguesa: o livro já foi traduzido para edições em espanhol, inglês, alemão, italiano, holandês e árabe.
O “Homem que Calculava” é capaz de transformar por completo a visão dolorosa que temos sobre esta ciência exata, ao torná-la mágica e, acima de tudo, possível. Tão possível quanto 1+1 é igual a 2.

Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/o-homem-que-calculava-o-livro-que-vai-te-fazer-gostar-de-matematica/. Acesso em: 19 set. 25.

As principais finalidades do Texto I são
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O texto informa sobre o livro e critica a visão negativa que se tem da matemática.

O texto apresenta dados da obra, como autor, ano, tradução e conteúdo, o que cumpre a finalidade de informar. Também critica a 'visão dolorosa' que muitos têm da matemática, o que dá o caráter crítico, conforme o gabarito oficial.

Análise das alternativas

A) Convencer e emocionar não são as finalidades principais. C) Divertir não é a finalidade do texto. D) O texto não tem caráter instrucional. E) Instruir e divertir são características do livro, não da resenha.

Referência: Gêneros textuais: resenha e finalidade comunicativa.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Fato e Opinião

Colégio Militar de São Paulo (DECEx – DEPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de São Paulo · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Exame Intelectual de Matemática, Língua Portuguesa e Redação

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO I
“O Homem que Calculava”: o livro que vai te fazer gostar de matemática
Unindo ciência exata com ficção, este livro é capaz de apresentar a matemática de um ponto de vista instigante - e até prazeroso
POR KAROLINA MONTE
20 JUL 2022, 12H11

Escrito por Malba Tahan, “O Homem que Calculava” conta as aventuras de Beremiz Samir, um viajante persa com grande aptidão para os cálculos matemáticos. Durante suas andanças pelo Oriente Médio, o narrador do livro conta as aventuras matemáticas de Beremiz, que sempre se depara com situações cotidianas que, de alguma forma, envolvem algum tipo de cálculo matemático.
O livro infanto-juvenil é perfeito para quem deseja não apenas aprender os cálculos matemáticos, mas também suas aplicações práticas. A realidade de Beremiz até pode, a princípio, parecer distante de nossa realidade, mas no decorrer do livro o leitor percebe o quão fácil é transpor as situações para o próprio cotidiano.
É uma leitura recomendada tanto para quem ainda precisa da matemática nos estudos, como os vestibulandos, como também para aqueles que desejam ressignificar sua relação com a disciplina.
Os contos de “O Homem que Calculava” elevam a ciência exata que é a matemática ao patamar lúdico das histórias e contos para os mais jovens, ao inserir os cálculos de maneira leve e prazerosa, intrigando o leitor sobre as soluções que Beremiz realiza para as situações em que se encontra.
[...]
Além de todo o efeito lúdico-narrativo que aproxima o leitor da matemática, ao final do livro há um apêndice com todas as contas feitas por Beremiz de forma mais exata, explicando o passo a passo de seu raciocínio matemático.
Recomendado como leitura paradidática em muitas escolas, “O Homem que Calculava” foi publicado pela primeira vez no ano de 1938 e nunca deixou de ser reeditado desde então.
O fato de o livro estar presente em livrarias por todo o Brasil desde sua primeira publicação não é em vão: a linguagem narrativa simples e ficcional que acompanha as façanhas matemáticas de Beremiz consegue dialogar com as diferentes gerações que cresceram com a obra e que, em algum momento da vida, sentiram um leve dissabor com a matemática.
E este sucesso vai para além da língua portuguesa: o livro já foi traduzido para edições em espanhol, inglês, alemão, italiano, holandês e árabe.
O “Homem que Calculava” é capaz de transformar por completo a visão dolorosa que temos sobre esta ciência exata, ao torná-la mágica e, acima de tudo, possível. Tão possível quanto 1+1 é igual a 2.

Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/o-homem-que-calculava-o-livro-que-vai-te-fazer-gostar-de-matematica/. Acesso em: 19 set. 25.

Das alternativas abaixo, assinale aquela em que a palavra destacada NÃO expressa a opinião que o enunciador tem sobre a obra “O Homem que Calculava”.
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Conectivos — Relações de Sentido

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Texto-base:
TEXTO I
“O Homem que Calculava”: o livro que vai te fazer gostar de matemática
Unindo ciência exata com ficção, este livro é capaz de apresentar a matemática de um ponto de vista instigante - e até prazeroso
POR KAROLINA MONTE
20 JUL 2022, 12H11

Escrito por Malba Tahan, “O Homem que Calculava” conta as aventuras de Beremiz Samir, um viajante persa com grande aptidão para os cálculos matemáticos. Durante suas andanças pelo Oriente Médio, o narrador do livro conta as aventuras matemáticas de Beremiz, que sempre se depara com situações cotidianas que, de alguma forma, envolvem algum tipo de cálculo matemático.
O livro infanto-juvenil é perfeito para quem deseja não apenas aprender os cálculos matemáticos, mas também suas aplicações práticas. A realidade de Beremiz até pode, a princípio, parecer distante de nossa realidade, mas no decorrer do livro o leitor percebe o quão fácil é transpor as situações para o próprio cotidiano.
É uma leitura recomendada tanto para quem ainda precisa da matemática nos estudos, como os vestibulandos, como também para aqueles que desejam ressignificar sua relação com a disciplina.
Os contos de “O Homem que Calculava” elevam a ciência exata que é a matemática ao patamar lúdico das histórias e contos para os mais jovens, ao inserir os cálculos de maneira leve e prazerosa, intrigando o leitor sobre as soluções que Beremiz realiza para as situações em que se encontra.
[...]
Além de todo o efeito lúdico-narrativo que aproxima o leitor da matemática, ao final do livro há um apêndice com todas as contas feitas por Beremiz de forma mais exata, explicando o passo a passo de seu raciocínio matemático.
Recomendado como leitura paradidática em muitas escolas, “O Homem que Calculava” foi publicado pela primeira vez no ano de 1938 e nunca deixou de ser reeditado desde então.
O fato de o livro estar presente em livrarias por todo o Brasil desde sua primeira publicação não é em vão: a linguagem narrativa simples e ficcional que acompanha as façanhas matemáticas de Beremiz consegue dialogar com as diferentes gerações que cresceram com a obra e que, em algum momento da vida, sentiram um leve dissabor com a matemática.
E este sucesso vai para além da língua portuguesa: o livro já foi traduzido para edições em espanhol, inglês, alemão, italiano, holandês e árabe.
O “Homem que Calculava” é capaz de transformar por completo a visão dolorosa que temos sobre esta ciência exata, ao torná-la mágica e, acima de tudo, possível. Tão possível quanto 1+1 é igual a 2.

Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/o-homem-que-calculava-o-livro-que-vai-te-fazer-gostar-de-matematica/. Acesso em: 19 set. 25.

Assinale a alternativa em que os termos em destaque expressam o sentido indicado entre parênteses:
Selecione uma alternativa

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
TEXTO I
“O Homem que Calculava”: o livro que vai te fazer gostar de matemática
Unindo ciência exata com ficção, este livro é capaz de apresentar a matemática de um ponto de vista instigante - e até prazeroso
POR KAROLINA MONTE
20 JUL 2022, 12H11

Escrito por Malba Tahan, “O Homem que Calculava” conta as aventuras de Beremiz Samir, um viajante persa com grande aptidão para os cálculos matemáticos. Durante suas andanças pelo Oriente Médio, o narrador do livro conta as aventuras matemáticas de Beremiz, que sempre se depara com situações cotidianas que, de alguma forma, envolvem algum tipo de cálculo matemático.
O livro infanto-juvenil é perfeito para quem deseja não apenas aprender os cálculos matemáticos, mas também suas aplicações práticas. A realidade de Beremiz até pode, a princípio, parecer distante de nossa realidade, mas no decorrer do livro o leitor percebe o quão fácil é transpor as situações para o próprio cotidiano.
É uma leitura recomendada tanto para quem ainda precisa da matemática nos estudos, como os vestibulandos, como também para aqueles que desejam ressignificar sua relação com a disciplina.
Os contos de “O Homem que Calculava” elevam a ciência exata que é a matemática ao patamar lúdico das histórias e contos para os mais jovens, ao inserir os cálculos de maneira leve e prazerosa, intrigando o leitor sobre as soluções que Beremiz realiza para as situações em que se encontra.
[...]
Além de todo o efeito lúdico-narrativo que aproxima o leitor da matemática, ao final do livro há um apêndice com todas as contas feitas por Beremiz de forma mais exata, explicando o passo a passo de seu raciocínio matemático.
Recomendado como leitura paradidática em muitas escolas, “O Homem que Calculava” foi publicado pela primeira vez no ano de 1938 e nunca deixou de ser reeditado desde então.
O fato de o livro estar presente em livrarias por todo o Brasil desde sua primeira publicação não é em vão: a linguagem narrativa simples e ficcional que acompanha as façanhas matemáticas de Beremiz consegue dialogar com as diferentes gerações que cresceram com a obra e que, em algum momento da vida, sentiram um leve dissabor com a matemática.
E este sucesso vai para além da língua portuguesa: o livro já foi traduzido para edições em espanhol, inglês, alemão, italiano, holandês e árabe.
O “Homem que Calculava” é capaz de transformar por completo a visão dolorosa que temos sobre esta ciência exata, ao torná-la mágica e, acima de tudo, possível. Tão possível quanto 1+1 é igual a 2.

Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/o-homem-que-calculava-o-livro-que-vai-te-fazer-gostar-de-matematica/. Acesso em: 19 set. 25.

De acordo com o Texto I, dos elementos abaixo apresentados, assinale aquele que NÃO se constitui motivo para indicação de leitura do livro “O Homem que Calculava”.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A data da primeira edição não é motivo de indicação da leitura.

O texto cita o ano de 1938 apenas como informação histórica da publicação. Os motivos de indicação são tornar a matemática prazerosa, mostrar aplicações cotidianas, usar linguagem simples e trazer explicações no apêndice.

Análise das alternativas

A) É motivo (abordagem lúdica). B) É motivo (linguagem simples que dialoga com gerações). D) É motivo (aplicações do cotidiano). E) É motivo (apêndice com as contas explicadas).

Referência: Interpretação de texto (Texto I).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Elementos da Narrativa

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Texto-base:
TEXTO II
Capítulo XXX

O leão, o tigre e o chacal abandonaram, certa vez, a furna sombria em que viviam e saíram a jornadear pelo mundo, à procura de alguma região rica em rebanhos de tenras ovelhinhas.
O temível leão, que chefiava naturalmente o grupo, sentou-se fatigado sobre as patas traseiras e, erguendo a cabeça enorme, soltou um rugido tão forte que fez tremer as árvores mais próximas.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
– A vossa impaciência é perfeitamente justificável! – observou o chacal – Asseguro-vos, entretanto, que conheço, um atalho misterioso. Por ele poderíamos chegar, com facilidade, a um pequeno povoado onde a caça é abundante, fácil, ao alcance das garras, e isenta de qualquer perigo!
– Vamos, chacal! – acudiu, de pronto, o leão. – Quero conhecer e admirar esse recanto adorável!
Ao cair da tarde, guiados pelo chacal, chegaram os viajantes ao alto de um monte, donde se descortinava uma pequena e verdejante planície. Ali achavam-se, descuidados, alheios ao perigo que os ameaçava, três pacíficos animais: uma ovelha, um porco e um coelho.
Ao avistar a presa fácil e certa, o leão sacudiu a juba abundante num movimento de incontida satisfação. E, com os olhos brilhantes de gula, voltou-se para o tigre e rosnou:
– Ó tigre admirável! Vejo ali três belos e saborosos petiscos: uma ovelha, um porco e um coelho! Tu, que és vivo e esperto, deves saber, com talento, dividir 3 por 3. Faze, pois, com justiça e equidade, essa operação fraternal: dividir 3 caças por 3 caçadores!
Lisonjeado com semelhante convite, o vaidoso tigre, assim respondeu:
– A ovelha, que é o maior dos três petiscos, será vossa, exclusivamente vossa! Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim. E, finalmente, aquele minúsculo e desprezível coelho tocará ao nosso companheiro chacal.
– Estúpido! Egoísta! – rugiu o pavoroso leão furioso – Quem te ensinou a fazer divisões dessa maneira, imbecil? Onde já viste uma partilha de 3 por 3 ser resolvida desse modo?
E, erguendo a pesadíssima pata, descarregou na cabeça do desprevenido tigre tão violenta pancada que o atirou morto a alguns passos de distância.
Em seguida, voltando-se para o chacal, que assistira, estarrecido, àquele trágico desfecho da divisão de 3 por 3, assim falou:
– Meu caro chacal! Sempre fiz da tua inteligência o mais elevado conceito. Encarrego-te, pois, de fazer essa divisão simples e banal. Estás vendo, amigo chacal, aqueles três apetitosos animais, a ovelha, o porco e o coelho? Pois bem: vais dividir os três por dois!
– Não passo de humilde e rude servo de Vossa Majestade – ganiu o chacal –Trata-se de uma simples divisão de 3 por 2! A divisão matematicamente certa e justa é a seguinte: a admirável ovelha, manjar digno de um soberano, cabe aos vossos reais caninos; o belo bacorinho deve caber também ao vosso real paladar; e o saltitante coelho deve ser, também, por vós saboreado a título de sobremesa.
– Ó incomparável chacal! – exclamou o leão, encantado com a partilha que acabava de apreciar – Como são harmoniosas e sábias as tuas palavras! Quem te ensinou esse artifício maravilhoso de dividir, com tanta perfeição e acerto, 3 por 2?
– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal! Na matemática do mais forte, penso eu, o quociente é sempre exato, e ao mais fraco, depois da divisão, nem o resto deve caber!
E, desse dia em diante, sugerindo sempre divisões dessa ordem, inspirada na mais torpe sabujice, julgou o astucioso chacal que poderia viver tranquilo a sua vida de bajulador, a regalar-se com os sobejos que deixava o sanguinário leão.
Enganou-se.
Decorridas duas ou três semanas, o leão, irritado, faminto, desconfiou do servilismo do chacal e deu-lhe violenta patada, matando-o cruelmente.

Disponível em: https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf. Acesso em 19 set. 2025. (Adaptado)

Quanto aos elementos essenciais da narrativa que constituem o Texto II, assinale a alternativa que contém a descrição correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A ordem para o chacal dividir as caças é o clímax, seguido do primeiro desfecho.

Depois de matar o tigre, o leão manda o chacal fazer a divisão. É o momento de maior tensão, e a resposta do chacal leva ao primeiro desfecho (a partilha agradar ao leão), antes do desfecho final.

Análise das alternativas

A) O narrador conta os fatos e emite poucos julgamentos, e o texto é em prosa narrativa. B) Predominam verbos no pretérito, não no presente. C) A descrição do espaço é mínima. D) O narrador intervém com adjetivos e avaliações, como 'torpe sabujice'.

Referência: Elementos da narrativa: enredo e clímax.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Foco Narrativo

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Texto-base:
TEXTO II
Capítulo XXX

O leão, o tigre e o chacal abandonaram, certa vez, a furna sombria em que viviam e saíram a jornadear pelo mundo, à procura de alguma região rica em rebanhos de tenras ovelhinhas.
O temível leão, que chefiava naturalmente o grupo, sentou-se fatigado sobre as patas traseiras e, erguendo a cabeça enorme, soltou um rugido tão forte que fez tremer as árvores mais próximas.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
– A vossa impaciência é perfeitamente justificável! – observou o chacal – Asseguro-vos, entretanto, que conheço, um atalho misterioso. Por ele poderíamos chegar, com facilidade, a um pequeno povoado onde a caça é abundante, fácil, ao alcance das garras, e isenta de qualquer perigo!
– Vamos, chacal! – acudiu, de pronto, o leão. – Quero conhecer e admirar esse recanto adorável!
Ao cair da tarde, guiados pelo chacal, chegaram os viajantes ao alto de um monte, donde se descortinava uma pequena e verdejante planície. Ali achavam-se, descuidados, alheios ao perigo que os ameaçava, três pacíficos animais: uma ovelha, um porco e um coelho.
Ao avistar a presa fácil e certa, o leão sacudiu a juba abundante num movimento de incontida satisfação. E, com os olhos brilhantes de gula, voltou-se para o tigre e rosnou:
– Ó tigre admirável! Vejo ali três belos e saborosos petiscos: uma ovelha, um porco e um coelho! Tu, que és vivo e esperto, deves saber, com talento, dividir 3 por 3. Faze, pois, com justiça e equidade, essa operação fraternal: dividir 3 caças por 3 caçadores!
Lisonjeado com semelhante convite, o vaidoso tigre, assim respondeu:
– A ovelha, que é o maior dos três petiscos, será vossa, exclusivamente vossa! Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim. E, finalmente, aquele minúsculo e desprezível coelho tocará ao nosso companheiro chacal.
– Estúpido! Egoísta! – rugiu o pavoroso leão furioso – Quem te ensinou a fazer divisões dessa maneira, imbecil? Onde já viste uma partilha de 3 por 3 ser resolvida desse modo?
E, erguendo a pesadíssima pata, descarregou na cabeça do desprevenido tigre tão violenta pancada que o atirou morto a alguns passos de distância.
Em seguida, voltando-se para o chacal, que assistira, estarrecido, àquele trágico desfecho da divisão de 3 por 3, assim falou:
– Meu caro chacal! Sempre fiz da tua inteligência o mais elevado conceito. Encarrego-te, pois, de fazer essa divisão simples e banal. Estás vendo, amigo chacal, aqueles três apetitosos animais, a ovelha, o porco e o coelho? Pois bem: vais dividir os três por dois!
– Não passo de humilde e rude servo de Vossa Majestade – ganiu o chacal –Trata-se de uma simples divisão de 3 por 2! A divisão matematicamente certa e justa é a seguinte: a admirável ovelha, manjar digno de um soberano, cabe aos vossos reais caninos; o belo bacorinho deve caber também ao vosso real paladar; e o saltitante coelho deve ser, também, por vós saboreado a título de sobremesa.
– Ó incomparável chacal! – exclamou o leão, encantado com a partilha que acabava de apreciar – Como são harmoniosas e sábias as tuas palavras! Quem te ensinou esse artifício maravilhoso de dividir, com tanta perfeição e acerto, 3 por 2?
– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal! Na matemática do mais forte, penso eu, o quociente é sempre exato, e ao mais fraco, depois da divisão, nem o resto deve caber!
E, desse dia em diante, sugerindo sempre divisões dessa ordem, inspirada na mais torpe sabujice, julgou o astucioso chacal que poderia viver tranquilo a sua vida de bajulador, a regalar-se com os sobejos que deixava o sanguinário leão.
Enganou-se.
Decorridas duas ou três semanas, o leão, irritado, faminto, desconfiou do servilismo do chacal e deu-lhe violenta patada, matando-o cruelmente.

Disponível em: https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf. Acesso em 19 set. 2025. (Adaptado)

Pode-se afirmar que o narrador do Texto II está em
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Narrador em 3ª pessoa, observador, que não participa da história.

O texto narra os fatos com verbos em 3ª pessoa ('abandonaram', 'sentou-se'). O narrador não é personagem, apenas observa e relata os acontecimentos, ou seja, é narrador-observador.

Análise das alternativas

A) e E) A 1ª pessoa não se aplica, pois o narrador não é personagem. B) Na 3ª pessoa o narrador não vivencia a história. C) Narrador-personagem seria de 1ª pessoa.

Referência: Foco narrativo.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Colégio Militar de São Paulo · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Exame Intelectual de Matemática, Língua Portuguesa e Redação

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Texto-base:
TEXTO II
Capítulo XXX

O leão, o tigre e o chacal abandonaram, certa vez, a furna sombria em que viviam e saíram a jornadear pelo mundo, à procura de alguma região rica em rebanhos de tenras ovelhinhas.
O temível leão, que chefiava naturalmente o grupo, sentou-se fatigado sobre as patas traseiras e, erguendo a cabeça enorme, soltou um rugido tão forte que fez tremer as árvores mais próximas.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
– A vossa impaciência é perfeitamente justificável! – observou o chacal – Asseguro-vos, entretanto, que conheço, um atalho misterioso. Por ele poderíamos chegar, com facilidade, a um pequeno povoado onde a caça é abundante, fácil, ao alcance das garras, e isenta de qualquer perigo!
– Vamos, chacal! – acudiu, de pronto, o leão. – Quero conhecer e admirar esse recanto adorável!
Ao cair da tarde, guiados pelo chacal, chegaram os viajantes ao alto de um monte, donde se descortinava uma pequena e verdejante planície. Ali achavam-se, descuidados, alheios ao perigo que os ameaçava, três pacíficos animais: uma ovelha, um porco e um coelho.
Ao avistar a presa fácil e certa, o leão sacudiu a juba abundante num movimento de incontida satisfação. E, com os olhos brilhantes de gula, voltou-se para o tigre e rosnou:
– Ó tigre admirável! Vejo ali três belos e saborosos petiscos: uma ovelha, um porco e um coelho! Tu, que és vivo e esperto, deves saber, com talento, dividir 3 por 3. Faze, pois, com justiça e equidade, essa operação fraternal: dividir 3 caças por 3 caçadores!
Lisonjeado com semelhante convite, o vaidoso tigre, assim respondeu:
– A ovelha, que é o maior dos três petiscos, será vossa, exclusivamente vossa! Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim. E, finalmente, aquele minúsculo e desprezível coelho tocará ao nosso companheiro chacal.
– Estúpido! Egoísta! – rugiu o pavoroso leão furioso – Quem te ensinou a fazer divisões dessa maneira, imbecil? Onde já viste uma partilha de 3 por 3 ser resolvida desse modo?
E, erguendo a pesadíssima pata, descarregou na cabeça do desprevenido tigre tão violenta pancada que o atirou morto a alguns passos de distância.
Em seguida, voltando-se para o chacal, que assistira, estarrecido, àquele trágico desfecho da divisão de 3 por 3, assim falou:
– Meu caro chacal! Sempre fiz da tua inteligência o mais elevado conceito. Encarrego-te, pois, de fazer essa divisão simples e banal. Estás vendo, amigo chacal, aqueles três apetitosos animais, a ovelha, o porco e o coelho? Pois bem: vais dividir os três por dois!
– Não passo de humilde e rude servo de Vossa Majestade – ganiu o chacal –Trata-se de uma simples divisão de 3 por 2! A divisão matematicamente certa e justa é a seguinte: a admirável ovelha, manjar digno de um soberano, cabe aos vossos reais caninos; o belo bacorinho deve caber também ao vosso real paladar; e o saltitante coelho deve ser, também, por vós saboreado a título de sobremesa.
– Ó incomparável chacal! – exclamou o leão, encantado com a partilha que acabava de apreciar – Como são harmoniosas e sábias as tuas palavras! Quem te ensinou esse artifício maravilhoso de dividir, com tanta perfeição e acerto, 3 por 2?
– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal! Na matemática do mais forte, penso eu, o quociente é sempre exato, e ao mais fraco, depois da divisão, nem o resto deve caber!
E, desse dia em diante, sugerindo sempre divisões dessa ordem, inspirada na mais torpe sabujice, julgou o astucioso chacal que poderia viver tranquilo a sua vida de bajulador, a regalar-se com os sobejos que deixava o sanguinário leão.
Enganou-se.
Decorridas duas ou três semanas, o leão, irritado, faminto, desconfiou do servilismo do chacal e deu-lhe violenta patada, matando-o cruelmente.

Disponível em: https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf. Acesso em 19 set. 2025. (Adaptado)

Pela leitura integral do Texto II, é possível deduzir que
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O leão queria as três caças para si.

O leão puniu o tigre, que lhe deu a melhor parte. Elogiou o chacal, que lhe entregou os três animais. Isso mostra que o leão desejava todas as caças e, na 'divisão de 3 por 3', já a queria ao seu favor.

Análise das alternativas

A) A divisão do tigre não era errada matematicamente; era injusta. B) O tigre deu a ovelha, a melhor, ao leão, não a si. C) O chacal apenas se adaptou, sem esperar momento algum. E) Eles conheciam a divisão; agiram por medo e interesse.

Referência: Malba Tahan, O Homem que Calculava, cap. XXX.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Gêneros Textuais — Fábula

Colégio Militar de São Paulo (DECEx – DEPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de São Paulo · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Exame Intelectual de Matemática, Língua Portuguesa e Redação

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
Capítulo XXX

O leão, o tigre e o chacal abandonaram, certa vez, a furna sombria em que viviam e saíram a jornadear pelo mundo, à procura de alguma região rica em rebanhos de tenras ovelhinhas.
O temível leão, que chefiava naturalmente o grupo, sentou-se fatigado sobre as patas traseiras e, erguendo a cabeça enorme, soltou um rugido tão forte que fez tremer as árvores mais próximas.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
– A vossa impaciência é perfeitamente justificável! – observou o chacal – Asseguro-vos, entretanto, que conheço, um atalho misterioso. Por ele poderíamos chegar, com facilidade, a um pequeno povoado onde a caça é abundante, fácil, ao alcance das garras, e isenta de qualquer perigo!
– Vamos, chacal! – acudiu, de pronto, o leão. – Quero conhecer e admirar esse recanto adorável!
Ao cair da tarde, guiados pelo chacal, chegaram os viajantes ao alto de um monte, donde se descortinava uma pequena e verdejante planície. Ali achavam-se, descuidados, alheios ao perigo que os ameaçava, três pacíficos animais: uma ovelha, um porco e um coelho.
Ao avistar a presa fácil e certa, o leão sacudiu a juba abundante num movimento de incontida satisfação. E, com os olhos brilhantes de gula, voltou-se para o tigre e rosnou:
– Ó tigre admirável! Vejo ali três belos e saborosos petiscos: uma ovelha, um porco e um coelho! Tu, que és vivo e esperto, deves saber, com talento, dividir 3 por 3. Faze, pois, com justiça e equidade, essa operação fraternal: dividir 3 caças por 3 caçadores!
Lisonjeado com semelhante convite, o vaidoso tigre, assim respondeu:
– A ovelha, que é o maior dos três petiscos, será vossa, exclusivamente vossa! Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim. E, finalmente, aquele minúsculo e desprezível coelho tocará ao nosso companheiro chacal.
– Estúpido! Egoísta! – rugiu o pavoroso leão furioso – Quem te ensinou a fazer divisões dessa maneira, imbecil? Onde já viste uma partilha de 3 por 3 ser resolvida desse modo?
E, erguendo a pesadíssima pata, descarregou na cabeça do desprevenido tigre tão violenta pancada que o atirou morto a alguns passos de distância.
Em seguida, voltando-se para o chacal, que assistira, estarrecido, àquele trágico desfecho da divisão de 3 por 3, assim falou:
– Meu caro chacal! Sempre fiz da tua inteligência o mais elevado conceito. Encarrego-te, pois, de fazer essa divisão simples e banal. Estás vendo, amigo chacal, aqueles três apetitosos animais, a ovelha, o porco e o coelho? Pois bem: vais dividir os três por dois!
– Não passo de humilde e rude servo de Vossa Majestade – ganiu o chacal –Trata-se de uma simples divisão de 3 por 2! A divisão matematicamente certa e justa é a seguinte: a admirável ovelha, manjar digno de um soberano, cabe aos vossos reais caninos; o belo bacorinho deve caber também ao vosso real paladar; e o saltitante coelho deve ser, também, por vós saboreado a título de sobremesa.
– Ó incomparável chacal! – exclamou o leão, encantado com a partilha que acabava de apreciar – Como são harmoniosas e sábias as tuas palavras! Quem te ensinou esse artifício maravilhoso de dividir, com tanta perfeição e acerto, 3 por 2?
– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal! Na matemática do mais forte, penso eu, o quociente é sempre exato, e ao mais fraco, depois da divisão, nem o resto deve caber!
E, desse dia em diante, sugerindo sempre divisões dessa ordem, inspirada na mais torpe sabujice, julgou o astucioso chacal que poderia viver tranquilo a sua vida de bajulador, a regalar-se com os sobejos que deixava o sanguinário leão.
Enganou-se.
Decorridas duas ou três semanas, o leão, irritado, faminto, desconfiou do servilismo do chacal e deu-lhe violenta patada, matando-o cruelmente.

Disponível em: https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf. Acesso em 19 set. 2025. (Adaptado)

O Texto II reúne características de um gênero textual cujos personagens, em geral, são animais e cuja finalidade consiste em
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

A fábula tem animais como personagens e transmite um ensinamento moral.

A fábula é narrativa curta, com animais personificados, cuja finalidade é transmitir uma lição moral. Aqui a lição é sobre o abuso do poder e a bajulação.

Análise das alternativas

B) Preservar tradições de um povo é característica da lenda. C) Explicar a origem de fenômenos naturais é função do mito. D) Provocar emoção não é a finalidade central da fábula. E) Informar sobre fatos do cotidiano é função da notícia.

Referência: Gêneros textuais: fábula.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

Colégio Militar de São Paulo (DECEx – DEPA) 2025 Fundamental

Colégio Militar de São Paulo · Admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental — Exame Intelectual de Matemática, Língua Portuguesa e Redação

Gabarito disponível

Texto-base:
TEXTO II
Capítulo XXX

O leão, o tigre e o chacal abandonaram, certa vez, a furna sombria em que viviam e saíram a jornadear pelo mundo, à procura de alguma região rica em rebanhos de tenras ovelhinhas.
O temível leão, que chefiava naturalmente o grupo, sentou-se fatigado sobre as patas traseiras e, erguendo a cabeça enorme, soltou um rugido tão forte que fez tremer as árvores mais próximas.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
– A vossa impaciência é perfeitamente justificável! – observou o chacal – Asseguro-vos, entretanto, que conheço, um atalho misterioso. Por ele poderíamos chegar, com facilidade, a um pequeno povoado onde a caça é abundante, fácil, ao alcance das garras, e isenta de qualquer perigo!
– Vamos, chacal! – acudiu, de pronto, o leão. – Quero conhecer e admirar esse recanto adorável!
Ao cair da tarde, guiados pelo chacal, chegaram os viajantes ao alto de um monte, donde se descortinava uma pequena e verdejante planície. Ali achavam-se, descuidados, alheios ao perigo que os ameaçava, três pacíficos animais: uma ovelha, um porco e um coelho.
Ao avistar a presa fácil e certa, o leão sacudiu a juba abundante num movimento de incontida satisfação. E, com os olhos brilhantes de gula, voltou-se para o tigre e rosnou:
– Ó tigre admirável! Vejo ali três belos e saborosos petiscos: uma ovelha, um porco e um coelho! Tu, que és vivo e esperto, deves saber, com talento, dividir 3 por 3. Faze, pois, com justiça e equidade, essa operação fraternal: dividir 3 caças por 3 caçadores!
Lisonjeado com semelhante convite, o vaidoso tigre, assim respondeu:
– A ovelha, que é o maior dos três petiscos, será vossa, exclusivamente vossa! Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim. E, finalmente, aquele minúsculo e desprezível coelho tocará ao nosso companheiro chacal.
– Estúpido! Egoísta! – rugiu o pavoroso leão furioso – Quem te ensinou a fazer divisões dessa maneira, imbecil? Onde já viste uma partilha de 3 por 3 ser resolvida desse modo?
E, erguendo a pesadíssima pata, descarregou na cabeça do desprevenido tigre tão violenta pancada que o atirou morto a alguns passos de distância.
Em seguida, voltando-se para o chacal, que assistira, estarrecido, àquele trágico desfecho da divisão de 3 por 3, assim falou:
– Meu caro chacal! Sempre fiz da tua inteligência o mais elevado conceito. Encarrego-te, pois, de fazer essa divisão simples e banal. Estás vendo, amigo chacal, aqueles três apetitosos animais, a ovelha, o porco e o coelho? Pois bem: vais dividir os três por dois!
– Não passo de humilde e rude servo de Vossa Majestade – ganiu o chacal –Trata-se de uma simples divisão de 3 por 2! A divisão matematicamente certa e justa é a seguinte: a admirável ovelha, manjar digno de um soberano, cabe aos vossos reais caninos; o belo bacorinho deve caber também ao vosso real paladar; e o saltitante coelho deve ser, também, por vós saboreado a título de sobremesa.
– Ó incomparável chacal! – exclamou o leão, encantado com a partilha que acabava de apreciar – Como são harmoniosas e sábias as tuas palavras! Quem te ensinou esse artifício maravilhoso de dividir, com tanta perfeição e acerto, 3 por 2?
– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal! Na matemática do mais forte, penso eu, o quociente é sempre exato, e ao mais fraco, depois da divisão, nem o resto deve caber!
E, desse dia em diante, sugerindo sempre divisões dessa ordem, inspirada na mais torpe sabujice, julgou o astucioso chacal que poderia viver tranquilo a sua vida de bajulador, a regalar-se com os sobejos que deixava o sanguinário leão.
Enganou-se.
Decorridas duas ou três semanas, o leão, irritado, faminto, desconfiou do servilismo do chacal e deu-lhe violenta patada, matando-o cruelmente.

Disponível em: https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf. Acesso em 19 set. 2025. (Adaptado)

Assinale a alternativa abaixo que traduz o comportamento do leão em relação ao tigre e ao chacal.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O leão pune com violência, e a injustiça contra um ameaça todos.

O leão mata o tigre injustamente. O chacal entende o recado e se submete, o que mostra que a injustiça contra um intimida os demais. Isso corresponde à frase de Montesquieu.

Análise das alternativas

A) O texto trata de abuso de poder, não de aparências. C) O leão não é imparcial como um juiz. D) A frase de Gandhi fala de autogoverno, que não é o foco. E) Fala de prudência diante da necessidade, o que não descreve a conduta do leão.

Referência: Interpretação de texto; relação entre texto e citação.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Pontuação

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Texto-base:
TEXTO II
Capítulo XXX

O leão, o tigre e o chacal abandonaram, certa vez, a furna sombria em que viviam e saíram a jornadear pelo mundo, à procura de alguma região rica em rebanhos de tenras ovelhinhas.
O temível leão, que chefiava naturalmente o grupo, sentou-se fatigado sobre as patas traseiras e, erguendo a cabeça enorme, soltou um rugido tão forte que fez tremer as árvores mais próximas.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
– A vossa impaciência é perfeitamente justificável! – observou o chacal – Asseguro-vos, entretanto, que conheço, um atalho misterioso. Por ele poderíamos chegar, com facilidade, a um pequeno povoado onde a caça é abundante, fácil, ao alcance das garras, e isenta de qualquer perigo!
– Vamos, chacal! – acudiu, de pronto, o leão. – Quero conhecer e admirar esse recanto adorável!
Ao cair da tarde, guiados pelo chacal, chegaram os viajantes ao alto de um monte, donde se descortinava uma pequena e verdejante planície. Ali achavam-se, descuidados, alheios ao perigo que os ameaçava, três pacíficos animais: uma ovelha, um porco e um coelho.
Ao avistar a presa fácil e certa, o leão sacudiu a juba abundante num movimento de incontida satisfação. E, com os olhos brilhantes de gula, voltou-se para o tigre e rosnou:
– Ó tigre admirável! Vejo ali três belos e saborosos petiscos: uma ovelha, um porco e um coelho! Tu, que és vivo e esperto, deves saber, com talento, dividir 3 por 3. Faze, pois, com justiça e equidade, essa operação fraternal: dividir 3 caças por 3 caçadores!
Lisonjeado com semelhante convite, o vaidoso tigre, assim respondeu:
– A ovelha, que é o maior dos três petiscos, será vossa, exclusivamente vossa! Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim. E, finalmente, aquele minúsculo e desprezível coelho tocará ao nosso companheiro chacal.
– Estúpido! Egoísta! – rugiu o pavoroso leão furioso – Quem te ensinou a fazer divisões dessa maneira, imbecil? Onde já viste uma partilha de 3 por 3 ser resolvida desse modo?
E, erguendo a pesadíssima pata, descarregou na cabeça do desprevenido tigre tão violenta pancada que o atirou morto a alguns passos de distância.
Em seguida, voltando-se para o chacal, que assistira, estarrecido, àquele trágico desfecho da divisão de 3 por 3, assim falou:
– Meu caro chacal! Sempre fiz da tua inteligência o mais elevado conceito. Encarrego-te, pois, de fazer essa divisão simples e banal. Estás vendo, amigo chacal, aqueles três apetitosos animais, a ovelha, o porco e o coelho? Pois bem: vais dividir os três por dois!
– Não passo de humilde e rude servo de Vossa Majestade – ganiu o chacal –Trata-se de uma simples divisão de 3 por 2! A divisão matematicamente certa e justa é a seguinte: a admirável ovelha, manjar digno de um soberano, cabe aos vossos reais caninos; o belo bacorinho deve caber também ao vosso real paladar; e o saltitante coelho deve ser, também, por vós saboreado a título de sobremesa.
– Ó incomparável chacal! – exclamou o leão, encantado com a partilha que acabava de apreciar – Como são harmoniosas e sábias as tuas palavras! Quem te ensinou esse artifício maravilhoso de dividir, com tanta perfeição e acerto, 3 por 2?
– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal! Na matemática do mais forte, penso eu, o quociente é sempre exato, e ao mais fraco, depois da divisão, nem o resto deve caber!
E, desse dia em diante, sugerindo sempre divisões dessa ordem, inspirada na mais torpe sabujice, julgou o astucioso chacal que poderia viver tranquilo a sua vida de bajulador, a regalar-se com os sobejos que deixava o sanguinário leão.
Enganou-se.
Decorridas duas ou três semanas, o leão, irritado, faminto, desconfiou do servilismo do chacal e deu-lhe violenta patada, matando-o cruelmente.

Disponível em: https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf. Acesso em 19 set. 2025. (Adaptado)

Assinale a alternativa em que a explicação a respeito da pontuação está correta.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

O ponto de exclamação em 'vais dividir os três por dois!' marca a ordem enérgica.

Na fala 'Pois bem: vais dividir os três por dois!', o ponto de exclamação reforça o tom imperativo e enérgico do leão. A alternativa E descreve isso corretamente.

Análise das alternativas

A) Os dois pontos anunciam uma enumeração, não uma conclusão. B) A vírgula isola uma oração adverbial reduzida, não uma frase explicativa. C) Exclamação e travessão indicam emoção intensa, não neutralidade. D) O travessão separa a fala do verbo de dizer (rugiu); quem realça o julgamento são as palavras 'Estúpido! Egoísta!'.

Referência: Gramática normativa: pontuação (dois-pontos, vírgula, travessão, exclamação).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
TEXTO II
Capítulo XXX

O leão, o tigre e o chacal abandonaram, certa vez, a furna sombria em que viviam e saíram a jornadear pelo mundo, à procura de alguma região rica em rebanhos de tenras ovelhinhas.
O temível leão, que chefiava naturalmente o grupo, sentou-se fatigado sobre as patas traseiras e, erguendo a cabeça enorme, soltou um rugido tão forte que fez tremer as árvores mais próximas.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
– A vossa impaciência é perfeitamente justificável! – observou o chacal – Asseguro-vos, entretanto, que conheço, um atalho misterioso. Por ele poderíamos chegar, com facilidade, a um pequeno povoado onde a caça é abundante, fácil, ao alcance das garras, e isenta de qualquer perigo!
– Vamos, chacal! – acudiu, de pronto, o leão. – Quero conhecer e admirar esse recanto adorável!
Ao cair da tarde, guiados pelo chacal, chegaram os viajantes ao alto de um monte, donde se descortinava uma pequena e verdejante planície. Ali achavam-se, descuidados, alheios ao perigo que os ameaçava, três pacíficos animais: uma ovelha, um porco e um coelho.
Ao avistar a presa fácil e certa, o leão sacudiu a juba abundante num movimento de incontida satisfação. E, com os olhos brilhantes de gula, voltou-se para o tigre e rosnou:
– Ó tigre admirável! Vejo ali três belos e saborosos petiscos: uma ovelha, um porco e um coelho! Tu, que és vivo e esperto, deves saber, com talento, dividir 3 por 3. Faze, pois, com justiça e equidade, essa operação fraternal: dividir 3 caças por 3 caçadores!
Lisonjeado com semelhante convite, o vaidoso tigre, assim respondeu:
– A ovelha, que é o maior dos três petiscos, será vossa, exclusivamente vossa! Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim. E, finalmente, aquele minúsculo e desprezível coelho tocará ao nosso companheiro chacal.
– Estúpido! Egoísta! – rugiu o pavoroso leão furioso – Quem te ensinou a fazer divisões dessa maneira, imbecil? Onde já viste uma partilha de 3 por 3 ser resolvida desse modo?
E, erguendo a pesadíssima pata, descarregou na cabeça do desprevenido tigre tão violenta pancada que o atirou morto a alguns passos de distância.
Em seguida, voltando-se para o chacal, que assistira, estarrecido, àquele trágico desfecho da divisão de 3 por 3, assim falou:
– Meu caro chacal! Sempre fiz da tua inteligência o mais elevado conceito. Encarrego-te, pois, de fazer essa divisão simples e banal. Estás vendo, amigo chacal, aqueles três apetitosos animais, a ovelha, o porco e o coelho? Pois bem: vais dividir os três por dois!
– Não passo de humilde e rude servo de Vossa Majestade – ganiu o chacal –Trata-se de uma simples divisão de 3 por 2! A divisão matematicamente certa e justa é a seguinte: a admirável ovelha, manjar digno de um soberano, cabe aos vossos reais caninos; o belo bacorinho deve caber também ao vosso real paladar; e o saltitante coelho deve ser, também, por vós saboreado a título de sobremesa.
– Ó incomparável chacal! – exclamou o leão, encantado com a partilha que acabava de apreciar – Como são harmoniosas e sábias as tuas palavras! Quem te ensinou esse artifício maravilhoso de dividir, com tanta perfeição e acerto, 3 por 2?
– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal! Na matemática do mais forte, penso eu, o quociente é sempre exato, e ao mais fraco, depois da divisão, nem o resto deve caber!
E, desse dia em diante, sugerindo sempre divisões dessa ordem, inspirada na mais torpe sabujice, julgou o astucioso chacal que poderia viver tranquilo a sua vida de bajulador, a regalar-se com os sobejos que deixava o sanguinário leão.
Enganou-se.
Decorridas duas ou três semanas, o leão, irritado, faminto, desconfiou do servilismo do chacal e deu-lhe violenta patada, matando-o cruelmente.

Disponível em: https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf. Acesso em 19 set. 2025. (Adaptado)

LEIA O 2º PARÁGRAFO DO TEXTO II E ANALISE AS AFIRMAÇÕES SEGUINTES PARA FAZER A QUESTÃO 31.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
I. O uso do termo monarca confere ao leão uma autoridade social e não apenas instintiva.
II. O uso da linguagem figurada expressa uma crítica às relações de poder no mundo selvagem.
III. A ideia de que o rugido foi traduzido sugere que os animais podem se comunicar como humanos.
Assinale a alternativa correta a respeito das afirmações acima.
Selecione uma alternativa

Resolução comentada

Monarca indica autoridade social; a tradução do rugido sugere comunicação humanizada.

'Monarca' atribui ao leão um poder institucional, de rei, e não apenas força instintiva (I correta). 'Traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais' sugere que eles se comunicam como humanos, o que é característica da fábula (III correta). A afirmativa II é incorreta: o trecho não faz crítica às relações de poder.

Análise das alternativas

A) Omite a III, que está correta. C) e D) incluem a II, que está incorreta. E) Só traz a II, que está incorreta.

Referência: Interpretação de texto; figuras de linguagem e fábula.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Sinonímia

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Texto-base:
TEXTO II
Capítulo XXX

O leão, o tigre e o chacal abandonaram, certa vez, a furna sombria em que viviam e saíram a jornadear pelo mundo, à procura de alguma região rica em rebanhos de tenras ovelhinhas.
O temível leão, que chefiava naturalmente o grupo, sentou-se fatigado sobre as patas traseiras e, erguendo a cabeça enorme, soltou um rugido tão forte que fez tremer as árvores mais próximas.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
– A vossa impaciência é perfeitamente justificável! – observou o chacal – Asseguro-vos, entretanto, que conheço, um atalho misterioso. Por ele poderíamos chegar, com facilidade, a um pequeno povoado onde a caça é abundante, fácil, ao alcance das garras, e isenta de qualquer perigo!
– Vamos, chacal! – acudiu, de pronto, o leão. – Quero conhecer e admirar esse recanto adorável!
Ao cair da tarde, guiados pelo chacal, chegaram os viajantes ao alto de um monte, donde se descortinava uma pequena e verdejante planície. Ali achavam-se, descuidados, alheios ao perigo que os ameaçava, três pacíficos animais: uma ovelha, um porco e um coelho.
Ao avistar a presa fácil e certa, o leão sacudiu a juba abundante num movimento de incontida satisfação. E, com os olhos brilhantes de gula, voltou-se para o tigre e rosnou:
– Ó tigre admirável! Vejo ali três belos e saborosos petiscos: uma ovelha, um porco e um coelho! Tu, que és vivo e esperto, deves saber, com talento, dividir 3 por 3. Faze, pois, com justiça e equidade, essa operação fraternal: dividir 3 caças por 3 caçadores!
Lisonjeado com semelhante convite, o vaidoso tigre, assim respondeu:
– A ovelha, que é o maior dos três petiscos, será vossa, exclusivamente vossa! Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim. E, finalmente, aquele minúsculo e desprezível coelho tocará ao nosso companheiro chacal.
– Estúpido! Egoísta! – rugiu o pavoroso leão furioso – Quem te ensinou a fazer divisões dessa maneira, imbecil? Onde já viste uma partilha de 3 por 3 ser resolvida desse modo?
E, erguendo a pesadíssima pata, descarregou na cabeça do desprevenido tigre tão violenta pancada que o atirou morto a alguns passos de distância.
Em seguida, voltando-se para o chacal, que assistira, estarrecido, àquele trágico desfecho da divisão de 3 por 3, assim falou:
– Meu caro chacal! Sempre fiz da tua inteligência o mais elevado conceito. Encarrego-te, pois, de fazer essa divisão simples e banal. Estás vendo, amigo chacal, aqueles três apetitosos animais, a ovelha, o porco e o coelho? Pois bem: vais dividir os três por dois!
– Não passo de humilde e rude servo de Vossa Majestade – ganiu o chacal –Trata-se de uma simples divisão de 3 por 2! A divisão matematicamente certa e justa é a seguinte: a admirável ovelha, manjar digno de um soberano, cabe aos vossos reais caninos; o belo bacorinho deve caber também ao vosso real paladar; e o saltitante coelho deve ser, também, por vós saboreado a título de sobremesa.
– Ó incomparável chacal! – exclamou o leão, encantado com a partilha que acabava de apreciar – Como são harmoniosas e sábias as tuas palavras! Quem te ensinou esse artifício maravilhoso de dividir, com tanta perfeição e acerto, 3 por 2?
– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal! Na matemática do mais forte, penso eu, o quociente é sempre exato, e ao mais fraco, depois da divisão, nem o resto deve caber!
E, desse dia em diante, sugerindo sempre divisões dessa ordem, inspirada na mais torpe sabujice, julgou o astucioso chacal que poderia viver tranquilo a sua vida de bajulador, a regalar-se com os sobejos que deixava o sanguinário leão.
Enganou-se.
Decorridas duas ou três semanas, o leão, irritado, faminto, desconfiou do servilismo do chacal e deu-lhe violenta patada, matando-o cruelmente.

Disponível em: https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf. Acesso em 19 set. 2025. (Adaptado)

Releia o fragmento a seguir retirado do Texto II:
Fragmento em quadro: “Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim.” A palavra “despiciendo” está em negrito.
Para manter o sentido desse trecho do 10º parágrafo do Texto II, a palavra em destaque pode ser substituída por
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Língua Portuguesa Pontuação

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TEXTO II
Capítulo XXX

O leão, o tigre e o chacal abandonaram, certa vez, a furna sombria em que viviam e saíram a jornadear pelo mundo, à procura de alguma região rica em rebanhos de tenras ovelhinhas.
O temível leão, que chefiava naturalmente o grupo, sentou-se fatigado sobre as patas traseiras e, erguendo a cabeça enorme, soltou um rugido tão forte que fez tremer as árvores mais próximas.
O tigre e o chacal entreolharam-se assustados. Aquele rugido ameaçador com que o perigoso monarca perturbava o silêncio da mata, traduzido para uma linguagem ao alcance dos outros animais, queria dizer, laconicamente, o seguinte: Estou com fome.
– A vossa impaciência é perfeitamente justificável! – observou o chacal – Asseguro-vos, entretanto, que conheço, um atalho misterioso. Por ele poderíamos chegar, com facilidade, a um pequeno povoado onde a caça é abundante, fácil, ao alcance das garras, e isenta de qualquer perigo!
– Vamos, chacal! – acudiu, de pronto, o leão. – Quero conhecer e admirar esse recanto adorável!
Ao cair da tarde, guiados pelo chacal, chegaram os viajantes ao alto de um monte, donde se descortinava uma pequena e verdejante planície. Ali achavam-se, descuidados, alheios ao perigo que os ameaçava, três pacíficos animais: uma ovelha, um porco e um coelho.
Ao avistar a presa fácil e certa, o leão sacudiu a juba abundante num movimento de incontida satisfação. E, com os olhos brilhantes de gula, voltou-se para o tigre e rosnou:
– Ó tigre admirável! Vejo ali três belos e saborosos petiscos: uma ovelha, um porco e um coelho! Tu, que és vivo e esperto, deves saber, com talento, dividir 3 por 3. Faze, pois, com justiça e equidade, essa operação fraternal: dividir 3 caças por 3 caçadores!
Lisonjeado com semelhante convite, o vaidoso tigre, assim respondeu:
– A ovelha, que é o maior dos três petiscos, será vossa, exclusivamente vossa! Aquele porquinho magro, sujo e despiciendo ficará para mim. E, finalmente, aquele minúsculo e desprezível coelho tocará ao nosso companheiro chacal.
– Estúpido! Egoísta! – rugiu o pavoroso leão furioso – Quem te ensinou a fazer divisões dessa maneira, imbecil? Onde já viste uma partilha de 3 por 3 ser resolvida desse modo?
E, erguendo a pesadíssima pata, descarregou na cabeça do desprevenido tigre tão violenta pancada que o atirou morto a alguns passos de distância.
Em seguida, voltando-se para o chacal, que assistira, estarrecido, àquele trágico desfecho da divisão de 3 por 3, assim falou:
– Meu caro chacal! Sempre fiz da tua inteligência o mais elevado conceito. Encarrego-te, pois, de fazer essa divisão simples e banal. Estás vendo, amigo chacal, aqueles três apetitosos animais, a ovelha, o porco e o coelho? Pois bem: vais dividir os três por dois!
– Não passo de humilde e rude servo de Vossa Majestade – ganiu o chacal –Trata-se de uma simples divisão de 3 por 2! A divisão matematicamente certa e justa é a seguinte: a admirável ovelha, manjar digno de um soberano, cabe aos vossos reais caninos; o belo bacorinho deve caber também ao vosso real paladar; e o saltitante coelho deve ser, também, por vós saboreado a título de sobremesa.
– Ó incomparável chacal! – exclamou o leão, encantado com a partilha que acabava de apreciar – Como são harmoniosas e sábias as tuas palavras! Quem te ensinou esse artifício maravilhoso de dividir, com tanta perfeição e acerto, 3 por 2?
– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal! Na matemática do mais forte, penso eu, o quociente é sempre exato, e ao mais fraco, depois da divisão, nem o resto deve caber!
E, desse dia em diante, sugerindo sempre divisões dessa ordem, inspirada na mais torpe sabujice, julgou o astucioso chacal que poderia viver tranquilo a sua vida de bajulador, a regalar-se com os sobejos que deixava o sanguinário leão.
Enganou-se.
Decorridas duas ou três semanas, o leão, irritado, faminto, desconfiou do servilismo do chacal e deu-lhe violenta patada, matando-o cruelmente.

Disponível em: https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf. Acesso em 19 set. 2025. (Adaptado)

Leia o trecho abaixo, retirado do Texto II.
Trecho em quadro: “– A patada com que vossa justiça puniu, há pouco, o tigre arrogante e ambicioso, ensinou-me a dividir, com segurança, 3 por 2, quando, desses dois, um é leão, outro é chacal!” Em destaque (negrito e sublinhado): “com segurança,” e “um é leão, outro é chacal”.
As vírgulas presentes nos trechos em destaque, para além de sua função gramatical, contribuíram para
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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Texto-base:
TEXTO III
Capítulo III

Poucas horas havia que viajávamos, quando eu e meu companheiro Beremiz encontramos três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos. O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
– Somos irmãos – esclareceu o mais velho – e recebemos como herança esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte, e, ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos, e, a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça e a nona parte de 35 também não são exatas?
– É muito simples – atalhou o Homem que Calculava. – Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que em boa hora aqui nos trouxe!
Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal², que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.
– Vou, meus amigos – disse ele, dirigindo-se aos três irmãos –, fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora em número de 36.
E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
– Deverias receber meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
– E tu, Hamed Namir, deverias receber um terço de 35, isto é 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
E disse, por fim, ao mais moço:
– E tu jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai, deverias receber uma nona parte de 35, isto é 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!
E concluiu com a maior segurança e serenidade:
– Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir – partilha em que todos três saíram lucrando – couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois.
Um pertence, como sabem, ao bagdáli, meu amigo e companheiro, outro toca por direito a mim, por ter resolvido a contento de todos o complicado problema da herança!
E continuamos nossa jornada para Bagdá.

(https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf . Adaptado)
² jamal: uma das muitas denominações que os árabes dão ao camelo.

Após a leitura completa do Texto III, assinale a alternativa correta sobre a personagem Beremiz.
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Resolução comentada

Beremiz usa a astúcia para resolver o conflito e também para ganhar um camelo.

Beremiz acrescenta o camelo do narrador, faz a partilha que satisfaz os irmãos e, ao fim, fica com o camelo que sobrou. Ele pacifica a briga e, ao mesmo tempo, obtém vantagem para si.

Análise das alternativas

A) Não foi abnegado, pois ficou com um camelo. B) Não houve precipitação nem risco: o camelo do narrador foi devolvido. D) A solução se apoia em lógica matemática (as frações somam menos que o todo). E) O texto não indica vaidade como motivação; ele buscava resolver o impasse.

Referência: Malba Tahan, O Homem que Calculava, cap. III.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Tempos e Modos Verbais

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Texto-base:
TEXTO III
Capítulo III

Poucas horas havia que viajávamos, quando eu e meu companheiro Beremiz encontramos três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos. O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
– Somos irmãos – esclareceu o mais velho – e recebemos como herança esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte, e, ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos, e, a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça e a nona parte de 35 também não são exatas?
– É muito simples – atalhou o Homem que Calculava. – Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que em boa hora aqui nos trouxe!
Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal², que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.
– Vou, meus amigos – disse ele, dirigindo-se aos três irmãos –, fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora em número de 36.
E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
– Deverias receber meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
– E tu, Hamed Namir, deverias receber um terço de 35, isto é 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
E disse, por fim, ao mais moço:
– E tu jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai, deverias receber uma nona parte de 35, isto é 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!
E concluiu com a maior segurança e serenidade:
– Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir – partilha em que todos três saíram lucrando – couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois.
Um pertence, como sabem, ao bagdáli, meu amigo e companheiro, outro toca por direito a mim, por ter resolvido a contento de todos o complicado problema da herança!
E continuamos nossa jornada para Bagdá.

(https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf . Adaptado)
² jamal: uma das muitas denominações que os árabes dão ao camelo.

Assinale abaixo a alternativa que completa corretamente as lacunas, respeitando a concordância verbal, os modos e tempos verbais apropriados à relação de causa e consequência hipotética.
Se Beremiz não _________ tanta habilidade com os números, dificilmente o problema dos irmãos _________ resolvido.
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Resolução comentada

Período hipotético irreal: pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito composto.

A oração com 'Se' expressa uma condição irreal e pede o pretérito imperfeito do subjuntivo ('tivesse'). A consequência hipotética, ligada a um fato passado, pede o futuro do pretérito ('teria sido resolvido'). A concordância com 'o problema' (singular) é respeitada.

Análise das alternativas

B) 'foram' está no indicativo e no plural, não concorda com 'o problema' nem exprime hipótese. C) 'teve' é indicativo e não combina com 'Se' hipotético. D) 'era sido' é uma construção inexistente. E) 'seriam' está no plural, em desacordo com 'o problema'.

Referência: Gramática normativa: correlação de tempos e modos no período hipotético.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Língua Portuguesa Acentuação e Tonicidade

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Texto-base:
TEXTO III
Capítulo III

Poucas horas havia que viajávamos, quando eu e meu companheiro Beremiz encontramos três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos. O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
– Somos irmãos – esclareceu o mais velho – e recebemos como herança esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte, e, ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos, e, a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça e a nona parte de 35 também não são exatas?
– É muito simples – atalhou o Homem que Calculava. – Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que em boa hora aqui nos trouxe!
Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal², que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.
– Vou, meus amigos – disse ele, dirigindo-se aos três irmãos –, fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora em número de 36.
E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
– Deverias receber meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
– E tu, Hamed Namir, deverias receber um terço de 35, isto é 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
E disse, por fim, ao mais moço:
– E tu jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai, deverias receber uma nona parte de 35, isto é 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!
E concluiu com a maior segurança e serenidade:
– Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir – partilha em que todos três saíram lucrando – couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois.
Um pertence, como sabem, ao bagdáli, meu amigo e companheiro, outro toca por direito a mim, por ter resolvido a contento de todos o complicado problema da herança!
E continuamos nossa jornada para Bagdá.

(https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf . Adaptado)
² jamal: uma das muitas denominações que os árabes dão ao camelo.

CONSIDERE O SEGUINTE PARÁGRAFO DO TEXTO III PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 36 E 37.
Parágrafo em quadro: “Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal, que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.” As palavras “Tal” e “que” (a primeira ocorrência, logo após “falou,”) estão em negrito.

Quanto à tonicidade, as palavras dúvida, jamal, presentes e herdeiros classificam-se, respectivamente, como
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Língua Portuguesa Conectivos — Relações de Sentido

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TEXTO III
Capítulo III

Poucas horas havia que viajávamos, quando eu e meu companheiro Beremiz encontramos três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos. O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
– Somos irmãos – esclareceu o mais velho – e recebemos como herança esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte, e, ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos, e, a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça e a nona parte de 35 também não são exatas?
– É muito simples – atalhou o Homem que Calculava. – Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que em boa hora aqui nos trouxe!
Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal², que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.
– Vou, meus amigos – disse ele, dirigindo-se aos três irmãos –, fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora em número de 36.
E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
– Deverias receber meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
– E tu, Hamed Namir, deverias receber um terço de 35, isto é 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
E disse, por fim, ao mais moço:
– E tu jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai, deverias receber uma nona parte de 35, isto é 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!
E concluiu com a maior segurança e serenidade:
– Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir – partilha em que todos três saíram lucrando – couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois.
Um pertence, como sabem, ao bagdáli, meu amigo e companheiro, outro toca por direito a mim, por ter resolvido a contento de todos o complicado problema da herança!
E continuamos nossa jornada para Bagdá.

(https://bemblogado.com.br/site/wp-content/uploads/2016/02/Livro_-_Malba_Tahan_-_O_homem_que_calculava_ilustrado_.pdf . Adaptado)
² jamal: uma das muitas denominações que os árabes dão ao camelo.

CONSIDERE O SEGUINTE PARÁGRAFO DO TEXTO III PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 36 E 37.
Parágrafo em quadro: “Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal, que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.” As palavras “Tal” e “que” (a primeira ocorrência, logo após “falou,”) estão em negrito.

Assinale a alternativa em que a relação semântica expressa pelo elemento coesivo em destaque seja a mesma de tal... que no trecho acima.
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Língua Portuguesa Modos Verbais

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Texto-base:
TEXTO IV
Infográfico “Todo mundo é capaz de aprender matemática”, iniciado pelas palavras QUESTIONE, PRATIQUE e EXPLORE em círculos ligados. QUESTIONE – Por que tantas pessoas não se sentem capazes de aprender matemática: perguntas com dados sobre o baixo aprendizado e a ansiedade dos alunos brasileiros em matemática (16%, 5%, 7 em cada 10, 3º país, 66º lugar no Pisa). Frases em balões: “existem pessoas de humanas e de exatas”, “não sou inteligente o suficiente”, “é dificil!”, “é só pra quem consegue pensar rápido”; legenda: Como mudar as crenças sobre aprendizagem matemática? EXPLORE – A matemática na vida: exemplos do cotidiano; a matemática está em tudo. Princípios de mentalidades matemáticas: Erros são valiosos; Perguntas são muito importantes; A matemática é uma ciência criativa; Todo mundo pode aprender em altos níveis; Profundidade é mais importante que velocidade; Matemática é uma ciência de conexões e comunicação; A aula de matemática é para aprender, não para desempenhar.
Disponível em: https://porvir.org/infografico-todos-podem-aprender-matematica/. Acesso em: 25 set. 2025.

As três palavras iniciais do Texto IV colaboram na construção de sentido e finalidade desse texto, porque são
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Língua Portuguesa Pontuação

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TEXTO IV
Infográfico “Todo mundo é capaz de aprender matemática”, iniciado pelas palavras QUESTIONE, PRATIQUE e EXPLORE em círculos ligados. QUESTIONE – Por que tantas pessoas não se sentem capazes de aprender matemática: perguntas com dados sobre o baixo aprendizado e a ansiedade dos alunos brasileiros em matemática (16%, 5%, 7 em cada 10, 3º país, 66º lugar no Pisa). Frases em balões: “existem pessoas de humanas e de exatas”, “não sou inteligente o suficiente”, “é dificil!”, “é só pra quem consegue pensar rápido”; legenda: Como mudar as crenças sobre aprendizagem matemática? EXPLORE – A matemática na vida: exemplos do cotidiano; a matemática está em tudo. Princípios de mentalidades matemáticas: Erros são valiosos; Perguntas são muito importantes; A matemática é uma ciência criativa; Todo mundo pode aprender em altos níveis; Profundidade é mais importante que velocidade; Matemática é uma ciência de conexões e comunicação; A aula de matemática é para aprender, não para desempenhar.
Disponível em: https://porvir.org/infografico-todos-podem-aprender-matematica/. Acesso em: 25 set. 2025.

“existem pessoas de humanas e de exatas”
“não sou inteligente o suficiente”
“é difícil”
“é só para quem consegue pensar rápido”
Analise como V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o uso das aspas nas sentenças acima, retiradas do Texto IV.
( ) O uso das aspas enfatiza as ideias que o enunciador considera verdadeiras e importantes.
( ) As aspas destacam um discurso do senso comum o qual o enunciador questiona.
( ) As aspas denotam ironia, sugerindo que o leitor deve interpretar o contrário do que está escrito.
( ) As aspas indicam que essas frases são citações de especialistas que comprovam ideia defendida.
( ) O uso desse sinal de pontuação equivale ao uso do travessão no discurso direto.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Língua Portuguesa Interpretação de Texto

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TEXTO IV
Infográfico “Todo mundo é capaz de aprender matemática”, iniciado pelas palavras QUESTIONE, PRATIQUE e EXPLORE em círculos ligados. QUESTIONE – Por que tantas pessoas não se sentem capazes de aprender matemática: perguntas com dados sobre o baixo aprendizado e a ansiedade dos alunos brasileiros em matemática (16%, 5%, 7 em cada 10, 3º país, 66º lugar no Pisa). Frases em balões: “existem pessoas de humanas e de exatas”, “não sou inteligente o suficiente”, “é dificil!”, “é só pra quem consegue pensar rápido”; legenda: Como mudar as crenças sobre aprendizagem matemática? EXPLORE – A matemática na vida: exemplos do cotidiano; a matemática está em tudo. Princípios de mentalidades matemáticas: Erros são valiosos; Perguntas são muito importantes; A matemática é uma ciência criativa; Todo mundo pode aprender em altos níveis; Profundidade é mais importante que velocidade; Matemática é uma ciência de conexões e comunicação; A aula de matemática é para aprender, não para desempenhar.
Disponível em: https://porvir.org/infografico-todos-podem-aprender-matematica/. Acesso em: 25 set. 2025.

O confronto entre os substantivos presentes no trecho “Profundidade é mais importante que velocidade”, no contexto do Texto IV, serve para
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