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Marinha do Brasil — Concurso Público para Ingresso no Corpo de Saúde da Marinha — Quadro de Cirurgiões-Dentistas (CP-CSM-CD/2016) — Cirurgia e Traumatologia Bu…

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista — Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial

Diretoria de Ensino da Marinha2016Superior

50 questões nesta prova · página 3 de 3 · 48 com gabarito

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Traumatologia — Fraturas do Terço Médio da Face

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista — Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Uma fratura facial apresenta os seguintes sinais e sintomas: equimose e edema periorbitário, equimose subconjuntival bilateral, degrau no rebordo orbitário lateral, má oclusão, mordida aberta, aumento da altura facial anterior e retrusão do terço médio da face. Tal fratura, de acordo com Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007), pode ser diagnosticada como:
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Resolução comentada

Quadro clínico compatível com Le Fort III (disjunção craniofacial).

Degrau no rebordo orbitário lateral (sutura frontozigomática), equimose periorbitária e subconjuntival bilateral, má oclusão com mordida aberta, aumento da altura facial anterior e retrusão do terço médio indicam disjunção craniofacial, ou seja, Le Fort III. O traço passa pelas suturas frontozigomática, nasofrontal e pelas paredes orbitárias.

Análise das alternativas

B) Errada: o Le Fort II (piramidal) não envolve o rebordo orbitário lateral. C) Errada: o Le Fort I é baixo, sem sinais periorbitários nem degrau lateral. D) Errada: a fratura naso-etmóido-orbitária cursa com telecanto e alterações nasais predominantes. E) Errada: a fratura do complexo zigomático costuma ser unilateral e não causa retrusão de todo o terço médio.

Referência: Araújo, Gabrielli e Medeiros, 2007.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Anestesiologia Odontológica Técnica de Gow-Gates

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

Marinha do Brasil · Cirurgião-Dentista — Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial · Caderno Amarela

Gabarito disponível

Segundo Malamed (2013), assinale a opção que apresenta uma desvantagem da técnica de Gow-Gates.
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Resolução comentada

Desvantagem do Gow-Gates: início de ação um pouco mais lento que o bloqueio alveolar inferior.

Segundo Malamed, o Gow-Gates tem início de anestesia um pouco mais longo que o do bloqueio do nervo alveolar inferior, porque a solução anestésica precisa se difundir por uma distância maior até o tronco nervoso. Essa é a desvantagem listada.

Análise das alternativas

A) Errada: a baixa taxa de aspiração positiva (cerca de 2%) é vantagem do Gow-Gates, e os valores citados são da técnica alveolar inferior. C) Errada: a ausência de contato ósseo é característica, e a profundidade arbitrária é inerente à técnica de Akinosi/Vazirani, não uma desvantagem do Gow-Gates conforme o gabarito. D) Errada: é desvantagem do bloqueio alveolar inferior convencional, que toca o osso. E) Errada: o hematoma é raro no Gow-Gates.

Referência: Malamed. Manual de Anestesia Local, 2013.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Estomatologia Exames Complementares — Testes de Triagem

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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Gabarito disponível

Com relação às investigações de problemas médicos específicos, o VDRL é o teste de triagem indicado por Scully (2009), para qual desordem sistêmica?
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Resolução comentada

O VDRL é teste de triagem para sífilis.

O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é um teste não treponêmico, de triagem, para sífilis. Detecta anticorpos contra cardiolipina e, quando positivo, é confirmado por testes treponêmicos como FTA-ABS.

Análise das alternativas

A) Errada: hiperparatireoidismo é investigado com cálcio e PTH. B) Errada: hepatite B usa HBsAg e outros marcadores. C) Errada: diabetes usa glicemia e HbA1c. E) Errada: HIV usa testes sorológicos específicos (ELISA/Western blot).

Referência: Scully. Medicina Oral e Maxilofacial, 2009.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Acessos Cirúrgicos — Acesso Submandibular

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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Gabarito disponível

O nervo marginal da mandíbula pode apresentar-se em um ou dois ramos em seu trajeto abaixo da borda inferior da mandíbula. Segundo Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007), para a confecção de acesso submandibular com finalidade de tratamento de fraturas mandibulares em geral, a incisão deve ser distanciada da borda inferior da mandíbula
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Resolução comentada

Incisão submandibular a 1,5 a 2,0 cm da borda inferior da mandíbula para proteger o ramo marginal.

Para proteger o ramo marginal do nervo facial, que pode descer abaixo da borda inferior da mandíbula, a incisão submandibular é feita de 1,5 a 2,0 cm abaixo dessa borda, conforme Araújo, Gabrielli e Medeiros. Essa distância permite acesso adequado à região com segurança.

Análise das alternativas

A) Errada: 0,5 a 1,0 cm é próximo demais da borda e expõe o nervo a lesão. C, D e E) Erradas: distâncias de 2,5 cm ou mais afastam demais a incisão, dificultam o acesso e pioram o resultado estético, sem corresponder ao recomendado.

Referência: Araújo, Gabrielli e Medeiros. Cirurgia Bucomaxilofacial/Trauma, 2007.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Osteonecrose dos Maxilares Associada a Bifosfonatos

Diretoria de Ensino da Marinha 2016 Superior

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Segundo Hupp, Ellis III e Tucker (2009), alguns cuidados devem ser observados no manejo odontológico de pacientes que irão receber terapia intravenosa com bifosfonatos, visto que a maioria dos relatos de osteonecrose dos ossos maxilares associada a bifosfonatos ocorre após uso prolongado da droga.
Sendo assim, antes da administração da terapia, pode-se afirmar que
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Resolução comentada

Antes da terapia IV com bifosfonatos, remover dentes de mau prognóstico e adiar a terapia por 4 a 6 semanas.

Segundo Hupp, Ellis III e Tucker, o paciente que iniciará bifosfonato IV deve ter os dentes com prognóstico ruim extraídos antes da terapia, e o início deve ser adiado por cerca de 4 a 6 semanas após os procedimentos invasivos, para permitir cicatrização óssea/mucosa. Isso reduz o risco de osteonecrose, que se associa ao uso prolongado e a procedimentos invasivos durante a terapia.

Análise das alternativas

B) Errada: aguardar o fim da terapia para extrair aumenta o risco de osteonecrose. C) Errada: o prazo recomendado é de 4 a 6 semanas, não de 10 a 12. D) Errada: manter a terapia inalterada não permite a cicatrização prévia. E) Errada: não se removem todos os dentes, apenas os de prognóstico ruim.

Referência: Hupp, Ellis III e Tucker. Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea, 2009.

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Tumores Odontogênicos — Tratamento Cirúrgico

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Gabarito disponível

A exérese de tumores dos maxilares pode ser obtida por meio de várias técnicas cirúrgicas, e o tipo de tratamento estará condicionado ao comportamento de cada lesão. Segundo Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007), assinale a opção que apresenta a lesão para a qual o tratamento de enucleação, sem a necessidade de remoção de tecido duro remanescente à lesão, NÃO está indicado.
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Resolução comentada

O fibroma ameloblástico não é indicado para enucleação sem remoção do tecido duro adjacente.

Odontoma, fibroma odontogênico, cementoblastoma e tumor odontogênico de células glandulares são tratados por enucleação, e o gabarito oficial aponta o fibroma ameloblástico como a exceção. Nele, a enucleação simples não basta e exige remoção adicional do tecido duro adjacente.

Análise das alternativas

A, B, C e D: nesses casos a enucleação e a curetagem são tratamentos usuais. No cementoblastoma ela é feita com a extração do dente envolvido.

Referência: ARAÚJO; GABRIELLI; MEDEIROS (2007).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Infecções Odontogênicas — Espaços Fasciais

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Segundo Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007), processos infecciosos oriundos de terceiros molares inferiores horizontalizados ou mesioangulados tendem a não apresentar qualquer aumento de volume extrabucal, causando, entretanto, trismo acentuado. Essa manifestação descrita caracteriza o acometimento do seguinte espaço
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Resolução comentada

Trismo acentuado sem edema extrabucal indica o espaço pterigomandibular.

O espaço pterigomandibular está medial ao ramo mandibular e envolve o músculo pterigóideo medial, por isso o trismo é intenso. Por ser profundo, quase não há aumento de volume extrabucal. Infecções de terceiros molares inferiores mesioangulados ou horizontalizados atingem esse espaço.

Análise das alternativas

A e C: os espaços esfenomaxilar e infratemporal são mais profundos e ligados à região posterior da maxila. B e D: os espaços retrofaríngeo e látero-faríngeo cursam com disfagia, dispneia e risco de mediastinite, não com esse quadro isolado.

Referência: ARAÚJO; GABRIELLI; MEDEIROS (2007).

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Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Traumatologia — Fraturas do Complexo Zigomático

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De acordo com Miloro (2011), são consideradas complicações do tratamento de fraturas do complexo zigomático
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Resolução comentada

A alternativa C reúne complicações descritas no tratamento das fraturas zigomáticas.

Miloro cita como complicações a neuropatia óptica traumática, o hifema traumático e o trismo, que ocorre por interferência no processo coronoide ou no arco zigomático. Esse é o gabarito oficial.

Análise das alternativas

A, B, D e E incluem itens que não aparecem como complicações do tratamento na lista de Miloro, como desvio de septo, má oclusão e obstrução nasal. A alternativa E ainda inclui a síndrome da fissura orbitária superior. Cada uma dessas opções mistura itens que não correspondem ao quadro de complicações descrito.

Referência: MILORO, Michael. Princípios de Cirurgia Bucomaxilofacial de Peterson (2011).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Pacientes Anticoagulados — Avaliação Pré-Operatória

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A varfarina é um anticoagulante potente por inibir a síntese de fatores da coagulação dependentes da vitamina K, sendo normalmente substituído por um anticoagulante de ação mais curta antes da realização de procedimentos. De acordo com Araújo, Gabrielli e Medeiros (2007), assinale a opção que apresenta, respectivamente, o exame utilizado para monitorar a ação anticoagulante da varfarina e a via da coagulação envolvida.
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Resolução comentada

A varfarina é monitorada pelo tempo de protrombina, que avalia a via extrínseca.

A varfarina reduz os fatores dependentes de vitamina K (II, VII, IX e X). O controle é feito pelo tempo de protrombina (TAP/INR), que avalia principalmente a via extrínseca, sensível ao fator VII.

Análise das alternativas

A: tempo de sangramento e agregação plaquetária avaliam a hemostasia primária. C: o TAP não avalia a via intrínseca. D e E: o TTPA monitora a heparina e avalia a via intrínseca.

Referência: ARAÚJO; GABRIELLI; MEDEIROS (2007).

Resolução comentada do VaiConcursos.

Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Distração Osteogênica

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Questão anulada

Leia o trecho a seguir.
A perda de altura vertical do ramo é uma consequência de uma condição patológica do côndilo e pode resultar de assimetria e má oclusão. A estimulação da osteogênese do côndilo mandibular consiste em expor o ramo mandibular, em geral, por meio de uma abordagem extra oral. O distrator é temporariamente estabilizado sobre a superfície lateral da mandíbula, uma osteotomia do ramo posterior é realizada e o mecanismo do distrator é fixado ao segmento osteotomizado (côndilo) e à porção estável do ramo. Após um período de latência de 5 a 7 dias, o mecanismo do distrator é ativado, produzindo 1mm de movimento ósseo por dia. Esse processo provoca a regeneração óssea em resposta à tração do segmento condilar. A amplitude do movimento é mantida durante a tração e o controle da oclusão e a modelagem da regeneração podem ser completados com um elástico de orientação da tração. Durante o período de consolidação, a integridade da área regenerada é mantida com o dispositivo trator.
Com base no trecho acima, assinale a opção que apresenta o cálculo do período de consolidação.
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